sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Filipe Melo e ‘Os Vampiros’, foram os grandes vencedores dos Galardões BD 2016 no Comic Con Portugal 2016


Filipe Melo e ‘Os Vampiros’
foram os grandes vencedores 
dos Galardões BD 2016 
no Comic Con Portugal 2016
É incrível! No momento em que estava a escrever uma entrevista a Filipe Melo sobre este livro para o próximo BDjornaleco, eis que dou com esta notícia - pena não acertar na mouche ao jogo, eh, eh...:
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Escrita por Filipe Melo e desenhada por Juan Cavia, a obra ‘Os Vampiros‘, editada pela Tinta-da-China este ano, foi a grande vencedora do Galardões Anual Comic Con BD, cujo palmarés foi anunciado nesta quinta-feira, na Exponor, em Matosinhos, onde decorre a Comic Con Portugal até dia 11 de Dezembro. O autor e a sua obra foram os grandes vencedores ao vencerem os prémios para os quais estavam nomeados.

Dotado de um prémio pecuniário de dois mil euros, o Galardão Anual Comic Con BD distingue a melhor obra do ano, mas os as distinções não se ficaram por aqui. Também o seu autor, o músico, realizador e escritor Filipe Melo, foi distinguido com o Galardão Excelência na Escrita de BD pela sua novela gráfica que explora os medos e o terror psicológico vivido num tema distinto dentro da banda desenhada, a Guerra Colonial.

Situada na Guiné, em 1972, e baseada em factos supostamente reais, na obra ‘Os Vampiros‘ um grupo de soldados portugueses é profundamente afectado por vicissitudes da guerra. Este grupo tem em si uma densidade psicológica patente, trazida para a BD pelo trabalho de estudo e pesquisa desenvolvido por Filipe Melo, através de testemunhos de ex-combatentes e outros registos históricos.

Nos restantes prémios, Osvaldo Medina, pelo seu trabalho em ‘Kong The King‘ venceu o prémio Excelência na Ilustração de BD. Já Altemente #1, de Mosi, venceu o galardão Excelência na Criação de Curtas de BD enquanto o prémio Excelência na BD em Português de Autores Estrangeiras foi para ‘Eu, Assassino‘, dos espanhóis Altarriba e Keko.
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Não quero deixar de assinalar a tremenda inépcia do Amadora BD (como sempre) ao ignorar este livro nos premiados do ano, que para mim é mesmo "o melhor do ano". Mas sei como funciona a escolha dos premiados no Amadora BD (já fiz parte do juri), e isto nada tem a ver com o Nuno Saraiva, que podia vencer este prémio em qualquer altura. Mas um livro como Os Vampiros não vai repetir-se e Nuno Saraiva não vai parar de fazer BD para os jornais!!! Portanto...

Juan Cavia e Filipe Melo
 
 

Filipe Melo e Juan Cavia vão ainda estar presentes nos restantes dias do Comic Con no âmbito da obra ‘Os Vampiros‘ nas seguintes datas e horas:

Sexta, dia 9
12h – Sessão de autógrafos desenhados

Sábado, dia 10
13h30 – Sessão de autógrafos desenhados

Domingo, dia 11
14h15 – Sessão de autógrafos desenhados
16h30 – Painel Q&A – ‘Os Vampiros’ (45m)

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O Kuentro tem uma nova página, na coluna do lado direito


O Kuentro tem uma nova página, na coluna do lado direito: 

5 – MAPA GERAL DE TODOS OS ENCONTROS DA TERTÚLIA BD DE LISBOA DESDE 1985


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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Programa do 390º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA (6 Dezembro 2016) – CONVIDADA ESPECIAL – DANIELA VIÇOSO


390º ENCONTRO 
DA TERTÚLIA BD DE LISBOA
(6 Dezembro 2016)

CONVIDADA ESPECIAL
DANIELA VIÇOSO 





Daniela Viçoso (1990, Faro). Tirou a Licenciatura em Pintura nas Belas-Artes de Lisboa e é mestre em Ilustração pela Kingston University de Londres.

