sexta-feira, 10 de agosto de 2012

BDpress # 363: ARRANCA HOJE O IX LUANDA CARTOON 2012 + INICIA-SE AMANHÃ A EXPOSIÇÃO DE HOMENAGEM A FRANCO CAPRIOLI EM VISEU



LUANDA CARTOON ABRE HOJE
COM MOSTRA DE CARICATURAS 

Adriano de Melo 

Jornal de Angola, 10 Agosto 2012 

O Festival Internacional de Banda Desenhada e Animação, Luanda Cartoon 2012, arranca hoje, às 19h00, no Belas Shopping, em Luanda, com uma exposição de cartoons e caricaturas.

O festival, que decorre até ao dia 24, criou este ano maior abertura aos autores de outros países, convidando sete cartoonistas internacionais para apresentarem, através das obras, cenas dos seus quotidianos e caricaturas de pessoas públicas.

Este ano, segundo o cartoonista Lindomar Sousa, o festival conta com a presença inédita de autores africanos, com realce para Zorito, de Moçambique, e Jérémie Sing, da República Democrática do Congo, que abrem o festival para o resto do continente. 

Outra presença internacional de realce é a do famoso autor franco-brasileiro Eduardo Pinto Barbier, desenhador e editor da revista “A Boca do Mundo”, que recebe trabalhos de autores de todo o mundo e os divulga em festivais. O cartoonista chegou ontem a Luanda. Entre o programa das actividades dos criadores internacionais convidados destacam-se lançamentos de livros de banda desenhada e várias maratonas de criação de caricaturas ao vivo, de forma a transmitirem os seus conhecimentos aos jovens talentos nacionais.
Na grelha de artistas nacionais, destacam-se Horácio Dá Mesquita e Abraão Eba, o cartoonista com mais de 22 anos de carreira que é o homenageado nesta edição. Além destes, foram ainda convidados os cartoonistas Nelo Tumbula, Hermenegildo Pimentel, Horácio Gilberto, Zix Comics, Machai, Altino Chindele, Vává, Armando Pululo, Carnott, Gabito, Olímpio de Sousa e Tché Gourgel. “São, no total, 30 autores angolanos que vão expor os seus trabalhos ao longo do festival e 11 estrangeiros. Pela primeira vez temos também dois países africanos a participar na actividade: Moçambique e a República Democrática do Congo”, esclareceu Lindomar Sousa. A escolha do Belas Shopping para a exposição deveu-se, especialmente, ao facto de ser um lugar amplo, onde a organização do festival vai poder expor à vontade os trabalhos de banda desenhada nacionais e os autores aumentarem, sem dificuldades, as suas possibilidades de intercâmbio com o público e com potenciais parceiros. 

Presentes no Festival estarão também os autores Eduardo Barbier (França), Hugo Teixeira, João Mascarenhas, João Amaral, Nuno Saraiva e Teresa Pestana (Portugal) e Makhmud Eshonkulov (Uzbequistão).

“É uma forma de facilitarmos a proximidade entre os criadores e o público. Como as pessoas ainda não têm o hábito de ir às galerias, esta actividade, com entrada livre, vai permitir aos autores irem ao encontro dos visitantes. Teremos ainda sessões de caricaturas amanhã e domingo, das 15h00 às 18h00”, adiantou.

Na visão de Lindomar Sousa, um dos principais promotores do evento, o festival é a grande montra da banda desenhada angolana, onde os autores podem encontrar-se, falar dos seus projectos e apresentarem-nos a possíveis patrocinadores. 


 Corrigi o texto do Jornal de Angola (onde se lê "autores" estava a palavra "artistas") porque já enjoa esta cretinice (americanista) de chamarem "artistas" aos autores de BD. Mas aqui no cartaz com os nomes dos ditos, deixei ficar, só para se aperceberem do ridículo dessa palavra no contexto da banda desenhada - parece o anúncio de um espectáculo de "variedades" musicais e não de BD, ou não vos parece? Quem escreve sobre BD em Angola deveria corrigir esta questão antes que toda a gente se habitue a tratar os autores como se fossem os "artistas da rádio, TV e disco"...



