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sexta-feira, 6 de março de 2020

DRUUNA O PLANETA ESQUECIDO e CLONE

DRUUNA
O PLANETA ESQUECIDO 
e 
CLONE
de Paolo Eleuterio Serpieri
álbum editado pela Arte de Autor
será lançado este fim-de-semana no Coimbra BD.


Este álbum reúne os episódios 7 e 8 da saga, os últimos da série original (8 volumes) publicada em 1980. À semelhança dos álbuns anteriores inclui um caderno gráfico – Os Arquivos e ainda Clone – a sequência alternativa, uma versão mais longa e muito mais explicita do sonho erótico de Druuna..

Próximo e último album a ser publicado em Outubro 2020.

Lembramos que pode adquirir todos os nossos álbuns no site (https://artedeautor.pt/) e que os portes são grátis.

Este fim-de-semana à venda no COIMBRA BD e na próxima semana nas livrarias.

Argumento e Desenho: Paolo E. Serpieri
Edição: Cartonada
Número de páginas: 168
Impressão: cor
Formato: 21 x 28,5 cm
Editor: Arte de Autor
ISBN: 978-989-54514-4-9
PVP: 23,00 €





OS TRÊS ÁLBUNS ANTERIORES:




Druuna é uma personagem de histórias em banda desenhada dos géneros erótico, ficção científica e fantasia criada por Paolo Eleuteri Serpieri. A maioria das aventuras de Druuna giram em torno de um futuro pós-apocalíptico, e o enredo é muitas vezes um veículo para variadas cenas de pornografia hardcore e imagens softcore. Druuna aparece frequentemente seminua ou nua.

Druuna protagonizou nove volumes da série Morbus Gravis entre 1985 e 2016. Estas histórias foram destaque nas revistas para adultos Métal Hurlant e Heavy Metal. Druuna também tem sido destaque em inúmeros e populares sketchbooks de Serpieri, que já venderam mais de um milhão de cópias em doze línguas. Serpieri aparece em muitas das histórias como o personagem Doc. No Brasil, a extinta edição local da revista Heavy Metal publicou em português os seis primeiros volumes da série Morbus Gravis além dos sketchbooks, Druuna X e Druuna X2.


Paolo Eleuteri Serpieri (Veneza, Itália 29 de Fevereiro de 1944) é escritor e ilustrador de banda desenhada italiano, conhecido pelo alto nível de pormenores nos seus trabalhos retratando as formas humanas, particularmente de mulheres em BDs eróticas. É mais conhecido pelo seu trabalho na série erótica de ficção científica Druuna.

Serpieri mudou-se para Roma quando jovem para estudar pintura e arquitectura na Fine Art Academy em Roma com Renato Guttuso e iniciou sua carreira como pintor em 1966, mas em 1975 transferiu o seu foco para a BD ao assumir um cargo na revista italiana Lanciostory. Ggrande fã do Velho Oeste americano, Serpieri foi co-autor, com o escritor Raffaele Ambrosio, de L'Histoire du Far-West, uma série sobre a história do Velho Oeste que foi publicada nas revistas Lancio Story e Skorpio. Alguns dos títulos foram L'Indiana Bianca e L'Uomo di Medicina. A partir de 1980 Serpieri trabalhou em coleções como Découvrir la Bible, assim como em pequenas histórias para revistas como como L'Eternauta, Il Fumetto e Orient-Express.


Auto-retrato





sábado, 23 de novembro de 2019

BLUEBERRY CHEGA A FORTE NAVAJO NO PRIMEIRO ÁLBUM DA NOVA COLECÇÃO DE BD

BLUEBERRY 
CHEGA 
A FORTE NAVAJO 
NO PRIMEIRO ÁLBUM DA NOVA COLECÇÃO DE BD
TEXTO DE CARLOS PESSOA 

BDpress #520, recorte sobre BD, do jornal Público de 23 de Novembro de 2019

Álbum 1
FORTE NAVAJO 
Colecção Blueberry Quinta-feira, 28 de Novembro
Com o jornal Público por + 7,90€

Texto de Carlos Pessoa

O tenente Blueberry é colocado em Forte Navajo, situado em território apache. Durante a viagem conhece o tenente Graig, cujo destino é o mesmo. Ao passarem pelo rancho dos Stantons, encontram-no calcinado e carregado de cadáveres. Os indícios apontam para um ataque dos índios e o tenente Graig decide seguir no seu encalço para libertar o filho dos Stantons, que aqueles terão raptado. A situação, já de si complicada, vai exigir de Blueberry um grande jogo de cintura, pois terá de lidar tanto com a inconsciência e imaturidade de Graig como com o ódio pelos índios de Bascom, braço direito do coronel Dickson no forte. Assim começa Forte Navajo (texto de Jean-Michel Charlier e desenho de Jean Giraud), aventura inicial da colecção Blueberry, que será distribuída com o Público na próxima semana.

