quarta-feira, 18 de maio de 2011

XVII SALÃO INTERNACIONAL MOURA BD – A REPORTAGEM POSSÍVEL


... reportagem possível porque, infelizmente não tendo havido a possibilidade de nos deslocarmos a Moura, tivémos que confiar a reportagem fotográfica a Leonardo De Sá, a que se juntaram fotos enviadas por Osvaldo Macedo de Sousa (da Humorgrafe), a maioria das quais realizadas no dia 7. O texto foi obtido por via do que esteve escrito no Programa e complementado por algumas conversas telefónicas, com as personagens acima referidas e com Carlos Rico, director do Salão.

O Salão Internacional Moura BD, na sua décima sétima edição realizou-se em simultâneo com a Feira do Livro de Moura, entre 22 de Abril e 8 de Maio, adoptando um figurino que não lhe era o habitual, ou seja, instalados, um e outra, numa enorme tenda montada na Praça Sacadura Cabral, bem no centro da cidade. E se o Moura BD já tinha, em comum com Angoulême, o hábito de decorar as ruas da sua cidade com pendões alusivos ao Salão, agora, instalado nesta grande bulle, poderá também vir a reivindicar um dia, quem sabe, um título parecido com Un (petit) Monde de Bulles...


Sob o tema Viajantes de Papel, o programa contou com as exposições de Victor Mesquita; Tito (nome por que é conhecido Tiburcio de la Llave, castelhano de Toledo); Carlos Roque; Coleccionando… Tintin; Alexandre, o Herculano (organização conjunta entre a CM Moura e o GICAV); Carlos Laranjeira, 20 Anos de Humor (cartoon e caricatura – produção Humorgrafe); Agim Sulaj, Um Viajante de Humores e Humanidades (cartoon – produção Humorgrafe); Viajantes de papel na lusofonia (BD e cartoon – produção Humorgrafe); Para além do Patinho – exposição individual de Rui Cardoso (coordenação do projecto: Museu Jorge Vieira, de Beja); O Lince Ibérico, por José Garcês (colaboração da Liga Para a Protecção da Natureza); 15.º Concurso de BD e Cartoon (selecção dos melhores trabalhos concorrentes); 12.º Concurso Escolar de Banda Desenhada (exposição de todos os trabalhos concorrentes).

As actividades paralelas desdobraram-se por sessões de caricatura ao vivo (parceria com a FECO Portugal – Associação de Cartoonistas), sessões de cinema de animação para escolas e público em geral (parceria com o Cinanima – Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho), “workshop” de cinema de animação para jovens (dinamizado pelo mourense André Infante), lançamento de álbuns e fanzines de banda desenhada (com a colaboração da Polvo Editora e da Liga Para a Protecção da Natureza), sessões de autógrafos (com Victor Mesquita, Tito, Monique Roque, José Garcês, Rui Cardoso, elementos FECO Portugal, etc.), homenagens e entrega de prémios dos concursos de BD e Cartoon, Espaço Ludoteca com actividades diárias para a pequenada, visitas das escolas do concelho e o tradicional espaço de vendas BD (álbuns, fanzines, catálogos e desenhos originais de Victor Mesquita).

Estiveram presentes nos dias 22, 23 e 24 de Abril, formalizando a geminação do Moura BD com as Jornadas Profesionales de Comic de Granada, cinco autores granadinos, representantes das Jornadas: Clara Soriano, Carlos Hernández Sánchez, Miguel Angel Alejo, Rosa Molina e Maria Luisa Rodrigo. Nos dias 7 e 8 de Maio foram homenageados Victor Mesquita (Troféu Balanito de Honra para autor português), Tito (Troféu Balanito de Honra para autor estrangeiro) e Carlos Roque (Troféu Balanito Especial – homenagem a título póstumo).

Foram editados, além do habitual programa do Salão, o 8.º Caderno Moura BD, dedicado a Victor Mesquita e o n.º 3 da Coleção J.M., Vitor Péon e o «Western» - De Tenver Bill a «Tomahawk» Tom, de Jorge Magalhães e os catálogos das exposições da Humorgrafe, Ajim Sulaje – Um Viajante de Humores e Humanidades e Viajantes de Papel na Lusofonia Gráfica, ambos de Osvaldo Macedo de Sousa.

Vamos às fotos:

 Aspectos do exterior e interior da grande tenda instalada na Praça Sacadura Cabral, onde se instalaram as exposições do Salão, em condomínio com a Feira do Livro de Moura.

