terça-feira, 24 de julho de 2012

ESTREIA DO NOVO FILME DE BATMAN – QUE ENCERRA A TRILOGIA DO HERÓI REALIZADA POR CHRISTOPHER NOLAN – MARCADA POR TRAGÉDIA



ESTREIA DO NOVO FILME DE BATMAN

QUE ENCERRA A TRILOGIA DO HERÓI REALIZADA POR CHRISTOPHER NOLAN MARCADA POR TRAGÉDIA


O Cavaleiro das Trevas Renasce (The Dark Knight Rises) da Warner Bros. Pictures e Legendary Pictures é a conclusão épica da trilogia do realizador Christopher Nolan (depois de Batman Begins, 2005 e The Dark Knight, 2008). À frente de um elenco internacional de luxo está Christian Bale que volta a interpretar o duplo papel de Bruce Wayne/Batman. Do elenco fazem também parte Anne Hathaway, como Selina Kyle (a Catwoman); Tom Hardy, como Bane; Marion Cotillard como Miranda Tate; e Joseph Gordon-Levitt, como John Blake. De regresso ao elenco principal está ainda Michael Caine como Alfred; Gary Oldman como Comissário Gordon; e Morgan Freeman volta a interpretar o papel de Lucius Fox.

Christopher Nolan utiliza câmaras IMAX de forma mais extensiva do que em O Cavaleiro das Trevas, que marcou a primeira vez em que um grande filme foi parcialmente filmado com estas câmaras. O Cavaleiro das Trevas Renasce é uma apresentação da Warner Bros. Pictures em associação com a Legendary Pictures. Com estreia em Portugal a 2 de Agosto de 2012, o filme será distribuído mundialmente pela Warner Bros. Pictures, Warner Bros. Entertainment Company. 


  


O 'JOKER' QUE SEMEOU O PÂNICO EM DENVER

Mas a estreia do filme, foi transformada em tragédia por James Holmes, de 24 anos, antigo estudante de neurociências que, no dia 19 de Julho à noite, entrou vestido de negro com uma máscara de gás numa das salas de cinema onde o filme estreava e começou a disparar. Acertou em 71 pessoas, matando 12 delas, no pior tiroteio do género nos EUA.

O atirador foi detido pela polícia sete minutos depois de ter semeado o pânico no cinema Century 16, em Aurora. Quando a polícia o prendeu, num parque de estacionamento ali perto, limitou-se a dizer sem resistir à detenção: "Sou o Joker, inimigo do Batman".

O Joker é uma personagem recorrente nos livros de banda desenhada e filmes de Batman, tendo sido interpretado no filme anterior (estreado em 2008) por Heath Ledger, que ganhou um Óscar póstumo pela sua actuação.

Segundo o que a imprensa norte-americana apurou, Holmes era um rapaz descrito como inteligente e solitário, destacando-se nos estudos. Até Junho passado estava a frequentar o doutoramento em neurociências da Faculdade de Medicina da Universidade de Colorado. Numa sociedade que vive ligada à Internet, não foram encontrados quaisquer dados seus nas redes sociais como o Facebook, o MySpace ou o Twitter, suspeitando-se que possa ter apagado o seu rasto, segundo a NBC.

De acordo com as autoridades, Holmes actuou sozinho. A polícia entrou no seu apartamento, perto do campus da universidade, que estava totalmente armadilhado com engenhos químicos e incendiários. Segundo a polícia de Aurora, Holmes começou a comprar as quatro armas que alegadamente terá usado no tiroteio em maio, de forma legal. As munições terão sido compradas via internet.

Os pais de Holmes, que vivem em San Diego, na Califórnia, emitiram um comunicado após tomar conhecimento da sua detenção: "Os nossos sentimentos vão para os que estiveram envolvidos nesta tragédia e para as famílias e amigos dos envolvidos. Pedimos que os media respeitem a nossa privacidade durante estes tempos difíceis. A nossa família está a cooperar com as autoridades tanto em San Diego como em Aurora. Ainda estamos a tentar processar esta informação e agradecemos que as pessoas respeitem a nossa privacidade."

A apresentação na capital francesa estava marcada para dia 20 e deveria contar com a presença dos atores e realizador do novo filme de Batman, mas, segundo o site da revista The Hollywood Reporter, todos os compromissos promocionais, incluindo entrevistas, ficaram sem efeito depois da tragédia.

