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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

404º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA (6 Fev 2018) APRESENTAÇÃO DE LIVROS

AMANHÃ
404º ENCONTRO 
DA TERTÚLIA BD DE LISBOA 
(6 Fev 2018)
APRESENTAÇÃO DE LIVROS






Este mês voltamos a ter a apresentação de mais três livros.


Futuro Proibido de Pepedelrey
A Última Nota de André Mateus e Filipe Duarte
Ermal de Miguel Santos

Tudo editado pela Escorpião Azul​

ERMAL



A Guerra Fria aqueceu e as super potências devastaram o hemisfério  norte com o fogo nuclear. O 25 de Abril nunca aconteceu. Milhares de refugiados fogem das ruínas de Portugal para o Ultramar, onde novos senhores da guerra competem com os últimos resquícios do Império. E esta é a história de um homem determinado a encontrar um sentido para tudo isto.

Miguel Santos

Sou ilustrador freelancer e os meus trabalhos estão ligados aos géneros da Ficção Científica, Terror e Fantasia.
Faço ilustrações para cartazes, livros e revistas de Ficção Especulativa, jogos de tabuleiro e RPGs, dois dos quais foram premiados nos ENnies Awards (uma espécie de Oscars para jogos de Role Play nos Estados Unidos).
Como autor de BD, tenho contribuido assiduamente nas publicações da Associação Tentáculo “Zona” e “Portugal 2055”. Fui também coeditorda revista “Zona Contacto”.

A ÚLTIMA NOTA


Zé é um músico de sucesso. Alexandre é um escritor falhado. Os dois nada têm em comum excepto por uma coisa: ambos amaram a mesma mulher. Quando se reúnem no funeral desta, decidem pôr em prática um plano embriagado e mirabolante para garantir que nenhum deles sofre o mesmo destino e cai no esquecimento.  

André Mateus

Nasceu em Lisboa, a 26 de Fevereiro de 1990. Licenciado em Ciências da Cultura pela Faculdade de Letras e frequentou o curso de Escrita para Cinema, TV e New Media na escola criativa RESTART. Foi guionista no talk show “… a Vida, Alvim” e trabalha atualmente para a produtora Lanterna de Pedra Filmes. Além d’ “A última Nota” com a editora Escorpião Azul, publicou “Hotel Hell” com a WP Comics e “Deiciders” com a VMComics, o seu selo independente, tendo também  escrito várias histórias curtas de banda desenhada para a revista H-alt e outras antologias internacionais.
  
https://www.behance.net/andre3m
http://andre3m.tumblr.com/

Filipe Duarte

Nasceu em Lisboa, a 29 de agosto de 1978. Desde sempre se interessou por ilustração
e Banda Desenhada, tendo sido influenciado por inúmeros artistas tais como Jack Kirby, Giorgio Cavazzano, Osamu Tezuka e Moebius. Criador de revistas de banda desenhada e ilustrador, frequentou o Curso de Ilustração e Banda Desenhada do 
ar.co Centro de Arte e Comunicação Visual. Criou o fanzine Znok e participou em inúmeros projetos, tais como a Zona, H-alt, Portugal 2055, Kzine, Kurt Belcher’s World, Tertulia BDZine e Something Weird.

http://filipeduartebd.weebly.com/
http://filipeg.deviantart.com/
  
FUTURO PROIBIDO


Numa luta eternamente desigual, a traição e a coragem caminham lado a lado. O passado mistura-se com o futuro e ninguém sobrevive à lógica conhecida. Será o criminoso o verdadeiro cobarde ou o herói?                 
O re-encontro com a nossa identidade passada, no nascimento de um futuro sem diferente. Violência em combates entre espécies e a união óbvia da origem e do seu sucessor.


Pepedelrey

Algures no ano de 1967, apareceu por entre muros e janelas, gritando bem alto em celebração do seu nascimento.
Nos agitados anos 80 do século XX, entra para uma igreja do conhecimento: Escola de Artes António Arroio.
Por entre estudos na área da Imagem e da Comunicação, das Artes Gráficas, descobre o pior de todos os pesadelos: contar estórias. A loucura apoderasse dele e já no século XI, funda uma editora, um estúdio e uma loja + galeria.


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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

DIÁRIO DE K. DE FILIPE ABRANCHES INCLUÍDO EM “1001 COMICS YOU MUST READ BEFORE YOU DIE”

Única BD portuguesa incluída em 
“1001 Comics You Must Read Before You Die”
DIÁRIO DE K. de Filipe Abranches





“O diário de K.”, de Filipe Abranches, editado em 2001 pelas Edições Polvo, é a única obra portuguesa a figurar em “1001 Comics You Must Read Before You Die”, um trabalho exaustivo de 960 páginas, com fichas para cada livro, organizado pelo estudioso britânico Paul Gravett e que contou com a colaboração de 67 especialistas mundiais em Banda Desenhada, entre os quais os portugueses Domingos Isabelinho e Pedro Moura.

Sobre a obra “O diário de K.”, uma adaptação de “A Morte do Palhaço”, de Raul Brandão, escreveu o crítico João Paiva Boléo, no semanário Expresso: “Tensa, poética, com soluções gráficas extremamente belas, fazendo por vezes lembrar Fred/Jules Renard, mais do que propriamente uma história, como no texto de partida são-nos transmitidos visualmente estados de alma, vidas perdidas, o sonho como incapacidade de encarar a vida prática, ou a vida «tout court», a nostalgia e o medo do amor, o circo como eterna parábola da vida e da dor, do riso e da tragédia, o medo da morte.”

