sexta-feira, 16 de novembro de 2018

MORREU STAN LEE
(1922-2018)
A LENDA DOS COMICS DA MARVEL 

Stan Lee, uma das lendas dos comics e criador de personagens como o Homem-Aranha, Incrível Hulk, Homem de Ferro, X-Men, Demolidor, Pantera Negra, Thor, entre muitos outros, morreu segunda-feira passada, 12 de Novembro de 2018. Tinha 95 anos.


Stanley Martin Lieber nasceu em Manhattan, Nova Iorque, em 28 de Dezembro de 1922, filho do casal Jack e Celia Lieber, ambos judeus imigrantes da Roménia. A família de Lee era relativamente pobre, tendo ele morado boa parte da infância e da adolescência em um "quarto-e-sala" na região do Bronx, periferia de Nova Iorque, em que ele e o irmão dividiam o pequeno e único quarto do apartamento e os pais dormiam em um sofá-cama na sala. Durante a adolescência, Lee estudou na DeWitt Clinton High School, também no Bronx.

Desde pequeno, Lee gostava de escrever, e o seu sonho durante a adolescência era escrever um dia um grande romance. Inteligente, Lee formou-se na escola relativamente cedo, aos 15 anos, tendo começado por escrever obituários em jornais; entregando sanduíches em escritórios do Rockefeller Center; trabalhando como office boy num fábrica e como "arrumador" no Teatro Rivoli na Broadway.

Tinha 95 anos e morreu no Cedars-Sinai Medical Center em Los Angeles, Califórnia, depois de ter sido levado para lá numa emergência médica no início do dia.

Com a ajuda do seu tio Robbie Solomon, Lee tornou-se assistente em 1939 da editora Timely Comics, divisão de revistas, pulps e comics, de Martin Goodman, que na década de 1960, evoluiria para a Marvel Comics. Lee, cuja prima Jean, era a esposa de Goodman, foi formalmente contratado pelo editor da Timely, Joe Simon.


Stan Lee na década de 1960

O seu primeiro trabalho publicado foi uma conto ilustrado por Jack Kirby”, intitulado Captain America Foils the Traitor's Revenge, publicado em em Captain America Comics #3 (de maio de 1941), usando o pseudónimo Stan Lee. Lee explicou mais tarde na sua autobiografia, que pretendia salvar seu nome dado para outros trabalhos mais literários. Esta história inicial também introduziu o uso do escudo do Capitão América como uma arma de arremesso. Iniciou-se criando histórias em banda desenhada para as revistas Headline Hunter e Foreign Correspondent. A primeira criação de super-heróis de Lee foi o Destroyer, na Mystic Comics #6 (Agosto de 1941). Outras personagens que criou durante este período, a que os fãs e historiadores chamam de Era de ouro dos comics americanos incluem Jack Frost, estreando em USA Comics #1 (Agosto de 1941), e Father Time, estreando em Captain America Comics #6 (Agosto de 1941).


Quando Joe Simon e o seu parceiro criativo, Jack Kirby, saíram no final de 1941, após uma disputa com Goodman, o editor de 30 anos nomeou Lee, com menos de 19 anos, como editor interino. Um talento para o negócio que o levou a permanecer como editor-chefe da divisão de revistas de comics, bem como director de arte até 1972, quando sucederia a Goodman como publisher.

Lee ingressou no Exército dos Estados Unidos no início de 1942 e serviu como membro do Signal Corps, consertando postes telegráficos e outros equipamentos de comunicação. Mais tarde, foi transferido para a Divisão de Filmes de Treinos, onde trabalhou a escrever manuais, filmes de treinos, slogans e, ocasionalmente, criando cartoons. A sua classificação militar, afirmou, era a de dramaturgo; acrescenta que apenas nove homens no exército dos Estados Unidos receberam esse título. Vincent Fago, editor da secção "animation comics" do Timely, que publicava comics de animais, até que Lee retornou de seu serviço militar na Segunda Guerra Mundial em 1945. Em meados da década de 1950, quando a empresa passou a ser conhecida como Atlas Comics, Lee escreveu histórias em vários géneros, incluindo romance, faroeste, humor, ficção científica, aventuras medievais, terror e suspense. Na década de 1950, Lee uniu-se ao seu colega Dan De Carlo para produzir a tira de jornal, My Friend Irma, baseada na comédia de rádio interpretada por Marie Wilson. No final da década, Lee não estava satisfeito com a sua carreira e pensou em abandonar o ramo.

Revolução da Marvel
No fim da década, a DC Comics reanimou o género dos super-heróis com um sucesso imenso com a super equipa da Liga da Justiça da América. Em resposta, Martin Goodman, o publisher (chefe editorial) da Marvel, deu a Lee a tarefa de criar um grupo novo de super-heróis. Lee estava a chegar aos 40 anos e considerava-se velho para aquele tipo de trabalho: escrever comics de super-heróis estereotipados. Foi então, no início dos anos 60, que sua mulher, Joan, sugeriu que ele deveria realmente criar as suas próprias personagens, ao seu modo. Não teria nada a perder, pois estava mesmo a pensar em abandonar a carreira. Lee seguiu o conselho da esposa e, de repente, a sua carreira mudou completamente.

