quinta-feira, 8 de agosto de 2013

TERTÚLIA BD DE LISBOA – ANO XXVIII – 350° ENCONTRO – 6 Agosto 2013 – A REPORTAGEM

TERTÚLIA BD DE LISBOA 

ANO XXVIII
350° ENCONTRO
6 Agosto 2013

Ainda não tinha ido a um Encontro da Tertúlia desde que Geraldes Lino se reformou desta lide. Começo portanto por um pequeno comentário ao “estado das coisas”.

A principal consideração que faço sobre este 350º Encontro da TBDL é... sobre o sítio onde se realizam estes Encontros desde Setembro de 1996: o restaurante A Gina, no Parque Mayer (o único que ainda lá funciona). Acontece que A Gina (o restaurante, não a Dona) se foi apinocando nos últimos 2 ou 3 anos, de tal modo, que agora não tem já a aparência de “tasca” onde se realizava mensalmente a TBDL, com a indefectível Carla (que emigrou para a Suíça no início deste ano) a servir à mesa e a Dona Gina (pseudónimo) à volta com os tachos, mas um arremedo de Restaurante “turístico” com “grelhados no carvão”, etc..., etc... Foi sendo remodelado aos poucos (apinocado, digo eu, porque a substância é a mesma, o mobiliário e a fatiota dos empregados é que foi mudando). Depois, com a entrada (ou reentrada, não sei bem, que estas histórias do bas-fond lisboeta são sempre complicadas e imperceptíveis para os não experts) do “chef” Júlio, há meia dúzia de anos, deu outra dinâmica no serviço de cozinha à coisa, largando a Dona Gina os tachos e passando à gerência tout-court desta espelunca de pasto. Só que, acompanhando tudo isto, os preços foram subindo: tendo eu pago em 1 de Janeiro passado, € 12,00 pela refeição e nesta última terça-feira, € 23,00 exactamente pelo mesmo menú – ou houve engano de alguém, na confusão geral que são os finais destes Encontros, ou a coisa aumentou em flecha (talvez à pala do IVA a 23% ?) – vou esclarecer isto na próxima vez. O certo é que o "restaurante" Super Mário, na zona da Calçada do Carmo, onde se realizam os encontros de sábado do Vilela (falaremos de novo sobre estes encontros proximamente), cobra ainda os mesmos sacramentais € 7,50, por refeição semelhante à que degustámos n'A Gina - mas por toda a refeição: com entrada, vinho à discrição, prato principal, pão, digestivo e café - mesmo com o IVA a 23 %... A diferença é... colossal. E o Super Mário está sempre à pinha, o que obviamente não se passa com A Gina!

Outra diferença é que, com Geraldes Lino ao leme da TBDL a sala do restaurante estava reservada exclusivamente para os Encontros da Tertúlia nas primeiras terças de cada mês e agora, pelos vistos, não: tivemos que “tertuliar” com a estrangeirada toda à mistura e um dos empregados (que eu nunca lá tinha visto antes) a tratar os tertulianos um bocadinho à lagardère...

De resto as coisas correm mais ou menos como nos tempos de Geraldes Lino, embora com os timings um bocadinho desgarrados – falta de experiência na direcção “de cena”, digo eu.

E até houve um bolo a comemorar o “número redondo” da numeração dos Encontros: 350. Bom, não se perdeu nada e foi engraçado, mas por este andar, vamos ter bolos com velas muitas vezes – o que, não sendo propriamente mau, torna o bolo com velas corriqueiro. Lembro, por exemplo que o Encontro nº 300, Ano XXIV, em 4 de Agosto de 2009, onde se poderia ter brincado com o numeral, por motivos óbvios, não foi especificamente assinalado.

Vamos então ao que interessa ...

Os Programas passaram de A5 para A4, com a autobiografia do Convidado e já não um resumo da mesma...