O site Deadline noticia ainda que, por causa do tiroteio, a Warner Bros mandou retirar o trailer de um novo filme que antecedia a exibição de O Cavaleiro das Trevas Renasce. Tudo porque nas imagens de apresentação de Força Anti-Crime (The Gangster Squad), com Sean Penn, Josh Brolin e Ryan Gosling, existe uma cena em que um grupo de gangsters dispara sobre os espectadores numa sala de cinema. Segundo as últimas notícias, The Gangster Squad, será remontado, para apagar a cena em que um bando de gangsters dispara sobre a audiência de um cinema.

Num país onde o “direito” de qualquer cidadão possuir armas está consagrado na própria constuição, não é difícil comprar todos os tipos de armas que se entenda. Isto muito embora, actualmente via internet, qualquer maluco, em qualquer parte do mundo onde tal “direito” não exista sequer, pode artilhar-se da maneira mais completa, para armar uma carnificina quando se chateia com toda a gente – como se provou, há um ano, com a matança na ilha de Utøya, na pacífica Noruega.

E não há Batman algum que valha a isto! 


O elenco do filme:

Christian Bale – Bruce Wayne/Batman
Michael Caine – Alfred Pennyworth
Gary Oldman – Comissário Jim Gordon
Anne Hathaway – Selina Kyle/Catwoman
Tom Hardy 
–  Bane
Marion Cotillard – Miranda Tate/Talia al Ghul
Joseph Gordon-Levitt – John Blake
Morgan Freeman – Lucius Fox
Josh Pence – Ra's Al Ghul (em jovem)
Liam Neeson – Ra's Al Ghul
Nestor Carbonell – Prefeito Anthony Garcia
Juno Temple – Holly Robinson
Matthew Modine – Vice-Comissário Peter Foley

O polémico trailer de The Gangster Squad


O trailer do filme O Cavaleiro das Trevas Renasce:
Clicar em cima da imagem!

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

JOBAT NO LOULETANO – 9ª ARTE – MEMÓRIAS DA BANDA DESENHADA (LVIII e LIX) –JOSÉ PIRES, DESDE MUITO NOVO, O INTERESSE PELA BD (2 e 3), por Jobat




9ª ARTE
MEMÓRIAS DA BANDA DESENHADA
(LVIII - LIX)


O Louletano, 10 a 16 de Maio 2005 

José Pires: 
DESDE MUITO NOVO 
O INTERESSE PELA BD – 2

Em meados dos anos 80, José Pires que andava já há anos a desenhar o seu Will Shannon um projecto estudado à luz do que aprendera na sua actividade publicitária - resolveu enviar fotocópi­as de várias pranchas para dez editoras francesas e belgas a fim de prospectar as hipóteses de mercado. Cinco nem sequer responde­ram. Quatro rejeitaram-no com um «o nosso quadro de colaboradores está completo» ou «o seu trabalho não se ajusta à nossa linha editorial». Mas uma, a Lombard, propôs-lhe trabalhar com um ar­gumentista belga em princípio de carreira para ver se ele se ajeitava ao estilo do Jean Dufaux. José Pires ficou encantado e aceitou e, em 6 de Agosto de 1985 via publicado o seu primeiro trabalho no lendário Tintin, a ribalta por onde passaram os mais prestigiados autores do mundo, no nº 32 - 40 année! Era um episódio completo de 16 páginas, ao qual se seguiram mais seis episódios com a mesma extensão, que formam dois álbuns! Porém Jean Dufaux, o argumentista, aborreci­do por a Lombard não pro­jectar o seu personagem, Irigo (que já merecera hon­ras de capa no Tintin por duas vezes) para pu­blicação em álbum (coisas que os leitores já vinham soli­citando havia algum tempo), bateu com a porta e tratou de arranjar tra­balho noutras editoras fran­cesas.

Apanhado sem argumentistas José Pires tratou de adaptar o conto de Ale­xandre Herculano A Morte do Lida­dor criando uma história de 10 páginas que agradaram imenso a Jean Luc Vernal, chefe de redacção do Tintin, e este, convencido pelo seu à-vontade nos ce­nários da Idade Média, tratou de lhe ar­ranjar um "scénariste", Benoit Despas, com o qual encetou uma nova carreira.