Em cima, à esquerda: Baptista Mendes visita uma das exposições. À direita: conversa entre Álvaro, José Ruy, Geraldes Lino e Luís Diferr, com Carlos Rico ao fundo. Foto de conjunto, em baixo: Osvaldo Macedo de Sousa, Luís Diferr e Carlos Rico; atrás: Baptista Mendes, Luís Valadas, Zé Manel, José Ruy, Leonardo De Sá, Geraldes Lino e Álvaro. Foto da direita: Carlos Rico com Zé Manel.

 Pormenor da exposição Alexandre, o Herculano, dedicada às adaptações em banda desenhada, da obra literária de um dos maiores vultos da cultura portuguesa.

Em cima, exposição Alexandre, o Herculano.  Em baixo, exposição dedicada a Carlos Roque.

 Em cima, exposição Carlos Roque e em baixo a dedicada à obra de Victor Mesquita.

 Aspectos da exposição sobre a obra de Victor Mesquita.

 Exposição dedicada à obra de Tito.

 Exposições da Humorgrafe - Viajantes de Papel na Lusofonia Gráfica. Em baixo, à direita, Osvaldo Macedo de Sousa em conversa com o Presidente da Câmara de Moura, Dr. José Maria dos Prazeres Pós-de-Mina. 

Em cima, à esquerda: Baptista Mendes, Luís Valadas e Carlos Rico. O almoço do último sábado, 7 de Maio, decorreu, como habitualmente, no Restaurante O Celeiro. Em cima, à mesa: Leonardo De Sá, Luís Valadas, Baptista Mendes e Zé Manel. Em baixo à esquerda: Geraldes Lino, o cantor e poeta Manuel Freire (nosso vizinho aqui das Caldas da Rainha) e Victor Mesquita. À direita podem ver-se Carlos Almeida (representante do GICAV, de Viseu), com o filho - que por sinal foi vencedor do Concurso de BD do Salão, na categoria A - e depois, Nelson Dona (Director do Festival de BD da Amadora) e Luiz Beira.

 Em cima, à esquerda e de frente: Jorge Magalhães e Catherine Labey. À direita: João Amaral, José Pires, José Ruy e a esposa. Em baixo, à esquerda: Paulo Monteiro (Director do Festival de BD de Beja - g'anda bigodaça, hem?), Susa Monteiro, Véte e Carlos Páscoa. À direita: Victor Mesquita e Zé Oliveira (da FECO).

 Momento da entrega dos Troféus Balanito, no Cine-Teatro Caridade, a Monique Roque (viúva de Carlos Roque), Victor Mesquita e Tito, com a Vereadora da Cultura da C.M. de Moura, Maria José Silva, enquanto Carlos Rico, ao microfone, ia dizendo coisas.. À direita, Carlos Rico e Paulo Monteiro, a trocar galhardetes, presume-se...

À esquerda, o cartoonista alentejano Finha, Miguel Angel Alejo e o Presidente da C.M.C., Dr. Pós-de-Mina. À direita, Miguel Angel Alejo e Zé Oliveira.

 Os caricaturistas presentes na Festa da Caricatura.

Festa da Caricatura.  À esquerda: Pedro Manaças, Onofre Varela e Zé Oliveira. À direita, Carlos Hernandez e Clara Soriano (autores granadinos).

Em cima, à esquerda, Onofre Varela Junto aos seus desenhos na exposição Viajantes de Papel na Lusofonia Gráfica. À direita, Carlos Rico, Osvaldo Macedo de Sousa e Victor Mesquita. Em baixo, à esquerda, Pedro Manaças, Carlos Rico, Monique Roque e Osvaldo Macedo de Sousa. À direita, momento de descontração de alguns dos visitantes em passeio pela cidade.

Caricatura de Pedro Manaças, dos "Cabecilhas de Moura 2011": Miguel Angel Alejo, Osvaldo Macedo de Sousa às costas de  Carlos Rico...

