terça-feira, 14 de maio de 2019

OUTCAST volume 5 O Novo Caminho Invasão

OUTCAST 
volume 5
O Novo Caminho
e
Invasão 

VOLUME DUPLO 


Argumento de Robert Kirkman, ilustração de Paul Azaceta

A nova série de terror do criador de THE WALKING DEAD.

Texto do editor:

Os acontecimentos vão suceder-se a um ritmo tremendo, e muitas surpresas aguardam Kyle Barnes, que começa a descobrir a fonte verdadeira do seu poder sobre o adversário... e que vai ter de enfrentar algo para o qual já não estava preparado: a esperança! Com novos aliados, e muitos inimigos, começa guerra contra as forças demoníacas que infestam Rome, na Virgínia Ocidental. O penúltimo volume (agora em formato duplo) de uma das mais inquietantes e viscerais séries de terror da banda desenhada actual.

Robert Kirkman é um dos mais influentes criadores de comics actual, e um dos cinco partners da Image - o único que não é um dos fundadores. Kirkman é mundialmente famoso pela série The Walking Dead. Paul Azaceta, o desenhador de Outcast, é um artista cujo estilo simples, directo e arrojado, já ilustrou séries como Demolidor, Punisher Noir, Homem-Aranha e outras. O trabalho de Azaceta pode também ser visto no excelente romance policial noir Potter’s Field: O Cemitério dos Esquecidos (com argumento de Mark Waid), também editado pela G. Floy. E todos os contrastes fortes do desenho de Azaceta são tremendamente realçados pelas cores magníficas de Elizabeth Breitweiser, talvez uma das melhores coloristas da actualidade, que consegue gerar um ambiente ao mesmo tempo inquietante e sinistro, mas sem cair em tons sempre escuros.

A série aproxima-se da sua recta final. Para este final, a G. Floy optou por lançar volumes duplos, que recolhem dois trades originais num só livro, desta feita juntando os volumes 5 (A New Path) e 6 (Invasion). A série terminará no número 48, neste momento nos EUA já saiu o #42, ou seja, a série original está a um trade do final. O volume 6 da edição portuguesa (correspondente aos volumes 7 e 8 da edição americana original) está programado para inícios de 2020. A série acabará nos EUA no Natal.

OUTCAST volume 5: O Novo Caminho / Invasão
Reúne os #25 a #36 da série original de Outcast (correspondentes aos volumes 5 e 6: The New Path e Invasion).
Álbum, formato comic, 248 pgs a cores, capa dura.
PVP: 24€











sábado, 11 de maio de 2019

THE WICKED + THE DIVINE Volume 3: SUICÍDIO COMERCIAL


THE WICKED 
THE DIVINE 
Volume 3: SUICÍDIO COMERCIAL 

Argumento de KIERON GILLEN 
e ilustração de UM MONTE DE ILUSTRADORES FABULOSOS

TEXTO DA PROMOÇÃO:

Não é por seres imortal que vais viver para sempre...

A cada noventa anos, doze deuses aceitam reencarnar em forma humana. São carismáticos. São amados. São odiados. E morrem passados dois anos. E está tudo a acontecer agora. A acontecer de novo. Depois dos acontecimentos quase cataclísmicos que atingiram os deuses-estrelas-pop, estes têm de se refugiar nas sombras para evitar que os seus segredos se dispersem pelo mundo. Mas os leitores descobrirão esses segredos pelas mãos dos criadores da série, Kieron Gillen e Jamie McKelvie, acompanhados neste volume por um elenco fabuloso de ilustradores convidados.

A série continua da única maneira que sabe continuar: mais negra, mais estranha, mais rápida. Mas não se preocupem. Vai ficar tudo bem.

The Wicked + The Divine é uma das mais fascinantes séries independentes dos comics actuais, e uma das mais populares. Criada pelo escritor Kieron Gillen, tornou-se num fenómeno de vendas nos EUA. Neste volume, Gillen é secundado por um grupo estonteante de ilustradores, um para cada capítulo do volume, cada um dos quais se foca numa das divindades do Panteão e nos revela alguns dos segredos e das motivações por trás das suas personalidades e passados. O estilo de cada ilustrador complementa a divindade cujo passado se explora, com o talento de Matthew Wilson, Kate Brown, Tula Lotay, Stephanie Hans, Leila Del Luca e Brandon Graham a criar uma paleta de cores, explosões, fugas e conspirações e combates, que irão surpreender o leitor, especialmente com a revelação final de quem matou Lúcifer e o juiz no primeiro volume. Agora estamos prontos para o volume quatro, onde se encerra o primeiro grande arco de história da série: Estará Perséfone viva? Mais importante, estará viva por mais de uma noite? Quem será o vilão, e que deuses estarão com ele e contra ele?