 Aspecto da exposição de caricatura no Belas Shopping do ano passado e, em baixo, aspecto do interior daquele shopping.



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AMANHÃ INAUGURA A EXPOSIÇÃO
DE HOMENAGEM A FANCO CAPRIOLI PELO CENTENÁRIO DO SEU NASCIMENTO 
EM VISEU 

A exposição que esteve em Moura em Junho/Julho é inaugurada amanhã em Viseu.



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terça-feira, 7 de agosto de 2012

A CHILI COM CARNE E MMMNNNRRRG ACTIVAS COMO SEMPRE LANÇAM NOVO NÚMERO DO FANZINE MESINHA DE CABECEIRA E LEVAM A EXPOSIÇÃO FUTURO PRIMITIVO AO BRASIL




A CHILI COM CARNE E MMMNNNRRRG
ACTIVAS COMO SEMPRE
LANÇAM NOVO NÚMERO DO FANZINE
MESINHA DE CABECEIRA
E LEVAM A EXPOSIÇÃO
FUTURO PRIMITIVO AO BRASIL

A minha onda não é propriamente a BD underground (mas mesmo a mainstream também já me dá pouco gozo). No entanto a onda que envolve os projectos underground (ou alternativos) consegue sempre cativar-me, porque está ainda cheia daquele clima típico dos anos 70. O fanzine Mesinha de Cabeceira, por exemplo, de que tenho alguns números históricos no meu “arquivo”, desperta-me sempre a verve anarquista – que, diga-se de passagem, anda meio adormecida, acordando de vez em quando, por via de qualquer sonho nocturno, onde vejo imagens vagas de uma bateria de canhões de 125 mm apontados a S. Bento... Mas adiante.

E começa depois de amanhã, dia 9, a Exposição Futuro Primitivo no Brasil.

Os textos que se seguem são de Marcos Farrajota (com alguns pequenos parentesis e acrescentos meus).

MESINHA de CABECEIRA

Fundado por Pedro Brito e Marcos Farrajota em 1992, este zine de BD é um projecto mutante, que começou em fotocópia, passou pelo "perzine" (e voltou agora com o número 24), monografias (Nunsky, Isabel Carvalho, Mike Diana, André Lemos, João Maio Pinto) e edições colectivas. O próximo número 23 (adoro esta contagem) será lançado este ano na comemoração dos 20 anos do Mesinha! O blogue do Mesinha (ver AQUI), como blogue, é um mero diário do Farrajota.

Lançado na 20ª Feira Laica (realizada a 30 de Junho e 1 de Julho o Palácio de Laguares, em Campolide, como foi noticiado no Kuentro, na altura) pela MMMNNNRRRG, este novo número do Mesinha de Cabeceira é limitado a 333 exemplares, custa 3 euros (sem descontos nem não estará à venda em lojas excepto na loja em linha da Chili Com Carne) e tem 24 páginas A5, 16 delas a duas cores.

A capa como se pode verificar é a cores e é da autoria do Dr. Uránio.

Voltando ao formato "perzine" dos velhos tempos dos números 10, 11 e 12 nos anos 90 (reeditados há alguns anos pela colecção Mercantologia), este novo número inclui BDs inéditas de Tim Morris, Marcos Farrajota e Gigi i Gigi.

20ª Feira Laica, no Palácio de Laguares, em Campolide


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Antes de apagar a luz 
(o editorial editado para este "post" no blogzine da Chili Com Carne)

(...) se nos últimos números do Mesinha de Cabeceira as BDs dos autores eram pedidos trabalhos na forma de encomenda neste número e os seguintes (não sei quantos números serão esta série) tal não acontece [algumas das BDs foram "encontradas"]. Esta é uma das situações, a principal no entanto passa pela minha vontade de voltar ao Mesinha para publicar as minhas BDs que produzi em dois meses numa residência artística na Finlândia. Todo o projecto é uma pretensa "novela gráfica" de vários capítulos, dos quais só conclui três na minha estadia escandinava. É-me inconcebível pensar em fazer mais 60 páginas (serão?) para depois sair num volume único.

