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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

EXPOSIÇÃO DE MAO (CLUBE DO INFERNO) – NA BEDETECA DA AMADORA – 3 DE SETEMBRO 2015


EXPOSIÇÃO DE MAO 
(CLUBE DO INFERNO)
NA BEDETECA DA AMADORA
3 DE SETEMBRO 2015

Recebemos de Pedro Moura o seguinte convite:


Gostaria de vos convidar para estarem presentes na abertura da exposição Uninforme, uma mostra dos trabalhos do jovem autor Mao, membro do colectivo Clube do Inferno, a ter lugar na galeria da Bedeteca da Amadora, na próxima Quinta, dia 3 de Setembro.

A exposição abre às 18h mas às 19h as portas da Biblioteca encerram, pelo que agradeço a vossa pontualidade.

Trata-se da segunda acção integrada na programação que tenho desenvolvido para esta instituição, que será apresenta oficialmente em Setembro.

Pedro Moura

Em 2012, André Pereira, Astromanta, Mao e Hetamoé (têm todos idades entre os 27 e os 30 anos) fundaram o Clube do Inferno, uma editora especializada em banda desenhada, presença assídua nesta e noutras feiras de edição independente.


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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

ENTREVISTA DE JOSÉ CARLOS FRANCISCO COM PASQUALE DEL VECCHIO – AUTOR CONVIDADO PARA A 1ª MOSTRA DO CLUBE TEX PORTUGAL

Pasquale Del Vecchio - em caricatura de Bira Dantas

ENTREVISTA
DE JOSÉ CARLOS FRANCISCO 
COM PASQUALE DEL VECCHIO 

AUTOR CONVIDADO 
PARA A 1ª MOSTRA DO CLUBE TEX PORTUGAL 
EM ANADIA DE 15 A 17 DE AGOSTO

Tex em Anadia, desenhado por Pasquale Del Vecchio

Pasquale Del Vecchio (Manfredonia, 17 de Março de 1965)

Começou a trabalhar nos fumetti colaborando na revista 1984 e no Giornalino. Em 1991 desenhou, com Davide Toffolo, Memphis Blue, uma história escrita por Daniele Brolli, para as páginas de Cyborg.

Posteriormente, foi contactado pela Sergio Bonelli Editore, que lhe encomendou uma história para Zona X, mas nunca publicada. A estreia oficial na editora da Via Buonarroti teve lugar em 1993 nas páginas de Nick Raider e dois anos depois, com uma nova história para Zona X. De seguida, Del Vecchio entrou para a equipa da série Napoleone (também da SBE) e com o fim dessa série, passa a trabalhar como desenhador de Tex.

As suas primeiras pranchas do ranger foram as de Soldi Sporchi (dinheiro sujo) (TEX #561 e #562), com argumento de Claudio Nizzi.


Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão e de Bira Dantas na caricatura, publicada em exclusivo no Tex Willer Blogue a 22 de Julho passado.

EIS O TEXTO:

O Clube Tex Portugal realiza, em Anadia, de 15 a 17 de Agosto próximo a 1ª Mostra do Clube Tex Portugal e traz pela primeira vez Pasquale Del Vecchio ao nosso país, motivo mais que suficiente para esta nova entrevista do blogue português de Tex com o autor italiano que estará presente na capital da Bairrada nos dias 15, 16 e 17 de Agosto.

Para além da presença de Pasquale Del Vecchio, o mui nobre MUSEU DO VINHO BAIRRADA, local do evento, terá também uma mostra pessoal de Pasquale Del Vecchio com a exposição de várias pranchas inéditas da história, escrita por Roberto Recchioni, para o Color Tex de 2015 e dela constarão cerca de duas dezenas de pranchas deste que é na actualidade um dos mais conceituados desenhadores do Ranger.

Caro Pasquale, você estará presente em Portugal, numa exposição do Clube Tex Portugal, na cidade de Anadia. O que representa para si esse acontecimento que contará com a sua presença num País estrangeiro?
Pasquale Del Vecchio: Eu estou muito feliz e honrado por fazer parte da exposição de Tex em Anadia. É muito bom saber que Tex também faz sucesso em Portugal.

O que o convenceu, sendo um autor de fama mundial, a aceitar um convite tão incomum?

Pasquale Del Vecchio: A possibilidade de representar Tex em Portugal e a curiosidade de conhecer um novo público.

Quais são as suas expectativas em relação à 1ª Mostra do Clube Tex Portugal?

Pasquale Del Vecchio: Eu estou convencido de que encontrarei um público muito interessado e caloroso, e um ambiente certamente espectacular.

Tem algum contacto com a BD feita em Portugal? Conhece algum autor como, por exemplo, E. T. Coelho, que inclusivamente morou e trabalhou por muito tempo em Itália, e é considerado por muitos como o melhor desenhador de quadradinhos portugueses de todos os tempos?

