segunda-feira, 8 de maio de 2017

JOSÉ RUY VAI SER EINSTEIN ESTA NOITE NA BIBLIOTECA DA AMADORA

JOSÉ RUY VAI SER EINSTEIN 
ESTA NOITE 
NA BIBLIOTECA DA AMADORA

O que tem a ver Einstein com a banda desenhada? Embora transversalmente, tem a ver pelo seguinte: o autor de BD José Ruy vai participar pela primeira vez num momento teatral. Ou seja, vai corporizar a figura do famoso físico e matemático numa teatralização intitulada Encontros Imaginários.

Sob textos originais de Helder Costa, encenador e dramaturgo, as figuras de Albert Einstein, Calamity Jane e Simon Bolivar vão ser teatralizadas.

Diz o press release:

A Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos acolhe, no próximo dia 8 de Maio, pelas 21h30, mais uma sessão dos ‘Encontros Imaginários na Amadora’, iniciativa dinamizada pela Associação Aappf Passado Presente e Futuro e pelo Teatro Passagem de Nível, e que conta com o apoio da Câmara Municipal da Amadora.

Os Encontros Imaginários na Amadora visam "o confronto de ideias através de personagens marcantes da História da Humanidade", pretendendo debater "o percurso irregular do Conhecimento e da Cultura, na Política, na Arte, na Economia, nas religiões e na Ciência. Uma demonstração pública que a aprendizagem pode ser lúdica, agradável e de dimensão popular. Ser culto sem ser elitista e popular sem ser populista".

Dia 30 de Maio estaremos no Auditório de Alfornelos.

Portanto, convém fixar que a primeira sessão é já no dia 8 de Maio, pelas 21h30, na Biblioteca Fernando Piteira Santos (local onde também funcionam a Bedeteca da Amadora e a Fanzineteca da Amadora), na

Av. Conde Castro Guimarães, 6 - Venteira
2720-119 Amadora

(Entrada livre)


José Ruy
Albert Einstein

Com os meus agradecimentos a Geraldes Lino, que publicou esta notícia  no seu blogue:
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Quando personagens marcantes da história da humanidade se encontram é inevitável que haja um confronto de ideias.

Libertando-se do peso de uma peça de teatro, os “Encontros Imaginários” são uma tertúlia com personagens que se sentam à conversa sobre temas diversos, tentando provocar o interesse e o prazer do público. Criados em 2011 pelo dramaturgo e encenador Hélder Costa, que os continua a escrever, os “Encontros Imaginários” começaram por ser uma experiência intimista no teatro “A Barraca”, em Lisboa, mas ganharam rapidamente a adesão do público e da sociedade civil. Atualmente já são reproduzidos noutros clubes e associações, nomeadamente em Madrid e Barcelona.

Uma das particularidades destes encontros, que já por si são insólitos, é o facto de as personagens serem interpretadas por figuras públicas que na maior parte das vezes não são atores. Para Hélder Costa, os “Encontros Imaginários” não são apenas divertidos, são uma resposta sã e generosa, com afetividade e sem afetação, de uma sociedade civil que está à procura de um novo espírito coletivo.

Recordemos o texto de apresentação deste Encontro n’A Barraca:

Encontros Imaginários nº 35 - 24 Setembro 2012

Desta vez trazemos à mesa 3 figuras que, a seu modo particular, sempre lutaram pela Liberdade.
Símon Bolívar, o "Libertador" de vários países da América Latina, símbolo maior das lutas anti-colonialistas e anti-imperialistas que continuam a cercar esse continente, Calamity Jane, a americana "mulher da fronteira" do fim do século XIX, batedora, condutora de diligencias, enfermeira, estrêla de saloon e do circo de Buffalo Bill, a mulher que conseguiu ser livre e independente no mundo do FarWest selvagem, e Einstein, a inteligencia criadora que fez avançar o conhecimento humano, socialista e pacifista anti-nazi das primeiras linhas de combate.
Outra noite de prazer para recordar , aprendendo pequenos segredos e detalhes de figuras tão humanas como o público que tem aplaudido e acamaradado com as muitas dezenas de personagens que nos têm visitado.

