terça-feira, 11 de dezembro de 2012

PROGRAMAÇÃO DE DEZEMBRO NA BEDETECA DE BEJA




ESTE MÊS NA BEDETECA - DEZEMBRO 

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EXPOSIÇÕES 

Até 31 de dezembro 


PROVA UM GOLE DE CAFÉ ESPACIAL 

Exposição comemorativa dos 5 anos da revista de banda desenhada Café Espacial, com trabalhos de Ana Vieira (Portugal), André Diniz Fernandes (Brasil), Dalts (Brasil), Daniel Bueno (Brasil), DW Ribatski (Brasil), Ebbios (Brasil), Fábio Lyra (Brasil), Guilherme Caldas (Brasil), Jefferson Cortinove (Brasil), José Aguiar (Brasil), Jozz (Brasil), Laudo Ferreira Junior (Brasil), Lese Pierre (Brasil), Loris Ziggiotto (Argentina), Lu Cafaggi (Brasil), Magenta King (Brasil), Marcela Mannheimer (Brasil), Mario Cau (Brasil), Paula Mello (Brasil), Paulo Monteiro (Portugal), Samanta Flôor (Brasil), Shiko (Brasil), Sissy Eiko (Brasil), Sueli Mendes (Brasil), Susa Monteiro (Portugal) e Viktor Sack (Argentina).

Local: 1º andar.

Organização: CMB (Bedeteca de Beja) / Café Espacial.
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Até 31 de dezembro 

LOBATO 

Exposição / Mostra de Banda Desenhada e Fotografia de Lobato.
Local: Bedeteca de Beja (1º andar, ala esquerda).
Organização: CMB (Bedeteca de Beja) / Lobato. 
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Até 31 de dezembro 


CAETANO MIGUEL 

Exposição de Desenho e Pintura de Caetano Miguel.
Local: cafetaria.
Organização: CMB (Bedeteca de Beja) / Caetano Miguel.
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LIVRO DO MÊS NA BEDETECA


ROUBARAM O CORREIO DO PEQUENO PAI NATAL
de Lewis Trondheim e Thierry Robin 

Alguém roubou milhões de cartas dirigidas ao Pequeno Pai Natal. E é preciso recuperá-las… Uma banda desenhada sem palavras capaz de cortar o fôlego a qualquer um…
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CINEMA E BANDA DESENHADA

Dia 20, quinta-feira, às 21h30 


NOITE DE FICÇÃO CIENTÍFICA 

Conversa sobre a obra do autor de banda desenhada ALEX RAYMOND (Agente Secreto X-9, Flash Gordon, Jim das Selvas, Rip Kirby, etc.), e exibição do filme FLASH GORDON (1980), de Mike Hodges, adaptado da obra de Raymond (um filme de culto que falhou nas bilheteiras).
Apresentação de Paulo Monteiro.
Local: Bedeteca de Beja (1º andar, ala esquerda).
Organização: CMB (Bedeteca de Beja).
Entrada livre.
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CLUBES 

Ao longo de todo o ano 


LEMON STUDIO – CLUBE DE MANGÁ 

Horário: sextas-feiras, das 16h00 às 18h30.
Frequência livre.
Local: Bedeteca de Beja (1º andar, ala esquerda)
Organização: Lemon Studio.
Apoio: CMB (Bedeteca de Beja).
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ATELIÊS 


Até 25 de junho 
ATELIÊ DE BANDA DESENHADA 
OURIÇO-DE-MAR (dos 8 aos 12 anos) 

Com PAULO MONTEIRO
Horário: terças-feiras, das 18h30 às 20h00.
Frequência livre.
Local: Bedeteca de Beja (1º andar, ala esquerda).
Organização: CMB (Bedeteca de Beja).
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Até 27 de junho 


ATELIÊ DE BANDA DESENHADA 
TOUPEIRA (a partir dos 13 anos). 

