quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

BDpress #438: AMANHÃ COM O PÚBLICO – X-WOMEN: MULHERES DA MARVEL – DESENHADAS POR MILO MANARA E OS PORTUGUESES FILIPE ANDRADE E NUNO PLATI


MILO MANARA 
DÁ VIDA ÀS MAIS BELAS MULHERES 
DO UNIVERSO MARVEL



X-Women: Mulheres da Marvel
Universo Marvel Vol. 16
Argumento – Chris Claremont,
Marjorie Liu, Stuart Moore e Kelly Sue DeConnick
Desenhos – Milo Manara, Filipe Andrade, Nuno Plati, Mark Brooks e Ryan Stegman
Quinta, 23 de Outubro + 8,90€

O grande destaque do próximo volu­me da colecção Universo Marvel, vai para a estreia na "Casa das Ideias" de Milo Manara, o famoso desenha­dor italiano, mestre do erotismo na Banda Desenhada.

Nascido em Luson, Itália, em 1945, Manara estreou-se na banda dese­nhada em 1969, desenhando histórias eróticas, como as aventuras de Jolanda de Almaviva, para as Edições Erregi. O grande ponto de viragem da sua obra (e da sua vida) dá-se quan­do conhece Hugo Pratt, o criador de Corto Maltese, que além de seu mestre se torna seu grande amigo. Uma relação de respeito, amizade e cumplicidade, bem patente em H.P. e Giuseppe Bergman, a primeira aven­tura de Giuseppe Bergman, em que o próprio Pratt é uma dos personagens. Juntos, Pratt e Manara assinarão duas obras-primas, Verão Índio e El Gaú­cho e construirão uma amizade que apenas a morte de Pratt veio inter­romper.

Mas os trabalhos que assinou com Hugo Pratt não são o único exemplo de colaboração entre Manara e ou­tros importantes criadores, pois o de­senhador vai trabalhar estreitamente com Pedro Almodôvar, Alejandra Jodorowsky para quem desenhou uma série dedicada aos Borgia, editada em Portugal pela Asa, e sobretu­do Federico Fellini, com quem vai transpor para a BD Viagem a Tulum e Viaggio di G. Mastorna detto Fernet, dois projectos ci­nematográficos de Fellini, nunca realizados.

A par destas colabora­ções prestigiantes, e das aventuras de Giuseppe Beergman, o seu alter-ego, a carreira de Manara faz-se de grandes sucessos comerciais como a série Clic, ou O Perfume do Invisível, em que o erotismo, sempre presente nos seus trabalhos, passa abertamen­te para o primeiro plano.

Embora a sua estreia no mercado americano se faça na DC, pela mão de Neil Gaiman, que o escolhe pa­ra colaborar no livro Endless Nights, que assinalou o regresso do escritor inglês à série Sandman, é com X-Women, que Ma­nara conquista realmen­te a América. Uma histó­ria, feita por medida por Chris Claremont, o mais importante argumen­tista dos X-Men durante décadas, para o desenho de Manara, que reúne as principais personagens fe­mininas dos X-Men, numa aventura em cenários exóticos, em que brilha o traço único e sensual de Manara a dar vida às mais belas mulheres de papel.

Mas nem só de Manara vive este volume dedicado às Mulheres da Marvel. Temos também os portugue­ses Filipe Andrade e Nuno Plati, que ilustram uma história de Marjorie Liu centrada em X-23, a jovem mutante, clone de Wolverine. Uma história que aproveita muito bem o talento e as características bem distintas dos dois desenhadores portugueses, como Plati a tratar num registo expressio­nista as cenas no mundo dos sonhos, enquanto Andrade desenha a realidade das ruas de Nova Iorque.

Filipe Andrade e Nuno "Plati" Alves

Também a heroína Adaga (e o seu inseparável Manto) está presente, nu­ma história de Stuart Moore, ilustra­da por Mark Brooks, que explora a relação instável desta dupla insepa­rável de heróis, tal como Lady Sif, a companheira de Thor, está também presente numa história escrita por Kelly Sue DeConnick e ilustrada por Ryan Stegman.

