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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

MESINHA DE CABECEIRA #23 – JÁ À VENDA


Um dos versos de capa, de Pedro Brito

MESINHA DE CABECEIRA #23
JÁ À VENDA

DO EDITORIAL

Antes de apagar a luz…

Não vou dizer que 20 anos passam rápido – embora seja verdade quando se ultrapassa a barreira dos trinta – como também não vou dizer que tudo mudou desde 22 de Outubro de 1992 quando eu e o Pedro Brito lançamos o número zero do Mesinha de Cabeceira.

Se nesse ano, o MdC era uma reacção à apatia que a BD sofria na altura, em 2012 os motivos para continuar um título embevecido de ''bedroom punk'' não são muito diferentes apesar de tudo. Aliás, é curioso que quando houve uma "época alta" para a Nova BD Portuguesa – entre 1996 e 2002 durante a Direcção de João Paulo Cotrim na Bedeteca de Lisboa – foi quando o MdC teve menor actividade editorial. Quero dizer com isto que vejo o MdC como uma "oposição", não necessariamente a um sistema ou urna ordem instituída mas contra a modorra e a inércia na BD portuguesa. Geralmente cada número é feito para dar o exemplo, é portanto um projecto moralista. Isto soa mal mas parece que faz algum sentido...

Em 1992, eu, o Pedro e alguns amigos precisámos de zines para os nossos dese­nhos xungas com argumentos escatológicos, e os zines de BD que existiam não abriam portas a toda uma cultura urbana que estávamos a descobrir: música, poesia, colagem,... Foi a nossa mini-vingança a todos os coninhas que nos rejeitaram! Em 1995 precisava de deitar a BD autobiografia, a que passei a dedicar-me, género 'inédito' na BD portuguesa. Em 1997 ninguém queria saber do meteórico Nunsky e fez-se uma edição especial, já ela comemorativa e de passagem para as produções profissionais que continuaram até hoje. Em 2000 não se faziam concursos de BD em que se contemplasse a publicação dos trabalhos vencedores em livro... Fez-se então!

Em 2002 ninguém ligava ao André Lemos nem à técnica de serigrafia, e o polémico autor norte-americano Mike Diana não tinha um livro a solo, por isso saíram dois monográficos que rapidamente esgotaram! Em 2003 só se pagava 10 euros por página nas revistas de editoras profissionais, então a pobretanas da Associação Chili Com Carne, até ela, seria capaz de dar esse miserável valor e preparou três números do "laboratório sincopado de texto + imagem"! Em 2006 já não me lembro, foi apenas por luxúria ou porque tinha deixado de haver BD em Portugal, não me lembro... Em 2009 o João Maio Pinto merecia um livro num formato de meter respeitinho. Em 2010 por causa de vários projectos falhados tinha de limpar a minha honra pessoal e publicar vários trabalhos que estavam "embargados"! Coincidência cósmica, tive acesso a uma nova geração de autores brasileiros a merecer embaixada em Portugal. E em 2012? A primeira razão seria vaidade pura pelos 20 anos de existência que, "noblesse oblige", têm de se comemorar. E chegava-se ao número 23 que sempre foi uma das obsessões do Pedro Brito – e de muita outra boa gente – para que ele voltasse aos comandos do MdC e acabava-se com a coisa, afinal 20 anos é demasiado tempo para um fanzine. Para quem não sabe, o Pedro por volta do número 6 abandonou para se voltar para outras actividades profissionais mas nunca deixámos de ser amigos. Este 23 seria uma forma de amizade, de lhe passar uma batata quente – os amigos não são para as horas difíceis? – mas ele conseguiu afastar-se outra vez. Entretanto à perna, foi feito compromisso de participar na Trienal Desenha 2012 que incluía uma exposição retrospectiva na Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos entre 25 de Outubro e 16 de Dezembro.

Sendo um número de despedida, o "'lnverno" como tema, seria ideal, porque representa o "final" (a morte ou o fim de um ciclo) e como o número zero do MdC começou com 'Outono... regresso às aulas" (merda de tema juvenil, bem sei!), a estação do frio traria o sentido para fecharmos esta publicação de vez.

Só que entretanto comecei um trabalho de alguma envergadura que me exigiu uma publicação regular para conseguir concluí-lo, logo... já saiu o número 24 em Julho 2012 sem este 23 ter ainda a sua forma completa – e em breve sairá o 25 e mais alguns números nesse registo.

E como se poderia comemorar? A forma iria ditar o conteúdo porque queria um abjecto grosso que se pudesse abrir com prazer à mesinha-de-cabeceira a caminho do descanso merecido do final do dia – uma pretensão que explica o título deste zine, para quem nunca o adivinhou... Queria um bloco de papel que tivesse muita BD com narrativas fortes – embora se aceite outras deambulações textuais. Eis uma situação complicada num período (outra vez) negro da BD portuguesa em que os autores (e tudo mais) perderam as evoluções que se registaram na BD do mundo ocidental nos últimos... 20 anos!

Falo da ascensão da BD de autor, da abertura das livrarias, galerias e instituições a este medium (na sua vertente literária e artística, não pela mera sociologia da popularidade), da interactividade entre agentes no plano internacional, do uso da autobiografia – e as vertentes paralelas dos diários de viagens, jornalismo, ensaio, crítica e reportagem –, a imposição comercial do romance gráfico como modelo editorial, etc...