O mesmo jornal consideraria “O diário de K.” como “Álbum Nacional do Ano 2001”.

Filipe Abranches foi o vencedor da primeira Bolsa de Criação Literária, na categoria de BD, atribuída pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (Ministério da Cultura), em 1999, o que lhe permitiu conceber “O diário de K.”, disponível no mercado.

A lista completa das obras seleccionadas para “1001 Comics You Must Read Before You Die”, lançado em Outubro de 2011, pode ser consultada em:

http://www.paulgravett.com/index.php/1001_comics/1001_country/

Autor
Filipe ABRANCHES, argumento e desenho; Raul BRANDÃO, autor da obra adaptada
Editora: Polvo
Ano de Publicação: 2001
Número de Páginas: 40 p.
Impressão: Duas Cores
Faixa Etária Recomendável: A partir dos 16 anos

Comentários:

Para a crítica é considerada como «a obra de maturidade plena» de Filipe Abranches , onde um palhaço enfrenta a morte em ambiente de agudo romantismo e extrema solidão. A verdade é que Filipe Abranches se confirma como extraordinário produtor de imagens fortes.

© 2001 Literastur; João Paulo Cotrim

«Adaptando “A morte do palhaço” de Raúl Brandão, o autor usa o poder evocativo de seu fabuloso desenho, moldando o texto em medos e angústias que encontram plena expressão visual nas reveladoras sombras dos inquilinos da pensão, na magia enganadora do circo. De tal modo “falam” as imagens que o texto se reduz a um mínimo, se exceptuarmos uma sequência perto do final, quando o desenho “corre” atrás das palavras. Servindo para localizar melhor o leitor no labirinto de máscaras, desejos por cumprir, espectáculos de falsa felicidade. Onde o desespero se resgata numa derradeira redenção. Mesmo que a morte pareça uma amante razoável, amar sempre é melhor que morrer. Mesmo que, no final, um público clame “Fora o autor!”...»

© 2001 JL; João Ramalho Santos





Filipe Abranches, auto retrato

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sábado, 9 de abril de 2011

BEDETECA DE BEJA – PROGRAMAÇÃO DE ABRIL



EXPOSIÇÕES

De 18 de Abril a 13 de Maio


ANIMAIS NA SOMBRA
Exposição de desenho de Vilas.
Cafetaria e Galeria da Entrada – R/C.

De 26 de Março a 30 de Abril


MECÂNICA POPULAR
Exposição da obra gráfica de José Feitor.
Galeria Principal – 1º andar.

De 26 de Março a 30 de Abril


TINTIN
Uma revista dos 7 aos 77
Exposição bibliográfica.
Galeria da Ala esquerda – 1º andar.

MONTRA DE ABRIL

De 1 a 30 de Abril


Fanzine Terminal

Bedeteca – 1º andar.
O fanzine Terminal surgiu no Outono de 1998, em Faro. Como se diz no seu editorial “Os motores estão agora ligados. A jornada inicia-se a uma velocidade moderada, por causa das curvas e contracurvas que existem sempre no arranque.” Neste número participavam Fernando Madeira (Phermad), o director e editor do fanzine e principal impulsionador, Sérgio Sousa, Carlos Rocha e Geraldo. Como colaborador especial… José Carlos Fernandes. Desde essa altura até agora já passaram pelas páginas do Terminal muitas dezenas de autores (algarvios e não só). Pela qualidade dos autores representados e pela sua longevidade, o Terminal é hoje considerado uma verdadeira referência no meio “fanzinístico” nacional…

CINEMA E BD


Dia 14, quinta-feira, às 21h30

Conversas sobre Cinema e Banda Desenhada, por Véte.
Exibição do filme ZATOICHI, de Takeshi Kitano.
No século XIX, o lendário samurai cego Zatoichi ganha a vida com o jogo e a fazer massagens… Por trás de sua aparência humilde há um habilidoso e imbatível espadachim.
Bedeteca – 1º andar.
Entrada livre.

CINEMA DE ANIMAÇÃO


Dia 21, quinta-feira, às 21h30

Traços do Japão – Sessões de Anime da NCreatures
Exibição do filme METROPOLIS, de Osamu Tezuka, apresentado por Paulo Monteiro.

Metropolis conta a história de Time – uma bela e misteriosa humanóide
feminina que não percebe que é um robô…
Bedeteca – 1º andar.
Entrada livre.

NOITE DE TERROR


Dia 28, quinta-feira, às 21h30

Apresentação da revista Zona Negra, por Paulo Monteiro, e exibição do filme O EXORCISTA, de William Friedkin, apresentado por Hélder Castilho.

O Exorcista tem acção em Georgetown, Washington, quando uma actriz se apercebe a pouco e pouco que a filha de 12 anos adopta um comportamento cada vez mais estranho…
Bedeteca – 1º andar.
Entrada livre.

OFICINAS


Todas as terças-feiras, das 19h30 às 20h30

Ouriço-do-Mar – Oficina de Banda Desenhada
Para autores entre os 8 e os 12 anos…
Bedeteca – 1º andar.
Entrada livre.


Todas as quintas-feiras, das 19h30 às 20h30

Toupeira – Oficina de Banda Desenhada
Para autores a partir dos 13 anos…
Bedeteca – 1º andar.
Entrada livre.

CLUBES


Todas as quintas-feiras, das 16h00 às 18h30

Lemon Studio – Clube de Mangá
Bedeteca – 1º andar.
Entrada livre.