Convidado Especial
SÓNIA OLIVEIRA

Cirandara [Sónia Oliveira] é ilustradora e autora de banda desenhada com formação em Arquitectura, profissão que exerce em Lisboa. Foi durante a sua estadia em Glasgow em 2007/08 que começou a trabalhar profissionalmente em ilustração tendo, desde então, colaborado regularmente com editoras portuguesas, como ASA-Leya e Edições:nelsondematos. O seu trabalho inclui capas para autores como José Cardoso Pires e Pepetela, bandas desenhadas e ilustração infantil. Mais recentemente iniciou a sua colaboração com a Ardozia, uma plataforma de desenvolvimento de conteúdos digitais para crianças, com o intuito de criar jogos e aplicações digitais. Tem também uma parceria com Reptuno no desenvolvimento de projetos multimédia envolvendo narrativa gráfica è improvisação sonora.

Foi já seleccionada e recebeu alguns prémios em concursos de banda desenhada, tendo sido publicada em diversos fanzines e revistas europeias.

Prémios

Nomeação para Melhor Obra Curta Nomeações IX Troféus Central Comics 2011
Prémio de Menção honrosa no Concurso de BD de Moura [Moura, 2011]
Finalista nos Prémios de Edição para Melhor Projecto Gráfico de literatura com a capa do "Lavagante" da NM [2009] Selecção para a Aesthetica Creative Works Annual 2009 2o lugar na categoria de amadores do Festival Internacional de BDMFK19 [Lódz2009]
Prémio de Menção honrosa no Concurso de BD Jovens Talentos [Pinhal Novo, 2006]
Prémio de Menção honrosa no Concurso de BD de Moura [Moura, 2007]

Publicações

Venham+5 [Portugal 2011] Stripolis [Servia 2011] Zona [Portugal 2011] Gambuzine [Portugal 2010] Moga Mobo [Alemanha 2010] Vcnham+5 [Portugal 2010] Ziniol 7 [Polónia 2010] Ziniol 5 [Polónia 2009] AIIGirlz Galore [Portugal 2009] Milk+Wodka 10 [Suiça 2009] Ziniol 3 [Polónia 2008]
Aesthetica Creative Works Annual 2009 [UK. 2008]

Exposições

Colectiva ilustração Magnética Magazine - Entre Pólos [Lisboa, 2013]
Colectiva BD ao Forte - Antes da BD [Lisboa, 2012]
Individual bd Cirandara I [Nisa, 2012)
Colectiva bd Venham+5 #8 [Beja 2011 ]
Colectiva bd Concurso de BD de Moura [Moura, 2011 ]
Colectiva bd Venham+5 #1 [Beja 2010]
Colectiva bd Concurso de BD Lódz 20MFKÍG [Polónia 2009]
Colectiva bd All-Girlz Galore - XVI Xornadas de Banda Desenãda de Ourense [Galiza 2009]
Colectiva bd All-Girlz Galore - 5o FIBDB [Beja 2009]
Colectiva bd Concurso Fumetto International Comix [Suíça 2009]
Colectiva bd Concurso de BD Lódz MFK.19 [Polónia 2008] Colectiva bd Concurso de BD de Moura [Moura. 2007] Colectiva Ilustração llustraoutros Etic [Lisboa 2006] Colectiva bd Concurso de BD 16° FIBDA [Amadora 2005]

TERTÚLIABDzine # 178
BD de Sónia Oliveira


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COMIC JAM


1 - Sónia Oliveira 
2 - João Mascarenhas
3 - José Abrantes 
4 - MALS
5 - José Lopes 
6 - Simões dos Santos
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TERTULIANOS PRESENTES

1. Álvaro 
2. Ana Saúde 
3. António Isidro 
4. Bruno Martins 
5. Carlos Moreno 
6. Helder Jotta 
7. Hugo Moreira 
8. Inês Ramos 
9. Isabel Viçoso 
10. João Mascarenhas 
11. José Abrantes 
12. José Lopes 
13. Luís Graça 
14. Machado-Dias 
15. M.A.L.S. 
16. Manuel Valente 
17. Miguel Falcato 
18. Miguel Ferreira 
19. Milhano 
20. Nuno Duarte 
21. Pedro Bouça 
22. Pedro Vieira 
23. Rui Domingues 
24. Sá Chaves 
25. Sandra Rosa 
26. Simões dos Santos 
27. Sónia Oliveira
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AS FOTOS