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terça-feira, 21 de Outubro de 2014

BDpress #437: A SEGUNDA VIDA DE CORTO MALTESE


Tal como aqui noticiámos no passado dia 10, em nota adiantada pela Bodoï, prepara-se a edição, pela Casterman, do regresso de Corto Maltese, pelo argumentista castelhano Juan Díaz Canales e o desenhador catalão Ruben Pellejero, aqui fica o texto de Eurico de Barros, no D.N. de sábado passado, muito mais completo e esclarecedor...

A SEGUNDA VIDA DE CORTO MALTESE

A personagem de Hugo Pratt vai ter um novo álbum, assinado pelos espanhóis Juan Díaz Canales e Rubén Pellejero, a editar em outubro de 2015, pelos 20 anos da morte do autor italiano. No mês que vem, sai em França uma caixa com a integral dos álbuns do lendário marinheiro.

Diário de Notícias, 18 de Outubro de 2014

Por Eurico de Barros

Em2008, a Casterman, editora das obras de Hugo Pratt, o criador de Corto Maltese, falecido em 1995, lançou a continuação de uma das séries de banda desenhada criada pelo artista italiano, Os Escorpiões do Deserto. O álbum, intitulado Quatre Cailloux dans le Feu, da responsabilidade da dupla Camuncoli/Casale, era uma segunda tentativa de retomar esta série passada na II Guerra Mundial, depois de uma primeira, em 2005, pela mão de Pierre Wazem. Ambos não tiveram boa recetividade comercial, critica e da parte dos leitores de Pratt.

Já desde 2007 que no meio da banda desenhada se falava na possibilidade de dar também continuação às aventuras de Corto Maltese, o marinheiro errante, romântico e enigmático que é a criação maior de Pratt, um desejo antigo expresso várias vezes por Patrizia Zanotti, detentora universal dos direitos da obra do autor de A Balada do Mar Salgado, através da Cong S.A., a sociedade posta em pé por aquele para gerir o seu património artístico. Por isso, não foi com surpresa que se soube, na semana passada, que tal como aconteceu a personagens como Alix, Lucky Luke, Blake e Mortimer e Astérix (esta ainda em vida de um dos seus dois criadores, Uderzo), também Corto Maltese ia regressar, desenhado por mãos alheias.

A responsabilidade do novo álbum foi entregue aos espanhóis Juan Díaz Canales (1) (argumento) e Rubén Pellejero (2) (desenho), e a edição está prevista para outubro de 2015, assinalando o 20.º aniversário da morte de Hugo Pratt. No livro de entrevistas De l'autre coté de Corto, de Dominique Petitfaux, o próprio Hugo Pratt tinha dito a certa altura: "Não me choca a ideia de que alguém possa, algum dia, retomar Corto Maltese."

Mas nem por isso a notícia de uma aventura de Corto Maltese escrita e desenhada por outros que não o seu "pai" não deixará de ter chocado quem considera que as personagens de banda desenhada deixam de "existir" à morte daqueles que as criaram, e que qualquer tentativa de dar continuidade às suas histórias será sempre menor, derivativa, situada algures entre o pastiche e a cópia e amputada da poesia, da melancolia, do sentido de aventura e de fantasia e da excelência gráfica das histórias originais; ou, segundo os puristas ferrenhos, que esta decisão configura um atentado à memória de Hugo Pratt e à integridade da sua obra, e um imperdoável crime de lesa-personagem, uma perversão da identidade de Corto Maltese.

Interrogado pelo diário Le Figaro sobre este regresso de Corto Maltese sem Hugo Pratt, o desenhador Enki Bilal disse: "Espero para ver. Para mim, Corto Maltese é, antes de tudo, Hugo Pratt. Isso representa uma grande liberdade de tom. E também uma liberdade de autor. Hugo Pratt era uma espécie de epicurista do mundo. A ressurreição da sua personagem fetiche, 20 anos após a sua morte, não me choca, desde que o processo das diferentes autorizações pedidas aos detentores dos direitos da obra tenha sido respeitado. Dito isto, diga-se também que é um enorme desafio. É preciso que os novos autores estejam à altura dele. Não podem fazer uma simples cópia. Quase que é preciso que haja uma pequena distância. Para que assim esta adaptação se transforme numa homenagem, ou mesmo num prolongamento da obra de Pratt."

