quarta-feira, 15 de agosto de 2012

LANÇAMENTO AMANHÃ NA LIVRARIA LEYA NA BUCHHOLZ DO LIVRO DE SANTOS COSTA “PIRATAS DO DESERTO”



LANÇAMENTO AMANHà
NA LIVRARIA LEYA NA BUCHHOLZ 
DO LIVRO DE SANTOS COSTA 
“PIRATAS DO DESERTO” 

É lançado amanhã na livraria LeYa na Buchholz, pelas 18h30, com apresentação de Jorge Magalhães, a adaptação para banda desenhada por Santos Costa, de PIRATAS DO DESERTO, baseado na novela de Emílio Salgari Il Predoni del Sahara, escrita em 1903. Este livro de Salgari foi publicado em Portugal pelas Edições Romano Torres, com o título Bandidos do Deserto. Já agora, como curiosidade, a edição da Romano Torres, nos anos 20 (de 1920) foi algo rocambolesca, seguida de algumas reformatações, renumerações e retitulações ao longo de anos seguintes. Contamos abordar aqui – nos próximos meses – as adaptações da obra de Salgari para banda desenhada. Nessa altura referiremos o que foi a trapalhada da edição da obra do escritor pela Romano Torres.

O convite da LeYa/Asa para este lançamento incluiu um PDF, com o texto de apresentação de Carlos Pessoa e as 18 páginas iniciais do livro – material este que reproduzimos aqui:


NAS ASAS DA AVENTURA

Há 150 anos, no dia 21 de agosto, nascia em Verona Emílio Salgari (1862-1911).

A efeméride não deixará de ser devidamente assinalada em todo o mundo, tal foi a marca que a extensa obra deste popular escritor italiano deixou em gerações sucessivas de leitores. Um deles foi Paulo Varela Go­mes que, em 2007, numa muito sentida evocação no "Público", revelava ter "num luminoso canto do coração" os livros de Salgari lidos na sua in­fância. É seguro afirmar que uma incontável legião de pessoas, nos quatro cantos do planeta, sentirá o mesmo a respeito das vibrantes aventuras de Sandokan e outras personagens mágicas do universo do escritor.

O mundo mudou muito desde esse período áureo, entre o início do século XX e os anos 1970, em que as edições baratas da Romano Torres ajudavam a povoar o imaginário dos pequenos leitores portugueses, predo­minantemente rapazes. A televisão e outros suportes audiovisuais, mais os jogos de vídeo, a informática e a Web do nosso tempo remeteram irreme­diavelmente o contador de histórias italiano para um recanto nostálgico e afetivo das memórias pessoais? Talvez sim, talvez não.

A seguir, o cinema italiano apropriou-se das histórias de Salgari, que também acabariam por chegar ao pequeno ecrã, tudo isto contribuindo para um peculiar culto que anima hoje a Internet. E depois, há a banda desenhada, que não ficou insensível à enorme popularidade da obra e deu azo a um sem número de adaptações, sobretudo em Itália, como seria de esperar.

De forma mais subtil, a trajetória de grande criadores - de Franco Caprioli a Hugo Pratt ou Frank Le Gall, entre tantos outros - está saturada com os ingredientes dessa atmosfera aventureira, mesmo se nem sempre essa herança é abertamente assumida.

E assim chegamos a "Os Piratas do Deserto", de Santos Costa. Esta no­vela gráfica adapta à banda desenhada o díptico "A Formosa Judia" e "Os Piratas do Deserto", publicado de forma condensada e num único volume pelo histórico editor português de Emílio Salgari. 

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O autor, Fernando Jorge dos Santos Costa (n. 1951, Lisboa) de seu nome completo, é o único português que passou para os quadradinhos romances de Salgari. Essas histórias foram publicadas nos anos 1980 na revista "Mundo de Aventuras", então a viver a última fase da sua existên­cia - primeiro "Os Tuaregues" (18 de junho de 1981), depois "O Ultimo Tigre" (28 de janeiro de 1982) e finalmente "A Formosa Judia" (15 de dezembro de 1986, penúltimo número da revista).

As originais 32 pranchas desta última história deram lugar, agora, a uma narrativa mais completa de 165 pranchas. O registo gráfico é o mesmo, parte do material inicial também foi utilizado, mas a reformula­ção é total, como sublinha o próprio autor.