Dois anos depois da sua estreia nas páginas da revista Pilote (1963), a história de arranque é publicada em França em álbum, permitindo a um público mais alargado aperceber-se de que esta criação não é apenas mais um western a acrescentar à diversificada lista de obras do género. Blueberry está longe de ser o herói perfeito e sem mácula que enfrenta todos os perigos e ameaças para salvar donzelas ou crianças indefesas em risco de vida, e essa é uma das características que, desde as primeiras pranchas, tomam esta banda desenhada tão interessante e envolvente.

Os dados ficam lançados, e embora Forte Navajo não seja mais do que uma introdução ao tema mais alargado da série, apresenta já uma densidade e intensidade que não passam despercebidas. A responsabilidade maior é de Charlier, exímio (e exigente) argumentista que se entrega totalmente à feitura de um enredo clássico (onde não faltam as figuras identificadoras do género, como as personagens de Graig ou o major Bascom), mas portador em si de todo o potencial que o desenvolvimento da série iria amplamente demonstrar nas décadas seguintes.

Durante as próximas semanas, os apreciadores de boa banda desenhada terão oportunidade de estabelecer contacto (ou reencontrar) uma das mais fascinantes criações europeias de western. Os dez álbuns que integram esta segunda colecção Blueberry, a distribuir semanalmente (à quinta-feira) com o Público, têm a particularidade de dar a conhecer dois ciclos extremados da série – o Ciclo das Guerras Índias (os cinco primeiros episódios da obra, em que o estilo gráfico de Giraud começa a despontar e afirmar-se) e o Ciclo Mister Blueberry (já apenas com a assinatura de Giraud e onde ele leva mais longe a exploração temática e gráfica das suas inovadoras propostas), ambos há muito tempo ausentes do mercado português.

Como já ficou sublinhado atrás, o herói de Forte Navajo não é uma figura linearmente positiva, mas um outsider – um renegado, em muitos momentos da aventura – que tem por companheiros fiéis e incondicionais um alcoólico e um ex-vaqueiro de duvidosa reputação. Muito por força do seu comportamento ao longo das histórias, o que ressalta em cada aventura é a luta permanente do homem com os elementos, e também consigo mesmo e os seus semelhantes, num esforço continuo de sobrevivência e, porque não dizê-lo, de transcendência.

Notável fresco sobre o espírito da fronteira, Blueberry é um hino ao espírito empreendedor do homem e à aspiração de justiça, assim como um apelo ao respeito das diferentes culturas, desafiando a valorizar o que une e a desprezar o que divide os seres humanos.

Os leitores do Público que acompanharem as personagens desta BD pelos caminhos da aventura não darão o seu tempo por perdido.


segunda-feira, 21 de outubro de 2019

DAMPYR O SUICÍDIO DE ALEISTER CROWLEY Edição A Seita “da BD”

DAMPYR
O SUICÍDIO DE ALEISTER CROWLEY 
Edição A Seita “da BD” 


Editora A Seita lança, com a presença do desenhador Michele Cropera, a terceira aventura portuguesa de Dampyr:

“O suicídio de Aleister Crowley” com a participação do poeta Fernando Pessoa

Por Mário João Marques

Depois de um mergulho nas trevas profundas de Dylan Dog, A Seita traz-nos um encontro em Lisboa, numa aventura onde intervêm figuras históricas como o poeta Fernando Pessoa ou o inquietante esoterista Aleister Crowley, protagonizada por uma personagem cuja origem remonta ao folclore eslavo.

Criada por Mauro Boselli e Maurizio Colombo, já todos perceberam que estamos a falar de Harlan Draka, mais conhecido no meio bedéfilo como Dampyr, aquele que nasce da união de um vampiro com uma humana, um verdadeiro caçador de todas as criaturas do mal que animam as guerras e os pesadelos que estão em cada um de nós.