Aspectos todos eles de máxima importância e que tenho orgulho – e talvez o único que tenho nestes 20 anos de actividade – ter difundido pelos meios limitados a que tive acesso. Aproveito para agradecer à Associação Chili Com Carne (e à ElPep) por terem editado alguns dos números do MdC, algumas vezes até com apoios institucionais. Já agora, sobre os outros "selos", a FCKómix (doze primeiros números) e a MMMNNNRRRG (quatro números) não contam para os agradeci­mentos oficiais porque são estruturas por onde me "escondo"...

Voltando à irritável BD portuguesa, este MdC deveria ser um "tour de force" para mostrá-la energética e com (alguma) saúde, cof cof... Criou-se o tal tema do Inverno, um formato, uma língua universal (o esperanto, claro está!) ou ausência de texto (a BD muda!), e convidaram-se autores amigos. As encomendas foram recebidas com atenção e amor desde os colaboradores da "estaca zero" (Pedro Brito, João Fazenda), passando pelos que participaram em números antigos (João Chambel, Rafael Gouveia, João Maio Pinto, o alemão Dice Industries, Filipe Abranches, José Smith Vargas, Stevz, José Feitor, Daniel Lopes, Bruno Borges, Silas) até a estreias absolutas como Sílvia Rodrigues, Afonso Ferreira, André Coelho, Sara Gomes, Martin Lopez Lam (Peru/ Espanha), Lucas Almeida, Uganda Uhie, Tea Tauriainen (Finlândia) e Zé Burnay.

A todas eles agradeço o empenha e (espero eu) o gozo que tenham tido para me ajudarem a marcar a data.

O vosso criado, Marcos Farrajota 29/09/2012 Lx

AUTORES 

9 - João Charnbel – 54 
55 - Daniel Lopes - 94 
95 - João Maio Pinto - 121 
123 - Sara Gomes & André Coelho -147 
149 - Uganda Lebre - 165 
167 - Lucas Almeida - 183 
185 - Martin Lam Lopez - 199 
201 - João Fazenda - 215 
217 - Rafael Gouveia - 230 
231 - Sílvia Rodrigues - 243 
245 - Bruno Borges - 256 
257 - Afonso Ferreira - 268 
269 - Dice Industries - 280 
281 - Stevz - 292 
293 - Silas - 303 
305 - Zé Burnay - 314 
315 - Filipe Abranches - 324 
325 - José Smith Vargas - 333 
335 - Tea Tauriainen – 344

 As duas capas, de Pedro Brito

Este número comemorativo da Mesinha é um grosso volume de 352 páginas (formato 10,5 x 15 cm), com duas capas alternativas de Pedro Brito e contracapas de José feitor.

Este número da Mesinha de Cabeceira pode ser adquirido AQUI, por € 10,00.

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sábado, 27 de outubro de 2012

AMADORABD’2012 - TRÊS SOMBRAS de CYRIL PEDROSA - LANÇAMENTO POLVO



TRÊS SOMBRAS 
de CYRIL PEDROSA 
LANÇAMENTO POLVO 

O AUTOR 

Cyril Pedrosa nasceu no ano de 1972, em Poitiers (França). 

Nas suas veias corre sangue português, uma vez que os seus avós paternos emigraram da zona centro do país para França. 

Leitor assíduo das aventuras de Mickey e de Astérix, foi com tenra idade que decidiu tornar-se desenhador de banda desenhada. Os seus pais ficaram orgulhosos, mas sugeriram-lhe que prosseguisse um pouco mais os estudos. 

Assim fez e estudou Desenho Animado, tendo depois trabalhado nos estúdios de animação franceses da Disney. Da sua passagem pela animação guardou um estilo gráfico dinâmico, eficaz e pertinente. 

Mais de trinta anos volvidos prossegue no seu gosto por escrever e desenhar histórias, perseguindo uma expressão cada vez mais pessoal, que conta continuar a explorar... 

O LIVRO 

Joaquim vive despreocupadamente no seu mundo, juntamente com os seus pais. Mas, uma noite, com o sono a demorar, apercebem-se de umas sombras que parecem estar à espera de algo, na colina em frente à casa. Surgem sob a forma de três cavaleiros e desvanecem-se assim que alguém se aproxima. 

Estas “coisas” estão ali por Joaquim. 

Terá o seu pai razão ao querer afrontar o inevitável? A partir daqui inicia-se uma viagem singular, perigosa e comovente... 

UMA OBRA TERNA E POÉTICA, premiada no Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême (França). 

FICHA TÉCNICA 

Três Sombras. Fora de colecção; 23 x 16,5 cm; capa em quadricromia, com badanas; 272 pág. impressas a preto e branco; Outubro 2012; PVP: 17,00 Euros. 

POLVO | Apartado 15097 | 1074-004 LISBOA 
Tlm. 962605195 | polvolivros@gmail.com

O livro terá uma sessão de apresentação pelas 15H do próximo dia 28 de Outubro (domingo), no Fórum Luís de Camões (Núcleo Central do 23º Amadora BD), à Brandoa. Estarão presentes o autor, Cyril Pedrosa, o jornalista e ex-director da revista "Os meus livros", João Morales e o editor, Rui Brito.