Pasquale Del Vecchio: Confesso que, infelizmente, conheço pouco, e espero que a visita a Portugal possa preencher essa grave lacuna. Eu vi alguns trabalhos de Coelho, um desenhador bastante interessante, clássico e sugestivo.

Vamos alargar um pouco o horizonte da entrevista: o que o fez entrar para a indústria dos quadradinhos? 

Pasquale Del Vecchio: A paixão pela BD e pelo desenho foi o motor principal. Eu sempre desenhei, e contar por imagens foi uma necessidade que se transformou, quase automaticamente, em profissão. 

Como analisa a evolução da sua carreira? 

Pasquale Del Vecchio: Eu não saberia responder a essa pergunta de modo objectivo. No início da minha carreira eu era atraído por desenhadores/autores muito distantes do meu modo actual de desenhar. Eu apreciava Muñoz, Pazienza, Corben. Depois, com o passar do tempo, a minha atenção se dirigiu a um desenho mais clássico. A evolução frequentemente também é ligada às personagens ou às BDs que se está a desenhar. Um ponto importante certamente foi o meu trabalho com a série Napoleone

Você tem consciência de que é um dos melhores desenhadores de Tex e que os leitores sempre têm grandes expectativas em relação aos seus trabalhos? 

Pasquale Del Vecchio: Não tenho consciência disso, absolutamente, e também não acredito (risada irónica).

No que está a trabalhar actualmente?

Pasquale Del Vecchio: Actualmente estou a trabalhar para um Color Tex, com guião de Roberto Recchioni. Uma história envolvente e cheia de golpes de cena, e nela Tex é acompanhado pelos seus três pards.

O que sentiu quando recebeu o convite para desenhar o Color Tex?

Pasquale Del Vecchio: No início um pouco de preocupação, porque em Tex eu sou muito ligado ao preto e branco e às atmosferas que essa técnica consegue evocar. Em seguida, ao conversar com Mauro Boselli, decidi não economizar no uso do preto, como geralmente acontece quando se trabalha para o mercado francês, e efectuar uma colorização bastante suave e complementar ao desenho. Veremos.

Como se forma um desenhador do seu calibre?

Pasquale Del Vecchio: Com muito desenho e muita paixão por este trabalho. É necessária uma certa apetência para o desenho, mas essa deve ser sustentada por um duro trabalho quotidiano. E ser curioso, não se limitar somente à BD, mas buscar outras formas expressivas, que de algum modo possam sugestionar o trabalho.

De que modo imagina que pode conseguir trazer novos leitores para Tex?

Pasquale Del Vecchio: O modo mais simples é o dos laços familiares: pais, irmão, irmãs, noiva, tias... agora elas também lêem histórias de Tex.

Como avalia o seu trabalho em relação ao passado?

Pasquale Del Vecchio: Eu sempre tive um relacionamento conflituoso com o trabalho recém-concluído. Eu só vejo os defeitos, as coisas que não saem bem. Para avaliar o meu trabalho é preciso deixar o tempo passar, ele deve se sedimentar. Eu penso que, com o tempo, o meu trabalho tornou-se mais maduro, mas tenho algumas dúvidas.

Na sua visão, qual foi o seu melhor trabalho com Tex? E o mais difícil?

Pasquale Del Vecchio: O mais difícil, sem dúvida, foi o primeiro (Dinheiro Sujo e Salvamento Heróico, história em dois volumes), por ser o primeiro impacto com a personagem e com a nova ambientação de faroeste. O meu preferido creio que foi o seguinte (A Revolta dos Cheyennes e Três Dias de Cão, também em dois volumes).

Há alguma história de Tex feita por outro autor e que você gostaria de ter feito?

Pasquale Del Vecchio: A de Ticci no Grande Norte (Flechas Pretas Assassinas, Tambores de Guerra), mas é melhor que ela tenha sido desenhada por ele. Eu jamais conseguiria fazer tal obra-prima.

Se lhe fosse proposto desenhar novamente uma aventura clássica de Tex feita, por exemplo, por autores como Galep ou Lettèri, como você acha que enfrentaria a tarefa? E qual história desses autores escolheria?

Pasquale Del Vecchio: Além da já citada história de Ticci e Gianluigi Bonelli, eu recordo-me de uma, desenhada por Nicolò e focada na caçada a um cavalo negro com uma estrela na testa, cujo título era Silver Star, o Corcel Sagrado.

O que representa Tex para si e qual a importância dele na sua vida? 

Pasquale Del Vecchio: Tex é a BD com a qual eu cresci e com a qual agora trabalho. Uma constante na minha vida.

Sim, Tex é uma personagem importante na sua carreira, sem dúvida. Você consegue imaginar-se a desenhá-lo durante 10 ou 20 anos, ou pretende um dia tentar algo novo? Você tem em mente algum projecto que gostasse de realizar no futuro? 