Todos os Sábados, das 15h00 às 20h00

Magic The Gatering – Clube de Magic
Bedeteca – 1º andar.
Entrada livre.

LIVRO DO MÊS


Doutor Jekyll & Mister Hyde
de Lorenzo Mattotti (desenho) e Jerry Kramsky (adaptação), a partir da obra de Robert Louis Stevenson.

Sugestão de leitura disponível na Bedeteca

“Ao longo da sua carreira, o Dr. Jekyll prosseguiu pesquisas sobre a dualidade da alma. Em segredo, elaborou um soro: foi então que realizou em si próprio a experiência do desdobramento científico da alma, dando origem, no meio de atrozes sofrimentos, ao abominável Mr. Hyde”

O livro Doutor Jekyll & Mister Hyde é um exemplo acabado do domínio de Mattotti sobre a cor, aplicada de forma quase pura, a fazer doer os olhos, como impõe o texto violento de Kramsky, que adaptou o clássico de Stevenson com alma de verdadeiro inspirado. A história, já imortal, do médico respeitável com um demónio dentro de si, ganhou uma força inexcedível uma vez visitada pelo traço perturbador do autor italiano, que se deixou inspirar pelo expressionismo alemão dos anos 20 e pelo sopro de George Grosz, com as suas personagens de cabeça deformada e corpos grotescos, marcadas de fresco pelas feridas da Primeira Grande Guerra. Repleto de paredes, de muros e de pontes, quase labiríntico, este álbum desenhado a lápis de cera e pastel de óleo (dedicado a Alberto Breccia), oferece uma dimensão quase claustrofóbica da obra de Stevenson, numa simbiose perfeita entre o texto e a imagem, demonstrando que se podem desmontar velhos clássicos e insuflá-los com o sopro da vida.

O livro Doutor Jekyll & Mister Hyde foi publicado pela Witloof e pela Devir, em 2002. Mattotti esteve presente em Beja em 2009, por ocasião da realização de uma exposição com o seu trabalho durante o V Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja.

BEDETECA DE BEJA


BIBLIOTECA / GALERIA DE EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS / NÚCLEO DE
DOCUMENTAÇÃO E PESQUISA / NÚCLEO DE CARTUNE, ILUSTRAÇÃO E CINEMA /
NÚCLEO DE TRABALHO / ESPAÇO INTERNET / LOJA / EDIÇÕES / ARQUIVO DE
ORIGINAIS / OFICINAS / CLUBES / PROGRAMA DE OFERTAS / EXPOSIÇÕES PARA
ITINERÂNCIA

BEDETECA DE BEJA
Edifício da Casa da Cultura
A Bedeteca de Beja é um equipamento da Câmara Municipal de Beja.
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

BANDA DESENHADA - PORQUÊ "NONA ARTE"? (2)

A minha intenção, com o post sobre o porquê de se chamar à banda desenhada a “nona arte”, era meramente elucidativo. No entanto, nos comentários que fez (ver comentários no final do post de ontem), o Álvaro, ao contestar a “classificação das artes”, leva a coisa para outro plano. Mas ele não entende o contexto do “Manifesto das Sete Artes”, para isso bastava ler o texto de Ricciotto Canudo (que era crítico de cinema), para perceber que tudo aquilo tinha apenas a intenção de definir o cinema como a “sétima arte”, por isso nem sequer lá colocou a fotografia (sem ela não haveria cinema e até a própria banda desenhada é anterior à fotografia) e fez desaparecer da classificação a arquitectura. Se seguisse a lógica que começou a definir esta “classificação das artes”, em meados do século XIX, o cinema seria a 9ª ou 10ª arte e não a detentora do “mágico” número 7. Claro que estas classificações não tinham qualquer intenção crítica, nem grande lógica. Canudo queria apenas que o cinema fosse elevado ao estatuto de arte e não de mera indústria, como era (e ainda é) considerado.

Mas esta “fúria” classificativa das artes, no séc. XIX, tem a ver com a emergência do estatuto de artista, que sempre foi muito diluído ao longo dos tempos. Basta perceber que na Grécia antiga, as artes plásticas tinham, basicamente, duas funções: decorar a arquitectura e pedir ou agradecer aos deuses. A pintura e a escultura eram executadas por artesãos, não por “artistas”. E a palavra “artesão” significava técnica, habilidade, uma espécie de conhecimento técnico e estava associado ao trabalho, à profissão. E a mesma palavra era utilizada para o trabalho na olaria e na joalharia. Além disso, muitas esculturas tinham finalidades meramente religiosas. Não eram vistas como obras de arte. Os relevos eram utilizados para decorar templos e altares com o objectivo de narrar mitos. O mesmo valia para as ânforas (jarras ou vasos), que poderiam trazer nas suas pinturas cenas mitológicas ou do quotidiano.

Para os gregos antigos, a música e a poesia eram classificados noutra categoria de actividades, com uma definição mais próxima do que consideramos hoje em dia como arte. Tratavam-se de actividades que não resultavam apenas de uma habilidade aprendida, mas de talento pessoal.

Aliás, tudo isto está muito melhor explicado no DICIONÁRIO UNIVERSAL DA BANDA DESENHADA – pequeno léxico disléxico, de Leonardo De Sá, embora eu não concorde com algumas coisas que ele escreve na entrada sobre “Nona Arte”, nomeadamente no que os gregos antigos “pensavam” sobre estas coisas…

Mas por outro lado, o Álvaro está enganado quanto à definição do Erotismo como forma de arte. É preciso explicar, para não armar confusão, que o Erotismo/Pornografia é um tema transversal a todas as formas de arte e não é, ele próprio, uma forma de arte.

