quarta-feira, 17 de abril de 2019

O INCÊNDIO NOTRE-DAME A CAPA DE CHARLIE HEBDO É UMA PROVOCAÇÃO A MACRON

Reformas - "Eu começo pela carpintaria"

O INCÊNDIO DE NOTRE-DAME
A CAPA DE CHARLIE HEBDO 
É UMA PROVOCAÇÃO A MACRON 

Promessa de restauração da catedral de Notre Dame, no dia em que o país esperava respostas para os protestos dos Coletes Amarelos, gera críticas.

Acapa desta terça-feira do jornal satírico Charlie Hebdo reporta ao incêndio na Catedral de Notre-Dame, materializando uma crítica ao presidente francês Emmanuel Macron.

Sobre um fundo vermelho, a publicação usa uma caricatura de Macron, em que os seus cabelos formam a catedral em chamas. Nela não se esquece a promessa de Macron, que na noite passada garantiu que o monumento será reconstruído.

A promessa é o alvo da crítica da publicação, fazendo referência às reformas que o país tanto pede. Isto porque a tragédia fez com que Macron adiasse o discurso onde iria anunciar as medidas relacionadas com os sucessivos protestos dos coletes amarelos.

A capa já está a dar que falar com muitos a consideraram que se trata de uma opção de mau gosto, tendo em conta a inigualável perda a que França e o mundo assistiram ontem.

A revista está, segundo a própria indica, disponível em 50 quiosques de Paris.

Jornal satírico francês é conhecido pela abordagem controversa a temas da actualidade.
O jornal satírico francês Charlie Hebdo foi um dia mais cedo para as bancas (normalmente, sai às quartas-feiras) devido a incêndio que deflagrou na catedral de Notre-Dame, na capital parisiense. A publicação colocou o presidente francês, Emmanuel Macron, na capa da edição desta semana aludindo ao incêndio no monumento histórico.

Macron surge em fundo vermelho, em forma de caricatura, com os cabelos em chamas, no formato da catedral de Notre-Dame. Em reação ao acontecimento da noite passada, o presidente garantiu prontamente reconstruir o monumento e adiou um discurso à nação onde iria anunciar medidas para responder aos protestos dos "coletes amarelos".

A par com alguns críticos, o jornal critica esta postura de Macron pode dar prioridade ao incêndio em detrimento de um protesto que dura há meses no país. Como habitualmente a capa está a gerar controvérsia. Há quem apoie a crítica, outros consideram esta uma opção de mau gosto, tendo em conta a perda de parte de um património cultural inigualável, Património Mundial da Humanidade desde 1991.

 Como era o edifício da Notre Dame...
... e como ficou.


terça-feira, 16 de abril de 2019

INCÊNDIO DA CATEDRAL DE NOTRE DAME EM PARIS EM CARTOONS




INCÊNDIO DA CATEDRAL 
DE NOTRE DAME EM PARIS 
EM CARTOONS 
ALGUNS PROTAGONIZADOS 
PELO CÉLEBRE CORCUNDA... 

UM POUCO DE HISTÓRIA 

Foi há 674 anos, em 1345, que a construção da catedral de Notre Dame foi dada como completa, tendo durado 182 anos.

Tudo começou em 1163, quando Luís VII ocupava o trono da França. O nome da catedral, “Notre Dame”, significa Nossa Senhora, uma vez que o edifício é dedicado à Virgem Maria, mãe de Cristo. Localizado na Ile de La Cité, na capital francesa, e rodeado pelo rio Sena, o próprio local onde o edifício foi construído já era anteriormente associado ao culto religioso: foi aqui que os celtas terão realizado algumas cerimónias e, mais tarde, os romanos ergueram um templo de devoção ao deus Júpiter.

Ainda antes de a catedral de Notre Dame ser construída, já existia neste espaço uma das primeiras igrejas do Cristianismo francês, a Basílica de Saint-Etienne. Depois da demolição desta igreja, a construção da catedral foi apoiada por Luís VII e várias classes sociais francesas contribuíram monetariamente para a sua edificação. Os primeiros arquitectos da catedral foram Pierre de Montreuil e Jean de Chelles, mas ao longo dos anos a catedral foi sendo modificada de acordo com as épocas.

