segunda-feira, 8 de novembro de 2010

21º FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DA AMADORA / AMADORABD (3): LANÇAMENTO DO "DICIONÁRIO..." + A LUSOFONIA E ETC...

No sábado, dia 6 de Novembro foi lançado no 21º FIBDA, o DICIONÁRIO UNIVERSAL DA BANDA DESENHADA – pequeno léxico disléxico, de Leonardo De Sá, com apresentação de Carlos Pessoa, jornalista do Público. Claro que a assistência não foi muita (a coisa foi arranjada na véspera, dada a dúvida que havia se a gráfica teria o livro pronto a tempo), também porque ao mesmo tempo decorria o colóquio sobre a BD na lusofonia no auditório do cinema de animação.

Aqui ficam as fotos, tanto do lançamento do “Dicionário…” (fotos de Dâmaso Afonso), como do colóquio da lusofonia.

No domingo – último dia do Amadora BD – a Pedranocharco ofereceu a Olimpio e Lindomar de Sousa, responsávais pelo Luanda Cartoon (e para o estúdio de banda desenhada e ilustração dos dois irmãos, Olindomar, de Luanda), uma colecção quase completa do BDjornal e alguns livros. Este quase completa, refere-se à ausência do BDj #24 que, como se sabe, está completamente esgotado - ou não fosse ele dedicado ao 60º aniversário de Tex...

Tudo isto enquanto finalmente no sábado - penúltimo dia do Festival -, lá apareceu (parece que o Amadora BD, às vezes adopta o lema mais vale tarde, do que nunca) o Programa do Festival, no espaço da recepção…


O jornalista Carlos Pessoa faz a apresentação do DICIONÁRIO UNIVERSAL DA BANDA DESENHADA – pequeno léxico disléxico, de Leonardo De Sá, enquanto o editor, ao fundo, controla as "operações"... e o autor, esboça um sorriso, ao dar com qualquer piada que escreveu no livro...

A assistência, atenta, onde pontificava Fernando Relvas e a sua companheira Nina... 

Leonardo De Sá, troca impressões com Carlos Pessoa e depois, fala da importância da História da Banda Desenhada, portuguesa e não só...

A solidão do autor perante o autógrafo...

O colóquio sobre a banda desenhada na lusofonia, no momento em que Jô Oliveira  usava da palavra, perante a atenta assistência...

À esquerda, a assistência do Colóquio, onde podem ver-se Geraldes Lino, José Garcês e Luís Afonso. Na foto da direita, os irmãos Olímpio e Lindomar de Sousa, no stand Pedranocharco, com este vosso escriba...

Foto de última hora, "sacada" da página do Facebook de Lindomar de Sousa Lindox: o momento da oferta da colecção de BDjornais e de livros Pedranocharco.

Foto de conjunto de autores "da lusofonia" expostos no Amadora BD 2010, com Geraldes Lino: o fotógrafo angolano que acompanhou os autores daquele país, Jô Oliveira (do Brasil), Nuno Saraiva (de Portugal), Lindomar e Olímpio de Sousa (de Angola). Faltam aqui os moçambicanos Machado da Graça, que não tive o prazer de conhecer e Zorito Chiwanga.

 Em sessão de autógrafos: 1ª foto Lindomar e Olimpio de Sousa, com Zorito. 2ª foto: Zorito, Jô Oliveira e Pedro Leitão.

 Lindomar e Olímpio de Sousa...

 Zorito Chiwanga, Jô Oliveira, Pedro Leitão e... Ricardo Cabral...

Zorito trouxe exemplares de Assunir ser O Positivo e Lindomar e Olímpio, trouxeram exemplares do nº 2 e nº 3 da revista Cabetula editada pelo estúdio Olindomar.

Outros autores "mais batidos nestas coisas" riam-se - entre dentes, obviamente - da... ausência de público.

