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sexta-feira, 22 de junho de 2018

OS REGRESSOS – DE Pedro Moura (arg.) e Marta Teives (des.) – LANÇAMENTO DA POLVO NO FESTIVAL DE BEJA

BDpress #487

OS REGRESSOS
DE Pedro Moura (arg.) e Marta Teives (des.)
LANÇAMENTO DA POLVO NO FESTIVAL DE BEJA 


REGRESSAR A UMA ALDEIA INVENTADA PARA VOLTAR A SER FELIZ

A banda desenhada portuguesa conta com mais um título. Os Regressos é a estreia nas histórias longas de uma dupla que já publicou várias curtas: Pedro Moura (texto) e Marta Teives (desenho).

Lucinda Canelas
No jornal Público – 1 de Junho de 2018 – Partilhar notícia

Madalena, uma mulher de 40 anos, regressa à aldeia onde cresceu depois da morte da avó. Foi Dona Aires, assim se chamava, quem aceitou tomar conta dela quando os pais chegaram à conclusão de que era demasiado complicado ter nas suas vidas uma criança que parecia viver longe deste mundo.

É este o ponto de partida de Os Regressos, de Pedro Moura (texto) e Marta Teives (desenho), um dos cinco títulos que a editora Polvo acaba de lançar no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, a decorrer até 10 de Junho. Um volume que é devedor de um certo realismo mágico, e não é só porque a sua protagonista vai a ler no comboio que a levará até bem perto dos lugares da sua infância e adolescência um volume de contos do argentino Julio Cortázar (Todos os Fogos o Fogo).

Os Regressos é a primeira longa destes dois autores, que no passado já se juntaram para publicar histórias curtas. Foi feita lado a lado, com muita discussão pelo meio, e tendo por enquadramento duas posições distintas em relação ao mundo rural, universo que lhe serve de cenário: “Eu detesto o campo, a Marta, que é boa pessoa, adora. Foi a Marta que me chamou a atenção para a árvore que não fazia sentido naquela paisagem ou para o pássaro que n“Ali” é Corvelo, uma aldeia inventada que é certamente portuguesa, arrumada entre montes, com a velha ponte que se impõe, o depósito de água à beira da estrada igual a tantos outros que nos habituámos a ver no interior de norte a sul do país, os muros de pedra, as casas pequenas em ruas estreitas, os postes telefónicos com um emaranhado de fios e a mercearia da Tia Bé, uma daquelas lojas onde, adivinhamos, se vende quase tudo e há sempre tempo para dois dedos de conversação existiria ali”, explicou Pedro Moura numa breve sessão.

A atenção ao pormenor é grande, tanto no desenho dos ambientes como no das personagens, e é por isso que tudo parece verdadeiro, mesmo quando se torna altamente inverosímil. “Madalena... Não te recordas da primeira vez que nos viste? Não tiveste medo nenhum... Estranheza alguma... Sabias que fazíamos parte da tua paisagem, tal como as pedras ou o ribeiro... As sombras do trigo... Ou o assobio do vento”, diz-lhe uma das personagens fantásticas com que se cruza ao longo de 60 páginas.em que o livro foi apresentado.

Madalena é uma mulher que, ficamos a saber através de uma narrativa entrecortada por episódio fugazes que a memória lhe empresta e por excertos de Cortázar (A Auto-Estrada do Sul, presumimos), toda a vida lidou com uma saúde mental frágil. É ela quem diz, aliás, logo no começo desta história, cujo desfecho não vamos revelar (o que importa é lê-la), que os pais a deixaram na casa da avó porque era “maluca”. É ela quem fala com Dona Aires, que morreu há dois meses.

“Fizeram-te crer que eram ilusões? Sonhos de criança? Achas que o mundo é assim tão estreito, Madalena?”, pergunta-lhe um cervo do bosque da sua infância, onde vivem também faunos e fadas. É que a protagonista criada por Pedro Moura e Marta Teives é como o escritor argentino, viveu entre seres mágicos, “com um sentido do espaço e do tempo diferente do de todos os outros” (é Cortázar quem o diz). Os que sempre quiseram que Madalena fosse outra coisa.