Falando ao site de banda desenhada ActuaBD (www.actuabd.com) em 2011,quando da inauguração em Paris, da exposição Le Voyage Imaginaire d'Hugo Pratt, Patrizia Zanotti havia dito: "Tocar num mito como Corto Maltese não é coisa fácil. É preciso encontrarmos um bom argumento ou um bom desenhador antes de nos aventurarmos por esse caminho, que é muito arriscado () Eu seria favorável a alguém que proponha a sua própria interpretação gráfica, mas haver qualquer confronto com o original, e que depois vá no sentido do estilo de Pratt, cujo grafismo evoluiu constantemente durante a elaboração da série Corto Maltese. Desta forma, existe alguma movimento entre o primeiro e o último álbum, e podemos assim continuá-la." E acrescentou que quem quer que fosse contactado para continuar Corto Maltese tinha necessariamente de gostar da obra de Hugo Pratt e ter uma "preocupação muito especial com os argumentos".

Também numa longa conversa com o referido site de banda de banda desenhada, em 2010, um antigo colaborador de Hugo Pratt, Florian Rubis, autor do livro Hugo Pratt ou le Sens de la Fable, comentava: "Corto Maltese tomou-se único e mítico porque o seu autor soube conferir-lhe uma profundidade psicológica excecional, que radicava na sua sua própria e carismática personalidade (). Aquilo que ele se tomou, um verdadeiro mito da Nona Arte, é o resultado de um longo e perseverante trabalho devido ao seu autor (). Penso sinceramente que temos de ter a honestidade intelectual de aguardar a publicação de um álbum da continuação [das aventuras de Corto Maltese] para podermos julgar o trabalho dos seus responsáveis."

Dois autores "espanhóis" [aspas nossas]

Logo que se soube no mundo da banda desenhada que Corto Maltese iria voltar, começou a especulação sobre quem iria ser o candidato

à sucessão de Hugo Pratt. Falou-se em Enrico Marini, desenhador das séries Gipsy, Le Scorpion e Les Aigles de Rome, e até em Milo Manara. Houve mesmo quem adiantasse que Lele Vianello, grande amigo de Hugo Pratt e seu colaborador de muitos anos, dos inícios da década de 70 até à sua morte, seria a pessoa ideal para retomar as aventuras de Corto Maltese. Até mesmo porque o seu estilo está muito "colado" ao do Pratt e, no início deste século, publicou um pastiche muito prattiano, O Fanfarrão, um álbum composto por cinco histórias e autorizado em vida por Hugo Pratt.

Os escolhidos acabaram por ser dois autores espanhóis, e não italianos - o que decerto irá igualmente causar algum desagrado em Itália. Ao El País, o argumentista Juan Díaz Canales foi dizendo, como que para sossegar os fãs de Corto Maltese: "Somos autores e por isso a história vai ter algo de nós. Mas a ideia é sermos muito fiéis à personagem e, na medida do possível, ao grafismo. E por ser uma continuação da série, estamos a ser superescrupulosos com a cronologia e a biografia da personagem."

Paralelamente à notícia do regresso de Corto Maltese em 2015, a Casterman anunciou também a edição, em novembro, de uma caixa contendo a integral das aventuras de Corto Maltese, reunidas em sete álbuns a cores. Todas estas novidades remetem-nos para o conflito que há vários anos opõe os filhos de Hugo Pratt, Silvina, Jonas e Marina, a Patrizia Zanotti, segunda mulher do autor, e à Cong S.A. Um conflito de tal forma grave, que levou inclusivamente à criação de um comité de apoio àqueles pela Associação dos Amigos de Hugo Pratt.

Apesar de serem membros do comité de administração da Cong S.A. e seus acionistas minoritários, os filhos de Hugo Pratt afirmam que, desde a morte do pai, nunca mais receberam nenhum do dinheiro que lhes era devido em termos de direitos dos álbuns; nunca foram informados das vendas em leilão de desenhos ou pranchas originais; desconhecem o destino do conjunto das suas obras e de todos os seus bens, e jamais foram consultados sobre qualquer decisão tomada sobre as exposições ou a comercialização das suas personagens, nomeadamente de Corto Maltese, que apareceu já em animação e num jogo de vídeo. O que leva a crer que a decisão da Cong S.A. e da editora Casterman, de retomar as histórias de Corto Maltese, foi tomada sem os filhos de Pratt terem sido consultados.

