Mostrar mensagens com a etiqueta IN MEMORIAM. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta IN MEMORIAM. Mostrar todas as mensagens

sábado, 13 de outubro de 2012

TERMINOU ONTEM A HOMENAGEM A SERGIO BONELLI PELO BLOGUE PORTUGUÊS DO TEX



HOMENAGEM A SERGIO BONELLI 
PELO BLOGUE PORTUGUÊS DO TEX 
TERMINOU ONTEM

A homenagem – durante duas semanas – ao editor e argumentista italiano Sergio Bonelli, falecido a 26 de Setembro de 2011, terminou ontem no Tex Willer Blog, ou seja, o blogue português do Tex, da responsabilidade de José Carlos Francisco, 
que escreveu ontem no blogue: 

Terminou hoje a grande iniciativa, levada a cabo pelo blogue português do Tex, de homenagear o saudoso autor e editor Sergio Bonelli por ocasião do 1º aniversário do seu falecimento, depois deduas semanas ininterruptas de homenagens, a um ritmo de 4 por dia, proporcionadas por muitos dos mais consagrados e importantes autores (cerca de 40!) da própria Sergio Bonelli Editore, mas também por autores portugueses e brasileiros assim como colaboradores do nosso blogue e até por “simples” leitores, que deste modo quiseram mostrar o quanto admiram e idolatram aquele que foi o principal artificie da passagem da banda desenhada como simples instrumento de entretenimento popular a produto de dignidade cultural, criando, ao longo da sua carreira de cinquenta anos, uma das mais importantes editoras de banda desenhada no contexto italiano e mesmo mundial.


Nunca em nenhuma parte do mundo, nem sequer na própria Itália, se reuniram tantos e tão consagrados autores numa única iniciativa, apesar das muitas que têm havido, para homenagear o maior editor italiano dos fumettie um dos últimos cultores da Banda Desenhada de aventuras de grande público. A adesão foi tão grande e inesperada que a promovida Semana de Homenagem a Sergio Bonelliacabou por ter a duração de duas semanas (iniciou a 25 de Setembro e terminou a 10 de Outubro). 


O sucesso da iniciativa também se mediu pelo incrível número de visitas diárias (na ordem das milhares) ao blogue português do Tex, oriundas de mais de uma centena de países, proporcionando que fossem batidos, nestas duas últimas semanas, todos os records de audiência (e por larga margem) dos mais de 6 anos de vida do nosso blogue. A iniciativa portuguesa também foi muito elogiada e divulgada em diversos sites, blogues e fóruns de diversos países, com especial predominância na Itália onde foi inclusivamenteanunciada no próprio site da Editora Bonelli. 


Podemos deste modo dizer que Sergio Bonelli teve a homenagem que merecia e os ecos desta nobre iniciativa já antevêem que na realidade ela não terminará aqui, pois muito provavelmente irá realizar-se em Portugal, durante o ano de 2013, uma exposição que conterá a maior parte destas homenagens publicadas no blogue português do Tex e com a particularidade de serem expostos os respectivos desenhos originais e contar inclusive com a presença de um dos autores homenageantes, mas sobre isso, daremos informações mais tarde, quando tudo estiver completamente alinhavado. Há também o interesse de se publicar em 2013, em uma outra iniciativa, uma edição de papel que eternize numa obra todas estas homenagens a Sergio Bonelli. 


Para concluir, agradeço em meu nome e em nome do blogue português do Tex a todos os autores, colaboradores e leitores que acreditaram nesta nossa iniciativa e proporcionaram, com as suas homenagens, este êxito estrondoso que seguramente agradou a Sergio Bonelli que certamente nas Pradarias Celestiais não deixou de ver o carinho e a admiração nutrida por ele, mas o maior agradecimento tem que ir paraJúlio Schneider, redactor e tradutor bonelliano e um dos nossos mais importantes e activos colaboradores, que num feito verdadeiramente notável traduziu e adaptou todas as homenagens oriundas dos autores da Sergio Bonelli Editore, fossem elas de Itália ou mesmo as provenientes da Espanha e Argentina, pois sem a atenção, disponibilidade e prestatividade demonstrada por Júlio Schneider não teria sido possível termos muitas das homenagens que foram publicadas na nossa língua. 