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sábado, 26 de maio de 2018

NOVO TEX ROMANCE GRÁFICO – CAPITAIN JACK – LANÇADO PELA POLVO

NOVO TEX ROMANCE GRÁFICO
CAPITAIN JACK
LANÇADO PELA POLVO 
NA 5ª MOSTRA DE TEX EM 28 DE ABRIL DE 2018


In: Tex Willer Bloghttp://texwillerblog.com/wordpress/?p=76871

A apresentação do livro “Capitan Jack”, o quinto volume da colecção TEX ROMANCE GRÁFICO, ocorreu no passado dia 28 de Abril, no auditório do Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, durante a 5ª Mostra do Clube Tex Portugal, e contou com a participação de Rui Brito (editor) e Pedro Bouça (prefaciador), sob moderação de João Miguel Lameiras.

O livro, com tradução de José Carlos Francisco, legendagem de Hugo Jesus e texto introdutório de Pedro Bouça, tem um formato de 18,5 x 24,5 cm e uma encadernação brochada: capa mole com badanas de 12,5 cm, 228 páginas a preto & branco, e foi confeccionado num papel de boa qualidade, estando enriquecido com ilustrações inéditas do prestigioso autor, nascido na Argentina, Enrique Breccia.

O preço deste 5º volume da colecção (os anteriores volumes foram “Patagónia” de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda, “Tempestade sobre Galveston” de Pasquale Ruju e Massimo Rotundo, “O Segredo do Juiz Bean” de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda e “Ouro Negro” de Gianfranco Manfredi e Leomacs) é de de 16,99 euros nas livrarias, com IVA incluído, mas os sócios do Clube Tex Portugal puderam adquiri-lo por 15 euros (1,99 euros de desconto sobre o preço em livraria), no decorrer da 5ª Mostra do Clube, e os não sócios por 16 euros, beneficiando assim de um desconto de 0,99 euros.

O livro também poderá ser comprado (directamente ao editor Rui Brito) por sócios do Clube Tex Portugal que não estiveram presentes no evento, inclusive os que residam fora de Portugal, pelos mesmos 15 euros, mas terão de adicionar 1,50 euros para despesas de envio (somente para território nacional). Se quiserem mais de um exemplar na mesma encomenda (deste ou de outro título de Tex), deverão adicionar 2,00 euros para despesas de envio (valor também para território nacional).

Para os sócios não residentes no nosso país, o valor dos portes a pagar depende do destino para onde for expedida a encomenda, pelo que também deverão contactar o editor Rui Britopara saber o valor total a pagar e a forma de efectuar o respectivo pagamento. O e-mail de contacto com este editor é ruibritobad@gmail.com.

CAPITAN JACK

Argumento: TITO FARACI | Desenho: ENRIQUE BRECCIA
Polvo, 2018

O LIVRO

No sul do Oregon, Hooker Jim e o seu grupo de índios exterminam a família de Foster, um ex-ranger e velho amigo de Tex. No seu leito de morte, este clama por vingança e Tex parte em perseguição do impiedoso personagem. Entretanto, o confronto entre os Modocs e o Exército dos Estados Unidos é iminente. O Coronel Wheaton foi o escolhido para combater os índios e o recrutamento maciço de meios militares e de um grande contingente de soldados faz com que esteja seguro da vitória.

Os índios, por seu lado, podem contar com o valioso conhecimento do local do futuro campo de batalha, os “leitos de lava”, uma extensão de rochas, fendas e cavernas onde se refugiaram. Nesta aventura, baseada em acontecimentos reais, Tex irá cruzar-se com Capitan Jack, o chefe da tribo que irá liderar a heróica e desesperada resistência do seu povo, durante os anos de 1872 e 1873, contra os militares, mas que acabará traído pelo próprio Hooker Jim.

OS AUTORES


Tito Faraci (Gallarate, Varese, 1965) começou pela música e chegou, em 1995, ao universo Disney. Com Giorgio Cavazzano (a quem apelida de “mentor”), criou o personagem Rock Sassi e realizou inúmeras histórias, entre as quais “Il Segreto del Vetro” (2004), bem como “Jungle Town” (2006). A editora Einaudi dedicou- -lhe, em 2000, “Topolino Noir”, uma antologia das suas melhores histórias criminais para o universo Disney.

A sua colaboração com a Sergio Bonelli Editore começou em 1999, escrevendo para Dylan Dog. Elaborou também argumentos para Nick Raider, Magico Vento, Martin Mystère, “Speciale Cico” e criou ainda Brad Barron, protagonista de uma aclamada mini-série de 18 números e de vários especiais. De 2005 é “L’Ultima Battaglia”, romance gráfico desenhado pelo americano Daniel Brereton. Em Abril de 2007, juntou-se à equipa de argumentistas envolvidos na criação de Tex.