(...) Parte da inércia em acabar esta "novela gráfica" deve-se ao facto de ter dúvidas do que estou a fazer, da forma como estou a tratar os temas, etc... Sem qualquer "feedback" tirando o de um círculo íntimo de amigos, sinto uma enorme necessidade de mostrar publicamente o que já está feito - e usar isso como alavanca para concluir o trabalho. De certa forma é um regresso à fórmula "perzine" que caracterizou os números 10, 11 e 12 do Mesinha em que a vontade de publicar BDs auto-biográficas era complementada com participações de outros autores.

(...) Antes de ir para a Finlândia fartei-me do Mesinha de Cabeceira, e dado ao facto do próximo número ser o 23, possibilitei o enterro do projecto pelas mãos do Pedro Brito - para quem não sabe, fomos nós os dois que criamos este título em 1992, tendo o Pedro desistido dele por volta do número 6. (...) O ano de 2012 é a comemoração dos 20 anos do zine e seria uma óptima altura de acabar com ele, afinal de contas "20 anos é demasiado tempo de existência para um zine". Um volumoso volume (passe a redundância) está a ser preparado, sem o Pedro (não anda com tempo para nada) e incluirá velhos colaboradores (Rafael Gouveia, dice industries, João Chambel, Daniel Lopes), novos autores (André Coelho) e novos talentos da cena portuguesa (Zé Burnay). É preciso esperar por Outubro.

O Mesinha é para continuar! Tanto que até salta para o número 24 sem pensar duas vezes!

(...) Dr. Uránio que fez a capa. Ele é um dos segredos mais bem guardados do Porto! Mestre da restauração e acomodação é um insanciável respigador de falhas urbanas, talvez por isso tenha desenvolvido sob efeitos cibernéticos de talidomida essa técnica ubíqua dos séculos XX e XXI chamada de “colagem”. No passado poderão encontrar trabalhos desta douta pessoa no livro de poesia Y el hambre y los ciegos de Héctor Arnau e em várias edições fonográficas da Marvellous Tone.

(...) Tim Morris, ilustrador e argumentista inglês, nasceu em Sheffield a 20 de Abril de 1957, vive e trabalha em Leicester. "Mente perversa" e "O Escapista" são as suas duas únicas obras publicadas em Portugal, ambas em 2005 pela Campo das Letras. O autor é representado cá pelo artista Tiago Manuel que lhe encomendou esta BD para a revista Quadrado (...) A revista no entanto foi cancelada o que nos levou a contactar o Sr. Manuel - que no passado já nos tinha apresentado ao premiado alemão Max Tilmann - para que a BD deste britânico não ficasse nos arquivos bafientos da “instituição abandonada” da Câmara de Lisboa.

(...) a dupla eslovaca Gigi i Gigi também aparece aqui perdida, vítima da desilusão do tal número 7 da Quadrado - há rumores que a revista volte a ser publicada em breve mas por outra equipa editorial, numa quarta série! Esta BD marca o final da parceria artística entre os dois autores que adoptaram Portugal como sua casa.

(...) Portugal não gosta de movimento. Mais uma razão para não abandonar o Mesinha de Cabeceira.

Marcos Farrajota
Lisboa, 19 Junho 2012

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FUTURO PRIMITIVO NO BRASIL


A exposição Futuro Primitivo começa a bombar no Brazzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzil.
É nossa primeira exposição no Brasil ... e felizmente é de um projecto que apresenta a TOTALidade dos seus autores com todos os seus registos gráficos e narrativos diferenciados
Estão lá as nossas serigrafias e livros!
É depois de amanhã que inaugura finalmente!!!
E vai ser na nova loja PREGO ESPAÇO DE ARTE de 9 de Agosto a 15 de Setembro!
Legal!