Pasquale Del Vecchio: Por esconjuro, é melhor não falar de projectos ou sonhos. De todo modo, ainda estar a desenhar Tex daqui a dez ou mais anos, parece-me um óptimo augúrio.

Para encerrar, gostaria de deixar alguma mensagem aos seus admiradores que irão a Anadia?

Pasquale Del Vecchio: Espero encontrar muitos admiradores do mítico Ranger em Anadia. Até breve.

Pasquale, agradecemos muitíssimo pelo tempo que nos dedicou.

Nota do editor do Kuentro: o texto desta entrevista foi revisto e corrigido por nós, nomeadamente na questão do famigerado Aborto Ortográfico em vigor, que o Kuentro não aceita nem pratica, senão quando se reproduzem textos já publicados em jornais ou revistas!

ALGUMAS PRANCHAS DE DEL VECCHIO



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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

INAUGURA AMANHÃ NO CONSULADO DE PORTUGAL EM PARIS A EXPOSIÇÃO SOBRE A OBRA “ARISTIDES DE SOUSA MENDES – HÉROS DE L’HOLOCAUSTE” DE JOSÉ RUY


Contracapa e capa da versão em francês

EXPOSIÇÃO DE BD DE JOSÉ RUY SOBRE A OBRA 
“ARISTIDES DE SOUSA MENDES
HÉROS DE L’HOLOCAUSTE” 
ORGANIZADA PELO CÍRCULO ARTUR BUAL 
EM PARCERIA COM O CONSULADO DE PORTUGAL EM PARIS 

INAUGURAÇÃO AMANHÃ DIA 13 DE FEVEREIRO, 
ÀS 18.30H EM PARIS


Excerto do email que José Ruy enviou para o editor do Kuentro:

O «Círculo Artur Bual» (Amadora) organizou uma exposição no Consulado de Portugal em Paris dos originais digitais do meu livro «ARISTIDES DE SOUSA MENDES, HERÓI DO HOLOCAUSTO» na versão em francês.

Esta edição é da iniciativa da «Foundation Sousa Mendes» dos Estados Unidos da América, com quem firmei contrato para as edições em inglês e francês destinadas ao público americano e canadiano. Para esta exposição em Paris (que será itinerante, e seguirá depois para Bordéus e outros Consulados, Câmaras Municipais e escolas no país) fizeram uma edição especial para estar disponível aquando dos eventos. Junto capa e contracapa dessa edição.

A exposição será inaugurada a 13 de fevereiro de 2014 e estará patente até 6 de março, data em que seguirá para Bordéus.

Eu estarei presente (também para montar a exposição) e levo livros em português para quem estiver interessado. Vai estar presente o presidente do Círculo Artístico e Cultural Artur Bual, o pintor Alves Dias, e também o presidente da Fundação americana, Louis-Philippe Sousa Mendes, neto do «herói», e possivelmente os netos radicados agora em Portugal.

Estas duas versões estão atualizadas a nível de desenho e texto, pois as edições em português e em hebraico foram acabadas por mim em 2002 (embora editadas em 2004) e neste espaço de tempo muitas homenagens aconteceram, inclusive a formação da Fundação na América. A alteração mais notória é na última página, que reformulei totalmente, por isso lhe envio, mas em inglês da América.

O grafismo é da responsabilidade do editor.

Páginas do Relatório anual da Sousa Mendes Foundation de 2013
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COMO NASCEU A HISTÓRIA EM PORTUGUÊS
DO CÔNSUL ARISTIDES DE SOUSA MENDES
EM BANDA DESENHADA

Da «Biblioteca Museu República e Resistência» em Portugal, onde tenho colaborado intensamente, no ano 2000 convidaram-me a criar uma Banda Desenhada sobre Aristides de Sousa Mendes, para que pudessem divulgar este Cônsul herói em estabelecimentos de ensino. Existia uma pequena BD francesa de autoria de Jocelyn Gilles, resumindo o gesto deste Cônsul, mas o diretor do Museu achava que tratando-se de uma personagem portuguesa, merecia ter uma criação nacional.

Desenhei e ofereci então essa biografia, em 20 páginas, que o Museu República e Resistência editou em português e inglês. No lançamento estava presente o embaixador de Israel, que mostrou interesse em divulgar o trabalho no seu país. O meu editor português da «Âncora Editora» também aderiu à ideia de se criar uma história mais completa, em português e resolvi redesenhar com grande prazer toda a história, e a quatro cores, acompanhado pela família do Cônsul, que me forneceu preciosa documentação. Dei-lhe o título «Aristides de Sousa Mendes Herói do Holocausto», e conta já com uma segunda edição.

