quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

25º AMADORA BD – 2014 – AS COISAS COMEÇAM MAL...

25º AMADORA BD – 2014
AS COISAS COMEÇAM MAL...

Para não falarmos (para já) na exclusão da Pedranocharco Publicações (com o Mercado de Fanzines, Mercado de Alfarrabistas, etc...) da Zona Comercial no ex-FIBDA deste ano, assunto a que retornaremos mais tarde, depois de esgotados os contactos com a organização do Ex-Festival da Amadora, revelamos aqui que a sanha de “limpeza”, inclui mesmo alguns dos mais fiéis colaboradores. Estamos a referir-nos a José Eduardo Ferreira (também funcionário do CNBDI), que há mais de dez anos tem mantido uma colaboração activa no Ex-FIBDA. Recebemos dele o email que se segue e que, no nosso pressuposto revela que algo vai mal, muito mal, no Amadora BD deste ano...

"Caro(a)s amigo(a)s,

Por indicações superiores, este ano (mas não sei se para sempre) não farei parte da equipa do AmadoraBD.

Não interessa qual a justificação para o meu afastamento. Até porque, também eu, apenas sei que não serei necessário.

Ninguém é insubstituível, todos o sabemos. No entanto, julgo que haverá pessoas com algum perfil, interesse, conhecimentos, disponibilidade… para integrar uma equipa que, ano após ano, constrói o Festival. Bem ou mal construído, com boa ou má programação, com tudo ou com nada… o AmadoraBD foi um projecto que sempre abracei com gosto, defendi, procurei melhorar, critiquei, senti o exterior, ouvi os agentes participantes…

Chegou a hora de alguém superior dar a indicação que sou dispensável e por isso chegou a hora de me despedir daqueles com quem conversei, trabalhei, privei, discuti ao longo dos anos em que nos fomos encontrando, contactando, no AmadoraBD.

Não é uma despedida da Banda Desenhada pois, por enquanto, estou no Centro Nacional de BD e Imagem, onde trabalho vai para uns 10 anos ou mais.

Até quando? Também não sei.

Mas irei, claro que sim, fazer uma visita ao AmadoraBD (os funcionários da Câmara até não pagam bilhete, eheheh) e meter conversa com todos os autores, editores, livreiros, amigos da BD, jornalistas, interessados nesta coisa da 9ª Arte, etc

Por fim, quero dizer a quem, já este ano, me contactou sobre o Festival, nomeadamente sobre o vosso interesse em participar com apresentações de livros, autógrafos, concursos de BD e sobre os Prémios Nacionais de BD que todos os livros que me foram entregues e as respectivas indicações das categorias a concurso, etc, são já, nesta semana, transmitidas ao Nelson Dona, director do AmadoraBD que, aliás, sabe que estava a “agarrar” esta matéria sem ter indicação para tal. Lá está a tal disponibilidade…

Para todos um grande abraço bedéfilo

Nada de choradeira porque eu não vou desaparecer do mapa, vou continuar a trabalhar no CNBDI e nem vou desistir de gostar de banda desenhada.

José Eduardo Ferreira
Assistente Técnico"


Veremos mais tarde, o que se passa nesta actual Mostra [institucional, da Câmara Municipal da Amadora] de BD na Amadora (não já um Festival, desde 2009, em que passou a intitular-se simplesmente AmadoraBD, como temos vindo a constatar há alguns anos). De qualquer forma, informo desde já que a Pedranocharco parece ter sido excluída da Zona Comercial, depois de dez anos seguidos (onze presenças com stand próprio, remontando à primeira vez em que tal aconteceu, em 1997), do AmadoraBD deste ano... É lamentável mas... felizmente ainda temos Beja (um Festival de BD a sério), para contentamento de todos os bedéfilos deste país.

