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sábado, 3 de maio de 2014

OS 75 ANOS DE BATMAN – PEDRO CLETO AMANHÃ NA FNAC

 
OS 75 ANOS DE BATMAN
PEDRO CLETO AMANHÃ NA FNAC - NO GAIASHOPPING

O Homem-Morcego faz 75 anos e, para celebrar o seu aniversário, a FNAC convidou Pedro Cleto, crítico e divulgador de banda desenhada, para uma conversa sobre as aventuras do icónico super-herói, criado pelo autor norte-americano Bob Kane.

Será uma oportunidade para revisitar a estreia de Batman na revista Detective Comics #27, em Maio de 1939 e a forma como a sua mitologia se desenvolveu ao longo dos anos bem como para descobrir algumas curiosidades a ele associadas.


Os autores que mais contribuíram para fazer do justiceiro de Gotham um dos pilares da DC Comics e as obras mais marcantes destes 75 anos serão outros aspectos a abordar numa sessão que se pretende aberta à participação de todos os que queiram comparecer.

É já amanhã, domingo, dia 4 de Maio, às 17h00, na FNAC do GaiaShopping. 



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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

CÉLULAS ESTAMINAIS, COM O PÚBLICO, NA QUINTA-FEIRA 5 DE DEZEMBRO



"CÉLULAS ESTAMINAIS"
COM O PÚBLICO
NA QUINTA-FEIRA 5 DE DEZEMBRO

Recebemos de João Ramalho-Santos a nota de divulgação transcrita abaixo e que pode ler-se, no original em: 

No dia 5 de Dezembro será distribuído com o jornal PÚBLICO um livro duplo de divulgação científica sobre células estaminais.

Trata-se de um Projeto COMPETE/QREN/Ciência Viva, organizado pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, local onde faço investigação, quando não estou a tratar de BD...

O livro contém crónicas de vários investigadores, ilustradas pelo Fernando Correia. E uma Banda Desenhada, escrita por mim e desenhada pelo André Caetano.

Basta comprar o jornal, o livro é à borla. Um bom preço, nos tempos que correm.

Estamos a estudar o modo como o livro é encarado por vários públicos, mas qualquer feedback é bem vindo.

Para além do livro o projeto implicou a produção de outros conteúdos, como:

Vídeos:
http://www.cnbc.pt/outreach/videos.asp

Crónicas:
http://www.cnbc.pt/outreach/cronicas.asp

E entrevistas:
http://www.cnbc.pt/outreach/entrevistas.asp

Por mim estou feliz, pela primeira vez consegui juntar duas coisas que gosto muito num só projeto.

Há dias assim.

João Ramalho-Santos

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CÉLULAS ESTAMINAIS
O que são?

As células estaminais são células indiferenciadas, o que significa que não possuem a especialização funcional que caracteriza as células adultas de um organismo vivo, apresentando a capacidade de poderem gerar os diversos tipos celulares que constituem um organismo.

As células estaminais reproduzem-se por um processo de divisão contínua, durante longos períodos de tempo, ou seja, indefinidamente. A estas duas características, recentemente foi acrescentada aplasticidade. Através de trabalhos experimentais provou-se que as células estaminais podem ser manipuladas em laboratório sem perderem as capacidades funcionais....

Ler mais em:
http://www.bebevida.pt/canais.asp?id_canal=109
http://www.publico.pt/celulas-estaminais
http://www.publico.pt/ciencia/noticia/celulas-estaminais-humanas-convertidas-pela-primeira-vez-em-celulas-pulmonares-funcionais-1614736

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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

AMANHÃ - DIA 16 DE NOVEMBRO: INAUGURAÇÃO DO PARQUE DA BD - TURMA DA MÓNICA / MAURÍCIO DE SOUSA - NA AMADORA

AMANHÃ - 16 DE NOVEMBRO
INAUGURAÇÃO DO PARQUE DA BD – TURMA DA MÔNICA / MAURÍCIO DE SOUSA 
NA AMADORA

Será inaugurado no próximo sábado, dia 16, o Parque da BD - Turma da Mónica, do autor "português" Maurício de Sousa, no local onde existiu a antiga Fábrica da Cultura, instalação que albergou nove dos melhores Festivais de BD da Amadora de sempre. As aspas no "português" servem para acentuar a crítica que temos feito à escolha da Câmara da Amadora em favor deste autor, em desfavor de autores portugueses (curiosamente muitos deles nascidos, ou residentes, na Amadora, ou mesmo em Lisboa) que produziram figuras da BD infantil portuguesa e que mereceriam, em nosso entender, a atenção prioritária daquela autarquia para uma obra desta natureza.
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Segundo uma notícia em: local.pt/inauguracao-do-parque-da-bd-turma-da-monica-mauricio-de-sousa-na-amadora

AMADORA – A 16 de novembro, sábado, tem lugar pelas 10.00h a inauguração do Parque da BD – Turma da Mônica / Maurício de Sousa, e durante o dia, há muita animação no local e insufláveis para as crianças.

O parque, com cerca de 4 mil metros quadrados, foi construído no espaço onde se situava a Fábrica da Cultura, local onde durante vários anos foi realizado o Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora.

No ano em que se celebra o 50.º aniversário da Mônica, personagem incontornável da história da banda desenhada, e num concelho conhecido pela divulgação da 9.ª arte, a Amadora tem agora um parque na cidade em homenagem ao criador da Turma da Mônica, Maurício de Sousa, que esteve associado a todo o processo de construção deste novo espaço verde. (...)

A antiga Fábrica da Cultura na primeira fase de demolição...