Simão Bolívar - Sérgio Moras
Calamity Jane - Rita Lello
Albert Einstein - João D'Ávila


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sábado, 6 de maio de 2017

IV MOSTRA DO CLUBE TEX PORTUGAL
DECORREU NA ANADIA NO PASSADO FIM-DE-SEMANA 
(29 e 30 de Abril)

Pelo quarto ano consecutivo, o Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, acolheu a Mostra do Clube Tex Portugal, único clube em Portugal dedicado a um herói da banda desenhada e o primeiro clube oficial em todo o Mundo dedicado ao ranger Tex Willer, criado em 1948 por Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini.

A aposta da Câmara Municipal de Anadia em Tex é cada vez maior, tendo este ano adoptado oficialmente o estatuto de Capital Portuguesa de Tex, acto este que reconhece a importância que o município bairradino atribui à popular personagem dos fumetti, cujas aventuras continuam a atrair gerações.

Como prova da consideração e apreço do município, realça-se uma exposição permanente dedicada a Tex Willer, numa ala inaugurada precisamente nesta 4.ª mostra, no Museu do Vinho Bairrada, tratando-se da única exposição permanente que não está relacionada com o vinho, exibindo ilustrações oferecidas pelos desenhadores de Tex Willer à Anadia e sua região nestes últimos 4 anos.

Este ano como convidados especiais, estiveram presentes dois desenhadores italianos: Andrea Venturi e Massimiliano Leonardo (que assina como Leomacs), autores que cativaram toda a gente com a sua simpatia e simplicidade, nunca negando um autógrafo, um sorriso, uma fotografia ou um desenho aos seus ávidos admiradores, que os rodeavam durante as sessões de autógrafos.

Leomacs e Venturi na pose já tradicional, à entrada do Museu do Vinho Bairrada, em Anadia...

... e nas sessões de autógrafos.

O evento bairradino apresentou um programa diversificado que incluiu conversas, conferências, aulas de desenho, sessões de autógrafos e de desenho ao vivo, para além de workshops com os desenhadores italianos, mas o principal acontecimento foi o lançamento de Ouro Negro, o quarto livro da colecção Romance Gráfico Tex, com argumento de Manfredi e ilustrado por Leomacs, editado pela Polvo.




Vídeo apresentado na Cerimónia de Inauguração desta IV Mostra do Clube Tex Portugal, realizado por Andreia Sofia Francisco, sobre o facto da Câmara Municipal de Anadia em Tex ter este ano adoptado oficialmente o estatuto de Capital Portuguesa do Tex :

Clicar em cima da imagem para ver o vídeo.

A notícia da  Mostra no Jornal da Bairrada.

Kit Carson (Ricardo Leite), Tex Willer (Mário Marques), José Carlos Francisco, o Vice Presidente da Câmara Municipal de Anadia (Eng. Jorge Sampaio), Leomacs, Andrea Venturi e o Dr.Pedro Dias.

O Tex, de Leomacs (por "cortesia" de http://texwillerblog.com/wordpress/)


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terça-feira, 2 de maio de 2017

BDpress #478 – No jornal Público: Desenhador indonésio incluiu as suas crenças religiosas e políticas num episódio da série X-Man Gold...

BDpress #478 – Recortes de imprensa sobre BD
Criado em Janeiro de 2004 como fanzine impresso até ao #15, em Março 2005, passando depois a ser editado no Kuentro

No Público de 19 de Abril 2017

ELEIÇÕES PARA 
GOVERNADOR DE JACARTA 
ENTRARAM NA SÉRIE X-MEN GOLD

O artista (ver nota no final desta transcrição) Ardian Syaf incluiu as suas crenças religiosas e políticas num episódio da série X-Man Gold – mensagens ofensivas para os cristãos e judeus. Foi dispensado pela Marvel. ''A minha carreira acabou", diz.

lndonésia
Cleve R. Wootson Jr.

Não se contentando apenas com salvar o mundo de déspotas divinos, da limpeza genética e da aniquilação global, os X-Men passaram o último meio século a lidar com um grande conjunto de problemas sociais.

Iceman, um dos X-Men originais, é uma das várias personagens que se assumiram como homossexuais. Um dos filmes da série X-Men centrava-se na ética biomédica. E Magneto disse uma vez que pretendia fazer a guerra entre humanos e mutantes usando "todos os meios necessários". Esta frase é uma referênda a outro revolucionário que também gostava da letra X e que teve a sua ascensão durante a época dos direitos civis nos Estados Unidos – Malcolm X.

No entanto, a última polémica relacionada com os X-Men não resulta de uma decisão da Marvel. Envolve uma tentativa dissimulada de um muçulmano indonésio que cria banda desenhada há vários anos.