Com PAULO MONTEIRO
Horário: quintas-feiras, das 18h30 às 20h00.
Frequência livre.
Local: Bedeteca de Beja (1º andar, ala esquerda).
Organização: CMB (Bedeteca de Beja). 
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Até 26 de junho

 
ATELIÊ DE DESENHO E PINTURA

Com ANA LOPES
Horário: segundas e quartas-feiras, das 19h30 às 21h15.
Número limite de inscrições: 10.
Mensalidade: 20 euros.
Inscrição: 5 euros.
Local: Sala de Desenho.
Organização: Associação Pegada no Futuro.
Parceria: CMB (Casa da Cultura). 
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Até 27 de junho 


ATELIÊ DE ILUSTRAÇÃO CIENTÍFICA

Com ANA LOPES
Horário: terças e quintas-feiras, das 19h30 às 21h15.
Número limite de inscrições: 10.
Mensalidade: 20 euros.
Inscrição: 5 euros.
Local: Sala de Desenho.
Organização: Associação Pegada no Futuro.
Parceria: CMB (Casa da Cultura).
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Até 26 de junho 


ATELIÊ DE ILUSTRAÇÃO (EDITORIAL / INFANTIL) 

Com ANA LOPES
Horário: segundas e quartas-feiras, das 21h30 às 23h15.
Número limite de inscrições: 10.
Mensalidade: 20 euros.
Inscrição: 5 euros.
Local: Sala de Desenho.
Organização: Associação Pegada no Futuro.
Parceria: CMB (Casa da Cultura).
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OUTROS SERVIÇOS 

CEDÊNCIA DE ESPAÇO PARA ATIVIDADES

Apoio e cedência de espaços, a escolas e outras instituições, para a realização de reuniões e eventos na área da banda desenhada ou da ilustração.

APOIO A ALUNOS E PROFESSORES 

Apoio a alunos e professores para a realização de exposições ou outros projectos específicos na área da banda desenhada e ilustração.
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CONTACTOS E HORÁRIOS 

BEDETECA DE BEJA
Edifício da Casa da Cultura
Rua Luís de Camões
7800 – 508 Beja
Telefone: 284 313 318
Telemóvel: 969 660 234
E-mail: bedetecadebeja@cm-beja.pt
Horário: de terça a sexta-feira, das 14h00 às 23h00. Sábados das 14h00 às 20h00. 

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PARCEIROS 

APOIOS E PARCEIROS PARA A PROGRAMAÇÃO

Associação para a Defesa do Património Cultural da Região de Beja / Associação Pegada no Futuro / Lemon Studio / Museu Regional de Beja /

PARCEIROS PARA A DIVULGAÇÃO NA NET

AS LEITURAS DO PEDRO, CENTRAL COMICS, DRMAKETE, KUENTRO, LEITURAS DE BD e NOTAS BEDÉFILAS

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

JOBAT NO LOULETANO — 9ª ARTE — MEMÓRIAS DA BANDA DESENHADA (LXXVI e LXXVII) — EDUARDO TEIXEIRA COELHO – 3 e 4




NONA ARTE 
MEMÓRIAS DA BANDA DESENHADA 
(LXXVI – LXXVII) 

O Louletano 17 Outubro 2005 

BIOGRAFIA EDUARDO TEIXEIRA COELHO (3) 
Por Leonardo De Sá e António Dias de Deus
Em Dicionário dos Autores de Banda Desenhada e Cartoon em Portugal 

Acrescentaremos, além das que a semana passada indicámos, ilustrações em Diabrete (1950), Cavaleiro Andante (1953), Cava­leiro Andante - Número Especial (1953), Gente Moça (1953). Com um traço fino e sinuoso, descrevendo longas figuras dinâmicas que se entrelaçam numa composição em espiral, o estilo de E.T. Coelho foi lapidarmente definido pelo mestre espanhol Emilio Freixas, nas suas Lecciones de Dibujo Artistico, quando classificou o artista português como "verdadeiro poeta de la línea".