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sábado, 9 de novembro de 2013

GIBITECA DE SANTOS RECEBE DOAÇÃO DE QUADRINHOS DE CIDADE PORTUGUESA e INAUGURAÇÃO DO PARQUE DA BD NA AMADORA


A Gibiteca de Santos fica a poucos metros da praia, no bairro do Boqueirão 
(Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)


GIBITECA DE SANTOS RECEBE DOAÇÃO DE QUADRINHOS DE CIDADE PORTUGUESA


Em g1.globo.com, 30/10/2013

Doação dos 54 álbuns em língua portuguesa acontece nesta quinta-feira.

Quadrinhos foram cedidos pela Câmara Municipal de Amadora.

A Gibiteca Municipal “Marcel Rodrigues Paes” de Santos, no litoral de São Paulo, recebe oficialmente nesta quinta-feira (31), às 10h, a doação de 54 álbuns de quadrinhos europeus em língua portuguesa, cedidos pela Câmara Municipal de Amadora, cidade portuguesa próxima de Lisboa.

A doação veio pelas mãos da professora Sônia Luyten, incumbida pela Câmara de Amadora de doar os volumes para alguma gibiteca brasileira. Segundo a professora, a Gibiteca de Santos foi escolhida pelo trabalho que vem desenvolvendo neste ano e por ainda ter pouco material dessa natureza.

Os álbuns vêm do Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (CNBDI), um departamento da Câmara de Amadora com o objetivo de difundir as histórias em quadrinhos, chamadas de “banda desenhada” em Portugal. Entre os títulos doados, estão trabalhos de autores como o francês Moebius, o belga Van Hamme, Edgar Jacobs, Mordillo, Wolinsky e muitos outros, além de autores portugueses e catálogos de salões de humor da Europa

A Gibiteca fica no Posto 5, na avenida da praia, em frente à Rua Oswaldo Cruz, no bairro Boqueirão. A partir desta quinta-feira, todos os álbuns doados já estarão à disposição do público.
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A opinião de Leonardo De Sá:

Não sabemos se a própria Amadora chegou a fazer alguma propagandeca aos 54 míseros álbuns que aparentemente terá oferecido para terras de Vera Cruz, segundo as notícias além-Atântico sobretudo de BDs estrangeiras, ou seja, quase nenhuma edição com autores portugueses. Mas, em abono da verdade, também não ouvi falar por cá da gigantesca doação que a Marvel pretendeu fazer há uns anos ao CNBDI de Angoulême (actual CIBDI) de dois milhões de comic books (!), dos quais só aceitaram 283.000, ficando o resto para outras bibliotecas francesas categorizadas e um punhado de instituições estrangeiras, entre as quais segundo consta o CNBDI da Amadora, que nunca – que se saiba – disponibilizou/mostrou o que teria recebido ou negou que tal tivesse acontecido, apesar da informação aparecer em notícias internacionais:

http://www.citebd.org/spip.php?article4023

http://www.liberation.fr/livres/2004/12/14/captain-america-deboule-a-angouleme_502878

http://www.chinadaily.com.cn/english/doc/2005-01/01/content_405269.htm

A propósito apenas de comic books norte-americanos, no (desani)AmadoraBD deste ano 2013 pode-se ainda admirar vários *falsos* originais da DC Comics na exposição sobre os 75 anos do Super-Homem, na realidade simples cópias digitais com legendas enganadoras a fazer passar gato por super-lebre – o que também já aconteceu na exposição Homem-Aranha no ano passado. Aparentemente, contam com o facto da maior parte do público não saber distinguir um original de uma mera fotocópia, podendo-se portanto sempre enganá-lo com qualquer super-peta...

Esta imagem da capa da "Action Comics" #44, por exemplo não é um original...

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sábado, 16 de junho de 2012

VINHO DA NIEPOORT COM BD NOS RÓTULOS APRESENTADO NO MAB – E ONDE SE RECORDA UM TEXTO DE RUI FALCÃO (NO BDpress #106) SOBRE A MESMA MATÉRIA


VINHO DA NIEPOORT COM BD NOS RÓTULOS APRESENTADO NO FESTIVAL MAB
E ONDE SE RECORDA UM TEXTO 
DE RUI FALCÃO (NO BDpress #106) 
SOBRE A MESMA MATÉRIA 

Já em Janeiro de 2010 apresentávamos no Kuentro – (ver em http://kuentro.blogspot.pt/2010/01/recortes-de-imprensa-106-vinhos-rotulos.html) num BDpress #106 – VINHOS: RÓTULOS NAS GARRAFAS DESENHADOS POR CARTOONISTAS... CONTRA A CRISE – uma ideia da apresentação de cartoons em rótulos de vinho tinto da região do Porto, que remontava, pensámos na altura, a 2005, com cartoons de Luís Afonso. 


Uma visita ao site da Niepoort e dos seus vinhos “Fabulosos” contou-nos que a história já vem de 2002... 
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Leiam este pequeno texto do site da Niepoort (http://www.niepoort-vinhos.com/pt/fabulous/):

“FABULOSOS” TINTO E BRANCO

Após termos criado em 2002 o primeiro vinho da família dos “Fabulosos”, ao qual demos o nome de “Fabelhaft”, Dirk Niepoort insistiu em desenhar um rótulo original e distinto para cada mercado recorrendo a um artista local para ilustrar uma história adequada aos valores e sensibilidade de cada país e a sua relação com o vinho. “Diálogo”, ”Conversa”, “Allez Santé”, “Drink Me”, “Alonso Quijano”, ”Fabelhaft”… são alguns dos nomes que os “Fabulosos” assumem atendendo à realidade dos mercados a que se destinam, respectivamente Portugal, Brasil, Bélgica, Inglaterra, Espanha e Alemanha. Este vinho simboliza a alegria, a celebração, a boa comida, os bons amigos, a boa vida, um vinho de puro prazer, elegante e que expressa a realidade do Douro. Em Julho 2011 foram lançados Diálogo Branco 2010 e Fabelhaft Branco. 