Nota do Kuentro: O Prego Espaço de Arte é em Jaburuna, bairro de Vila Velha, na cidade de Vitória, Estado de  Espírito Santo (mais ou menos a meia distância entre o Rio de Janeiro e Porto Seguro - bendito Google Earth). 

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

JOBAT NO LOULETANO – 9ª ARTE – MEMÓRIAS DA BANDA DESENHADA (LXII e LXIIII) – ROUSSADO PINTO (1) ...


Ilustração de Carlos Alberto, para a capa do nº1 de Zakarela, uma das criações de Roussado Pinto, desenhada (e pintada nas capas) por Carlos Alberto Santos


9ª ARTE
MEMÓRIAS DA BANDA DESENHADA
(LXII - LXIII)

O Louletano, 14 a 20 de Junho 2005 

NOSTALGIA
por José Batista 

Podemos, sem sombra de dúvida, integrar Roussado Pinto no rol dos mais fecundos e perseverantes profissionais na área da BD, tanto no campo da edição como no de autor de textos e investigador. A banda desenhada foi o seu sonho, e, O Mosquito, a sua paixão. Em 1946, após o fracasso comercial d’O Pluto, ei-lo a colaborar com O Mosquito, no qual se inspirara, tendo aí conhecido, entre outros, E.T. Coelho agora falecido.

O texto que a seguir se publica faz parte de um conjunto de memórias saídas no Jornal do Cuto, em 1975, o qual, pela refe­rência a Eduardo Teixeira Coelho, se insere na recente ocorrência que afastou de nós esse grande mestre da BD. JB

NOTAS DE 30 ANOS DE BANDA DESENHADA 

É curioso contar aqui a maneira como conheci Cardoso Lopes e Eduardo Teixeira Coelho. linha então 18 anos, fazia o «Pluto». e naquela segunda-feira, quando fui à Direcção dos Serviços de Censura buscar as provas do jornal e saber se havia algum corte a fazer, o funcionário de serviço disse-me:

Já viu o «Mosquito» desta semana? Olhe que ele atira-se a si com força!

Enchi-me de curiosidade e fui ver. Numa local, que depois vim a saber ter sido escrita por Raul Correia, o «Mosquito» falava no aparecimento d'«O Pluto», e dava-lhe umas ferroadas bem dadas (e com justa razão). De facto, «O Pluto» tinha sido feito dentro da linha do «Mosquito», embora sem sofisma. Os meus dezoito anos e toda a ternura que sentia por ele, levaram-me a fazer quase o «Mosquito», apenas com a preocupação de que o material a utilizar fosse português. Nessa local, porém, falava-se de plágio de desenhos e isso, fez me ficar fulo.

Para que o leitor se possa sorrir um bocado, dir-lhe-ei que nessa altura não só praticava luta como treinava râguebi - tudo com o velho amigo Miramon, um apaixonado por estes despor­tos, e a quem eles tanto devem - e, portanto, estava na idade em que resolviam os problemas deste tipo recorrendo ao «físico» (oh, os 18 anos!). Claro que me estão a ver a passo-de-carga-da-brigada-ligeira a caminho da Tra­vessa de S. Pedro de Alcântara, chegar ao balcão a gritar pelo sr. Cardoso Lopes, e exigir-lhe que me explicasse «ali» e «naquela altura», «imediatamen­te!», tais palavras.

O velho e querido Cardoso Lopes olhou-me do alto dos seus óculos (para ver de perto olhava sempre por cima dos óculos) e pressentindo os meus «fu­mos», sorriu-se - ele sorria sempre mesmo quando lhe davam pontapés no traseiro, o que infelizmente acon­tecia muitas vezes - e chamou Eduardo Teixeira Co­elho. Ambos tiveram paciência para o rapaz que eu era, e levaram-me para a sala de trabalho que daí a meses seria a minha - onde me mostraram a razão das suas palavras. Foi o Coelho, aliás, quem me elucidou. Dir-me-ia, porém, que isso em nada diminuía «O Pluto», pois era vulgar os ilustradores aproveitarem a experiência dos mais velhos, e mais ainda em Por­tugal, onde não havia escolas. Apenas o Raul Correia «pegara» nisso e fizera «cavalo batalha»...