No Cortejo Histórico, realiza­do em 1947 por Leitão de Barros, para comemorar o 8º centenário da toma­da de Lisboa aos Mouros, partici­pou, em grande par­te, com os figurinos, as maquetas e as ilu­minuras alegóricas – de que praticamente só persistem os catálogos. Considerando as limitações que a imprensa portuguesa impunha à expansão da sua arte, o desenhador emigrou, a partir de finais de 1954, tendo trabalhado desde essa altura para editores espanhóis, ingleses (nomeadamente para a Playhour, da Amalgamated Press), franceses e outros. No Brasil, por intervenção de Jayme Cortez, várias das suas histórias foram reimpressas ainda nos anos 50. Em Portugal foram também editados quatro álbuns de Colecção Capuchinho Verme­lho mais O Rei Triste (1955), com HQ infantis, na Fomento de Publicações. Para França (Vaillant, Pif, Éditions Aventures et Voyage e Jeunesse et Vacances) localizados no mundo viking (Ragnar, Biorn, Eric le Rouge), noutras épocas (Robin des Bois, Le Furet, Yves de Loup, Till Ulenspiegel, Cartouche, Wango) ou no mundo animal (Ayak). Alguns dos seus trabalhos para esse país foram realizados sob o pseudónimo "'Martin Sièvre". Teve como seu principal argumentista Jean Ollivier. Em O Pardal, de 1961, seria publicado entre nós o princípio de "Yves de Loup", fornecido pelo Vailiant, recebendo aqui o rótulo "Yvo, o Cavaleiro do Destino". Para o Yps alemão criou a série "Gerfried" (1977). Entre as suas produções desde os anos 1970, convém referir alguns episódios da Histoire de France en Bandes Dessinées e de La Découverte du Monde en Bandes Dessinées (esta com edição portu­guesa), ou ainda o mais recente Marino, il Santo dei Titano (1996), publicado em San Marino, para além de artigos ou livros documentais sobre armaria italiana (um dos quais, com ilustrações suas, foi edi­tado pela revista História). 


 Capa de Jayme Cortez



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O Louletano, 25 Outubro 2005 

BIOGRAFIA EDUARDO TEIXEIRA COELHO (4) 
Por Leonardo De Sá e António Dias de Deus
Em Dicionário dos Autores de Banda Desenhada e Cartoon em Portugal 

Portugal tem mantido o interesse pela sua obra, principalmente a partir dos anos setenta, com a reimpressão de trabalhos antigos no Jornal do Cuto e a tradução de histórias francesas no Mundo de Aventuras. Na década seguinte, foi sobretudo a Editorial Futura que manteve o seu trabalho em impressão, através da última reencar­nação de O Mosquito (na 5ª série) e da reedição de vários trabalhos pela primeira vez postos em álbum, nomeadamente o épico O Cami­nho do Oriente em seis volumes (por muitos considerado o expoente máximo da banda desenhada portuguesa), assim como primeiras publica­ções de Decame­ron e de Fátima. Mais recentemente, a Vega (em edição pirata), as Edições Emecê e as Edi­ções de Ouro renovaram o apego ao estudo da sua obra e à parcial reimpres­são. No­vas histó­rias suas também foram apresentadas no fanzine Preciosidades da BD e em Selecções BD (2a Série), a partir de 1998. O estilo de Eduardo Teixeira Coelho (que desenha com a mão esquerda), inicialmente límpido e fluente, tem evoluído gradualmente para uma forma mais estática e carregada de detalhes, que se encontra nas suas últimas obras, depois que abandonou Portugal. Do mesmo modo, passou a utilizar quase permanentemente balões, cuja presença era rara nas histórias do seu período português. O artista reside em Florença há várias décadas. 

Em Itália, no ano 1973, foi galardoado no Festival de Lucca, como "o melhor desenhador estran­geiro".

Portugal atribuiu-lhe o troféu "O Mosquito Especial", em 1986, e homenageou-o com o troféu de honra no 8º Festival In­ternacional de BD da Amadora, em 1997, segui­do por uma grande exposi­ção retrospectiva e a mono­grafia E. T. Coelho: a Arte e a Vida - a primeira publi­cada em Portugal sobre um autor de BD. 

Faleceu em Florença, em 1 de Junho do presente ano. ■


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3 e 4

Baseado no conto de Eça de Queiroz 
Desenhos de Eduardo Teixeira Coelho


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domingo, 9 de dezembro de 2012

ZÉ DAS PAPAS (7 e 8): DOU-LHE O ARROZ + AS AMEIJOAS À BULHÃO PATO




ZÉ DAS PAPAS
(7 e 8)

DOU-LHE O ARROZ

Publicado a 28 de Setembro de 2012 


Não tenciono mais do que aproveitar o impacto do título para deixar algumas linhas sobre o cereal mais cultivado no mundo, logo a seguir ao trigo, em zonas tropicais, equatoriais e temperadas.

Os seus grãos são utilizados, sempre cozidos, quentes ou frios, como prato salgado ou doce.

Os maiores consumidores são a China, a India, a Indonésia, o Japão e o Bangladesh; mas o arroz é, também, largamente consumido na América Latina e no Continente Africano… e, embora em menor quantidade, na Europa.