O objetivo da construção desta catedral, mandada edificar pelo Bispo Maurice de Sully, era aproveitar as novas técnicas de construção para erguer um templo de grandes dimensões, que demonstrasse o poder francês. A primeira pedra foi lançada na presença do Papa Alexandre III, que, como explica o Vaticano, visitou Paris entre 24 de março e 25 de abril de 1163. A estrutura foi terminada em 1182, após duas décadas de construção, tendo o altar principal da igreja sido consagrado em 19 de maio desse ano por Henri de Château-Marçay, enviado pelo Papa Lúcio III para o efeito.

OS CARTOONS QUE FORAM CIRCULANDO 
PELO TWITER DURANTE ESTA NOITE ATÉ AGORA


















sábado, 13 de abril de 2019

DESCENDER – SINGULARIDADES (vol. 3)

DESCENDER – SINGULARIDADES (vol. 3) 

Argumento de
JEFF LEMIRE 
e ilustração de 
DUSTIN NGUYEN 


Dez anos depois de uma súbita invasão de robots do tamanho de planetas - os Colectores - ter devastado a galáxia, um jovem andróide chamado TIM-21 acorda para descobrir que todos os robots foram proibidos e colocados fora-da-lei. TIM talvez esconda os segredos dos Colectores no seu ADN mecânico, e rapidamente se transforma no robot mais procurado num universo em que os andróides foram colocados fora-da-lei, e em que os caçadores de prémios espreitam em todos os planetas da galáxia.

Cinco histórias separadas que revisitam o passado desta saga cósmica, cinco pontos singulares na linha do tempo que levará Tim-21, o Dr. Quon e a Capitã Telsa, Bandit e Broca, e todos os protagonistas de DESCENDER até ao seu momento presente, e que prepararão os leitores para os acontecimentos tremendos do volume 4!


“Uma fabulosa e bela história passada num futuro em que um rapaz solitário procura um lar numa galáxia que o odeie e teme.”

ENTERTAINMENT WEEKLY
“Emocionante!”

THE LOS ANGELES TIMES’ “HEROCOMPLEX”

JEFF LEMIRE é um autor best-seller do New York Times, com uma carreira como escritor e artista de romances gráficos de sucesso. Venceu em 2008 e 2013 o Shuster Award for Best Canadian Cartoonist, que premeia o melhor artista de BD canadiano. Foi também nomeado oito vezes para os prémios Eisner, e venceu em 2017 com a sua série de super-heróis Black Hammer o prémio de Melhor Nova Série. Foi também nomeado para sete prémios Harvey e oito Shuster Awards. A sua mais recente obra foi o romance gráfico Roughneck, que a Publishers Weekly descreveu como um livro “poderoso”.

DUSTIN NGUYEN é outro autor de comics best-seller dos EUA, conhecido por obras como Wildcats v3.o, The Authority Revolution, Batman, Superman/Batman, Detective Comics, Batgirl e Batman: Streets of Gotham. É um dos mais requisitados artistas actuais de capas para as grandes editoras americanas. Com Descender, Dustin Nguyen venceu em 2015 o Prémio Eisner para Melhor Arte Pintada, um dos mais prestigiados dos comics.

DESCENDER vol. 3: SINGULARIDADES
Reúne os números #12-16 de Descender.
Formato deluxe (19 x 28), capa dura, 120 pgs. a cores.
PVP: 13€
ISBN: 978-84-16510-92-4
GFloy
Link para a capa e páginas de amostra do interior:
https://m41rey.s.cld.pt




quinta-feira, 11 de abril de 2019

50 ANOS DA SÉRIE COMANCHE – LANÇAMENTO DO 1º VOLUME (QUATRO HISTÓRIAS) – “ALA DOS LIVROS EDITORES”

50 ANOS DA SÉRIE COMANCHE
de Greg (argumento) e Hermann (ilustração)
LANÇAMENTO DO 1º VOLUME (QUATRO HISTÓRIAS) 

– PELA ALA DOS LIVROS EDITORES – 

Ala dos Livros assinala os 50 anos da série Comanche com a publicação em 3 álbuns dos episódios assinados por Greg e Hermann, incluindo as histórias curtas.