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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

BDpress #375: EMILIO SALGARI PASSA PARA BD POR MÃO PORTUGUESA



EMILIO SALGARI PASSA PARA BD
POR MÃO PORTUGUESA

Diário de Notícias, 24 de Setembro de 2012

Em 'Os Piratas do Deserto', Santos Costa adapta pela primeira vez em banda 
desenhada em Portugal um livro do criador de Sandokan e do Corsário Negro 

Eurico de Barros 

Foi lido e elogiado por Umberto Eco, Borges, Neruda, Fellini ou Garcia Márquez, e 'Che' Guevara levou livros dele para a Síerra Maestra durante à guerrilha em Cuba. No passado dia 21 de agosto, assinalaram-se os 150 anos do nascimento do italiano Emilio Salgari, que empolgou várias gerações de leitores com dezenas e dezenas de livros de aventuras passadas nas paragens mais distantes e exóticas do mundo, e que criou heróis como Sandokan ou o Corsário Negro. A coincidir com a efeméride, acaba de sair Os Piratas do Deserto, de Santos Costa, a primeira adaptação 'para banda desenhada (BD)em Portugal de um romance do prolifero escritor Itália no; feita por um desenhador (também escritor, ilustrador e cartunísta) nos seus tempos livres de funcionário público, agora já reformado.

"Esta aventura foi originalmente publicada no Mundo de Aventuras, em dezembro de 1986, e agora levou uma nova versão, mais ampliada", conta o autor. "Afinal passaram-se 26 anos e tive que adaptar o traço para a obra ser mais homogénea. Eram 32 pranchas que agora foram transformadas em 165. E, graças à editora, Os Piratas do Deserto 'cai' mesmo na comemoração dos 150 anos do nascimento do Emilio Salgari - e no ano passado, passou o centenário da sua morte".

O álbum, onde um aristocrata corso e o seu fiel criado se aventuram no deserto do Sara, em busca de uma expedição desaparecida, adapta dois livros de Salgari, A formosa judia e Os Piratas no Deserto. "Esta obra foi uma das que sofreu uma maior corruptela por parte do editor português do Salgari, a Romano Torres, que fazia edições populares e muito baratas", explica Santos Costa. "Eles condensaram os dois livros num só volume e alguns capítulos foram amputados. Por isso, tive o cuidado de dizer no álbum que é uma adaptação livre da obra de Salgari, e porque também fiz a adaptação de maneira a que alguns episódios que não interessassem muito poderem sair sem deturpar o curso da história" .

O tipo de aventura, o traço do desenhador e o preto e branco dão a Os Piratas do Deserto um sabor nostálgico e tradicional, a contrapelo da maioria da BD de hoje. Uma intenção confirmada pelo autor. "É um álbum a contracorrente, sim. Mas eu, quer na BD, quer no cinema, nem sempre acompanho a maré e o público leitor e cinéfilo pode desejar que haja alguma coisa do passado que ainda seja feita hoje. E esta BD é a preto e branco porque também há ainda hoje alguns filmes que o são. É uma opção estética porque se enquadra na obra original, que é do século XIX, com um assunto do século XIX. Não podia ser de outra maneira, a cores não fica tão bem. E o deserto, a colorido, daria uma cor quase uniforme. O preto e branco fica muito melhor".

Admirador de Hugo Pratt, Santos Costa diz não ter "propriamente um estilo". "O meu desenho é um desenho saído muitas vezes quase espontâneo, intermédio entre a BD franco-belga e alguns autores ingleses". Para ele, "a BD e a escrita são apenas complementos, quase um vício que procurei sempre manter, às vezes com sacrifício meu e da família. Nunca pus a opção de ser um autor de BD a tempo inteiro, nem consegui ser um autor consagrado. E mesmo que conseguisse, não conheço autores portugueses que sobrevivam apenas desta arte. Não se consegue ser um profissional de BD a tempo inteiro. Isto não quer dizer que Portugal não seja um país que não acarinhe os seus autores. Mas é um país que, no âmbito que atingiu a 9.a Arte, é muito limitado".

Santos Costa gostava de desenhar outro livro de Emilio Salgari, A Montanha de Luz; "que foi a primeira
tradução dele editada em Portugal, um ano antes da sua morte, em 1911". "Não estou a planear nada, por causa das condições do nosso mercado, mas gostava que Os Piratas do Deserto não fosse o primeiro e último romance do Salgari a ser adaptado para BD em Portugal", diz.

Os Piratas do Deserto 
Santos Costa 
ASA (176 páginas) 12,50€ 




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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

ASA – NOVIDADES DE OUTUBRO



ASA BD
LIVROS DE OUTUBRO 

Dragon Ball 18

Pessoa & CIA – Exposição e debate na Casa Fernando Pessoa, dia 18 de Outubro. 

Cinzas da Revolta – Exposição e lançamento da obra integrados no 23º AMADORA BD – inauguração no dia 19 de Outubro – Leya na Buchholz 

Portugal – Exposição de originais e lançamento da obra integrados no 23º AMADORA BD . 
Cyril Pedrosa estará na Amadora para apresentar a edição portuguesa do livro "Portugal", distinguido, em janeiro ASA BD, no festival de Angoulême, em França. 

Lucky Luke - Todos por Conta Própria – lançamento simultâneo com o lançamento da edição Francesa – dia 26 de Outubro 
Distribuição da edição com o Jornal “PÚBLICO”. 

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DRAGON BALL 18 – GOHAN 

Colecção: Mangá 
Nº de págs: 192 
Autor: Akira Toriyama 
Edição: brochada com capa brilho 
PVP: 10,99€ 

Este é o último título desta série a ser publicado pela Asa. 