Crescendo em seco, em terrenos inundados ou irrigados, o arroz era conhecido e cultivado na China há mais de 3.000 anos, antes da nossa era.


Arrozais

Ao que se julga a espécie Oryza sativa é originária do sul da India, passado para o norte e posteriormente para a China.

O arroz espalhou-se, em seguida, pela Coreia, pelas Filipinas ( cerca de 2.000 anos A.C.) pelo Japão e pela Indonésia (antes de 1.000 A.C.). Mais tarde os Persas levaram-no para a Mesopotâmia e Turquistão. Alexandre “o Grande”, que invadiu a India em 320 A.C., levou-o para Grécia.

Os viajantes árabes ajudaram na expansão do arroz pelo Egipto, por Marrocos, por Espanha onde ocupa hoje posição importante.

Portugueses e Holandeses introduziram o arroz na África ocidental a partir do se. XV e, depois, na América no fim do sec. XVII.

Ainda antes de Cristo (cerca de 1500) cultivou-se no oeste africano,do Senegal aos rios da Nigéria, uma espécie de arroz (oryza glaberrina) mas perdeu importância com o aparecimento da variante asiática.

Normalmente distinguem-se dois tipos de arroz: o indica, de grãos longos que se separam facilmente, e o japonica, de grãos redondos que quando cozidos mais fácilmente empapam.

Distingue-se o arroz em função dos tratamentos a que é submetido após a colheita e há uma enorme gama de nomes, muitos do conhecimento geral.

A título, meramente exemplificativo, refiro algumas curiosidades, a saber:

arroz cargo, também dito castanho ou completo; tem côr beige e deve o nome ao facto de vir do Extremo Oriente para a Europa em navios de carga;


– arroz selvagem, arroz do norte dos Estados Unidos, cujos grãos apanhados um a um lembram pequenos bastões negros; por vezes misturam-no com o arroz cargo.


arroz basmati, arroz indiano de pequenos grãos compridos e de sabor caracteristico; existe a variedade basmati velho, muito apreciado por indianos e paquistaneses.


Hoje está na moda o risotto, prato de origem italiana, cujo nome significa arroz pequeno, sendo receita muito conhecida a do risotto à moda do Piemonte, região de Itália onde se cultiva o cereal.

Na cozinha tradicional portuguesa o rei é o carolino. Vem-lhe o nome de ser uma variedade importada dos Estados Unidos. Hoje é sinónimo de qualidade superior.


Como última curiosidade desta crónica refiro uma ligação, via arroz, entre o Japão e Portugal: foram os portugueses da época dos descobrimentos que, chegados ao Oriente, ensinaram os japoneses a fritar alimentos; em contrapartida os orientais ensinaram-nos a tempura; usando farinha de arroz faziam uma massa com que envolviam alguns legumes, que em seguida frigiam; exemplo que ainda hoje nos encanta são os “peixinhos da horta” e que por cá são feitos, mas com farinha de trigo.

Pexinhos da horta...
João Reboredo

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AS AMEIJOAS À BULHÃO PATO

Publicado a 14 de Outubro de 2012 

O título destas linhas deve-se, à passagem, recente, do centenário da morte de Raimundo António Bulhão Pato, natural de Bilbau, no país Basco “espanhol”, onde nasceu a 3 de Março de 1828 e cuja morte ocorreu na Torre, freguesia de Caparica, em 24 de Agosto de 1912.



O prédio onde viveu, foi recuperado e situa-se frente à sede actual da freguesia, exibindo placa registando a efeméride.

Embora o nome da iguaria se deva ao poeta, o autor da proeza terá sido o célebre João da Mata, conhecido e afamado cozinheiro lisboeta do sec. XIX, talvez o maior. João da Mata publicou, em 1876, a Arte de Cozinha, com prefácio de Alberto Pimentel, livro que teve grande sucesso e várias edições.

Mas não foi por não ser criador das ditas ameijoas que o poeta deixou de criar outras de igual valia.

Já referi Paul Plantier, que editou o Cozinheiro dos Cozinheiros, a quem Bulhão Pato enviou, a pedido do citado, quatro receitas que constam daquele livro: Açorda à Andaluza, Perdizes à Castelhana, Arroz opulento e Lebre à Bulhão Pato. Hoje, com a dificuldade de obter a matéria prima a execução fica … para os caçadores e priveligiados.