Dissiparam-se os meus «fumos» - «fumos» idiotas de rapazola com a mania da luta e do râguebi - e acabámos por ficar os três a conver­sar sobre jornais, fal­tas de papel (também nessa altura ...), mes­tres de ilustração, e ou­tras coisas do estilo.

Pois bem: foi as­sim que conheci o Car­doso Lopes e o E.T. Coelho. Algumas se­manas mais tarde, quan­do o «Pluto» era en­terrado, o primeiro chamar-me-ia para o seu lado.

Roussado Pinto 

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O Louletano, 21 a 27 de Junho 2005 

BIOGRAFIA – ROUSSADO PINTO
por António Dias de Deus e Leonardo De Sá* 

Natural de Lisboa, onde nasceu a 14 de Julho de 1926, a carreira de José Augusto Roussado Pinto cresceu ligada ao jornalismo infantil. Estreou-se em finais de 1945, como director de "O Pluto", com dezanove anos de idade. A revistinha apareceu em 30 de Novembro de 1945 e vinha escrita fundamentalmente por Roussado Pinto, desenhada quase 100% por Vítor Péon e maquetizada, em parte, por José Garcês – qualquer deles em princípio de carreira e com idades rondando os vinte anos. Houve também colaborações de António Barata e Orlando Marques.

A publicação foi até ao nº 25, de 24 de Maio de 1946, começou completamente nacional mas no final teve que admitir comics estrangeiros. Incansável Roussado Pinto passou em seguida para "O Mos­quito", "O Papagaio", "O Mundo de Aventuras", editando, dirigindo, traduzindo, escrevendo novelas, in­ventando argumentos (por vezes sob o pseudónimo "Edgar Caygill, um das várias dezenas que utilizou), no­meadamente para Vítor Peon, foi es­forçado lutador nas revistas de his­tórias aos quadradinhos - e não só.

O romance, a reportagem, a lite­ratura sensacionalista, bem como a edição de antologias policiais e de western, encontraram nele um pala­dino. Mesmo as publicações humo­rísticas contavam-no entre os seus redactores, como foi o caso de "Riso Mundial" e, depois, de "A Risota". Em 1951, com a "Colecção Con­dor", da Agência Portuguesa de Revistas, introduziu em Portugal os "Mini-Álbuns", publicações de re­vistas mas com histórias completas.

Em 1954-55, fundou e dirigiu a Fomento Publicações, produzindo entre outras revistas juvenis "Titã" e "Flecha", assim como diversos pe­quenos álbuns com histórias de E.T. Coelho e dos irmãos Blasco. Em 1956 editou a revista "Valente".

Adaptou as aventuras do "Ca­pitão Trovão" (El Capitan Trueno, de Ambros), para a Editorial Íbis, em 1959-63, e realizou a pequena colecção "Ciúme" para a Editorial Organizações - mas, de modo geral o seu nome não apareceu nas fichas técnicas desse período.

Em 1966, juntamente com Acácio Francisco S. Gomes (que mais tarde formaria as Edições Pirâmide) e Al­fredo Silva, fundou a Parilex - edi­tora à qual esteve também associado o nome dc Vítor Péon.