A aventura, os combates extraordinários, os ambientes fantásticos e as muitas peripécias no enredo foram as razões que impeliram Santos Costa a adaptar Emílio SalgarL Autor de uma extensa lista de contos e novelas, bandas desenhadas e ilustrações, nunca escondeu, aliás, o fascínio que Salgari exerceu sobre si: "Não era um escritor da alta-roda nem das eli­tes, mas muito apreciado pela juventude daquele tempo e por uma popu­lação pouco letrada. Não eram só os livros de Sandokan, mas também as histórias que se passavam em outras partes do globo, na selva ou no Ártico. Tudo isso dava uma sensação extraordinária."

Além de tudo o que ficou dito, há uma motivação suplementar que está por trás desta adaptação, realizada sem pressas ao longo dos últimos anos: o deserto, tão grato a Santos Costa, uma entidade omnipresente numa história que associa de forma muito conseguida a aventura e um fundo histórico real.

Os leitores de Salgari e também os que não o conhecem têm agora uma oportunidade de voar, ao sabor da aventura, nas asas da imaginação, do sonho e das paisagens exóticas.

Carlos Pessoa
(junho de 2012)

 Emilio Salgari (1862-1911)


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PALAVRAS DO AUTOR NO SEU BLOGUE

Peço desculpa por não ter falado mais cedo nesta publicação, mas preferi aguardar o convite que a Editora enviou e divulgou.

Não sei como falar do livro que eu trabalhei sobre uma obra de Emilio Salgari, porque também não sei esclarecer por que razão a minha especial apetência pelo escritor italiano. O certo é que ambos, a obra agora em apreço e o profícuo trabalho de Salgari, são do meu agrado.

Salgari nasceu em 21 de Agosto de 1862, pelo que o próximo dia 21 de Agosto, constitui a efeméride do 150º aniversário do seu nascimento. Pela minha parte, julgo satisfazer a vertente desenhada através de uma das obras escritas por um autor que empolgou muitos de nós na juventude. Para além disso, o deserto sempre me fascinou: a solidão das areias e das rochas; a metamorfose daquela vastidão em "ilhas" de oásis; a resistência das caravanas; as odisseias de aventureiros que ousaram atravessar as suas dunas; os nómadas e os camelos que, à compita, assumem as suas existências com tudo o que a vida necessita num lugar onde tudo parece faltar.

Esta Banda Desenhada, assumida desassombradamente pela ASA – desassombradamente, porque a Editora se assume na aposta em desenhadores portugueses – é uma adaptação livre de um dos livros de Emilio Salgari, cuja trama gira em torno de uma busca heróica em torno de um acontecimento real, muito bem aproveitado pelo escritor veronês.

Espero que se sintam todos convidados; todos aqueles que sentem, como eu, a vibração de uma arte que é a mais antiga da Humanidade, pois banda desenhada já praticavam os primitivos habitantes das cavernas pré-históricas.

Espero e desejo que estejam comigo, no dia 16 de Agosto, na Livraria Buchholz. Para os que se derem à tentação de pesquisartem na net, não deixem de consultar AQUI.

Um agradecimento a todos os que, pretendendo lá estar ou impedidos de lá irem, estão comigo, com a BD e com a memória de um escritor que marcou muitas gerações. E um agradecimento aos meus colegas da blogosfera, mormente as da 9ª arte, por divulgarem este acontecimento.
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É já amanhã que é feito o lançamento de OS PIRATAS DO DESERTO.

Para que o único pirata (que serei eu) não fique no "deserto", gostaria de ter curiosos à minha volta, na Buchholz. Por agora, apenas deixo parte da capa (frente e lombada), mas ela tem contracapa e badanas. Numa das badanas está o rosto de um pirata (que serei eu) e algumas palavras sobre aquilo que já fiz e nenhuma sobre o que gostaria de fazer; na outra, uma breve biografia de Emilio Salgari, um dos escritores que me proporcionou os melhores momentos de leitura na minha juventude.

Suponho que esta obra, se fosse da autoria de - por exemplo - um Frank Miller, para além de ser muito melhor e mais apetecida, seria apresentada numa tenda de beduínos, algures erguida numa duna, perto de um oásis. O autor chegaria montado num camelo e, entre muitos goles de chá (que, aqui para nós, passaria por uísque), faria as suas dedicatórias.

Mas o autor não é Miller; é, sim, um modesto português, sem pachorra para beduíno, sem tenda para armar, com receio que este "oásis" onde nasceu não se transforme num deserto (graças a alguns "camelos" que muito contribuiram para isso) e mal inspirado com este texto que não se coaduna (com a duna) com o acto circunspecto que deve revestir a solenidade de um obra elaborada por um português, acreditada por uma Editora que, na BD, é como um oásis no deserto desta arte e tem feito por publicar trabalhos de qualidade.