Não resisto a deixar, aqui, a magistral caricatura que do poeta da Paquita fez o “vosso” Rafael Bordalo Pinheiro:

“Nenhuma figura de homem reveste em Portugal mais amplamente o tipo da sua nacionalidade e da sua raça. A afirmação dum carácter, vestissem-lhe o gibão de veludo preto dos velhos holandeses e teriam um dos síndicos de Rembrandt. Pusessem-lhe uma armadura e surgiria Nun'Álvares. O seu gesto é largo, em curva, ampliado, castelhano, excessivo, como o dos tipos das comédias de Moreto; a palavra escandida, batida às vezes numa secura de matraca, outras vezes plástica, redonda, cheia, num jeito de declamação cantada onde se apercebe o exagero simpático dum herói de Cervantes. Depois da caça, a sua paixão é a cozinha, uma cozinha toda de emoções e de colorau picante, uma cozinha declamatória e grandiosa, cortada de especiarias e drogas como um colóquio de Garcia de Horta e puxando a lágrima à força de pimentão como um sermão do padre Lagosta. Todo o bom português leu um dia a Paquita ou comeu ao menos uma vez na vida lebre à Bulhão Pato”.

E deixo, também registada, a receita das ameijoas: é, a mais simples, a que prefiro e executo, mas o bom resultado depende da qualidade das “ditas”. Por isso deverá escolher as de conchas escuras, conhecidas por cristãs.

Para quatro pessoas proponho 1 kg de ameijoas, que estiveram de molho em água e bastante sal (melhor se for água do mar), para perder a areia. Ainda assim lavá-las por várias águas.

Levam-se ao lume duas colheres de sopa de azeite. Uma vez quente deitam-se dois dentes de alho que devem alourar.Em seguida junte as ameijoas e um molho de coentros picados finamente e tempere de sal e pimenta. Vá mexendo o recipiente. Quando abertas regue com o sumo de meio limão e sirva com o restante cortado em meio gomos. Bom apetite!


João Reboredo

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sábado, 8 de dezembro de 2012

NOVOS TÍTULOS E PROMOÇÃO DE NATAL NA LIVRARIA PEDRANOCHARCO ONLINE



NOVOS TÍTULOS
E PROMOÇÃO DE NATAL
NA LIVRARIA PEDRANOCHARCO ONLINE


PROMOÇÃO DE NATAL 2012 

Como promoção de Natal 2012, por cada compra superior a € 25,00
efectuada na Livraria Pedranocharco Online,
oferecemos 4 livros da Pedranocharco Publicações: 

PORTEFÓLIO, de José Abrantes 
ALGUÉM DESARRUMA ESTAS ROSAS, de José Carlos Fernandes 
BDVoyeur #1 
BDVoyeur #2 


NOVOS LIVROS:
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BDLP #2


Formato: 15 x 21 cm (A5)
66 páginas a cores e preto e branco
Edição Outubro 2012
Preço: € 5,00

Autores:
Andreia Rechena
Altino Chindele
Rita Vilela
Wander Antunes
Paulo Monteiro
Tiago Abrantes
Olimpio e Lindomar Sousa
Inês Freitas e Miguel Mendes
Zorito Chiwaga
Cristina Sá
Sai Rodrigues
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O NOME DO PAI (AUTO-GRAFIA)
de Topedro


Preço: € 7,00
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HÄGAR VOL. 1HÄGAR VOL. 2
de Dik Browne 


Nascida a 4 de Fevereiro de 1973 nas páginas de 136 jornais do continente americano, a série Hägar the Horrible foi o maior caso de êxito galopante na história da banda desenhada dos Estados Unidos: dez anos depois já aparecia em 1400 publicações de dezenas de países e em 1989, quando o seu criador morreu, estava espalhada por 1800 de 58 países e era traduzida para 13 línguas diferentes. Desde o seu primeiro ano de vida que as tiras diárias e as pranchas dominicais da série foram recolhidas em livros, de formato variado e conteúdo variável, conforme o gosto de cada editor; esta colecção é, contudo, a primeira reedição da serie feita de forma integral e ordenada, com cada volume incluindo TODAS as tiras e pranchas de um ano inteiro da obra de Dik Browne - obra-prima da banda desenhada humorística.

