sábado, 7 de março de 2015

REPORTAGEM – 369º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA – EM QUE FOI HOMENAGEADO O JORNALISTA CARLOS PESSOA

REPORTAGEM
369º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA
3 de Março de 2015
Casa do Alentejo
EM QUE FOI HOMENAGEADO 
O JORNALISTA CARLOS PESSOA 

 
 

Carlos Pessoa (n. 1952, Viseu), jornalista profissional desde 1978.

Integrou a equipa fundadora do jornal Público, onde trabalhou entre 1990 e 2013 (redacção de Lisboa), especializado em temas de cultura – com destaque para a banda desenhada – e sociedade (nomeadamente defesa do consumidor e ambiente).

Fez parte da redacção ou colaborou em diversos media, entre os quais Extra, Agência France Presse, Diário de Lisboa, Jornal de Educação, O Jornal, Expresso, O Semanário e Diário de Notícias.

À laia de apresentação

BD, O MEU “ABRE-TE SÉSAMO” PARA O JORNALISMO

Nos anos 70 e 80 do século passado, a banda desenhada – na altura era mais comum a expressão histórias aos quadradinhos – estava muito longe de ser uma forma de expressão artística com o prestígio e reconhecimento que tem hoje.

Não havia muita “elevação” em gostar de ler quadradinhos, e ainda menos em querer escrever sobre eles. Mas a banda desenhada foi mesmo o meu “abre-te Sésamo” do jornalismo.

Embora não tenha sido a minha única e exclusiva área de trabalho como jornalista profissional, ela constituiu uma espécie de “passaporte” para começar a colaborar e/ou integrar a redacção das sucessivas publicações por onde passei.

Foi assim no semanário “Extra” em 1977-78 (onde iniciei a minha actividade profissional como jornalista), no “Diário de Lisboa” (primeiro como colaborador e depois como redactor, no período de 1979-1985), e como colaborador no “Jornal de Educação”, “Diário de Notícias”, “Expresso” e, finalmente, “Público”.

Foi sob a égide desses heróis de papel que decorreram etapas fundamentais da minha vida profissional – do Diário de Lisboa ao Expresso, Diário de Notícias ou Jornal de Educação, para concluir no Público.

É claro que a banda desenhada nunca deixou de ser, apenas, um dos centros de interesse pessoais e profissionais. Mas também é verdade que esteve sempre presente ao longo dos anos e das décadas, tornando possível a manutenção, nos média em que trabalhei ou colaborei, de espaços regulares de informação sobre banda desenhada.

O apogeu desse processo foram os anos 1990, durante os quais a banda desenhada conheceu em Portugal uma fase de considerável expansão, em boa medida induzida pela existência de fluxos regulares de informação, análise e crítica na imprensa portuguesa nacional ou regional. No meu caso particular, o suplemento de livros do Público (e quando este acabou, no Ypsilon, já de forma mais pontual) abrigou durante vários anos uma secção semanal dedicada à divulgação da banda desenhada.

A produção de colecções de banda desenhada distribuídas com o jornal Público marcou a primeira década deste século. Durante esse período, a partir de 2001 e até à minha saída do jornal, estive envolvido nos projectos comerciais de venda de banda desenhada com o jornal, traduzido no lançamento sucessivo de colecções de grandes nomes da banda desenhada franco-belga (Tintin, Corto Maltese, Lucky Luke, Spirou, Alix, Gaston Lagaffe, Blake e Mortimer, Blueberry, etc.) e norte-americana (super-heróis Marvel e DC Comics), levadas até um público mais alargado através da distribuição em quiosques e outros pontos de venda de jornais.

Além de participar na definição e selecção das colecções, tive a responsabilidade directa na divulgação e informação aos leitores sobre os conteúdos das obras e autores.

Atrás de todo aquele trabalho veio a oportunidade de escrever alguns guias de leitura (Tintin, Corto Maltese e Lucky Luke, também distribuídos com o Público) e, noutro plano, a publicação de monografias sobre autores (José Carlos Fernandes, Cosey e Jovens Autores portugueses, edição do Centro Nacional de BD e Imagem, na Amadora) ou o Roteiro Breve da Banda Desenhada em Portugal (edição dos CTT).