Escreveu ainda duas histórias para a Marvel: uma foi desenhada por Giorgio Cavazzano; a outra por Claudio Villa. Na “Topolino” publica em 2008 “La Vera Storia di Novecento”, escrita com a activa colaboração de Alessandro Baricco. Esta parceria produziu, em 2010, a adaptação a BD do romance “Senza Sangue”, desenhado por Francesco Ripoli e editado pela Edizioni BD, da qual Tito Faraci é o editor-chefe. Em 2009, publicou uma história para crianças, “Ilcane Piero, Avventure di un Fantasma” e em 2011, “Oltrela Soglia”, ambas pela Edizioni Piemme. Após um período de aventuras radiofónicas e de escrita para música, publicou, em 2015, pela Feltrinelli, o seu romance “La Vita in Generale”.


Enrique Breccia (Buenos Aires, 1945), realizou o seu primeiro trabalho como profissional em 1968, quando, juntamente com o seu pai, Alberto Breccia, ilustrou “La Vida del Che”, uma biografia do revolucionário “Che” Guevara escrita por Héctor Germán Oesterheld. Para a inglesa Fleetway, em 1972, desenha “Spy 13”, sob pseudónimo, e em seguida uma série de histórias de guerra para a revista italiana “Linus”. Remonta a 1976 a sua colaboração com o argumentista Carlos Trillo, com, entre outras, “El Buen Dios” e Alvar Mayor, um dos seus mais famosos personagens.

Em 1983, desenhou “Ibáñez”, escrito por Robin Wood, e no ano seguinte, “Sueñero El Tiempo”. Adaptou para Banda Desenhada vários clássicos da literatura, como “A Ilha do Tesouro” e “Moby Dick”. Com texto de Felipe Hernández Cava, em 1987, publicou “Lope de Aguirre”. Em 2000, iniciou a sua colaboração com a Marvel e a DC Comics, para a qual desenhou “Legion Worlds” e “Batman: Gotham Knights”. Ilustrou, em 2002, o romance gráfico “Lovecraft”, escrito por Hans Rodionoff. De 2005 a 2007, tornou-se no desenhador principal de “Swamp Thing”.

Destinado ao mercado francês, e sob textos de Xavier Dorison, desenhou “Les Sentinelles” (Delcourt, 2011). Em Lucca (Itália), foi galardoado com o prémio Gran Guinigi como “Maestro del Fumetto”, em 2011. Para a Sergio Bonelli Editore, criou uma história de Dylan Dog, em 2012. Recebeu ainda um “Diploma de Mérito” dos Prémios Konex, como um dos melhores ilustradores da última década, na Argentina. Vive actualmente em Spoleto, Itália, onde vem colaborando com a editora 001 Edizioni.

FICHA TÉCNICA


Capitan Jack
Argumento: Tito Faraci
Desenhos e capas: Enrique Breccia
Tradução: José Carlos Francisco
Legendagem: Hugo Jesus 
228 pág., p/b, brochado com badanas
24,5 x 18,5 cm, €16,99 (IVA inc.)
Polvo, Abril 2018




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quarta-feira, 23 de maio de 2018

EDIÇÃO EM LIVRO ÚNICO DE BALCÃO TRAUMA – REDUX DE ÁLVARO A SER LANÇADO NO XIV FESTIVAL DE BD DE BEJA

EDIÇÃO EM LIVRO ÚNICO DE 
BALCÃO TRAUMA – REDUX 
DE ÁLVARO 
A SER LANÇADO 

NO XIV FESTIVAL DE BD DE BEJA


A ideia para uma banda desenhada passada nas urgências de um hospital surgiu por volta de 2006 quando estava a terminar "Sexo, Mentiras e Fotocópias". A personagem principal daquela obra maior depois de ter arrancado à dentada uns sinais de trânsito e tentado agredir uma funcionária de um centro de cópias com os respectivos sinais de trânsito, tinha sido arrastada no final da história para uma ambulância. E daí decidi continuar a coisa nos mesmos moldes num livro com mais páginas e com umas inovações aqui e ali. Inicialmente como, a avaliar pelos esboços, esta sequela iria ter umas 250 páginas foi-me sugerido dividir esta obra ainda maior em vários volumes.