A partir desses originais o Museu «Yad Vashem», de Jerusalém, fez uma edição em hebraico, mas tive de remontar todas as vinhetas para que a leitura se pudesse fazer da direita para a esquerda.

Em 2013 a «Sousa Mendes Foundation» sediada nos Estados Unidos, contactou-me no sentido de fazermos contrato para edições em inglês e francês, destinadas aos mercados americano e canadiano. Desenhei então as legendas com a minha letra, sobre traduções cuidadas que me enviaram. Acompanhando a exposição itinerante que começa em fevereiro de 2014 no Consulado português em Paris, há livros em português e francês para poderem ser adquiridos. É uma iniciativa do «Círculo Artístico e Cultural Artur Bual» (um bom amigo de infância) sediado na Amadora, Portugal.

É para mim uma honra contribuir para a divulgação do gesto altruísta deste notável diplomata.

José Ruy


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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

BDTECA 2013 – 7ª MOSTRA DE BANDA DESENHADA DE ODEMIRA



BDTECA 2013
7ª MOSTRA
DE BANDA DESENHADA DE ODEMIRA

A Biblioteca Municipal José Saramago de Odemira apresenta a partir de hoje, dia 10 de Janeiro de 2013, mais uma edição do projecto BDTECA, a 7ª Mostra de Banda de Desenhada de Odemira, que visa essencialmente valorizar este género literário.

Organizada pela Biblioteca Municipal, a 7ª Edição do projecto BDTECA pretende, além de divulgar este género literário e estimular a criatividade, afirmar Odemira como um dos principais centros de desenvolvimento da Banda Desenhada na região e no país.

PROGRAMA 

10 de Janeiro a 20 de Fevereiro 
Concurso de Banda Desenhada 

2 de Fevereiro a 9 de Março 
Feira do "Comic Book" e da BD 

9 a 28 de Fevereiro 
Exposição "Cinzas da Revolta", 
de Miguel Peres e João Amaral


 João Amaral no AmadoraBD 2012

22 de Fevereiro, 10 h 
Encontro com o autor Hugo Teixeira 
(actividade dirigida ao público escolar) 

Hugo Teixeira no AmadoraBD 2011

23 de Fevereiro, 14h 
Sábado J - Workshop de Banda Desenhada, 
Por Hugo Teixeira 

9 de Março, 16h 
Entrega de Prémios e Inauguração da Exposição dos trabalhos de 2013 

9 a 30 de Março 
Exposição dos trabalhos de 2013 

REGULAMENTO DO CONCURSO

Para ler o Regulamento, clique em cima da imagem, uma vez esta aberta no visualizador do blogue, clique em cima dela com o botão direito do rato e faça “abrir imagem em novo separador”, depois é só usar a lupa para ampliar mais.





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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

INAUGURA AMANHÃ EXPOSIÇÃO PEPEDELREY – NA PURPLE ROSE




EXPOSIÇÃO DE ILUSTRAÇÕES 
DE PEPEDELREY

FALA-ME DO AMOR

NA PURPLE ROSE [PENSÃO AMOR]
Rua Nova do Carvalho – CAIS DO SODRÉ
ÀS 22 HORAS

Fala-me do amor.

Imagens escondidas atrás de portas fechadas, só espreitadas através de buracos de fechaduras. O segredo intimo de seres Humanos, enquanto actores de peças teatrais carregadas de emoções, sentimentos, vontades e desejos. As verdades desses personagens, seres oprimidos por regras morais intimidatórias. Máscaras para esconder os rostos anónimos e desviar as acusações, os julgamentos morais. O amor, conjunto de definições liricas que envergonha o prazer e castra o desejo. É desses amores escondidos e envergonhados que se fala nestas imagens. O desenho em alto contraste sobre papel colorido, destacando assim todos esses mistérios e medos da intimidade dos seres que habitam escondidos na normalidade.

Esta série de ilustrações são o outro lado da série de ilustrações intitulada "Amor".


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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

AMANHÃ NA LIVRARIA LeYa NA BUCHHOLZ – 2ª EXPOSIÇÃO DO COLECTIVO THE LISBON STUDIO



Virilidade - ilustração de Jorge Coelho para As Quedas de Viniagara de RuI Zink

2ª EXPOSIÇÃO DO COLECTIVO THE LISBON STUDIO 

INAUGURA AMANHÃ, ÀS 18H30 NA LIVRARIA BUCHOLZZ 

Como tem acontecido já várias vezes ultimamente, amanhã, hora e meia antes do início do 338º Encontro da Tertúlia BD de Lisboa, os interessados podem deslocar-se à livrari Buchholz e visitar a Exposição do The Lisbon Studio, que é inaugurada às 18h30.

Deixamos o Convite e algum material sacado do blogue do The Lisbon Studio, que pode ser visto AQUI. Também podem ler a entrevista com Pepedelrey, publicada no BDjornal #25 (Maio de 2010).



