sexta-feira, 10 de novembro de 2017

REPORTAGEM DO 401º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA – 7 NOVEMBRO 2017


REPORTAGEM 
DO 401º ENCONTRO 
DA TERTÚLIA BD DE LISBOA
7 NOVEMBRO 2017
APRESENTAÇÃO DE LIVROS 

 
 
 
 
 
 
 

COMIC JAMS
Autores participantes no comic jam 2017-11-07 a:
1 - Inês Garcia 
2 - Miguel Santos 
3 - Pedro Correia 
4 - Joana Geraldes 
5 - Sofia Pereira 
6 - Filipe Duarte

Autores participantes comic jam 2017-11-07 b:
1 - Ricardo Cabral
2 - Darsy Fernandes
3 - Nuno Rodrigues
4 - Pedro Ribeiro Ferreira
5 - Marta Teives
6 - Joana Afonso

 

FOTOS
(de Álvaro)










































_______________________________________________________


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

BDpress #484

ENTREVISTA COM NUNO SARAIVA 
NO JORNAL PÚBLICO 
Público • Segunda-feira, 6 de Novembro de 2017

A dupla página do Público de 6 de Novembro de 2017, com uma apreciação sobre o Amadora BD 2017 e entrevista com Nuno Saraiva.

A palavra fado está hoje ligada ao infortúnio, à perda, à saudade ou à má sorte, mas na verdade a sua origem é outra. Significa 'destino', e o destino não tem de ser mau, [também] pode ser bom.


Nuno Saraiva - "Continuo a desenhar o mesmo: os amores, as mulheres, as minhas paixões"

Entrevista - Rodrigo Nogueira
Foto de Vitorino Coragem

Nuno Saraiva, vencedor do prémio de Melhor Álbum Português nos Prémios Nacionais
de Banda Desenhada do Amadora BD de 2016
, é homenageado na edição deste ano com uma retrospectiva das três décadas de trabalho de ilustração e banda desenhada. Tudo isto é Fado é, além do título da exposição, o título de um álbum e de uma série de tiras suas.


A organização do Festival de BD da Amadora optou por chamar à minha exposição Tudo isto é Fado porque, à partida, como acontece com outros livros que são premiados e dão uma exposição, o autor expõe os originais do livro destacado do ano passado. Sendo essa a ideia que me foi apresentada, comecei a vasculhar uma série de desenhos, ilustrações e bandas 'desenhadas que tinha no baú. De repente, dou por mim a descobrir umas páginas publicadas em 1987, o meu primeiro trabalho pago e publicado. Feitas as contas, fazia 30 anos.

Nunca tinha pensado nisso?

Não. Fiquei surpreendido, porque pensava que não tinha sido há tanto tempo, pensava que tinha sido, sei lá, quase há 25 anos. Dá um número redondo. Foi uma banda desenhada que foi publicada após vencer um concurso para jovens. Tinha na altura 16-17 anos, salvo erro. Venci o primeiro prémio, que dava direito a um cheque e à publicação numa revista que na altura era a mais lida de banda desenhada, o jornal da BD. Eu e o cenógrafo [da exposição] lembrámo-nos de fazer qualquer coisa que tivesse a ver, por um lado, com o meu passado e, por outro, com. o meu presente, muito ligado às Festas de Lisboa, aos arraiais, ao fado. Então mantiveram o nome Tudo Isto é Fado, não por causa do título do livro, mas porque tudo isto é um fado, é um destino. A palavra "fado" está hoje ligada ao infortúnio, à perda, à saudade ou à má sorte, mas na verdade a sua origem é outra. Significa "destino", e o destino não tem de ser mau, [também] pode ser bom.

Como era essa primeira banda desenhada?

Chama-se Ted Sponja. Era a história de um detective privado nova-iorquino dos anos 40-50, uma espécie de detective meio gangster, que estava sempre embriagado, muito inspirado nos romances policiais da época, tipo Raymond Chandler, por exemplo, ou Dashiell Hammett. Era um anti-herói.

Então, se não fosse este convite, se não tivesse ido pesquisar nos seus arquivos, nunca se teria dado conta de que fazia 30 anos de carreira?

De modo algum. Teria deixado passar. Como, de resto, tenho deixado passar tudo o que é efemérides. Não ligo muito a isso. É o tipo de coisa que me faz sentir um bocado velho.

Nunca tinha olhado para trás desta maneira?

Não, não.

Tirou algumas conclusões ou guardou algumas datas para festejar no futuro?
As datas mais importantes que desejo festejar em plenitude e sempre são as datas de aniversário da minha filha. A verdade é que ao longo de 30 anos de carreira eu posso ter evoluído, o meu traço ou o meu raciocínio podem estar mais apurados, mas houve uma única coisa que não mudou - a enormíssima dificuldade que um ilustrador, um artista plástico ligado à ilustração e à banda desenhada, tem em chegar ao último dia do mês com dinheiro suficiente para pagar uma renda e as despesas.