Os livros de Osvaldo Macedo de Sousa, edições da Humorgrafe/Câmara Municipal de Moura

As edições do Moura BD.
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Nota: o Kuentro esteve parado durante quase dez dias, devido não só à trapalhada que aconteceu com o Blogger durante a semana passada, mas também devido à sobrecarga de trabalho do editor, com afazeres profissionais, mais a paginação e edição do livro LI MOONFACE, de Fernando Relvas, a ser lançado no próximo Festival de Beja, dia 28 e também com a paginação e edição do BDjornal #27, a sair no mesmo dia 28. 
As nossas desculpas aos visitantes habituais.
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sábado, 7 de maio de 2011

AÍ ESTÃO O CARTAZ E A LISTA DE EXPOSIÇÕES E AUTORES PRESENTES NO VII FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DE BEJA + CHAMADA DE ATENÇÃO PARA O SALÃO DE MOURA BD NESTE FIM-DE-SEMANA


Antes de mais quero chamar a atenção de que hoje e amanhã (7 e 8 de Maio), estarão no Salão Moura BD, os autores Victor Mesquita (Troféu Balanito de Honra para autor português) e Tito (Troféu Balanito de Honra para autor estrangeiro), para além de que Carlos Roque será alvo de uma homenagem a título póstumo, com o Troféu Balanito Especial. E também Sessões de autógrafos, com Victor Mesquita, Tito, Monique Roque, José Garcês, Rui Cardoso, elementos da FECO Portugal, etc....

 O Cartaz do VII FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DE BEJA’2011


e o Programa


sexta-feira, 6 de maio de 2011

LANÇAMENTO – NOVA EDIÇÃO DE MANUEL CALDAS: “ELE FOI MAU PRA ELA”...

Manuel Caldas tem o prazer de anunciar que está prestes a aparecer nas livrarias a sua mais recente edição: "Ele Foi Mau Pra Ela", uma "graphic novel" pioneira.



ELE FOI MAU PRA ELA

 O Grande Romance Americano - Sem Uma Só Palavra 
 e Também Sem Música

Por Milt Gross

272 páginas formato: 15,5 x 17 cm. a preto e branco capa dura € 16,00

A primeira edição de He Done Her Wrong foi lançada em 1930 por Doubleday, Doran & Company, que publicaria pelo menos mais duas edições. Nas décadas de 1960 e 1980 a obra voltou a ser reeditada, mas por outras editoras, que resolveram não só mudar-lhe o título mas também suprimir algumas partes. Em 2005, Fantagraphics Books decidiu fazer a "sua" edição, recuperando o título original e as imagens que tinham sido cortadas anteriormente mas, ao mesmo tempo, introduzindo abusivas alterações na obra original.
Esta edição portuguesa é fiel à primeira americana, apesar de num tamanho mais pequeno. Para tal, eliminou-se parte das enormes margens, mas só foi necessário reduzir o tamanho dos desenhos em sete páginas.

"a obra de Gross que fez dele uma figura a resgatar nos nossos dias é He Done Her Wrong (1930), a epopeia cómica sem palavras que nos permite vê-lo como um dos mais deslumbrantes precursores do romance gráfico. (...) mal a li convenci-me de que estava perante um dos grandes génios das
histórias aos quadradinhos."

Santiago García
(argumentista, tradutor e estudioso de banda desenhada, no seu blog
em 3 de Maio de 2010)


O preço é de 16 euros, mas pedido directamente ao editor custa apenas 14, com o custo de correio incluído.

Caso esteja interessado na edição, faça de imediato o seu pedido, de um ou mais exemplares (para oferecer a alguém que aprecie livros).

Pagamento através de cheque ou transferência bancária (NIB 003506660003845690063; não esquecer comunicação por e-mail). Além disso, pode aproveitar para encomendar algum dos outros livros do mesmo editor, os quais se mostram AQUI

Mais se informa que o 3º volume de "Lance" deverá estar disponível ao público no próximo mês de Julho, coisa que na devida altura a todos será comunicada.
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Milt Gross (1895-1953)

 Edição da Doubleday, Doran & Co., de 1930 e da  Dover Publications Inc., de 1971


Edição da Fantagraphics Books, 2006

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Estas últimas imagens são da responsabilidade do Kuentro
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quinta-feira, 5 de maio de 2011

EXPOSIÇÃO DISCOVOADOR ET AL DE RUI DUARTE NA MUNDO FANTASMA


EXPOSIÇÃO 
DISCOVOADOR ET AL 
DE RUI DUARTE

Abrirá ao público no próximo dia 7 de Maio, pelas 17H00, com a presença do autor, a exposição Discovoador et Al de ilustrações e BD.

