terça-feira, 11 de outubro de 2016

REPORTAGEM DO 338º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA – 4 Outubro 2016

 
REPORTAGEM 
DO 338º ENCONTRO 
DA TERTÚLIA BD DE LISBOA
4 Outubro 2016 

CONVIDADO ESPECIAL
ANDRÉ MORGADO


André F. Morgado, professor e argumentista, natural de uma aldeia do distrito da Guarda e residente há largos anos na cidade de Setúbal, tem passado os últimos seis a desenvolver projetos pedagógicos para incentivar o interesse e gosto pela cultura junto do público infanto-juvenil, a par das aulas que continua a leccionar e dos projetos de escrita que se têm vindo a tornar mais sérios.

O mais recente e divulgado trabalho de André insere-se na Banda Desenhada, intitulado A Vida Oculta de Fernando Pessoa, projeto que nasceu numa parceria luso-brasileira e que se encontra em crescente expansão no Brasil e em Portugal.
A este título, refira-se, por exemplo, os mais de 4000 exemplares vendidos; a posição no Top 10 de melhores histórias adaptadas para BD, nos prémios HQ Mix (Brasil) 2016; ou Prémio de Melhor Capa, nos Prémios Central Comic’s 2016.
A esta sua ideia associou-se o brasileiro Alexandre Leoni, com quem, por mais de um ano, trabalhou através da internet e deu corpo ao livro que, em novembro de 2015, seria destaque num dos maiores festivais literários do Brasil. Os dois continuam de pareceria ativa.

Este projeto pessoano, que conta, de forma alternativa, a origem dos heterónimos de Fernando Pessoa, abriu uma caixa de pandora que o autor está pronto para explorar, avizinhando-se, para já, uma curta-metragem de animação em 2017 e outras novidades associadas ao universo por si criado.

Porém, não só desta obra vivem as aspirações de André, encontrando-se, neste momento, a produzir uma nova graphic novel - com uma desenhista brasileira - e que dará os primeiros ares da sua graça no final deste ano. Será, segundo o próprio, algo mais intimista.
André está, ainda, a escrever um argumento para uma outra graphic novel que já tem, segundo o próprio, um outro desenhista à sua espera.

Até hoje, todos os projetos literários que abraçou encontraram o(a) parcerio(a) do lado de lá do Atlântico, mas fundou, já no verão deste ano, uma editora com o seu amigo de longa data Miguel Peres, outro argumentista da praça nacional, com o objetivo de dar resposta àquilo que ambos não encontraram no mercado português.
O Bicho Carpinteiro, nome da editora, conta com a publicação dos dois livros mais recentes dos seus criadores mas existem várias novidades a ganhar forma, semana após semana e, contam, em breve, apresentar ao público algumas informações surpreendentes.

A par das aulas que continua a leccionar em Lisboa, André promete novas ideias colaborativas para estimular a cultura nacional, cá dentro e lá fora.

www.facebook.com/andremorgado.writer/
www.facebook.com/avidaocultadefernandopessoa
COMIC JAM
Autores participantes:

1 - André Morgado
2 - Diogo Carvalho
3 - André Diniz
4 - José Abrantes
5 - Manuel Ornelas
6 - Pedro Ribeiro Correia
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FOTOS

































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FOTOS DO ÁLVARO














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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

«O Mosquito» e «Chicos» - AS PUBLICAÇÕES INFANTO-JUVENIS QUE ABALARAM A PENÍNSULA IBÉRICA (2) – por José Ruy


AS PUBLICAÇÕES 
INFANTO-JUVENIS
QUE ABALARAM A PENÍNSULA IBÉRICA

«O Mosquito»
e «Chicos»
(3)

Por José Ruy

SOLUÇÕES CRIADAS PELAS DUAS REVISTAS
PARA FAZEREM FACE À CRISE MOTIVADA PELAS GUERRAS

O meu objetivo nestes artigos é mostrar o paralelismo entre as duas publicações, «O Mosquito» e «Chicos», os seus pontos de união e cooperação, e a partilha de conteúdos, por isso não me preocupo com a sincronização na evolução dessas publicações e respetivas datas. Não estranhem pois se avançar e voltar atrás em certas alturas.
O «Chicos» em Espanha tirava já 120 000 exemplares semanalmente.
Em novembro de 1938 a Junta Política de Burgos entrou em conflito com o editor, Juan Baygual que viu a sua empresa suspensa pelo «Movimiento».
Corajosamente, Consuelo Gil assumiu a responsabilidade total da edição, e chegou a comprar o jornal.
O «Movimiento» estava determinado em acabar com «Chicos» mas a habilidade de Consuelo e as suas boas relações com pessoas influentes nos Ministérios impediram essa intenção.
Com o racionamento das matérias primas, «Chicos» passou a usar papel reciclado, que chegou a atingir um tom base bastante acinzentado. A política do governo era importar o menos possível de tudo, para reorganizar a indústria do País.


No Natal de 1938, dez meses depois de ter sido lançado, «Chicos» apresentou esta capa de Mercè Llimona. A publicação alterou o formato para 23x35 cm e passou a custar 15 cêntimos. Era preciso satisfazer os interesses económicos dos promotores, mas Consuelo a todo o custo defendia o custo baixo a pensar nos meninos a quem um cêntimo era importante.
Das doze páginas totais, um terço era já a quatro cores.

