sábado, 18 de março de 2017

BDpress #474 – BIOGRAFIA EM BD DO CRIADOR DE BLAKE & MORTIMER


BDpress #474
Criado em Janeiro de 2004 como fanzine impresso até ao #15, de Março 2005

A MARCA JACOBS
BIOGRAFIA EM BD 
DO CRIADOR DE BLAKE & MORTIMER

Nuno Galopin, na revista E do Expresso, 25/02/2017


Antes de conduzir as figuras de Blake e Mortimer à descoberta de uma câmara secreta no coração da Grande Pirâmide de Queóps, de nos revelar que a Atlântida estava a final escondida nas profundezas do oceano, mesmo de baixo dos Açores, ou de nos dar em "A Marca Amarela" um dos clássicos maiores da história da banda desenhada, o belga Edgar P. Jacobs (1904 - 1987) conhecera outras experiências profissionais, muitas delas vividas num palco, como cantor. E em criança, nos tempos de escola, além de ter tido por colega e amigo Jacques van Melkebeke (que entre 1946 e 47 foi o primeiro chefe de redação da revista "Tintin"), foi repreendido por um professor que o apanhou a desenhar numa aula, garantindo-lhe que aquelas brincadeiras nunca Ihe dariam um emprego... Estas são algumas das histórias que, em BD, nos são apresentadas em "A Marca Jacobs – Uma Vida em Banda Desenhada", livro da dupla Rodolphe e Alloing.

Argumentista veterano francês, Rodolphe (n. 1948) tem uma obra vasta que conheceu primeira edição em livro em 1979 em "La Planete Oubliée”, já este ano, teve continuidade com "Destins Croises", um primeiro volume de uma nova série dedicada a Charles Dickens. De origem marroquina, o desenhador Louis Alloing (n.1955) tem trabalho feito sobretudo como ilustrador para publicações e publicidade, embora a sua obra inclua várias edições de banda desenhada, algumas delas em parceria com Rodolphe, estando ambos a colaborar neste momento na série Robert Sax.

"A Marca Jacobs" é a mais recente publicação da Arte de Autor, que nos últimos tempos lançou entre nós livros de BD como "Eu, Assassino", de Antonio Altarriba e Keko, ou "O Azul é uma Cor Quente” de Julie Maroh.




 Original de prancha de A Marca Amarela



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terça-feira, 14 de março de 2017

Gazeta da BD #70 – Exposição de Originais de Mosi em Caldas da Rainha

Gazeta da BD #70
Exposição de Originais de Mosi 
em Caldas da Rainha
a BD na “Taberna do Antero”

Gazeta da BD #70 - 10 de Março 2017
Jorge Machado-Dias

Joana Simões, que assina “Mosi” (anagrama do seu apelido), é uma das jovens autoras emergentes da nova geração na BD portuguesa. Licenciada em Pintura, a autora participou, na fase final do seu curso, numa “residência artística” do RÉSVÉS (programa de residências artísticas transdisciplinares da FBAUL), na aldeia algarvia de Alte, perto de Loulé, durante duas semanas. O programa pedia o desenvolvimento de um projecto, enquadrado nos objectivos do Curso, que envolvesse a comunidade local. Mosi decidiu que o seu projecto se compusesse de pequenas histórias em banda desenhada. Assim nasceu a narrativa Altemente, posteriormente publicada pela Comic Heart, em três cadernos de dezasseis páginas cada.

Em 2014 Mosi ganhou o 1º prémio do Concurso de Banda Desenhada do Amadora BD, escalão A, e foi selecionada para a categoria de BD na Mostra Nacional de Jovens Criadores, do CPAI - Clube Português de Artes e Ideias.

Para além da série Altemente, premiada com o Galardão de Excelência na Execução de Curtas na Comic Con Portugal em 2016, também participou na antologia Sobressaltos e publicou vários Fanzines. Desenvolveu trabalhos na área da ilustração, destacando-se a capa do nº10 da revista “Estante” da Fnac. Em Junho de 2016 foi Convidada Especial no 376ª Encontro da Tertúlia BD de Lisboa.

Distribuído, como já escrevi, por três cadernos, Altemente mantém uma narrativa bastante aberta e solta. Segundo as palavras da autora: “procurei que tivesse um espírito livre e descontraído, de forma a condizer com o ambiente e com as pessoas fantásticas que fizeram parte destas histórias. Devido à espontaneidade dos acontecimentos, não existe uma sequência fixa, há apenas um tema que liga os vários momentos que foram vividos ao longo da estadia”.