Preço de cada livro: 12,50 € 
Formato 23,3 x 33,9 cm 
Brochado, com badanas 
128 pàginas a preto e branco 
Edição Libri Impressi 
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SURGE... FERD'NAND e FERD’NAND RETORNA
de Mik (Henning Dahl Mikkelsen) 


Ferd'nand, genial criação de Mik (Henning Dahl Mikkelsen), fez a sua primeira aparição pública a 3 de Maio de 1937 e publicou-se ininterruptamente até 2004. De origem dinamarquesa, foi, entre as séries criadas fora dos Estados Unidos mas seguindo a americana tradição de publicação diária em jornais, a mais conhecida a nével mundial. Mas foi também uma das bandas desenhadas de mais longa vida, a mais internacional de todas as criações oriundas da Dinamarca e, principalmente, a mais famosa pantomima de todos os tempos. Este volume, que reúne todas as tiras do ano do seu nascimento (coisa que, até agora, em mais de setenta anos, nunca tinha sido feita), é o primeiro de uma série que se pretende integral dos anos em que a assinou Mik.

Preço de cada livro: 12,50 € 
Formato: 22,5 x 20,5 cm 
Brochado, com badanas 
108 páginas (96 a preto e branco, 12 a cores) 
Edição Libri Impressi 
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O CORVO 
de Edgar Allan Poe, Gustave Doré, Fernando Pessoa y J. A. Pérez Bonalde 


O poema de Edgar Allan Poe (provavelmente o mais famoso da literatura norte-americana) traduzido por Fernando Pessoa e ilustrado por Gustave Doré.

É o livro que em 2009 faltou nas comemorações do bicentenário do nascimento de Poe. Inclui o texto original, a sua traduçâo para português e para espanhol (por Juan Antonio Pérez de Bonalde) e, perfeitamente reproduzidas, as impressionantes gravuras do maior ilustrador de todos os tempos e, além disso, pioneiro da banda desenhada no século XIX.

Preço: 13,00 € 
Formato: 24 x 33 cm 
Brochado 
64 pàginas a preto e branco 
Edição Libri Impressi
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INAUGURAMOS A CATEGORIA USADOS COM
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COLECÇÃO THORGAL 
(Público/ASA) 
Série escrita por Jean Van Hamme e desenhada por Grzegorz Rosinski 


16 álbuns cartonados, formato 22,50 x 29,50 cm – 48 págs. a cores 
Preço € 80,00 – (preço original € 123,40) 
Publicada entre Abril e Julho de 2012 


A lista dos volumes é a seguinte: 


1 – Aarícia
2 – O Senhor das Montanhas
3 – Loba
4 – A Guardiã das Chaves
5 – A Espada-Sol
6 – A Fortaleza Invisível
7 – A Marca dos Banidos
8 – A Coroa de Ogotaï
9 – Gigantes
10 – A Jaula
11 – Aracnéa
12 – A Peste Azul
13 – O Reino Sob a Areia
14 – O Bárbaro
15 – Kriss de Valnor
16 – O Sacrifício 

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EMMANUELLE 


Adaptação em banda desenhada criada por Emmanuelle Arsan no livro The Joys of a Woman, e desenhada por Guido Crepax 

Álbum cartonado, formato 22,50 x 30 cm – 136 págs. a preto e branco 
Edição Delcourt, 2009, Bélgica – em francês 
Preço € 18,00 

Guido Crepax 

Guido Crepax nasceu no ano de 1933, em Milão, onde viveu, trabalhou e morreu, em 31 de Julho de 2003.
Era arquitecto mas nunca exerceu a profissão, tendo-se dedicado, ainda estudante, às artes gráficas publicitárias e à ilustração.

Em 1965 escreveu e desenhou a sua primeira história em banda desenhada, com a personagem Valentina, ainda hoje protagonista de várias aventuras, recolhidas em 16 álbuns.

Crepax inventou, mais tarde, outras heroínas de banda desenhada: Bianca, Anita, Giulietta, Belinda e Francesca, e desenhou também adaptações de livros de ouros autores como História de O, Emmanuelle, Drácula, Dr. Jeckyll e Mr. Hyde, entre outros.

Veio ainda a publicar histórias baseadas na Nova Justina, de Sade, na Vénus das Peles , de Leopold von Sacher-Masoch e um episódio das Memórias de Casanova.

No campo das artes plásticas propriamente ditas, Crepax assinou uma centena de obras, entre litografias e serigrafias.


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VER AQUI A PÁGINA 
DA LIVRARIA PEDRANOCHARCO ONLINE

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