sexta-feira, 6 de novembro de 2015

REPORTAGEM DO 377º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA – UMA TERTÚLIA INVULGAR


REPORTAGEM DO 
377º ENCONTRO 
DA TERTÚLIA BD DE LISBOA
3 DE NOVEMBRO DE 2015
UMA TERTÚLIA INVULGAR

Para ser sincero e apesar de a Casa do Alentejo, onde se realiza a Tertúlia BD de Lisboa, me parecer o local mais adequado para estas reuniões da “família” bedéfila, tenho que confessar que o estado de degradação das salas do edifício me faz penar. Tudo aquilo precisa de uma intervenção (especialmente limpeza) a fundo, devolver o branco às superfícies que agora estão amarelas da sujidade da patine secular, estudar uma iluminação mais moderna, ainda que camuflada, para não ser preciso andar quase de lanterna na mão a ver o que estamos a comer. Mas também podia ser aproveitada para realizar ali alguns eventos de BD, como exposições no átrio, etc… Enfim e adiante.

Reproduzo de novo o texto de Geraldes Lino sobre este Encontro:

“… Uma Tertúlia invulgar porque normalmente há um convidado especial, ou homenageado. Desta vez não haverá ninguém com qualquer desses estatutos, apenas irão participar no 377º Encontro da Tertúlia BD de Lisboa alguns autores que estiveram no Amadora BD/2015 - ainda a decorrer - e que são os seguintes:

Dileydi Florez (colombiana a viver em Lisboa, autora do brilhante "Askar o General"), Fernando Relvas (cuja mais recente obra "Nau Negra. The Black Ship", está à venda no espaço livreiro do festival amadorense), Miguel Montenegro, com os seus "Psicopatos", Geral e Derradé, com a sua "Edição Extra" (uma compilação de bandas desenhadas já editadas anteriormente), e Henrique Magalhães, o conceituado brasileiro estudioso dos fanzines, autor de livros sobre o fenómeno fanzinístico, mas também autor de banda desenhada, cuja obra "Maria" (com o subtítulo "Meu Nome Próprio é Maria, Meu Apelido Lisboa") constitui uma extensa colecção de tiras de BD que acabam de ser publicadas em Portugal pela editora Polvo, com lançamento no Amadora BD.

Fernando Relvas já foi homenageado na Tertúlia BD de Lisboa em Setembro de 2002. Como convidados especiais também Geral, Derradé e Miguel Montenegro já estiveram na TBDL (em Julho de 1997, Setembro de 1997, e Novembro de 1999, respectivamente). E Dileydi Florez certamente será convidada especial daqui a algum tempo. Henrique Magalhães, que me confidenciou que tenciona voltar a Lisboa, também é natural que venha a ser homenageado, como bem merece”.

Texto de Geraldes Lino no blogue http://divulgandobd.blogspot.pt/


COMIC JAM


Autores participantes:
1 - Ricardo Cabral
2 - Joana Afonso
3 - Dileydi Florez
4 - Falcato
5 - Elisabetta Percivati
6 - Tché Gourgel

FOI LANÇADO NESTE ENCONTRO O BDjornaleco #8


AS MINHAS FOTOS



























E eis que de repente, entrou um fantasma de negro na sala...

Zuc, zuc, de um lado para o outro...

Ahhhh! Era o Nuno Saraiva! Porra, o homem vinha numa "saraivada" que nem as máquinas conseguiam captar...






 








AS FOTOS DO ÁLVARO
























_______________________________________________________________________________

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

BDjornaleco #8: HUGO PRATT VINTE ANOS DEPOIS – LANÇADO NA TERTÚLIA BD DE LISBOA DE ONTEM

BDjornaleco #8
HUGO PRATT VINTE ANOS DEPOIS
LANÇADO NA TERTÚLIA BD DE LISBOA DE ONTEM 

O BDjornaleco #8 foi lançado ontem durante o 377º Encontro da Tertúlia BD de Lisboa e está à venda através do Kuentro. Para o adquirirem, os interessados têm apenas de fazer a transferência de €5,00 para o NIB 0035 0020 0000 3539 9308 1 e indicar, pelo email bdjornal@gmail.com, o nome e o endereço para o envio do(s) exemplare(s) adquirido(s).