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quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

NOVO LANÇAMENTO DA POLVO – JIM CURIOSO – VIAGEM AO CORAÇÃO DO OCEANO – DE MATTHIAS PICARD


NOVO LANÇAMENTO DA POLVO

JIM CURIOSO 
VIAGEM AO CORAÇÃO DO OCEANO 
Matthias Picard 


O LIVRO

JIM CURIOSO retrata a fantástica viagem de um rapaz ao fundo do mar, equipado com um fato de mergulho à moda antiga. Mas não existem palavras a contar a sua história — apenas intricadas imagens. Ao descer às águas, a imagem fica enriquecida com relevos, graças aos óculos 3D. Jim passa inicialmente pelo lixo atirado à água pelos habitantes terrestres, para logo se aventurar cada vez mais nas profundezas, cruzando--se com peixes e viajando no tempo à medida que descobre vestígios da segunda guerra mundial, um navio pirata naufragado e mesmo o que parece ter sido a Atlântida... Vê ainda formas de vida primitivas, estranhas medusas e monstros de todos os géneros, antes de uma misteriosa força o trazer de novo à superfície.

Esta é uma história muda destinada a um público dos 7 aos 77 anos. Dois pares de óculos 3D podem ser encontrados no interior do livro, permitindo à criança ser acompanhada na viagem ao fundo do mar. A meio caminho entre a banda desenhada e o livro ilustrado, esta obra faz-nos recordar os universos de Júlio Verne.

O AUTOR

MATTHIAS PICARD nasceu em 1982. Cresceu em Reims, a cidade do champanhe. Estudou Grafismo em Chaumont, a cidade do tuning. Tirou o curso de Artes Decorativas em Estrasburgo, a cidade da salsicha. Hoje, vive em Paris, a cidade do nogado.


EDIÇÃO: Polvo | AUTOR: Matthias Picard | FORMATO: 245 x 225 mm PÁGINAS: 52 páginas (tricromía Pantone© em Munken Print White 150g) ACABAMENTO: Capa cartonada, impressa em tricromía PVP (IVA incluído): 16,50 euros

POLVO | Apartado 15097, 1074-004 LISBOA | Telem.: 962605195 | Fax: 213883544 | E-mail: polvolivros@gmail.com



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terça-feira, 16 de Setembro de 2014

O INCRÍVEL TARANTANTAN DE BALBINO O ESFUTRICADOR - EP.1 QUEM É?!

O INCRÍVEL TARANTANTAN 
DE BALBINO O ESFUTRICADOR
EP.1 QUEM É?!

André Oliveira (arg.) e Pedro Carvalho (des.)

André Oliveira publicou no seu blogue [André Oliveira – Menos conversa e mais BD!!!]
(http://andreoliveirabd.blogspot.pt/2014/09/o-incrivel-tarantantan-de-balbino-o.html) este primeiro episódio, que aqui replicamos, com o texto do autor:

(clicar para ampliar e conseguir ler qualquer coisa deste disparate)

Caos, estupidez e desespero (não necessariamente por esta ordem).

O pontapé de saída da nova série que estou a fazer com o Pedro Carvalho, just for fun, todos os meses no "palco de grandes estrelas" que almejávamos há décadas: a Revista Viana Social e Cultural de Viana do Castelo.

Embrulha Bill Watterson!


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domingo, 14 de Setembro de 2014

GAZETA DA BD #31 – NA GAZETA DAS CALDAS - BD e Cinema: Sin City – Mulher Fatal


GAZETA DA BD #31 
NA GAZETA DAS CALDAS

BD e Cinema: Sin City – Mulher Fatal
Novo filme baseado na obra de Frank Miller

Gazeta das Caldas, 12/09/2014
Jorge Machado-Dias

Sin City, de Frank Miller, é uma série de banda desenhada constituída até agora por sete livros, editados em Portugal pela Devir. Dada a sua estrutura e o volume de cada livro, tem sido designada como “graphic 'noir' novel”, apesar de o termo não agradar ao autor. Vem agora a propósito falar desta série, devido a ter-se estreado, no passado dia 28 de Agosto, o segundo filme – nove anos depois do primeiro (Sin City – A Cidade do Pecado) – intitulado Sin City – Mulher Fatal (em inglês Sin City: A Dame To Kill For).