Carlos Pessoa
Fevereiro 2015

TERTULIANOS PRESENTES

1. Abílio Pereira
2. Álvaro
3. Ana Catarina Tiago
4. Ana Lúcia Tiago
5. Ana Saúde
6. António Isidro
7. Carlos Pessoa (Homenageado)
8. Célsia Alves
9. Filipe Duarte
10. Geraldes Lino
11. Helder Jotta
12. Hugo Tiago
13. Inês Ramos
14. Isabel Viçoso
15. João Vidigal
16. José Pinto Carneiro
17. Machado-Dias
18. Maria José Pereira
19. Moreno
20. Paulo Costa
21. Pedro Morais
22. Policarpo
23. Rui Domingues
24. Sá Chaves
25. Sérgio Santos
26. Simões dos Santos

Comic Jam executado na Tertúlia de Março de 2015

Autores participantes:
1 - Carlos Pessoa
2 - Machado-Dias
3 - Ana Saúde
4 - Sérgio Santos
5 - Filipe Duarte
6 - Pedro Morais

AS FOTOS



MAIS FOTOS (de Álvaro)


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sexta-feira, 6 de março de 2015

APRESENTAÇÃO DE JOSÉ RUY NA ESCOLA REYNALDO DOS SANTOS – DO LIVRO “A BRINCAR VAMOS ASSOCIAR”

APRESENTAÇÃO DE JOSÉ RUY 
NA ESCOLA REYNALDO DOS SANTOS
DO LIVRO 
“A BRINCAR VAMOS ASSOCIAR”

Por iniciativa da «Fundação Montepio», a «Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto» organizaram um livro para incentivar as crianças e os jovens a associarem-se e assim conseguirem melhores resultados nas suas iniciativas.
Para isso o Dr. Augusto Flor, Presidente da Instituição, juntou três pessoas para colaborarem na realização dessa publicação: O Dr. Barbosa e Costa para criar o argumento, o José Ruy que o transformou em Banda desenhada e o gráfico Carlos Galvão que fez a paginação e preparou o material para a oficina gráfica que o imprimiu.

Com uma tiragem de 20 000 exemplares em excelente papel de alta qualidade e gramagem, a edição tem sido distribuída gratuitamente pelas escolas de todo o país, que se têm mostrado interessadas, e sempre acompanhada de explicações por responsáveis da «Confederação» que se deslocam aos locais.

No dia 11 de fevereiro de 2015 esta publicação foi apresentada na Escola Reynaldo dos Santos, em Vila Franca de Xira, com grande entusiasmo de alunos e alunas.

O Dr. Fernando Vaz, membro da Direção da Confederação e José Ruy projetaram um PowerPoint no grande auditório da Escola mostrando o conteúdo do livro e dando explicações sobre a intenção e a utilidade do Associativismo, para se organizarem num grupo de trabalho na escola ou até numa pequena equipa de desporto.
José Ruy explicou como a história foi concebida, desde os esboços à arte final, mostrando também em PowerPoint as máquinas rotativas de impressão que imprimiram o trabalho.
No final todos os alunos e alunas quiseram autógrafos dos apresentadores da obra, como recordação.

O espaço da Escola Reynaldo dos Santos foi gentilmente cedido pela sua diretora, Dr.ª Vera Lúcia Borges, e estiveram envolvidas no evento as professoras Teresa Pinto, Isabel Plantier e Marília Santos, com o apoio da professora Fátima Coentro (OK! Não é nossa prima, claro).



Aspecto do auditório quando a diretora da Escola Reynaldo dos Santos, Dr.ª Vera Lúcia Borges, apresentava os palestrantes.

O Dr. Fernando Vaz a explicar à assistência muito interessada como utilizar o livro. De seguida José Ruy fez a sua intervenção.

No final, euforicamente, os alunos num gesto espontâneo habilitaram-se a um autógrafo dos apresentadores e todos o conseguiram com êxito.









O livro a partir desta fase da Banda desenhada prossegue com texto e algumas ilustrações, para que o leitor possa apreciar o resto da história, idealizando as novas personagens que vão entrando em cena, criando mais dinamismo à narrativa.


