segunda-feira, 19 de outubro de 2015

REPORTAGEM – 376º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA – 6 DE OUTUBRO DE 2015 – CONVIDADA ESPECIAL: MOSI



REPORTAGEM
376º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD 
DE LISBOA
6 DE OUTUBRO DE 2015

CONVIDADA ESPECIAL: MOSI 

 
Assino como Mosi e sou actualmente aluna do 4º ano do curso de Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Nasci em 1994, em Lisboa mas mudei-me para a Ericeira aos 13 anos, onde vivo até hoje.

Comecei a desenhar antes de saber falar, mas foi só no final da escola primária que comecei a ganhar interesse pela banda desenhada.
As minhas primeiras influências foram o clássico Astérix e as revistas adolescentes das W.I.T.C.H., graças às quais decidi que queria fazer BD profissionalmente.
Actualmente, os meus interesses focam-se nas graphic novels (novelas gráficas?) e na banda desenhada indie, entre os quais os meus autores e artistas de referência são Jamie Hewlett, Jillian Tamaki, Ross Campbell, Glyn Dillon, entre outros.
Já desenvolvi trabalhos no campo da ilustração/bd/desenho e layout gráfico.
Em 2014, ganhei o 1º prémio do concurso de BD do FIBDA, no escalão A, no mesmo ano em que fui seleccionada para a Mostra Nacional de Jovens Criadores.

Paralelamente, na internet, vou desenhando
o meu webcomic inspirado na minha vida pessoal e mantenho um blog de opinião onde escrevo maioritariamente sobre os livros de BD que compro.

Neste momento estou a terminar um projecto de BD que comecei a desenvolver em Julho durante a minha estadia na Residência Artística em Alte e no futuro pretendo desenvolver uma graphic novel de âmbito autobiográfico que já ando a planear desde o ano passado.

Na interwebs:

FB: http://www.facebook.com/Joanamosi
DEVIANTART: http://joanamosi.deviantart.com
WEBSITE: http://www.joanamosi.com
BLOG: http://estantedamosi.blogspot.com
WEBCOMIC: http://someonestolemypanties.smackjeeves.com
2010 – Publicação de BD na revista Banzai
2011 – Layout gráfico da Escola de Condução Ouriquense
2014 – 1º Prémio do Concurso Nacional de Banda Desenhada do Festival de Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA)

– Selecção para a Mostra Nacional de Jovens Criadores ’14 na categoria de Banda Desenhada / Ilustração
– Exposição colectiva A Gata Comeu o Meu Site
2015 - 2º Prémio no Concurso de Banda Desenhada ‘A Mulher e o Mundo’, da revista Banzai e do Plano Nacional de Leitura
– Participação/Exposição de Obras na Festa de Ilustração de Setúbal
– Participação/Exposição de obras no Colóquio de Ilustração da FBAUL
– Exposição colectiva Ensaio para uma Exposição, Associação 25 de Abril
– Selecção para a Exposição dos 30 Anos CAT (Casa das Artes de Tavira)
– Frequentou a Residência Artística RésVés Loulé, em Alte, onde desenvolveu o projecto de BD Altemente
– Exposição Individual O Meu Umbigo e Eu, pintura e desenho, Vira Copos Ericeira

____________________________________________________

Comic Jam de 6 de Outubro de 2015


Autores participantes:
1 - Mosi
2 - Mariana Serra
3 - Paula Carichas
4 - Falcato
5 - Filipe Duarte
6 - Marta Patalão
_______________________________________________________________

FOTOS
(Álvaro)




















_______________________________________________________________

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Exposições na Bedeteca da Amadora – “PUTAIN DE GUERRE – A GUERRA DAS TRINCHEIRAS” DE JACQUES TARDI E “QUIM E MANECAS VÃO À GUERRA” DE STUART CARVALHAIS


Exposições na Bedeteca da Amadora

“PUTAIN DE GUERRE
A GUERRA DAS TRINCHEIRAS” 
DE JACQUES TARDI 
“QUIM E MANECAS VÃO À GUERRA” 
DE STUART CARVALHAIS 

No âmbito do Amadora BD - Festival Internacional de Banda Desenhada e da exposição Portugal e a Primeira Guerra - organizadas pela Câmara Municipal da Amadora - inauguram este sábado, 10 de outubro, às 16h30, as exposições “Putain de Guerre - A Guerra das Trincheiras”, de Jacques Tardi e “Quim e Manecas vão à Guerra”, de Stuart Carvalhais, na Bedeteca da Amadora - Biblioteca Fernando Piteira Santos . Ambas as exposições são de entrada gratuita e podem ser visitadas até 8 de novembro, último dia do Festival.

