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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

INICIA-SE HOJE O 42º FESTIVAL INTERNACIONAL DE BD DE ANGOULÊME


 INICIA-SE HOJE O 42º FESTIVAL INTERNACIONAL DE BD DE ANGOULÊME


Apresentamos aqui o “cardápio” de algumas das exposições, recebidas via “dossier de imprensa”. Claro que o Angoulême 2015 acabará por ser também uma homenagem ao Charlie Hebdo. Acrescentamos um texto publicado no jornal Público, adaptado cronológicamente por nós, escrito por Joana Amaral Cardoso e publicado em 13/01/2015 aobre a criação do Prémio Charlie da Liberdade de Expressão – portanto este post do Kuentro é também um BDpress.

ANGOULÊME CRIA PRÉMIO 
CHARLIE DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

por Joana Amaral Cardoso
Público, 13/01/2015

Bill Waterson desenhou o cartaz da 42.ª edição do festival, mas o Charlie Hebdo vai ser a grande imagem do evento.

Começa hoje mais uma edição do Festival de Angoulême, um dos mais importantes eventos mundiais dedicados à banda-desenhada, mas esta não será uma edição qualquer. É a edição que acontece no mesmo mês em que mataram Cabu, Wolinski, Charb, Tignous e Honoré. E por isso e pelo ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo, em que morreram 12 pessoas, entre as quais os cinco importantes desenhadores de imprensa e outros três trabalhadores do semanário, Angoulême criou o prémio “Charlie da liberdade de expressão”.

A 42.ª edição arranca hoje, dia 29 e prolonga-se até 1 de Fevereiro com um cartaz desenhado por Bill “Calvin e Hobbes” Waterson, que deveria também presidir ao evento, depois de ter vencido no ano passado o Grande Prémio do Festival mas que anunciou que vai respeitar a sua tradição da discrição e não estará presente. Georges Wolinski, Grande Prémio de Angoulême 2005, vai ser recordado com Cabu, Tignous, Charb e Honoré através do novo galardão, criado dia 8 passado numa reunião de urgência na sequência do ataque à redacção do Charlie Hebdo.

O prémio, segundo o Le Monde, deve ser entregue anualmente a um desenhador de imprensa ou de banda-desenhada que se tenha visto impedido de exercer a sua profissão em liberdade plena. E tem data de validade. “Este prémio deve deixar de ser atribuído no dia em que todos os ilustradores do mundo se possam expressar livremente”, segundo o director-geral do Festival, Franck Bondoux. Na cidade francesa, haverá também tempo e espaço para recordar o trabalho dos desenhadores caídos. “A edição de 2015 será tempo de memória, de resistência, de debate sobre a liberdade de expressão, e de reagrupamento”, disse à AFP.

Plantu, célebre cartoonista do Le Monde, vai criar o cenário para um “concerto desenhado” de Areski Belkacem, que reunirá desenhadores de todo o mundo. Mesas redondas sobre a liberdade de imprensa, as melhores capas do Charlie Hebdo e concursos em torno das criações dos desenhadores mortos pelos irmãos Chérif e Said Kouachi vão marcar este 42.º Festival de Angoulême, cuja cerimónia de encerramento também homenageará o jornal. Também serão expostos os resultados – centenas – do apelo lançado pelo Festival no Facebook por ilustrações e trabalhos na esteira do massacre de Paris.

A programação do Festival não foi alterada, apenas revista e aumentada. Continuam previstas as mostras dedicadas a Jack Kirby, a Calvin & Hobbes, uma monográfica do japonês Jirô Taniguchi, um mergulho 3D na obra de Matthias Picard com Curious Jim (também em foco na última edição do AmadoraBD), uma exposição dedicada às visões sobre os bluesmen na BD, os cenários de Fabien Nury, os 35 anos de criação de Alex Barbier e vários espaços e mostras para crianças. 

Todos os anos passam por Angoulême cerca de 200 mil pessoas.

E vai ser anunciado, claro, o Grande Prémio do Festival deste ano entre Alan Moore, Katsuhiro Otomo e Hermann Huppen.