Comecemos pelo autor. Frank Miller nasceu em 1957 em Olney, Estado de Maryland, EUA. Começou a desenhar cedo, colaborando para muitos fanzines, seguindo-se o trabalho mais profissional, como “freelancer” para uma série de editoras, entre as quais a DC e a Marvel. O seu aperfeiçoamento fez-se nos super-heróis, com mes­tres como Neal Adams, destacan­do-se, da sua vasta obra, a participação em séries como Daredevil/Demolidor e Elektra, Wolverine, Ronin, obras de ficção po­lítica como Give me Liberty ou Hard Boiled, a sua visão da Ba­talha das Termópilas em 300 – que deu igualmente um filme, realizado por Zack Snyder –, etc, isto sem esquecer a sua colabora­ção para "Batman", em especial o referencial e influente The Dark Knight Returns (O Cava­leiro das Trevas Renasce), de 1986 – que também foi levado ao cinema, por Christopher Nolan –, bem como, no ano seguinte, agora apenas como argumentista e Da­vid Mazzucchelli no desenho, Batman: Year One.

Diz o autor que "com Sin City, de certa maneira houve um círculo que se fechou. Regressei ao tipo de material que mais desejava fa­zer quando comecei a trabalhar como profissional dos comics. Quando tinha 14 anos achava que as histórias do Mickey Spillane podiam dar 'fantásticas' bandas desenhadas. Apesar de ter demo­rado 21 anos para voltar ao ponto de partida, sentia que ainda não o tinha conseguido."

Em Sin City (abreviatura de Basin City), segundo a análise do crítico de BD J. Paiva Boléo, tratam-se temas como “Vingança. Corrupção, identi­ficada com a mentira. Acertos de contas. Confrontos entre grupos rivais. Máfia. Um mundo 'pós-ético' que está para lá do imoral e tudo empapado de amoralidade. Sa­dismo e perversão prepotentes. Prostituição. Injustiça que gera uma violência que é apenas um grito de revolta sem fé em qual­quer redenção social. Desespero. Desamparo. Um mundo sufocan­te. Mas também alguma amizade e solidariedade. E sempre a ilu­são, a necessidade, a esperança mitificada do amor”. Escrevendo também o crítico que "Sin City: Mulher Fatal" é uma obra bastante mais entro­sada do que a anterior, com duas histórias paralelas que não se dividem na narrativa tal como se dividiam no primeiro filme. Pa­rece-nos que a essência 'thrillesca' ganha bastante com isso”.

Os ambientes e a estética desta obra, enraizam-se na tradição do “film noir” (dos anos 1930/40) e do roman­ce policial “hard boiled” (anos de 1920). Segundo os críticos cinéfilos, sobre esta adaptação ao cinema “Se a fórmula “noir” com apontamentos de cor nos espantava em 2005, quase uma década se passou e agora isso não impressiona. Pode saber bem enfiarmo-nos no ambiente escuro e pouco saudável de Basin City, com strippers, prostitutas, sangue, murros, álcool e fumo, mas para isso também temos o velho Cais do Sodré”. Quanto ao enredo do filme, a que Frank Miller acrescentou algumas personagens – há quem diga que “para encher chouriços” – que não existiam no livro, é dominado por três mulheres:

A stripper Nancy Callahan, cada vez mais bêbeda e perturbada, interpretada de novo por Jessica Alba; Gail, a amante de Dwight, agora “madame” de um gangue de prostitutas, interpretada – também de novo – por Rosario Dawson e Ava Lord (interpretada por Eva Green), a “femme fatale” a quem Dwight não consegue resistir, mesmo depois de tê-lo abandonado há quatro anos para casar com um homem rico. Com os olhos verdes mais manipuladores de sempre, destrói a vida de todos os homens que se interessam por ela. Dwight McCarthy é um ex-repórter fotográfico para quem a honestidade e a honra sempre foram valores pelos quais valia a pena viver. Mas depois de ser abandonado por Ava, a única mulher que alguma vez amou, ele apenas pensa em vingança. E com isso há tiros, sangue, perseguições de carro e olhos arrancados. Depois, há outras histórias como a de Johnny (personagem que Miller escreveu de propósito para o filme), um sortudo no poker que desafia a pessoa errada, e, claro, há sobretudo o gigante Marv, ou seja, Mickey Rourke.

A estreia do filme nos EUA foi também, como muitas vezes acontece por lá, antecedida de uma daquelas pequenas guerras persecutórias, de censura a um dos cartazes, aquele que apresenta a actriz Eva Green – que interpreta a personagem de Eva Lord (a Mulher Fatal) –fotografada com um robe demasiado transparente, exibindo os seios em contraluz. O cartaz teve que ser refeito, desta vez com um robe menos transparente. “Mamas nunca mataram ninguém”, foi a resposta da actriz.

Sin City – a dança de Nancy Callahan

Imagens que não couberam no espaço:

Frank Miller


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quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

MENEZES FERREIRA CAPITÃO DAS ARTES – EXPOSIÇÃO NO MUSEU BORDALO PINHEIRO (LISBOA) – INAUGURA DIA 11 DE SETEMBRO


MENEZES FERREIRA
CAPITÃO DAS ARTES
EXPOSIÇÃO NO MUSEU BORDALO PINHEIRO (LISBOA)
INAUGURA AMANHÃ DIA 11 DE SETEMBRO

O Museu Bordalo Pinheiro apresenta uma exposição inédita dedicada à obra do artista militar Menezes Ferreira (1889-1936). Procurou-se olhar de uma forma abrangente as várias facetas da sua obra, incluindo o reconhecido desenho humorístico, sobretudo a caricatura, mas também, a pintura, a ilustração e o notável trabalho gráfico para edição.

Menezes Ferreira foi um jovem membro fundador da Sociedade de Humoristas Portugueses, presidida pelo seu amigo Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro (artista e filho de mestre Rafael), tendo exposto trabalhos de cunho modernista nos vários salões. Oficial de carreira, a sua especial apetência pela temática da esfera militar foi alimentada pela sua presença lúcida em “teatro de guerra”, mas, sem perder o humor no traço. A ilustração histórica e contemporânea e, ainda, grande parte dos seus trabalhos gráficos, insistem neste gosto pessoal da militaria.
A exposição da obra artística de Menezes Ferreira, também, assinala o centenário da Grande Guerra, anos bélicos que registou numa reportagem gráfica intima e didática, utilizando uma linguagem próxima dos quadradinhos da BD.


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Na Hemeroteca Digital existe este texto sobre João Menezes Ferreira:

Em 22 de Julho de 1916 concretizou-se o milagre de Tancos. Em tempo record, o ministro da Guerra,Norton de Matos, reúne, organiza e prepara um contingente de 30 000 homens para a participação de Portugal na Primeira Grande Guerra. Em Janeiro do ano seguinte dá-se início ao embarque das tropas.

'Que nome poderei eu dar aos simpáticos soldadinhos, àqueles trigueiraços que das oito províncias de Portugal acorreram de mochila às costas, sem faltar ao embarque para honra dos seus batalhões? Nem «serrano», nem «lanzudo», nem «gambúzio», nem «folgadinho». Baptizá-lo hei, muito simplesmente, com o nome de «João Ninguem», incarnando assim, nesta modesta alcunha, aquele português que nas horas difíceis tudo faz para maior glória da Pátria e a quem muitos esqueceram, chegada a hora dos benefícios e compensações'.