Desde que ganhei a independência dos meus pais, sensivelmente aos 22 anos [hoje tem 48], a verdade é que nunca falhei o pagamento no final do mês, mas é uma batalha constante. Até agora ainda não consegui chegar a um momento em que venha o dia 25 e me sinta aliviado. De certa forma, toda esta insegurança e estes desequilíbrios do ponto de vista financeiro alimentam a vontade de estar continuamente a trabalhar com força, com energia. E acho que consegui atingir algo que é muito raro um autor atingir, seja aqui ou lá fora, que é criar uma identidade própria.

Mas em termos de abordagem mudou alguma coisa? O mundo mudou muito em 30 anos.

Se olharmos para trás, para as grandes obras clássicas da antiga Grécia, da antiga Roma, chegamos à conclusão que, ao fim e ao cabo, as nossas preocupações são sempre as mesmas. É o amor, é a auto-estima, é o sucesso, é a autoconfiança. No meu caso, acho que desde que comecei a trabalhar continuo a desenhar o mesmo: os amores, as mulheres, as minhas paixões. Se calhar o traço mudou, mas as intenções são as mesmas.

Além da exposição, desenhou várias figuras da Amadora para o cartaz do festival. Como foi essa pesquisa? 
Propus uma investigação sobre a Amadora, sobre as gentes da Amadora, dentro do tema reportagem. Fui às bibliotecas, às associações recreativas, fazer um bocadinho de trabalho de arqueologia, e tentar saber quem são as·figuras que fizeram aquele território. Todos nós conhecemos relativamente bem a história das grandes cidades.

Só que as cidades da periferia são muito marginalizadas. Se calhar essa preocupação vem-me por também ser um suburbano, um filho de Almada... Mas sempre me entusiasmaram as histórias das cidades de periferia, porque são locais de abandono, de fuga, em que as pessoas procuram fugir ao barulho e ao caos de uma [grande] cidade.

Parte da exposição de Nuno Saraiva no Amadora BD deste ano - mais tarde haverá um post dedicado ao Festival...


______________________________________________________________________

domingo, 5 de novembro de 2017

401 ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA – 7 NOVEMBRO 2017 APRESENTAÇÃO DE LIVROS



401 ENCONTRO 
DA TERTÚLIA BD DE LISBOA
7 NOVEMBRO 2017

APRESENTAÇÃO DE LIVROS

  
  
  

SINtra 

SINtra é um livro de banda desenhada que resulta de um projeto com cerca de um ano e meio, nascido do argumento de Tiago Cruz e da arte de Inês Garcia.
Esta é uma banda desenhada de terror, publicada pela editora Escorpião Azul e baseada num mito/lenda da zona de Sintra e Azenhas do Mar/Praia das Maçãs.

Sinopse

Em SINtra nem tudo é o que parece. 
Quando um jovem casal de namorados decide acampar na serra de Sintra envolve-se num estranho acidente, acabando por descobrir que não estão sozinhos…
Quem habita na misteriosa serra? Talvez existam SEGREDOS que nunca devam ser revelados.
Esta é uma história sobre mistério e terror numa das serras mais mágicas de Portugal, baseada em pequenas lendas e mitos locais e com um universo repleto de criaturas fantásticas à mistura que vai colocar Alice e Daniel à prova no que parece ser a noite mais longa das suas vidas.

Tiago Cruz

Nascido em Lisboa, 1989. Licenciado em Comunicação e Artes. Desde pequeno que sempre mostrou interesse na banda desenhada, área que juntamente com os videojogos ocupou maior parte da sua adolescência e tempos livres. 
A esses gostos, mais tarde, juntaram-se também o gosto pelo Black, Doom e Death Metal, a escrita, a poesia e o terror. Actualmente trabalha como argumentista freelancer e é estagiário no Serviço Educativo da Culturgest.

Inês Garcia

Nasceu em Lisboa, em 1990. Licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, Mestre em Anatomia Artística e actualmente a frequentar o segundo ano do Doutoramento em Belas-Artes na mesma instituição. É também bolseira por parte da FCT - Fundação para a Ciência e Tecnologia.
Em termos profissionais é professora assistente na Escola Superior de Educação de Lisboa, lecionando uma disciplina que explora o universo das criaturas fantásticas e do concept art. 
A temática dos monstros, bem como o universo do sobrenatural e do terror são grandes interesses que pretende explorar em termos académicos e profissionais.


--- // ---

O TLS Series é uma colecção criada pelos membros presentes do The Lisbon Studio, marcando o regresso deste colectivo ao mundo da edição, depois da publicação da Mag#1 – The Lisbon Studio em 2010 e de 10 números da WebMag publicados online no Issue entre 2013 e 2016. 
Com mais de uma década de existência, o The Lisbon Studio surgiu como um espaço partilhado por autores que têm em comum a dedicação pela banda desenhada. Apesar da constituição dos membros do TLS se ter alterado ao longo dos anos, não só se sente a herança dos seus fundadores como a marca deixada por todos os que por aqui passaram. 