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Mas Rui Falcão, o articulista do texto referido no início deste post, recortado do suplemento Fugas, do jornal Público, rematava perguntando: Será possível fazer algo semelhante com o Vinho do Porto? 

Parece que ainda não foi desta que a coisa atingiu o Vinho do Porto, embora durante o MAB tenha sido servido um Vinho do Porto de Honra (também da Niepoort) com rótulo criado por Regina Pessoa, mas apenas o vulgar Tinto, ao que nos parece. Se nessa altura se divulgava o vinho de 2005, 2006 e 2007, designado Diálogo Douro, com os tais cartoons de Luís Afonso, que recordamos mais abaixo, a empresa, a Niepoort, apresentou a mesma ideia este ano durante o Festival MAB, com vinhos de 2010, agora designados Drink Me Douro, embora com BDs de autores não portugueses. 

Rótulo do Porto Niepoort Ruby Dum, criado por Regina Pessoa
(foto pescada no blogue Leituras de BD

O que fica, para além da ideia da BD e Cartoon em rótulos de garrafas de vinho é que a crise não é só de agora, como podemos verificar pelo excelente texto, como sempre, de Rui Falcão, para o qual recomendo a releitura, uma vez que também explica esta estratégia, ao que parece internacional, de desenhos nos rótulos das garrafas.




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domingo, 26 de fevereiro de 2012

O BDjornal – OS LIVROS – AS REVISTAS – OS FANZINES – AS EDIÇÕES DE AUTOR – A BANDA DESENHADA PORTUGUESA JÁ TÊM UMA LOJA ONLINE A FUNCIONAR EMBORA AINDA EM FASE DE MONTAGEM

ABRIU A LIVRARIA 
PEDRANOCHARCO ONLINE

Tal como estava previsto, a Livraria online já começou a funcionar. Por enquanto ainda só com 30 títulos, previlegiando como é lógico, os títulos da Pedranocharco Publicações, mas contando também com títulos de outros Editores, Revistas, Edições de Autor, Fanzines e eventualmente irá ter uma categoria com Livros Usados.

Começamos, para já, com uma campanha de descontos no BDjornal e nos livros Pedranocharco, que durará até dia 10 de Março, altura em que se prevê esteja já pronta a reedição do BDjornal #24 (Outubro, 2008) – esgotado haverá mais de dois anos, devido ao material nele publicado sobre os 60 anos de Tex e o Western na BD.

Nessa altura, o BDjornal #24 reeditado estará na Livraria online à disposição de todo o Mundo!

Claro que falta colocar lá muita coisa, tanto de Livros como de Fanzines, Revistas, etc... Faltam-nos, por exemplo, ainda os livros da Polvo, que vão estar também à venda em breve na Livraria. E esperamos que outros editores adiram.

Aspecto da página inicial da coisa...
pretende-se tornar isto numa espécie de Stand Pedranocharco como costuma estar no FIBDA, mas permanente e com mais coisas ainda (como poderão verificar, falta muito para lá chegarmos)

É só clicar no logo Pedranocharco em fundo amarelo (igual ao que está aqui em baixo em tamanho XXL) e que já está no Kuentro, no topo da coluna da direita - obviamente em tamanho S, uma vez que a coluna não dá para imagens maiores.


AGUARDAMOS A VOSSA VISITA, OPINIÕES, SUGESTÕES, ETC...

INSCREVAM O VOSSO EMAIL NA NEWSLETTER PARA CONHECEREM AS NOVIDADES

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

JOSÉ RUY HOJE NO CENTRO NACIONAL DE CULTURA: DO ANALÓGICO À LITIGRAFIA DIGITAL


JOSÉ RUY ESTARÁ HOJE NO 
CENTRO NACIONAL DE CULTURA 
PARA UMA PALESTRA SOBRE O TEMA

DO ANALÓGICO À LITOGRAFIA DIGITAL


Do Analógico à Litografia Digital: 1947-2012
com José Ruy
22 de Fevereiro às 18h30
ENTRADA LIVRE

Técnico de artes gráficas, decorador, autor de Banda Desenhada, ilustrador e pintor, José Ruy nasceu a 9 de maio de 1930.
Esteve particularmente associado a muitas das mais importantes revistas da BD nacional e tem editados perto de quarenta álbuns, o que o torna num dos autores mais produtivos de sempre.
Importante também é o seu trabalho como ilustrador, tendo participado em vários livros e revistas, como Mundo Feminino, Almanaque Alentejano, Almanaque do Algarve, Seleções de Mecânica Popular e Diário de Notícias.

Centro Nacional de Cultura
Rua António Maria Cardoso, nº 68
1249-101 Lisboa
Tel: 213 466 722

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E AMANHÃ

NO CENTRO NACIONAL DE BANDA DESENHADA E IMAGEM 
CNBDI - AMADORA



POR ESTA PEREGRINAÇÃO ACIMA 
JOSÉ RUY e FAUSTO

No dia 23 de Fevereiro, pelas 21h00, no Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem terá lugar mais uma edição de Às Quintas Falamos de BD, com o encontro Por Esta Peregrinação Acima que conta com a participação do músico e compositor Fausto, do autor de BD José Ruy, e da jornalista Ana Margarida Carvalho.

Na ocasião será exibido um poema sinfónico, uma adaptação em vídeo das pranchas do álbum Fernão Mendes Pinto e a sua Peregrinação, de José Ruy, com música de Por Este Rio Acima, de Fausto Bordalo Dias.

Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem
Coordenação
Av. do Brasil, nº 52-A
2700-134 Amadora
T: 214369057

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sábado, 18 de fevereiro de 2012

HASTA SIEMPRE – LA CÁRCEL DE PAPEL – O FIM!!!


O catalão Álvaro Pons, autor e editor do blogue La Cárcel de Papel (que em catalão quer dizer A Prisão de Papel) anunciou o fim do seu blogue, depois de, em Janeiro passado ter sido o comissário da exposição da Banda Desenhada “espanhola” no Festival de Angoulême. Republicámos AQUI, em 27 de Janeiro último, a entrevista que Carlos Pessoa, do jornal Público, realizou com Álvaro Pons.

O crítico e divulgador de banda desenhada deixa também de colaborar na imprensa.

Aqui fica o texto “Hasta Siempre”, com que Pons encerra o seu blogue e uma reacção de Gabriel Zárate, autor do blogue El Lector de Historietas, de Lima, no Peru, só para percebermos a amplitude dos seguidores de La Cárcel de Papel, porque o universo dos blogues em língua castelhana (e não só) referiu esta notícia.


HASTA SIEMPRE

Álvaro Pons

2 Febrero 2012

Todas las cosas tienen un principio y un final.

Llevaba mucho tiempo meditando esto, pero creo ahora ha llegado el momento: se acabó mi paso por el mundo de los tebeos. Se cierra este espacio de La Cárcel de Papel que me ha dado tantas satisfacciones durante nueve años y dejo de colaborar en prensa (con la única excepción de la vinculación que tengo con la Cartelera Turia de Valencia) o eventos relacionados con el tebeo. Durante muchos años, casi veinte, he convertido mi hobby, mi pasión, en casi una segunda profesión. Y creo que debo volver a buscar esa sensación de disfrutar de la lectura de tebeos como lector raso, con la única preocupación de gozar de su lectura. Creo sinceramente que en estas cosas se debe dejar paso a los que vienen detrás y, sobre todo, ser consciente de las limitaciones de uno mismo. El comisariado de la exposición sobre tebeos españoles en Angoulême, uno de los proyectos más ilusionantes en los que he trabajado, es un perfecto broche final a mi trayectoria. No dejaré la vinculación académica, pero como algo muy reducido.

Han sido unos años maravillosos y, sin duda, me quedo con más amigos de los que merezco.
Vuelvo a ser, simplemente, un lector de tebeos.

Gracias a todos y hasta siempre.

Álvaro Pons

 Logo da exposição "Tebeos" em Angoulême 2012...


Álvaro Máximo Pons Moreno (Barcelona, 1966) é professor titular do Departamento de Óptica da Universidad de Valencia, simultaneamente é um divulgador e crítico da “historieta” no seu blogue La Carcel de Papel, que manteve durante nove anos...

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Por Gabriel Zárate (blogue El Lector de Historietas), Lima, Peru.

“La Cárcel de Papel”, el esplendido e imprescindible blog de divulgación y crítica de historieta más importante a nivel mundial en lengua española, concluyó un inolvidable ciclo, por decisión de su máximo responsable: El gran Álvaro Pons, un autentico lector profesional de sensible e inteligente análisis y sofisticada pluma. La noticia provocó la afligida pena de sus miles de lectores, amigos y fans, por la sensación de vacío que pronto vendrá. Álvaro: ¡Gracias por tu valioso esfuerzo y compromiso volcados al mundo de la historieta! Algunas de las mejores reseñas de cómics que he leído y disfrutado son de tu autoría. Eres todo un referente obligado para nosotros, los involucrados en el universo del tebeo, en lengua hispana en dos continentes.

Un abrazo enorme desde Lima, maestro, cargado de tristeza, y todo el éxito posible en los proyectos que continúan y en aquellos que le aguardan.

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

PROTOCOLO ENTRE O GRUPO BEDÉFILO SOBREDENSE E JUNTA DE FREGUESIA DA SOBREDA – NOVAS PERSPECTIVAS PARA O SALÃO DE BD DA SOBREDA

PROTOCOLO ENTRE O 
GRUPO BEDÉFILO SOBREDENSE 
E JUNTA DE FREGUESIA DA SOBREDA



 Solar dos Zagalos, Sobreda de Caparica, onde têm decorrido os vários Salões de BD. 
Em baixo, aspectos do Salão de 2001:



No seguimento da política seguida por este executivo de estabelecer protocolos de entendimento com entidades com sede social na freguesia, foi assinado no passado dia 06 de Dezembro protocolo de colaboração com o GBS - Grupo Bedéfilo Sobredense, instituição sem fins lucrativos e que tem levado o nome da Sobreda e do munícipio de Almada, um pouco por todo o mundo, graças ao trabalho desenvolvido na criação e exposição da nona arte, na qual a Sobreda/BD, salão internacional de Banda Desenhada, foi e esperemos que volte a ser, o grande encontro de todos quantos se revem nesta forma de arte, público e/ou artistas*.

Do protocolo assinado, para além do apoio logístico e material na melhoria das actuais instalações da sede social, a funcionar na antiga Escola Primária, consta um conjunto de actividades a desenvolver ao longo de 2012, nomeadamente: exposições/salões de banda desenhada; revista de colectivo de BD; mostra de trabalhos, ateliers ao vivo a desenvolver em diversos espaços da freguesia, que se pretende abertos à população em geral e em particular em articulação com a comunidade escolar, nomeadamente nos cursos de vocação artística.