Entretanto, Hugo Teixeira e Álvaro autografavam afanosamente, exemplares de Bang Bang e Sexo, Mentiras e Fotocópias (edições Pedranocharco quase esgotadas, eh. eh...), para oferecer ao Estúdio Olindomar, de Luanda.
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No próximo post, as fotos de algumas das actividades de animação deste Amadora BD 2010.

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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

LANÇAMENTO – APRESENTAÇÃO DO DICIONÁRIO UNIVERSAL DA BANDA DESENHADA: pequeno léxico disléxico NO 21º AMADORA BD 2010 – DIA 6 (AMANHÃ-SÁBADO) ÀS 15h30

Tal como noticiámos no último post aqui no Kuentro, será lançado amanhã, sábado, dia 6 de Novembro pelas 15h30, no Auditório do 21º Amadora BD (piso inferior do Fórum Luís de Camões, na Brandoa), o Dicionário Universal da Banda Desenhada – pequeno léxico disléxico, da autoria do investigador Leonardo De Sá e editado pela Pedranocharco Publicações. A apresentação da obra será feita pelo jornalista do Público, Carlos Pessoa, que é também o prefaciador do livro.

O Dicionário Universal da Banda Desenhada – pequeno léxico disléxico é um glossário enciclopédico que ajuda a compreender os termos e expressões empregues em vários países, assim como os assuntos e detalhes relacionados com a banda desenhada a nível internacional.

Trata-se de um livro essencial para conhecermos melhor o mundo dos quadradinhos, nos seus significados e na sua história, com a abordagem também de muitos outros temas próximos da BD – como a caricatura, o cartoon, as colecções de cromos ou as fotonovelas.


Recordamos que o Dicionário Universal da Banda Desenhada – pequeno léxico disléxico, de Leonardo De Sá, estará à venda no 21º Amadora BD, no stand Pedranocharco, dias 6 e 7, ao preço especial de lançamento de €12,00 (preço posterior: € 16,00).

Formato 16 x 23 cm, 202 págs. + capas, p&b c/ capa a cores.

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

LANÇAMENTO DIA 6, NO 21º AMADORA BD DO "DICIONÁRIO UNIVERSAL DA BANDA DESENHADA - pequeno léxico disléxico", DE LEONARDO DE SÁ

Será lançado no próximo Sábado, dia 6 de Novembro pelas 15h30, no Auditório do 21º Amadora BD (piso inferior do Forum Luís de Camões), o Dicionário Universal da Banda Desenhada – pequeno léxico disléxico, de Leonardo De Sá, editado pela Pedranocharco Publicações.


O Dicionário Universal da Banda Desenhada – pequeno léxico disléxico foi publicado parcialmente no BDjornal, entre os números 14 (Junho de 2006) e 25 (Maio de 2010). Os leitores do BDjornal sabem de que tipo de obra exaustiva se trata, mesmo tendo o conjunto sido inteiramente revisto para a publicação em livro.

Para o público em geral, convém talvez fazer uma pequena apresentação.

Como diz o próprio autor na Introdução: “O presente glossário enciclopédico comporta várias centenas de termos internacionais comentados e, quando relevante, colocados no seu contexto histórico, relativos aos quadradinhos e processos ou géneros afins — o que já tinha efectuado anteriormente com o investigador António Dias de Deus para o livro Os Comics em Portugal: Uma História da Banda Desenhada (1997), mas então de forma substancialmente mais simples. Mantive o estilo que adoptámos nessa primeira versão — entre a brincadeira, o duplo sentido e a seriedade enfadonha que caracteriza a maior parte dos dicionários —, porque me parece coadunar-se mais perfeitamente com a matéria estudada...

