quarta-feira, 28 de setembro de 2016

«O Mosquito» e «Chicos» AS PUBLICAÇÕES INFANTO-JUVENIS QUE ABALARAM A PENÍNSULA IBÉRICA (02) – Por José Ruy



AS PUBLICAÇÕES INFANTO-JUVENIS
QUE ABALARAM A PENÍNSULA IBÉRICA
«O Mosquito»
e «Chicos»
(02)

Por José Ruy

CONSUELO GIL ROËSSET
A DIRETORA DE «CHICOS»

Em 1938 na Cidade de San Sebastian, em Espanha, o empresário catalão Juan Baygual ofereceu a Consuelo Gil um modestíssimo salário de 50 pesetas para criar e dirigir uma nova revista dirigida aos rapazes. Consuelo, devido às circunstâncias em que se encontrava, refugiada de Madrid por causa da Guerra Civil, aceitou pois precisava de sustentar os filhos e começou por se rodear de um grupo de colaboradores competentes, todos emanados no mesmo sonho: fazer uma revista à margem de tendências políticas, mantendo-se numa linha de liberdade e de independência dirigida aos rapazes (daí o nome «Chicos») e não só ao escalão etário infantil. Mas a publicação era concebida igualmente para as raparigas tal como acontecia com «O Mosquito» em Portugal.

Retrato de Consuelo Gil da altura em que fundou «Chicos» em 1938.
Consuelo Gil Roësset de Franco (1905-1995) foi uma importante editora do pósguerra em Espanha. Entre as revistas produzidas por ela, destacam-se “Chicos” (1938-1955) e “Mis Chicas” (1941-1950). 
Era irmã da escultora Margarita Gil Roësset.

Em relação à conjuntura no país parecia tratar-se de uma missão impossível. Havia escassez de tudo, desde a matéria-prima até conseguir transportes seguros para a distribuição, tudo isto somado à instabilidade constante provocada pelo confronto fratricida.

Desde os anos trinta que as histórias em quadrinhos norte americanas invadiam a Europa e naturalmente também a Espanha. Mas estas publicações não resistiram à Guerra Civil. Em 1938 acabaram as principais revistas de Barcelona.

Antonio de Mateo, estudioso neste campo diz-nos: Ao aparecer «Chicos» alguns dos autores que trabalhavam para outras revistas em publicação, como «Pocholo» (que custava também 10 cêntimos) ofereceram-se para colaborar na nova revista, como Opisco, Longoria, Arturo Moreno, Riere Rojas e o muito jovem Jesus Blasco.



Uma outra revista, «Pichi», era constituída por material importado e dirigida por Arturo Moreno. «Boliche», «Gente Menuda» e «Michey», esta com direção de Huertas Ventosa, tinha um desenho cuidado de origem americana apresentando os míticos heróis dos Estados Unidos, mas também trabalhos dos espanhóis Riera Rojas e Emilio Freixas, que ilustravam trechos literários.

Havia ainda as revistas «Tym Tyler», «Rim Tin Tin», «Aventurero», «Leyendas» e outras, algumas editadas em catalão.


Mas a grande originalidade do semanário «Chicos» foi de os seus autores serem exclusivamente espanhóis e produzirem criações próprias. Os temas escolhidos e as personagens passaram a ser nacionais, construídas com uma grande qualidade, tanto nos desenhos como nos argumentos, não ficando a dever nada ao material vindo do estrangeiro, pelo contrário. Superou as revistas infantis e juvenis do Regime, tendenciosas e de pura propaganda.

«Chicos» foi uma lufada de ar fresco no enraivecido ambiente do país em 1938.

No belo refúgio de San Sebastian Consuelo Gil reuniu sob a sua disciplinada organização um grupo de artistas e escritores, os melhores do século, alguns formados, outros em formação como Emilio Freixas e Jesus Blasco, que tanto prestígio viriam a dar a «Chicos» e também a’«O Mosquito».