Rui Duarte nasceu no Porto, onde reside e trabalha. Estudou Arquitectura; pelo desenho, inventou espaços, cenários, esculturas e mobiliário, concebeu cartazes e tipografias, ilustrou. O seu trabalho esvoaça pelas Américas, por Cabo Verde e Angola, um pouco pela Europa e sobretudo pelo Porto. É um daqueles amigos incómodos que impõe, em tudo o que faz, qualidades raras de percepção, abordagem e expressão – seja a desenhar, a encenar uma peça, a realizar um vídeo ou simplesmente a conversar. Estuda muito, desenha sempre. O seu atelier, formado em 1991, desenvolve estratégias em múltiplas disciplinas da comunicação e produção, gráfica e audiovisual, investindo sobretudo na imagem de projectos culturais, colaborando com instituições como a CMPorto, Rivoli TM, Culturporto, Museu de Serralves, Porto 2001 Capital da Cultura, Coimbra 2003, Expo'98, entre muitos outros. É director artístico da Companhia Burbur – uma organização lusófona de múltiplos recursos técnicos e artísticos que concebe e produz projectos de teatro, de investigação literária, de vídeo e de som. Três filhos mais tarde, a mania re-cresce: uma casa com muitos livros, alguns desenhos e uns tantos cadernos em branco. Actualmente, frequenta o curso de Estudos Portugueses e Lusófonos na Faculdade de Letras. É responsável pela imagem gráfica do grupo musical Clã.

Discovoador et Al apresenta algum trabalho desenvolvido nesse projecto - do álbum RosaCarne ao recém lançado DV - e outros, de ilustração aplicada noutras colaborações.

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domingo, 1 de maio de 2011

BDpress #259: PODEROSO THOR + CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO CRIADOR DE PHANTOM E MANDRAKE – PEDRO CLETO NO JORNAL DE NOTÍCIAS

Jornal de Notícias, 28 de Abril de 2011

PODEROSO THOR

F. Cleto e Pina

Corria o ano de 1962. Stan Lee em plena euforia criativa, lançava as bases do complexo universo Marvel, explorando o conceito de super-heróis com problemas comuns (de personalidade, financeiros, sentimentais…) iniciado um ano antes com o Quarteto Fantástico. Depois de juntar o Hulk à primeira super-família, decidiu alargar o seu conceito explorando um dos temas mais recorrentes na literatura: o confronto entre pai e filho.

Com uma variante: o pai, Odin, reinava em Asgard sobre os deuses nórdicos, e o filho, caído em desgraça, era obrigado a penar junto dos humanos para aprender a humildade e o auto-controle.

Nascia assim o poderoso Thor, cuja estreia se deu no número 83 (datada de Agosto de 1962) da revista “Journey into Mystery”, que, a partir do nº 126 (Março de 1966), assumiria mesmo o título de “The Mighty Thor”. Ao lado de Lee estava Jack Kirby, possivelmente o maior desenhador de super-heróis de sempre, que ajudou a dar a Thor a credibilidade devida a um deus: longos cabelos loiros, olhos azuis, um corpo musculado, imponente, vigoroso e um ar decidido.

Filho de Odin, Thor era o seu herdeiro natural. Apesar dos seus grandes feitos desde a adolescência e de ter recebido Mjolnir, o martelo místico símbolo do deus do trovão, que lhe conferia força e o poder de voar, era obstinado e impulsivo e por isso foi exilado na Terra, com a memória apagada, aprisionado no corpo de Donald Blake. Durante uma década, Thor aprendeu a superar os problemas causados por uma perna defeituosa, formando-se em medicina e tornando-se útil para os seus semelhantes. Induzido por Odin, convencido que ele tinha aprendido a lição, viajou até à Noruega onde, na sequência de um ataque extraterrestre, se refugiou numa caverna onde encontrou um tronco retorcido que utilizou como bengala. Num momento de desespero, bateu com ela no chão, descobrindo que se tratava do seu martelo místico e que esse acto o transformava no poderoso Thor. Só que, ao contrário do que Odin esperava, não renunciou a auxiliar os humanos, assumindo uma existência dividida entre Asgard e a Terra.

Entre os seus principais inimigos, surgiu desde logo Hulk, o único que com ele se consegue comparar em força física, e, principalmente, Loki, o seu meio-irmão adoptivo, invejoso da sua popularidade e desejoso de ocupar o trono em seu lugar. Foi na sequência de um confronto com ele que Thor, involuntariamente, viria a fundar os Vingadores (Avengers), juntamente com o Homem de Ferro, o Homem-Formiga e a Vespa, “um grupo de heróis unidos para combater inimigos que nenhum herói poderia combater sozinho”.