Para além das locuções portuguesas e estrangeiras próprias da BD, acrescentei muitas outras que têm com ela estreitas relações, a nível literário, gráfico, editorial, mediático ou outro — mas deixei, no entanto, de fora os vocábulos técnicos do desenho e aqueles que são de utilização demasiado limitada, por me parecerem de interesse mais restrito para a matéria em análise (…)”

Trata-se portanto de um léxico que ajuda a perceber do que falamos, quando referimos determinados assuntos relacionados com banda desenhada, quer se chame bande dessinée, comics, histórias aos quadradinhos, histórias em quadrinhos, fumetti, tebeos, mangás, manhwas, etc… Mais ainda, trata-se de um dicionário enciclopédico sobre a matéria – e por isso mesmo, de certa forma, um léxico disléxico: Leonardo De Sá explica em detalhe, ao longo das 202 páginas e das 378 entradas – com a ajuda de 123 ilustrações – do Dicionário Universal da Banda Desenhada – pequeno léxico disléxico, o significado das palavras e expressões, recorrendo à sua história e evolução. Daí também o seu grande interesse.

Vejamos também o que diz o jornalista do Público, Carlos Pessoa, no Prefácio ao livro: “Falta responder a uma questão prática: para que serve este livro? Basta desfolhá-lo para constatar que não é, obviamente, uma obra destinada a leitura corrida – como o seria uma sequência de textos de análise sobre autores, heróis, publicações ou escolas gráficas, por exemplo. Todavia, não se limita a ser uma mera fixação conceptual de termos e expressões – isso também lá está, obviamente – que dão sentido ao título. Leonardo De Sá foi mais longe, proporcionando informação substancial e detalhada sobre aspectos relevantes da própria banda desenhada, em termos históricos, estéticos ou outros (…) o que merece ser realçado é o contributo que a obra dá para sabermos do que falamos quando falamos de histórias aos quadradinhos (…)

Tudo o que ficou dito realça a singularidade do trabalho de Leonardo De Sá e ajuda a compreender o que distingue este livro de outras tentativas de fixar a “linguagem” específica deste meio de expressão. Este Dicionário é uma obra de consulta que deve figurar em qualquer biblioteca básica sobre banda desenhada. Seja qual for o uso que dele se faça, é garantido que trará ao conhecimento dos seus leitores mais do que uma surpresa (…)”

Listagem das 378 entradas:




Algumas das 202 páginas:










O "Dicionário Universal da Banda Desenhada – pequeno léxico disléxico", de Leonardo De Sá, estará à venda no 21º Amadora BD, no stand Pedranocharco, dias 6 e 7, ao preço especial de lançamento de €12,00 (preço posterior: € 16,00).


Formato, 16 x 23 cm, 202 págs.+capas, p&b c/ capa a cores.
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O "Dicionário Universal da Banda Desenhada – pequeno léxico disléxico", pode ser também adquirido através do email bdjornal@gmail.com

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BDpress #193: Pedro Cleto no Jornal de Notícias, sobre FERNANDO BENTO (23/Out) – A AMADORA DISTINGUE DE NOVO RUI LACAS (30/Out) – FILIPE ANDRADE DESENHA HOMEM DE FERRO (1/Nov) – AS VÁRIAS FACES DA BD NACIONAL (3/Nov)



Jornal de Notícias, revista NS de 23 de Outubro de 2010

FERNANDO BENTO, AS AVENTURAS DE UMA VIDA

Pedro Cleto

Chamava-se Fernando Bento e foi um dos mais notáveis autores portugueses de banda desenhada, no tempo em que esta ainda era (apenas) histórias aos quadradinhos. O centenário do seu nascimento comemora-se no próximo dia 26.

Em Fevereiro último fez 10 anos que nos foi servido um dos últimos tesouros coloridos por Fernando Bento. Foi nas páginas da revista “Selecções BD” (II série) e era uma vinheta do seu (inacabado) “Regresso à Ilha do Tesouro”, uma sequela do clássico de Stevenson, que o mestre português dos quadradinhos adaptou com argumento de Jorge Magalhães. Nele, o jovem Jim Hawkins, enquanto desce por uma amarra de um barco encalhado, afirma: “a aventura correu melhor do que eu esperava!”. O mesmo se pode dizer, sem dúvida, da vida e da obra de Fernando Carvalho Trindade Bento, nascido em Lisboa a 26 de Outubro de 1910.