Dragon ball 18 - Gohan e Piccolo 

Diz a lenda que quem juntar as sete “Dragon balls” poderá pedir um desejo a Shenlong. Son Goku, um jovem praticante de artes marciais, juntou-se a Bulma, uma rapariga da cidade e juntos partiram em busca delas. Depois de ter obtido o segundo lugar, por duas vezes consecutivas, no grande torneio de artes marciais, tem agora de percorrer três milhões de quilómetros do caminho da Serpente para encontrar o Senhor do Mundo, que lhe irá ensinar técnicas de artes marciais tão poderosos que estão reservadas aos Deuses! E é bom que se despache, pois só faltam nove meses até que os malvados Saiyans, Vegeta e Nappa, cheguem para destruir toda a vida do planeta Terra. 
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CINZAS DA REVOLTA 

Colecção: Autores Portugueses 
Álbum ficção “one shot” 
Nº de págs: 48 
Impressão: cores 
Autor: Miguel Peres e Jhion 
Edição: capa dura 
PVP: 13,90 € 

Com desenho de Jhion (João Amaral), esta obra, que marca a estreia de Miguel Peres como argumentista, relata-nos de forma ficcional episódios rocambolescos que nos abrem perspectivas imaginárias da guerra colonial angolana. 

João Amaral foi o desenhador de “A Voz dos Deuses” em BD, que a ASA publicou há alguns anos. 

Angola, 1961. Um grupo de rebeldes ataca uma fazenda. Os donos são mortos, mas a filha consegue escapar… 

1963. Chegamos a Angola. Somos um contingente militar formado na sua maioria por jovens inexperientes. A guerra amedronta-nos. A nossa missão é encontrarmos a rapariga desaparecida em 61… 

1966. O inesperado acontece… Afinal, qual o porquê de tantos anos perdidos na busca de uma única pessoa? 
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PESSOA & CIA

Colecção: Grandes Obras Literárias 
Nº de págs: 64 
Impressão: cores 
Autor: Laura Pérez Vernetti 
Edição: capa dura 
PVP: 15,90 € 
Exposição desta obra na Casa Fernando Pessoa. 

Este livro apresenta a vida e obra de Fernando Pessoa em BD. Trata-se da adaptação dos poemas deste autor português bem como dos seus heterónimos mais conhecidos. O livro divide-se essencialmente em duas partes: as biografias e a obra poética de Fernando Pessoa e dos seus heterónimos. A biografia do autor está desenhada a preto e branco, inspirada nas fotografias do poeta e na pintura de Almada Negreiros, bem como as biografias dos heterónimos, enquanto na adaptação dos poemas de Pessoa e dos heterónimos os desenhos são a cores de forma a ilustrar a grande criatividade e imaginação do poeta. 
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LUCKY LUKE – TODOS POR CONTA PRÓPRIA 

Série : Lucky Luke – As novas Aventuras segundo Morris 
Tomo : 5 
Autores : Achdé (Desenhador), Pennac e Benacquista (Argumento) 
Nº Págs: 48 
Previsto para : 26/10/2012 
Género : Humor 
PVP: 11,90€ 

Depois de um brilhante argumento de Lucky Luke – com o título Lucky Luke Contra Pinkerton -, Daniel Pennac e Tonino Benacquista voltam a assumir as rédeas das aventuras do cowboy solitário com uma obra delirante, magistralmente desenhada por Achdé. 

Nota: edição simultânea com França. 

Após o bando ter falhado um assalto, Jack, William e Averell decidem emancipar-se e destituir Joe do cargo de “líder” dos Dalton. A partir de agora, cada um dos irmãos deverá passar a agir sozinho e por conta própria. O primeiro que conseguir juntar um milhão de dólares, terá o direito de se tornar o novo líder dos Dalton. 
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PORTUGAL 

Nº de págs: 264 
Impressão: cores 
Autor: Cyril Pedrosa 
Edição: capa dura 
PVP: 35,90€

PRÉMIOS obtidos em França: 

- Prémio FNAC para o melhor álbum, Angoulême 2011 
- Melhor BD do ano , LE POINT 
- Prémio Sheriff d’or, atribuído pela livraria francesa Espirit, 2011 
- Prémio melhor BD, atribuído pelas livrarias de BD francesas em 2011. 

Simon Muchat é um desenhador de banda desenhada que se encontra em plena crise. Depois do êxito do seu primeiro livro, sofre um bloqueio que o impede de voltar a escrever, e que está a destruir tudo: o seu trabalho, a sua vida pessoal, a sua relação, as suas ilusões… 

Quando tudo parece desmoronar-se e ter perdido o sentido, Simon recebe um convite para se deslocar ao Salão de Banda Desenhada da Sobreda, em Portugal, país do qual a sua família é originária e onde tinha passado vários verões durante a sua infância. 

Em Portugal e através dos seus cheiros, cores, língua e gentes, descobrirá uma outra forma de existir, de pensar e de ser, uma nova abordagem vital que virá a converter-se numa nova fonte de inspiração, pessoal e profissional. 
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O filme ASTÉRIX – ao serviço de sua majestade estreia a 18 de Outubro, e baseia-se nos álbuns Normandos e entre os Bretões.

O FILME É distribuído em Portugal pela Lusomundo.

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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

ASA – NOVIDADES PARA SETEMBRO




NOVIDADES PARA SETEMBRO


 12 - A DOCE 
Colecção: Schuiten 
Nº de págs: 88 
Impressão: a preto e branco 
Autor: François Schuiten 
Edição: capa dura 
ISBN: 978-989-23-1952-0 
978-989-23-1953-7 (Edição especial) 
PVP: 21,90 Euros 
Data de Distribuição: 18.09.2012 
Edição disponível com 2 capas diferentes. 
É o 1º livro de BD com realidade aumentada. 

Léon conhece bem a Doce. Compreende-a melhor do que ninguém e antecipa os seus mínimos desejos.