O protocolo consiste de um apoio financeiro de 3.000 euros/ano por parte da junta de freguesia, sendo o seu pagamento faseado em três tranches, repartidas de igual valor ao longo do ano, em cumprimento do plano de actividades estabelecido e acordado entre as partes. O protocolo é estabelecido para o ano civil de 2012 ficando a renovação do presente condicionada à disponibilidade de ambas as entidades.

Última edição dos Cadernos Sobreda BD, de 2010, dedicado a Fernando Bento.

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(*) NOTA DO KUENTRO – E a mania que eles têm de persistir em chamar “artistas” aos autores de banda desenhada! Que diabo, “artistas” é um termo tão degradado que nem com a arte tem já alguma coisa a ver – são autores, caramba! Quem produz BD são os autores! Quando ouvimos ou lemos esta palavra, só nos vem à memória o “artista da TV e disco e da cassete pirata”....


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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

NOVO FESTIVAL DE BANDA DESENHADA NO PORTO EM PERSPECTIVA


MAB 
FESTIVAL INTERNACIONAL 
DE MULTIMEDIA, ARTE E BD

15 de Dezembro de 2011

Foi divulgado durante os IX Troféus Central Comics, como a grande surpresa do evento, o MAB, um novo festival de Banda Desenhada que promete abanar com a cidade do Porto. A organização enviou a sua primeira nota de imprensa.

“O projecto Mab Invicta é um festival internacional de Banda Desenhada com ligação a outras artes como cinema, ilustração, literatura e animação e irá contar com a presença de autores internacionais consagrados do Reino Unido, Alemanha, Itália, Bélgica, Canadá, Espanha, França e Portugal e que está a ser trabalhado há mais de 6 meses em regime pós laboral e foi apresentado no Hard Club por ocasião da entrega dos troféus Central Comics de 2011 como antevisão para 2012.

Devido ao facto de ser um festival literalmente privado e sem qualquer apoio do estado ou da Câmara Municipal do Porto, o mesmo irá decorrer na Faculdade de Belas Artes, não podendo pelo menos para já divulgar o nome dos autores.

O trabalho de contactos para estabelecer este festival quer para autores ou parcerias (não nos esqueçamos que o país está em crise e que o mesmo só se irá realizar com muitas horas de negociações finais através de parcerias) é feito somente por membros da organização do festival e agradecemos o apoio e possível colaboração de todos os intervenientes de promoção e divulgação da nona arte em Portugal para ajudar a visibilidade de um festival mais a Norte, coisa que não sucede há mais de 12 anos.

Temos muitos nomes confirmados e com provas dadas na nona arte para a vinda, promoção e debate no mesmo.

Para além dos artistas já confirmados; temos também agendadas 3 exposições de personagens carismáticas da Banda Desenhada que irão dinamizar ainda mais o festival.

Não podemos divulgar o nome dos autores já confirmados devido a possíveis alterações de última hora, mas temos a perfeita noção que o mesmo se irá realizar, apesar de todo o trabalho inerente a um projecto desta envergadura e assim que tivermos o design gráfico todo concluído, os nomes irão ser divulgados assim como as exposições e temáticas deste projecto.”

Organizado por Manuel Espírito Santo, Diogo Campos, Jorge Ferreira, André Azevedo e Paula Fonseca.

Segundo consta, a primeira edição deste Festival irá decorrer nos dias 10, 11, 17 e 18 de Março de 2012.



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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

LOJA O LOBO MAU EMITE COMUNICADO

É com pesar que anunciamos mais um encerramento de uma loja física que, não tendo as mesmas características da Central Comics, enquanto loja de Banda Desenhada, herdou desta não só os responsáveis, Hugo Jesus e Andreia Lopes, mas algum do feeling daquela loja portuense, como as publicações de Banda Desenhada e o merchandising de BD – mantendo a Central Comics online.

Daqui enviamos um grande abraço ao Hugo e à Andreia, que não vão desaparecer do mapa, obviamente, mas enveredam por ocupações diferentes, quiçá mais rentáveis, não perdendo de vista a loja online e os eventos de BD com que têm sabido animar os bedéfilos da cidade do Porto.

COMUNICADO – LOJA O LOBO MAU


10 de Dezembro de 2011

A loja especializada em merchandise e banda desenhada vai fechar na sua componente física no final deste ano. Nesse sentido, emitiu um comunicado, aqui apresentado.

“É com um misto de emoções que emitimos hoje este comunicado acerca de um projecto pessoal e profissional que nos tem acompanhado desde há vários anos, e que se traduz actualmente pela loja física O Lobo Mau, no Porto.

A decisão que tomamos, apesar de bastante espontânea, não é, de todo, irreflectida.
Iremos encerrar o nosso espaço físico, na cidade do Porto, e manter apenas a loja virtual, O Lobo Mau, com efeito a partir de 29 de Dezembro de 2011.

Deve-se esta decisão não apenas à actual conjuntura económica adversa, mas também à nossa incapacidade para conciliar o nosso horário normal de atendimento ao público com o tempo de que necessitamos despender em todas as nossas outras actividades profissionais, a que nos temos sempre dedicado, mas que assumem agora uma maior relevância.

Como é do conhecimento de quem connosco convive mais de perto, bem como dos nossos clientes, desenvolvemos, paralelamente à actividade comercial, outros trabalhos.

Somos ambos designers, temos projectos ocasionais em regime de freelance e temos também, a par de trabalhos mais esporádicos, outros que é necessário levar a cabo permanentemente ou sazonalmente, sendo que 2012 se está a projectar como bastante significativo no nosso panorama profissional.

Para além da nossa maior motivação, neste momento, residir precisamente nestes projectos profissionais, vamos também, a título pessoal, levar a cabo outros empreendimentos que nos manterão afastados da cidade do Porto.

Temos algumas declarações adicionais a acrescentar a este nosso comunicado.