Ardian Syaf, um artista da série de banda desenhada X-Men Gold, inseriu duas referências ao que os críticos chamam iconografia "anticristã" e "antijudaica", enquanto as tensões religiosas se intensificam no seu pais de origem.

De acordo com a Associated Press, as referências fazem alusões à controvérsia que rodeia o governador de Jacarta, Basuki "Ahok" Tjahaja Purnama, um líder cristão num pais de maioria muçulmana – hoje realiza-se a segunda volta das eleições e Purnama está empatado nas sondagens com Anies Baswedan, ex-minisrro da Educação e muçulmano.

Purnama foi acusado de blasfémia depois da divulgação de um discurso em que declarou que o Corão não exige aos muçulmanos que votem só em líderes muçulmanos. Disse que os seus críticos, os líderes muçulmanos que defendiam o contrário, estavam a mentir.

Mais tarde, Purnama pediu desculpa. O seu julgamento foi adiado para depois das eleições. No entanto, a controvérsia desencadeou meses de manifestações no quarto pais mais populoso do mundo, incluindo uma em que Syaf disse ter participado.

Agora, a disputa infiltrou-se num dos franchises de banda desenhada mais populares da América. Segundo a revista Hollywood Reporter, a primeira alusão aos tumultos na Indonésia em X-Men Gold é uma cena em que Kitty Pryde – uma das personagens judias mais proeminentes do universo de banda desenhada da Marvel – diz a uma multidão que é a nova líder dos X-Men. A sua cabeça tapa o letreiro de uma loja de jóias (jewelry store), de maneira que a palavra jew (judia) aparece junto a ela. Outro letreiro exibe o número 212 – referência a 2 de Dezembro de 2016, a data de uma grande manifestação em Jacarta.


A segunda referência acontece numa cena com um jogo de basebol entre os X-Men. O mutante russo Colossus aparece a dar uma tacada numa bola de basebol e os seus músculos gigantes estão cobertos por uma Tshirt que diz "QS 5:51". Este versículo do Corão ordena aos fiéis: "Não tomeis por aliados os judeus nem os cristãos. Eles são aliados entre si."


Em comunicado, um porta-voz da Marvel disse na semana passada que a empresa não tinha conhecimento do significado que estava por trás das referências, que estavam ocultadas mas à vista de todos.

"Estas referências implícitas não reflectem as opiniões do argumentista, dos editores ou de mais ninguém na Marvel e opõem-se directamente ao espírito inclusivo da Marvel Comics e áquilo que os X-Men representam desde a sua criação", lia-se no comunicado. "A ilustração vai ser retirada das próximas edições, versões digitais e edições encadernadas, e estão a ser tomadas medidas disciplinares."

A Marvel pós fim à colaboração com Syad. A companhia não fez comentários sobre se acredita que existam outros easter eggs (referências escondidas) noutras bandas desenhadas da autoria de Syad.

Syaf não respondeu a pedidos para prestar declarações, mas contou ao Jakarta Post que tinha decidido incluir as mensagens depois de participar na manifestação. "O QS 5:51 é o versículo que está a ser ridicularizado", disse ele. "Isto é muito especial para mim. Quero incluir isto no meu trabalho. Desenhei aquela página depois de voltar de um protesto."

Syaf também contou ao jornal que acredita que é aceitável ser amigo de judeus e de cristãos. "Mas escolher alguém que não é muçulmano como líder é proibido. É isso que diz o versículo. O que é que eu posso fazer, enquanto muçulmano? Se trabalhasse em Washington, podia colocar [as mensagens] numa banda desenhada do Super-Homem."

Durante anos, a página de Facebook de Syaf foi uma intersecção entre a sua carreira como artista de banda desenhada, a sua identidade enquanto muçulmano e as suas crenças políticas.

Publicava um desenho e laborado do Batman num dia e, pouco tempo depois, partilhava uma oração para que Alá protegesse o povo da Síria. Por vezes, brincava com fãs ou publicava fotografias e desenhos de si próprio e da sua escrivaninha.

No entanto, uma actualização no Facebook publicada por Syaf na semana passada, reconhecia que a sua decisão de expôr publicamente as queixas contra Purnama irão, provavelmente, ter consequências: "Agora, a minha carreira acabou."