O que é muito natural, depois de tantos anos passados juntos a devorar quilómetros. Porque a Doce, ou melhor, a 12.004, é uma locomotiva a vapor. Uma rainha da velocidade, com uma mecânica sofisticada, que é o orgulho do seu maquinista.

Mas os tempos mudam, os transportes eléctricos ganham terreno, e os dias da Doce estão contados.


FRANÇOIS SCHUITEN


Nasceu em Bruxelas, a 26 de Abril de 1956, no seio de uma família na qual a Arquitectura ocupa um lugar de destaque. 

No atelier de Banda Desenhada do Institut Saint-Luc, conhece Claude Renard, com o qual realiza dois álbuns: Aux médianes de Cymbiola e Le Rail. Com o seu irmão Luc, elabora, ao longo dos anos, o ciclo Terres Creuses. Trabalha desde 1980 que com Benoît Peeters na série As Cidades Obscuras; estes álbuns foram traduzidos numa dezena de línguas e ganharam vários prémios.

François Schuiten participou igualmente na concepção visual de vários filmes, entre os quais Toto le héros de Jaco Van Dormael e Taxandria de Raoul Servais. Autor de diversos trabalhos de cenografia, concebeu o gigantesco pavilhão das Utopias que foi visitado por cinco milhões de pessoas na Exposição Universal de Hanover no ano 2000, bem como o pavilhão belga na Exposição de Aïchi 2005.

Em 2002, recebeu o grande prémio de Angoulême pelo conjunto da sua obra.
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ASTERIX ENTRE OS BRETÕES
(capa nova) 
Colecção: Astérix 
Nº de págs: 48 
Impressão: cor 
Autores: Goscinny/Uderzo 
Edição: capa dura 
ISBN: 978-989-23-2092-2 
PVP: 12,90 
Data de Distribuição: 25.set.2012 

Edição limitada a 2500 exemplares com nova capa.
Este livro tem novas cores.
Este é um dos títulos que serviu de base ao filme – Ao Serviço de sua Majestade – a estrear em Outubro.

Decidido a expandir as fronteiras do seu império, Júlio César prepara um exército de legionários altamente treinados para invadir a Bretanha (a actual Grã-Bretanha).

Para ajudar o seu primo bretão Jolitorax na sua luta contra as legiões romanas, Astérix atravessa o Mare Britannicum (Mancha) na companhia de Obélix e de um barril cheio de «mágica poção».

Começa então para os dois amigos um périplo pelo país onde falam ao contrário, bebem cerveja quente, servem javali cozido e jogam râguebi (para grande satisfação de Obélix)!

Será que nossos heróis conseguirão resistir a todos estes desafios?


GOSCINNY 


René Goscinny dispensa apresentações e é um dos ícones da nona arte.
Nasceu em Paris e, em 1928, parte para a Argentina com os seus pais e é aí que inicia a sua carreira artística como aprendiz de desenhador, numa agência de publicidade em Buenos Aires.
Depois de conhecer, nos Estados Unidos, em 1949, Harvey Kurtzman, Willy Elder e Jack Davis – fundadores da revista Mad – obtém as primeiras encomendas de ilustrações publicitárias e torna-se, por um breve período, director artístico para um editora especializada em publicações infanto-juvenis.
Em 1950, conhece Joseph Gillain (Jijé) e Maurice de Bévère (Morris), também então radicados nos EUA. 

De regresso à Europa, cria, com Morris, Lucky Luke (1955). Em 1951 estabelece amizade com Albert Uderzo, com quem enceta uma parceria que daria origem, sucessivamente, às aventuras de Jehan Pistolet, Luc Junior, Oumpah-Pah e, em 1959, no número inaugural da Pilote, Astérix. A partir de 1962, colabora ainda com a Record, onde concebe, para Jean Tabary, o Califa Haroun El Poussah, que depressa será substituído enquanto vedeta pelo seu Grão-vizir, o abominável Iznogoud. 

Com ideias claras e um espírito intuitivo, deu a conhecer muitos dos que são hoje os grandes nomes da BD.

Sem ele a história da nona arte não seria a mesma… não fosse ele um dos autores mais conhecidos em todo o mundo. 

UDERZO


Uderzo nasceu em França e começou, desde muito cedo, a seguir as aventuras de Mickey Mouse, personagem que lhe transmitiu o interesse pela BD. Em 1940, com 14 anos, aprendeu as bases da BD. Entretanto conhece Edmont-François Calvo e publica na revista Júnior a sua primeira ilustração sobre a fábula “O Corvo e a Raposa”. 

Em 1946 desenha dezasseis pranchas da história Grognard Clopinard.
Sob o pseudónimo de Al Uderzo criou diversas histórias para a revista OK e, em 1949, começa a trabalhar, primeiro, para France-Dimanche e, mais tarde, para France-Soir. Entretanto, conhece Yvan Geron, Georges Troisfontaines, director da agência World Press e os desenhadores Victor Hubinon, Eddy Paape, Mitacq e o argumentista Jean-Michel Charlier. Em 1951 conhece um jovem recém-chegado dos Estados Unidos: René Goscinny com quem enceta uma parceria que daria origem, sucessivamente, às aventuras de Jehan Pistolet, Luc Junior, Oumpah-Pah e, em 1959, no número inaugural da Pilote, Astérix. O pequeno gaulês impõe-se ao longo dos anos até se transformar na personagem mais conhecida da BD francesa. O êxito é tão grande que, Uderzo abandona todos os outros projectos para se dedicar exclusivamente às aventuras de Astérix. 