Julgamos ser esta a altura propícia para informar os nossos clientes e amigos de que tem vindo a ser cada vez mais difícil trabalhar com loja aberta ao público. Não só o espaço físico que escolhemos para a nossa loja (apesar de inicialmente nos parecer bastante viável) é portador de inúmeros defeitos, como temos tido bastante dificuldade para conseguir estar fisicamente presentes na loja durante o seu horário de funcionamento, seis dias por semana. Além disto, os muitos gastos que a própria loja acarreta são apenas dificilmente comportados pelos seus próprios meios.

Sendo a loja O Lobo Mau uma consequência de quase 4 anos da loja Central Comics, contamos já com quase 6 anos de loja (física) aberta. Quando a abrimos, a 1 de Abril de 2006, já eram conhecidos os rumores da “crise”, mas estávamos convictos de que a cidade do Porto tinha mercado para nós. E, de facto, até Novembro de 2008 mantivemo-nos em evidente e significativo crescimento.

A partir desse mês, o bombardeamento de notícias relacionadas com o estado da nação tomariam grande parte dos noticiários de horário nobre, fazendo cair o receio um pouco por todo o público. Tanto o cliente ocasional como também o consumidor de banda desenhada e merchandise se terão ressentido, e começámos a notar uma quebra do nível de vendas, que se traduziu em cerca de 30% num par de meses.

A situação foi-se deteriorando até meados de 2010, quando resolvemos fechar a Central Comics. Considerámos efectivamente encerrar a loja física, mas por gosto e vocação acabámos por abrir a O Lobo Mau, se bem que sendo esta mais direccionada à venda e exposição de merchandise, por oposição à banda desenhada (que havia constituído até aí o forte do nosso investimento e vendas). A ideia revelou-se boa, estrategicamente, e conseguimos que assim se mantivesse durante algum tempo – vendíamos bem e gostávamos do que fazíamos.

Passados 16 meses da abertura da loja O Lobo Mau, e talvez por todas as medidas de austeridade impostas a todos os cidadãos, notámos um significativo decréscimo nas vendas, sendo que os valores que obtivemos no passado mês de Novembro foram simplesmente ridículos. Dezembro não se está a prever muito melhor. Neste momento, e se outros factores não existissem, já não faria, de qualquer forma, sentido mantermos uma loja que nos consome tantas horas semanais para apenas se pagar a ela própria. Julgamos mesmo que a situação actual, a manter-se por mais algum tempo (e se estivéssemos profissionalmente dependentes apenas desta loja) se tornaria insustentável como rendimento de uma família.

E com o aparecimento de novos projectos para 2012 chegou assim a altura de dizer “basta”.
Durante estes anos no mercado temos visto várias lojas do meio a “cair”. Algumas com boa atitude, outras disparando contra tudo e todos e outras com o tradicional disfarce: “vamos de férias”. Já somos menos de 10 lojas em todo o país e acreditamos que a situação não se ficará por aqui. Talvez persistam as mais fortes, mais antigas, ou mesmo aquelas cujos donos tenham outras fontes de rendimento e investimento.

Além da crise que assola o país e as famílias portuguesas, temos também de tomar em conta a concorrência virtual que surgiu nos últimos anos. Com as lojas de BD nacionais a viverem quase exclusivamente da importação de livros, devido à pouca quantidade de banda desenhada traduzida, tudo se complicou quando as cadeias internacionais de venda on-line de livros com preços baixos (preços que seriam incomportáveis para qualquer loja portuguesa) se tornaram populares. Impossibilitadas de combater estes colossos mundiais, as lojas de banda desenhada sentem cada vez mais dificuldade para sobreviver.

Com a falta de recursos, muita gente (nomeadamente jovens) recorre à pirataria digital para ter acesso às suas leituras favoritas sem ter de gastar dinheiro, como já tivemos oportunidade de constatar através dos nossos próprios clientes. Mesmo falando das leituras pagas e lícitas, a banda desenhada digital tem ganho terreno à impressa em papel.

Aproveitamos para relembrar os problemas que tivemos quando, ainda como Central Comics, nos deparámos na loja com milhares de euros de encomendas não levantadas por clientes que não honraram os seus compromissos, o que, para uma loja pequena, foi crucial.

Tivemos também problemas com fornecedores que trabalharam muito mal, com prejuízo nosso. Por duas vezes vimos grandes carregamentos de encomendas perdidos, prejudicando colecções de clientes, e, consequentemente, a confiança destes para connosco. Tudo isto contribuiu para nos direccionar para situações difíceis, às quais fomos, ainda assim, resistindo.
Gostaríamos, também, de apontar a forma como os retalhistas demonstram tamanha oposição à união. Pelo contrário, vivemos num mercado fechado e mesquinho, onde cada um está sozinho contra o mundo. Em nichos do mercado, onde deveria haver união e luta no mesmo sentido, existe a intriga, a inveja e os golpes-baixos. Desde que entrámos neste universo que temos lido e ouvido as mais absurdas e deprimente histórias.

Lojas que nascem ou crescem com trapaças, dívidas e golpes sujos; lojas e empresas que se aproveitam do trabalho dos outros de forma menos clara, como, por exemplo, através dos “contra-eventos” fabricados à pressão (eventos ou promoções criados “em cima do joelho”, por forma a tentar sabotar outros eventos organizados e agendados há mais tempo, com o intuito de se aproveitaram da movimentação de fãs, numa tentativa absurda e abusiva de auto-promoção), como nós sofremos inúmeras vezes, principalmente desde que começámos a organizar festivais para a comunidade de manga/anime.

Há ainda lugar para o egocentrismo, a vaidade, e o mascarar com uma visão bonita o lugar tortuoso pelo qual todos passamos.