Sónia Oliveira (à esquerda, claro) - a Convidada Especial
















 Depois de uma série de anos a comer espetadas n'A Gina, deixei de o fazer quando começaram a ser mal assadas e, pelos vistos, aquele pessoal continua a não saber assar no carvão em condições (o Carlos Moreno que o diga)...



 Ops! Estas não faziam parte...

 O Bolo!!!






 Mesa com turistas anglófonos, que achou o Encontro da TBDL um qualquer estranho ritual dos indígenas...

 






Sónia Oliveira recebeu o tradicional diploma como "Convidada Especial" - claro que há sempre alguém (e não por acaso, é sempre o mesmo) alheado destas coisas...

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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

BDpress #379 – AMANHÃ COM O PÚBLICO - DESTA VEZ O HERÓI É UM VILÃO NO QUINTO VOLUME DA DC (texto de João Miguel Lameiras)

DESTA VEZ O HERÓI É UM VILÃO
NO QUINTO VOLUME DA DC

Público, 2 de Agosto de 2013
João Miguel Lameiras

Super-Heróis DC Comics - Volume 5
JOKER: O ÚLTIMO A RIR


Argumento: Alan Moore e Brian Azzarello
Desenhos - Brian Bolland e Lee Bermejo

Amanhã, quinta-feira, 8 de Agosto, com o Público e por mais € 8,90

Desta vez, o protagonista do vo­lume da colecção DC Comics que chega às bancas na próxima quinta-feira, não é um super-herói, mas o maior de todos os vilões: o Joker. Principal antagonista do Batman, o Joker foi criado por Bob Kane, Jerry Robinson e Bill Finger em 1940, tendo defrontado o Cavaleiro das Trevas na primeira aventura na sua própria revista, Batman n° 1, título que surgiu na sequência do sucesso das aparições de Batman na revista Detective Comics, a partir do hoje mítico n.° 27.


Apesar de inicialmente estar pre­vista a sua morte na primeira his­tória em que entrou, o carisma do Joker salvou-o da morte e concedeu-lhe até direito a uma série própria, nos anos 70, que durou 9 números. E as duas histórias, separadas por vinte anos, que compõem este vo­lume, são dois bons exemplos da forma como o arlequim do crime sabe assumir o protagonismo.

Considerada como uma das me­lhores histórias do Batman de sem­pre, A Piada Mortal foi a última história escrita por Alan Moo­re para a DC. Uma história seminal, magistralmen­te ilustrada por Brian Bolland, que disseca a relação entre Batman e o Joker, apresen­tados como o refle­xo distorcido um do outro, ao mesmo tem­po que apresenta uma (possível) origem para o Joker. Um Joker que escolhe o Comissário Gordon para testar a sua teoria, de que um dia muito mau pode levar um homem à loucura.

Já em Joker, Brian Azza­rello e Lee Bermejo apre­sentam um policial mui to negro, sobre a reconquista pelo Joker do sub-mundo de Gotham. Uma história extremamente vio­lenta, que nos é apresentada pelos olhos de Jonny Frost, um pequeno criminoso que vai servir como motorista do alucinado vilão, transmitindo por isso ao leitor uma perspectiva externa, que torna ainda mais ameaçadora, porque incompreensível, a actu­ação do Joker. Um Joker cuja imagem está aqui muita próxima da apre­sentada no filme Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan, onde tal como nestas duas histórias, é o vilão a roubar a cena.



