domingo, 20 de agosto de 2017

REPORTAGEM 398º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA – 1 DE AGOSTO 2017

REPORTAGEM 
398º ENCONTRO 
DA TERTÚLIA BD DE LISBOA

1 DE AGOSTO 2017

CONVIDADA ESPECIAL 
PATRÍCIA GUIMARÃES 



 Patrícia Guimarães nasceu em 1985, em Lisboa.

Desde miúda que rabiscava as paredes da sala e dos quartos lá de casa. Mais tarde passaram a ser os cadernos da escola. O primeiro dia de escola foi um tormento, mas depois para além de desenhar percebe que gosta de ler e criar histórias.

O contacto com a Banda Desenhada chega com o Tio Patinhas e o Donald que lia de uma acentada. A seguir tenta acompanhar as aventuras dos super-heróis da Marvel, mas depressa se cansa.

Surgem as visitas anuais ao Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (quando a “Fábrica da Cultura” era verdadeiramente incrível!) e nessa altura os livros de Jean-Pierre Gibrat e Massimiliano Frezzato, ou Quino.

Mas será mais tarde, já na faculdade que irá descobrir outros artistas que irão influenciar o seu trabalho, tais como Roland Topor, Hieronymus Bosch, Goya, Lorenzo Mattotti, João Fazenda, Filipe Abranches, Susa Monteiro, Alain Corbel, Marjane Satrapi, as animações de José Pedro Cavalheiro (Zepe), de Regina Pessoa, José Miguel Ribeiro, Marie Paccou, Michaela Pavlátová, Koji Yamamura e muitas outras referências visuais e/ou literárias como as que lhe vão chegando em conversas com amigos/as da área.

Não sabe como foi parar à Animação, mas depois de ter experimentado só pensa em dar vida às suas histórias, entretanto, e porque não existe uma sem a outra, vai fazendo Banda Desenhada e Ilustração.

Curriculum Vitæ

Patrícia Guimarães, Licenciou-se em Arte e Multimédia - Animação, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL).

Em 2014 frequentou o Curso Laboratório de Ilustração e Banda Desenhada, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL).

De 2014 a 2015 integrou a equipa de traçagem na produtora MODOImago para a produção dos filmes de animação VÍGIL e A CASA ou a Máquina de Habitar de Catarina Romano, participou ainda no desenvolvimento de outros projectos de animação.

Em 2015 apresentou “STABAT MATER”, no ano seguinte “MANUELinútil” publicados em parceriacom a Façam Fanzines e Cuspam Martelos (Tiago Baptista e Catarina Domingues). Na mesma altura, participou activamente no projecto artístico SOU ESTA CASA.

Em 2016 venceu o 3º Prémio no Concurso Nacional de Banda Desenhada e Cartoon 2016, na categoria de BD, na 27ª Edição do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora.

Tem trabalhos publicados em fanzines como Nicotina, Preto no Branco, Your Mouth Is A Guillotine e O Princípio. Actualmente desenvolve projectos de Banda Desenhada, Ilustração e Animação 2D.

Contacto: patrice_guimaraes@hotmail.com - Site: patriciaguimaraes.weebly.com

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A H-alt é uma revista digital gratuita de BD escrita em português e relacionada com as temáticas de ficção-cientifica, fantasia, realidade/História alternativa (ficção especulativa).

O objectivo desta publicação é divulgar e incentivar produção de pequenas histórias de BD. Existe também a preocupação que os vários participantes criem histórias em equipa (argumentistas, desenhadores, coloristas), com o propósito de incentivar o trabalho colaborativo. Existe também uma versão impressa correspondente à edição digital, acessível, por encomenda ou disponível em algumas livrarias.

Resumo: A imagem da capa é da autoria do consagrado ilustrador Ricardo Cabral estando o seu trabalho em destaque nesta edição. Aparece também uma breve entrevista exclusiva com ele. Na secção Descobrir é possível ver trabalhos de ilustração de Sara Leal. Estão disponíveis nesta edição trinta e uma histórias de BD. Este é o link para a versão on-line do nº5: https://issuu.com/h-alt/docs/ h-alt-n05-web

Autores Participantes neste número: Kim Roberts, João Tavares, Cristian Navarro, Joana Varanda, Tânia Cardoso, Sérgio Santos, Alberto Pessoa, Fábio Veras, Edgar Ascensão, Filipe Duarte, Catarina Eusébio, Roberto Gomes, Sofia Livesay, Alexandre Carvalho, Bárbara Lopes, Bruno Teodoro Maio, José Marono, Daniel Ablev, Gabriela Torres, M C Carper, Nick Valente, Sandro Leonardo, Mafalda Fernando, Francesco Conte, Gabe Ostley, Chris Allen, Jack Wallace, Machinson, Troy Vevasis, Matt James, Bob Schroeder, Nick Hadley.
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COMIC JAM

Autores participantes:
1 - Patrícia Guimarães
2 - Jorge André Catarino
3 - Cláudia Costa
4 - Bruno Madeira
5 - João Paulo Sá-Chaves
6 - Álvaro


FOTOS
(de Álvaro)












  







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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Gazeta da BD #78, 11 de Agosto de 2017 - Corto Maltese fez 50 anos – ou... 130?