Do EDITORIAL

Escrevi no BDjornal #5, de Setembro de 2005, sobre os dez anos passados desde a morte de Hugo Pratt. Agora passaram vinte anos e não vi em qualquer lado referência alguma ao facto. Isto porque, tendo sido Hugo Eugenio Pratt o autor que mais me marcou em toda a banda desenhada que li até hoje, gostaria que alguém se tivesse lembrado da data – 20 de Agosto de 1995.

Felizmente vai aparecer uma edição de um novo Corto Maltese realizado por outras mãos, Sous le soleil de minuit que se tornou no trigésimo livro de banda desenhada protagonizado pelo personagem criado por Pratt, a ser lançado no dia 30 de Outubro. Os autores são o argumentista castelhano Juan Díaz Canales – criador da série Blakcsad – e o desenhador catalão Rubén Pellejero – que ilustrou Dieter Lumpen. Os autores vão estar em Portugal, em Dezembro, durante o 2º Comic Con de Matosinhos. O livro será editado em França (Casterman), Itália (Rizzoli) e “Espanha” (Norma). Em Portugal, parece que as Edições Asa (que detêm os direitos sobre as obras de Pratt) adormeceram à sombra da bananeira do grupo Leya e não se fala sequer da hipótese de edição portuguesa, tal como já o não fizeram quanto ao Sandokan inacabado do mestre veneziano.

Para esta edição do BDjornaleco recorro ao texto que escrevi para o BDjornal #5 (cuja capa se pode ver aqui ao lado, no topo da coluna da direita) – onde apenas modifiquei “dez anos” por “vinte anos” – uma vez que não terei muito mais a acrescentar àquele texto. Depois, uma série de recortes de artigos de jornais, sobretudo do jornal Público: A Morte de Hugo Pratt, de Pedro Rosa Mendes, Viagem ao Fim da Memória – Entrevista com Hugo Pratt, de Carlos Pessoa – publicada no Público em 2 de Agosto de 1992, ou A Última Entrevista de Hugo Pratt, pelos autores italianos Graziano Origa (ilustrador e jornalista de fumetti) e Bepi Vigna (argumentista) para o Centro Internazionale del Fumetto, etc…

AS 20 PÁGINAS DESTE BDjornaleco #8:


  
  
  

  
  
  
  
  

Hugo Pratt, visto por Muñoz, 1962

_________________________________________________________________

terça-feira, 3 de novembro de 2015

377º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA – UMA TERTÚLIA INVULGAR – HOJE NA CASA DO ALENTEJO


377º ENCONTRO 
DA TERTÚLIA BD DE LISBOA
UMA TERTÚLIA INVULGAR
HOJE NA CASA DO ALENTEJO 


Vai ser uma tertúlia invulgar, a que se realizará hoje, dia 3 de Novembro, primeira 3ª feira do mês, como sempre acontece mensalmente há trinta anos.

E invulgar porquê? Porque normalmente há um convidado especial, ou homenageado. Desta vez não haverá ninguém com qualquer desses estatutos, apenas irão participar no 377º Encontro da Tertúlia BD de Lisboa alguns autores que estiveram no Amadora BD/2015 - ainda a decorrer - e que são os seguintes:

Dileydi Florez (colombiana a viver em Lisboa, autora do brilhante "Askar o General"), Fernando Relvas (cuja mais recente obra "Nau Negra. The Black Ship", está à venda no espaço livreiro do festival amadorense), Miguel Montenegro, com os seus "Psicopatos", Geral e Derradé, com a sua "Edição Extra" (uma compilação de bandas desenhadas já editadas anteriormente), e Henrique Magalhães, o conceituado brasileiro estudioso dos fanzines, autor de livros sobre o fenómeno fanzinístico, mas também autor de banda desenhada, cuja obra "Maria" (com o subtítulo "Meu Nome Próprio é Maria, Meu Apelido Lisboa") constitui uma extensa colecção de tiras de BD que acabam de ser publicadas em Portugal pela editora Polvo, com lançamento no Amadora BD.

Fernando Relvas já foi homenageado na Tertúlia BD de Lisboa em Setembro de 2002. Como convidados especiais também Geral, Derradé e Miguel Montenegro já estiveram na TBDL (em Julho de 1997, Setembro de 1997, e Novembro de 1999, respectivamente). E Dileydi Florez certamente será convidada especial daqui a algum tempo. Henrique Magalhães, que me confidenciou que tenciona voltar a Lisboa, também é natural que venha a ser homenageado, como bem merece.