Depois de Aventuras em Portugal, que a Levoir publicou numa colecção dedicada às personagens da Sergio Bonelli Editore, Dampyr está de regresso a terras lusitanas, desta vez para investigar o aparente suicídio de Aleister Crowley, ocorrido em 1930 na Boca do Inferno, perto de Cascais. Uma aventura fantástica saída da pena de Mauro Boselli e ilustrada por Michele Cropera, que recupera o encontro histórico entre duas figuras cujo saber esotérico estava em polos opostos, Pessoa profundo conhecedor de astrologia e das novas tradições neo-herméticas de finais do século XIX, e Crowley mágico e cultor de variados rituais e conhecedor das práticas e filosofias orientais.

O que uniu então estes dois homens? Este é o fio condutor de uma história que aproveita os acontecimentos para evocar a atmosfera de Lisboa da época, unindo habilmente a passagem de Crowley por Lisboa, o terramoto de 1755 e todo o universo lovecraftiano, sublinhando a capacidade de uma série como Dampyr poder desenvolver-se em várias épocas e estender-se a diferentes cenários, ambientes e influências.

Entretanto realce-se que Michele Cropera vai estar presente na AmadoraBD durante primeiro fim-de-semana (24 a 27 de Outubro) e o Festival vai ter uma exposição dedicada ao livro d’A Seita, com o titulo “Dampyr encontra Fernando Pessoa” com cenografia (espectacular) de Ana Sofia Gonçalves.

Mais um motivo para os fãs Bonellianos não deixarem de comparecer no Festival da Amadora que decorre de 24 de Outubro a 3 de Novembro, no Fórum Luís de Camões.



domingo, 20 de outubro de 2019

EU, LOUCO de ANTÓNIO ALTARRIBA e KEKO

Antonio Altarriba e Keko

EU, LOUCO
de ANTÓNIO ALTARRIBA 
e 
KEKO

EU, LOUCO
Argumento: António Altarriba 
Desenho: Keko 
136 páginas. Preto e branco + 1 cor 
Cartonado. 213 x 275 mm 
Outubro de 2019 - Ala dos Livros 
PVP: 22,90 € 

Ángel Molinos, formado em Psicologia dramaturgo fracassado, trabalha para a Otrament, um observatório de transtornos mentais que é uma sucursal da Pfizin, uma conhecida farmacêutica internacional que utiliza cobaias humanas para o desenvolvimento de novas drogas. O trabalho de Ángel consiste em criar novos perfis psicológicos passíveis de “catalogar” e que incrementem o consumo de fármacos produzidos pela Pfizin.

Ángel tem pesadelos horríveis. Mas quando desaparece um dos seus colegas que se mostra aparentemente disposto a denunciar as práticas da Otrament, Ángel vê-se envolvido numa trama de conspirações, paranóia e terror que o arrastará para a loucura. 


ANTONIO ALTARRIBA (argumento)

Escritor, ensaísta e, sobretudo, argumentista reputado, este professor catedrático de Literatura Francesa da Universidade do País Basco obteve, em Espanha, em 2010, o Premio Nacional del Comic com A Arte de Voar, um relato baseado na vida do seu próprio pai, o qual percorre um século da história de Espanha.

Quer como contador de histórias ou como divulgador, Antonio Altarriba é uma figura central na história da banda desenhada espanhola. Em 2016 publica A Asa Quebrada, homenagem à sua mãe e obra que, juntamente com A Arte de Voar, compõem um dos melhores retratos da sociedade espanhola do século XX.


KEKO (ilustração) 

Sob este pseudónimo esconde-se José Antonio Godoy, artista madrileno que deu os seus primeiros passos em revistas como Madriz ou Métal Hurlant.

Discípulo de Will Eisner e de Alberto Breccia, este mestre do preto e branco soube desenvolver um estilo próprio caracterizado pelo traço conciso e o uso do negro para criar diferentes atmosferas.

Em 2002, com 4 Botas, obteve o prémio para a Melhor Obra no XXI Saló Internacional del Còmic de Barcelona. Divide o seu trabalho artístico entre a banda desenhada, a ilustração e a publicidade, com publicações em El País, El Mundo, ABD, Rolling Stone ou FHM.








sábado, 19 de outubro de 2019

MAIS UM AUTOR PARA O 30º FIBDA 2019 ANDRÉ DUCCI autor da mais recente novidade editorial da Polvo "FIM DO MUNDO"

MAIS UM AUTOR PARA O 30º FIBDA 2019
ANDRÉ DUCCI 
autor da mais recente novidade editorial da Polvo
FIM DO MUNDO

ENTREVISTA COM O AUTOR
Conduzida por Rodrigo Ramos

Rodrigo Ramos: Começaste a tua carreira de ilustrador para a marca de skateboard Drop Dead e Child e o jornal Rascunho em Curitiba no ano de 1997. Que memórias guardas desses tempos e de que forma te influenciaram?