Gazeta da BD #78, 11 de Agosto de 2017

Corto Maltese fez 50 anos – ou... 130? 
A personagem apareceu nas páginas de Sgt. Kirk em 1967 


Texto completo:

Para ser sincero, eu que escrevi já uma boa série de textos sobre Corto Maltese e o seu autor Hugo Pratt, esqueci completamente esta data e só fui recordado pelo texto de Francisco Louçã no jornal Público, graças ao inefável Geraldes Lino – sempre atento a tudo o que se passa no “reino da BD”.

O meu encontro com Corto Maltese, nas páginas da revista (A Suivre) em 1979 despertou-me definitivamente o interesse pela banda desenhada. Mal sabia eu que Corto iria acompanhar-me quase para o resto da vida. Quando trabalhei como designer das Edições 70, nos anos oitenta, coube-me mesmo legendar o último álbum da série editada por essa editora, substituindo a “mítica” legendadora de BD da altura, Zulmira Perdigão. Tratou-se de Tango Argentino (o título original era apenas Tango, mas o editor resolveu acrescentar Argentino, não sei porque carga de água) o que, por assim dizer, fez com que a personagem “se me colasse” definitivamente no imaginário bedéfilo. Isto numa altura em que a legendagem era feita à mão, uma vez que ainda não existiam os meios informáticos, que agora nos permitem legendagens na BD realizadas por computador.

Corto Maltese surgiu em 10 de Julho de 1967 nas páginas da revista italiana Sgt. Kirk, com a história A Balada do Mar Salgado, em que Hugo Pratt (1927-1995) apresenta uma história bem diferente do que era habitual na BD – e que seria, pela sua extensão, aquilo a que hoje chamamos um “romance gráfico”. Era uma história com 165 páginas, na primeira versão publicada em Portugal, pela Bertrand, em 1982. Em 1990 relegendei este álbum, para serem corrigidos alguns erros, com vista a uma segunda edição, que nunca seria feita.

Começando pelo princípio, Corto Maltese aparece pela primeira vez n’A Balada, preso a uma jangada de madeira à deriva no imenso oceano Pacífico, por ter sido abandonado à sua sorte no final de uma aventura que lhe tinha corrido mal e da qual haveríamos de conhecer pormenores nessa história. Mas digamos que este aparecimento de Corto Maltese foi, por assim dizer como personagem secundário daquela história. Mais tarde, depois do fecho da Sgt. Kirk, Pratt conheceu os directores da revista francesa Pif Gadget, que lhe propuseram uma série em torno de Corto Maltese. E entre Abril de 1970 e Abril de 1973, foram publicados 21 episódios das histórias de Corto, actualmente agrupados em ciclos: Sob o Signo do Capricórnio, Corto Sempre um pouco mais longe, As Célticas e As Etiópicas.

Na segunda metade dos anos 70 e nos anos 80, Pratt continuou a explorar o filão Corto Maltese, em aventuras de grande fôlego, que consolidaram o seu prestígio mundial como autor de BD, como um dos seus grandes criadores. Corto Maltese na Sibéria (1974), Fábula de Veneza (1977), A Casa Dourada de Samarcanda (1981), A Juventude de Corto Maltese (1981), Tango (1985), As Helvéticas (1987) e (1988), a última história de Corto.

Hugo Pratt, em 1993 seria operado a uma catarata e morreria dois anos depois, em Lausana, vitimado por um cancro nos intestinos, aos 68 anos, em 20 de Agosto de 1995. É para mim actualmente muito penoso escrever sobre os últimos anos de Pratt e aconselho vivamente a leitura do livro de Dominique Petitfaux, muito especialmente o último capítulo.