Sobre a série Comanche 

Enquanto o Le Journal Spirou publicava, desde 1954, a série Jerry Spring de Jijé e a Pilote publicava, desde 1963, a série Blueberry de Jean-Michel Charlier e de Jean Giraud, o Journal Tintin, terceira grande glória da imprensa de banda desenhada franco-belga do final dos anos 1960, não tinha nas suas páginas nenhuma série de western realista. No entanto, é nessa época que o género conhece novo alento no cinema com filmes como O Bom, o Mau e o Vilão (1968), Era uma vez no Oeste (1969), ambos realizados por Sergio Leone, ou A Quadrilha Selvagem (1969) de Sam Peckinpah.

Para fazer face a esta ausência no Tintin, o seu chefe de redacção, Michel Greg (era-o desde 1965), imagina um western “puro e duro” em torno de um rancho dirigido por Comanche, uma jovem fazendeira.

Situa a série no Wyoming, um estado montanhoso do Oeste americano, o menos povoado dos Estados-Unidos, do qual um terço do território se encontra nas Grandes Planícies.

Para a desenhar, Greg convida o belga Hermann, para quem, desde 1966, já faz os argumentos da série Bernard Prince. Quando, em Dezembro de 1969, as primeiras pranchas de Comanche surgem publicadas no Tintin, Hermann tem apenas 31 anos mas o seu estilo rapidamente atinge uma elevada qualidade gráfica com episódios como O Céu está vermelho sobre Laramie ou O Deserto sem luz.

O desejo de Hermann de levar Comanche a um realismo mais duro do que o da BD clássica da época, fez com que uma cena final que surge em O Céu está Vermelho sobre Laramie tenha, na altura da sua publicação no Journal Tintin, chocado os leitores pela sua violência.

Entre 1969 e 1983, Hermann desenhou dez histórias longas e três histórias curtas de Comanche, publicadas em álbum na editora belga Lombard a partir de 1972. Em treze anos, o seu desenho não cessa de evoluir, passando de um traço vivo com pincel a uma estilização com a caneta de aparo Art Pen, cada vez mais apurada a partir do álbum Os Xerifes.

Desejoso de escrever os seus próprios argumentos, Hermann abandona a série em 1983, não deixando de colocar alguns anacronismos humorísticos no último álbum, O Corpo de Algernon Brown, chocando Greg que escreverá ainda cinco argumentos de Comanche para Michel Rouge.

(O texto acima foi traduzido da sobrecapa do livro original)
Comanche em Portugal 

A série Comanche foi publicada pela primeira vez em Portugal em 1970. A publicação ocorreu no número 7 do 3º ano da revista Tintin (de 11 de Julho), onde surgiram, a cores, as 8 primeiras pranchas que constituem a história curta Red Dust, a qual introduz o personagem e explica a sua aparição em Greenstone Falls.

Para além da publicação na revista Tintin, há ainda ainda episódios da dupla Greg/Hermann publicados no Almanaque Tintin, na Selecções Tintin e na revista Mundo de Aventuras (2ª fase).

O primeiro álbum da série publicado em Portugal, surgiu em 1978 com selo da Livraria Bertrand.
A última publicação portuguesa ocorreu na revista Selecções BD (1ª série), em 1990, onde foi publicado As Feras, já da dupla Greg/M. Rouge.

Para assinalar os 50 anos da data da primeira publicação quer em França (2019), quer em Portugal (2020), a Ala dos Livros publicará, ao longo destes dois anos e em 3 álbuns, os episódios assinados por Greg e Hermann, incluindo as histórias curtas.

COMANCHE 
Argumento: Greg (pseudónimo de Michel Regnier) 
Desenho: Hermann Huppen 
Obra Completa de Greg e Hermann 
Volume 1 
Inclui:
Red Dust
Os Guerreiros do Desespero
Os Lobos do Wyoming
O Céu está Vermelho sobre Laramie 
200 páginas. Preto e branco 
Cartonado. 235 x 310 mm 
Abril de 2019. Ala dos Livros 
PVP: 32,90 € 
ISBN: 978-989-54171-1-7 

SOBRE OS AUTORES: 
Argumento: Greg (1931 – 1999) 


Nascido na Bélgica em 1931, Greg assina as suas primeiras pranchas de banda desenhada aos 16 anos, dando início a uma das carreiras mais prolíficas da profissão. No início dos anos 50 conhece Franquin, para quem escreve alguns gags. Rapidamente, e por via da agência International Press, produzirá um número impressionante de pranchas para todos os gostos e em todos os estilos.