 Autorretratos de Jesus Blasco e de Emilio Freixas. 

Estes autores eram acompanhados por Riera Rojas e os veteranos Opisso, Valenti Castanys, Serra Massana, Mercè Llimona, Arturo Moreno, num total de mais de setenta desenhadores.

Havia também os argumentistas e guionistas Huertas Ventosa, J. Canellas Casals, Torralbo Marin, Tony Lay, que sob a orientação de Consuelo Gil ajudaram a criar o melhor semanário infantil em Espanha no século XX.

A própria Consuelo Gil, declarou não ter tido necessidade de convidar colaboradores. Os desenhadores e guionistas das outras revistas, quando souberam que estava a formar uma equipa, ofereceram-se de imediato.

O título desta revista foi tão popular em Espanha, que os leitores ao se dirigirem aos quiosques para adquirirem um jornal infantil, pediam um «Tebeo». O mesmo sucedeu também em Portugal: o nome de «O Mosquito» significava uma qualquer revista infantil.

AS MÁQUINAS QUE IMPRIMIRAM «O MOSQUITO» EM PORTUGAL E «CHICOS» EM ESPANHA

Em Portugal devido ao preço acessível e ao bom conteúdo do jornal, a tiragem que inicialmente foi de 5000 exemplares subiu vertiginosamente, e quando atingiu os 15000 exemplares a oficina onde iniciara a impressão, a «Litografia Castro», começou a ter dificuldade em responder numa semana à quantidade de exemplares que os leitores exigiam. Se mudassem de máquina de impressão para outra mais moderna, com mais capacidade, não poderiam manter o orçamento tão ajustado que possibilitava o preço de capa de 5 tostões.

«O Mosquito» era impresso nesta máquina da Litografia Castro, em Lisboa, com o papel marginado manualmente, um modelo já muito antigo mesmo na época.

Em Espanha, «Chicos» era impresso em rotativa na melhor oficina gráfica do País, «Offset Nerecán». Rapidamente atingiu a tiragem de 90 000 exemplares.

Tenhamos em conta a diferença territorial e populacional dos dois países.

A rotativa da Oficina «Offset Nerecán» onde sempre foi impresso «Chicos» até ao final da sua existência. Alguns redatores da revista e pessoal técnico emolduram a máquina. Observe-se do lado esquerdo, em baixo, a bobina do papel.

«Chicos», bem como todas as outras revistas entretanto criadas por Consuelo Gil, foi realmente impresso sempre na mesma oficina até 1956, quando terminou a sua publicação. E todas nesta rotativa.

Como havia colaboradores colocados nos dois lados da contenda, os originais viajavam semanalmente de Madrid e Barcelona até San Sebastian, numa verdadeira ginástica devido ao conflito armado. Mas o relacionamento entre todos os autores era salutar e mesmo exemplar unidos na neutralidade conseguida por Consuelo.

A 1 de abril de 1939 cessou a Guerra Civil, mas o pior estava para vir.

Os vencidos foram sujeitos a apertado controlo em todas as atividades, até mesmo nas revistas infantis. Tudo devia ser censurado e «Chicos» também.

«O Mosquito» em 1939 teve de optar por montar uma oficina própria, com uma impressora Offset, último modelo da fábrica alemã Rolland, uma máquina que desse reposta adequada às necessidades exigidas. Esta impressora conseguia numa hora a tiragem que a Litografia Castro só realizava numa semana.

Como a Segunda Guerra Mundial teve início nesse mesmo ano, pouco depois da máquina ter chegado a Portugal, as dificuldades em conseguir matéria-prima, como o papel, obrigaram os diretores do jornal a um enorme esforço e imaginação para contornar o problema.

A Rolland Offset que fez parte das oficinas próprias de «O Mosquito».