Curiosamente, nestes 6 anos, recebemos inúmeros pedidos de franchise em cidades impensáveis (algumas com pouco mais de 25 mil habitantes), e ainda 3 propostas de “compra” por outras empresas. Havia boas ideias e boa vontade envolvidas, quer se tenha tratado de ideias para manter o nosso nome ou expandir outros nomes já conhecidos que ainda não tivessem visibilidade na cidade do Porto.

Nos 3 casos, o negócio não se concretizou devido ao esmorecimento da vontade dos “compradores”. Sublinhamos que, em todas as situações, fomos nós os abordados com esse interesse, e não o contrario. Fomos também, ainda, bastante prejudicados com alguns destes “pré-arranjos”. Ainda hoje acreditamos que, se pelo menos dois dos três cenários se concretizassem, o fruto dessa união resultaria, em médio prazo, num domínio evidente do mercado em Portugal. Infelizmente as coisas não correram pelo melhor, e não foi pela nossa falta de vontade.

O ano de 2012 não promete ser muito positivo em termos de mercado, por todos os factores já aqui mencionados, mas estamos com esperança, ainda assim, para o trabalho que continuaremos a levar a cabo. Voltamos às raízes. O Lobo Mau vai ser uma loja apenas virtual, como a Central Comics foi durante mais de 3 anos. Mas não nos iremos eclipsar. Está nos nossos planos participar com espaços comerciais em eventos de grande e média envergadura, e continuar a criar eventos no distrito do Porto – e, quem sabe, alargar estes a outras regiões.
Iremos tornar as condições de compra mais apetecíveis para o público. Mais campanhas promocionais, a diminuição do valor mínimo de encomenda para oferta de portes, valores mais baixos para gastos de envio. Iremos colocar ao vosso dispor mais variedade de produtos, mais celeridade nas respostas e maior rapidez no processamento e envio das encomendas. Mais e melhor informação, nos boletins, website e Facebook.

Queremos ainda dizer que as encomendas que não chegarem até final do ano e que iriam ser levantadas na loja, irão ser mantidas e enviadas por correio, sem custos adicionais para os clientes. Iremos tratar de cada caso individualmente, e garantiremos que todos serão avisados atempadamente, durante este mês, sobre o estado das suas encomendas.

Os clientes nestas situações serão todos contactados pessoalmente, assim como todos os clientes de assinaturas via Previews.

Queremos por fim agradecer a todos vós, clientes, amigos, colaboradores, editores, artistas – os que tornaram este sonho pessoal e projecto possível por tanto tempo, em tempos tão conturbados.

Aos clientes e amigos que nos apoiaram nos bons e maus momentos e a todos os colaboradores que estiveram ao nosso lado, o nosso grande agradecimento.

Vemo-nos na World Wide Web… e nos eventos!

Até sempre,
Hugo Jesus e Andreia Lopes
O Lobo Mau”


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domingo, 4 de dezembro de 2011

PEQUENA HOMENAGEM AOS DESENHADORES DE TEX – TEX WILLER AOS 63 ANOS... + BDjornal #28 JÁ ESTÁ À VENDA NO BRASIL

José Carlos Francisco colocou ontem no seu blogue do Tex uma ilustração que realizei em Agosto passado, como homenagem pessoal a todos os desenhadores do Tex, para oferecer a Fabio Civitelli quando ele esteve no Salão de Viseu. Ver AQUI.

 Desenho enviado para oferta a Fabio Civitelli e José Carlos Francisco...

Versão final, depois de algumas pequenas correcções...

Já agora, esta coisa precisa de uma pequena explicação.

Tenho editado matéria sobre Tex desde o BDjornal #18 (Abril de 2007), com a prestimosa colaboração do incansável José Carlos Francisco e com ele vários colaboradores do blogue TexBr e da editora Mythos, como Jesus Nabor e Júlio Schneider entre outros. Recordo também que já tinha havido no BDjornal #4 (Agosto 2005) uma entrevista com José Carlos Francisco, Dorival Vitor Lopes e Helcio de Carvalho, sobre a Mythos.

Contudo, nunca fui um fã de Tex Willer. E por uma razão simples: desde a infância e adolescência, nunca dei muita atenção ao western, nem na banda desenhada nem no cinema. Sempre preferi um tipo de aventura mais exótica, digamos assim, o que me fascinava mesmo (até aos 13, 14 anos) era o Tarzan, o Tim Tyler, o Sandokan – este na colecção Salgari, da Livraria Romano Torres –, o Príncipe Valente, etc... e mesmo quando lia o Cisco Kid, era quando não havia mais nada para ler.

Depois, com a revista Tintin, fiquei viciado em Corto Maltese, Asterix e Lucky Luke, este sim, o único western que sempre me interessou bastante. Mas só mais tarde é que a BD “me caiu em cima” com todo o peso da revista (A Suivre), quando dei com ela em 1979/80. Foi portanto com esta revista que se iniciou a minha verdadeira “paixão” pela banda desenhada como modo de expressão e não já como entretenimento passageiro. Passei a conhecer os autores e as suas obras e a dar outra importância à BD, a ponto de largar a pintura e optar por fazer BD e depois, a editá-la, a estudá-la, etc...

Acontece que com a (A Suivre) descobri Jean Giraud/Gir/Moebius e com ele um western que de alguma forma me cativou um pouco, sobretudo pelo tratamento dado ao género e às personagens. Refiro-me, obviamente, ao Blueberry de Charlier e Giraud.