Com os seus heróis fez “A Volta ao Mundo em 80 dias”, levando muitos leitores ao longo de várias gerações a dar consigo “A Volta a Portugal em Bicicleta”, conhecer “Histórias da nossa história”, partilhar uma “Viagem ao centro da Terra”, percorrer “Vinte mil léguas submarinas”, subir “A Montanha do Fim do Mundo” ou avançar pelo espaço “Da Terra à Lua”, em companhia de “Um herói de 15 anos”, “34 macacos e eu”, “Beau Geste”, “Matias Sandorf” ou “Quintino Durward, até à “Ilha do Tesoiro”, tudo em “Mil e uma noites” maravilhosas e mágicas. Vividas, sentidas, sofridas em constantes sobressaltos, sem sair de casa, descobertas nas fantásticas, vibrantes e envolventes páginas aos quadradinhos que delineou com um traço elegante, único e personalizado, vivo, ágil e dinâmico, se bem que fosse (ou porque era) autodidacta, apenas com um curso de desenho por correspondência, obtido na escola parisiense ABC.

Na sua formação “prática”, no entanto, encontram-se também longos períodos nos movimentados bastidores teatrais do Coliseu dos Recreios, local de trabalho do pai, onde, quem sabe, foi beber o sentido dos diálogos, a noção de movimento, a agilidade na composição das pranchas, a técnica de picado e contra-picado, o ritmo narrativo, a legibilidade e a eficácia da narrativa sequencial que o viriam a distinguir como um caso único na 9ª arte nacional. No entanto, nada parecia dirigi-lo para a BD, pois foi no mundo do teatro, na concepção de figurinos e cenários (muito elogiados) para “A última maravilha” e “O fim do mundo” que se fez notado, tinha apenas 25 anos. E só três anos depois, surgiriam os primeiros quadradinhos, na secção infantil do jornal “República”.

Estava longe de saber, certamente, mas muitos seriam as revistas que se lhe seguiriam – “Pim-Pam-Pum!”, “Diabrete”, “Cavaleiro Andante” foram as mais significativas – onde, a par da BD, espraiou também a sua arte por capas, ilustrações, caricaturas e desenhos humorísticos, como maquetista e director gráfico… Tudo feito em serões e tempos livres pois, “profissionalmente” foi sempre funcionário de escritório da BP.

A sua bibliografia – em que muitas vezes teve ao lado argumentistas como Helena Neves, Maria Amélia Bárcia ou Adolfo Simões Müller – é feita especialmente da adaptação de episódios da História pátria e de clássicos infantis, da literatura ou de aventuras (especialmente Jules Verne, mas também Robert Louis Stevenson, Herman Melville, Enid Blyton…), que soube recriar como poucos, em verdadeiras versões em quadradinhos, que patenteavam o espírito e todas as qualidades dos originais no novo suporte e que faziam igualmente sonhar. Foram cerca de três décadas de redobrado labor, até aos anos 1970, vividos mais longe das páginas desenhadas, às quais só regressaria de forma pontual.

Até ao tal “Regresso à Ilha do Tesoiro”, corria a década de 1990 e tinha Fernando Bento ultrapassado já a barreira dos 80 anos, em que (re)encontrou energia e mestria para, num traço com todas as qualidades que lhe eram (re)conhecidas mas renovado na forma, duma surpreendente modernidade, voltar a fazer vibrar todos os que leram as novas pranchas de reencontro com Jim Hawkins, Ben Gunn ou o pirata Long John Silver!

A morte – invejosa da sua arte? – levá-lo-ia a 14 de Fevereiro de 1996, pondo um ponto final na(s) sua(s) aventura(s), impedindo-o de terminar esta obra e de ver impressos os seus últimos desenhos.