* in "Dicionário dos Autores de Banda Desenhada e Cartoon em Portugal" (Edição Época de Ouro, 1999)

 
 
S.O.S. NA IDADE DA PEDRA
Argumento de Edgar Caygill (Roussado Pinto), desenhos de Vítor Péon

Esta banda desenhada pode ser vista na íntegra (36 páginas) 
no blogue Quadradinhos 

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PERRO NEGRO em SANGUE BRETÃO
Benoit Despas (arg), José Pires (des)


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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

BDpress #362: SUGESTÕES PARA FÉRIAS – J.M.Lameiras em DIÁRIO AS BEIRAS



Não sei se alguém vai de férias este ano, em que as verbas para as ditas não devem abundar. Mas presumo que sim – ninguém deixa de curtir as santas feriazinhas, não é? Pessoalmente, como só gozei férias por duas ou três vezes na vida, é coisa que não me diz respeito – nem me interessa. Mas pronto, a maioria é que manda, segundo os ditames da dita “democracia”, e como tal, aqui ficam algumas sugestões do João Miguel Lameiras, no Diário As Beiras de sábado passado para as férias. Curtam, já agora, e descansem, mas depois não se queixem quando for a hora de pagar.

SUGESTÕES PARA UMAS FÉRIAS 

Este Verão, mesmo com a crise e sem subsídio de férias, nada melhor do que a Banda Desenhada para nos evadirmos deste quotidiano cinzento. E a esse nível não faltam propostas para estes tempos estivais. 

Começando pelos livros, temos a colecção Heróis Marvel, com um volume novo a cada 5ª feira nos quiosques e os últimos lançamentos da editora Asa, como o “Spirou” 50, o “Murena” 6 e 7, o 2º volume de “Asteroid Fighters”, de Rui Lacas e a “Armadilha Maquiavélica”, 2ª volume da série Philip e Francis, em que Veys e Barral parodiam o clássico “Blake & Mortimer” de E. P. Jacobs.


Passando para as exposições, é possível ver no Museu do Chiado a exposição “Subway Life”, de António Jorge Gonçalves, que recolhe os desenhos feitos por António Jorge Gonçalves nos metros de várias cidades do mundo e que chega a Coimbra, integrada na programação do 4ª Festival das Artes. Mas absolutamente imperdível é “Corto Maltese: Viagem à Aventura”, uma exposição de originais de Hugo Pratt, com 51 peças, entre aguarelas, guaches e pranchas originais, que estará em exibição em Évora, no Fórum Eugénio de Almeida, até 2 de Dezembro.

“Subway Life”, de António Jorge Gonçalves


Para quem preferir o escurinho do cinema para fugir ao calor, também não faltam propostas relacionadas com BD. Seja o último Homem-Aranha, realizado por Marco Webb, aos dois filmes inspirados na série “Largo Winch”, de Francq e Van Hamme, até um dos filmes mais aguardados do ano, o Cavaleiro das Trevas Renasce”, capítulo final da trilogia que Christopher Nolan dedicou ao Batman e que chegou às salas de cinema nacionais a 2 de Agosto.




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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

BDpress #361: ESTREIA AMANHÃ EM PORTUGAL “BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS REGRESSA” – MAS DESTA VEZ O BATMAN PARECE CARREGAR UMA MALDIÇÃO QUALQUER...



ESTREIA AMANHÃ EM PORTUGAL
“BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS REGRESSA”
MAS DESTA VEZ O BATMAN PARECE CARREGAR UMA MALDIÇÃO QUALQUER...

Esperemos que não aconteça nada em Portugal na estreia de “Batman – O Cavaleiro das Trevas Regresa”, mas a questão é que, depois do que aconteceu no cinema de Aurora, no Colorado, seguiu-se um incêncio numa sala do México e, culmulo dos cumulos, o novo livro do Batman foi suspenso porque tinha uma cena de uma professora a apontar uma pistola aos alunos... A tudo isto juntamos (nesta época de crise financeira e económica), as despesas que seriam precisas para “sustentar” um Batman.

Vejamos as últimas notícias:

PROFESSORA DE PISTOLA FAZ ADIAR LANÇAMENTO DE BD DO BATMAN 

LANÇAMENTO DO PRÓXIMO LIVRO DA SAGA BATMAN É ADIADO POR CONTER CENAS CONSIDERADAS OFENSIVAS PARA AS VÍTIMAS O MASSACRE NO COLORADO. 