Enquanto argumentista, capaz de abordar temas que vão do humor ao western, passando pela espionagem, trabalha com vários desenhadores continuando, simultaneamente, a desenhar. E foi como autor completo que, em 1963, criou o seu personagem mais célebre, Achille Talon, pequeno burguês que surge pela primeira vez nas páginas da revista Pilote.

Dois anos mais tarde, em 1965, enceta uma nova aventura ao tornar-se Chefe de Redacção do Journal Tintin. Dedica-se durante 9 anos a modernizar as publicações da editora Lombard, escrevendo séries e rúbricas e revelando inúmeros jovens artistas que reúne no célebre Studio Greg. Verdadeiro descobridor de talentos, dará a conhecer autores como Hermann, Dany, Dupa e muitos outros. 

Em 1974, deixa a redacção do Journal Tintin e a Bélgica para rumar a Paris e tentar a aventura editorial na Dargaud. Essa aventura leva-lo-á até aos Estados Unidos, país que o fascina desde a infância. Regressa a França em meados dos anos 80, sem nunca ter deixado de escrever histórias humanistas. Greg dedicou-se à 9ª Arte até ao final da sua carreira.

Morreu em 29 de Outubro de 1999 aos 68 anos.
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Desenho: Hermann (1938) 


Hermann nasce em 1938, na Bélgica. Sai de uma infância passada no meio da Guerra e da ocupação com uma forte vontade de aprender um ofício e uma confiança bastante relativa no Homem. Depois de uma estada no Canadá, regressa ao seu país natal e casa-se. Por um acaso da vida, é o seu cunhado, Philippe Vandooven, quem o lançará na banda desenhada ao encomendar-lhe uma história para a revista de escuteiros do qual é responsável. Depois da publicação desta Histoire en Able, Greg telefona ao jovem desenhador. O autor de Achille Talon fica imediatamente impressionado com o vento de renovação que Hermann aporta ao desenho realista, e com ele enceta Bernard Prince.

Seguem-se as aventuras de Comanche, após as quais a notoriedade de Hermann é tal que pode serenamente pensar em lançar-se a solo. Daí resultará Jeremiah, para começar, e uma pletora de one-shots, ao longo dos quais nos faz partilhar o seu gosto pela aguarela, mas sobretudo uma certa misantropia. Hermann nunca o escondeu: desconfia do Homem e não gosta dele. E toda a sua obra tem por ambição mergulhar-nos na nossa própria perversidade. E é raro, e precioso, que tal fealdade
case na perfeição com a beleza do desenho!

Hermann recebeu, em 2016, o Grande Prémio de Angoulême pelo conjunto da sua obra.





quarta-feira, 10 de abril de 2019

VI MOSTRA DO CLUBE TEX PORTUGAL NA ANADIA Com os autores Bruno Brindisi e Roberto De Angelis



VI MOSTRA DO CLUBE TEX PORTUGAL NA ANADIA 

Com os autores Bruno Brindisi e Roberto De Angelis



Depois dos enormes sucessos ocorridos com as Mostras dos anos anteriores, sempre com o Museu do Vinho Bairrada como palco privilegiado, a direcção do Clube Tex Portugal vem, uma vez mais, apresentar a todos os fãs e coleccionadores da personagem Tex, assim como aos amantes da banda desenhada e ao público em geral, mais uma Mostra do Clube Tex Portugal.

Assim, nos próximos dias 27 e 28 de Abril, realizar-se-à a 6ª Mostra, a qual contará novamente com a presença de dois conceituados desenhadores italianos. Desta vez Bruno Brindisi e Roberto De Angelis, dois talentos que recentemente começaram a trabalhar na nova série do jovem Tex Willer, marcarão presença no evento bairradino, o qual, à semelhança dos anos anteriores, apresentará duas mostras pessoais dos próprios autores, através da exposição de várias pranchas das suas histórias realizadas para Tex.

De referir que cada um dos autores italianos, como forma de agradecimento por este convite português, desenhou uma magnífica ilustração exclusivamente para o evento de Anadia, numa tradição já habitual e que ocorre sempre que um autor de Tex nos visita, registando, deste modo, a sua passagem por Portugal.