(Caixa… ou conclusão do texto)
Ler Fernando Bento

Estivéssemos num país mais capaz de apreciar e acarinhar os seus criadores (também) de quadradinhos, e a obra de Bento estaria reunida numa bela e luxuosa edição. Como estamos em Portugal, para lá do (difícil) recurso às revistas onde as histórias foram publicadas originalmente, sobram meia dúzia de álbuns dispersos por várias editoras, alguns dos quais há muito esgotados.

Este ano a propósito de um centenário que o Amadora BD 2010 (que hoje se inicia) também assinala com uma exposição, mas que merecia maior projecção, duas câmaras, enquadrando uma mostra que também esteve na Sobreda, substituíram-se às editoras: a de Moura, que recuperou a versão que Fernando Bento fez de “Moby Dick, a baleia branca” (publicada originalmente no “Cavaleiro Andante”, em 1960), e a de Viseu, com “Um campeão chamado Joaquim Agostinho” (“A Capital, 1973), a biografia aos quadradinhos do ciclista luso.

Jornal de Notícias, 30 de Outubro de 2010

AMADORA BD DISTINGUE RUI LACAS

F. Cleto e Pina

Em cerimónia realizada ontem nos Recreios da Amadora, foram revelados os vencedores dos Prémios Nacionais de BD, atribuídos pelo Amadora BD, após uma votação feita por profissionais ligados à 9ª arte.

“Asteroid Fighters #1 - O Início” (ASA), de Rui Lacas, um registo de acção futurista, que apresenta a Terra sob ameaça de destruição por uma chuva de asteróides, foi considerado o Melhor Álbum Português. A distinção para Melhor Argumento coube a Filipe Melo por “As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e PizzaBoy” (Tinta da China) e, no que respeita a Melhor Desenho, o contemplado foi Filipe Andrade por “BRK #1” (ASA). “O Homem que ia contra as Portas” (Everest Editora), valeu a Richard Câmara o troféu para Melhor Ilustração para Livro Infantil e, ainda em termos de autores nacionais, “Célibataires” (Joker Editions), de Nélson Martins, foi a única obra a concurso para Melhor Álbum de Autor Português em Língua Estrangeira.

“Paixão e outros usos para Hormonas em excesso” (Gradiva), uma compilação de Zits, que o Jornal de Notícias publica diariamente, foi considerado o Melhor Álbum de Tiras Humorísticas, e “Os Passageiros do Vento - A Menina de Bois-Caiman - Livro 1” (ASA), de François Bourgeon o Melhor Álbum de Autor Estrangeiro. O Prémio Clássicos da 9ª Arte foi para “Corto Maltese: Mü, A Cidade Perdida” (ASA), de Hugo Pratt, e o número dos “Cadernos Moura BD” dedicado a Fernando Bento foi distinguido como melhor fanzine.Finalmente, o troféu de Honra foi entregue a António Gomes de Almeida, argumentista, entre outras obras, da “História Alegre de Portugal”, desenhada por Artur Correia.

O Amadora BD 2010, que decorre no Fórum Luís de Camões, na Brandoa, até ao próximo dia 6 de Novembro, conta este domingo com a presença do norte-americano Sean Gordon Murphy bem como de alguns dos autores nacionais premiados.

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Jornal de Notícias, 1 de Novembro 2010

FILIPE ANDRADE DESENHA HOMEM DE FERRO

F. Cleto e Pina

Acabado de lançar nos Estados Unidos, durante a corrente semana vai chegar às lojas nacionais especializadas em importação de BD norte-americana “Iron Man – Titanium #1”, que conta entre os seus desenhadores o português Filipe Andrade.

É um conjunto de quatro histórias, uma das quais corresponde ao primeiro trabalho de Andrade para a Marvel e logo com uma das personagens mais emblemáticas e em voga da editora.

“Tudo aconteceu”, conta o desenhador , “há cerca de um ano, depois do C. B. Cebulski”, um caça-talentos da Marvel, “ter estado em Portugal e ter visto o meu portfólio. Duas semanas depois recebia um e-mail propondo-me este primeiro trabalho na Marvel”.