Texto de Geraldes Lino no blogue http://divulgandobd.blogspot.pt/

____________________________________________________

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

GAZETA DA BD #50 NA GAZETA DAS CALDAS - O NOVO LIVRO DE MILO MANARA


GAZETA DA BD #50 NA GAZETA DAS CALDAS
O NOVO LIVRO DE MILO MANARA 
“CRAVAGGIO – O PINCEL E A ESPADA” 
EDITADO EM PORTUGAL

Gazeta da BD #50 na Gazeta das Caldas
30 de Outubro de 2015

Jorge Machado-Dias

Milo Manara (o primeiro nome é o diminutivo de Maurilio), nasceu em 1945 em Luson, na província italiana de Bolzano. É um dos actuais três grandes autores dos fumetti (Bandas Desenhadas) italianos mais conhecidos em toda a Europa, com Hugo Pratt (falecido em 1995) e Paolo Eleuteri Serpieri. Famoso pelas suas bandas desenhadas onde é forte o pendor erótico, Manara depois de estudar arquitetura e pintura, estreou-se no mundo da BD em 1969 com a obra Genius um conto noir sensual e sombrio na linha e séries como Kriminal e Satanik. Trabalhou para publicações menores (Jolanda, revista de arte soft core, e a revista satírica Telerompo) até ter sido convidado pelo "Il Corriere dei Ragazzi” para trabalhar com escritor Mino Milani. A primeira história dos dois chamava-se "HP e Giuseppe Bergman", de 1983. A sigla "HP" é a abreviação do nome de um grande amigo dos dois, Hugo Pratt. Mas Bergman, o alter-ego do autor, já havia sido criado por Manara cinco anos antes, para a revista francesa “À Suivre”. Mas penso no entanto, que o autor só passou a ter uma extraordinária divulgação na Europa (curiosamente não em Itália), especialmente depois das edições internacionais dos álbuns de “Il Gioco”, iniciados em 1983 – “O Clic” na edição portuguesa da Asa.

Muitas das obras de Manara foram editadas em Portugal (mas não todas), desde “O Homem de Papel”, pela Meribérica no início dos anos de 1980, até aos quatro volumes de “Os Bórgia”, com argumentos de Alejandro Jodorowski, pela Asa em 2011. Seguiu-se agora “Caravaggio – O Pincel e a Espada”, lançado pela nova editora Arte de Autor, no Museu Lisboa, Palácio Pimenta, no passado dia 14. Penso no entanto, que as pranchas de Manara, agora com 70 anos, perderam, como será natural devido ao avanço da idade, a frescura, a sensualidade e a dinâmica das primeiras obras, no início dos anos de 1970, tornando-se (pelo menos em “Os Bórgia” e nas pranchas que já vi deste novo álbum) talvez mais estruturadas, mas muito menos sensuais e também um pouco mais estáticas.

A história deste “Caravaggio…” é fundamentalmente uma interpretação da biografia do pintor Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571 – 1610) que, numa carreira que durou apenas dez anos, realizou obras em Roma, Nápoles, Malta e Sicília, entre 1600 e 1610. É normalmente identificado como um pintor barroco, estilo do qual foi o primeiro grande representante. Contudo o realismo pioneiro de Caravaggio, é reforçado pelo embate metafórico entre luz e trevas, o chiaroscuro que o tornou célebre. Já agora, Caravaggio era o nome da aldeia natal da sua família, no ducado de Milão, onde seu pai, Fermo Merisi, era administrador e arquiteto-decorador do marquês de Caravaggio. Tinha apenas seis anos quando a peste bubónica matou praticamente todos os homens da sua família, incluindo o pai. O jovem cresceu forjando um temperamento puxado à violência e de instintos agressivos.

A vida deste pintor tem desafiado historiadores de arte, biógrafos, críticos e depois cineastas, durante quatro longos séculos. Muitos livros foram escritos a seu respeito que, a despeito de suas telas construídas com grande sensibilidade, se tornou num homem violento que, por exemplo, andava sempre com uma faca no cinto, pronto a sacá-la a qualquer provocação. Pensa-se que Caravaggio seria talvez bipolar e também homossexual, mas ninguém pode ter a certeza disto. Gentil com prostitutas e marginais, era temperamental e capaz de hostilizar os seus protectores do clero, provocando a sociedade ao ponto de morrer sozinho e doente, aos 38 anos, em Porto Ercole – uma pequena ilha a norte de Roma – em circunstâncias desconhecidas.