Com a ajuda de Jack Kirby, Lee deu aos seus novos super-heróis sentimentos mais humanos, uma mudança dos seus outros heróis, que eram tipicamente escritos para pré-adolescentes. Os seus heróis tinham um temperamento que pode considerar-se fraco, ficavam melancólicos, cometiam erros humanos normais. Preocupavam-se em pagar as suas contas e impressionar as suas namoradas, e às vezes ficavam até doentes fisicamente. Os super-heróis de Lee agarraram a imaginação dos adolescentes e jovens adultos, e as vendas aumentaram brutalmente.

O primeiro trabalho conjunto entre Lee e Jack Kirby foi o grupo de super-heróis conhecido como O Quarteto Fantástico (Fantastic Four). A sua popularidade imediata fez com que Lee e os ilustradores da Marvel produzissem vários novos títulos. Lee criou o Incrível Hulk, o Homem de Ferro, Thor e os X-Men com Kirby; Demolidor (Daredevil) com Bill Everett; Doutor Estranho e o personagem de maior sucesso da Marvel: o Homem-Aranha, criado com Steve Ditko. E também criou o Capitão Marvel (Marvel Comics), pois existiam em outras editoras como a Fawcett Comics que possuíam heróis com o nome de “Capitão Marvel”, e para não usar o nome 'Marvel' num personagem que não fosse da Marvel Comics. foi feito para Marvel o seu próprio Capitão Marvel.


Pela década de 1960, Lee escreveu, coordenou a vertente ilustrativa e editou a maior parte das séries da Marvel, moderou as páginas de cartas e escreveu uma coluna mensal chamada "Stan's Soapbox", escreveu muito material promocional, sempre assinando com a frase que é a sua marca registrada: "Excelsior!".

Carreira posterior
Nos últimos anos, Lee tornou-se um ícone e a cara pública da Marvel Comics. Fez aparições em convenções de histórias de comics pelos EUA, participando em palestra e em discussões. Mudou-se para a Califórnia em 1981 para desenvolver as propriedades de televisão e filmes da Marvel.

Lee também apareceu em Os Simpsons e fez a voz de uma personagem na série animada produzida pela MTV do Homem-Aranha. Durante a revolução da Internet, criou o StanLee.net, que pertencia a uma companhia separada e administrada por outros que tinha como conceito misturar animação online com tiras de comics tradicionais, mas a companhia ficou conhecida pela sua má administração e irresponsabilidade financeira.

Na década de 2000, Stan Lee fez seu primeiro trabalho para a DC Comics, lançando a série Just Imagine… ("Apenas Imagine…"), na qual Lee recriava vários super-heróis incluindo Superman, Batman, Mulher Maravilha, Lanterna Verde e Flash. Lee também criou a série animada para adultos Stripperella para a Spike TV e em 2004 anunciou planos para colaborar com Hugh Hefner numa série animada, das coelhinhas da Playboy.




Em Agosto de 2004, Lee anunciou o lançamento da "Stan Lee's Sunday Comics", para serem hospedadas no Komikwerks.com, onde assinantes mensais poderão ler uma nova e actualizada história todos domingos. A Stan's Soapbox voltaria como uma coluna semanal junto da tira de domingo.

Em 2006 Stan criou e participou no reality show Who Wants to Be a Superhero?. Em Abril de 2008, na New York Comic Con, a Viz Media anunciou que Lee e Hiroyuki Takei estavam a colaborar no mangá Karakuri Dôji Ultimo, da empresa-mãe Shueisha. Em 2009 escreveu o argumento do mangá Heroman, ilustrado por Tamon Ohta, em 2011 escreveu o argumento do musical The Yin and Yang Battle of Tao.



terça-feira, 13 de novembro de 2018

EXCERTO DA HISTÓRIA DO FIBDA COMO ERA O AMADORA BD HÁ 20 ANOS



EXCERTO DA HISTÓRIA DO FIBDA

COMO ERA O AMADORA BD HÁ 20 ANOS 

Agora que terminou a 29º edição do Amadora BD 2018, deixo aqui um excerto da História do FIBDA, de Pedro Mota, escrito antes da edição de 2004. Portanto esta História não foi além das 14 primeiras edições. O excerto, refere-se à edição de 1998, revista e acrescentada por mim. Nesta escolha poderá “ler-se”: como era O Festival de BD da Amadora há 20 anos.
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1998 – O programa de exposições da 9ª edição do Festival internacional de Banda Desenhada da Amadora traduziu a continua aposta num trabalho desenvolvido para diferentes públicos, apresentando neste ano ofertas mais equilibradas, contrariando, designadamente, uma tradicional dificuldade em garantir uma oferta substancial ao público infantil.