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terça-feira, 6 de agosto de 2013

HOJE – O ENCONTRO 350 DA TERTÚLIA BD DE LISBOA

HOJE
O ENCONTRO 350 
DA TERTÚLIA BD DE LISBOA

Mesmo sem Geraldes Lino, a TBDL continua a todo o gás, agora com coordenação do Comissariado do Comité Central (quatro membros e não três, senão seria uma troika - eh, eh... adoro estas designações malucas...) composto por Álvaro, Carlos Moreno, António Isidro e Inês Ramos. Vamos lá hoje fazer a reportagem que se impõe, com muita pena de não podermos ir mais vezes, na linha das nossas presenças mensais, sem falhas entre 1997 e 2010 (começámos a frequentar a TBDL, esporadicamente, em Outubro de 1995).

A Convidada Especial será a Sónia Oliveira, segundo o post que Geraldes Lino – ele não deverá estar lá, mas não resiste a estas “achegas” no seu blogue Divulgando Banda Desenhada, por enquanto...

VAMOS LÁ, CAMBADA...


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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

JOBAT NO LOULETANO (124-125) – FINAL DO TEXTO DE JORGE MAGALHÃES SOBRE FERNANDO BENTO E INÍCIO DOS ARTIGOS SOBRE AUGUSTO TRIGO



NONA ARTE
MEMÓRIAS DA BANDA DESENHADA
(CXXIV - CXXV)

FERNANDO BENTO (9)

O Louletano, 25 de Fevereiro de 2008

UM MAGO CHAMADO FERNANDO BENTO (3)
Por Jorge Magalhães

Bento tinha ainda uma qualidade rara. Desenhador prolífico, nota-se em muitas das suas páginas a rapidez do acabamento. Mas a magia inconfundível do traço, o retrato das personagens, a sugestão dos ambientes, o movimento que animava todas as cenas, seduziam sempre os leitores.

Infelizmente, depois do fim do Cavaleiro Andante, em 1962, os caminhos do Artista e da Banda Desenhada pare­ceram separar-se, só voltando temporariamente a unir-se em 1973, quando Bento publicou no diário A Capital a história "Um Campeão Chamado Joaquim Agostinho". Seria preciso esperar quase duas décadas para que ele aceitasse novo desafio, que representava um verdadeiro regresso às origens: recriar as personagens de Stevenson numa nova versão d'A Ilha do Tesouro, adaptada de um obscuro romance de H.A. Calahan, que eu encontrei por acaso num "sebo" (alfarrabista) brasileiro.

Mesmo aos 80 anos, Bento dedicou-se ao projecto com todo o entusiasmo, revelando o mesmo talento e a mesma febril actividade criadora dos seus tempos áureos. Parece incrível, mas é verdade: sem esforço aparente, com uma frescura e uma vitalidade gráfica que surpreendeu todos, chegou a produzir uma média de dez páginas por mês - que eu apreciava sempre com profundo deleite quando ia visitá-lo e levar-lhe os meus textos aos escritórios da BP, na Avenida da Liberdade, onde ele continuava a exercer a sua actividade profissional! E só a crise do sector livreiro, que atingiu dras­ticamente, nesse período, as Edições Asa, impediu que o 2° volume do Regresso à Ilha do Tesouro chegasse às mãos dos leitores em 1995, pouco antes da sua morte.

Ainda estou a vê-lo, de olhos brilhantes, a fala embargada de emoção - como um jovem que acabasse de fazer a sua estreia -, quando saiu o 1° volume, em 1 de Março de 1993.

Contou-me, en­tão, que gos­tava de ouvir as reacções dos seus colegas de trabalho a quem oferecera o ál­bum, postando­-se discretamen­te num canto, de orelha à escuta, sem que os ou­tros dessem por isso. Entusias­mo compreen­sível, pois o Re­gresso à Ilha do Tesouro foi a sua primeira obra de BD publicada directamente em álbum.

Para mim, ter colaborado com Fernando Bento, um dos grandes magos dos meus sonhos juvenis, representou talvez o momento mais alto da minha carreira de argumentista (sem desprimor para nenhum outro Artista com quem tive a honra de trabalhar) e uma experiência tão gratificante que jamais a esquecerei.