Quando da sua última entrevista, em 1992, em Bruxelas, no 5º andar do edifício Lombard, encimado com as figuras de Tintin e Milou, Vernal en­comendou-lhe nada menos de três álbuns, o que representava um esforço enorme, pois isso significava desenhar cerca de noventa e seis pranchas... e, cada prancha requeria cerca de quarenta ho­ras de trabalho! Para alguém que traba­lhava oito horas por dia numa agência de publicidade, isto traduzia-se por um ano inteirinho a trabalhar que nem um doi­do, sem fins-de-semana e nem cheirinho a férias, dormindo apenas umas escassas meia dúzia de horas por dia... mas, José Pires aceitou o incrível desafio. Infeliz­mente meses depois Vernal abandonava a Lombard, e os novos patrões, perante um mercado em recessão, rescindiam o contrato, ficando apenas a encomenda por um álbum e mais dois ou três curtos episódios sobre os Apaches.



 Irigo, argumentos de Jean Dufaux, desenhos de José Pires
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O Louletano, 17 a 23 de Maio 2005 

José Pires: 
DESDE MUITO NOVO 
O INTERESSE PELA BD – 3

No nº 13, de 30 de Março de 1993, da revista Hello Bédé que substituiu o título Tintin (proibido pela viúva de Hergé), José Pires via publicado La Danse de la Haine, o seu último trabalho no estrangeiro para o qual trabalhou sem nunca sair de Portugal (chegou a ser considerado emigrado!) enviando sempre os seus originais por via postal. A revista Hello Bédé acabou pouco depois, e, sem pré-publicação, as condições do mercado franco-belga de BD são bem menos atractivas: apenas se publicam álbuns. Mas a publicação de um álbum repre­senta um in­vesti­mento de muitos mi­lhões de francos, o que toma as editoras muito caute­losas. Por outro lado, mesmo que o autor con­siga vender um álbum, os seus pro­ventos vão estar dependentes da ti­ragem: dez por cento das vendas são para os autores. Como as tiragens normais andam entre doze e quinze mil exemplares, a verba que toca aos autores não é suficientemente atractiva para estimular um trabalho que requer muitas horas de labor.

José Pires não possui quaisquer graus académicos, nem sequer tem o primeiro ciclo do curso liceal completo porém, a sua curiosi­dade infantil sempre o estimulou a aprender mais e mais. E um autodidacta em constante renovação, aprendeu francês e inglês so­zinho e isso permitiu-lhe mesmo a tradução de meia dúzia de westerns para a editora Europa América. Possui vasta biblioteca, que não cessa de aumentar, e tornou-se um fanático por computadores gráficos, com os quais se dá maravilhosamente, fazendo com eles ilustrações para a agência Publicis, onde trabalha actualmente.

Adora cinema - do qual possui uma grande colecção de filmes em vídeo (todos os westerns de Gary Cooper, de John Wayne e de Clint Eastwood); na música, gosta de Cole Porter, Gershwin e Frank Sinatra e não aderiu à onda Rap nem ao Heavy Metal.

Na BD é fan de Rich Corben, Milo Manara, Jean Giraud (Moebius) e Michel Blank Dumont, sem perder o respeito por gigantes como Eduardo Teixeira Coelho, Fernando Bento, Vítor Peon, Tony Weare e José Luis Salinas. Dos novos autores gosta muito de Augusto Trigo e Zé Paulo Simões (o melhor cartoonista português, na sua opinião) sem nenhum desprimor para os restantes, encorajando sempre, se lhe dão ensejo para isso, os mais jovens pelos quais sente imenso carinho, respeito e devoção (tendo uma boa memória, recorda sempre as incompreensões que sofreu, quando jovem aspirante e autor).


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 Jorge Magalhães, Geraldes Lino, José Pires e Nuno Simões Nunes - no Salão de Moura 2000

Exposição "José Pires, 50 anos de BD" no Festival Internacional de BD da Amadora, 2011. 
Fotos do site de João Amaral, ver AQUI a reportagem:




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PERRO NEGRO
Benoit Despas (arg), José Pires (des)





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domingo, 22 de julho de 2012

O BDjornal #29 SÓ SAIRÁ EM OUTUBRO


A capa quase definitiva...

O BDjornal #29
SÓ SAIRÁ EM OUTUBRO

Devido a alguns problemas técnicos (como a falência da gráfica que o imprimia, mas não só), o BDjornal #29, que deveria ter saído no Festival de Beja, só sairá no Festival da Amadora. O atraso deveu-se também à complexidade e extensão do dossier Jean Giaraud/Moebius, que ocupará cerca de 35 páginas deste BDj (contendo as primeiras pranchas de Jean Giaraud assinadas como Moebius, por exemplo), entre outras coisas, que demoraram uma eternidade a chegar-nos às mãos.