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terça-feira, 3 de março de 2015

BDpress #461: "CHARLIE HEBDO" REGRESSOU ÀS BANCAS FEITO CACHORRO A FUGIR DE MATILHA RAIVOSA


"CHARLIE HEBDO" 
REGRESSOU ÀS BANCAS 
FEITO CACHORRO A FUGIR 
DE MATILHA RAIVOSA

in Expresso Diário, 24 Fevereiro 2015

"O sentido deste número é dizer que 'a vida continua'", explica o cartonista Riss, do jornal satírico francês, que retoma esta quarta-feira as suas edições semanais. Na nova edição do "Charlie Hebdo" há cartoons sobre os atentados de Copenhaga e sobre o julgamento de Strauss-Kahn, a par de uma entrevista ao novo ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis.

"Nova partida" é a legenda do cartoon de capa da nova edição do jornal satírico francês, que sai para as bancas esta quarta-feira, com "Charlie Hebdo" a surgir como um cachorro a fugir de uma matilha raivosa, cuja linha da frente integra o antigo Presidente francês Nicolas Sarkozy e a líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, logo seguidos pelo Papa Francisco e por um jiadista com uma Kalashnikov na boca.

"O sentido deste número é dizer que 'a vida continua'", explica o cartoonista Riss em declarações ao jornal "Libération", nas instalações do qual a equipa editorial do "Charlie Hebdo" está provisoriamente a funcionar, em sequência dos atentados dos dois irmãos radicais islâmicos que a 7 de janeiro mataram 12 elementos da equipa em Paris.

A edição número 1179 do jornal, que sai esta quarta-feira para as bancas com uma tiragem de 2,5 milhões de exemplares, assinala o regresso da publicação à sua periodicidade semanal.

"Nós precisávamos de uma pausa, de um descanso... Havia aqueles que precisavam de voltar logo a trabalhar, como eu, e aqueles que queriam ter mais tempo (...). De modo que chegámos a um compromisso e concordámos na data de 25 de fevereiro para recomeçar numa base semanal", afirma o novo diretor da publicação satírica Gérard Biard, em declarações à televisão France 24. O anterior diretor, Charb, foi uma das vítimas do aataque terrorista.

Após os atentados, o jornal lançou apenas uma edição, que ficou conhecida como "o número dos sobreviventes", apresentando na capa um cartoon de Maomé a segurar um cartaz a dizer "Eu Sou Charlie", a frase que foi usada em manifestações em diversos pontos do mundo, em memória das vítimas dos atentados e em defesa da liberdade de imprensa.

Esse número especial contou com uma tiragem total de oito milhões de cópias (a tiragem anterior era de apenas 60 mil), criando novas tensões e ameaças vindas de grupos de radicais islâmicos.

O incontornável extremismo 

O extremismo volta a estar em destaque neste novo número, que inclui cartoons sobre os recentes atentados de Copenhaga, conforme frisara Biard.

"Depois de Copenhaga, nós seremos forçados a voltar a falar nisso (...). É tão relevante como antes. Eu sei que alguns dirão que nós estamos obcecados, mas não somos nós que estamos obcecados (...). São aqueles que criam as notícias que são os obcecados. E esses que as criam são terroristas", afirmou.

"Mas há também Dominique Strauss-Kahn, nós temos sorte em tê-lo", acrescentou o diretor do "Charlie Hebdo", em referência ao ex-diretor do FMI, cujo corrente julgamento por proxenetismo está também em foco nesta edição, que conta ainda com uma entrevista ao novo ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis.

"Neste número, nós estamos a recomeçar. Os funerais tiveram lugar, nós temos de o fazer com a falta dos outros, e isso é o que é difícil", disse por seu turno o colunista Patrick Pelloux, numa entrevista televisiva.

Com a redação reduzida, o jornal recorreu à ajuda de outros desenhadores, entre os quais Pétillon, do semanário satírico "Canard Enchaîné".