Em 1974, Uderzo e Goscinny fundam os estúdios Idefix.
Em 1977, Goscinny morre e Uderzo assume a responsabilidade de dar continuidade a Astérix o que não lhe foi difícil já que há muito que a pequena aldeia gaulesa fazia parte da sua vida.
Em 1979, funda as edições Albert-René e, em 1996, depois de vários anos sem criar qualquer aventura de Astérix, assina mais um álbum do famoso gaulês – O Pesadelo de Obélix.

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

LANÇAMENTO AMANHÃ NA LIVRARIA LEYA NA BUCHHOLZ DO LIVRO DE SANTOS COSTA “PIRATAS DO DESERTO”



LANÇAMENTO AMANHà
NA LIVRARIA LEYA NA BUCHHOLZ 
DO LIVRO DE SANTOS COSTA 
“PIRATAS DO DESERTO” 

É lançado amanhã na livraria LeYa na Buchholz, pelas 18h30, com apresentação de Jorge Magalhães, a adaptação para banda desenhada por Santos Costa, de PIRATAS DO DESERTO, baseado na novela de Emílio Salgari Il Predoni del Sahara, escrita em 1903. Este livro de Salgari foi publicado em Portugal pelas Edições Romano Torres, com o título Bandidos do Deserto. Já agora, como curiosidade, a edição da Romano Torres, nos anos 20 (de 1920) foi algo rocambolesca, seguida de algumas reformatações, renumerações e retitulações ao longo de anos seguintes. Contamos abordar aqui – nos próximos meses – as adaptações da obra de Salgari para banda desenhada. Nessa altura referiremos o que foi a trapalhada da edição da obra do escritor pela Romano Torres.

O convite da LeYa/Asa para este lançamento incluiu um PDF, com o texto de apresentação de Carlos Pessoa e as 18 páginas iniciais do livro – material este que reproduzimos aqui:


NAS ASAS DA AVENTURA

Há 150 anos, no dia 21 de agosto, nascia em Verona Emílio Salgari (1862-1911).

A efeméride não deixará de ser devidamente assinalada em todo o mundo, tal foi a marca que a extensa obra deste popular escritor italiano deixou em gerações sucessivas de leitores. Um deles foi Paulo Varela Go­mes que, em 2007, numa muito sentida evocação no "Público", revelava ter "num luminoso canto do coração" os livros de Salgari lidos na sua in­fância. É seguro afirmar que uma incontável legião de pessoas, nos quatro cantos do planeta, sentirá o mesmo a respeito das vibrantes aventuras de Sandokan e outras personagens mágicas do universo do escritor.

O mundo mudou muito desde esse período áureo, entre o início do século XX e os anos 1970, em que as edições baratas da Romano Torres ajudavam a povoar o imaginário dos pequenos leitores portugueses, predo­minantemente rapazes. A televisão e outros suportes audiovisuais, mais os jogos de vídeo, a informática e a Web do nosso tempo remeteram irreme­diavelmente o contador de histórias italiano para um recanto nostálgico e afetivo das memórias pessoais? Talvez sim, talvez não.

A seguir, o cinema italiano apropriou-se das histórias de Salgari, que também acabariam por chegar ao pequeno ecrã, tudo isto contribuindo para um peculiar culto que anima hoje a Internet. E depois, há a banda desenhada, que não ficou insensível à enorme popularidade da obra e deu azo a um sem número de adaptações, sobretudo em Itália, como seria de esperar.

De forma mais subtil, a trajetória de grande criadores - de Franco Caprioli a Hugo Pratt ou Frank Le Gall, entre tantos outros - está saturada com os ingredientes dessa atmosfera aventureira, mesmo se nem sempre essa herança é abertamente assumida.

E assim chegamos a "Os Piratas do Deserto", de Santos Costa. Esta no­vela gráfica adapta à banda desenhada o díptico "A Formosa Judia" e "Os Piratas do Deserto", publicado de forma condensada e num único volume pelo histórico editor português de Emílio Salgari. 

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O autor, Fernando Jorge dos Santos Costa (n. 1951, Lisboa) de seu nome completo, é o único português que passou para os quadradinhos romances de Salgari. Essas histórias foram publicadas nos anos 1980 na revista "Mundo de Aventuras", então a viver a última fase da sua existên­cia - primeiro "Os Tuaregues" (18 de junho de 1981), depois "O Ultimo Tigre" (28 de janeiro de 1982) e finalmente "A Formosa Judia" (15 de dezembro de 1986, penúltimo número da revista).

As originais 32 pranchas desta última história deram lugar, agora, a uma narrativa mais completa de 165 pranchas. O registo gráfico é o mesmo, parte do material inicial também foi utilizado, mas a reformula­ção é total, como sublinha o próprio autor.

A aventura, os combates extraordinários, os ambientes fantásticos e as muitas peripécias no enredo foram as razões que impeliram Santos Costa a adaptar Emílio SalgarL Autor de uma extensa lista de contos e novelas, bandas desenhadas e ilustrações, nunca escondeu, aliás, o fascínio que Salgari exerceu sobre si: "Não era um escritor da alta-roda nem das eli­tes, mas muito apreciado pela juventude daquele tempo e por uma popu­lação pouco letrada. Não eram só os livros de Sandokan, mas também as histórias que se passavam em outras partes do globo, na selva ou no Ártico. Tudo isso dava uma sensação extraordinária."