Segundo o autor, o marinheiro nasceu em La Valetta, na ilha de Malta, a 10 de Julho de 1887 (há 130 anos, portanto), filho de um marinheiro da Royal Navy originário da Cornualha, e duma cigana originária de Sevilha, daí Corto ter nacionalidade britânica. Reside oficialmente em Antígua y Barbuda, nas Antilhas, apesar de a sua única residência conhecida ser em Hong Kong... e conheceriamos, através da história A Juventude de Corto Maltese, o início do seu relacionamento com o russo Rasputin, o anarquista louco, personagem também ela carismática da série, que funciona como uma espécie de “alma negra” de Corto e é parte integrante em muitas das histórias do marinheiro maltês. Mas existem outras personagens marcantes destas histórias, desde Cush (As Etiópicas) ou Louise Brookszowic (Fábula de Veneza), passando por muitos outros.

Segundo o autor, Corto Maltese desapareceria durante a Guerra Civil de Espanha (1936-1939) - não se sabendo se morreu aí, uma vez que, para baralhar estas contas Pratt chegou a “afirmar” que Corto teria sido visto por algumas pessoas em vários recantos do planeta...

Numa das entrevistas com Dominique Petitfaux, publicadas no livro O Desejo de Ser Inútil, Pratt afirmou “Não fico nada chocado com a ideia de que um qualquer autor, possa um dia, vir a recuperar Corto Maltese”. Talvez por isso, a editora Casterman resolveu em 2015, 20 anos depois da morte do autor, ressuscitar Corto Maltese. Os autores escolhidos foram o castelhano Juan Diaz Canales, para os textos e o catalão Ruben Pellejero, para ilustrar as histórias. Foram já publicadas duas histórias: Sob o Sol da Meia Noite e este ano será editado em Portugal o álbum Equatória, dos mesmos autores.

Este artigo teve as ajudas de “Corto Maltese no Público, guia de leitura” de Carlos Pessoa, com a entrevista com o autor e do magistral livro de entrevistas com Hugo Pratt, de Dominique Petitfaux “O Desejo de ser inútil”.

Páginas de A Balada do Mar Salgado e Fábula de Veneza

A primeira edição de A Balada do Mar Salgado em Portugal, da Livraria Bertrand , Novembro de 1982. O velho exemplar que serviu para relegendar a história, apesar de não ter sido reeditada pela Bertrand - mas cuja legendagem me foi paga. Penso que este livro só foi reeditado pela Asa, mais tarde. 

O próximo Corto Maltese, Equatoria, de Juan Diaz Canales e Ruben Pellejero.

Última e 1ª página do BDjornaleco #8, de 31 de Outubro de 2015, dedicado aos 20 anos da morte de Hugo Pratt.

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domingo, 13 de agosto de 2017

DESENHAR EM CIMA DA CONSERVA LIVRO DE TIRAS


DESENHAR EM CIMA DA CONSERVA
LIVRO DE TIRAS 

Nuno Saraiva
Susana Carvalhinhos
Lord Mantraste
João Maio Pinto
Pedro Brito
Pierre Pratt
Cristina Sampaio
Dileydi Florez
Pedro Lourenço
Alberto Faria 
André Carrilho

A Abysmo, de João Paulo Cotrim enviou-me este livrinho editado com a chancela Arranha Céus e apoiado pela Conserveira de Lisboa, Município de Setúbal e Festa da Ilustração de Setúbal - É Preciso Fazer um Desenho? Agradecendo desde já a J.P.Cotrim e à Abysmo, aqui fica o texto de introdução de Tiago Ferreira e algumas imagens.

BOAS IDEIAS
Tiago Cabral Ferreira

O que fazer quando se tem 5x1 metros de preto onde dar vida? Este foi o desafio que se nos deparou. A Conserveira de Lisboa tem tido nos últimos anos uma relação muito próxima com o mundo das artes e, naturalmente, surgiu a ideia de pintar, desenhar, ilustrar esse espaço. A ilustração tem sido, um pouco, um parente pobre nas artes plásticas, embora em Portugal haja artistas fantásticos e reconhecidos internacionalmente. Ao reconhecer esse trabalho de excelência a primeira decisão estava tomada.

Propor a alguns destes senhores ilustrar a nossa fachada todos os meses durante um ano.

Foi com esta pequena ideia no bolso que nos reunimos com a Arranha-céus para nos ajudar neste projecto. Combinámos uma reunião, pela tarde, num pequeno restaurante lisboeta e à medida que a conversa e algumas cervejas fluíam o projecto foi ganhando corpo. Porque não editar um livro com as ilustrações? Boa. Onze ilustrações não chegam para um livro. Porque não propomos fazerem uma pequena banda desenhada para acompanhar a ilustração? Boa. Porque não fazer um cadáver esquisito com as bandas desenhadas? Boa. Com os painéis podíamos fazer uma exposição? Boa. Por volta da hora de jantar estava criado o projecto Desenhar por cima da conserva. Depois foi um ano ao ritmo bom e mensal de um desenho ao vivo, no Mercado da Ribeira. Uma festa que passou depois por Setúbal, pelo Museu do Trabalho, no âmbito da Festa da Ilustração, com todos os trabalhos expostos pela primeira vez. Boa. Agora fez-se livro para abrir ainda mais os apetites. Boa.