Mais de 10 mil polícias e militares franceses continuam a assegurar as medidas especiais de segurança em locais que são considerados potenciais alvos, como escolas judaicas, locais turísticos e órgãos de comunicação social, "Charlie Hebdo" incluído, obviamente, cujos colaboradores se encontram sob medidas de proteção especiais.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/charlie-hedbo-regressa-as-bancas-feito-cachorro-a-fugir-de-matilha-raivosa=f912138#ixzz3SfARwm5B


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segunda-feira, 2 de março de 2015

AMANHÃ – 369º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA – HOMENAGEADO O JORNALISTA CARLOS PESSOA

AMANHÃ
369º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA
HOMENAGEADO 
O JORNALISTA CARLOS PESSOA

Carlos Pessoa (n. 1952, Viseu), jornalista profissional desde 1978.



Integrou a equipa fundadora do jornal Público, onde trabalhou entre 1990 e 2013 (redacção de Lisboa), especializado em temas de cultura – com destaque para a banda desenhada – e sociedade (nomeadamente defesa do consumidor e ambiente).

Fez parte da redacção ou colaborou em diversos media, entre os quais Extra, Agência France Presse, Diário de Lisboa, Jornal de Educação, O Jornal, Expresso, O Semanário e Diário de Notícias.

À laia de apresentação – BD, o meu “abre-te Sésamo” para o jornalismo

Nos anos 70 e 80 do século passado, a banda desenhada – na altura era mais comum a expressão histórias aos quadradinhos – estava muito longe de ser uma forma de expressão artística com o prestígio e reconhecimento que tem hoje.

Não havia muita “elevação” em gostar de ler quadradinhos, e ainda menos em querer escrever sobre eles. Mas a banda desenhada foi mesmo o meu “abre-te Sésamo” do jornalismo.

Embora não tenha sido a minha única e exclusiva área de trabalho como jornalista profissional, ela constituiu uma espécie de “passaporte” para começar a colaborar e/ou integrar a redacção das sucessivas publicações por onde passei.

Foi assim no semanário “Extra” em 1977-78 (onde iniciei a minha actividade profissional como jornalista), no “Diário de Lisboa” (primeiro como colaborador e depois como redactor, no período de 1979-1985), e como colaborador no “Jornal de Educação”, “Diário de Notícias”, “Expresso” e, finalmente, “Público”.

Foi sob a égide desses heróis de papel que decorreram etapas fundamentais da minha vida profissional – do Diário de Lisboa ao Expresso, Diário de Notícias ou Jornal de Educação, para concluir no Público.

É claro que a banda desenhada nunca deixou de ser, apenas, um dos centros de interesse pessoais e profissionais. Mas também é verdade que esteve sempre presente ao longo dos anos e das décadas, tornando possível a manutenção, nos média em que trabalhei ou colaborei, de espaços regulares de informação sobre banda desenhada.

O apogeu desse processo foram os anos 1990, durante os quais a banda desenhada conheceu em Portugal uma fase de considerável expansão, em boa medida induzida pela existência de fluxos regulares de informação, análise e crítica na imprensa portuguesa nacional ou regional. No meu caso particular, o suplemento de livros do Público (e quando este acabou, no Ypsilon, já de forma mais pontual) abrigou durante vários anos uma secção semanal dedicada à divulgação da banda desenhada.

A produção de colecções de banda desenhada distribuídas com o jornal Público marcou a primeira década deste século. Durante esse período, a partir de 2001 e até à minha saída do jornal, estive envolvido nos projectos comerciais de venda de banda desenhada com o jornal, traduzido no lançamento sucessivo de colecções de grandes nomes da banda desenhada franco-belga (Tintin, Corto Maltese, Lucky Luke, Spirou, Alix, Gaston Lagaffe, Blake e Mortimer, Blueberry, etc.) e norte-americana (super-heróis Marvel e DC Comics), levadas até um público mais alargado através da distribuição em quiosques e outros pontos de venda de jornais.

Além de participar na definição e selecção das colecções, tive a responsabilidade directa na divulgação e informação aos leitores sobre os conteúdos das obras e autores.

Atrás de todo aquele trabalho veio a oportunidade de escrever alguns guias de leitura (Tintin, Corto Maltese e Lucky Luke, também distribuídos com o Público) e, noutro plano, a publicação de monografias sobre autores (José Carlos Fernandes, Cosey e Jovens Autores portugueses, edição do Centro Nacional de BD e Imagem, na Amadora) ou o Roteiro Breve da Banda Desenhada em Portugal (edição dos CTT).

Carlos Pessoa
Fevereiro 2015

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