A sua tiragem veio a atingir 60 000 exemplares por semana, facto de que não há memória na história do jornalismo infantojuvenil no nosso País. Nesse período o interior do jornal era impresso em papel muito fino, de tom azul, verde ou amarelo, o que os seus diretores conseguiam no mercado, devido à escassez. Mas sobre isso voltaremos a falar.

Na mesma altura em Espanha «Chicos» conseguia 120 000 exemplares que esgotavam todas as semanas.

No próximo artigo:

SOLUÇÕES CRIADAS PELAS DUAS REVISTAS 
PARA FAZEREM FACE À CRISE 
MOTIVADA PELAS GUERRAS.

José Ruy

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terça-feira, 20 de setembro de 2016

«O Mosquito» e «Chicos» - AS PUBLICAÇÕES INFANTO-JUVENIS QUE ABALARAM A PENÍNSULA IBÉRICA (1) - por José Ruy


AS PUBLICAÇÕES INFANTO-JUVENIS
QUE ABALARAM A PENÍNSULA IBÉRICA

«O Mosquito»
e
«Chicos»
(1)

Por José Ruy

Numa quinta-feira, 14 de janeiro de 1936, os ardinas apregoavam nas ruas a saída de mais um jornal infanto-juvenil português.

Custava apenas 5 tostões, a moeda que servia como "ficha" para os mealheiros dos telefones públicos.

Capa do primeiro número de «O Mosquito»... 
...e de um exemplar do «Tic-Tac» e do «Senhor Doutor».

Custava metade do preço de outro jornal congénere em publicação, o «Tic-Tac», e um terço de outro, «O Senhor Doutor».

OS FUNDADORES DE «O MOSQUITO»

A ideia nasceu do já então conhecido no meio das publicações infantis, António Cardoso Lopes Júnior (Tiotónio), que convidou um seu amigo e vizinho na Amadora, Raul Correia (Avozinho), para diretor literário do jornal, enquanto ele dirigia a parte artística e técnica. Deram-lhe o título de «O Mosquito».

António Cardoso Lopes e o seu sócio Raul Correia na altura em que fundaram «O Mosquito» em 1936.

Era um jornal de aparência modesta, a preto e uma cor a sobrepor o traço, nas capas e páginas centrais, das oito totais de que dispunha. Media 20x29 cm.

Mal sabia esta dupla que a publicação iria abalar o País, atingindo o mais alto nível até aí nunca alcançado pelos jornais infanto-juvenis.

NA VIZINHA ESPANHA

Dois anos mais tarde a 23 de fevereiro de 1938, foi lançada na Espanha, em meio de uma horrível Guerra Civil, uma publicação dedicada a um público com o mesmo escalão etário de «O Mosquito» a que os seus promotores chamaram de «Chicos» (rapazes).

Capa do primeiro número de «CHICOS».

O aspeto desta revista era também sóbrio, impresso só a traço a azul, variando nos números seguintes para castanho e outras cores. Pretendia desta maneira emprestar a ilusão de ter algum colorido. Concorria com as outras publicações no ativo no país, que ostentavam as quatro cores. Mas o seu forte era o preço e o conteúdo.

COMO SE FORMOU «CHICOS»

O confronto bélico que dividia a Espanha, fez chegar à Cidade de San Sebastian refugiados de vários locais do país, principalmente de Barcelona e Madrid; entre eles destacavam-se alguns intelectuais de valor.

Consuelo Gil Roësset, deslocara-se de Madrid com três filhos deixando para trás seu marido, Jose Maria Franco, compositor e chefe de orquestra, começando a trabalhar para as revistas «La Ametralladora»,de caracter humorístico destinado aos soldados, «Revista Para La Mujer» (de que chegou a diretora) e também para «Pelayos» (depois «Flechas y Pelayos») editadas pela Junta Nacional Carlista, onde o empresário catalão Juan Baygual y Bas exercia uma grande influência.

Capa da «Revista para la Mujer»Nº6 de julho-agosto de 1938 
e Capa da revista «La Ametralladora» 


Revistas «Flechas» e «Pelayos» fundindo-se depois numa só: «Flechas y Pelayos».