Olhei para a planificação e vi que dava para partir a BD em duas, obtendo um final em aberto para o primeiro volume. Para o início do segundo volume acrescentei umas páginas extra no início para situar e resumir a história até ali. Estas páginas extra não foram incluídas nesta presente edição para voltar ao propósito inicial que consistia numa história de argumento dinâmico sem paragens do início ao fim.

Balcão Trauma é, ou tentou ser, uma BD onde os limites entre a realidade e a caricatura se desvanecem.

Tentou ou conseguiu.

Hoje já não sei...

Convém o leitor ter em mente que as páginas deste livro foram pensadas e executadas entre 2006 e 2015, numa altura em que os cartunistas e os humoristas estavam convencidos que os lugares de liderança mais importantes neste planeta só eram ocupados por criaturas grotescas em filmes de ficção científica de muito baixo orçamento.

Álvaro






Capas dos dois volumes na primeira edição...

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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

LANÇAMENTO DE “ZÉ INOCÊNCIO – AS AVENTURAS EXTRA ORDINÁRIAS DE UM FALO BARATO” – DE NUNO SARAIVA

LIVRO RECEBIDOS

LANÇAMENTO DE
ZÉ INOCÊNCIO
AS AVENTURAS EXTRA ORDINÁRIAS 
DE UM FALO BARATO
DE NUNO SARAIVA

AMANHÃ 21 DE DEZEMBRO NO BAIRRO ALTO

Depois da apresentação desta 2ª edição de Zé Inocêncio, agora pela nova editora Procyon, de Hugo Tiago – a 1ª edição fora da Baleiazul/col. Bedetca de Lisboa – no passado 402º Encontro da Tertúlia BD de Lisboa, segue-se o lançamento mais ou menos formal na Tasca Mastai, o Bar-Livraria do Bairro Alto, amanhã dia 21 de Dezembro. Estará presente o autor, Nuno Saraiva e prometem-se “autógrafos com bonecada”.


Devo dizer que o editor, Hugo Tiago teve a gentileza de me enviar um exemplar, ainda que sem o devido autógrafo do Nuno, mas vou andar com o livro debaixo do braço até o encontrar pessoalmente e... cobro-lhe a bonecada devida – não perdes pela demora pá, eh, eh...

Aqui ficam imagens desta edição (digitalizadas “par moi-même”). Não posso deixar de postar também aqui o portento literário prefaciesco de Júlio Pinto, que talvez já tenha aparecido na primeira edição. Aqui vai, em versão OCR:

PREFÁCIO
O Cara de Caralho

Hesitei muito antes de escrever este título, mas, como já quase notou Miguel Esteves Cardoso, o humor é fodido.

E falar de pénis, a propósito do protuberante facies de Zé Inocêncio, seria um inaceitável desvio social-democrata.

A verdade é que o fragmentário universo dos fanzines pós-adolescentes está cheio de caras de cu. Zé Inocêncio rompe com a tradição e apresenta-se como o primeiro cara de caralho da BD portuguesa, na sua suburbanidade nua e crua.

Natural de Almada, onde crescer é tão longe como ir para casa a pé, o nosso Inocêncio chegou a Lisboa em princípios de 1993, quando o PSD ainda não governava através do PS.

Conheci-o na leitaria da D. Alice, em pleno Bairro Alto, pela mão do Nuno Saraiva. Enquanto eu e o Nuno bebíamos umas imperiais, Zé Inocêncio vigiava de viés a levíssima penugem das pernas de uma futura bailarina do Conservatório.

Percebi logo que estava na presença de um paradigma de engatatão virtual, que não desmobiliza ao primeiro nem ao centésimo desaire. Zé Inocêncio é um daqueles cérebros privilegiados, para quem a luta sempre continua e a sucessão de derrotas não passa de acidental antecâmara da vitória final.

A partir desse dia, o Zé passou a frequentar com regularidade a redacção de O Inimigo, um jornal que vadiou pelas bancas durante 48 semanas.

Quando, uma semana, não apareceu, o Nuno Saraiva tentou justificar a ausência com uma desculpa à Zé Inocêncio. Resultou, claro, e até houve dois leitores que deram pela falta.

Agora, Zé Inocêncio ocupa o centro do mundo, num álbum cuidado, à medida do seu umbigo.

Vai haver um número indizível de femininos corações destroçados.

Um abraço, Zé! Aparece sempre!

Júlio Pinto













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