Arquitectura da memória

O retrato mais vívido do que é uma cidade acontece na banda desenhada. O paralelo estabelece-se à primeira vista: prédios com janelas, páginas com quadrados. Na relação única que se cria entre o texto e a imagem, surgem ligações em tudo semelhantes ao que sucede entre uma cidade e quem a vive, em permanência ou de passagem. 
As cidades são palcos de histórias, nem sempre passadas nas suas ruas e avenidas, becos e estradas; às vezes, acontecem dentro da cabeça dos que lá vivem, dos que a visitam, e esse interior é diferente do que seria se existisse noutra cidade. Scott McCloud ilustra assim a coisa: para além do que conseguimos observar espreitando pelas janelas dos prédios, há todo um entretanto que se desenrola no espaço entre elas. Igual na BD: se num quadrado temos um machado sobre uma cabeça, e no seguinte temos um corpo decapitado, é o observador que tira as suas conclusões. As cidades, como as histórias, não são nada sem a cumplicidade de quem supõe esses entretantos. 
É lícito dizer que as histórias são feitas da mesma substância que as cidades: há uma arquitectura de memórias trazidas para o papel, estruturas de fundações mais profundas que as dos prédios. A cidade está em constante mutação, e as memórias, aparentemen- te fixas em tinta, mudam de acordo com quem as lê, quem as interpreta. Uma história passada numa cidade muda tantas vezes quantas as que é contada, sendo que é contada de cada vez que é lida. 
O Princípio da Incerteza de Heisenberg, usado para descrever a relação subatómica entre o observador e as partículas observadas, é tão ou mais verdadeiro na relação do Homem com a Cidade. Existe uma super simetria gritante, em que as cidades são o que delas fazemos, e nós somos o que as cidades fazem de nós. Uma circularidade de causa e efeito, ovo que gera galinha que gera ovo. Da distância (esse entretanto) que vai dos homens que as construíram aos que nelas vivem, nascem as histórias. 
As cidades podem ser do tamanho de um T0 ou do céu que as sustenta (sim, as cidades começam por ser sustentadas pelo céu, e só depois pelo terreno em que assentam), como na Muralha do Filipe Andrade. A mais íntima das relações que com elas se estabelece pode surgir na sequência da descoberta serena de um quotidiano, como nas 24 Horas da Dileydi Florez. O Rasto do Fantasma, da Marta Teives e do Pedro Moura, revela a cidade como palco de avanços e retrocessos, de reencontros e despedidas adiadas. Um labirinto cheio desses becos sem saída que são os arrependimentos, como no Quiosque da Joana Afonso; uma rotunda em que todas as saídas conduzem a si própria, como em Oumun The Revenge, do João Tércio (ou não fosse esta uma história de vingança). 
É no contraste entre a vivência nocturna, dionísiaca e excessiva, e a responsabilidade imposta e diurna, que a Cid Hades do Gonçalo Duarte descobre o absurdo da dita normalidade. E Os Muros de Terrea do Ricardo Cabral ilustram de forma impiedosa o vazio da cidade que se fecha em si mesma em virtude do medo. 
Todas estas cidades, reais e imaginárias, são tão verdadeiras como as feitas de metal e betão. Existem no espaço entre os autores e os leitores, são histórias que vivem nesses entretantos. Memórias partilhadas, que se transformam com a partilha; exorcismos e celebrações, janelas para o interior de cada um de nós, porque as cidades – e a banda desenhada – também são espelhos que reflectem a distância entre o que somos e o que gostaríamos de ser, entre o que fomos e o que podemos vir a transformar-nos. 
Neste livro, todas as esquinas trazem memórias de um futuro possível. 

Filipe Homem Fonseca

Falar sobre o silêncio...

Quando o próprio universo conhecido é uma máquina que vibra na sua particular frequência ininterrupta, qual cósmica lira monocórdica.

É engraçado, e historicamente compreensível, que tal palavra tenha eclodido no sítio mais barulhento do universo conhecido. 

No princípio não era o verbo.

É provável que a invenção de tal palavra tenho ganho uma especial ênfase aquando da invenção de um algarismo de nome “Zero”. A participação de um número que representa a ausência de números na grande festa da matemática trouxe qualquer coisa de místico para a grande rambóia da inteligência humana. O grande silêncio de Deus que, multiplicado por todos os que o escutaram e escutam, resulta de novo em Zero, foi e é a fonte de inúmeras interpretações, das mais doces às mais selváticas, poéticas, serenas, sangrentas. 

É, de facto, um conceito muito barulhento. Qualquer coisa como “Much ado about nothing”.