“Adoro a maneira como o Kieron Gillen está lentamente a preparar aquilo que parece ser um confronto inevitável entre o Panteão e Ananke, cujas motivações continuam a ser satisfatoriamente obscuras.”

Andre Habet, Comic Bastards

The Wicked + The Divine ganhou o Prémio de Melhor Comic nos British Comic Awards de 2014, e foi nomeada para três Prémios Eisner em 2015, Melhor Nova Série, Melhor Capa e Melhores Cores, em 2018 para Melhor Série, e em 2019 para Melhores Cores.

O volume 4, Crescendo de Acção, está programado para Setembro.

The Wicked + The Divine vol. 3: Suicídio Comercial
Reúne os #12-17 da série original de The Wicked + The Divine
Álbum, formato Comic deluxe, 192 pgs a cores, capa dura. PVP: 17€
ISBN: 978-84-16510-95-5



















sexta-feira, 10 de maio de 2019

SPIROU UM HERÓI DIFERENTE DE TODOS OS OUTROS

Recorte do jornal Público de 20 de Abril de 2014
SPIROU
UM HERÓI DIFERENTE DE TODOS OS OUTROS 

COM O JORNAL PÚBLICO 

A génese dos heróis de banda desenhada tem, por vezes, características peculiares. A de Spirou está nessa categoria.

A meio da década de 1930, quando os ecos da Primeira Guerra Mundial, com os seus muitos milhões de vítimas mortais nas trincheiras, ainda não se tinham dissipado, e outra guerra global germinava na Alemanha, o francês Robert Velter (1909-1991) ganhava modestamente a vida como animador a bordo do transatlântico "ile-de-France", depois de ter começado como "groom" ao serviço dos navios que garantiam as ligações entre a Europa e a América do Norte.

Numa dessas travessias conheceu Martin Branner, desenhador e argumentista norte-americano que criou a série Winnie Winkel. Velter mostrou-lhe alguns desenhos pessoais e tornou-se assistente do americano. Passa dois anos nos Estados Unidos e regressa a França em 1936, onde inicia carreira como autor de bandas desenhadas.

Dois anos depois surge a grande oportunidade da sua vida, quando o editor belga Jean Dupuis o desafia a criar uma personagem – o objectivo era rivalizar com Tintin, aparecido em 1929 – para uma revista que estava prestes a lançar. Assim surge Spirou, o jovem herói de cabelo ruivo, fato vermelho com botões dourados e chapéu redondo,em homenagem aos seus tempos de juventude.
As primeiras aventuras são, como sublinha Henri Filippini, crítico francês de BD, "simplistas, engraçadas e ingénuas". A guerra chega entretanto e Velter, que assinava com o nome artístico de Rob-Vel, não tem tempo para desenvolver a sua criação. É feito prisioneiro pelos alemães em 1940 e será Jijé (1914-1980) a assegurar a obra durante cerca de um ano. Rob-Vel ainda volta a dar vida a Spirou entre 1941 e 1943, mas neste último ano decide vender os direitos da sua criação à editora Dupuis.

Até 1946 é Jijé quem, de novo, alimenta a série, mas um irreprimível desejo de correr mundo leva-o a pedir ao jovem Franquin (1924-1997) que o substitua. Assim acontece e a primeira aventura de Spirou desenhada por Franquin vê a luz do dia em L:Almanach Spirou 1947, distribuído em Dezembro de 1946. Tem deste modo início a "idade de ouro" de Spirou, em tudo tributária da fabulosa criatividade e perfeccionismo de André Franquin. É essa fase que a presente colecção do PÚBLICO, desenvolvida em parceria com as Edições Asa, homenageia através de uma série de 11 álbuns duplos com as histórias desenhadas e escritas pelo artista belga (algumas com a colaboração de outros nomes de primeira linha da BD franco-belga: Greg, Jijé, Will, Roba e Rosy).

Não tendo criado a figura de Spirou nem o seu inseparável esquilo Spip, Franquin teve talento e capacidade para levar a série ao máximo expoente criativo, caracterizado por uma ironia total e um humor sem fronteiras, num registo que continua a ser o da pura aventura.

Jijé já tinha dado ao herói um companheiro, o colérico jornalista Fantásio, mas a galeria de personagens seria consideravelmente enriquecida, a partir de 1951, por Franquin.

A ele se devem as geniais figuras de Pacómio Hegésipo, Adelardo, Ladislau de Champignac, conde e micólogo; o vilão Zantáfio, o ambicioso e sem escrúpulos primo de Fantásio; Zorglub, megalómano e ignóbil criminoso; Seccotine, repórter enérgica e ambiciosa que deixa frequentemente Fantásio à beira de um ataque de nervos; e, acima de todos, o inefável Marsupilami –uma adorável criatura de pelo amarelo e bolas pretas com uma temível cauda de vários metros – que Spirou e Fantásio capturam na floresta tropical no ano de 1952.