À ASA e a todos os LEITORES, o meu mais sincero reconhecimento.






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Como não vou poder ir a este lançamento, vai daqui um abraço ao Santos Costa.

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terça-feira, 14 de agosto de 2012

JOBAT NO LOULETANO – 9ª ARTE – MEMÓRIAS DA BANDA DESENHADA (LXIV e LXV) – ROUSSADO PINTO (2 e 3) ...


Karzan, capa de Carlos Alberto


9ª ARTE
MEMÓRIAS DA BANDA DESENHADA
(LXIV - LXV)

O Louletano, 28 de Junho a 4 de Julho de2005 

ROUSSADO PINTO – 2 

por António Dias de Deus e Leonardo de Sá * 

A "Parilex" publicou muitas pequenas colecções ("Texas Jack" etc...), e aí Roussado Pinto dirigiu a Colecção "Escravelho Azul", de maneira anónima. Em 7 de Julho de 1971, subitamente, irrompeu "Jornal do Cuto", na sua nova editora, a Portugal Press. A revista tomou o nome de um dos mais famosos heróis invasores de "O Mosquito", tão bem aceite que por português passara. Mas não só ele.

As oportunas reedições de E.T. Coelho, algumas bem logradas, outras disformes ou inacabadas, mostravam finalmente aos jovens leitores portugueses como era o grande artista antes das estiradas narcolépticas de “Vaillant” e “Pif”. Entre as reposições famosas colocavam-se também trabalhos de Emílio Freixas. Mas, sem dúvida, o prato forte da ementa vinha constituido por Jesús Blasco, quer no jornal d’”O Cuto” quer nas revistas-álbuns paralelas. “Colecção Jaguar”, “Colecção Titã”, editadas também por Roussado Pinto na Portugal Press. Para além destas, muitas mais edições houve (“Enciclopédia O Mosquito”, “Colecção Galo”, etc...). Roussado Pinto revelou-se ainda estudioso da dita 9ª arte, coligindo memórias (algumas vezes quiméricas, apontando defeitos e remédios para o jornalismo infantil nacional, trazendo à presença dos mais novos as HQ do perí­odo áureo de Portugal e de Espanha (dos anos 40), que também servi­ram para avivar a memória dos mais velhos e inflamar os ti­ções que as cinzas cobriam. O agravamento da situação econó­mica mundial, com a crise do petróleo em 1973, acrescido pela destabili­zação dos mer­cados internos, após o 25 de Abril de 1974, afectaram profundamente a empresa. "Jornal do Cuto" procurou reagir alterando os preços, piorando o papel, dimi­nuindo as cores, abandonando as séries mais caras. Os novos figu­rinos não agradaram e, no n° 174, em 1 de Fevereiro de 1978, "Jornal do Cuto" saiu pela última vez. Da vasta gama de pu­blicações da "Por­tugal Press", as mais resistentes foram as eróticas (Zakarella) e as pornográficas (Karzan). Para ressarcir dos de­saires, Roussado Pinto enveredou pela imprensa sensacionalista do "Jornal do Incrí­vel". Isto porém, já nada tinha a ver com quadradi­nhos... Autor de numerosos livros (sob vários pseu­dónimos, dos quais o mais frequente era "Ross Pynn"), faleceu em Lisboa, a 3 de Março de 1985. ■

* in "Dicionário dos Autores de Banda Desenhada e Cartoon em Portugal", edição Época de Ouro, 1999 






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O Louletano, 5 a 11 de Julho de2005 

ROUSSADO PINTO – 30 ANOS DEPOIS 

por José Batista 

Apenas conheci pessoalmente Roussado Pinto (RP) em meados de 1971, talvez um ou dois meses antes do inicio da publicação do "Jornal do Cuto", em Julho desse ano. Ambos, - Carlos Alberto e eu -, colaborávamos nessa altura na "Agência Portuguesa de Revistas" (APR), empresa da qual RP e Vítor Péon (VP) tinham saído 17 anos antes. Não fora essa imbatível dupla e o "Mundo de Aventuras" teria soçobrado na sua fase tablóide inicial. Quando comecei a colaborar na APR, em fins de 1954, o peso da ausência desses dois gigantes da BD fazia-se sentir, pois notei-o nas conversas que à boca pequena ecoavam pelos cantos do enorme armazém da Rua Saraiva Carvalho, a nova sede da empresa a partir do inicio desse ano.