Além de tudo o que ficou dito, há uma motivação suplementar que está por trás desta adaptação, realizada sem pressas ao longo dos últimos anos: o deserto, tão grato a Santos Costa, uma entidade omnipresente numa história que associa de forma muito conseguida a aventura e um fundo histórico real.

Os leitores de Salgari e também os que não o conhecem têm agora uma oportunidade de voar, ao sabor da aventura, nas asas da imaginação, do sonho e das paisagens exóticas.

Carlos Pessoa
(junho de 2012)

 Emilio Salgari (1862-1911)


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PALAVRAS DO AUTOR NO SEU BLOGUE

Peço desculpa por não ter falado mais cedo nesta publicação, mas preferi aguardar o convite que a Editora enviou e divulgou.

Não sei como falar do livro que eu trabalhei sobre uma obra de Emilio Salgari, porque também não sei esclarecer por que razão a minha especial apetência pelo escritor italiano. O certo é que ambos, a obra agora em apreço e o profícuo trabalho de Salgari, são do meu agrado.

Salgari nasceu em 21 de Agosto de 1862, pelo que o próximo dia 21 de Agosto, constitui a efeméride do 150º aniversário do seu nascimento. Pela minha parte, julgo satisfazer a vertente desenhada através de uma das obras escritas por um autor que empolgou muitos de nós na juventude. Para além disso, o deserto sempre me fascinou: a solidão das areias e das rochas; a metamorfose daquela vastidão em "ilhas" de oásis; a resistência das caravanas; as odisseias de aventureiros que ousaram atravessar as suas dunas; os nómadas e os camelos que, à compita, assumem as suas existências com tudo o que a vida necessita num lugar onde tudo parece faltar.

Esta Banda Desenhada, assumida desassombradamente pela ASA – desassombradamente, porque a Editora se assume na aposta em desenhadores portugueses – é uma adaptação livre de um dos livros de Emilio Salgari, cuja trama gira em torno de uma busca heróica em torno de um acontecimento real, muito bem aproveitado pelo escritor veronês.

Espero que se sintam todos convidados; todos aqueles que sentem, como eu, a vibração de uma arte que é a mais antiga da Humanidade, pois banda desenhada já praticavam os primitivos habitantes das cavernas pré-históricas.

Espero e desejo que estejam comigo, no dia 16 de Agosto, na Livraria Buchholz. Para os que se derem à tentação de pesquisartem na net, não deixem de consultar AQUI.

Um agradecimento a todos os que, pretendendo lá estar ou impedidos de lá irem, estão comigo, com a BD e com a memória de um escritor que marcou muitas gerações. E um agradecimento aos meus colegas da blogosfera, mormente as da 9ª arte, por divulgarem este acontecimento.
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É já amanhã que é feito o lançamento de OS PIRATAS DO DESERTO.

Para que o único pirata (que serei eu) não fique no "deserto", gostaria de ter curiosos à minha volta, na Buchholz. Por agora, apenas deixo parte da capa (frente e lombada), mas ela tem contracapa e badanas. Numa das badanas está o rosto de um pirata (que serei eu) e algumas palavras sobre aquilo que já fiz e nenhuma sobre o que gostaria de fazer; na outra, uma breve biografia de Emilio Salgari, um dos escritores que me proporcionou os melhores momentos de leitura na minha juventude.

Suponho que esta obra, se fosse da autoria de - por exemplo - um Frank Miller, para além de ser muito melhor e mais apetecida, seria apresentada numa tenda de beduínos, algures erguida numa duna, perto de um oásis. O autor chegaria montado num camelo e, entre muitos goles de chá (que, aqui para nós, passaria por uísque), faria as suas dedicatórias.

Mas o autor não é Miller; é, sim, um modesto português, sem pachorra para beduíno, sem tenda para armar, com receio que este "oásis" onde nasceu não se transforme num deserto (graças a alguns "camelos" que muito contribuiram para isso) e mal inspirado com este texto que não se coaduna (com a duna) com o acto circunspecto que deve revestir a solenidade de um obra elaborada por um português, acreditada por uma Editora que, na BD, é como um oásis no deserto desta arte e tem feito por publicar trabalhos de qualidade.

À ASA e a todos os LEITORES, o meu mais sincero reconhecimento.






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Como não vou poder ir a este lançamento, vai daqui um abraço ao Santos Costa.

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

ASA NOVIDADES – JULHO – AGOSTO



NOVIDADES – JULHO – AGOSTO


MURENA 6/7
O Sangue das Feras - Vida dos Fogos 




Colecção: Murena 
Nº de págs: 120 
Autores: Dufaux e Delaby 
Edição: cartonada 
Série histórica compostas por ciclos. 

Ciclo da Mãe (de Nero) – 1º ciclo 

1 – A Areia e o Sangue
2 – A Púrpura de Ouro
3 – A Melhor das Mães
4 – Os que Vão Morrer 

Ciclo da Mulher (de Nero) – 2º ciclo 

5 – A Deusa Negra
6 – O Sangue das Feras 
7 – Vida dos Fogos

Já foram publicados na ASA os 5 tomos anteriores. 
Neste tomo duplo está incluído um suplemento de esboços com 8 páginas. 
Murena 6 – O Sangue das Feras
Murena 7 – Vida dos Fogos 

Decidido a vingar Britânico, o gladiador Balba vence Massam. Por outro lado, Murena prepara-se para partir para a Gália na esperança de aí encontrar aquela que ama e que o imperador fez desaparecer. Balba aceita acompanhá-lo na condição de que, quando regressarem, Murena o ajude a libertar Roma do seu tirano. Mas Popeia ainda tem uma palavra a dizer…

Em Roma, o verão de 64 d.C promete ser quente. Murena deixa a Gália e retorna a Roma. Está atormentado pela perda da sua amada Acté. Volta para se vingar de Nero, que julga ser o responsável pela sua morte. O Imperador também está em sofrimento pela perda da sua filha Cláudia Augusta, com apenas 4 meses de idade. O que não o impede de ser implacável com aqueles que se colocam no seu caminho. Quando Nero descobre que Murena regressou, todos os que o tentam ajudar correm perigo e uma faísca pode bastar para devastar a bela cidade de Roma…

 Capas dos dois tomos da edição original incluídos nesta edição da Asa.