Ao longo de cinco décadas, Thor já assumiu várias identidades terrenas e teve vários substitutos, incluindo uma mulher! Nos anos 80, numa das suas melhores fases, quando foi escrito e desenhado por Walt Simonson, que recuperou a sua mística e a sua grandiosidade, e criou algumas personagens marcantes, foi até transformado em sapo, combatendo um exército de ratos! Mais tarde, substituiu Odin, tornando-se rei de Asgard – reino várias vezes destruído - e chegou a aniquilar a Terra numa realidade alternativa.

E, claro está, fazendo parte do universo Marvel, em que nada é garantido nem absoluto, nem a própria morte, também ele, vencendo a imortalidade inerente à sua divindade – dom que se transforma em fardo quando o leva a sobreviver a muitos dos seus amigos terrenos – faleceu. Para regressar, mais forte e decidido, como um verdadeiro herói, pois ele é o poderoso Thor.

THOR 
o filme em 3D

Thor, o filme, estreia hoje nos cinemas portugueses, uma semana antes dos Estados Unidos, e traz uma novidade: a abertura de uma porta para o lado mágico e místico do universo Marvel e para as suas realidades alternativas, após diversos filmes de tom mais realista, assentes na componente tecnológica e científica.

A par disso, embora seja notória a fidelidade a uma herança aos quadradinhos com quase 50 anos, com a inclusão das personagens mais marcantes e da maior parte dos elementos clássicos, há a preocupação em criar uma cronologia cinematográfica própria, que permita que o filme chegue também a quem não conhece a BD.

Em termos de actores – e há muito que um filme Marvel não reunia nomes tão sonantes – o destaque vai para as prestações de Anthony Hopkins (como Odin), Tom Hiddleston (Loki) e Natalie Portman (Jane Foster), enquanto que o protagonista, um musculado Chris Hemsworth, cumpre o percurso de queda e redenção, de forma competente. A dirigi-los está o veterano Kenneth Branagh, que abraçou o projecto devido ao seu lado shakespeareano.

Se o 3D nada acrescenta ao filme e se há cenas menos conseguidas – como a rápida conversão de Thor ao papel de protector da Terra ou a deficiente exploração da sua rivalidade com Loki – isso é insuficiente para ofuscar os seus pontos fortes: as cenas que decorrem numa Asgard imponente e magnífica, o tom épico das batalhas magistralmente encenadas por Branagh ou o empolgante confronto de Thor com o vilão Destruidor.




Chris Hemsworth e Natalie Portman
Anthony Hopkins (como Odin)
Chris Hemsworth (como Thor)
Natalie Portman (como Jane Foster)

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Jornal de Notícias, 28 de Abril de 2011

CRIADOR DE MANDRAKE E FANTASMA NASCEU HÁ UM SÉCULO

F. Cleto e Pina

A 28 de Abril de 1911 nascia em Saint Louis, no Missouri, Leon Harrison Gross, que viria a ser conhecido como Lee Falk, criador de dois heróis clássicos da BD norte-americana: Mandrake, o mágico e o Fantasma, lidos diariamente por mais de um milhão de pessoas no auge da sua popularidade.

Após os estudos na universidade do Illinois, começou profissionalmente como animador de emissões radiofónicas, antes de criar Mandrake, em 1934, desenhado por Phil Davis. Dois anos depois, seria a vez do Fantasma, em parceria com Ray Moore. Se as aventuras deste último, inspiradas nos mitos e lendas que Falk apreciava, se destacavam pelo exotismo dos cenários e pela acção violenta protagonizada pelo primeiro herói mascarado da BD, no caso de Mandrake foram o suspense, o mistério e as suas capacidades hipnóticas que garantiram o sucesso numa época em que os leitores ansiavam por escapes para a dura vida resultante da Grande Depressão de 1929.

Apesar de escrever duas tiras diárias – tarefa que manteve até à morte – Falk arranjou ainda tempo para ser romancista, dramaturgo, director teatral e produtor, tendo dirigido Marlon Brando, Charlton Heston, Eva Gabor ou Paul Newman.
Teve três filhos de três casamentos, sendo que o último, com Elizabeth Moxley, se reflectiu nos quadradinhos, levando Mandrake e Fantasma a desposaram a princesa Narda e Diana Palmer, as suas noivas eternas.

Falk viria a falecer de um enfarte, a 13 de Março de 1999, terminando a esposa o argumento das bandas desenhadas em curso. Depois, Fred Fredericks, que já desenhava os dois heróis imaginados por Falk, assumiu também os argumentos, juntando-os em aventuras comuns a partir de 2002.

Lee Falk com Fantasma e Mandrake


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Imagens da responsabilidade do Kuentro

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