Vale a pena ir à 2ª exposição do colectivo The Lisbon Studio, na livraria Buchholz, ao pé da Avenida da Liberdade.

Exposição de BD, ilustração, animação, vídeo, concept art...
Terça-feira, 4 de Setembro de 2012 - 18:30
Rua Duque de Palmela 4 (Espaço Leya na Buchholz)
Participação de Ana Branco, Ana Freitas, André Oliveira, Joana Afonso, Jorge Coelho, Michaela Copíková, Nuno Duarte, Nuno Saraiva, Pedro Brito, Pedro Ribeiro Ferreira, Pepedelrey, Ricardo Cabral.

The Lisbon Studio 


Foto do blogue The Lisbon Studio - Pepedelrey fotografa Jorge Coelho

Somos um colectivo de autores de bd, profissionais da animação, ilustradores, argumentistas e realizadores que partilham um atelier em Lisboa.

AUTORES RESIDENTES 

• Ana Branco 
• Ana Freitas 
• Ana O. 
• Joana Afonso 
• Jorge Coelho 
• Marta Antão 
• Nuno Duarte 
• Nuno Duarte (Mocifão) 
• Pedro Brito 
• Pedro Potier 
• Pepe Del Rey 
• Ricardo Cabral 
• Ricardo Venâncio 
• Sara Barbas 

MIGRADORES 

• Carlos Fernandes 
• Guilherme Cartaxo 
• Joana Toste 
• João Lemos 
• João Paulo António 
• João Tavares 
• João Tércio 
• Miguel Montenegro 
• Nuno Plati 
• Patrícia Furtado 
• Ricardo Blanco 
• Ricardo Tércio 
• Rui Gamito 
• Rui Lacas 
• Sérgio Duque


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Ilustração de Ricardo Cabral

ENTREVISTA COM PEPEDELREY
 REALIZADA POR VOLTA DE 17 DE MAIO DE 2010 E PUBLICADA NO BDjornal #25 (Maio 2010)

PORTANTO A LISTAGEM DE NOMES REFERIDOS NESTA ENTREVISTA SERÀ JÁ DIFERENTE - VER MAIS ACIMA, A LISTA ACTUAL. 

Penso que a ideia de um estúdio de banda desenhada e ilustração em Portugal sempre grassou pelas mentes de muita gente ao longo dos anos. Existiram alguns, sem que o público se apercebesse muito disso, porque a maioria não teve a produção editorial que o Estúdio d’Alfama viria a ter. Repare-se que não estamos a falar de um colectivo de autores que trabalham todos para as mesmas produções, à maneira americana (ou de outros países), mas sim de gente que se reúne em determinado lugar para trabalhar nos seus projectos pessoais. Como há outros autores presentes, o intercâmbio de ideias, apreciações e experiências técnicas leva, inevitavelmente, a experimentações várias que o autor de BD, ou o ilustrador, isoladamente, se calhar não atingiriam. Porque esta é uma actividade, como todos calculam, de uma solidão por vezes angustiante. A presença de outras pessoas no mesmo espaço físico permitirá ultrapassar angústias e bloqueios e quiçá, levar a soluções muito mais difíceis de atingir isoladamente.

Dada a emergência recente do The Lisbon Studio, que estará no VI Festival de BD de Beja com exposição colectiva e onde fará a apresentação pública do projecto, com o lançamento do primeiro número de uma revista, resolvemos trocar algumas perguntas e respostas via email, com o Pepedelrey:

Há muitos anos – não me recordo quantos – que te ouço falar do “estúdio”, onde, segundo creio, já trabalhava um núcleo de que faziam parte, além de ti, o Jorge Coelho, o Gamito e o Lacas (estou certo?). E, somando dois mais dois, pode dizer-se que foi daí que nasceu o Lisbon Studio? Como começaram as coisas e depois, como evoluíram?

O Estúdio D’Alfama era constituído pelo Jorge Coelho, o Rui Lacas, o Rui Gamito e o Sérgio Duque. Existiam outros estúdios espalhados por Lisboa e com os contactos de amizade e trabalho, começámos todos a falar nas vantagens de nos juntarmos num só espaço. Foi assim que nasceu o The Lisbon Studio. Com o passar do tempo juntaram-se outras pessoas de áreas diferentes. Neste momento, o The Lisbon Studio é composto por ilustradores, autores de BD, realizadores, animadores, concept artist, argumentista, fotógrafos, arquitectos, Web design e designers gráficos, produtores de animação. Enfim, um conjunto multidisciplinar em que o convívio e os projectos comuns dominam todo o ambiente. O The Lisbon Studio é como uma pequena família estranha, com gostos e interesses muito idênticos ou partilhados.

Creio também que tudo isto tem a vertente editorial, com a MMMNNNRRRG e a El PEP. Estou certo? Se sim, vão manter estas chancelas, ou começar uma nova (eventualmente The Lisbon Studio)?