Segundo Benoit Mouchard, diretor editorial da Casterman (que vai coeditar o novo álbum com a Rizzoli italiana e a Norma espanhola), "a série Corto Maltese ainda não foi lida e difundida à altura da sua notoriedade". Entenda-se: ainda há muito dinheiro para ser ganho com Corto Maltese, e não apenas com a reedição regular, e sob vários formatos (caso da caixa com a integral das aventuras a sair no mês que vem) dos seus álbuns.

Em outubro de 2015, dois meses depois de terem passado 20 anos sobre a morte de Hugo Pratt, estaremos prontos, como disse Florian Rubis, para ajuizar o trabalho dos dois homens escolhidos para lhe suceder na melindrosíssima, pesadíssima, quase impossível tarefa de dar sequência às andanças de uma das mais míticas personagens da história da banda desenhada.

Corto Maltese, Intégrale 
[Trad. literal: A Integral de Corto Maltese]
De Hugo Pratt
Editora Casterman
pvp 99,99 euros na amazonfr
ISBN-978-220Jb92099
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 (1) Juan Díaz Canales (1972) É um argumentista castelhano de banda desenhada, nomeadamente da série Blacksad, e realizador de animação. 


(2) Rubén Pellejero (1952) É um autor/ilustrador catalão de banda desenhada, responsável pelas séries Dieter Lumpen e Le Silence de Malka.

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sábado, 18 de Outubro de 2014

BDpress #436: O “URTIGÃO” DA DISNEY ENTRA NOS CINQUENTAS – Pedro Cleto no J.N.

 URTlGÃO ENTRA NOS CINQUENTAS

Jornal de Noticias, 4/10/14

Em Outubro de 1964, os leitores de banda desenhada Disney descobriam uma nova personagem, que, na versão brasileira, se chamaria Urtigão, camponês que vivia no Brejo das Urtigas, nos arredores de Patópolis. A figura, que, na verdade vinha com o nome original Hard Haid Moe, era um amante da tranquilidade campestre, mas irascível em relação a tudo o que viesse da cidade grande, em especial, quando personificado pelo Peninha, o seu ódio de estimação.

A incompatibilidade surgiu na história inicial, "It's music?", criada para o mercado italiano, onde foi publicada na revista "Topolino #462", pelos norte-americanos Dick Kinney e Al Hubbard, que, curiosamente, também tinham imaginado o Peninha.

Vizinho da Vovó Donalda, cuja simpatia e bonomia contrastam em alto grau com a irritação latente de Urtigão, esta personagem ostenta barba hirsuta e cabelo desgrenhado, pés descalços e roupa em mau estado. Vive isolado com o seu cão, de nome Cão, gosta pouco de trabalhar e quase sempre tem uma caçadeira carregada de sal para afugentar intrusos citadinos.

Sendo uma das raras personagens humanas da BD Disney, Urtigão foi desenhado no Brasil nos anos 70, assumindo as características dos "caipiras" locais - chegou a participar num desfile de samba e visitou a Amazónia e o Rio de Janeiro, onde encontrou Zé Carioca.

F. Cleto e Pina

NOTA: TODAS AS IMAGENS DA RESPONSABILIDADE DO KUENTRO


 
 
 
 
 

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sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

CANDIDATOS AOS PRÉMIOS NACIONAIS DE BANDA DESENHADA – AMADORA BD 2014


CANDIDATOS AOS PRÉMIOS NACIONAIS DE BANDA DESENHADA
AMADORA BD 2014

Apurados candidatos aos Prémios Nacionais de Banda Desenhada do AmadoraBD 

Amadora, 15 de Outubro de 2014 - Depois de reunido o júri dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada, cujos resultados serão conhecidos na noite de sábado, 1 de Novembro, os nomeados são os seguintes: 

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum Português 

A Batalha 14 de Agosto de 1385, de Pedro Massano (Gradiva) 
O Desenhador Defundo, de Francisco Sousa Lobo (Chili com Carne) 
Hawk, de André Oliveira, Osvaldo Medina e Inês Falcão Ferreira (Kingpin Books) 
Super Pig: O Impaciente Inglês, de Mário Freitas, André Pereira e Bernardo Majer (Kingpin Books) 
Zona de Desconforto, de vários autores (Chili com Carne) 