A revista «Pelayos» como praticamente todas as que se publicavam em Espanha na altura, eram de orientação ou tendência política, refletindo o ambiente em que se encontrava o país.
No interior da revista «Pelayos» eram frequentes imagens como estas.

Juan Baygual reparou na maneira sincera e desafrontada como Consuelo Gil criticou o conteúdo excessivamente religioso e político de «Pelayos» manifestando-se contra o colonialismo a que a literatura infantil estava submetida em Espanha.


Propôs então a Consuelo Gil a criação e a direção literária e artística de uma publicação infantil em moldes completamente novos, absolutamente diferentes.

Este pequeno jornal com um formato aproximado ao de Pelayos», 18x24 cm com apenas oito páginas, foi despertar nas crianças carentes de tudo, a ilusão e a possibilidade de sonhar através das suas histórias. Apresentou-se como um «oásis» de surpreendente neutralidade. O preço era acessível, 10 cêntimos, um valor equivalente ao de «O Mosquito» em Portugal.

No entanto, nada nesse ano de 1938 fazia prever o abalo que «Chicos» viria a produzir em Espanha.

Com uma dinâmica parceria, estas duas publicações, «O Mosquito» e «Chicos», conseguiram abalar profundamente a Península Ibérica.

Vejamos como.

No próximo artigo: 
Quem é a diretora de «Chicos», Consuelo Gil Roësset.
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sábado, 17 de setembro de 2016

GAZETA DA BD #62 – As Aventuras de Blake & Mortimer – A obra de Edgar Pierre Jacobs faz 70 anos e continua...



GAZETA DA BD #62 (16/9/2016)

As Aventuras de Blake & Mortimer
A obra de Edgar Pierre Jacobs 
faz 70 anos e continua...

J. Machado-Dias

Em 26 de Setembro de 1946 nasceram dois dos mitos da banda desenhada europeia, a revista Tintin e a série Blake e Mortimer, de Edgar Pierre Jacobs. Contudo, dado que a gestação da obra de Jacobs é anterior ao aparecimento da revista, vamos abordar primeiro o nascimento daquela. Lembremos que As Aventuras de Tintin, de Hergé, já existiam desde 1929 e Astérix só apareceria na revista Pilote em 1959.


Com o propósito de comemorar o septuagésimo aniversário de As Aventuras de Blake e Mortimer, Le Figaro Magazine está a pré publicar uma nova história, Le Testament de William S. com argumento de Yves Sente e desenhos de André Juillard. O álbum será lançado a 26 de Setembro deste ano.


Edgard Félix Pierre Jacobs, ou Edgar P. Jacobs, como assinava, (Bruxelas, 30 de Março de 1904 – 20 de Fevereiro de 1987), depois de uma carreira sem grande sucesso como cantor lírico (barítono) entre 1919 e 1940, já com alguns trabalhos de desenho pelo meio, afirmando-se também como decorador, pintor e cenógrafo, decide seguir a carreira de desenhador. Começou por trabalhar na revista Bravo! em 1940, na publicidade e legendando bandas desenhadas, entre as quais Flash Gordon, de Alex Raymond, importada dos EUA. No entanto com a invasão da Bélgica pela Alemanha nazi e a entrada dos Estados Unidos na II Grande Guerra, os alemães proíbem a publicação de obras americanas em toda a Europa ocupada.

A redacção da revista Bravo! encarrega então o tradutor de Flash Gordon de criar uma série no mesmo estilo e Jacobs de a desenhar. Nasce assim Gordon l’Intrépide, que se batia ao lado dos aliados. Mas a BD foi interrompida ao fim de duas semanas de publicação, proibida pelas autoridades nazis. Então, Jacobs cria uma nova história, Le Rayon U, em que cada personagem continua a acção interrompida em Gordon l’Intrépide. A nova história inicia-se na Bravo! nº 5 de 1943 e foi publicada até ao nº 15 de 1945.