ALGUMAS DAS EXPOSIÇÕES

  
  
  

  


 

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

ANGOULÊME 2015 – OS TRÊS FINALISTAS PARA O GRANDE PRÉMIO E A HOMENAGEM AO CHARLIE HEBDO


ANGOULÊME 2015

OS TRÊS FINALISTAS
PARA O GRANDE PRÉMIO
E A HOMENAGEM AO CHARLIE HEBDO

Os três finalistas para o Grande Prémio Angoulême 2015 (escolhidos a partir da lista inicial de 26 nomes que divulgámos aqui no Kuentro), que será revelado no próximo Festival Internacional da Banda Desenhada de Angoulême, já são conhecidos: Alan Moore, Katsuhiro Otomo e Hermann Huppen.

Sem surpresas, dois dos finalistas do ano passado, ultrapassados na votação final por Bill Waterson, estão de regresso ao voto final este ano. O argumentista britânico Alan Moore, autor maior e prolifico de Watchmen, V For Vendetta, From Hell ou A Liga dos Cavalheiros Extraordinários, por exemplo, será de novo plebiscitado pelos autores creditados no Festival. Assim como o autor japonês Katsuhiro Otomo, criador incontornável de Akira e igualmente realizador de filmes de animação (a adaptação de Akira, Memórias, Steamboy...).

Alan Moore

Katsuhiro Otomo

O outro finalista desta short list, é Hermann Huppen. Nascido em 1938, este autor belga – que esteve em Portugal nos Salões de BD da Sobreda em 1994, 1996 e 2000, no Festival da Amadora de 2001 e no Festival de BD de Beja de 2010 – trabalhou com Greg desde 1966 na série Bernard Prince e depois em Comanche. De seguida lançou-se nas suas próprias séries em 1977, com Jeremiah, que conta com 33 álbuns, As Torres de Bois-Maury (14 volumes) e diversos one shots, para as colecções Signé, da Lombard e Aire Libre, da Dupuis. Actualmente trabalha com o seu filho Yves Huppen que se tornou argumentista: O Diabo dos Sete Mares, Afrika, The Girl of Ipanema, Manattan Beach 1957, Liens de Sang, Caatinga, Sarajevo-Tango, etc...

Hermann Huppen

 

O vencedor do Grand Prix será conhecido durante o Festival deste ano, que decorre de 29 de Janeiro a 1 de Fevereiro.

Depois do atentado contra o Charlie Hebdo, numerosos autores expressaram o desejo de que o Grand Prix do Festival de Angoulême deste ano fosse atribuído ao jornal. Mas o Festival de preferiu criar um prémio para a liberdade de expressão, em honra da memória dos desenhadores assassinados. Será um prémio a atribuir em todos os Festivais de Angoulême a partir deste ano, para que possa ter ressonância no futuro e não apenas agora. O Festival está em negociações com o Charlie Hebdo para que seja autorizado a usar o nome do jornal como designativo do Prémio.


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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

42º FESTIVAL DE ANGOULÊME 2015 – OS LIVROS NOMEADOS – SELECÇÃO OFICIAL

 

O site do Festival de Angoulême não podia deixar de referir o trágico assassinio múltiplo, perpetrado ontem na sede do semanário Charlie Hebdo, daí que tenha inserido um extenso artigo (http://www.bdangouleme.com/649,nous-sommes-charlie) ilustrado pelo cartaz de Wolinsky para a 33ª edição do Festival em 2006 e o já célebre Je Suis Charlie na sua página de abertura.

Nous sommes Charlie
En signe de solidarité avec Charlie Hebdo et l'esprit de liberté qu'il incarne, nous avons créé cet espace, ouvert à toutes celles et ceux qui, dans l'univers du 9e art, ont souhaité exprimer sous forme graphique ce que leur inspirent les tragiques événements survenus à Paris le 7 janvier à Charlie Hebdo.

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42º FESTIVAL DE ANGOULÊME 2015

Já é conhecida a composição do Grande Júri do 42º Festival de Angoulême 2015, que decide os livros a premiar (partindo da Selecção Oficial):

Gwen de Bonneval, presidente, autor
Mathieu Charrier, jornalista
Laurence le Saux, jornalista
Jana Jakobek, directora artística da Fumetto International Comix
Numa Sadoul, autor

OS LIVROS NOMEADOS
SELECÇÃO OFICIAL
(segundo a comunicação de imprensa)

























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