Exclusivo PÚBLICO/The Washington Post

Ardian Syaf
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Nota: Como toda a gente já saberá, sou absolutamente contra esta designação de “artistas” referindo autores de BD. Como já esclareci várias vezes, lembro-me sempre da frase chistosa de uma cantiga de Herman José “artista da rádio, tv e disco e da cassete pirata...” Que diabo! Falamos de autores que têm designações apropriadas: argumentistas, ilustradores ou desenhadores!!!

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domingo, 30 de abril de 2017

395º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA – 4Maio2017 – CONVIDADO ESPECIAL MIGUEL SANTOS


395º ENCONTRO 
DA TERTÚLIA BD DE LISBOA

4Maio2017

CONVIDADO ESPECIAL 
MIGUEL SANTOS 



Nasci em Luanda e cresci a ler BD franco-belga. Dei pouca atenção às publicações da Marvel e DC, que só li muito mais tarde.

Desenhei sempre em casa e durante as aulas, até desviar-me um pouco para as Letras quando cursei História e Arqueologia na Faculdade de Letras de Lisboa. Compensei um pouco com um curso de Ilustração na Ar.Co. Tenho trabalhado como ilustrador freelancer desde então, embora mantenha o mesmo interesse por História e Arqueologia.

Desenho principalmente para jogos de tabuleiro, Role Play e outras publicações relacionadas com Ficção Científica, Terror e Fantasia. Duas das publicações que ilustrei foram premiadas pelos ENnies awards (uma espécie de Oscars para jogos de Role Play nos Estados Unidos). Tenho ilustrado os cartazes do colóquio internacional "Mensageiro das Estrelas" realizado na Faculdade de Letras de Lisboa.

Sou também autor de BD e tenho contribuído assiduamente na publicação Zona, da Associação Tentáculo.

As minhas inspirações são muitas e variadas. Desde Hugo Pratt, John Buscema, Mignola, etc. Mas não acho que alguma vez me tenha baseado num artista em especial.

Tenho alguns projectos de BD em andamento. Alguns em colaboração, um de teor Histórico e outro de Ficção Científica, mas ainda é cedo para entrar em detalhes.

Sou autor de uma BD online: Ermal, que pretendo publicar em formato físico no final do ano. Trata-se de uma história passada entre os anos 70 e 80, numa realidade em que a Guerra Fria aqueceu e o conflito no Ultramar nunca acabou.

Este ano publiquei também uma BD curta, sem palavras, sobre o paradoxo da peregrinação. Talvez inconscientemente influenciado pelo centenário de Fátima! A BD foi publicada na revista online "Messengers from the Stars"

Alguns links:
o meu portfólio online:
http://pictishscout.daportfolio.com/

BD Ermal
http://ermalbd.tumblr.com/

BD: Concerning the pilgrimage of brother Ianuarius.
http://messengersfromthestars.letras.ulisboa.pt/journal/archives/article/concerning-the-pilgrimage-of-brother-ianuarius


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quinta-feira, 27 de abril de 2017


O BOMBARDEAMENTO DE GUERNICA FEZ ONTEM 80 ANOS!!!

Não quis deixar de assinalar aqui a data do bombardeamento de Guernica - em números redondos, 80 anos - até porque mete também um pouco de BD.

A 26 de abril de 1937 um ataque aéreo de aviões alemães da Legião Condor durante a guerra de “Espanha”,  comandado por Wolfram von Richthofen e com apoio do Corpo Truppe Volontarie, destruiu a maior parte da cidade de Guernica, no País Basco, com cerca de 5 000 a 7 000 habitantes, tendo causado centenas de vítimas. Foi considerado um ataque criminoso na altura e usado como propaganda nazi amplamente difundida no Ocidente, levando a acusações de "atentado terrorista" e noticiando-se de que 1 654 pessoas tinham sido massacradas. No entanto estimativas modernas avaliaram o número de mortos em cerca de 300 a 400. Outros estudos recentes, no entanto, limitam a cerca de 160 o número de mortos. No entanto a cidade ficou quase completamente destruída.

O ataque, que serviu também para testar os aviões de guerra da Luftwaffe e ganhar experiência no combate aéreo alemão, apoiou as forças do general Francisco Franco, que invadiram a cidade poucos dias depois do bombardeamento.

O painel Guernica, pintado por Pablo Picasso em 1937, é normalmente um ícone representativo do bombardeio sofrido pela cidade de Guernica.








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