Em Portugal «O Mosquito» tinha também problemas em conseguir papel para a tiragem sempre crescente, devido à dificuldade nas importações, por causa da 2ª Guerra Mundial que grassava no resto da Europa e no Mundo.

Para o interior do jornal era utilizado papel de qualidade muito inferior e até de tom rosa, azul ou verde, variando durante cada tiragem conforme a quantidade das resmas conseguidas a muito custo no mercado.



Em 1942 o Tiotónio decidiu modificar «O Mosquito» para o que ele chamou de «formato de Guerra». Havia a necessidade de aumentar o número de páginas para melhorar a publicação, incluindo mais histórias, e arranjou a solução conseguindo o dobro das páginas sem gastar mais papel: dobrou a folha ao meio e reduziu o formato para metade.
Passou a medir 14,50x20,50 cm. Reduziu o tamanho dos desenhos de cada página mantendo o conteúdo original conseguindo deste modo 16 páginas totais.
Não contentes ainda, os diretores de «O Mosquito» avançaram com a ideia de o transformar num bissemanário. Era um risco, pois as vendas podiam descer. Mas culminou num êxito e a tiragem foi aumentando gradualmente.

 Eis a diferença de formato. 
Depois da redução, ainda se manteve quase um ano antes de passar a bissemanário.

«O Mosquito» começou por publicar material de origem inglesa e espanhola, esta de autoria de Arturo Moreno e Jose Cabrero Arnal. Pelos exemplares enviados para Espanha como comprovativos da publicação das histórias, o jornal era já conhecido no meio dos autores de histórias ilustradas em Espanha, mesmo antes do aparecimento de «Chicos».

 


As aventuras de «Ponto Negro en el país del juego», de Moreno, que Raul Correia alterou quando foi publicada n’«O Mosquito» para «Ponto Negro Cavaleiro Andante», foi também um grande êxito em Portugal.

Esta história foi publicada em Portugal em álbum.

As histórias em que as personagens eram insectos serviam à medida para «O Mosquito», e o Tiotónio chegou a inspirar-se nessas figuras para o próprio cabeçalho de «O Mosquito».

A figura do cabeçalho feita pelo Tiotónio e as criações de Arnal, 
também publicadas em «O Mosquito».

Mas há um aspecto que eu acho importante descrever, e que estará pouco divulgado junto do grande público; foi a maneira como «Chicos» conseguiu enfrentar e resolver as grandes dificuldades técnicas criadas pela Guerra Civil.

No próximo artigo: 
Uma medida de recurso no processo técnico de «Chicos» 

José Ruy

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domingo, 2 de outubro de 2016

338º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA – 4 Outubro 2016 – CONVIDADO ESPECIAL ANDRÉ MORGADO

338º ENCONTRO 
DA TERTÚLIA BD DE LISBOA
4 Outubro 2016

CONVIDADO ESPECIAL 
ANDRÉ MORGADO 


André F. Morgado, professor e argumentista, natural de uma aldeia do distrito da Guarda e residente há largos anos na cidade de Setúbal, tem passado os últimos seis a desenvolver projetos pedagógicos para incentivar o interesse e gosto pela cultura junto do público infanto-juvenil, a par das aulas que continua a leccionar e dos projetos de escrita que se têm vindo a tornar mais sérios.

O mais recente e divulgado trabalho de André insere-se na Banda Desenhada, intitulado A Vida Oculta de Fernando Pessoa, projeto que nasceu numa parceria luso-brasileira e que se encontra em crescente expansão no Brasil e em Portugal.
A este título, refira-se, por exemplo, os mais de 4000 exemplares vendidos; a posição no Top 10 de melhores histórias adaptadas para BD, nos prémios HQ Mix (Brasil) 2016; ou Prémio de Melhor Capa, nos Prémios Central Comic’s 2016.
A esta sua ideia associou-se o brasileiro Alexandre Leoni, com quem, por mais de um ano, trabalhou através da internet e deu corpo ao livro que, em novembro de 2015, seria destaque num dos maiores festivais literários do Brasil. Os dois continuam de pareceria ativa.

Este projeto pessoano, que conta, de forma alternativa, a origem dos heterónimos de Fernando Pessoa, abriu uma caixa de pandora que o autor está pronto para explorar, avizinhando-se, para já, uma curta-metragem de animação em 2017 e outras novidades associadas ao universo por si criado.

Porém, não só desta obra vivem as aspirações de André, encontrando-se, neste momento, a produzir uma nova graphic novel - com uma desenhista brasileira - e que dará os primeiros ares da sua graça no final deste ano. Será, segundo o próprio, algo mais intimista.
André está, ainda, a escrever um argumento para uma outra graphic novel que já tem, segundo o próprio, um outro desenhista à sua espera.

Até hoje, todos os projetos literários que abraçou encontraram o(a) parcerio(a) do lado de lá do Atlântico, mas fundou, já no verão deste ano, uma editora com o seu amigo de longa data Miguel Peres, outro argumentista da praça nacional, com o objetivo de dar resposta àquilo que ambos não encontraram no mercado português.
O Bicho Carpinteiro, nome da editora, conta com a publicação dos dois livros mais recentes dos seus criadores mas existem várias novidades a ganhar forma, semana após semana e, contam, em breve, apresentar ao público algumas informações surpreendentes.

A par das aulas que continua a leccionar em Lisboa, André promete novas ideias colaborativas para estimular a cultura nacional, cá dentro e lá fora.

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