Não. A MMMNNNRRRG não tem nada a ver com o The Lisbon Studio. A El Pep, porque na verdade sou só eu, está ligada ao estúdio só por esse motivo. Existem colaborações em diferentes níveis entre alguns dos elementos do The Lisbon Studio e a El Pep. Está a ser criada a identidade The Lisbon Studio, mas para já ainda estamos a dar os primeiros passos. Claro que isso não anula nem separa qualquer ligação profissional com outras editoras. Afinal, alguns de nós estão a colaborar para as casas Marvel, Image, Soleil, etc.

Vendo (pela indicação que dá o blogue do J.Coelho - AQUI) toda esta gente: Ana Freitas, João Lemos, João Paulo, Miguel Montenegro, Nuno Duarte, Nuno Plati, Patrícia Furtado, Pedro Potier, Pepedelrey, Ricardo Blanco & Carlos, Ricardo Cabral, Ricardo Tércio, Ricardo Venâncio, Rui Gamito, Rui Lacas, Sara Barbas, Sérgio Duque, a fazer parte do Lisbon Studio, pergunto: como chegaram até este “volume” de gentes? Claro que são nomes relacionáveis, não só em termos de geração, como de objectivos: trabalhar para os comics. Alguns já o fazem. Qual é o objectivo do Studio, produzir para o mercadozito português, ou voar mais alto?

Bom, na verdade essa lista está incompleta e não actualizada. Por este estúdio já passaram alguns grandes nomes da BD, ilustração e cinema de animação. O João Lemos, Nuno Plati, Ricardo Blanco, Carlos Fernandes, Rui Gamito e Miguel Montenegro, já não fazem parte deste estúdio. Por motivos pessoais ou profissionais, abraçaram outros projectos. Os objectivos do The Lisbon studio? Bem, não existem muitos objectivos lineares para o estúdio. Não para já! Muitos de nós encontramo-nos a trabalhar para o mercado nacional e para o estrangeiro. Como deve ser fácil entender, não posso explicar o que cada um de nós está a fazer. São regras do mercado que temos de respeitar. Garanto, isso sim, que estão pessoas a trabalhar para algumas grandes casas norte americanas, outras para casas editoriais francesas. Outras pessoas com ligação à produção de cinema de animação estão a trabalhar para produtoras britânicas. O único objectivo do The Lisbon Studio, actualmente, é juntar as dinâmicas de todos e em conjunto apoiarmo-nos e ajudarmo-nos. Influenciando cada um de nós. Aprendermos com cada um de nós novas e diferentes visões sobre o que produzimos e criamos. A identidade The Lisbon Studio é a médio prazo, um dos pequenos grandes passos. Actualmente o estúdio é composto por: Jorge Coelho, Ricardo Venâncio, Pepedelrey, Rui Lacas, Frederico Sá, João Tércio, Pedro Potier, Patrícia Furtado, Nuno Duarte, Ricardo Tércio, Ana Freitas, Ana Oliveira, Joana Toste, Sérgio Duque, Sara Barbas, Tiago Tavares, Ricardo Cabral e a Joana Afonso.


Segundo percebi, as coisas serão dadas a conhecer ao público em Beja, com a exposição colectiva e o lançamento do primeiro número da revista. Queres escrever alguma coisa sobre os conteúdos, tanto da exposição, como da revista?

Bem, este ano em Beja, apesar da má e ordinária atitude dos políticos do município para com a Cultura em Portugal, com a desculpa apalhaçada da crise, vamos estar com uma exposição colectiva do estúdio, que pode ser vista na Galeria do Escudeiro. Graças ao bom gosto e incrível dedicação do Paulo Monteiro e da Susa. A exposição tem um tema base, Lisboa. Não serão, naturalmente, todas as peças exibidas subordinadas ao tema, porque nem todas as linguagens existentes no The Lisbon Studio podem abordar esse tema. Teremos BD, ilustração, fotografia, animação 2D e 3D, design gráfico, etc. Estarão também expostos trabalhos de antigos membros do estúdio, porque apesar da sua saída física ainda fazem parte desta família estranha. Na exposição destaco as ilustrações que o Ricardo Cabral desenhou e que representam bem como são o dia e a noite neste estúdio. No dia de inauguração do festival e da exposição, iremos lançar oficialmente o #1 da The Lisbon Studio Mag. Este primeiro número é dedicado a Lisboa e serve como pequeno complemento gráfico da exposição. É uma edição do The Lisbon Studio em colaboração com a El Pep. Vamos editar de 6 em 6 meses um número diferente. Sem tema obrigatório ou talvez não. Depende. Neste número estarão publicados trabalhos de Rui Lacas, Patrícia Furtado, Ricardo Venâncio, Pepedelrey, Ana Freitas, Joana Toste, Sara Barbas, João Tércio, Pedro Potier, Nuno Duarte e Ricardo Cabral. Toda a sua produção foi feita no The Lisbon Studio, sendo a parte gráfica da responsabilidade do Tiago Tavares.