Alfredo Silva, paginador da "Plateia" e "Colecção Cinema", companheiro de equipa da dupla ausente, substituirão primeiro como coordenador gráfico das revistas de BD. Era com um misto de respeito e ad­miração que falava de am­bos. Se ape­nas de nome Roussado Pinto me não era estranho, a minha curi­osidade por esse bata­lhador da BD - pois iniciara a carreira de editor com apenas 19 anos, lan­çando "O Pluto”, acicatou o desejo de pessoal­mente o conhecer.

A saída de RP e VP para a "Fomento de Publicações" (FP) apanhou Mário de Aguiar (MdA) e António Dias (AD) desprevenidos, pois que ambos de sobejo conheciam tanto a ca­pacidade literária como a artísti­ca dos elementos que agora lhe faziam concorrência.

A publicação do "Titã", se­manário de BD editado pela FP, incomodou sobremaneira o im­pério que era, já nessa altura, a APR. Foi com um misto de aze­do desagrado que MdA manu­seou as revistas onde ambos pon­tuavam, na novel empresa.

Essa foi, a meu ver, a ocasião de ouro para a ascensão de José de Oliveira Cosme (JOC) na APR, assumindo-se, pessoal­mente, como se fora a bóia de salvação das publicações de BD, lançadas pela batuta ímpar de Roussado Pinto e Péon - "Condor" mensal e "Romances Célebres", entre outras.

As razões que mais fortemente os te­rão influenciado a optar pela FP, terão sido, em relação ao primeiro, o de o seu nome nunca ter aparecido como director de ne­nhuma publicação das por si iniciadas, tra­duzidas e dirigidas, como as acima aponta­das, pois por norma, era JOC quem apare­cia como tal, embora nelas não interviesse; as de Vítor Péon, seriam, porventura, o companheirismo que de há longos anos o juntara a Roussado Pinto, potenciados por uma apreciação infeliz de Mário de Aguiar sobre a forma como o artista fazia as mãos dos seus desenhos, esquecendo o valioso contributo do ilustrador no enri­quecimento gráfico nas publicações de BD, que a APR editava.

Poder-se-ia afirmar, sem errados juí­zos de apreciação, que ambos - um no cam­po literário, o outro no da ilustração - fize­ram uma das mais felizes duplas no campo específico das histórias aos quadradinhos, desde o lançamento de "O Pluto", em 1944, até ao fim da Palirex, porém aí, de forma menos acentuada.

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PERRO NEGRO em SANGUE BRETÃO
Benoit Despas (arg), José Pires (des)


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domingo, 12 de agosto de 2012

Kofibraike: THE MUPPETS INTERPRETAM A BOHEMIAN RHAPSODY DE FREDDIE MERCURY




A PARÓDIA DOS MUPPETS
(OS MARRETAS)
COM A BOHEMIAN RHAPSODY
DE FREDDIE MERCURY

Hoje não vamos tratar aqui de banda desenhada, mas para um domingo de Agosto, nada como uma pequena diversão, em que Os Muppets (ou Marretas) homenageiam Freddie Mercury – falecido em 1991 – e os Queen.

Vejam primeiro Freddie Mercury e os Queen, depois a paródia dos Muppets.

Bohemian Rhapsody foi composta em 1975 por Freddie Mercury, da banda britânica Queen, e incluída no álbum A Night at the Opera.

A música consiste em seis seções: introdução, balada, solo de guitarra, ópera, hard rock e conclusão. Este formato, com mudanças abruptas de estilo, tom e andamento, era muito pouco comum em músicas de rock, mas versões embrionárias desse estilo já tinham sido utilizadas pela banda em "My Fairy King" e "The March of the Black Queen".

Clicar em cima da imagem para ver o vídeo

The Muppets ou Os Marretas, como os portugueses os conhecem, é um universo ficcional cujas personagens-título, foram criadas por Jim Henson em 1955, com os quais se realizaram inúmeras séries de televisão, especiais de televisão, telefilmes e filmes de cinema. Essas produções incluem quase sempre seres humanos e muppets em alegre convívio. Os muppets podem ser animais, humanóides, monstros, extraterrestres ou criaturas inventadas.

A Disney adquiriu os direitos dos Muppets em 2004, por 52 milhões de euros. As exceções incluem os direitos sobre os personagens de Sesame Street (os quais já tinham sido vendidos à Sesame Workshop) e os fraggles da série Fraggle Rock (os quais ainda pertencem à Jim Henson Company), apesar do termo "muppet" continuar a ser usado pela Sesame Workshop e pela Jim Henson Company nas suas personagens, com certas condições.