“Putain de Guerre – A Guerra das Trincheiras”, de Jacques Tardi


Considerado um dos mais importantes autores de Banda Desenhada franceses e um dos mais influentes do mundo, Jacques Tardi apresenta nesta exposição trabalhos de três álbuns do autor dedicados à Primeira Guerra Mundial: “Putain de Guerre”, “C’était la Guerra des Tranchées” e “Chansons contre la Guerre”.

Segundo Carlos Pessoa, crítico e jornalista especializado em Banda Desenhada, “é perfeitamente possível imaginar as longas noites de Inverno do pequeno Tardi, nos anos difíceis da reconstrução da Europa destruída pela II Guerra Mundial, a ouvir histórias contadas pela sua avó. E também se pode calcular que muitos desses relatos não foram contos de fadas ou histórias tradicionais da rica oralidade europeia, mas episódios vividos por Paul Tardi, seu avô, nas trincheiras da I Guerra Mundial. Esse avô corso que esteve em Verdun, foi ferido várias vezes, chegou a ser gaseado e não dizia uma palavra... Tardi também terá ficado suspenso das descrições do seu tio-avô, sobrevivente de guerra, mas com sequelas de um ferimento de obus, explicando-lhe com detalhe como lhe puseram vermes no penso para eliminar os tecidos gangrenados da ferida. E depois vieram as histórias do seu próprio pai, René Tardi, essas já situadas no ambiente da II Guerra Mundial, onde conduziu um carro de assalto”.

As cartas e os diários, os testemunhos de soldados nas trincheiras, as fotografias, as imagens dos uniformes, o armamento, são segundo Carlos Pessoa “outros tantos elementos que permitem a Tardi recuperar a “sua” atmosfera da guerra, enriquecida com a experiência de deslocação pessoal a muitos locais das batalhas. Tudo isto para tornar possível ao leitor impregnar-se do ambiente quotidiano do soldado e apreender o tremendo sofrimento físico e emocional dos combatentes. As histórias de Tardi são curtas narrativas de situações vividas por homens deprimidos e roídos pelo medo nas trincheiras ou na terra de ninguém – a exceção é “Putain de guerre!”, em que o autor privilegia uma perspetiva cronológica. Não há heróis, mas apenas soldados que são vítimas de uma guerra absurda e sem o menor sentido. Graficamente, apresentam-se muitas vezes como meras silhuetas, simples reflexos, sem profundidade, de seres que há muito perderam a condição de homens livres. Vivem esmagados pelo peso das mochilas e do armamento que transportam às costas, mas sobretudo pelo próprio conflito, que lhes assenta sobre os ombros com todo o peso do mundo.

A denúncia dos horrores da guerra, a afirmação de um pacifismo radical e o desmascaramento do papel “redentor” da religião no conflito, vão a par com um olhar sarcástico sobre a liturgia e a simbólica patrióticas, com os seus monumentos evocativos ao soldado desconhecido, cerimónias comemorativas, medalhas, desfiles de antigos combatentes e outras evocações com que foi construída uma certa memória colectiva do conflito”, conclui.


Quim e Manecas vão à Guerra – Stuart Carvalhais (de 10 de outubro a 8 de novembro)


No caso de Stuart Carvalhais, falamos de um autor contemporâneo à Primeira Guerra Mundial. A partir de 1915, Stuart Carvalhais iniciou a sua obra de referência: As Aventuras de Quim e Manecas, inicialmente publicada n’O Século Cómico, passando, a partir de meados de 1916, para a Ilustração Portuguesa. Um dos episódios desta longa série de pranchas sobre estas duas crianças, tem como cenário a participação portuguesa na Grande Guerra. Em “Quim e Manecas vão à Guerra”, Stuart centrou a ação na personagem do Manecas, enquadrando-o no esforço militar aliado como espião, ou herói inventor das mais incríveis soluções ‘tecnológicas’ para derrotar os ‘boches’. As suas aventuras irão fazê-lo prisioneiro, primeiro dos Aliados, depois dos alemães. Mas foi a ele, Manecas, a quem se pediu para elaborar ‘as propostas de paz’ para o conflito, naturalmente recusadas, para logo em seguida ter antecipado “com certeira lucidez o ‘sonho alemão’ que surgirá com Hitler”. No que se pode considerar o último episódio, de que Stuart não foi autor, mas Rocha Vieira, esclarece-se que Manecas “foi a Berlim exigir a abdicação do Kaiser, porque a ele ‘se deve o definitivo triunfo’.