Daí que seja bom trazer o conceito para uma acepção menos absoluta e mais relativa: que é o que muito boa gente tem feito com os conceitos que se referem, no fundo, a coisas com revestimentos metafísicos, nos últimos 500 anos.

A grande e inabalável ausência de ruído, podemos supôr, é a total ausência de percepção, o desmanchar da máquina dos sentidos, a morte. Assim, onde o silêncio está, nós não estamos.

E é precisamente sob este aspecto que ele entra fulgurante nas nossas vidas!

Para nós, bichos, a ausência de respostas ou de sinais que sirvam as nossas necessidades, transforma-se numa espécie de silêncio particular: o medo. Sendo o medo a movimentação inaudível de toda a espécie de predadores e ameaças que cresce dentro de nós. E o amor é... (oh! Finalmente a resposta certa para ganhar o peluche gigante!) a ausência do medo. 

Para nós, aqui na Terra, há o silêncio do medo e o silêncio da paz. 
Para cada um, o silêncio da sua sorte. 

JP Simões

_______________________________________________________________

domingo, 29 de outubro de 2017

Gazeta da BD #84 - na Gazeta das Caldas 27Out2017


Gazeta da BD #84 - 27/10/2017

Heróis da BD Portuguesa – 12

ARNALDO O PÓS CATALÉPTICO 
DE JÚLIO PINTO E NUNO SARAIVA

Nada mais apropriado do que apresentar Arnaldo, o Pós Cataléptico, de Júlio Pinto (1949-2000) no argumento e Nuno Saraiva no desenho, quando este último será o autor em destaque no Amadora BD deste ano – de 27 de Outubro a 12 de Novembro – por ter conquistado o prémio de melhor álbum no Festival do ano passado, com Tudo Isto é Fado, sobre o qual escrevemos aqui na Gazeta da BD #64.

Temos, evidentemente que fazer uma referência ao argumentista, Júlio Pinto, falecido em 2000, com apenas 51 anos e que escreveu os textos para três dos livros mais emblemáticos de Saraiva, Filosofia de Ponta (1995-99), Arnaldo... (1999) e A Guarda Abília (2000).

Ora Júlio Pinto Iniciou a actividade política em finais dos anos 60 do século XX, vindo a aderir ao PCP, de que foi funcionário na clandestinidade. Desertor da guerra colonial, viria a ser preso e enviado para o forte da Trafaria, de onde fugiu durante uma saída precária. Após o 25 de Abril, fez parte do gabinete de Correia Jesuíno (ministro da Comunicação Social) durante os governos provisórios de Vasco Gonçalves. Em 1981 foi expulso do PCP devido a uma crónica de solidariedade com os ex-dirigentes do PRP, Carlos Antunes e Isabel do Carmo que se encontravam presos e em greve de fome. Colaborou entretanto com uma série de jornais e fundou e dirigiu o semanário satírico O Inimigo (1993-1994). Júlio Pinto era um homem corrosivo, falava muito e uma vez definiu-se como sendo “sem paciência para a esquerda mansinha, toda cheia de pruridos e de boas maneiras burguesas. Sou um simples liberal de extrema-esquerda. Não se pode ser de meia esquerda. Chateiam-me um bocado os gajos que são de esquerda moderada". Pronto, era assim e morreu no ano seguinte, sempre a afirmar coisas deste género...

Júlio Pinto, durante o Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada, na Standard Eléctrica...

Já Nuno Saraiva, frequentou os cursos de Design do IADE e das Belas Artes. Na década de 80 iniciou a sua actividade como ilustrador de livros de BD e extensa colaboração como ilustrador e autor de BD para a imprensa. Venceu o Prémio Navegadores Portugueses em 1988, com a história Os Dias de Bartolomeu. Obteve vários troféus para melhor livro e melhor desenhador atribuídos no Amadora BD. E é docente de BD e ilustração do Ar.Co desde 2000. Tem doze álbuns de BD publicados e numerosas histórias dispersas por quase todos os jornais portugueses e participações em várias edições colectivas.

Nuno Saraiva

Quanto a Arnaldo, o Pós Cataléptico, do grego kataleptikós – aquele que sofre de catalepsia – um estado mórbido, ligado à auto-hipnose ou à histeria, caracterizado pela suspensão, de duração variável, da inteligência e dos movimentos voluntários, com tensão e contração muscular, insensibilidade total e respiração superficial, quase imperceptível. A dada altura, em Lisboa, Outubro de 1997, quando o PS está no governo, Vale e Azevedo foi eleito para a presidência do Benfica e Pedro Abrunhosa canta "Se eu fosse um dia o teu olhar", Arnaldo F. acorda do estado cataléptico onde permaneceu durante 22 anos (após ter sido lançado ao Tejo no "Verão Quente" de 1975). O que este maoista vai encontrar só poderia levá-lo a confundir a realidade: fragmentos de tempos que se modificaram, mas acima de tudo, um mundo em que acordou e que não compreende, e onde vai descobrir que antigos camaradas do partido estão no governo ou que as únicas bandeiras vermelhas erguidas são as do Benfica.