Já agora o Seitan Seitan Scum faz parte do projecto The Lisbon Studio? Quem são os autores?

Nada disso. O livro Seitan Seitan Scum é da responsabilidade editorial da Chili Com Carne e da El Pep. No livro estão publicados trabalhos do Jorge Coelho, João Tércio, Ricardo Cabral e Pepedelrey, membros do The Lisbon Studio. O livro é uma colectiva de autores portugueses e brasileiros, resultado dos encontros luso-brasileiros Bructumia 2008 organizado pela Chili Com Carne. Foi um livro difícil de editar devido à má fé de pessoas que estiveram envolvidas no inicio. Os autores que colaboram no livro são, para além dos que já mencionei, Filipe Abranches, João Maio Pinto, André Lemos, Biu, Gabriel Goês, Mesquita, LTG, Mike Diana, Daniel Lopes, Pedro Zamith, Roberta Ramos, Mulher Bala, José Feitor, Fábio Zimbres, Marte, Stevz, Chico Félix, Guido Imbroisi, Alex Vieira, Silas e Bruno Borges.

 Em cima e em baixo: Exposição do colectivo The Lisbon Studio 
no VI Festival Internacional de BD de Beja (2010)



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quinta-feira, 26 de julho de 2012

BDpress #359: CORTO MALTESE EVOCADO POR PEDRO CLETO NO JN E EXPOSIÇÃO CORTO MALTESE: VIAGEM À AVENTURA – EM ÉVORA – NOTICIADA NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS



Jornal de Notícias, Terça-Feira 24/7/12 

LONGA VIAGEM DE 45 ANOS PELO MUNDO 

CORTO MALTESE, O MAIS FAMOSO ANTI-HERÓI DA BD, CRIADO POR HUGO PRATT, SURGIU EM JULHO DE 1967 

F. Cleto e Pina 

Três acontecimentos separados por mais de meio século balizam o percurso de um dos mais emblemáticos (anti-) heróis que a banda desenhada já conheceu, Corto Maltese. A personagem celebra 45 anos neste mês.

Novembro de 1913: no oceano Pacifico, um catamaran encontra à deriva um bote com um jovem casal e, depois, uma jangada com um branco amarrado.

1943: um italiano de 16 anos é repatriado para Itália, após dois anos num campo de concentração nazi*. Julho de 1967: a revista italiana "Sgt. Kirk" número 1 estreia "Una balata del mare salato", longo romance desenhado que viria a contar 163 pranchas a preto e branco e rompia com muitos cânones estabelecidos para o género. 


Mas, afinal, o que une estes três acontecimentos? O repatriado chamava-se Hugo Pratt e, apesar de jovem, tinha já uma longa vivência em vários países, que, depois de anos dedicados aos quadradinhos, já homem maduro, lhe serviu de inspiração, para escrever e ilustrar a BD citada, na qual o branco à deriva na jangada, que tinha por nome Corto Maltese, seria apenas personagem secundária de um relato protagonizado pelo oceano.

Oceano que cruzaria várias vezes, percorrendo meio mundo na esteira do seu alter-ego, da Veneza natal de Pratt a terras sul-americanas, da soalheira Etiópia às místicas terras celtas, das

Imensidões geladas da Sibéria à mítica Atlântida. Nessas andanças, ao lado ou em oposição ao pérfido Rasputine, em desafiador equilíbrio com o guerreiro/filósofo Cush, conheceu belas e misteriosas mulheres, aliou-se ao IRA e a outros revolucionários, foi iniciado nos mistérios das artes marciais brasileiras, do Talmude e da Tora judaicos, vivenciou o tango argentino, descobriu descendentes de civilizações perdidas, presenciou atentados, roubos e atos menos Iícitos, filosofou sobre a vida e a morte...

Marinheiro errante, perseguidor de utopias, defensor das causas (que considera) justas, louco ou corajoso, irresponsável ou aventureiro, anarquista, libertário, romântico, com uma enorme sede de liberdade e seguro de ser o seu único senhor, Corto, cidadão do mundo embora natural de Malta, filho de mãe cigana e de pai marinheiro, protagonizou centenas de pranchas em quase duas dezenas de livros tendo ficado por narrar o seu desaparecimento, nos anos 30, na guerra civil espanhola.

Alter-ego do seu criador, partiu com Pratt em1995, quando ele rumou ao paraíso dos grandes criadores. Talvez por isso, os anúncios de um eventual regresso por outras mãos, até hoje, nunca se concretizaram.