Mariana Corrêa Nunes (www.expresso.pt) 

26 de julho de 2012 

A DC Comics adiou, por um mês, o lançamento do mais recente livro de banda desenhada da saga Batman por ter conteúdo que "pode ser tido como insensível", depois do massacre no cinema de Aurora, no Colorado.

O "Batman Incorporated #3" deveria ter sido lançado quarta-feira, dia 25.

Em causa está uma cena do livro em que surge uma professora a apontar uma pistola, numa sala de aula cheia de alunos [talvez relembrando a cena do filme La journée de la jupe, de 2010, em que Isabelle Adjani (a professora) aponta uma arma aos alunos], bem como muitas outras referências a violência e ao uso de armas.

De acordo com o site americano "TMZ", a DC Comics terá enviado um email aos vendedores para que não comercializassem o livro até ao dia 22 de agosto.

No email a que a "TMZ" teve acesso, pode-se ler: "Por respeito às vítimas de Aurora, no Colorado, e às suas famílias, a DC Entertainment [detentora da DC Comics] decidiu adiar o lançamento do 'Batman Incorporated #3' por um mês, porque o livro tem conteúdo que pode ser entendido como insensível à luz dos recentes acontecimentos".

Massacre não prejudica sucesso do filme

No próprio dia do massacre, várias cadeias de televisão decidiram interromper a transmissão dos trailers publicitários ao filme "Batman: O Cavaleiro das Trevas Renasce", para evitar ferir sensibilidades durante a cobertura das notícias sobre o caso, que invadiram os jornais de todo o mundo. A decisão foi apoiada pelos estúdios da Warner Brothers, segundo o que disse fonte do estúdio ao site "Deadline".

As vendas de bilhetes, contudo, não foram afectadas, revelando-se um enorme sucesso. Nos Estados Unidos, o filme já rendeu 57 mil dólares (46 419 euros) e no resto mundo 75 mil dólares (61 076 euros).




Isabelle Adjani em  La journée de la jupe também aponta uma arma aos alunos...

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 Evacuação dos espectadores no cinema de Guadalajara

NA ANTE-ESTREIA DE
BATMAN - O CAVALEIRO REGRESSA 
INCÊNDIO EM CINEMA DO MÉXICO 
OBRIGA À RETIRADA DE OITOCENTAS PESSOAS 

27 Julho 2012 

Segundo os bombeiros, este incidente que ocorreu quando estas pessoas assistiam à ante-estreia do último filme da trilogia Batman não provocou vítimas.

Um incêndio num complexo de cinemas em Guadalajara, no México, obrigou a retirada de 800 espectadores que assistiam à ante-estreia do filme "Batman - O Cavaleiro das Trevas Renasce".

O incidente, que não fez vítimas, ocorreu na noite de quinta para sexta-feira, indicaram os bombeiros, que explicaram que a evacuação da sala foi feita sem incidentes e de forma calma.

De acordo com testemunhas, citados pela comunicação social local, os espectadores que se encontravam na sala não reagiram de imediato ao alarme de incêndio, porque pensavam que o efeito fazia parte do último filme da trilogia de Batman.

Há uma semana atrás, um homem matou a tiro 12 pessoas e feriu outras 58 durante a estreia deste filme num complexo de cinemas de Aurora, arredores de Denver, nos EUA.

Após este incidente e outros relacionados com a estreia deste filme, alguns países cancelaram a estreia da película realizada por Christopher Nolan e muitos reforçaram a segurança nos cinemas que exibem o filme.


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HOMENS VESTIDOS DE BATMAN ASSALTAM CINEMAS NO MÉXICO 

Jornal do Brasil – Terra 

31 julho 2012 

Disfarçados com máscaras do Batman, homens armados assaltaram dois cinemas em Ciudad Juárez, no estado mexicano de Chihuahua, nesta segunda-feira, segundo informações do jornal El Diario de Juárez. Não há informações se os criminosos se inspiraram no massacre que resultou na morte de 12 pessoas em Aurora, no estado americano do Colorado, no último dia 20, durante exibição do novo filme Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

No primeiro ataque, registrado por volta da meia-noite local, no Cinema Cinépolis, ao menos três homens com máscaras do herói renderam os funcionários da bilheteria com armas e levaram 150 mil pesos mexicanos (cerca de R$ 14.000 – ou cerca de € 7.000).