É assim o início de Arnaldo, o Pós-Cataléptico, série que para os seus autores se tornava uma vez mais a hipótese de jogar com os desajustes de linguagens. Ou seja, continuando o que havia sido em anteriores obras, uma veia irónica para histórias que eram quase sempre um decalque paródico da realidade portuguesa. Ao transpor essa realidade aquando da sua pré-publicação no semanário O Independente, Arnaldo, permitia mostrar o traço elegante e modernista mas algo retorcido de Nuno Saraiva e um olhar para além das convenções.

Nuno Saraiva diria em entrevista que "hoje em dia é tudo cheio de artifícios de sedução e claro que isso passa pelas palavras que cada um usa. É tudo mais maquiavélico – já não temos somente corpo mas também uma imagem".

É sempre uma questão de corpo, a mesma que também volta a subsistir em Arnaldo... É depois de ressuscitar do seu sono cataléptico que descobre que a sua irmã tem um PC em casa; afinal, tratava-se de um computador pessoal, e não de um membro do Partido Comunista Português, como a príncipio pensou. Quando sai para as ruas de Lisboa, para seu espanto, vê a sede do partido transformada num banco. Desiludido, entre outras situações não menos caricatas decide lançar-se ao mar. Só que é salvo por Cláudia de Calcutá, esposa de um agente do SIS viciado em escutas telefónicas.

Mas as revoluções já não existem em lado nenhum e a nostalgia acaba por torná-lo "num herói equivocado", salienta Júlio Pinto. "Porque perdeu um mundo, por impossibilidade de comparência, o que o torna um herói kitsch e desfazado da realidade". Contudo outras e mais extraordinárias situações vão desenrolar-se a um ritmo verdadeiramente caótico: desde o rapto do sociólogo João Carlos Espada até uma passagem por Timor, com Arnaldo a juntar-se à guerrilha de libertação...

ATENÇÃO

A DIRECÇÃO DA GAZETA DAS CALDAS DISPONIBILIZOU 15 EXEMPLARES DESTE NÚMERO DO JORNAL, PARA SER OFERECIDO NO 28º AMADORABD 2017.
ESTARÃO À DISPOSIÇÃO DE EVENTUAIS INTERESSADOS, PARTIR DE DIA 1 DE NOVEMBRO, NA RECEPÇÃO DO FESTIVAL!!!

VÃO ESTAR TAMBÉM À VENDA EXEMPLARES DO BDjornal #30 (e último) DEDICADO A NUNO SARAIVA, NO STAND DA POLVO EDITORA!!!

_____________________________________________________________________

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Programa do 28º Amadora BD - 2017


O 28º AMADORA BD – 2017 
INICIA-SE HOJE

TODO O PROGRAMA

EXPOSIÇÕES DO 28º AMADORA BD 2017

FÓRUM LUÍS DE CAMÕES
GALERIA MUNICIPAL ARTUR BUAL – CASA APRÍGIO GOMES
FIAT MOTOR VILLAGE
FNAC ALFRAGIDE
RECREIOS DA AMADORA
BEDETECA DA AMADORA
CASA ROQUE GAMEIRO

EXPOSIÇÃO CENTRAL – CONTAR O MUNDO 

A reportagem em banda desenhada 

Gabriel García Márquez chamou ao jornalismo a melhor profissão do mundo. O ofício de analisar, questionar e decifrar a realidade continua a ser um trabalho essencial em qualquer sociedade e a reportagem persiste como o género onde esse trabalho pode fazer-se com um fôlego mais largo, um olhar com múltiplos ângulos, uma procura dedicada das histórias e dos momentos que definem uma história maior. A linguagem da banda desenhada é uma das ferramentas possíveis para esse trabalho. Não será o mais reconhecido, ou o mais óbvio, mas as últimas décadas têm mostrado uma vitalidade assinalável desta relação. Nesta exposição pretendemos mostrar como a banda desenhada responde de modos diversos e com soluções criativas às necessidades de um género jornalístico concreto (mesmo quando lhe empurra os limites em direcções menos canónicas).

Colaboração Museu de BD de Angoulême e Museu de Cartoon Israelita
Comissariado: Sara Figueiredo Costa
Projeto e execução de cenografia: Catarina Pé-Curto, Alice Prestes e Filipa Sabala

EXPOSIÇÕES - TUDO ISTO É FADO, DE NUNO SARAIVA


Autor Português em Destaque
Prémio Nacional de BD 2016 – Melhor Álbum Português

Vencedor do Prémio Melhor Álbum Português de Banda Desenhada de 2016, com Tudo Isto é Fado, Nuno Saraiva é o autor português em destaque nesta edição.
Tudo Isto é Fado, edição conjunta da EGEAC/Museu do Fado e Semanário Sol, consiste num conjunto de curtas histórias, escritas e desenhadas pelo autor, que prestam homenagem ao universo do fado e às suas personalidades mais marcantes. Exposição dedicada não só ao processo criativo deste álbum mas também aos 30 anos de carreira do autor.