(*) NOTA DO KUENTRO: Há aqui qualquer confusão, uma vez que Pratt nunca esteve preso num campo de concentração nazi. Hugo Pratt esteve na Etiópia entre 1937 e 1942, esteve preso sim, mas no campo de prisioneiros civis de Dirédoua, depois da vitória dos aliados sobre os italianos e regressou a Itália em Dezembro de 1942. A única vez que foi preso pelos alemães, mas apenas por 18 dias, foi no Outono de 1944, na cadeia de Santa Maria Maggiore, porque as SS o tomaram por um espião sul-africano. (Ver a biografia do autor em De L'Autre Côté de Corto, por Dominique Petitfaux, Edições Casterman, 1996. Ou em Hugo Pratt – O Desejo de Ser Inútil, longa entrevista com Dominique Petitfaux, Edições Relógio D’Àgua, 2005).

REEDIÇÕES E EDIÇÃO ESPECIAL NO EFEMÉRIDE. 

Estreado entre nós na revista “Tintin”, em 1975, Corto foi mal-amado por muitos leitores, que habituados ao classicismo da BD franco-belga, consideraram a obra prima de Pratt "mal desenhada".

Sucessivamente editadas em álbum pela Bertrand e as Edições 70 (preto e branco) e pela Meribérica/Líber (com introduções ilustradas por aguarelas de Pratt e assistentes), as aventuras de Corto Maltese estão a ser reeditadas pela Asa, numa edição em que os locais de passagem de Corto são revistados pelo escritor Marco Steiner e o fotógrafo Marco D'Anna. O aniversário que agora passa fica marcado por "Corto Maltese no Século XXI", quarta edição do fanzine "Efeméride", de Geraldes Lino, em cujas páginas dezenas de criadores gráficos nacionais, quase todos clonando o traço de Pratt, evocam, homenageiam e parodiam o marinheiro errante.

  
  
 Pranchas de JAS e Carlos Páscoa no fanzine Efeméride nº5 - CORTO MALTESE NO SÉCULO XXI

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Diário de Notícias, terça-feira 24 de Julho de 2012

ÉVORA OFERECE UMA VIAGEM AO MUNDO DE CORTO MALTESE 

De 25 de Julho até ao dia 2 de dezembro, o Fórum Eugénio de Almeida recebe 51 obras originais de Hugo Pratt. 

Helena Tecedeiro 

O nome não engana – "Corto Maltese: Viagem à Aventura" é uma exposição com um objetivo claro: “Refletir sobre o tema dos lugares e das distâncias". A explicação é de Stefano Cecchetto, o comissário da mostra que pode ser vista a partir de amanhã e até 2 de dezembro no Fórum Eugénio de Almeida, em Évora.

A cidade alentejana recebe assim 51 obras de Hugo Pratt, o autor italiano que com a sua personagem.



Corto Maltese criou uma espécie de alter ego. Um marinheiro errante, filho de uma cigana espanhola e de um marinheiro britânico, que percorre o mundo nas primeiras décadas do seculo XX. Um anti-herói, criado por Pratt em 1967, que se cruza nas suas aventuras com personagens históricas como Ernest Hemingway ou Rasputine. Afinal, uma personagem à medida de Pratt, que aos dez anos se mudou de Itália para a Etiópia, acompanhando o pai na invasão daquele território pela Itália. Mais tarde viajou por todo o mundo.

Depois de ter recebido obras de Chagall, Vieira da Silva, Picasso, Paula Rego ou Bordalo Pinheiro, o Fórum Eugénio de Almeida quer agora com esta exposição sobre Corto Maltese ''dar a conhecer a relevância literária que a obra de Pratt representa no panorama da banda desenhada", explica Maria do Céu Ramos. Uma "literatura desenhada", nas palavras do próprio Pratt, que a secretária-geral da Fundação recorda em declarações ao DN.

Por um euro (preço da entrada) é possível ver diariamente, das 09.30 as 19.00, aguarelas, tintas da China e guaches da autoria de Hugo Pratt, obras através das quais o visitante segue as aventuras de Corto Maltese e dos seus companheiros. "As personagens de Hugo Pratt reportam-nos para uma visão do mundo que é o contrário da globalização", explica Maria do Céu Ramos. Para a secretária-geral da Fundação Eugénio de Almeida "as suas histórias falam de um mundo de relações e relacionamentos entre pessoas, um mundo autêntico que vale a pena redescobrir". Um escape à austeridade reinante, em pleno Alentejo.

Ficha da exposição 

Titulo: “Corto Maltese: Viagem à Aventura'" 
Proveniência: Fundação Hugo Pratt, Veneza 
51 obras- aguarelas, tinta da China e guache 
Curadores: Stefano Cecchetto e Cristina Taverna 
25 de julho a 2 de dezembro de 2012 
Diariamente das 09.30 as 19.00 
Custo de entrada:1,00€


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