Foi o lado de aventureiro irresponsável, zaragateiro e beberrão que parece ter despertado o desejo de Milo Manara em retratar o pintor em banda desenhada. Este primeiro volume cobre a vida de Caravaggio desde a sua chegada a Roma, em 1592, até 1606, quando, aos 35 anos, foge da cidade escondido numa velha carroça, depois de matar a golpes de espada Ranuccio Tomassoni, um jovem que tinha sido seu modelo, constando que o fez para afirmar a sua virilidade.

Manara usa excertos das biografias escritas pelos ingleses Andrew Graham-Dixon (Caravaggio: A Life Sacred and Profane) e Helen Langdon (Caravaggio: A Life) – entre eles há também a história da Virgem morta (uma prostituta que teria posado como mãe de Cristo na tela “A Morte da Virgem”, hoje no Museu do Louvre).

Apenas em 2010 uma equipa de cientistas e universitários italianos do "Comité Caravaggio" pôde anunciar a identificação dos restos mortais do pintor, graças a análises de DNA e de carbono-14, no pequeno cemitério de Porte Ercole. A probabilidade de certeza desta descoberta, divulgada pelos pesquisadores, é de 85%.

Esperemos agora pelo segundo volume deste Caravaggio de Manara.



Milo Manara

____________________________________________________

domingo, 1 de novembro de 2015

PRÉMIOS NACIONAIS DE BANDA DESENHADA – AMADORA BD 2015



PRÉMIOS NACIONAIS 
DE BANDA DESENHADA
AMADORA BD 2015

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum Português 
Zombie, de Marco Mendes (Turbina/Mundo Fantasma)


Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Argumento para Álbum Português 
André Oliveira, Volta - O Segredo do Vale das Sombras (Polvo)



Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Desenho para Álbum Português 
Nunsky, Erzsébet (Chili com Carne)




Prémio Nacional de Banda Desenhada
Melhor Álbum de Autor Português em Língua Estrangeira 
Crumbs, de Afonso Ferreira, Ana Matias, André Caetano, André Oliveira, André Pereira, Bernardo Majer, David Soares, Fernando Dordio, Francisco Sousa Lobo, Inês Galo, Joana Afonso, Mário Freitas, Nuno Duarte, Osvaldo Medina, Pedro Cruz, Pedro Serpa, Ricardo Venâncio, Sérgio Marques, Zé Burnay (Kingpin Books)




Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum Estrangeiro de Autor Português 
Loki - Agent of Asgard, de Jorge Coelho (Marvel)




Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum de Autor Estrangeiro 
Papá em África, de Anton Kannemeyer (MMMNNNRRRG)




Prémio Nacional de Banda Desenhada - Melhor Álbum de Tiras Humorísticas 
Toda a Mafalda, de Quino (Verbo)




Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Ilustração de Livro Infantil (Autor Português) 
Bernardo P. Carvalho, Daqui Ninguém Passa! (Planeta Tangerina)





Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Ilustração de Livro Infantil 
(Autor Estrangeiro) 
O Tempo do Gigante, de Manuel Marsol (Orfeu Negro)




Prémio Nacional de Banda Desenhada – Prémio Clássicos da 9.ª Arte 
O Diário do Meu Pai, de Jiro Taniguchi (Levoir/Público)



Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Fanzine 
Terrea, de Ricardo Cabral (Edição de Autor)



Prémio Nacional de Banda Desenhada – Troféu de Honra 
Pedro Massano




O júri deste ano foi constituído por Nelson Dona, director do Amadora BD, Pedro Massano, autor de BD, Bruno Caetano, colecionador de BD, Luís Salvado e Sara Figueiredo Costa, jornalistas e comissários da exposição do Ano Editorial. 

O Troféu de Honra é uma deliberação da Câmara Municipal da Amadora que, anualmente, atribui este prémio a uma personalidade ligada à área da Banda Desenhada. 

A cerimónia de encerramento teve lugar nos Recreios da Amadora e contou com a actuação musical de NOISERV.




Até 8 de Novembro, tanto os álbuns vencedores (na exposição do Ano Editorial Português), como a exposição de Pedro Massano, A Batalha 14 de Agosto de 1385 (Prémio de Melhor Desenho 2014), podem ser vistos no Fórum Luís de Camões.


__________________________________________________________________

 
Locations of visitors to this page