Num punhado de aventuras, Franquin consegue criar um universo muito coerente, onde não falta uma decoração de interiores que o crítico Claude Moliterni define como "em estilo 'átomo"', arquitecturas futuristas e invenções como a "turbotracção", que aplica na construção do turbomóvel em que se deslocam os dois heróis.

Mas tudo tem um tempo.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

INDEH UMA HISTÓRIA DAS GUERRAS APACHE - UM LIVRO FABULOSO


INDEH
UMA HISTÓRIA DAS GUERRAS APACHE
De Ethan Hawke (argumento) e Greg Ruth (ilustração)
Edição G.Floy 

Mais uma surpresa editorial na área da banda desenhada, este romance gráfico Indeh, de Ethan Hawke e Greg Ruth! Desta vez numa edição da G.Floy. Não só pelo luxuoso volume de 240 páginas, com o formato de 222 x 283 x 24 mm, encadernado com capa dura, mas também e sobretudo, pela qualidade da impressão, difícil de conseguir devido às várias tonalidades dos cinzas e pretos do desenho portentoso de Greg Ruth, com um traço vivo e contrastante nos primeiros planos, esfumando-se nos planos seguintes, mas sem nunca perder os pormenores. O desenho parece-me realizado com lápis de carvão, complementado em alguns casos com tinta negra. Excelente!!! O preço, 22,00 €!

Deixo aqui um comentário de José Ruy sobre a técnica de desenho de Greg Ruth:

"Concordo que este trabalho de desenho é excelente, como o meu amigo afirma. Mas parece-me ser realizado com caneta Flow-Master. No último desenho publicado neste post, a cabeça do cavalo e as roupagens são conseguidas com «traços» em estrias, que são muito próximos a esta caneta. Tem um depósito interior, recarregável, com uma tinta líquida à base de Xilol e com uns bicos de feltro, de várias medidas. É de origem inglesa e apareceu em Portugal nos anos 60 do século XX. Durante cerca de duas décadas fiz muitos desenhos com essa caneta, mas os aparos foram-se gastando e desapareceram do mercado. Ainda a tenho, e alguma tinta. Havia em negro e sépia.
Junto dois exemplos dos meus desenhos, e repare como parecem ter sido feitos a carvão ou lápis Pit.
Os fundos em meia tinta, podem realmente ser feitos com esfuminho e lápis carvão."


UM PREFÁCIO APACHE 

A cultura Apache é muito complexa. É uma mistura profunda de crenças, cerimónias, percepção, estratégias de sobrevivência e hábitos sociais que beneficiam a tribo ininterruptamente.

Durante várias décadas, a cultura popular americana tentou falar por nós (Apaches) através de filmes, livros e televisão. Muitas vezes, essas histórias acabaram por ser apenas estereótipos, tragédia, comiseração, selvajaria ou exploração. Neste livro, investigado e criado por Ethan Hawke e Greg Ruth, a história da luta pela independência dos Apache Chiricahua é contada de novo, mas do raro ponto de vista dos Apaches, tornando este livro único na sua criação e propósito.

Da morte da família de Gerónimo à captura de Cochise durante uma trégua ou à decapitação de Mangas Coloradas por desporto e "ciência", Indeh não esconde nada dando ao leitor um relato honesto da História desesperada e sangrenta vivida pelos Apaches, de 1860 até a rendição de Gerónimo.

Indeh ganha vida nas pinceladas fluidas que capturam a imediatez do sofrimento dos Apaches, pintando um retrato vívido de um povo cuja vida foi virada do avesso e que foi forçado a ser corajoso, determinado, e a viver em guerra, em com isso deixar de ser muito humano.

O que motiva as pessoas a lutar contra a nação mais poderosa e tecnicamente avançada do mundo? As pessoas assume que foi a violência selvagem apenas pela violência como muitos filmes de Hollyood interpretaram. A cultura popular quer fazer-o acreditar que a nossa mobilidade inata nos impeliu para os caminho da violência.

Na realidade, sempre que uma qualquer cultura no mundo vê o seu estilo de vida ameaçado, luta ferozmente para o preservar.

As tribos e bandos Apache não eram diferentes. O povo Apache não era composto por ladrões inconscientes ou nómadas delirantes, como a antropologia quer que acreditem, mas era sim um povo levado ao limite da violência vezes sem conta devido a cobiça, ao engano e ao frio e flagrante racismo da época. Indeh traz-nos um olhar compreensivo às difíceis circunstâncias que o povo Apache enfrentou numa era tumultuosa. O que o Ethan e o Greg fizeram aqui foi apresentar-nos isto a todos de uma forma nova e única, com a esperança de nos dar um entendimento mais vasto desses tempos, assim como dos nossos, hoje.