André Ducci: Foram trabalhos importantes para mim pois além de serem minhas primeiras experiências que exigiam uma postura profissional também foram um estimulo a seguir a carreira de ilustrador. O trabalho realizado com a Drop Dead teve um valor especial por ser uma marca culturalmente muito forte, além de serem bons amigos com quem aprendi muito. Foram quase dez anos de parceria.

RR: Que importância teve para ti participar nas publicações Aargh!!! (da República Checa) e Stripburger (da Eslovénia)?
AD: Ver que meu trabalho poderia ser interessante para pessoas de tão longe. Com uma realidade a princípio tão diferente da brasileira. Tenho um interesse especial pela cultura do Leste Europeu e fazer contato com publicações dessa região foi bem empolgante.

RR: Fala-nos um pouco do teu projecto “Anatomista”.
AD: Esse é um projeto antigo meu que de certa forma não deixei de fazer. Surgiu quando senti que precisava melhorar meu desenho de anatomia e comprei um livro de medicina. A partir desse livro fiquei fascinado com a estética dessas ilustrações, a forma de representar detalhes como vísceras, órgãos, ossos de forma tão esquemática e asséptica, com cores fortes e bem definidas. Desenvolvi vários trabalhos como ilustrações, bandas desenhadas e street art sempre investigando nossa relação com anatomia e ciência. Cheguei inclusive a trabalhar em um hospital infantil como editor de vídeo e estudei ilustração médica por dois anos.

RR: Em 2010 fizeste parte da homenagem “MSP +50 – Maurício de Sousa Por Mais 50 Artistas” com a personagem Jotalhão. Como foi trabalhar com os estúdios Mauricio de Sousa?
AD: Foi uma experiência ótima. Ter sido procurado por eles foi uma honra. O personagem que escolhi foi o Jotalhão, um personagem que se encaixava muito bem com o trabalho que desenvolvo e com o qual tenho bastante afeto. Trabalhar com a equipe do Mauricio de Sousa não poderia ter sido melhor. O Sidney Gusman é um editor muito sensível, capaz de entender a visão de um autor e sugerir ajustes que melhorem a leitura. É um belo projeto que eles desenvolveram e fico muito grato por ter participado.

André Ducci

RR: Participaste em coletâneas como “Cidade Sorriso dos Mortos-Vivos”, “Entre 4 Linhas” ou “Vigor Mortis Comics 2: sangue, suor e nanquim”. Como classificas o panorama artístico em Curitiba?
AD: Creio que seja promissor. Apesar de esse ano, por conta da retração da economia, termos visto menos projetos realizados, temos muitos autores competentes e com estilos bem variados. Já tivemos idas e vindas da cena em Curitiba mas esse movimento que já vem de alguns anos deve ser perene.

RR: Para além de autor de BD, és ilustrador sendo esta a tua principal actividade. Fala-nos um pouco da mesma.
AD: De fato, as oportunidades de se manter sendo autor de BD no Brasil ainda são bastante limitadas apesar de não perceber tanta distinção entre os dois ofícios. Inclusive já fiz algumas BDs encomendadas por revistas. Acaba que a linguagem que desenvolvi como ilustrador se tornou minha assinatura nas BDs e o domínio de narrativa das BDs me ajuda no momento de sintetizar uma ideia em uma ilustração.

RR: Fim do Mundo é o teu álbum de estreia em Portugal. Como descreves o teu álbum aos possíveis leitores?
AD: Gosto de ver o “Fim do Mundo” como uma desventura no ártico levada as últimas consequências por um personagem amoral. Um ser solitário que se vê encurralado na luta pela sobrevivência contra a natureza adversa.
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Publicado originalmente in https://bandasdesenhadas.com/2017/10/27/andre-ducci-entrevista/

André Ducci (Curitiba, 1977) é formado em Gravura, sendo conhecido pelo projecto “Anatomista”, que relaciona anatomia científica com artes gráficas. Trabalhou, no domínio da ilustração, para a marca de skate “Drop Dead”. Fez parte do projecto “Candyland” e teve trabalhos publicados em várias revistas: “Simples”, “Velotrol”, “Entropia”, “Boca”, “Aargh!!!” (República Checa) e “Stripburger” (Eslovénia). Publicou BD em colectâneas como “MSP+50”, “Fierro Brasil”, “Cidade Sorriso dos Mortos”, “Entre 4 Linhas” e “Vigor Mortis 2”. Ilustrou o livro “Guia de Ruas sem Saída”, de Joca Reiners Terron.