Projeto e execução de cenografia: Carlos Farinha

EXPOSIÇÕES - REVISÃO – BANDAS DESENHADAS DOS ANOS 70, DE COLECTIVO DE AUTORES


Prémio Nacional de BD 2016 : Prémio Clássicos da 9ª Arte

“Visão” foi uma revista improvável que fez rutura com a banda desenhada tradicional portuguesa e que se apresentava nas bancas com cores brilhantes e temáticas políticas. Para comemorar os seus 40 anos de história, surge “Revisão” que, não tendo como objetivo ser um compêndio de tudo, recupera um conjunto de bandas desenhadas esquecidas dos anos 70. Esta exposição não pretende ser uma mostra de todos os autores da década de 70, ela resulta da colaboração de alguns autores que cederam as obras.

Colaboração de Marcos Farrajota (Chili com Carne)
Projeto e execução de cenografia: Sara de la Féria

EXPOSIÇÕES - TETO DA BIBLIOTECA, DE RUI PIMENTEL


Rui Pimentel é arquitecto de formação mas cedo começou a colaborar em diversas publicações, ficando conhecido do grande público através do trabalho feito n’O Jornal e na Revista Visão. Pimentel expõe regularmente nacional e internacionalmente, tendo já recebido diversos prémios pelo seu trabalho, incluindo pela Amadora BD.

A exposição surge da vontade do próprio autor em mostrar ao público o trabalho que realizou propositadamente para decorar o teto em caixotão da sua biblioteca particular.

Algumas personagens fazem-se acompanhar das suas obras mais relevantes mas, no caso particular da BD, Rui Pimentel optou pela representação das personagens mais marcantes em vez de representar os seus autores

Design Gráfico: V-A

EXPOSIÇÕES - O RIO SALGADO, DE JAN BAUER


Jan Bauer (Preetz, Alemanha, 1976) cursou Ilustração na Universidade de Ciências Aplicadas de Hamburgo e Animação no Queensland College of Art, em Brisbane. Durante os seus estudos especializou-se como pintor de paisagens, voltando-se depois para o cinema de animação. A partir de 2002 começa a trabalhar como ilustrador freelancer, designer, argumentista e realizador e aparece ligado à produção de numerosos filmes publicitários em animação, curtas e longas-metragens, e séries. Foi também professor. Bauer apresenta-se como um fã de desportos de exterior, sempre pronto a afrontar os desafios da natureza. A sua paixão por viagens é tratada em “O rio salgado” (Polvo, 2017), romance gráfico de estreia, que conta uma história de amor terno e inesperado, magnificamente enquadrada por espetaculares paisagens, que transportam o leitor ao fim do mundo, num périplo de quatrocentos e cinquenta quilómetros a pé através do coração escaldante da Austrália. Vive em Hamburgo.

Colaboração de Rui Brito (Polvo)
Projeto e execução de cenografia: Cristiana Fernandes

EXPOSIÇÕES - O ESPÍRITO DE WILL EISNER


O legado duradouro de Will Eisner (1917-2005) não está a ser sobrestimado, sendo ele conhecido como o “arauto da novela gráfica”. A sua forma inovadora de contar histórias, o traço e o desenho na série lendária The Spirit (1940-1952) inspirou nos jornais toda uma geração de cartoonistas. A sua série, aclamada de mais de vinte e cinco livros e novelas gráficas que começou em 1978 com A Contract with God, ajudaram a estabelecer o género.

Esta exposição contém desenhos originais de Eisner, selecionados especialmente para o Festival AmadoraBD pelos curadores Denis Kitchen e John Lind, a partir das exposições paralelas da emblemática Will Eisner Centennial Celebration no Museu de Banda Desenhada de Angoulême e da exposição da Society of Illustrations ocorrida em Nova Iorque no início de 2017.

Co-comissariado: Denis Kitchen e John Lind
Projeto e execução de cenografia: Rui Horta Pereira

EXPOSIÇÕES - JACK KIRBY – 100 ANOS DE UM VISIONÁRIO


Apelidado de “The King” por Stan Lee, o autoproclamado “Pai da Marvel”, Jack Kirby viveu demasiado tempo na sombra do seu famoso e quase omnipresente ex-editor. Agora, no centenário do nascimento de Kirby, o Amadora BD presta a sua homenagem ao maior criador de universos da história da BD americana. O homem que, ao longo de quatro décadas, foi revolucionando a forma de contar histórias, criando ou cocriando milhares de personagens, muitas das quais povoam na atualidade o imaginário popular e mediático graças a múltiplas adaptações ao cinema, com destaque para o universo cinemático da Marvel.