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Desenhos de Philippe Delabay que não sabemos se serão incluídos nos esboços referidos acima.

JEAN DUFAUX


Nasceu na Bélgica em 1949. Frequentou o Instituto de Artes de Difusão de Paris e mais tarde tirou um curso de Psicanálise da Arte onde aprendeu diferentes procedimentos cinematográficos que viriam a influenciar os seus argumentos de Banda Desenhada. Iniciou a carreira profissional como jornalista da Cine-presse, revista destinada aos profissionais de cinema. Antes de se consagrar definitivamente à BD escreveu novelas e peças de teatro para crianças. Os seus primeiros trabalhos de Banda Desenhada foram publicados no jornal Tintin e, em 1983, escreve em parceria com Vernal a série Brelan de Dames desenhada por Renaud e, em 1985, as aventuras de Melly Brown desenhadas por Musquera. No ano seguinte, começa a colaborar com a Dargaud com La Toile e la Dague e sobretudo Beautifica Blues desenhada por Griffo. 1987 é um ano de ouro para Dufaux que cria Jessica Blandy - desenhada por Renaud – a primeira personagem a quem confere um forte perfil psicológico que viria a ser característica dos seus trabalhos. Considerado como um dos autores mais profícuos (ganhando mesmo a etiqueta de Jean, o profícuo) as suas publicações sucedem-se a um ritmo electrizante e em todos os géneros desde o policial ao histórico, passando pelo fantástico e pelo Western, afirmando-se como um dos argumentistas mais originais dos anos 80 e 90. Baseando-se muitas vezes na literatura e no cinema, revela-se um argumentista de excepção.

PHILIPPE DELABY


A sua paixão pela BD começou aos 8 anos quando o pai lhe ofereceu um livro de Tintin. Aos 14 anos entra para a Escola de Belas Artes onde estuda Desenho, mas o seu fascínio pelos pintores flamengos leva-o também a aprender pintura a óleo. Aos 18 anos o apelo da BD foi mais forte e, depois de ser notado num concurso em Mons, começa a trabalhar para a Lombard. Em 1987 assina, para o jornal Tintin, as primeiras pranchas no seu género preferido: História. A sua inclinação para este género viria a revelar-se acertada quando em 1994 recebe o prémio Clio pelo álbum Richard Coeur de Lion. Para além deste título, desenhou Arthur au Royaume de l’impossible, argumento de Duval, três títulos da saga L’etoile Polaire com Luc Delisse, e em 1998, para Jean Dufaux, desenha uma nova série baseada em factos históricos: Murena. Sendo um jovem criador, Delaby é já notado por ter um estilo muito próprio, demonstrando nos seus trabalhos grande maturidade.

Nota do Kuentro: Faltará portanto o tomo 8, “Revanche des Cendres” (Novembro de 2010), para completar em português este ciclo e ficar a par da edição original francesa.

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Spirou 50 – Nas Origens do Z 



Colecção: Spirou 
Nº de págs: 56 
Autores: Yann, Munuera e Morvan 
Edição: cartonada 

Pressionado por Zorglub e Champignac, Spirou vai tentar voltar ao passado para salvar a amiga dos dois sábios: Miss Flanner. Da África à Palombia, Spirou vai reviver as suas aventuras, até chegar à época em que Zorglub, Champignac e Miss Flanner eram 3 talentosos estudantes de ciências, mas extremamente inconscientes. Spirou deverá impedir que o pior aconteça no passado, para poder , no presente, salvar a bela cientista, que continua a dividir o coração dos dois homens. E se o passado não for o que eles conheceram?...


MORVAN


Nasceu em Reims em 1969 e estudou na academia de Belas-Artes. Mas foi como argumentista que ficou conhecido. Publicou diversos álbuns, alguns dos quais com a colaboração de conhecidos autores como Sfar e Buchet. A sua sensibilidade, a par com a sua veia humorística, mostraram que seria o argumentista ideal para dar continuidade aos destinos de Spirou no século XXI.

MUNUERA


Nasceu em Espanha em 1972. Não nega a forte influência que a BD franco-belga teve no seu percurso. Em Angoulême conhece Sfar com quem trabalha em 3 álbuns. Com Morvan, sobe um patamar na BD humorística e do fantástico, com a série “Sir Pyle”. Mas ao desenhar Spirou e Fantásio realiza um sonho de infância, modernizando gradualmente esta série, contando para isso com a ajuda do argumentista.

YANN


Nasceu em Marselha em 1954. Começou por se dedicar à ilustração em algumas revistas e chegou a publicar diversos álbuns de BD. Mas Yann rapidamente percebeu que o desenho não lhe permitia total realização de todas as suas ideias. Assim, abandona a parte gráfica e dedica-se a fazer argumentos para vários desenhadores. Trabalhou em séries como Marsupilami e Lucky Luke. É actualmente considerado um dos grandes argumentistas da BD.

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