Para aguçar um pouco o apetite dos leitores do BDjornal, adiantamos alguns dos temas incluídos neste número:

  • Abrimos com as entrevistas aos autores de Dog Mendonça e Pizzaboy, o argumentista Filipe Melo e o desenhador Juan Cavia – que nos facultou alguns desenhos originais e inéditos, a que se seguem as análises, por Pedro Cleto, dos livros publicados em Portugal, assim como das histórias curtas publicadas na Dark Horse Presents
  • O já referido Dossier Jean Giraud/Moebius, que além do que dizemos acima, incluirá os desenhos enviados pelos desenhadores portugueses que quiseram associar-se à nossa iniciativa, no Kuentro, em homenagem ao autor falecido em Março deste ano e que incluirá um desenho de Jorge Coelho, que não chegou a ser publicado no blogue. 
  • Depois, a biografia inédita, pesquisada e escrita por Leonardo De Sá, de José Abel, um português prematuramente falecido aos 45 anos, que se dedicou sobretudo ao cinema de animação, mas que também realizou banda desenhada, tendo sido mesmo o único português publicado pela Humanoïdes Associés, da qual Giraud foi um dos fundadores. Um outro texto, de João Miguel Lameiras, dá-nos a conhecer a curta obra deste autor. 
  • Outra biografia, esta do cartoonista e autor de BD português, Adolfo Rodríguez Castañé – A sua verdadeira Biografia, também por Leonardo De Sá. 

  • Um texto de Osvaldo Macedo de Sousa, sobre o Centenário do Salão dos Humoristas de 1912
  • A entrevista de André Oliveira a Paulo Monteiro, director do Festival Internacional de BD de Beja
  • A reportagem de José Carlos Francisco da exposição de homenagem a Sergio Bonelli no Festival MAB do Porto
  • A continuação das biografias dos Desenhadores de Tex Willer
  • Uma história curta de Tex, La Preda, escrita por Mauro Boselli e desenhada por Fabio Civitelli, de quatro páginas, inédita em português. 
E MUITAS OUTRAS MATÉRIAS ...

História de Adolfo Rodríguez Castañé no Pim Pam Pum!, sacada do blogue de Leonardo De Sá, ver aqui:  Histórias dos Quadradinhos


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sábado, 21 de julho de 2012

BEDETECA DE BEJA – PROGRAMAÇÃO DE JULHO – AGOSTO



ESTE MÊS NA BEDETECA
JULHO / AGOSTO

Agora que Maio e Junho já lá vão (foram os meses do Festival), voltámos à nossa programação habitual. Aqui vos deixamos as nossas propostas para Julho e Agosto, meses em que o calor aperta (sabe bem estar na Bedeteca, a aproveitar o fresco do ar condicionado) … 

EXPOSIÇÕES 

Até 31 de agosto


DE BEJA A ANGOULÊME – 18 HORAS DE COMBOIO 
Exposição de Fotografia de Francisco Paixão. 
Local: Cafetaria da Casa da Cultura. 
Organização: CMB (Bedeteca de Beja) / Francisco Paixão. 

Até 31 de agosto 


LEITE COM CHOCOLATE 
Exposição de Ilustração de Inês Gonçalves. 
Local: 1º andar da Casa da Cultura. 
Organização: Inês Gonçalves. 
Apoio: CMB (Bedeteca de Beja). 

Até 31 de agosto 


AS HISTÓRIAS DO AVÔ JOÃO 
Exposição de Ilustração de Catarina Santos. 
Local: 1º andar da Casa da Cultura. 
Organização: Catarina Santos. 
Apoio: CMB (Bedeteca de Beja). 

Até 31 de agosto 


ESCALENO 
Exposição de Ilustração de Célia Mestre. 
Local: 1º andar da Casa da Cultura. 
Organização: Célia Mestre. 
Apoio: CMB (Bedeteca de Beja). 

ATELIÊS DE VERÃO 

Até 31 de agosto 


SUBMARINO – ATELIÊ DE BANDA DESENHADA 
Com Paulo Monteiro. 
Dos 7 aos 15 anos. 
Horário: terças e quintas, das 14h00 às 15h45. 
Local: Bedeteca de Beja (1º andar, ala esquerda). 
Organização: CMB (Bedeteca de Beja). 

FEIRA DO LIVRO 

Até 31 de agosto 


LIVROS PARA O VERÃO 
Muita banda desenhada para ler à sombra. 
Local: Bedeteca de Beja (1º andar, ala esquerda). 
Organização: Livraria
Apoio: CMB (Bedeteca de Beja). 