Comissariado: Mário Freitas
Projeto e execução de cenografia: Susana Vicente

EXPOSIÇÕES - MARIA!…, DE HENRIQUE MAGALHÃES


Prémio Nacional de BD 2016 : Melhor Álbum de Tiras Humorísticas

Henrique Magalhães nasceu na Paraíba, estado do Nordeste do Brasil, em 1957. Em 1975 criou a personagem de Banda Desenhada “Maria”, que foi publicada durante vários anos em tiras diárias nos jornais locais, além de revistas e álbuns. “Maria” notabilizou-se pela crítica aos desmandos do poder autoritário que se instalou no Brasil entre as décadas de 1960 e 1980. Se inicialmente era uma solteirona em busca de companhia, a pouco e pouco foi-se posicionando contra a ditadura militar, o cerceamento das liberdades políticas, a censura e os costumes arcaicos que estruturavam uma sociedade machista, racista, homofóbica e conservadora. Em 2016, com “Seu nome próprio… Maria! Seu apelido Lisboa” (Polvo), vence o Prémio Nacional de Banda Desenhada, na categoria de “Melhor Álbum de Tiras Humorísticas”.

Colaboração de Rui Brito (Polvo)
Projeto e execução de cenografia: Rui Mecha

EXPOSIÇÕES - FÓSSEIS DAS ALMAS BELAS, DE MÁRIO FREITAS

Ilustração de Sérgio Marques

Prémio Nacional de BD 2016: Melhor Argumento Para Álbum Português

Mário Freitas é um multi-nomeado argumentista e editor de banda desenhada, com um cunho irreverente e iconoclasta, que gosta de revisitar figuras e acontecimentos históricos. Com desenhos de Sérgio Marques, “Fósseis das Almas Belas” tem a capacidade de mitificar a história portuguesa na época dos descobrimentos, através da relação que se estabelece entre um pai e os seus dois filhos.

Projeto e execução de cenografia: Susana Lanceiro e Joana Bartolomeu

EXPOSIÇÕES - TRAÇOS E INSPIRAÇÃO: 
A PRESENÇA PORTUGUESA NO MERCADO NORTE-AMERICANO DE BD

Vennon de Jorge Coelho, sob argumento de Cullen Bunn

Foram muitos os que cresceram a ler “comics” em Portugal nos anos 80 e 90, os ditos “formatinhos” que inundavam o nosso mercado vindos do Brasil. Alguns até sonhavam em um dia poder escrever ou desenhar histórias com algumas destas imortais personagens. Se na altura a ideia parecia impossível de concretizar, hoje em dia, graças ao árduo percurso de alguns dos mais talentosos e trabalhadores ilustradores portugueses que desbravaram caminho, essa “impossibilidade” foi ultrapassada de forma significativa. Enaltecemos nesta exposição o trabalho destes incansáveis que levam a nossa arte a todo o mundo de forma tão virtuosa.

Comissariado: Bruno Caetano
Projeto e execução de cenografia: Susana Vicente

EXPOSIÇÕES - O CRONISTA MARCELLO QUINTANILHA


Nascido em Niterói, Brasil, em 1971, Marcello Quintanilha mostra-nos nesta exposição alguns dos seus trabalhos mais representativos. “Fealdade de Fabiano Gorila” (Polvo, 2016) conta-nos uma história baseada na vida do seu pai, que foi jogador de futebol de várias equipes da sua cidade natal na década de 1950. Foi com este livro que se tornou conhecido no seu país. “O ateneu” (Polvo, 2017), mostra-nos a sua faceta de adaptador, com a magistral passagem a Banda Desenhada do romance do escritor Raul Pompeia (séc. XIX). “Tungsténio” (Polvo, 2015) é o seu trabalho mais conhecido, premiado e traduzido. Relata-nos uma história que cruza os destinos de um sargento reformado do exército, de um jovem traficante, de um polícia sem escrúpulos e da sua mulher. Um filme está a ser feito no Brasil, baseado no livro. “Talco de vidro” (Polvo, 2015) é brutal na forma como nos exibe a saga de Rosângela e vem apenas confirmar Quintanilha como um dos grandes autores mundiais da actualidade. Finalmente, “Hinário Nacional” (Polvo, 2016) é uma colectânea de histórias curtas que representam aspirações e desejos humanos.

Colaboração de Rui Brito (Polvo)
Projeto e execução de cenografia: Rui Mecha

EXPOSIÇÕES - TORMENTA, DE JOÃO SEQUEIRA


Prémio Nacional de BD 2016 : Melhor Desenho Para Álbum Português

“Tormenta” é um álbum de banda desenhada que pretende ser um ensaio sobre o tempo, o silêncio e a aceitação. É um livro sem legendas mas com muito para ler, ao qual temos vontade de voltar regularmente. A mestria de João Sequeira com o pincel volta a ser evidenciada através dos contrastes absolutos e da exploração de sombras e texturas. O trabalho do autor contribui assim para acentuar o impacto emocional desejado.