FIM DO MUNDO
André Ducci
Chancela editorial: Polvo
Páginas: 80
Encadernação: capa mole com badanas
Formato: 16,5 x 23 cm
ISBN: 9789898513632
PVP: 8,90€










quinta-feira, 10 de outubro de 2019

OS MEUS HERÓIS FORAM SEMPRE DROGADOS

OS MEUS HERÓIS 
FORAM SEMPRE DROGADOS

Argumento
ED BRUBAKER
Ilustrações
SEAN PHILLIPS
Uma novela gráfica do universo CRIMINAL

Da dupla criadora de The FADE OUT: Crepúsculo em Hollywood, vencedor do prémio Eisner para Melhor Série Limitada (2016) e do Galardão BD do Comic Con Portugal para Melhor Álbum Estrangeiro editado em Portugal (2019), e de CRIMINAL, a série policial noir que já valeu a Ed Brubaker o Eisner para Melhor Escritor por três vezes, e que venceu os Eisners para Melhor Nova Série e Melhor Série Limitada, OS MEUS HERÓIS arrecadou em 2019 o prémio Eisner para Melhor Romance Gráfico Original.

Ellie sempre teve ideias muito românticas sobre os toxico-dependentes. As almas trágicas de artistas atraídos por agulhas e comprimidos têm sido a obsessão dela desde a morte da sua mãe, também ela uma drogada. Mas quando Ellie acaba numa clínica de reabilitação para a alta sociedade, nem tudo é o que parece, e ela vai acabar por encontrar outro tipo de romance... muito mais perigoso. Pelas mãos da dupla Brubaker e Phillips, um conto alimentado a drogas e a cultura pop, de uma jovem rapariga em busca das trevas... e do que ela lá encontra.

Este curto romance gráfico (uma novela gráfica!) ambientado no universo implacável e terrível de Criminal, coloca em cena dois jovens a tentarem recuperar das suas dependências a substâncias aditivas numa clínica de reabilitação de luxo... dois jovens que se envolvem, e acabam por fazer sobressair um no outro os seus piores traços e hábitos. Obviamente, nem tudo é o que parece, neste conto sobre pessoas que tomam consistentemente as piores decisões possíveis, magoando tudo e todos à sua volta, e a si próprios.

Ed Brubaker e Sean Phillips

Os Meus Heróis... talvez seja uma das histórias mais pessoais que Ed Brubaker já contou em banda desenhada: muitos dos acontecimentos e da caracterização das personagens são baseados nas lembranças e memórias que o escritor tem da sua juventude. “A minha mãe era dependente, e eu cresci a ir com ela a reuniões dos alcoólicos anónimos, dos meus oito anos em diante, ia com ela pelo menos uma vez por semana. Tinha de ficar lá, calado, a ouvir pessoas a contarem as suas histórias, a chorarem e agradecerem uns aos outros pelo apoio, numa sala cheia de fumo, que cheirava a tabaco, a mofo e a café. Foi uma das experiências formativas das minha vida como escritor, e algo com que me tenho debatido. Desde muito novo que sabia tudo sobre agarrados e bêbados, e dava comigo a romantizar as dependências, como se fossem uma maldição de família que me ia apanhar. E creio que sempre quis escrever sobre isso. Sobre como podemos crescer a admirar pessoas ‘fracturadas’, e como, no fundo, todos estamos fracturados.”

Desenhado por Sean Phillips num dos seus momentos mais depurados e visualmente impressionantes, Os Meus Heróis conta também com as cores impressionantes de Jacob Phillips, que enche as suas páginas com cores variadas e surpreendentes - azuis, pastéis, amarelos pálidos... Em vez de cores planas, são dispersas, manchadas, inquietas, criando um efeito dinâmico e transbordando de vida, longe dos tons escuros e quentes que marcam as páginas da série principal de Criminal. Os Meus Heróis foi também o livro que relançou a série, depois de alguns anos de interrupção; depois de editar a fase inicial (que ficará completa em meados de 2020), a G. Floy irá atacar a nova série em finais de 2020.

Originalmente publicado como My Heroes Were Always Junkies.
Formato Comic Deluxe (19x28), 72 páginas a cores, capa dura.
ISBN: 978-83-65938-56-5
PVP: 13€







 
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