Segundo José Marques, citando João Paulo de Paiva Boléo, o seu alinhamento incondicional com o esforço de guerra aliado, nunca limitou, porém, Stuart/Manecas na bicada certeira às decisões mais controversas do governo português da altura, ou às opiniões mais descabeladas sobre o conflito dos cronistas da época. Sempre conseguiu ‘o engenho e a arte’ para criar nas suas pranchas um saudável contraponto sarcástico aos terríveis relatos que chegavam da frente de batalha. 


A 26ª edição Amadora BD – Festival Internacional de Banda Desenhada realiza-se de 23 de outubro a 8 de novembro no Fórum Luís de Camões e tem como tema “A Criança na BD”. A exposição Portugal e a Grande Guerra inaugurou no dia 5 de outubro e pode ser visitada até ao dia 11 de novembro, na Academia Militar da Amadora, de segunda a sexta das 9h às 13h e das 14h às 18h e aos fins-de-semana das 10h às 19h (entrada livre).

_____________________________________________________________
 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

GAZETA DA BD #49 – NA GAZETA DAS CALDAS: JOSÉ RUY “O ÚLTIMO ARTESÃO DOS QUADRADINHOS” E O SEU LIVRO “ARISTIDES DE SOUSA MENDES – HERÓI DO HOLOCAUSTO”

A Gazeta das Caldas celebrou no dia 1 de Outubro o seu 90º aniversário – foi fundada em 1925. Aqui deixamos hoje o cabeçalho desta edição comemorativa, onde aparece toda a equipa da Gazeta, caricaturada por Bruno Prates. Os nossos parabéns atrasados!

JOSÉ RUY 
“O ÚLTIMO ARTESÃO DOS QUADRADINHOS” 
E O SEU LIVRO 
“ARISTIDES DE SOUSA MENDES
HERÓI DO HOLOCAUSTO”

Gazeta da BD #49 na Gazeta das Caldas
1 de Outubro de 2015

Jorge Machado-Dias

Já que se comemora este ano o septuagésimo aniversário do final da 2ª Grande Guerra Mundial (1939/45), o conflito mais mortífero da história da humanidade (25 500 000 soldados e 58 500 000 civis, o que totaliza cerca de oitenta e quatro milhões de pessoas mortas em cinco anos, entre as quais seis milhões de judeus exterminados pelos nazis), dá-nos a oportunidade de escrever sobre o álbum em banda desenhada “Aristides de Sousa Mendes – Herói do Holocausto”, de José Ruy, editado em 2004 pela Âncora Editora e já em 2ª edição (2007), depois houve edições em inglês para os Estados Unidos, em francês, para o lançamento em França e em hebraico, para Israel.



Aristides de Sousa Mendes era Cônsul de Portugal em Bordéus no ano da invasão da França pela Alemanha Nazi na Segunda Guerra Mundial, Sousa Mendes desafiou as ordens expressas de Salazar, e durante cinco dias concedeu milhares vistos de entrada em Portugal a refugiados de várias nacionalidades que desejavam fugir de França em 1940.

Por muitos considerado um herói, Aristides de Sousa Mendes terá salvo dezenas de milhares de pessoas do Holocausto. Considerado "o Schindler português", Sousa Mendes também teve a sua “lista” e salvou a vida de milhares de pessoas, das quais cerca de 10 mil judeus.

A biografia de Sousa Mendes, editada na internet, pela Fundação com o seu nome, refere que, “ (…) no início de 1940, Aristides foi formalmente avisado por Salazar para não conceder mais vistos a judeus, pois “se o fizer, ficará sujeito a procedimento disciplinar”. Paris, entretanto, caiu ante o avanço das tropas nazis, a 14 de Junho, e, no dia seguinte, Bordéus fica submergida de refugiados. Foi o salve-se quem puder! Bordéus, uma cidade de 200.000 pessoas, passa a ter um milhão! O pânico generalizado…”dir-se-ia o fim do mundo.