Quanto ao Design, aconselho o Álvaro a dizer aos discípulos de Bruno Munari, que o Design é uma forma de arte e verá a roda que leva…

A escultura, na antiguidade, era coisa de artesãos (bem alimentados ou não)…


A ilustração serve só para dar cor ao alerta do Facebook…

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

BANDA DESENHADA - PORQUÊ "NONA ARTE"?

Usamos a designação "nona arte" para a banda desenhada, mas, muita gente não saberá porquê. Deve-se tudo ao Manifesto das Sete Artes, do italiano Ricciotto Canudo, publicado em 1923:

MANIFESTO DAS SETE ARTES

O termo sétima arte para designar o cinema foi dado por Ricciotto Canudo* no Manifesto das Sete Artes, em 1911 (publicado apenas em 1923). Essa referência é apenas indicativa, cada uma das artes é caracterizada pelos elementos básicos que formatam a sua linguagem e classificadas da seguinte forma:

• 1ª Arte - Música (som);
• 2ª Arte - Dança/Coreografia (movimento);
• 3ª Arte - Pintura (cor);
• 4ª Arte - Escultura (volume);
• 5ª Arte - Teatro (representação);
• 6ª Arte - Literatura (palavra);
• 7ª Arte - Cinema (integra os elementos das artes anteriores mais a 8ª e no cinema de animação a 9ª).

Há uma certa dúvida se a ordem colocada estaria correcta, porém um maior número de pessoas concorda com a ordem encontrada, apenas criando uma grande dúvida na posição do teatro e da literatura.
Outras formas expressivas também consideradas artes foram posteriormente adicionadas ao manifesto:

• 8ª Arte - Fotografia (imagem);
• 9ª Arte - Banda desenhada (cor, palavra, imagem);
• 10ª Arte - Jogos de Computador e de Vídeo (alguns jogos integram elementos de todas as artes anteriores somado a 11ª, porém no mínimo, ele integra as 1ª, 3ª, 4ª, 6ª, 9ª arte somadas a 11ª desde a Terceira Geração dos Videojogos);
• 11ª Arte - Arte digital (integra artes gráficas computorizadas 2D, 3D e programação).

Banda desenhada, BD, história aos quadradinhos ou história em quadradinhos, quadrinhos, gibi, HQ, comics, tebeos, historietas, fumetti, mangá, manhwa, etc... é uma forma de arte que conjuga texto e imagens com o objetivo de narrar histórias dos mais variados géneros e estilos. São, em geral, publicadas no formato de revistas, livros, ou em tiras publicadas em revistas e jornais. Também é conhecida por arte sequencial, definição atribuida por Will Eisner (ver em DICIONÁRIO UNIVERSAL DA BANDA DESENHADA - pequeno léxico disléxico, de Leonardo De Sá).

A banda desenhada é portanto, chamada "Nona Arte" dando sequência à classificação de Ricciotto Canudo. O termo "arte sequencial" (traduzido do original sequential art), criado pelo autor norte americano Will Eisner com o fim de definir "o arranjo de fotos ou imagens e palavras para narrar uma história ou dramatizar uma ideia", é comummente utilizado para definir a linguagem usada nesta forma de representação. Uma fotonovela e um infográfico jornalístico também podem ser considerados formas de arte sequencial.

A banda desenhada é conhecida por comics nos Estados Unidos, bande dessinée em França, fumetti na Itália, tebeos em Espanha, historietas na Argentina, muñequitos em Cuba, mangás no Japão, manhwas na Coréia do Sul, manhuas na China e por outras várias designações pelo mundo fora.

(*) Ricciotto Canudo, [Gioia del Colle (Itália), 1877 – Paris, 10 de novembro de 1923] foi um teórico e crítico de cinema pertencente ao futurismo italiano. Estudou no «Instituto Tecnico Superiore de Bari», onde se licenciou em física e depois línguas orientais e estudos bíblicos, na Universidade de Florença.



Papagaio nº122 - Tim-Tim no Oriente (1937/08/12)

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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

LANÇAMENTO DE “TINTIN”, COM NOVA TRADUÇÃO E NOVO FORMATO, PELA ASA

As edições ASA lançaram no dia 29 passado, os primeiros seis álbuns do “Tintin”, de Hergé. Deixamos aqui dois textos – porque complementares –, o primeiro, da Agência Lusa, divulgado a 6 de Setembro e o segundo, do Diário Digital, divulgado após a sessão de lançamento, no espaço “Tintin”, em Lisboa. Neste último texto, o nome de Maria José Pereira surge erradamente como Maria João Pereira, o que revela algum desleixo do jornalista que cobriu o acontecimento.



(da Lusa, em 06/09/2010)

A edição é o passo visível de um negócio que aconteceu em 2009, quando a Asa passou a deter os direitos em Portugal das histórias de Tintin, detidas internacionalmente pela chancela belga Casterman.

Os álbuns de Tintin que estavam no mercado português tinham, desde finais dos anos 1980, a chancela da Editorial Verbo e a personagem principal tinha sido traduzida para Tintim (com “m” no fim).

Maria José Pereira, responsável pela banda desenhada na Asa, não revelou o valor envolvido no negócio de transferência, mas admitiu que a edição da nova tradução de Tintin era "um sonho pessoal de há muito tempo".

"Bati-me muito por este contrato e as negociações não foram fáceis, arrastaram-se por mais de um ano", disse.