Com o fim da guerra, Raymond Leblanc funda as Edições du Lombard logo em 1946 e começa a trabalhar num projecto de publicação para jovens. Convida Hergé para a direcção daquele que viria a ser Le Journal de Tintin e que será publicado até 1989. Hergé contacta vários amigos, entre os quais Jacobs, convidando-os para realizarem as primeiras bandas desenhadas a sair na nova revista. Edgar P. Jacobs inicia então uma nova etapa na sua carreira pegando nas personagens que já construira para Le Rayon U e rebaptizando-as. O professor Marduk será Mortimer, o capitão Calder será Blake e Dagon passa a chamar-se Olrik. Nasce O Segredo do Espadão. A nova série intitula-se Aventuras de Blake & Mortimer e terá treze álbuns iniciais. Assim a nova série inicia-se no nº1 da revista Tintin que sairá a público em 26 de Setembro de 1946.

Algumas das histórias da série serão compostas por vários volumes, O Segredo do Espadão ficou com três volumes: A Perseguição Fantástica, A Evasão de Mortimer e SX1 Contra Ataca. O Mistério da Grande Pirâmide divide-se em dois volumes: O Papiro de Maneton e A Câmara de Horus. Só a última história relizada pelo autor terá novamente mais do que um volume, assim As 3 Formulas do Professor Sato divide-se em Mortimer em Tóquio e Mortimer Contra Mortimer.

Jacobs volta a Le Rayon UO Raio U – realizando uma nova versão a cores, integrando a história na série Blake e Mortimer. Nesse ano escreve também a sua autobiografia com o título Un opéra de papier: Les Mémoires de Blake et Mortimer.

Em 1977 segue-se As 3 Fórmulas do Professor Sato, mas Jacobs morre durante a elaboração do segundo volume desta história e Bob de Moor é escolhido para finalizar o trabalho, que foi publicado apenas em 1990. Apesar de antes da sua morte, Jacobs ter deixado o argumento e uma planificação muito precisa da segunda parte de As 3 Fórmulas do Professor Sato, assim como pranchas desenhadas a lápis. Mesmo assim, Bob De Moor só conseguiu terminar o album treze anos depois da primeira parte ter sido publicada. Nesse período de tempo apareceram várias versões piratas do final da história.

Depois da morte de Jacobs foram realizados mais doze álbuns por diversos autores até hoje.

Os álbuns de Blake e Mortimer escritos e desenhados por Jacobs:

O Segredo do Espadão – 1
O Segredo do Espadão – 2
O Segredo do Espadão – 3
O Mistério da Grande Pirâmide – 1
O Mistério da Grande Pirâmide – 2
A Marca Amarela 
O Enigma da Atlântida 
S.O.S. Meteoros 
A Armadilha Diabólica 
O Caso do Colar
O Raio U 
As 3 Fórmulas do Professor Sato – 1
As 3 Fórmulas do Professor Sato – 2, terminado por Bob de Moor

Depois da morte de Jacobs, seguiram-se mais doze volumes por diversos autores. 

O Caso Francis Blake – Ted Benoît e Jean Van Hamme
A Maquinação Voronov – André Juillard e Yves Sente
O Estranho Encontro – Jean Van Hamme e Ted Benoît
Os Sarcófagos do 6.º Continente – 1, Yves Sente e André Juillard
Os Sarcófagos do 6.º Continente – 2, Yves Sente e André Juillard
O Santuário de Gondwana – Yves Sente e André Juillard
A Maldição dos Trinta Denários – 1, René Sterne, Chantal de Spiegeleer e Jean Van Hamme
A Maldição dos Trinta Denários – 2, Jean Van Hamme e Antoine Aubin
O Juramento dos Cinco Lordes – Yves Sente e André Juillard
A Onda Septimus – Jean Dufaux, Antoine Aubin e Étienne Schréder
O Bastão de Licurgo – Yves Sente e André Juillard, álbum editado em 2014.