  

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Argumento para Álbum Português 

André Oliveira, Hawk (Kingpin Books) 
Filipe Melo, Dog Mendonça e Pizzaboy III – Requiem (Tinta da China) 
Francisco Sousa Lobo, O Desenhador Defunto (Chili com Carne) 
Mário Freitas, Super Pig: O Impaciente Inglês (Kingpin Books) 
Nuno Duarte, F(r)icções (El Pep) 
Pedro Massano, A Batalha 14 de Agosto de 1385 (Gradiva) 



Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Desenho para Álbum Português 

André Pereira, Super Pig: O Impaciente Inglês (Kingpin Books) 
Diniz Conefrey, Os Labirintos da Água (Quarto de Jade) 
Francisco Sousa Lobo, O Desenhador Defunto (Chili com Carne) 
João Sequeira, F(r)icções (El Pep) 
Osvaldo Medina, Hawk (Kingpin Books) 
Pedro Massano, A Batalha 14 de Agosto de 1385 (Gradiva) 



Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum de Autor Português em Língua Estrangeira 

Living Will Nº1, de André Oliveira e Joana Afonso (Ave Rara) 
The Mighty Enlil, de Pedro Cruz (El Pep) 
Safe Place, de André Pereira e Paula Almeida (Kingpin Books) 
Propaganda, de Joana Estrela (Plana Press) 
The Untold Tales of Dog Mendonça and Pizzaboy, de Filipe Melo (Dark Horse Comics) 



Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum de Autor Estrangeiro 

Ardalén, de Miguelanxo Prado (Asa) 
Duas Luas, de André Diniz e Pablo Mayer (Polvo) 
Eu Mato Gigantes, de Joe Kelly e JM Ken Niimura (Kingpon Books) 
Jim Curioso: Viagem ao Coração do Oceano, de Matthias Picard (Polvo) 
As Serpentes de Água, de Tony Sandoval (Kingpin Books) 



Prémio Nacional de Banda Desenhada - Melhor Álbum de Tiras Humorísticas 

Há Piores 3 – Até ao Âmago!, de Geral et Derradé (Polvo) 
No Presépio, de Álvaro e José Pinto Carneiro (Insónia/Álvaro Santos) 
Tiras do Baralho, de André Oliveira e Pedro Carvalho (El Pep) 


Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Ilustração de Livro Infantil (Autor Português) 

Afonso Cruz, Capital (Pato Lógico) 
Catarina Sobral, O Meu Avô (Orfeu Negro) 
João Fazenda, Histórias Tradicionais Portuguesas (Caminho) 
Madalena Matoso, Com o Tempo (Planeta Tangerina) 
Nuno Saraiva, Aníbal Milhais, Um Herói chamado Milhões (Pato Lógico/Imprensa Nacional Casa da Moeda) 
Vera Tavares, Lôá Perdida no Paraíso (Tinta da China) 



Prémio Nacional de Banda Desenhada – Prémio Clássicos da 9.ª Arte 

Crise nas Terras Infinitas Vol.1 e 2, de Marv Wolfman e George Pérez (Panini/Levoir) 
Maus, de Art Spiegelman (Bertrand Editora) 
Naruto Vol. 1, de Masashi Kishimoto (Devir) 
A Pior Banda do Mundo Vol. 1, de José Carlos Fernandes (Devir) 
Portugueses na Grande Guerra, de Carlos Baptista Mendes (Arcádia) 



Prémio Nacional de Banda Desenhada – Fanzine 

BDLP #4, de João Mascarenhas (Extractus/Olindomar Estúdio) 
Espaço Marginal, de Marco Silva (Instituto Politécnico de Beja) 
Juvebêdê, de Carlos Cunha (Associação Juvemedia)

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O júri dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada é constituído por Nelson Dona, director do AmadoraBD e em representação da Presidente da Câmara Municipal da Amadora, Carla Tavares, Joana Afonso, autora de BD, Luís Salvado, jornalista e especialista bedéfilo (e comissário da exposição central), António Dâmaso Afonso, colecionador de BD e Sara Figueiredo Costa, comissária da exposição central. 

Todas as obras integram a exposição Ano Editorial Português do AmadoraBD, no Fórum Luís de Camões.

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