O livrinho contém as biografias dos autores.

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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

BDpress #480 – MULHERES – João Ramalho Santos no JL

BDpress #480 – Recortes de imprensa sobre BD
Criado em Janeiro de 2004 como fanzine impresso até ao #15, em Março 2005, passando depois a ser editado no Kuentro

JL, 2 de Agosto 2017

MULHERES 
João Ramalho Santos 

A maré impressionante de edições de qualidade nos mais variados géneros (com destaque para as coleções "Novelas Gráficas" Levoir/PÚBLICO) tem um efeito secundário muito bem-vindo: a possibilidade de surgirem apostas em obras menos óbvias. É o caso dos dois livros da dupla franco-dinamarquesa baseada em Estrasburgo e constituída pela argumentista Anne-Caroline Pandolfo e pelo desenhador Terkel Risbjerg, editadas pela GFloy. Muito diferentes em tom, estilo e natureza das protagonistas, em ambos se sente um olhar empenhado em torno de questões de género, um olhar do/no feminino.

"O astrágalo" adapta "L'astragale" (1965), romance da escritora francesa Albertine Sarrazin (1937-1967), cuja curta e agitada existência (de abandono, abuso, institucionalização, crime e prisão) deu origem a três obras semi autobiográficas, das quais esta é a mais conhecida. Já o recém-editado "A Leoa" é uma ambiciosa BD biográfica sobre a grande escritora dinamarquesa Karen Blixen (1885-1962). Em ambas há um claro interesse em mostrar a posição subalterna que as mulheres tiveram (têm) que transcender, e o modo com um universo masculino as tentou (tenta) controlar. É certo que as protagonistas não podiam ser mais diferentes: uma marginal de classe baixa sem grande educação formal, e uma burguesa nobre por casamento, a quem, apesar de tudo, foram dadas oportunidades.

Mas a leitura conjunta mostra bem a posição dos autores, entendida do histórico ao contemporâneo: a opressão é a mesma, varia o grau e o modo como é exercida. No caso de "O astrágalo" o simbolismo de ser a fratura de um pequeno osso do pé (que dá o nome ao livro) a deixar Anne à mercê do mundo não deixa de ser sintomático.

Note-se que em ambas as obras o foco é, não bem o controlo, mas as estratégias para dele se libertar. Nomeadamente através da marginalidade, quer literal ("O astrágalo"), quer via a figura tutelar de um pai que não encaixava na sociedade dinamarquesa (e que acabaria por se suicidar), mais tarde através dos grandes espaços africanos e seus habitantes ("A Leoa"). Mas há outro ponto importante a unir estas histórias: os "fracassos" de Anne/Albertine enquanto ladra e de Karen enquanto agricultora em África talvez as tenham conduzido ao sucesso na escrita, embora se sublinhe que Blixen assinou a princípio com o pseudónimo masculino Isak Dinesen, e teve a honra duvidosa de ter tido os seus manuscritos rejeitados por todos os editores dinamarqueses, com o sucesso no seu país natal a ser posterior à sua "descoberta" no mundo anglo- saxónico. E, sobretudo em "A Leoa", é notório o foco na vontade da protagonista em projetar a incompreensão que lhe era votada no sentido de compreender o Outro.

Para além deste posicionamento temático há ainda a relação texto/imagem. Desse ponto de vista não se pode dizer que o desenho de Terkel Risbjerg seja particularmente virtuoso ou inspirador, sobretudo no tratamento da figura humana. Mas o seu registo, num constante fugir da representação realista, tem uma qualidade efabulatória interessante, que complementa bem a escrita de Anne-Caroline Pandolfo. A qual, por sua vez, tende a ser muito pouco subtil, reforçando em permanência os motes e linhas de ação, como por exemplo no repetir dos simbolismos referenciais que rodeiam a vida de Blixen. É, pois, o desenho a ter o principal papel na criação de nuances; quer utilizando um traço decidido a preto e branco (com grandes manchas de negro) a caraterizar o ambiente que rodeia a protagonista em "O astrágalo"; quer as cores suaves em tom de aguarela a marcar o onírico, a fantasia e os grandes espaços em "A Leoa". Nas obras desta dupla é de facto evidente uma das caraterísticas mais interessantes da bánda desenhada, no sentido em que o todo é mais do que a soma das partes. JL


  







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