O Novo álbum


Capa de Le Testament de William S e a primeira prancha ainda sem cor e sem legendas

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No dia 25 e 26 deste mês 
contamos apresentar aqui material mais amplo sobre
Le Journal de Tintin e a série Blake & Mortimer.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

LANÇAMENTO DE “A LEI DA SELVA” – DE EDUARDO TEIXEIRA COELHO E RAUL CORREIA – NUMA EDIÇÃO DE MANUEL CALDAS



A LEI DA SELVA
de Eduardo Teixeira Coelho (des) e Raul Correia (arg)
Numa edição de Manuel Caldas

Manuel Caldas tem o orgulho de apresentar a reedição de um dos maiores clássicos da banda desenhada portuguesa – originalmente publicado em 1949 n’ “O Mosquito” – num volume brochado de 64 páginas, formato 23 x 32 cm.

Além das 39 pranchas de “A Lei da Selva” com os magistrais desenhos a preto e branco impecavelmente restaurados e reproduzidos (e sem os cortes que na revista original sofreram devido à má legendagem) e o poético texto na sua integralidade e correctamente distribuído pelas vinhetas, o livro inclui também:

- a versão a cores de todas as pranchas que em “O Mosquito” se apresentaram coloridas,
- a história de 8 pranchas (também rigorosamente restauradas) “Bodas Índias”, realizada por Eduardo Teixeira Coelho em 1954 para a revista espanhola “Chicos” e até agora inédita em Portugal,
- uma apresentação do consagrado autor de banda desenhada José Ruy, companheiro de artes de Eduardo Teixeira Coelho e seu colaborador, e
- um longo estudo do rigoroso crítico de banda desenhada Domingos Isabelinho,
- e mais duas ou três coisas curiosas.

UMA EDIÇÃO HISTÓRICA

Preço: 12 Euros. Em Portugal envia-se sem custos de correio. Compre para si e para oferecer.
Junto se anexam algumas imagens, em resolução inferior às originais; um PDF com uma selecção mais ampla de páginas com a qualidade das originais pode ser descarregado (durante os próximos 6 dias) através de: https://we.tl/BxOAa6Hx9x

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Pode ler-se no blogue “O Gato Alfarrabista”, um texto de Jorge Magalhães sobre A Lei da Selva, de Raul Correia (arg) e Eduardo teixeira Coelho (des):

Fica aqui um pequeno excerto do texto de Jorge Magalhães e algumas imagens no referido blogue:

“A notícia correu mundo, através da imprensa, da rádio, da televisão e das redes sociais, provocando a indignação dos defensores da natureza e dos direitos dos animais (mas não só). Também a Avaaz reagiu abertamente, alertando mais uma vez a opinião pública e a consciência dos líderes políticos mundiais para os perigos que ameaçam várias espécies à beira da extinção, por causa da caça furtiva e do comércio ilegal que grassam nalguns países africanos e asiáticos, onde a corrupção e a falta de leis (e de meios) para protecção da natureza permitem que os caçadores e os traficantes continuem a exercer impunemente a sua nefanda actividade.

Mas o caso agora tão falado é ainda mais chocante: um dentista americano, pelos vistos bem sucedido na sua actividade profissional, pagou milhares de dólares para ter o “prazer” de matar um leão, que era um ex-libris e a principal atracção de um parque natural do Zimbabwe, visitado por turistas, fotógrafos e naturalistas de todo o mundo (...)

(..) Este triste e ignóbil episódio, que nos faz ter vergonha dos nossos semelhantes (e são muitos) que não respeitam o direito à vida das outras espécies que povoam este planeta, fez-nos recordar uma excelente história aos quadradinhos publicada há muitas décadas no saudoso jornal O Mosquito, com ilustrações de um dos maiores artistas que já se distinguiram nessa modalidade: Eduardo Teixeira Coelho (...)”