A xenofobia hoje em dia está pior que nunca. Espero que esta história verdadeira das Guerras Apache sirva não apenas para educar e trazer compreensão sobre culturas diferentes e direitos humanos, mas também que forneça um maior sentido da responsabilidade histórica que devemos todos assumir nas decisões que tomamos, agora e de futuro.

Douglas Miles
www.apacheskateboards.com

Douglas Miles Sr. vive e trabalha na San Carlos Apache Nation. O seu pai, David Miles, nasceu na White Mountain Apache Nation, e a sua mãe na San Carlos Apache Nation, no Arizona. Para além de ter criado a Apache Skateboards, a primeira empresa de skates pertencente a um nativo, Douglas tem dado destaque ao ethos dos Apache como pintor, realizador, e orador, partilhando as suas experiências como artista nativo nos Estados Unidos. É também um grande artista plástico, muralista, realizador e orador, e dirige a Equipa Apache de Skateboard. 








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«Este fabuloso romance gráfico mostra-nos todo o orgulho e a nobreza de um povo cuja cultura está emprenhada de ritos, crenças, regras sociais e mesmo da astúcia necessária para sobreviver. Longe dos clichés da mitologia Holywoodesca, Indeh coloca-se com empatia no lugar do índio americano, algo que ainda hoje parece ser raro nos Estados Unidos.»

Le Figaro
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O ano é 1872, na nação Apache, uma região dividida por décadas de guerra. Goyahkla, um jovem guerreiro, perdeu a sua família e todos os que alguma vez amou. Mas, depois de uma visão, vai pedir ao chefe Apache Cochise que o deixe comandar um ataque contra a vila Mexicana de Azripe. Será esta manifestação feroz de coragem que irá transformar o jovem Goyahkla no famoso herói índio Gerónimo.

Os índios Apache iriam combater os seus inimigos, as forças do Exército Americano, ao longo de décadas, perdendo aqueles que amavam, tentando salvar as terras dos seus antepassados e a sua cultura, até estarem reduzidos a chamarem-se a si próprios "lndeh", ou "aqueles que estão mortos".

INDEH captura a narrativa riquíssima de nações em guerra – contada pelos olhos de Naiches, filho do chefe Apache Cochise, e de Gerónimo, dois homens que procuraram encontrar a paz e o perdão neste conflito, e revela-nos também o tremendo custo espiritual e emocional das Guerras Apache.

Fruto de investigações exaustivas, INDEH permite-nos aperceber de maneira notável as diferenças culturais, o horror da guerra, a busca pela paz, e, em última instância, a vingança, nesta grande saga. 

Os Apaches deixaram uma marca indelével na nossa percepção do Oeste Americano, e INDEH mostra-nos porquê.


ETHAN HAWKE
Actor, realizador e argumentista famoso, bem como romancista, com três livros publicados. Apareceu em mais de quarenta filmes, e foi já nomeado para Óscares, para um Tony Award e um Drama Desk Award.


GREG RUTH
Ilustrador e autor premiado de banda desenhada, que trabalha em comics desde 1993, tendo também ilustrado inúmeros livros infantis.

Formado pelo Instituto Pratt (Charles Pratt, não Hugo) e por um artista premiado, Greg Ruth trabalha com banda desenhada (comics) desde 1993 e publicou trabalhos para o New York Times, a DC Comics, Paradox Press, Fantagraphics Books, Caliber Comics, Dark Horse Comics, The Matrix, Harper Collins, Hyperion, Macmillan e Simon and Schuster. Greg ilustrou inúmeros livros infantis e romances, incluindo Nosso Espírito Duradouro (com o Presidente Barack Obama), Um Guia de Piratas para o Primeiro Grau (com James Preller), Papagaio Vermelho, Papagaio Azul (com Ji Li Jiang) e As Aventuras Secretas de Jack London: The Wild (com Christopher Golden), só para citar alguns. Greg retornou recentemente à banda desenhada com um incrível trabalho de capa no Alabaster: Wolves para a Dark Horse Comics e uma capa de Fables para a Vertigo Comics. E, para descansar, Greg lançou recentemente romances gráficos incríveis como INDEH (com Ethan Hawke) e The Lost Boy: The Woodland Chronicles. As ilustrações e capas de livros de Greg receberam muitos elogios e, recentemente, o Gold Spectrum Award de 2018, na categoria "Publicidade", pelo seu trabalho com a Criterion. 



  

 
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