Pode dizer-se que, com os textos e imagens sobre Tex nas páginas do BDjornal, pela mão de José Carlos Francisco, como disse acima, fui descobrindo o Tex Willer, até também pelas pesquisas que fui tendo que fazer para encontrar imagens e referências, que ilustrassem e de certo modo sustentassem os textos e embora a obra em si não me tenha entusiasmado (continuo a não ser fã do western), o que me chamou a atenção foi a produção da personagem durante sessenta e tal anos e a movimentação de autores – desenhadores e argumentistas – que a casa Bonelli arregimenta para assegurar essa produção. Isto fez com que passasse a encarar o trabalho de produção em Tex, como paradigma da própria banda desenhada. Ou seja, uma produção de cultura popular (como é a BD), que movimenta dezenas de pessoas – só na produção directa de argumentos e desenho – para assegurar um produto com uma procura mundial de milhares, se não mesmo milhões de fãs, que quase consideram Tex Willer como membro das próprias famílias.

Daí ao desejo de realizar um estudo sobre todos os desenhadores de Tex Willer, foi um passo curto, uma vez que a maioria deles nem sequer são fãs do western, mas sim grandes profissionais, para quem, o que conta é o trabalho e não, qual é o trabalho. Especialmente com a experiência que tenho com muitos desenhadores portugueses da actualidade que, seguramente, nunca iriam desenhar Tex porque... não gostam de desenhar “coboyadas”, para mais, escritas por “outros”... e quem diz Tex, diz outros temas.

Com este trabalho, além de, obviamente querer homenagear esses desenhadores, pretendo mostrar o que foi a vida destes homens, verdadeiros operários do desenho – isto sem qualquer conotação marxista, que não sou.

Deixo aqui reproduções das primeiras páginas sobre Os Desenhadores de Tex, publicadas no BDjornal #28:


 O Quadro Cronológico que se pode ver nesta página, é apenas o início, claro, já que contabilizei (até agora) 73 desenhadores de Tex.


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Já agora, aproveito para informar os interessados que o BDjornal #28 já está à venda no Brasil, na Redwood Comics. Aqui fica o link para os interessados:



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terça-feira, 29 de novembro de 2011

A ARTE DE “AS AVENTURAS DE TINTIN” (O FILME) EM NOVO LIVRO ASA + EXPOSIÇÃO “UNIVERSOS DO ENTROPIA”

Na sequência da estreia do filme de Spielberg e na proximidade do Natal, as Edições ASA editam este livro. Aqui fica o material do press release recebido:

A ARTE DE
AS AVENTURAS DE TINTIN



A ARTE DE AS AVENTURAS DE TINTIN, que conta com prefácios de Steven Spielberg e Peter Jackson é um livro em capa dura e sobrecapa, profusamente ilustrado, que acompanha o lançamento do novo filme da Paramount Pictures e da Columbia Pictures, o qual tem como ponto de partida os álbuns de Tintin, o célebre repórter criado por Hergé e cujas aventuras a ASA tem vindo a publicar desde 2010.

A animação, efeitos visuais e design deste filme em 3D foram desenvolvidos pela Weta (responsável por filmes de sucesso como “O Senhor dos Anéis” ou “Avatar”), tendo o livro sido criado pelos mesmos artistas que transpuseram a obra de Hergé para o grande ecrã. Desde as primeiras ilustrações conceptuais às cenas tais como as vimos no ecrã, passando pelo material que foi sendo entretanto desenvolvido, este livro oferece uma visão única do processo criativo que envolve a feitura de um filme deste género.



Colecção: Tintin – Fora de Colecção
Nº de págs: 200
Autor: Cris Guise
Edição: cartonada com sobrecapa
ISBN: 978-989-23-1677-2
Edição limitada a 1000 exemplares
PVP: 35,30 Euros

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EXPOSIÇÃO 
“UNIVERSOS DO ENTROPIA” CARCAVELOS



Patente desde 26 Novembro e até 10 de Dexembro, a Exposição colectiva de Artes e de Artistas, “Universos do Entropia” pode ser visitada no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Carcavelos.

Com novos trabalhos e com um número alargado de Autores convidados, esta Exposição itinerante das Artes da Banda Desenhada, Cartoon, Caricatura e Fotografia marca presença no belo espaço para Exposições do Salão Nobre da Junta de Freguesia de Carcavelos.

Esta será portanto uma nova oportunidade para se apreciarem os trabalhos criativos de cerca de 20 Artistas, bem representativos da qualidade e diversidade artística existente em Portugal.

Autores Convidados:

Adelina Menaia
Álvaro
Ana Maria Baptista
Ana Saúde
Bruno Balegas
Bruno Ma
Bruno Martins
Catarina Guerreiro
Filipe Duarte
Gastão Travado
João Amaral
João Figueiredo
João Raz
João Sá-Chaves
João Sequeira
Manuel Alves
Melanie Romão
Miguel Ferreira
Nuno Sarmento
Paula Nunes
Paulo Marques
Pedro Manaças
Ricardo Correia

Horário da Exposição:
2ª a 5ª feira, das 9h00-13h00 + 14h00-16h30 + 18h00-20h00.
6ª feira, das 9h00-13h00 + 14h00-16h30.
Sábado, das 15h00 às 22h00.
Domingo – Encerramento semanal.

Localização:
Salão Nobre da Junta de Freguesia de Carcavelos – Estrada da Torre, 1483 – Carcavelos

Para ler a reportagem da inauguração e respectivas fotos ver o BLOGUE ENTROPIA
Fica aqui um "aperitivo" sacado do referido blogue:

Inauguração da Exposição, com a presença - da esquerda para a direita - de João Figueiredo (Grupo Entropia), Zilda Costa Silva (Presidente da Junta de Freguesia de Carcavelos), Paulo Marques (Grupo Entropia).

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