LIVRO DO MÊS NA BEDETECA 


SOB O SIGNO DE CAPRICÓRNIO, de Hugo Pratt 
Agora que o calor aperta parece o tempo ideal para acompanhar Corto Maltese à Bahia (e para conhecer Tiro Certeiro e Corisco de S. Jorge). Mais uma aventura do célebre marinheiro maltês… 

OUTROS SERVIÇOS 

CEDÊNCIA DE ESPAÇOS PARA ATIVIDADES 

Apoio e cedência de espaços, a escolas e outras instituições, para a realização de reuniões e eventos. 

APOIO A ALUNOS E PROFESSORES, NA BEDETECA DE BEJA 

Apoio a alunos e professores para a realização de exposições ou outros projectos específicos na área da banda desenhada e ilustração. 

CONTACTOS E HORÁRIOS 

BEDETECA DE BEJA 
Edifício da Casa da Cultura 
Rua Luís de Camões 
7800 – 508 Beja 
Telefone: 284 313 318 
Telemóvel: 969 660 234 
E-mail: bedetecadebeja@cm-beja.pt 

Horário até 31 de agosto: de terça a sexta-feira, das 9h00 às 12h30, e das 14h00 às 17h30. 

ORGANIZAÇÃO 
Câmara Municipal de Beja (Casa da Cultura / Bedeteca de Beja). 

PARCEIROS 
APOIOS E PARCEIROS PARA A PROGRAMAÇÃO 
Associação para a Defesa do Património Cultural da Região de Beja / Associação Pegada no Futuro / Lemon Studio / Livraria Contracapa / Museu Regional de Beja / NCreatures / Prisvídeo / Unimundos 

PARCEIROS PARA A DIVULGAÇÃO NA NET 
AS LEITURAS DO PEDRO, CENTRAL COMICS, DRMAKETE, KUENTRO, LEITURAS DE BD e NOTAS BEDÉFILAS

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

ASA NOVIDADES – JULHO – AGOSTO



NOVIDADES – JULHO – AGOSTO


MURENA 6/7
O Sangue das Feras - Vida dos Fogos 




Colecção: Murena 
Nº de págs: 120 
Autores: Dufaux e Delaby 
Edição: cartonada 
Série histórica compostas por ciclos. 

Ciclo da Mãe (de Nero) – 1º ciclo 

1 – A Areia e o Sangue
2 – A Púrpura de Ouro
3 – A Melhor das Mães
4 – Os que Vão Morrer 

Ciclo da Mulher (de Nero) – 2º ciclo 

5 – A Deusa Negra
6 – O Sangue das Feras 
7 – Vida dos Fogos

Já foram publicados na ASA os 5 tomos anteriores. 
Neste tomo duplo está incluído um suplemento de esboços com 8 páginas. 
Murena 6 – O Sangue das Feras
Murena 7 – Vida dos Fogos 

Decidido a vingar Britânico, o gladiador Balba vence Massam. Por outro lado, Murena prepara-se para partir para a Gália na esperança de aí encontrar aquela que ama e que o imperador fez desaparecer. Balba aceita acompanhá-lo na condição de que, quando regressarem, Murena o ajude a libertar Roma do seu tirano. Mas Popeia ainda tem uma palavra a dizer…

Em Roma, o verão de 64 d.C promete ser quente. Murena deixa a Gália e retorna a Roma. Está atormentado pela perda da sua amada Acté. Volta para se vingar de Nero, que julga ser o responsável pela sua morte. O Imperador também está em sofrimento pela perda da sua filha Cláudia Augusta, com apenas 4 meses de idade. O que não o impede de ser implacável com aqueles que se colocam no seu caminho. Quando Nero descobre que Murena regressou, todos os que o tentam ajudar correm perigo e uma faísca pode bastar para devastar a bela cidade de Roma…

 Capas dos dois tomos da edição original incluídos nesta edição da Asa.

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Desenhos de Philippe Delabay que não sabemos se serão incluídos nos esboços referidos acima.