José Carlos Francisco, Sergio Bonelli e Dorival Vitor Lopes (da Mythos Editora - editor de Tex no Brasil)

Algumas das homenagens podem ser vistas nos links abaixo: 

A homenagem de Maurizio Dotti a Sergio Bonelli:

Desenho de Maurizio Dotti

Porque BD não é cinema em papel! Recordar Sergio Bonelli, por Mirko Perniola: http://texwillerblog.com/wordpress/?p=39926

Desenho de Mirko Perniola

Giancarlo Malagutti e Manlio Truscia homenageiam Sergio Bonelli:

Desenho de Manlio Truscia

Saudade de coisas simples (com Zagor e Mister No)por Júlio Schneider:

A homenagem de Roberto de Angelis a Sergio Bonelli:

“Atrás da porta fechada…” – Homenagem de Mauro Boselli a Sergio Bonelli:

Fabio Civitelli homenageia Sergio Bonelli:

Desenho de Fabio Civitelli

SERGIO BONELLI nas palavras (e nas recordações) de José Carlos Francisco:

Mistério na Sergio Bonelli Editore… por Bira Dantas: 

Desenho de Bira Dantas

Fabiano Ambu homenageia Sergio Bonelli: 

Recordar Sergio Bonelli, por Giovanni Eccher: 

Stefano Biglia homenageia Sergio Bonelli: 

Desenho de Stefano Biglia

Andrea Mutti homenageia Sergio Bonelli:

Recordar Sergio Bonelli, por Pasquale Ruju:

A homenagem de Steve Boraley a Sergio Bonelli:

G. G. Carsan e a homenagem a Sergio Bonelli:

____________________________________________________________

E não esqueçam, texianos, o BDjornal #29 (a sair no festival da Amadora deste ano) inclui, em rigoroso exclusivo, 
a história de Tex de oito páginas, La Preda (A Presa), versão inédita em português, com argumento de Mauro Boselli e desenhos de Fabio Civitelli.


______________________________________________________________


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

JOE KUBERT (1926-2012) – UMA BIOGRAFIA




JOE KUBERT
(1926-2012)
UMA BIOGRAFIA

Joseph Kubert nasceu a 18 de Setembro de 1926, no shtetl Yzeran (Jezierzany) – chamavam-se "shtetl" às povoações ou bairros de cidades com uma população predominantemente judaica, principalmente na Europa oriental, como na Polónia, Rússia ou Bielorrússia, antes da Segunda Guerra Mundial – no sudoeste da Polónia (actualmente na Ucrânia), filho de Etta Kubert (Reisenberg em solteira) e de Jacob Kubert. A família, de que também fazia parte a filha Ida, de dois anos e meio, emigrou para Brooklyn, Nova Iorque, quando Joseph tinha dois meses.

Jacob Kubert estabeleceu-se como açougueiro kosher (termo que significa “próprio” – neste caso, próprio para consumo pelos judeus, de acordo com a lei judaica e aprovação pelo rabi) e Joseph começou muito cedo a desenhar, no papel com que o pai embrulhava a carne que vendia.

Na introdução à sua novela gráfica  Yossef: April 19, 1943, Kubert escreveu: “ tive o meu primeiro trabalho pago como desenhador para comic books, quando tinha onze ou doze anos, era pago a cinco dólares a página. Em 1938 isto era um monte de dinheiro”. Outra fonte, citando o próprio Kubert, afirma que em 1938, foi um colega de escola, parente de Louis Silberkleit – um dos directores do MLJ Studios (os futuros Archie Comics) – que insistiu para que Kubert visitasse os estúdios, tendo este ficado logo, aos 12 anos, como aprendiz/assistente de Bob Montana.

Joseph Kubert frequentou a Manhattan’s High School of Music and Art. Durante esse tempo, ele e o colega Norman Mauer (um futuro colaborador) faltavam de vez em quando à escola para visitarem editores, começando Kubert depois, a aperfeiçoar a sua técnica no estúdio Chesler, que fornecia pacotes de trabalhos de principiantes às editoras.