O Governo francês recuou também para Bordéus e iniciou negociações com vista a um armistício com a Alemanha, o que veio a ocorrer a 22 de Junho 1940. A 16 de Junho, Charles de Gaulle parte de Bordéus para Londres de onde transmite, através da BBC, o seu célebre “apelo à resistência", a 18 de Julho 1940.

Um telegrama de 21 de Junho, enviado por Aristides de Sousa Mendes ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, este confirma ter ordenado que se passassem vistos “indiscriminadamente e de graça”. O historiador Yehuda Bauer, no seu livro “A History of the Holocaust”, escreve: “o Cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, concede vistos de trânsito a milhares de judeus refugiados, em transgressão às regras do seu governo. Talvez a maior acção de salvamento feita por uma só pessoa durante o holocausto”. A 19 de Junho, Aristides segue para o Consulado em Bayonne, onde continua a maratona de concessão de vistos, na própria rua, uma vez que as escadas do edifício poderiam não suportar o peso de tão grande fila de espera. Vai depois para Hendaye/Irun e continua de um lado para o outro, salvando pessoas nas estradas do sul de França, nas estações de caminhos-de-ferro, conduzindo mesmo um grupo de refugiados através dos Pirenéus, a pé e de automóvel.

Segundo os registos da polícia política PVDE (depois PIDE), entraram em Portugal, só nos dias 17, 18 e 19 de Junho de 1940, cerca de 18 000 pessoas com vistos assinados pelo “Cônsul desobediente”. "Os guardas da fronteira de Vilar Formoso não se lembram de ter visto tanto movimento." O Alto Comissariado para os Refugiados da Sociedade das Nações calculou que nesse verão terão entrado, em Portugal, mais de 40 000 refugiados. Esse número é confirmado pela organização judaica “Joint”. Na sua casa em Cabanas de Viriato, Aristides recebeu dezenas de refugiados, sobretudo no Verão de 1940, nomeadamente as famílias dos Ministros belgas, no exílio, Albert de Vleeshchouwer e Van Zealand, um alto responsável das finanças belga, assim como muitas freiras e outros religiosos conhecidos do seu tempo de Louvain (…)”

É portanto esta história que José Ruy conta no seu livro “Aristides de Sousa Mendes – Herói do Holocausto”. Acrescento que o autor, nascido em 1930 (tem portanto agora uns vetustos, mas joviais e incrivelmente produtivos 85 anos), tem no seu currículo uma série impressionante de histórias publicadas desde os anos de 1940 em revistas especializadas em BD e, desde 1972, cerca de 45 álbuns editados até hoje. Carlos Pessoa, ex-jornalista do Público, chamou-lhe, num artigo publicado em Outubro de 1001, “o último artesão dos quadradinhos”. Falaremos mais de José Ruy num futuro próximo.



__________________________________________________________

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

AMANHÃ – 376º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA – 6 DE OUTUBRO DE 2015 – CONVIDADA ESPECIAL: MOSI


AMANHÃ
376º ENCONTRO 
DA TERTÚLIA BD DE LISBOA
6 DE OUTUBRO DE 2015
CONVIDADA ESPECIAL: MOSI

 MOSI

Assino como Mosi e sou actualmente aluna do 4º ano do curso de Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Nasci em 1994, em Lisboa mas mudei-me para a Ericeira aos 13 anos, onde vivo até hoje.

Comecei a desenhar antes de saber falar, mas foi só no final da escola primária que comecei a ganhar interesse pela banda desenhada.
As minhas primeiras influências foram o clássico Astérix e as revistas adolescentes das W.I.T.C.H., graças às quais decidi que queria fazer BD profissionalmente.
Actualmente, os meus interesses focam-se nas graphic novels (novelas gráficas?) e na banda desenhada indie, entre os quais os meus autores e artistas de referência são Jamie Hewlett, Jillian Tamaki, Ross Campbell, Glyn Dillon, entre outros.
Já desenvolvi trabalhos no campo da ilustração/bd/desenho e layout gráfico.
Em 2014, ganhei o 1º prémio do concurso de BD do FIBDA, no escalão A, no mesmo ano em que fui seleccionada para a Mostra Nacional de Jovens Criadores.