JEAN DUFAUX


Nasceu na Bélgica em 1949. Frequentou o Instituto de Artes de Difusão de Paris e mais tarde tirou um curso de Psicanálise da Arte onde aprendeu diferentes procedimentos cinematográficos que viriam a influenciar os seus argumentos de Banda Desenhada. Iniciou a carreira profissional como jornalista da Cine-presse, revista destinada aos profissionais de cinema. Antes de se consagrar definitivamente à BD escreveu novelas e peças de teatro para crianças. Os seus primeiros trabalhos de Banda Desenhada foram publicados no jornal Tintin e, em 1983, escreve em parceria com Vernal a série Brelan de Dames desenhada por Renaud e, em 1985, as aventuras de Melly Brown desenhadas por Musquera. No ano seguinte, começa a colaborar com a Dargaud com La Toile e la Dague e sobretudo Beautifica Blues desenhada por Griffo. 1987 é um ano de ouro para Dufaux que cria Jessica Blandy - desenhada por Renaud – a primeira personagem a quem confere um forte perfil psicológico que viria a ser característica dos seus trabalhos. Considerado como um dos autores mais profícuos (ganhando mesmo a etiqueta de Jean, o profícuo) as suas publicações sucedem-se a um ritmo electrizante e em todos os géneros desde o policial ao histórico, passando pelo fantástico e pelo Western, afirmando-se como um dos argumentistas mais originais dos anos 80 e 90. Baseando-se muitas vezes na literatura e no cinema, revela-se um argumentista de excepção.

PHILIPPE DELABY


A sua paixão pela BD começou aos 8 anos quando o pai lhe ofereceu um livro de Tintin. Aos 14 anos entra para a Escola de Belas Artes onde estuda Desenho, mas o seu fascínio pelos pintores flamengos leva-o também a aprender pintura a óleo. Aos 18 anos o apelo da BD foi mais forte e, depois de ser notado num concurso em Mons, começa a trabalhar para a Lombard. Em 1987 assina, para o jornal Tintin, as primeiras pranchas no seu género preferido: História. A sua inclinação para este género viria a revelar-se acertada quando em 1994 recebe o prémio Clio pelo álbum Richard Coeur de Lion. Para além deste título, desenhou Arthur au Royaume de l’impossible, argumento de Duval, três títulos da saga L’etoile Polaire com Luc Delisse, e em 1998, para Jean Dufaux, desenha uma nova série baseada em factos históricos: Murena. Sendo um jovem criador, Delaby é já notado por ter um estilo muito próprio, demonstrando nos seus trabalhos grande maturidade.

Nota do Kuentro: Faltará portanto o tomo 8, “Revanche des Cendres” (Novembro de 2010), para completar em português este ciclo e ficar a par da edição original francesa.

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Spirou 50 – Nas Origens do Z 



Colecção: Spirou 
Nº de págs: 56 
Autores: Yann, Munuera e Morvan 
Edição: cartonada 

Pressionado por Zorglub e Champignac, Spirou vai tentar voltar ao passado para salvar a amiga dos dois sábios: Miss Flanner. Da África à Palombia, Spirou vai reviver as suas aventuras, até chegar à época em que Zorglub, Champignac e Miss Flanner eram 3 talentosos estudantes de ciências, mas extremamente inconscientes. Spirou deverá impedir que o pior aconteça no passado, para poder , no presente, salvar a bela cientista, que continua a dividir o coração dos dois homens. E se o passado não for o que eles conheceram?...


MORVAN


Nasceu em Reims em 1969 e estudou na academia de Belas-Artes. Mas foi como argumentista que ficou conhecido. Publicou diversos álbuns, alguns dos quais com a colaboração de conhecidos autores como Sfar e Buchet. A sua sensibilidade, a par com a sua veia humorística, mostraram que seria o argumentista ideal para dar continuidade aos destinos de Spirou no século XXI.

MUNUERA


Nasceu em Espanha em 1972. Não nega a forte influência que a BD franco-belga teve no seu percurso. Em Angoulême conhece Sfar com quem trabalha em 3 álbuns. Com Morvan, sobe um patamar na BD humorística e do fantástico, com a série “Sir Pyle”. Mas ao desenhar Spirou e Fantásio realiza um sonho de infância, modernizando gradualmente esta série, contando para isso com a ajuda do argumentista.

YANN


Nasceu em Marselha em 1954. Começou por se dedicar à ilustração em algumas revistas e chegou a publicar diversos álbuns de BD. Mas Yann rapidamente percebeu que o desenho não lhe permitia total realização de todas as suas ideias. Assim, abandona a parte gráfica e dedica-se a fazer argumentos para vários desenhadores. Trabalhou em séries como Marsupilami e Lucky Luke. É actualmente considerado um dos grandes argumentistas da BD.

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