Teve a honra de ganhar o primeiro prémio do escalão A da Amadora BD do ano passado, e é a autora do livro “O Infante” publicado pela El Pep edições. Este é o primeiro livro de Boy’s Love português. Os seus interesses e trabalho baseiam-se muito em cultura e folclore português mas também em cinema contemporâneo e literatura clássica, especialmente os românticos.

O seu trabalho foca-se neste subgénero de origem japonesa (histórias de amor entre rapazes), mas interessam-lhe outros temas LGBTQ, história e cultura portuguesas e sobretudo, folclore. É freelancer, trabalha nos seus próprios projectos pessoais, tais como livros, fanzines, doujinshi homoerótico e outro merchandise. Recentemente foi uma das premiadas da “Bolsa do Centro Nacional de Cultura” Jovens Criadores 2016, com o projecto em resolução “BL à portuguesa”.

Clientes incluem a americana BOOM STUDIOS!, a Formato Verde, a Feira das Almas e trabalho encomendado pela internet. De momento, aparte do “BL à portuguesa” e à participação em feiras como a ThoughtBubble de Leeds ou a Comic Con do Porto onde vende o seu trabalho, trabalha muito por encomendas online. Também é frequente participar em fanzines internacionais, normalmente em torno de trabalho de fandom.

Fica também a dica que está a trabalhar em mais dois livros/histórias em BD: “O romance do Tejo” e o “Hora das Bruxas”, de temas lusos, homoeróticos e para quem não crê em bruxas mas que as há, há.

ARTIST STATEMENT: BOY’S LOVE, FOLKLORE, LIBERTÉ, EGALITÉ, HOMOSEXUALITÉ!

“eu, gótica algarvia, moça dum cabreste, sol quente do meio-dia, bioco andante, peixe do mar, moura encantada.”

Webpages e contactos:

Email: danielamvferreira (@] gmail.com
Portfólio: http://danielavicoso.tumblr.com/
Sketchblog: http://danibonbon.tumblr.com/tagged/DMVF
Facebook: https://www.facebook.com/DanielaVicosoWorks
Instagram: https://www.instagram.com/danibonbon/
Lojas online: https://society6.com/danibonbon & http://danibonbon.tictail.com/





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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

BEJA VAI TER MUSEU DA BANDA DESENHADA!

BEJA VAI TER 
MUSEU DA BANDA DESENHADA!

È oficial!!!

Recebemos o texto que se segue, de Paulo Monteiro, há minutos. Não deixámos arrefecer. Aqui vai:

"É difícil falar de Beja sem referir a relação que a cidade tem com Banda Desenhada.
A existência da Bedeteca e do Festival Internacional de BD, reconhecido um pouco por toda a Europa, fazem de Beja um dos principais centros de difusores desta arte no nosso país.

Ciente desse rico património, o Município de Beja decidiu apostar na criação de um equipamento que confirme a vocação da cidade neste domínio. Um equipamento que permita fazer um percurso pela História da Banda Desenhada Portuguesa, de 1850 até à atualidade, tendo ao dispor dos visitantes várias obras originais e uma forte componente multimédia, promovendo desta forma a banda desenhada entre todos os públicos.

O Museu de Banda Desenhada terá também ao dispor dos utentes vários ateliês, espaços de trabalho e galerias de exposições temporárias, entre outras valências.

A criação deste equipamento, que acolherá a Bedeteca de Beja, integra a estratégia de promoção, dinamização e valorização económica do Centro Histórico de Beja, pelo que o mesmo será instalado num edifício do município, situado em pleno Centro Histórico."


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sábado, 26 de novembro de 2016

GAZETA DA BD #64 - “Tudo Isto é Fado!”, de Nuno Saraiva – MELHOR ÁLBUM DO ANO



Gazeta da BD #64 – Na Gazeta das Caldas
25-11-2016
Jorge Machado-Dias

“Tudo Isto é Fado!”, de Nuno Saraiva
Considerado Melhor Álbum Português do ano no 27º Amadora BD 2016


O 27º Festival Amadora BD escolheu o livro Tudo Isto é Fado!, de Nuno Saraiva, como o Melhor Álbum Português de 2016. Não é um troféu inédito na carreira do autor, que já o vencera em 1998, com As Aventuras Extra Ordinárias de Zé Inocêncio e em 1999 com o terceiro volume de Filosofia de Ponta.