Por isso, desenhar uma personagem da dimensão do Homem de Ferro foi uma “enorme responsabilidade pois o primeiro trabalho é sempre importante para chamar a atenção”.

E tão bem funcionou esta estreia que, depois dela, Filipe Andrade já desenhou “nova BD do Homem de Ferro, outra com os Vingadores, um one-shot da X-23”, editada em Maio, como o JN na altura noticiou, e “uma mini-história do Homem-Formiga que sairá este mês”. Para além disso, está “a finalizar um conjunto de 7 historias curtas de Nomad”, em publicação na revista “Captain America”, que possivelmente serão depois compiladas em livro.

Mas a grande novidade, que a Marvel acaba de revelar, é que durante a New York Comic Con que teve lugar no início do mês, Filipe Andrade foi escolhido para desenhar os 5 números da mini-série “Onslaught Unleashed”, que começará a sair em Fevereiro de 2011. Escrita por Sean McKeever, reunirá o capitão América e alguns dos X-Men, marcará o regresso do vilão Massacre e terá capas de dois nomes grandes dos comics de super-heróis: Humberto Ramos e Rob Liefeld.

Jornal de Notícias, 3 de Novembro, 2010

AS VÁRIAS FACES DA BD NACIONAL

F. Cleto e Pina (ou apenas Pedro Cleto)

Festival da Amadora potencia chegada ao mercado de diferentes sensibilidades da banda desenhada lusa

Fruto de uma aposta continuada e consistente na promoção da banda desenhada portuguesa, o Festival da Amadora tem-se revelado o local ideal para o lançamento de novidades lusas aos quadradinhos.

Agora, chegam nove de uma vez.

É compreensível, isto porque, no Amadora BD, os originais estão expostos e os autores presentes, o que potencia a sua divulgação junto dos leitores. E esta é uma realidade quer para as editoras de maior dimensão quer para os pequenos editores independentes, cuja distribuição se limita depois a lojas especializadas e, eventualmente, a uma ou outra cadeia nacional de livrarias. Este ano não foi excepção, tendo sido lançados quase uma dezena de novos títulos, bem diversos gráfica e tematicamente, a maioria de jovens autores.

A excepção - e talvez o de maior impacto - é "Eternus 9 – A cidade dos espelhos" (ver caixa), mas o de maior potencial fora do círculo da BD é "New Born – 10 dias no Kosovo", de Ricardo Cabral, espécie de foto-reportagem desenhada. Numa ténue fronteira entre a sequência narrativa e a ilustração, é fruto de uma estadia do autor no Kosovo e traça um retrato mais humano - e, por isso, mais real :. do país e da sua situação, para lá dos estereótipos veiculados pela Comunicação Social.

Também com fundo político é "Agentes do CAO.S. - A conspiração Ivanov", de Fernando Dordio, Filipe Teixeira e Mário Freitas, cuja acção decorre em 1981. Tendo as FP 25 de Abril como pano de fundo, é uma movimentada história de acção, vingança e espionagem, que envolve operacionais da Polícia portuguesa e mafiosos russos.

Bem mais intimista é a proposta de Paulo Monteiro, também director do Festival de Beja, em "O amor infinito que te tenho e outras histórias", colectânea, com alguns inéditos, de cariz autobiográfico e poético, em que o traço fino e os tons cinzentos salientam os sentimentos.
Diverso é o projecto colectivo Zona, que apresentou na Amadora o seu sexto tomo em ano e meio, "Zona Negra 2", que tem o terror como tema aglutinador e o preto e branco como veículo para fortalecer "o ambiente obscuro do seu conteúdo".

Do instilucional ao punk

Também colectiva, da autoria de Álvaro Áspera e Marta Portela (argumento) e António Brandão, João Martins, Pedro Alves, Pedro Colaço, Pedro Serpa e Ricardo Cabrita (desenhos), mas de carácter institucional, é "Sete histórias• em busca de uma alternativa", que reúne uma série de histórias em torno dos serviços públicos, ao mesmo tempo que homenageia personagens e autores da banda desenhada portuguesa.