1955  –  1961  –  Sam and Friends
1969 – Sesame Street  –  até ao presente
1976  –  1981  –  The Muppet Show









Clicar em cima desta imagem para ver o vídeo

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sábado, 11 de agosto de 2012

337º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA – ANO XXVII – 7 DE AGOSTO DE 2012



337º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA
ANO XXVII
7 DE AGOSTO DE 2012

Como não me foi possível ir a este Encontro da TBDL, ficam aqui os textos de Geraldes Lino em “Divulgando Banda Desenhada”, assim como a prancha do Comic Jam. As fotos são de Hugo Teixeira e Ana Vidazinha.

João Martins (autor das pranchas de banda desenhada que se vêem aqui por baixo) foi o Convidado Especial do 337º Encontro da Tertúlia BD de Lisboa, no dia 7 de Agosto. 


Ele faz parte daqueles numerosos jovens dotados para o desenho que gostam de fazer BD. Todavia, só esporadicamente conseguem encontrar hipóteses de concretizar as suas potencialidades, visto que desapareceram as revistas especializadas, e fazer uma banda desenhada longa de quarenta e seis pranchas para um álbum comercial é tarefa que exige meses de trabalho - e a tempo diário inteiro, não é tarefa para as "horas livres" -, com a agravante de ter deixado de haver, por parte das editoras, pagamento à prancha ou pagamento antecipado, mesmo que parcial.

Daí que João Martins tenha tido, até agora, escassas hipóteses de publicação de BD. Em contrapartida, teve a oportunidade de colaborar no álbum colectivo intitulado Sete Histórias em Busca de Uma Alternativa, com o episódio "O Caso das Inacreditáveis Coincidências Ocorridas às Treze e Treze de Um Dia Treze e dum Telefonema Desesperado a Meio da Noite", sob argumento de Álvaro Áspera.

O álbum foi editado em 2010 pelo GRAL - Gabinete para a Resolução Alternativa de Litígios.

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JOÃO MARTINS

Biobibliografia

João Martins começou a fazer bandas desenhadas na infância, inspirado na colecção de BD do pai.

Em 2005 teve a sua primeira experiência na área, ao obter o 1º Prémio da categoria A do concurso incluído no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora. Nesse mesmo ano é-lhe publicada no nº 1 de Sketchbook a banda desenhada intitulada "A Parede", sendo a colorização de Nikolai Nekh, e ainda no mesmo ano surgiu em Blazt (nº1) a sua bd "(Lat. Somniu)".

Em 2006 transformou em banda desenhada o "Poema de Um Funcionário Cansado" (veja-se a 2ª prancha reproduzida acima), de António Ramos Rosa, publicada na revista Textos e Pretextos.

Em 2009 voltou a obter o 1º Prémio do Escalão A no concurso de BD da Amadora; no mesmo ano colaborou no nº3 da revista Aula Magna, fazendo, em parceria com Pedro Roxo, a prancha inicial da bd "O Contrato Social", sob argumento de Álvaro Áspera. Em dupla com o argumentista André Oliveira fez a bd "A Culpa é do Instinto", uma só prancha, para o fanzine Tertúlia BDzine (nº 136, Jan. 2009).

Em 2010 colaborou no álbum colectivo intitulado Sete Histórias em Busca de Uma Alternativa, com a banda desenhada "O Caso das Inacreditáveis Coincidências Ocorridas às Treze e Treze de um Dia Treze e dum Telefonema Desesperado a Meio da Noite" (6 pranchas a cores) sob argumento de Álvaro Áspera.

Pergunta de Geraldes Lino: Como e qundo é que começou o seu interesse pela BD?
Resposta de João Martins: "O meu pai tinha uma colecção modesta, da qual eu retirei alguns livros que não compreendi totalmente na infância, mas que tiveram grande importância na minha adolescência.

Tinha especial gosto nos álbuns do Quino (creio que editados pela Dom Quixote), e recordo alguns livros de Blake et Mortimer. Em especial havia um outro que guardo agora com religiosidade: uma colectânea da revista Visão.