A nova edição chega ao mercado num formato mais pequeno (19,5 x 28 cm), "mais apelativo para um público mais novo" e com outra tradução de Maria José Pereira e Paula Caetano a partir do original.

"Quisemos dar mais atenção à linguagem, dar-lhe uma sequência, condensar as ideias sem encher muito os balões", disse a editora, garantindo que os nomes das restantes personagens não sofrem alterações.

Neste mês de Setembro foram editados os seis primeiros volumes, numa sequência cronológica de publicação, referiu Maria José Pereira, sendo disponibilizados, por exemplo, "Tintin no país dos sovietes", "Tintin no Congo" e "Tintin na América".

Em Novembro serão editados outros seis volumes, prevendo-se que toda a coleção de 24 álbuns esteja disponível no mercado até Outubro de 2011, mês em que se espera a estreia da adaptação de Tintin ao cinema por Peter Jackson e Steven Spielberg.

Para Maria José Pereira, as aventuras de Tintin são uma "obra de grande qualidade" e alguns volumes são "documentos históricos" criados há mais de setenta anos por George Remi, mais conhecido por Hergé.

A Asa, que integra o grupo Leya, tem atualmente o catálogo mais representativo de banda desenhada em Portugal, por juntar histórias de personagens como Astérix, Spirou, Alix, Gaston, Blake & Mortimer, Lucky Luke e autores como Hugo Pratt e Milo Manara.

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Diário Digital, quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

Nuno Artur Silva: «Tintin percorreu todo o século XX»

Texto: Pedro Justino Alves

O espaço Tintin, em Lisboa, acolheu como era esperado a apresentação dos seis primeiros livros das aventuras do jornalista mais famoso do Mundo (até Outubro de 2011 deverão estar publicados todas as 24 obras). Há dois aspectos a reter nesta nova colecção: o nome do herói perdeu a letra «m» no final e voltou à sua versão original e, principalmente, as histórias ganharam um formato diferente (mais pequeno e de capa dura), o primeiro do Mundo, o que preenche de orgulho a responsável pela banda desenhada da ASA e também tradutora das obras, Maria João Pereira. Profundo admirador da BD criada pelo belga Hergé, Nuno Artur Silva defendeu que a edição das aventuras de «um herói que não existiria nos nossos dias faz todo o sentido», recomendando a sua leitura num dia chuvoso e com bolachas como companhia…

Maria João Pereira considera que Nuno Artur Silva é uma das pessoas que «mais conhece» Tintin em Portugal e por isso foi convidado pela ASA para falar sobre as aventuras do jornalista. O argumentista recusou os elogios mas, durante a sua apresentação, foi notório verificar o seu conhecimento, falando sem recorrer à anotações e com uma grande clareza sobre alguns dos aspectos deste clássico da BD. «E um clássico serve de referência para várias gerações», defendeu.

A principal mensagem que Nuno Artur Silva procurou transmitir aos presentes no Espaço Tintin foi que a BD de Hergé consegue ser uma espécie de resumo do século XX, «atravessa por inteiro o século passado».

«Tintin marca um paradigma na BD, o paradigma da linha clara, que deixou muitos discípulos, não só no desenho, mas também no design e na própria história. Tintin é um tipo de herói que não encontra o seu espaço nos nossos dias devido a sua clareza. Hoje o mundo é mais complexo. Portanto, agora as aventuras de Tintin não seriam possíveis.»

Aventuras que levaram o jornalista pela América, por África, pelo Tibete mas também pela Lua. «As suas andanças esgotaram o Mundo», considera Nuno Artur Silva. «Esse Mundo já não existe e por isso faz todo sentido a publicação das suas aventuras. Um Mundo onde ainda existia uma certa ingenuidade.»

O argumentista acredita que o «quadradinho da BD mais importante é o que não está lá, é o que existe na nossa cabeça, o que está no meio de dois quadradinhos, a nossa imaginação». E ler Tintin é um caminho para esse estado imaginário, já que estamos sempre à espera do que vai acontecer no próximo quadradinho.

Nuno Artur Silva salientou também na sua apresentação os personagens secundários dos livros, que, para si, ganham mais corpo que o próprio Tintin, «que não tem existência pessoal, é apenas um veículo que faz rodar a aventura, uma figura idealizada. As figuras de carne e osso são os outros, que têm interrogações, que mostram as suas dúvidas, a raiva, as suas emoções».

Sobre o novo formato, o apresentador das Aventuras de Tintin foi franco e considerou a posição da ASA de «ousada», embora considere que o risco deverá ser recompensado.

Sobre as suas aventuras de sempre, Nuno Artur Silva nomeou «Tintin no Tibete» (salientou o valor da amizade), «O Segredo do Unicórnio» (o primeiro dos três filmes adaptados por Steven Spielberg, com estreia marcada para o próximo ano) e «As Sete Bolas de Cristal», entre outros.

«Num dia de chuva é uma óptima alternativa a televisão, a internet e ao computador. Voltar ao papel com um prato de bolachas, reconciliarmos com o caos e a confusão do Mundo».

Os primeiros seis livros da ASA são os seguintes:
«A Orelha Quebrada»
«Tintin na América»
«Tintin no Congo»
«Tintin no País dos Sovietes»
«O Lótus Azul»
«Os Charutos do Faraó»


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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

UMA BRINCADEIRA COM DYLAN DOG: UM FANZINE, DYLANDOGOFILI #0, PUBLICA A PARÓDIA – “DILLON & SDRUCIO - O HOTEL MALDITO (L’ALBERGO MALEDETTO)”...