O primeiro trabalho profissional conhecido de Kubert foi o desenho (lápis e tinta-da-china) da história em seis páginas intitulada Black-Out, com a personagem Volton, na Catman Comics #8, da Holyoke Publishing’s (Março de 1942). Continuou a trabalhar para os três números seguintes da revista e realizou, de seguida, um trabalho semelhante para a revista Blue Beetle, da Fox Comics. Logo depois irá abrir o leque das suas capacidades técnicas, dando a cor às reimpressões de The Spirit, de Will Eisner, para a rúbrica Quality Comics do suplemento do jornal Sunday.



O primeiro trabalho de Kubert para a DC Comics foi Seven Soldiers of Victory, história publicada na Leading Comics #8 (1943), pela All-American Comics, predecessora da DC. Na década seguinte, o trabalho de Kubert só aparece nas revistas da Fiction House, Avon e Harvey Comics, mas o autor foi também trabalhando para a All-American e depois para a DC Comics. A longa associação de Kubert com a personagem Hawkman, começou com a história The Painter and the $100,000, publicada na Flash Comics #62 (Fevereiro de 1945).

Seven Soldiers of Victory

Nos anos 1950, tornou-se editor-administrador da St. John Publications, em que ele, o seu antigo colega Norman Mauer e o irmão deste, Leonard Mauer produziram os primeiros comics em 3-D, iniciando a revista Three Dimension Comics #1 (Setembro de 1953, reimpressa em Outubro do mesmo ano em formato maior), utilizando a personagem Mighty Mouse – uma popular paródia ao Superman criada por Paul Terry em 1942 como personagem de desenhos animados.


Ainda em 1953, com o seu antigo colega e agora escritor Norman Mauer, Kubert cria a personagem Tor (não confundir com Thor, criado por Stan Lee e Jack Kirby para a Marvel em 1962), um homem pré-histórico, que aparece pela primeira vez em 1.000.000 Years Ago (Setembro de 1953). Esta personagem chegou a ser também desenhada em 3-D e utilizada como “estrela convidada” na 3-D Comics #2 e 3 (Outubro/Novembro de 1953). Tor aparecerá em séries da Eclipse Comics, Marvel Cmics’Epic – e na DC Comics pelo menos durante os anos 1990. Mas Joe Kubert tentou durante os anos 50, publicar Tor como tira diária em jornais, em vão. Contribuiu também com uma série de histórias de ficção-científica para a Srtange Worlds e outros títulos da Avon Periodicals.





Para a Eclipse Comics desenhou algumas histórias para Two-Fisted Tales, de Harvey Kurtzman, em parceria com Wally Wood, Jack Davis e John Severin.


Começando com Our Army at War #32 (Março de 1955), Joe Kubert tornou-se freelancer para a DC Comics, mas trabalhando também para a Lev Gleason Publications e a Atlas Comics (uma associada da Marvel Comics). Mas a partir do final desse ano desenhou em exclusivo para a DC, trabalhando na personagem do aventureiro medieval Viking Prince, no super-herói Hawkman (que se tornaria numa das suas “imagens de marca” como autor) e também na revista de histórias de guerra GI Combat, realizando Sgt. Rock e The Haunted Tank – outras duas imagens de marca como autor.








Entre 1965 e 67 colaborou com o escritor Robin Moore na história Tales of the Green Beret, publicada em tiras no Chicago Tribune. De 1967 a 1976, Kubert foi director de publicações da DC Comics e durante este período desenhou histórias baseadas na obra de Edgar Rice Burroughs, como Tarzan e Korak. Também supervisionou a produção das revistas Sgt. Rock, Ragman e Weird Worlds. Durante esse trabalho de supervisão, continuou a desenhar alguns livros, especialmente Tarzan, entre 1972 e 1975. Realizou as capas para Rima the Jungle Girl entre 1972 e 1975 e criou Ragman, com o escritor Robert Kanigher para a primeira revista da personagem, em Agosto/Setembro de 1976.