Nuno Saraiva é um típico autor de banda desenhada “à moda antiga”. Isto porque se fez herdeiro da tradição inicial da BD (até às décadas de 1960/70), quando a esmagadora maioria da produção de histórias desenhadas era publicada, primeiro em páginas de jornais ou revistas e só mais tarde compilada em livros, quando o era. Deste modo Saraiva tem colaborado regularmente, com ilustrações e séries de BD para os jornais e revistas Público, Marie Claire, Elle, Notícias Magazine, O Independente, GQ, Maxmen, Máxima, Expresso, Record, Inimigo Público, Grande Reportagem, Atlântico, Sol, Visão, etc., etc., etc...

Assim, Tudo Isto é Fado! foi uma série publicada nas páginas iniciais da extinta revista Tabu, suplemento do semanário Sol, desde 28 de Novembro de 2014, e durante 13 semanas. O álbum, com 60 páginas, surgiu em co-produção com o Museu do Fado (onde está à venda). Nele conta o autor a História do fado, a “cantiga do destino implacável e dos amores impossíveis”, através de lugares, pessoas, intérpretes e poetas emblemáticos, que deram forma a este género musical que se tornou Património Imaterial da Humanidade em 2011.

Claro que Nuno Saraiva seria talvez actualmente, o único autor de banda desenhada com estaleca para se aventurar numa história destas, devido ao seu conhecimento do bas-fond lisboeta, das vivências das personagens típicas do fado e não só, dos seus ambientes, etc...

E como diz o prórpio autor: “Tudo neste livro é um music hall, uma banda-desenhada-sonora para se ouvir, lendo. Um contínuo namoro entre uma peixeira e um pescador. Uma criança que foge para ouvir cantar um Rei. Um homem na cidade. Um malcriadão que nem gostava de laranjas. A rua que embora suja bordava os temas ascendentes do desejo. O último copo na hora da despedida que foi também de reencontro. Um cantar que a deixou levar. Uma corrida de táxi até ao passado. Uma poética aos poetas. Dois ou três traços aos desenhadores. Um japonês que quer uma guitarra morta mas vivida. Um filme que dança em Angola, no Brasil, em Espanha e aqui. E ele que não chega e depois não a larga mais. E tudo isto é Fado. Ate um Tuk tuk feito mensageiro intermitente de paixões é aqui Fado antes de deflagrar em praga pelas ruas de Lisboa. Até a Ginginha do senhor António é Fado. Ou o Tintin passeando na Feira da Ladra. Atrevo-me mesmo a dizer que até o pincel de Carlos Botelho, que odiava o Fado, era em si Fado. Tudo isto é Fado!”


Quanto aos restantes premiados do Amadora BD deste ano, Mário Freitas, foi considerado o autor do melhor argumento para álbum português, com Fósseis das Almas Belas, desenhado por Sérgio Marques, sendo João Sequeira considerado autor do melhor desenho para álbum português com Tormenta, sob argumento de André Oliveira.

Destaque também para o galego Miguelanxo Prado, com Presas Fáceis, considerado o melhor álbum de autor estrangeiro. Revisão – Bandas Desenhadas dos Anos 70, uma coletânea de BD portuguesa publicada pela Chili com Carne e V de Vingança, de Alan Moore e David Lloyd, foram considerados, ex-aequo, os melhores clássicos da nona arte.

Shock foi o título do mítico fanzine criado e publicado durante anos por José Estrompa desde 1983, tendo sido considerado melhor fanzine do ano no Festival da Amadora de 1994. Shock-Tributo a Estrompa, o álbum agora editado pela El Pep Store & Gallery, como tributo ao seu criador, falecido em 2014, foi considerado “melhor fanzine” de 2016. O facto de esta edição não poder ser considerada um fanzine, dado que é um álbum publicado por uma editora, revela alguma displicência da organização do Amadora BD e do modo como são atribuídos estes prémios.

No que diz respeito a ilustração para a infância, Joana Estrela foi considerada autora do melhor desenho de livro português, com Mana, e a castelhana Ana Pez autora do melhor desenho de livro estrangeirao com O meu irmão invisível.






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