Wilson Vieira, argumentista brasileiro de que temos apresentado histórias no BDjornal desde o #23, deu-nos a notícia da paródia a Dylan Dog que está prestes a sair em Itália. Aqui fica o texto, traduzido por Wilson, do site italiano http://www.dyalandogofili.com/

DYLANDOGOFILI – O FANZINE #0


Estamos orgulhosos em apresentar, aquilo que é o fruto de uma idéia, concebida há quase dois anos atrás: O Fanzine dos DYLANDOGÓFILOS.

Essa publicação, nasceu do desejo de realizar algo impresso. Inicialmente pensamos fazer uma paródia, mas, para realizá-la faltavam os ingredientes clássicos, tais como; um roteirista, um desenhista e um letrista.

Para roteirista pensamos prontamente: o grande amigo Wilson Vieira, autor brasileiro, que certamente dispensa apresentações. O Wilson, já tinha produzido uma ilustração, da qual surgiu um pôster, para a Exposição: Buon Compleanno Dylan Dog (realizada pelo DylanDogofili) em Novi Ligure/2006, que foi distribuído gratuitamente, arrecadando, porém donativos livres, para a Associação (presidida por Paola Barbato) “Mauro Emolo” O.N.L.U.S., que trata de pessoas afetadas, por uma doença neurovegetativa chamada: Coréia de Huntington.

O desenhista, nós o encontramos em nossa própria casa: Riccardo Nunziati. Ele tinha começado a freqüentar o nosso Fórum e o nosso ativíssimo Relações Públicas, Giorgio Santoro um dia me disse: “Cristian, encontrei o desenhista, é um dos rapazes do Fórum, chama-se Riccardo e desenha muito, muito bem...”.

Dali então, se iniciou uma colaboração esplêndida com o Riccardo e ainda hoje, me surpreende a sua imensa paciência, para fazer frente às nossas exigências contínuas.

Faltava um letrista e graças ao Riccardo o encontramos, Alessio D’Uva colocou-se a disposição, desde o primeiro contato e ele também, quanto à paciência não deixa nada a desejar como o Riccardo, não sei quantas vezes, trocamos as frases e modificamos as posições, dos balões.

Tínhamos já tudo, para a história? Ainda não... faltava, aquele toque de humor, nas “gags”, do personagem Sdrucio e quem melhor para isso, do que Marco De Zordi, apelidado de o Dezzo? Encontrarão ainda, alguns artigos interessantes, que fazem de moldura, para a história.

Infelizmente nem todos, poderão ter acesso a essa revista, (capa colorida - formato 19 x 26,2 cm – contendo 24 páginas – miolo em p/b), pois a tiragem, como aconselhado por parte, da Sergio Bonelli Editore (que agradecemos, pela cortesia demonstrada), é somente de 100 exemplares invendáveis; os quais são devidamente numerados, nominados e carimbados.

Entre os felizardos contemplados, estarão os velhos e os novos amigos, que sempre acreditaram e nos ajudaram, no decorrer dos anos.

Esperemos ter feito algo interessante, o que garantimos, é que fizemos algo, que nos divertiu muito e esperemos, que se divirtam também.

Pensamos em fazer outros fanzines, mas esclarecemos que serão publicações aperiódicas, e que não conterão histórias assim longas e isso particularmente, nos permitirá imprimir uma tiragem maior.

Além da capa, mostramos em primeira mão: uma prancha e dois quadros primorosos da HQ inédita e exclusiva – O HOTEL MALDITO – (L’ALBERGO MALEDETTO) – como também, a visão gráfica de Nunziati, sobre Wilson Vieira:





Para qualquer pergunta, comentário ou pedido de esclarecimento, pode nos escrever, diretamente no Fórum: http://www.dylandogofili.com/Dylan/Forum/Default.asp

Para comentar esse artigo no Fórum, clique:

Artigo escrito por: Cristian Fasano
Tradução/Adaptação de: Wilson Vieira

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

DUAS NOTÍCIAS: NICK CAVE VAI REESCREVER “O CORVO” PARA NOVA ADAPTAÇÃO CINEMATOGRÁFICA + O ANÚNCIO DA ORGANIZAÇÃO DO FICOMIC DE BARCELONA SOBRE O LONGAMENTE ANSIADO MUSEU DE BD!

NICK CAVE VAI REESCREVER ARGUMENTO DE «O CORVO»

Nova adaptação deve aproximar-se mais do espírito original da história de BD

TVI/24 - Por: Redacção /IGP - 28-07-2010 - 11: 36

Nick Cave

O cantor e compositor Nick Cave vai reescrever o argumento do remake de «O Corvo». De acordo com o site «The Wrap», a nova adaptação desta história de vingança deverá aproximar-se mais do espírito original da saga de banda-desenhada.

Stephen Norrington («Blade»), que escreveu a primeira versão do remake, é o realizador da longa-metragem, que narra a história dos noivos «Eric Draven» e «Shelly Websyter». Este casal tem casamento marcado para 31 de Outubro, o Dia das Bruxas, mas é assassinado brutalmente na noite anterior. Um ano depois, o corvo traz a alma de «Eric» de volta para que ele se vingue dos assassinos e consiga o seu descanso eterno.

Não há ainda uma data marcada para o começo das filmagens do remake.