Neal Adams, Moebius, e Joe Kubert em Nova Iorque, durante a gravação para o programa de televisão francês TicTac em 1972



Em 1976, Kubert mudou-se para Dover, New Jersey, onde ele e sua mulher Muriel fundaram a Joe Kubert School of Cartoon and Graphic Art, mais conhecida como Joe Kubert School, levando para a frequentarem, os seus cinco filhos, David, o mais velho, Danny, Lisa, Adam e Andy (Andrew) – sendo que estes dois últimos se viriam a tornar desenhadores profissionais de comics. Adam Kubert realizou trabalhos para a Marvel Comics, Dark Horse Comics e a DC Comics, entre outros. Andrew Kubert trabalhou para as mesmas editoras (mais a Image Comics), sendo actualmente professor na escola fundada pelo pai.


Joe Kubert escreveu e desenhou, no início dos anos 1980, The Adventures of Yaakov and Yosef, baseado em referências bíblicas ( embora não fossem histórias bíblicas), para a Tzivos Hashem, a organização Lubavitch para crianças e para o magazine Moshiach Times.

Voltou a escrever e a desenhar em 1991, para a revista Abraham Stone, a novela gráfica Country Mouse, City Rat para a Malibu Comics, que seria comprada pela Marvel em meados dos anos 1990. Voltaria a pegar nas personagens para mais duas histórias: Radix Malorum e The Revolution, publicadas pela Epic Comics em 1995. Em 1993, também para a Epic Comics, realizara os quatro números de uma minissérie de Tor.

Em 1996 realizaria a novela gráfica Fax from Sarajevo, inicialmente publicada com 207 páginas e mais tarde reeditada com 224. Este livro de “não-ficção” foi originado por uma série de faxes do agente de comics Ervin Rustemagic, durante o cerco sérvio de Sarajevo, na Guerra da Bósnia, que durou de 5 de Abril de 1992 a 29 de Fevereiro de 1996. Rustemagic e a sua família, cuja casa em Dobrinja, localidade suburbana de Sarajevo, havia sido destruída, viveram dois anos e meio num edifício em ruínas, comunicando com o mundo exterior por fax, quando podiam. Amigo e cliente de Kubert, este era um dos destinatários dos seus faxes. Como “colaborador de longa distância” e perante o dramatismo da situação, Joe Kubert coligiu todos os faxes recebidos de Rustemagic e, findo o cerco, com o editor Bob Cooper, transformou-os numa dramática e sombria novela gráfica.




Em 2001 é publicado em Itália pela Sergio Bonelli Editore o Tex Especial #15: Tex, The Lonesome Rider (Tex, Il Cavaliere Solitario), que Kubert vinha desenhando desde 1996, escrito por Claudio Nizzi.



Em 2003 e 2005, Kubert realiza as novelas gráficas Yossef: April 19, 1943 e Jew Gangster para iBooks. Ainda em 2003 retorna a Sgt. Rock, desenhando Sgt. Rock: Between Hell and a Hard Place, uma minissérie de seis números, escrita por Brian Azarello e escreveu e desenhou em 2006, Sgt. Rock, The Prophecy, também uma minissérie de seis números.

Em 2008, Kubert voltou ao seu Tor, com uma série limitada de seis números, publicada pela DC Comics, intitulada Tor: A prehistoric Odyssey. Em 2009 contribuiu para uma nova história de Sgt. Rock, para a Wednesday Comics, da DC – a história fora escrita pelo seu filho Adam Kubert. Em 2011 realizou a capa para a Amazing 3-D Comics, do editor Craig Yoe.


Joe Kubert faleceu em 12 de Agosto de 2012, de cancro hematológico - um mieloma múltiplo, a pouco mais de um mês de perfazer os 86 anos.




Joe Kubert no seu estúdio com os filhos Adam e Andy

ALGUNS ORIGINAIS DE JOE KUBERT

O "Batman" de Andy Kubert e o "Hawkman" de Joe Kubert

 Nota (21/Ago/12): Por lapso coloquei aqui esta capa, que é de Joe Jusko e Andy Kubert - como muito bem chama a atenção o André Azevedo, no comentário que fez. O desenho que estava previsto, coloco-o agora aqui em baixo:






_________________________________________________________________



 
Locations of visitors to this page