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Outro texto que recomendamos sobre A Lei da Selva, no blogue “Quarto de Jade”, de Maria João Worm e Diniz Conefrey: https://quartodejade.wordpress.com/2011/10/31/a-lei-da-selva-eduardo-teixeira-coelho/ de que deixamos aqui algumas imagens:


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domingo, 11 de setembro de 2016

REPORTAGEM 387º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA – 6 DE SETEMBRO 2016

REPORTAGEM 
387º ENCONTRO 
DA TERTÚLIA BD DE LISBOA
6 DE SETEMBRO 2016 

CONVIDADA ESPECIAL
MARIA BORGES 


Maria Borges, nascida em Lisboa em 1994, é uma ilustradora e autora de banda desenhada, que habitualmente assina com o pseudónimo “Mello-L.”.

Licenciou-se em Design Gráfico e Multimédia pela ESAD (Caldas da Rainha) em 2015 e actualmente encontra-se a estudar no Mestrado de Ilustração e Animação pelo IPCA, em Barcelos.

Desde 2015 que também faz parte da equipa do jornal JanKenPon, enquanto autora da história “Ayaka e Yuki”, que ainda se encontra em publicação. Para além da sua participação enquanto autora, também lecciona workshops relacionados com desenho manga.

Recorre normalmente à história e cultura japonesa como principal influência para os seus trabalhos, tendo vindo a desenvolver um grande interesse pelos contos tradicionais e folklore. Como artistas de referência/influência, destaca Ilya Kuvshinov, Loish, Yuumei, Hiromi Matsuo, Hiromu Arakawa e Yana Toboso.

Desde pequena que tem um enorme fascínio pelo espaço, tendo como objectivo futuro realizar trabalhos que estabeleçam uma ponte entre a astronomia e a banda desenhada.

Publicações:

2014 – Banzai #4 – “Ayaka e Yuki”.
2015 – JanKenPon (Número 0) – “Ayaka e Yuki”
– JanKenPon (Número 1) – “Ayaka e Yuki”
2016 – JanKenPon (Número 2) – “Ayaka e Yuki”

Contactos/Webpages:

- E-mail: mellol.art@gmail.com
- Facebook: https://www.facebook.com/MelloL.Art
- Instagram: https://www.instagram.com/_mellol/
- ArtStation: https://mello-l.artstation.com/
- DeviantART: Mello-L on DeviantArt

A H-alt é uma revista digital gratuita de BD escrita em português e relacionada com as temáticas de ficção-cientifica, fantasia, realidade/História alternativa (ficção especulativa).

O objectivo desta publicação é divulgar e incentivar produção de pequenas histórias de BD. Existe também a preocupação que os vários participantes criem histórias em equipa (argumentistas, desenhadores, coloristas), com o propósito de incentivar o trabalho colaborativo.
Outro dos objectivos desta publicação é fomentar o surgimento de jovens talentos não ignorando em todo o caso autores mais experientes que desejem participar.

Existe também uma versão impressa correspondente à edição digital acessível por encomenda ou disponível em algumas livrarias.

Resumo:
A imagem da capa é da autoria do talentoso e ainda muito jovem ilustrador brasileiro João Paulo Bragato. Surgem também vários trabalhos do artista ao longa da revista, além da secção ilustra onde ele está em destaque.

No nº 2 surge uma entrevista com Nate Powell, um autor norte-americano conceituado com uma sólida carreira nos comics independentes.

A H-alt estabeleceu uma série de interessantes parcerias com outras antologias estrangeiras para partilha de conteúdo.

http://h-alt.weebly.com/revista.html
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Comic Jam
Autores participantes:
1 - Maria Borges
2 - Bárbara Lopes
3 - Raquel Rodrigues
4 - Edgar Ascensão
5 - Paulo Vicente
6 - Pedro Massano
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FOTOS
(Álvaro)

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