Pergunta: Que heróis ou séries lhe captaram o interesse, enquanto leitor de BD?
Resposta: Não sou particularmente atento a séries, nem sigo nenhum personagem em particular. Mas posso indicar uma lista não ordenada dos meus livros preferidos:

City of Glass – Dave Mazzuchelli e Paul Karasik a partir de Paul Auster
Asterios Polyp – Dave Mazzuchelli
Hard Story – Horacio Altuna e Jorge Gonzalez
Acme Novelty Library: Lint – Chris Ware
Jimmy Corrigan The Smartest Kid on Earth – Chris Ware
Ghost World – Daniel Clowes
Maus – Art Spiegelman
Obrigada Patrão – Rui Lacas
A Vida Numa Colher – Miguel Rocha
Watchmen – Alan Moore e Dave Gibbons
Buscavidas – Alberto Breccia e Carlos Trillo
Black Hole – Charles Burns
Stigmata – Lorenzo Mattotti
A Pior Banda do Mundo – José Carlos Fernandes
Tu és a mulher da minha vida, ela é a mulher dos meus sonhos – Pedro Brito e João Fazenda

João Vasco Policarpo Martins, Lisboa, 1986. Licenciado em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

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Ciclo: Nova BD portuguesa

Este ciclo, a decorrer permanentemente desde Junho de 1985, tem a finalidade de distinguir, com DIPLOMA DE INCENTIVO, gente da BD a vários níveis:

1) Autores jovens em princípio de carreira, mas com obra publicada - embora escassa - quer em fanzines, jornais, revistas ou, eventualmente, em álbuns (por edição alternativa, seja com apoio autárquico ou de empresa privada, até mesmo em edição de autor);

2) Autores já com obra significativa,mas demasiado novos para serem homenageados;

3) Autores que fizeram banda desenhada, de forma esporádica, há uns tantos anos, tendo desistido da BD e optado por diferente actividade (Incentivo de tipo retroactivo);

4) Desenhadores adultos que só tardiamente tiveram BD editada, sendo-lhes dado este incentivo pela TBDL, independentemente da sua idade.

Lista de presenças neste 337º Encontro da TBDL 

(Lista elaborada a posteriori e susceptível de ter falhas; por isso agradeço que quem notar alguma, envie comentário): 

1. Adelina Menaia 
2. Álvaro 
3. Ana Saúde 
4.Ana Vidazinha 
5. André Oliveira 
6. António Isidro 
7, Carlos Páscoa 
8. Cristina Amaral 
9. Falcato 
10. Filipe Frade aka "Ninja" 
11. Geraldes Lino 
12. Gonçalo Neto 
13. Helder Jotta 
14. Hugo Teixeira 
15. Ibérica Kok 
16. Inês Ramos 
17. Isabel Cardeira 
18. JCoelho 
19. JMascarenhas 
20. João Amaral 
21. João Antunes 
22. João Figueiredo 
23. João Martins - Convidado Especial 
24. João Vasco Leal 
25. José de Deus Rodrigues 
26. Josep Escalé 
27. Luís Valente 
28. M.A.L.S. 
29. Manuel Valente 
30. Maria João Lopes 
31. Mário Freitas 
32. Miguel Ferreira 
33. Milhano 
34. Moreno 
35. Nuno Amado aka "Bongop" 
36. Nuno Duarte aka "Outro Nuno" 
37. Nuno Neves aka "Verbal" 
38. Paulo Costa 
39. Paulo Jorge Ceia 
40. Paulo Marques aka "Estranho" 
41. Pedro Alves 
42. Pedro Bouça aka "Hunter" 
43. Pedro Cruz 
44. Pepedelrey 
45. Petra 
46. Rechena aka "Dona Zarzanga" 
47. Rui Batalha 
48. Rui Domingues 
49. Sá-Chaves 
50. Sandra Oliveira 
51. Victor Mesquita 

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COMIC JAM

O próprio Convidado Especial da Tertúlia BD de Lisboa foi – como é habitual –, o iniciador de mais esta prancha de banda desenhada colectiva em criação de improviso. Que, por acaso, até teve a colaboração valorizadora de Victor Mesquita. 


Esta é já a 44ª prancha, o que, com a continuação mensal, dará um uma boa edição em papel.

Nela colaboraram os seguintes desenhadores/ilustradores, episodicamente autores de BD:

1. João Martins (Convidado Especial da TBDL)
2. João Vasco Leal
3. Carlos Páscoa
4. Victor Mesquita
5. Pedro Cruz
6. Pepedelrey

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AS FOTOS
(de Hugo Teixeira e Vidazinha)

As fotos que eles conseguem tirar...

E viva a carniça...

New look: Geraldes Linine?

Não é almoço, é jantar!

O Convidado especial, t-shirt branca...










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