A presença paralela do cinema de animação. regressou em grande estilo com o Festival Cinemanimação, em duas vertentes: o cinema de alguma forma ligado à BD, e o cinema de animação. Para esta edição, Jean Giraud/Moebius (falecido em 2012) regressou ao Festival da Amadora, cinco anos depois da sua presença em 1993. Esteve presente também o autor italiano Milo Manara, do qual tinham sido lançados em Portugal, pela Meribérica-Liber, O Perfume do Invisível  e Encontro Fatal.


Mas o Festival de 1998 ficou também assinalado por decorrer em simultâneo com o primeiro Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada, realizado na antiga fábrica de vinhos Abel Pereira da Fonseca. Isto numa coincidência de datas determinada por uma continuidade de iniciativa cultural que o Município lisboeta quis garantir após o encerramento da EXPO 98.


Convidados do 9º Festival Internacional de BD da Amadora, segundo o site do Festival http://amadorabd.com/edicoes/

Diferr, Luís Filipe
Giraud, Jean
Boucq, François
Fernandes, José Carlos
Milo Manara
Mills, Pat 
Gê, Luiz
Pimentel, Rui
Jal
Coelho, Eduardo Teixeira 
Cabanes
Dethorey 
Garres, Rafa
Giroud, Frank 
Laxman, R. K.
Power, Dermot
Segrelles, Vicente
Shelton, Gilbert
Tome
Varanda
Walker, Kevin

 Apresentação de Milo Manara pelo Presidente da Câmara da Amadora

 Milo Manara em sessão de autógrafos, na presença de Maria José Pereira, representante da editora do autor em Portugal.


 José Carlos Fernandes e Jean Giraud (Moebius) em sessão de autógrafos.

 Idem

Idem



Aspecto da Fábrica da Cultura, no Festival de 2000

AS ANDANÇAS DO FESTIVAL DA AMADORA 

1990 – 1º Salão de Banda Desenhada da Amadora – Realizado na Galeria Municipal
1991 – 2º Festival Internacional de B.D. e Cinema de Animação, desta vez realizou-se na Associação Académica da Amadora
1992 – A partir do 3º Festival Internacional de Banda Desenhada passou a realizar-se nas antigas instalações da Cometna que passaram a designar-se Fábrica da Cultura
2001 – O festival mudou para a Escola Intercultural (Venda Nova)
2004 – Nova mudança, agora para a novíssima Estação de Metro da Amadora Este (Falagueira)
2005 – Mudança para o Fórum Luís de Camões, na estrada da Brandoa


sábado, 10 de novembro de 2018

MAIS FOTOS DE AUTÓGRAFOS 29º AMADORA BD 2018


MAIS FOTOS DE AUTÓGRAFOS 
29º AMADORA BD 2018 

(Fotos de Álvaro) 

Aqui ficam mais ums quantas fotos do Álvaro, a incidir sobre a zona de autógrafos.

Baptista Mendes

Derrade

Derrade

Fabio Veras

Luis Louro 

Luis Louro 

Marcelo d'Salete

Marcelo d'Salete

Miguel Jorge

Miguel Santo

Pepedelrey

Ricardo Lopes 

Ricardo Lopes e Sharon Mendes

Sharon e Fabio

Sharon e Fabio

Tiago Baptista 

Tiago Baptista 


sexta-feira, 9 de novembro de 2018

No 29º Amadora BD 2018: O COMBOIO DOS ORFÃOS CICLO II - Lisa e Joey

Finalmente o cartaz completo

Lançamento da Arcádia no 29º Amadora BD 2018
O COMBOIO DOS ORFÃOS 
CICLO II - Lisa e Joey


A Arcádia traz-nos finalmente o segundo volume da série O Comboio dos Órfãos. Baseado numa história verídica, passada na América do Norte, na época da Grande Depressão, este volume contempla os tomos 3 (Lisa) e 4 (Joey) publicados em França, e encerra o 2º ciclo da série.

O Comboio dos Órfãos - Ciclo II: Lisa e Joey
Kansas — 1991

Há festa na quinta do velho Jim que acaba de casar com a doce Bianca. À mesa, a única sombra é a cruel ausência de Joey, o seu irmão mais novo, o qual perdera de vista depois da sua adoção, há 70 anos.

Cowpoke Canyon — 1991

Apesar da idade e da doença, Lisa decidiu ir à reunião anual dos Orphan Train Riders. Ela insiste para que Joey a acompanhe, mas o seu amigo de longa data tem fobia aos comboios.

Middle West — 1920

Para escapar ao casamento que Effron lhe quer impor, a jovem Lisa foge na companhia do pequeno Joey, acabando ambos por chegar a Nova Iorque onde têm esperança de encontrar o seu irmão, Jim. Os primeiros dias em Nova Iorque são difíceis. Mas o futuro parece ser promissor quando os dois amigos dão de caras com Mr. Coleman, cujo jogo duplo ignoram…

O Comboio dos Órfãos - Ciclo II: Lisa e Joey
De Philippe Charlot e Xavier Fourquemin
Capa dura, dimensões 476 x 320 x 12 mm, cores, 96 pags.
ISBN 978-989-28-0087-5
PVP: 22,00€
Editora ARCÁDIA






 
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