Projeto e execução de cenografia: Teresa Cardoso e João Nogueira

EXPOSIÇÕES - MADGERMANES, DE BIRGIT WEYHE


Prémio “Max and Moritz” no Festival de Erlangen

“O que constitui a fonte das memórias?” É esta a pergunta que serve de ponto de partida para o livro de Birgit Weyhe’s, Madgermanes, galardoado com o prémio “Max und Moritz” no Erlangen International Comic Salon 2016. As três histórias que fazem parte do livro de Birgit Weyhe são de natureza ficcional, contudo, apresentam momentos da vida real provenientes de memórias que a autora registou num estilo de diário, documental, parecendo cartas enviadas para uma casa distante. O prémio “Max und Moritz” apresentado pela cidade de Erlangen, é o prémio mais importante para a literatura gráfica no universo alemão. É entregue bianualmente em diferentes categorias por um júri de profissionais independentes durante a Erlangen International Comic Salon e, desempenha uma função fundamental no reconhecimento da banda de desenhada como arte.

Projeto e execução de cenografia: Teresa Cardoso e João Nogueira

EXPOSIÇÕES - MANA, DE JOANA ESTRELA


Prémio Nacional de BD 2016: Melhor Desenhador Português de Livro de Ilustração

Inspirado na relação que Joana Estrela tem com a irmã três anos mais nova, “Mana” surge como uma carta que uma irmã mais velha escreve à sua irmã mais nova, cheia de queixas e lamúrias sobre o comportamento desta. Visualmente cheia de detalhes que remetem para a infância, a história relata episódios com os quais todos os irmãos se podem facilmente identificar – livros riscados e brinquedos partidos – que no decorrer da narrativa dão lugar à partilha carinhosa do dia-a-dia, dos objetos e dos sentimentos.

Projeto e execução de cenografia: Catarina Pé-Curto, Claudia Gaudêncio

EXPOSIÇÕES - O MEU IRMÃO INVISÍVEL, DE ANA PEZ


Prémio Nacional de BD 2016: Melhor Desenhador Estrangeiro de Livro de Ilustração

Ana Pez gosta de experimentar diversas técnicas e formatos nos seus livros e “O meu Irmão Invisível” não é exceção. Escolhendo entre usar ou não os óculos que acompanham o livro, este conta-nos duas histórias diferentes: o mundo como o conhecemos e uma realidade paralela. Um exercício de genuína criatividade premiado internacionalmente.

Projeto e execução de cenografia: Teresa Cortez

EXPOSIÇÕES - ANO EDITORIAL PORTUGUÊS 2016-2017

A leitura é um espaço privilegiado em que se nutre o caminho para uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. Celebremos por isso os espaços em que ela tem lugar, refletindo a cada vez maior variedade da oferta.

Na banda desenhada há sobretudo um aumento dos públicos-alvo, englobando áreas de interesses que haviam sido relativamente negligenciados até recente. Há mais livros para o público mais jovem, o público mais maduro, o público feminino.

O escopo temático dos álbuns ilustrados para a infância também tem aumentado de forma corajosa, enfrentando-se questões necessárias de debater com os cidadãos do futuro.

Co-comissariado: Sandy Gageiro e Pedro Moura
Design gráfico: V-A

FERNANDO RELVAS: RETROSPETIVA/OUTRA PERSPETIVA
Galeria Municpal Artur Bual


Exposição retrospetiva do autor Fernando Relvas, com pranchas originais, esboços e estudos de personagens e impressões dos trabalhos digitais mais recentes, integrada no 28º Amadora BD – Festival Internacional de Banda Desenhada. A exposição é comissariada por João Miguel Lameiras.

28 Out. a 12 Nov.
3ª a domingo: 10h00 às 18h00
Incluindo feriado

EXPOSIÇÕES - CIDADES, THE LISBON STUDIO


“É lícito dizer que as histórias são feitas da mesma substância que as cidades: há uma arquitetura de memórias trazidas para o papel, estruturas de fundações mais profundas que as dos prédios. A cidade está em constante mutação, e as memórias, aparentemente fixas em tinta, mudam de acordo com quem as lê, quem as interpreta. Uma história passada numa cidade muda tantas vezes quantas as que é contada, sendo que é contada de cada vez que é lida…” – do prefácio de Filipe Homem Fonseca.

3ª a 6ª feira – 10h00 às 18h00
Sábado – 10h00 às 12h30 e 13h30 às 18h00

EDITORES E LIVREIROS PRESENTES

Planeta DeAgostini - Goody - Comic Heart - Arte de Autor - Âncora - Polvo - KingPin Books - Levoir - Chili com Carne - G Floy - Devir - Dr. Kartoon - Leya

VER TAMBÉM AQUI OUTROS PORMENORES DA PROGRAMAÇÃO 
POR GERALDES LINO: 


__________________________________________________________________

 
Locations of visitors to this page