A banda-desenhada «O Corvo» teve a sua primeira adaptação para cinema em 1994. A rodagem do filme foi marcada por um acontecimento trágico: o protagonista Brandon Lee, filho do também actor Bruce Lee, morreu quando gravava uma cena em que o seu personagem ia ser atingido por um tiro. Por um acidente, a arma de fogo a ser usada na encenação tinha mesmo uma bala de verdade.

Esta não será a primeira vez que Nick Cave vai apostar no mundo do cinema: além de ter escrito o argumento do western «Escolha Mortal» (2005), Cave participou como actor nas películas «Johnny Suede» (1991) e «O Assassínio de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford» (2007), por exemplo.

Brandon Lee (1965/1993) em "O Corvo", estreado em 1994.
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MUSEU DA BANDA DESENHADA EM BARCELONA

Há mais de um ano que se fala, nos meios ligados ao Ficomic de Barcelona, nos planos para criar um museu dedicado à Banda Desenhada em Barcelona. Agora chega a notícia de que a Generalitat da Catalunha (o governo da Catalunha) escolheu a antiga fábrica da CACI (Companhia Auxiliar do Comercio e da Indústria - Compañía Auxiliar del Comercio y la Industria – especializada em colarinhos para camisas de algodão), um edifício construído em 1899, projectado por Jaume Botey e com 4.000 m2, situado em frente à praia de Badalona e ao lado da marina. Badalona é um município fronteiro e a nascente de Barcelona, cuja malha urbana se confunde com a da cidade condal. O edifício está fechado há mais de 30 anos e os custos de reconversão ascenderão a cerca de 12 milhões de euros. A inauguração está prevista para 2012!

O museu está projectado para ter quatro blocos:

Exposição permanente: Tesouros da Banda Desenhada e da Ilustração. Um percurso através da história da nona arte através de exemplos e obras representativas de cada época.

I+D+ilustração: Um espaço que será dedicado às últimas criações e tendeências da BD, tanto a nível nacional como internacional. Será uma montra para a difusão de novos criadores assim como das novas tecnologias aplicadas à ilustração. Terá quatro exposições por ano.

Territórios da Banda Desenhada: Um espaço em que se mostrarão exposições (prevendo-se duas por ano) em torno de um tema central e normalmente transversal do mundo da BD, desde a ficção científica à mitologia do herói.

Homenagem aos criadores: Duas exposições por ano, dedicadas a um determinado autor de renome, ou pelo conjunto da obra ou por uma obra em particular.

O museu disporá ainda de um auditório, espaços para diversas actividades e uma livraria especializada. Vamos esperar para ver se as coisas são como o que está anunciado.

O futuro Museu do Comic e da Ilustração da Catalunha (MCIC) junta-se, no panorama internacional, a museus como o Centre National de la Bande Dessinée et de l'Image (Angoulême, França); o Centre Belge de la Bande Dessinée (Bruxelas, Bélgica); The Cartoon Museum (Londres, Reino Unido); o Museum of Comic and Cartoon Art (Nova Iorque, EUA); O Cartoon Art Museum of California (San Francisco, EUA); o Charles M. Schulz Museum and Research Center (Santa Rosa, EUA), e o Kyoto International Manga Museum (Kyoto, Japão).

O Plano Director do MCIC foi elaborado com a acessoria de uma comissão constituída, entre outros, por: Antoni Guiral, Carles Santamaria e Josep M. Berenguer, do FICOMIC; Horacio Altuna e Gemma Cortabitarte, da Associació Professional d’Ilustradors de Catalunya; Marta Vaquer, do Meeting Concert; Joan Navarro, coleccionista; Albert Rossich, catedrático da Universitade de Girona; Montserrat Trias, da ACIC; e David Escrig, da Associació Amics del Còmic del Prat.

Nas imagens mais abaixo, a seguir ao texto do comunicado oficial em castelhano, podem ver-se as fotos do estado actual do edifício da CACI e a sua envolvente.

 
O comunicado do Ficomic:

La Generalitat de Catalunya ha escogido la antigua fábrica Caci de Badalona, que data su construcción de 1899, como sede del futuro Museo del Cómic y la Ilustración de Catalunya. Tal decisión se tomó tras una reunión con la comisión asesora que ha elaborado el plan director, donde se evaluaron las virtudes de las cuatro sedes candidatas: la antigua fábrica de Albert Germans de L’Hospitalet de Llobregat, la antigua fábrica Can Bertrand de San Feliu de Llobregat, el Centre de Disseny de Sitges y la antigua fábrica Caci de Badalona, que ha resultado la seleccionada. La comisión asesora está integrada por representantes de la APIC, Ficomic y diversos colectivos y personalidades relacionados con el cómic y la ilustración.

La ubicación escogida es el viejo edificio de la Compañía Auxiliar del Comercio y de la Industria (Caci), que lleva sin uso desde hace treinta años. Esta fábrica cuenta con seis plantas y una superficie útil de unos 4.000 metros cuadrados. La rehabilitación de la Caci la asumirán el Ayuntamiento de Badalona y la Generalitat de Catalunya. La Caci está situada en primera línea de mar, dentro de un nuevo entorno residencial, y cuenta com buenas comunicaciones de transporte público.

Dentro de las finalidades del museo, la primera es salvaguardar un patrimonio artístico y editorial disperso y sin garantías sobre su conservación. Un segundo eje del museo será difundir entre los ciudadanos la relevancia y significado del cómic y la ilustración. Además, puede convertirse en un laboratorio de ideas transversal que intensifique la relación de la creación gráfica con la industria audiovisual. Su vocación internacional se reflejará en su colección permanente y exposicones temporales com las obras de los grandes artistas de todas las latitutes, teniendo una especial atención hacia los creadores catalanes. La intención es que el Museo del Cómic y la Ilustración de Catalunya sea un espacio vivo, dinámico y atractivo.