É desta forma que o capitão do Exército Menezes Ferreira (Lisboa, 1889-1936), autor dos textos e desenhos produzidos entre 1917 e 1919 e editados em 1921 nas Oficinas dos Serviços Gráficos do Exército, nos introduz o protagonista desta história. Mais do que a coragem e a bravura, este autêntico diário da presença portuguesa na Guerra retrata, de uma forma bem humorada, a ingenuidade e a impreparação destes conterrâneos arrancados bruscamente à pacatez da vida civil, a falta de recursos, a fome, o frio, o cansaço, mas também o confronto com outras culturas europeias presentes na Flandres.

Menezes Ferreira fala-nos com a propriedade de quem conheceu a guerra por dentro: integrou a primeira força expedicionária enviada para Angola, participou na batalha de Naulila, acompanhou a preparação do Corpo expedicionária Português e a sua integração na frente de guerra europeia, participou na reorganização das tropas portuguesas após a batalha de La Lys.

João Carlos Oliveira | Lisboa, HML, julho 2014

col. Emílio Ricon Peres

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Recolhemos também mais informação sobre Menezes Fereira no blogue AlmanaqueSilva
aqui fica:

Há um mito sobre a invenção da imagem do Pai Natal pela Coca Cola. O famoso refrigerante consolidou a imagem de um velho bonacheirão de barbas brancas, rotunda pança e uniforme vermelho orlado a peliça branca, em 1931, com a encomenda de uma série de ilustrações a Haddom Sundblom. Mas a iconografia standard da personagem foi na realidade criada pelo caricaturista americano Thomas Nast, no longínquo ano de 1863. Nast desenhou um cartoon para a revistaHarper’s Weekly onde mostra um anafado Santa Claus distribuindo presentes a crianças e soldados num acampamento militar durante a Guerra Civil Americana. Nast e Sundblom inspiraram-se por sua vez no traço físico e psicológico da personagem pincipal do célebre poema de Clement Moore A Visit From St. Nicholas, de 1822. A figura do Pai Natal teve uma pioneira aparição em Portugal num álbum para crianças, edição das Livrarias Aillaud-Bertrand, em 1924. No enredo de Um Conto de Natal, João e Maria, filhos de pobres lenhadores, regressam à pobre choupana onde vivem, deslumbrados com as maravilhas que tinham visto na loja de brinquedos na cidade próxima. Acreditando na história do Velho do Natal, adormecem junto a um pinheiro, aconchegados um ao outro e sonham com a árvore decorada com brinquedos. Acordam sobressaltados para a dura realidade de um pinheiro nu, na desolada paisagem onde neva sem cessar. A história tem final feliz pois o Velho do Natal, que ainda não era Pai de ninguém e distribuía os brinquedos como mordomo de um petiz de vestes diáfanas chamado Menino Jesus, visita os lenhadores carregando uma enorme saca de brinquedos.

O texto e ilustrações são de João Menezes Ferreira (Lisboa, 1889-1936), capitão do exército, Governador do Funchal e ajudante de campo do Alto Comissário Brito Camacho em Moçambique. Participou nos salões do Grupo dos Humoristas e publicou várias obras ilustradas: em 1919, um álbum com impressões humorísticas sobre o quotidiano do Corpo Expedicionário Português na I Guerra Mundial, João Ninguém, Soldado da Grande Guerra; em 1922 Viagem Maravilhosa que Gago Coutinho e Sacadura Cabral Fizeram Pelos Ares ao Brasil; em 1927, À Luz do Lampadário, elegia ao Capitão Humberto de Athayde, combatente mártir na guerra em Moçambique. Menezes Ferreira era um militar de feição humanista e o seu álbum foi também o retrato do assustador empobrecimento que Portugal sofreu nos anos seguintes à Primeira Guerra. O Velho do Natal, ainda sem a bonomia estereotipada do way of life americano, apresentava-se já com os essenciais atributos que hoje todos reconhecemos como parte integrante da nossa tradição cultural.


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