 Esboço de Fernando Bento para figura de Regresso à Ilha do Tesouro II - in E Tudo Fernando Bento Sonhou, de João Paulo Paiva Boléo, Cadernos NonArte do CNBDI, Dezembro de 2010

Regresso à Ilha do Tesouro II - Fernando Bento - na revista Selecções BD, nº 14, 2ª série, Dezembro de 1999

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O PRÍNCIPE FELIZ (9)
Baseado num conto de Oscar Wilde
Desenhos de Fernando Bento


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O Louletano, 3 de Março de 2008

CAROS LEITORES

A nova série que hoje iniciamos, "Luz do Oriente", com ar­gumento de Jorge Magalhães e desenhos de Augusto Trigo, nomes sobejamente conhecidos na historiografia da BD Portuguesa, é uma obra de que nos orgulhamos dar a conhecer aos leitores desta secção, porventura não muito familiarizados com a BD nacional, especialmente o s que nela intervêm como argumentistas, ilustradores e divulgadores. Jorge Magalhães, desde sempre ligado às Histórias aos Quadradinhos, como então eram conhecidas as publicações infantis ilustradas, tem sido um precioso e inestimável colaborador nestas páginas, o que nunca será demais realçar, e também colega e amigo de quase meio século. Porém, falemos agora do autor dos desenhos, Augusto Trigo, cujo traço nos relembra os ilustradores clássicos - de entre os quais sobressai Hal Foster, autor da série "Príncipe Valente"-que de certa maneira influenciaram quase todos os artistas nacionais de BD, cujos trabalhos, de alguns deles, já aqui tivemos o prazer de publicar. Tardiamente surgido como ilustrador de BD, Augusto Trigo rapidamente se tornou um nome de referência nesta área, com vasta obra publicada em vários suportes dedicados ao género, sendo homenageado pelo Clube Português de Banda Desenhada, em 1981; Salão da Sobreda, em 1990; e Moura BD, também no mesmo ano. Porém, melhor do que as nossas palavras, as suas ilustrações falarão por si, pois muito ainda há ainda a esperar da sua fecunda veia criativa. L amentamo s que o Portug al de hoje se tenha transformado num quase deserto, especificamente no campo da BD nacional editada, situação que analisaremos em textos futuros, razão da ausência deste, bem como de outros ilustradores, no panorama editorial português. Leonardo De Sá, que os leitores tão bem conhecem, autor do texto biográfico que publicamos, oferece-nos, numa síntese clara e simples, o percurso artístico do autor, bem como as obras que pontilharam a sua carreira. Aos autores aqui referidos, bem como a todos quantos connosco têm colaborado, os nossos agradecimentos pela disponibilidade prestada, sem a qual seria difícil, quiçá impossível, publicitar como desejaríamos uma forma de arte que tanto nos apraz. Desejamos a todos os leitores da 9a Arte agradáveis momentos de entretenimento.

Jobat
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AUGUSTO TRIGO (1)
por: Leonardo De Sá

Augusto Faria Rodrigues Trigo nas­ceu em Bolama, na antiga Guiné portu­guesa, a 17 de Outubro de 1938. Vindo para a metrópole aos sete anos, após a morte acidental de seu pai, estudou escultura, desenho e talha, na Casa Pia, em Lisboa, nomeadamente com o escultor Martins Correia. Trabalhou um pouco como pintor de publicidade, antes de voltar de novo à Guiné em 1958 onde foi desenhador cartógrafo, tendo realizado paralelamente, a partir de 1964, exposições de pintura, aguarela e desenhos.

Foi professor de Desenho e Traba­lhos Manuais, e ilustrou livros didác­ticos. Após a independência, dirigiu o Departamento de Artesanato Nacional, encarregou-se depois também do sector da Cerâmica Artística. »»

(continua...)

Festival Internacional de BD da Amadora 2008 – Esteban Maroto, Augusto Trigo e José Carlos Francisco


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LUZ DO ORIENTE (1)
Jorge Magalhães (argumento) e Augusto Trigo (desenhos)


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