Paralelamente, na internet, vou desenhando
o meu webcomic inspirado na minha vida pessoal e mantenho um blog de opinião onde escrevo maioritariamente sobre os livros de BD que compro.

Neste momento estou a terminar um projecto de BD que comecei a desenvolver em Julho durante a minha estadia na Residência Artística em Alte e no futuro pretendo desenvolver uma graphic novel de âmbito autobiográfico que já ando a planear desde o ano passado.

Na interwebs:

FB: http://www.facebook.com/Joanamosi
DEVIANTART: http://joanamosi.deviantart.com
WEBSITE: http://www.joanamosi.com
BLOG: http://estantedamosi.blogspot.com
WEBCOMIC: http://someonestolemypanties.smackjeeves.com
2010 – Publicação de BD na revista Banzai
2011 – Layout gráfico da Escola de Condução Ouriquense
2014 – 1º Prémio do Concurso Nacional de Banda Desenhada do Festival de Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA)

– Selecção para a Mostra Nacional de Jovens Criadores ’14 na categoria de Banda Desenhada / Ilustração
– Exposição colectiva A Gata Comeu o Meu Site
2015 - 2º Prémio no Concurso de Banda Desenhada ‘A Mulher e o Mundo’, da revista Banzai e do Plano Nacional de Leitura
– Participação/Exposição de Obras na Festa de Ilustração de Setúbal
– Participação/Exposição de obras no Colóquio de Ilustração da FBAUL
– Exposição colectiva Ensaio para uma Exposição, Associação 25 de Abril
– Selecção para a Exposição dos 30 Anos CAT (Casa das Artes de Tavira)
– Frequentou a Residência Artística RésVés Loulé, em Alte, onde desenvolveu o projecto de BD Altemente
– Exposição Individual O Meu Umbigo e Eu, pintura e desenho, Vira Copos Ericeira



  

_______________________________________________________

sábado, 3 de outubro de 2015

MORREU HOJE JOSÉ VILHENA (7-7-1927 – 3-10-2015)


JOSÉ VILHENA 
MORREU HOJE 
7 de Julho de 1927 - 3 de Outubro de 2015

Escritor, cartoonista e pintor, José Vilhena foi o grande sátiro da condição portuguesa, em ditadura e em liberdade, sem poupar nos alvos e com gosto declarado pelo erotismo. Morreu este sábado, aos 88 anos.

Nascido em Figueira de Castelo Rodrigo, a 7 de Julho de 1927, José Vilhena foi Cartoonista, humorista, escritor e pintor. Quatro condições interligadas na vida e obra de um homem que, desde a década de 1950, se dedicou a satirizar, sem poupar ninguém, dos poderosos ao povo oprimido, a realidade política e social do país em que nasceu. Antes do golpe de Estado de 25 Abril de 1974, viveu com a censura à perna de forma quase ininterrupta, ou não tivesse assinado quase seis dezenas de livros, todos censurados, todos vendidos ao seu público fiel por baixo da mesa nas tabacarias.

O velório de José Vilhena realiza-se no domingo a partir das 18 horas na Basílica da Estrela, em lisboa, estando o funeral previsto para as 11 horas para o cemitério do Alto de S. João, onde se realiza a cerimónia de cremação, pelas 12 horas, disse um familiar à Lusa.

Natural de Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda, estudou Arquitetura na Escola Superior de Belas-Artes, no Porto, vindo a instalar-se em Lisboa, onde na década de 1950 assinou cartunes para os jornais "Diário de Lisboa", "Cara Alegre" e "O Mundo Ri", (de que foi um dos fundadores).

"José Vilhena foi o autor incontornável de três ou quatro décadas do humor em Portugal. A sua obra, na tradição de Gil Vicente, Bocage ou Bordalo Pinheiro, é uma crónica dos tempos. Umas vezes pela crítica de costumes, outras vezes no olhar sobre a política, outras sobre a Igreja e quase sempre sobre a mulher", afirma em comunicado enviado à Lusa, o seu sobrinho Luís Vilhena.






____________________________________________________
 
Locations of visitors to this page