Los trabajos de rehabilitación del edificio industrial de la CACI de Badalona, sede del futuro Museo del Cómic y la Ilustración, se han iniciado bajo la dirección de la firma de arquitectos Espinet-Ubach.


As obras já começaram, como se pode ver pelos andaimes...


Imagens da responsabilidade do Kuentro.
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domingo, 28 de março de 2010

MORREU JOSÉ ANTUNES (1937/2010) – IN MEMORIAM


Quando morre um autor português de banda desenhada – ainda para mais, também designer gráfico – não podemos ficar indiferentes, não só porque desaparece uma pessoa que estimamos, como, no caso de José Antunes, a banda desenhada que se faz neste país, perde mais um dos seus veteranos. Portanto a única coisa que podemos fazer é recordar o seu trabalho, a sua obra, a sua vida. É o que faremos neste post:

José Antunes nasceu em 1937, e frequentou a Escola António Arroio onde teve como mestres João Rodrigues Alves, Estrela Faria, Júlio Santos e Abel Manta, entre outros.

Teve uma primeira colaboração com a Agência Portuguesa de Revistas no Outono de 1954 por indicação de Mestre Rodrigues Alves, seu professor na Escola António Arroio. O seu primeiro trabalho foi um anúncio ao semanário Dez Minutos.


Em Maio de 1955 estreia-se na banda desenhada com as duas últimas pranchas da história "Os planos do submarino atómico" publicadas nos nºs 300 e 301 do Mundo de Aventuras. Realiza posteriormente diversas capas para essa revista e desenha mais algumas histórias em BD: "Geraldo Sem Pavor" e "Martim de Freitas" em 1956; "Trinca-Fortes" (uma biografia romanceada de Camões) e "As Lições do Tonecas" constituída por histórias curtas segundo guiões de José de Oliveira Cosme, em 1957; e Tony Tormenta, em que narra as aventuras de um novo personagem que ele próprio imaginou, em 1958.

Durante os últimos anos da década foi, com Carlos Alberto Santos, José Manuel Soares e José Batista, um dos quatro artistas principais da Agência Portuguesa de Revistas.



No campo das colecções de cromos desenhou, durante este período, originais para História Universal, que foi completada em parceria com Carlos Alberto Santos. Apesar de anunciada em 1959 e de novo em 1962 esta colecção não chegou a ser publicada.

Também desenhou alguns cromos para Álbum de Adivinhas, que não chegou a completar. Uma colecção equivalente desenhada por Júlio Amaro foi publicada em Outubro de 1968 sob o nome Figuras e Monumentos Nacionais.

Num dos episódios mais curiosos da sua carreira protagonizou, em finais de 1959, "Casamento por Anúncio", a primeira fotonovela realizada em Portugal, mas pouco tempo depois abandonou a Agência Portuguesa de Revistas para trabalhar como freelancer. Um dos seus últimos trabalhos para a editora foi a ilustração de um livro infantil da Colecção Era Uma Vez ("Era uma vez uma cabrinha" de Alice Ogando) publicado em 1960.




Em 1968 ilustrou para o Journal Tintin de Bruxelas a história “Maître Biber”. Uma segunda história, encomendada pela mesma revista, ficou inacabada devido às insuficiências da documentação fornecida pela redacção.

Também em Espanha, Jugoslávia e Angola foram publicados trabalhos seus. Como ilustrador e cartoonista colaborou em publicações como Colecção Salgari, Sempre-Fixe, Diário de Lisboa, Cara Alegre, A Chucha, O Cágado, Parada da Parodia, Antena, Plateia, Pisca-Pisca, Fungága da Bicharada, etc...

Foi responsável pelo grafismo de algumas destas revistas, bem como das editoras Verbo, Pública e Circulo de Leitores (onde foi, durante vários anos director artístico). Colaborou como ilustrador e designer gráfico com agências de publicidade como Sonarte, Thibaud, Insignia, Grafidec e McCann Erickson.
É autor de capas de discos, cartazes, catálogos, folhetos e ilustrações para livros.
A sua actividade principal tem sido, ao longo dos anos, a criação de centenas de capas de livros e ilustrações para as editoras Verbo, Bertrand, Ática, Romano Torres, Didática, Ulisseia, Pórtico, Sel, Publica, Zenite, Temas da Actualidade, Temas e Debates, Estampa, Círculo de Leitores e Texto Editores.

Foi homenageado no 14º Salão Moura BD, em 2004, tendo sido nessa altura compiladas algumas bandas desenhadas suas e publicadas no nº 5 da Colecção Cadernos Moura BD, cujo grafismo reformulou.




Recordar AQUI no arquivo do Kuentro, o nosso post de 25 de Novembro de 2004: José Antunes no 14º Salão Moura BD.
A seguir à sessão de entrega dos prémios desse Salão, o grupo "invasor" ido de Lisboa, foi jantar, com Carlos Rico (organizador do Salão), ao restaurante A CAVE. Aqui ficam duas fotos desse jantar, onde se podem ver José Antunes e família, e a foto de "quase" conjunto para o brinde final:



O seu último trabalho em banda desenhada terá sido “A Lenda da Moura Salúquia” publicado no livro colectivo “Salúquia – A Lenda de Moura em Banda Desenhada”, editado em Junho de 2009 pela Câmara Municipal de Moura.




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