Diferente, no propósito e na forma, é o "BDjornal" #26 (pedranocharco), publicação semestral que alia à publicação de BD artigos de crítica e análise, que neste número destaca Dinis Conefrey e Fernando Relvas.

Apresentados no festival, surgem dois outros títulos: "É de noite que faço as perguntas", narrativa ficcionada dos acontecimentos que levaram à implantação da República, escrita por David Soares e desenhada por Richard Câmara, Jorge Coelho, João Maio Pinto, André Coelho e Daniel Silvestre Silva, e "O Menino Triste – Punk Redux", passeio semi-autobiográfico pelas origens, valores e ideias por detrás do punk em Londres, em1976.

Regresso de um clássico dos “anos de brasa”

Nascido na mítica revista "Visão", que, animada pela revolução de Abril, agitou as águas da BD nacional no Verão quente de1975, "Eternus 9- Um filho do cosmos", complexo relato filosófico e de ficção científica, seria suspenso ao fim de seis números, surgindo em1979 em forma de álbum (reeditado em 2009). Agora, 35 anos depois, Eternus 9 regressa em "A cidade dos espelhos", sequela que Victor Mesquita há muito anunciara e nela "um portal caleidoscópico atravessa um mundo cujo coração é Lisboa, após a guerra nuclear que transfigurou a face do Planeta e fragmentou a Lisboa de hoje até quase não se poder reconhecê-Ia, mas onde continuam as referências que a distinguem".

É o 2° tomo de uma trilogia que se concluirá com "Cidadela 6", que Victor Mesquita resumiu ao JN: "Encontraremos um universo de violência e denúncia dos aspectos mais crus que se vivem nas sociedades de hoje, onde se constatará que até os santos são humanos e, como tal, muitas vezes, saem dos limites da santidade".

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

21º FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DA AMADORA / AMADORABD (2): OS PREMIADOS

Como é já do conhecimento geral, os premiados deste 21º Amadora BD, foram conhecidos no sábado passado, dia 30 de Outubro. Contudo, dada a presença no espaço comercial do FIBDA, no stand Pedranocharco, mais as respectivas viagens de ida e volta Caldas da Rainha – Amadora, não foi possível postar nada no Kuentro. Mas não queria deixar de registar as coisas:

MELHOR ÁLBUM PORTUGUÊS

Asteroid Fighters Vol.1: O Início
de Rui Lacas
Edições ASA


MELHOR ARGUMENTO PARA ÁLBUM PORTUGUÊS

FILIPE MELO
"As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy"
Tinta-da-China

MELHOR DESENHO PARA ÁLBUM PORTUGUÊS

FILIPE ANDRADE
"BRK" Tomo 1, Edições ASA

MELHOR ÁLBUM ESTRANGEIRO

Os Passageiros do Vento Tomo 6 – “A Menina de Bois Caiman” Livro 2
de François Bourgeon,
Edições ASA

MELHOR ÁLBUM DE AUTOR PORTUGUÊS EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

“Celibataíres"
de Nelson Martins
Joker Editions

MELHOR ÁLBUM DE TIRAS HUMORÍSTICAS

Zits, Paixão e outros Usos para Hormonas em Excesso
de Jerry Scott e Jim Borgman
Gradiva Publicações

MELHOR ILUSTRAÇÃO PARA LIVRO INFANTIL

O Homem que ia contra as Portas
de Richard Câmara
Everest Editora

CLÁSSICOS DA 9ª ARTE

Corto Maltese – Mú, A Cidade Perdida
de Hugo Pratt
Edições ASA

MELHOR FANZINE

Cadernos Moura BD, Fernando Bento
de Carlos Rico e Luís Beira
Câmara Municipal de Moura


TROFÉU DE HONRA


António Gomes de Almeida

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