Meia hora depois, dois homens, também mascarados e provavelmente da mesma quadrilha, invadiram o Cinemex, onde agrediram o gerante com socos e roubaram 90 mil pesos. Os criminosos seguem foragidos.
 
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O novíssimo Joker

JAMES HOLMES REGRESSOU AO TRIBUNAL PARA SEGUNDA AUDIÊNCIA 
Suspeito pelo ataque no Colorado enfrenta 24 acusações de homicídio 

30.07.2012 PÚBLICO 

Numa audiência sem câmaras ou gravações, James Holmes, o alegado autor do massacre numa sala de cinema no Colorado, foi formalmente acusado de 142 crimes, incluindo 24 acusações de homicídio.

Na segunda vez que foi levado a tribunal, o ex-estudante de neurociências, de 24 anos, ficou a conhecer a acusação formal pela qual será julgado: 24 crimes de homicídio, 116 tentativas de homicídio, uma acusação por posse de explosivos e outra por prática de crime violento.

No ataque de há dez dias, durante a sessão de estreia do último filme da série “Batman”, morreram 12 pessoas, mas por cada uma das mortes Holmes enfrenta duas acusações, uma por homicídio voluntário com premeditação e outra por homicídio cometido com extrema indiferença. Por decidir está ainda a possibilidade de a acusação pedir a pena de morte, que foi aplicada uma vez neste estado desde a sua reintrodução, em 1976.

Os procuradores adiantam que só daqui a várias semanas será tomada uma decisão sobre um eventual pedido de condenação à pena capital. No ataque ao cinema do Colorado, a 20 de Julho, ficaram também feridas 58 pessoas e dez estão ainda hospitalizadas, quatro em estado grave.

Holmes tinha sido levado a tribunal na semana passada. De cabelo pintado de cor-de-laranja e roupa da prisão, manteve-se em silêncio durante a audiência. Tinha desistido recentemente de um programa de doutoramento em neurociências, sabe-se que chegou a enviar ao psiquiatra que o acompanhava na Universidade do Colorado desenhos sobre um alegado ataque.

Após o ataque, a polícia descobriu que o apartamento em que Holmes vivia estava armadilhado com explosivos. Ao contrário do que aconteceu na primeira audiência, e a pedido da defesa, desta vez o juiz William Sylvester não autorizou câmaras de filmar ou gravadores dentro da sala do tribunal.


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SE O BATMAN FOSSE REAL, QUANTO CUSTARIA? 

31/07/2012 Dinheiro Vivo 

Trazer a personagem da banda desenhada para este mundo não seria nada barato. Segundo o Moneysupermarket, o estilo de vida do Batman custaria 682 milhões de dólares, qualquer coisa como 555 milhões de euros. No valor incluem-se os carros de alta tecnologia, os gadgets e o treino diário que um super-herói requer, como relata o Mashable.

O site detalha cada um dos gastos que seriam necessários para construir o império do Batman, e a conclusão é apenas uma: o Batman não está ao alcance de qualquer um.

Conheça os gastos da personagem 

Só a coleção de carros toca os 65 milhões de euros. E aqui, o Batmobile é o mais caro: 14,6 milhões de euros que serviriam para o equipar com a mais elevada tecnologia, armas na dianteira, controlo remoto e software de navegação.

A residência no palácio Wayne Manor e a Bat Cave, a caverna do herói, ficariam nos 30 mil euros ao ano. As armas nos oito mil e os morcegos de atirar, como os shuriken dos ninjas, 815 euros.

Para que o herói ficasse completo seriam ainda necessários 33 milhões de euros para o fato, 815 euros para a energia utrasónica, e 814 mil euros para o sistema visual que a máscara inclui.

O treino e formação militar poderiam superar os 400 mil euros.




O Batmobile....

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