A mostra regressa assim a Anadia, fixando-se definitivamente na capital da Bairrada, devido ao interesse e apoio da autarquia, disponibilizando novamente o Museu do Vinho para a realização de mais esta Exposição Texiana.

Roberto de Angelis

Napolitano de nascimento (16 dezembro 1959), salerlitano de adoção, Roberto De Angelis inicia a sua carreira em 1983, quando se junta a um grupo de jovens autores que vão criar o fanzine Trumoon. Nas suas páginas será publicado L’Uomo di Lisa, o que lhe vai valer um contrato com o estúdio de Dino Leonetti que comissiona algumas histórias para as Edizioni Cioè. Na segunda metade dos anos 1980, De Angelis, Brindisi, Coppola e Siniscalchi dividem um apartamento, onde vão criar o Trumoon Studio. Em 1987, De Angelis encontra Ade Capone, com quem realizará Kor One, quase um prelúdio de Nathan Never. Ao mesmo tempo, colabora com o Studio Leonetti e realiza histórias para Tilt e Boy Comics. Entretanto, as Edizioni ACME procuram novos talentos e o Trumoon Studio é contratado em bloco. São tempos de fervor criativo que vão acabar por levar De Angelis a ser admitido na Sergio Bonelli Editore, onde vai trabalhar em Nathan Never e revelar-se como um dos desenhadores de ponta da série de Serra, Medda e Vigna, cabendo-lhe a honra de ser o autor do número promocional (zero) e dos primeiros Speciale Nathan Never, Almanacco della Fatascienza e Nathan Never Gigante, assim como se torna capista da série a partir do #60 até ao #249. Na SBE desenha também Legs Weaver, Caravan e uma história para o Dylan Dog Color Fest. Estreia-se em Tex em 2004, desenhando o álbum gigante Ombre nella notte, um registo em tudo diferente de Nathan Never, e que acabará por ficar atravessado na garganta do autor, que o considera mesmo um fracasso, nunca escondendo o desejo de poder redimir-se. A ocasião surge em 2015, durante o Festival de Lucca, quando se encontra com Mauro Boselli e lhe pede para desenhar uma história curta de Tex, o que acabará por se concretizar em 2016, quando vai receber um argumento de 248 páginas para a nova coleção Tex Willer, centrada na juventude do herói.


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Bruno Brindisi

Oriundo de uma família de artistas, Bruno Brindisi nasceu em Salerno em 1964, comuna italiana onde ainda reside. Autodidata, com apenas dezanove anos fundou em 1983 a chamada Scuola Salernitana com Roberto De Angelis e Luigi Siniscalchi, com quem publicou a revista amadora Trumoon. A sua carreira profissional começa em 1986, desenhando histórias eróticas para a Blue Press e a Ediperiodici e, mais tarde, para as Edizioni Cioé e Edizioni ACME. Em 1990, com apenas vinte cinco anos, entra na Sergio Bonelli Editore, desenhando alguns episódios de Nick Raider, até entrar na equipa de Dylan Dog, série onde se vai estrear com a aventura Il Male, escrita por Tiziano Sclavi. Em 2002 começa a trabalhar em Tex, desenhando o Texone I predatori del deserto, termina na série mensal Muddy Creek, uma aventura que Vincenzo Monti deixara incompleta devido ao seu falecimento, e inaugura o Color Tex com a história E vienne il giorno. Em 2012, desenha Il segreto di Diabolik, por ocasião dos cinquenta anos desta série. Ainda na Bonelli desenha La rivolta dei Sepoy, um episódio de Le Storie escrito por Giuseppe De Nardo, e o primeiro número de Brad Barron, mini série de Tito Faraci. Ao mesmo tempo, trabalha para o mercado francófono com a Humanoides Associés na série Novikov. Em 2015, foi galardoado com o prémio Romics d’Oro, mas antes, entre 1993 e 2012, já tinha vencido inúmeros prémios e reconhecimentos pelo seu trabalho, nomeadamente o Comicon 2003, onde foi classificado como “… um jovem de qualidades técnicas e artísticas de elevado nível. Pela sua capacidade de descrever e evocar pesadelos e sonhos, paisagens reais e fantásticas, colocando o seu estilo ao serviço da aventura e da diversão”.





 
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