Segundo Pedro Vieira Moura, esta obra “(...) é característica da pós-modernidade o “fortuitamente heterogéneo, o fragmentário, o aleatório”, e temos bastas vezes visitado autores que transformam essas características numa estrutura, em simultâneo, angustiante e fundadora dos seus gestos artísticos – apenas para citar alguns nomes de autores portugueses contemporâneos da banda desenhada, pense-se em Marco Mendes, Jucifer, Miguel Carneiro, André Lemos, entre outros (...)”

Actualmente Joana Simões é professora de desenho no curso de Concept Art na ETIC - Escola de Tecnologias Inovação e Criação. Foi fundadora da associação cultural EriceiraBD, onde promove actividades relacionadas com banda desenhada, ilustração e afins.

Esta breve apresentação da autora serve também como introdução alargada à notícia de que originais da sua referida BD Altemente, estiveram em exposição na antiga “Taberna do Antero” (actual “Pachá-Casa Antero”), no Beco do Forno em Caldas da Rainha, entre 14 de Fevereiro a 9 de Março.

Com isto, tenho que referir brevemente a Casa Antero, considerada a mais antiga “casa de pasto” de Caldas da Raínha. A propósito do 57º aniversário desta casa, o cartoonista caldense Bruno Prates realizou uma pequena banda desenhada com a história da mesma, em duas pranchas. Os originais do Bruno estiveram em exposição na mesma parede que acolheu agora os originais de Mosi e serviram depois como fundo para os toalhetes de mesa usados na restauração, postais, canecas, t-shirts e livros que foram oferecidos aos clientes. Passou a ser uma imagem de marca da casa, digamos assim.

Paulo Feliciano, filho do fundador da Casa Antero, referiu-me que o estabelecimente já tem uma certa tradição em diversos eventos, exposições e workshops, extra restauração, que pretende continuar. Penso que é uma “janela de oportunidades” para autores de BD que queiram divulgar o seu trabalho junto do público.

Já agora, os responsáveis por esta pequena exposição foram José de Freitas, ligado actualmente à Salvat Editores e vivendo em “part-time” em Caldas e Bruno Caetano, o dinâmico editor da Comic Earth.


Mosi no Anicomics 2016



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segunda-feira, 13 de março de 2017

REPORTAGEM – 393º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA



REPORTAGEM
393º ENCONTRO 
DA TERTÚLIA BD DE LISBOA
7 de Março 2017

CONVIDADO ESPECIAL
LUÍS CAVACO



Nasci em Lisboa em 1979, mas dias depois já estava em Setúbal onde cresci.
Desenho desde que me lembro. Fui sempre autodidacta, aprendi copiando o que via, incluindo os mestres de BD e lendo tudo o que conseguisse. Para além da banda desenhada, a animação e os videojogos, construíram muito do meu imaginário visual e temático.

Participei desde jovem em fanzines e pequenos colectivos de banda desenhada e ilustração. Tinha como objectivo continuar uma carreira nessas áreas. Mas inseguranças, dinheiro e outras circunstâncias, pesaram mais e acabei por seguir a profissão de designer gráfico. Nos últimos anos, já emigrado em Lisboa, fui reintroduzindo a ilustração nos trabalhos de design, até decidir começar de novo, deixando de vez os logótipos, sites e apps, para trás.

Actualmente estudo animação 2D, participei com as minhas primeiras BD em muitos anos, na antologia de terror Sobressaltos e no número 4 da H-Alt, revista colaborativa de sci-fi, fantasia e história alternativa. Estas duas publicações levaram-me no ano passado à Amadora BD como autor. Entre outros trabalhos como freelancer, criei os personagens, arte e cenários para o jogo Trivia Planet, disponível na Apple TV.

Planeio, nos próximos tempos, criar e partilhar coisas novas nas várias áreas que me apaixonam, BD, animação e jogos. Tentando, pelo caminho, trazer algo do imaginário Português para a cultura popular.

Tenho como principais influências Winsor McCay, Osamu Tezuka, Hayao Miyazaki, Jack Kirby, Katsuhiro Otomo, Akira Toriyama, Shigeru Miyamoto e Moebius, pessoas que admiro pela capacidade que tiveram de imaginar mundos, personagens, histórias que continuam vivas e vibrantes muito depois da sua criação. Estes artistas juntaram muitas vezes a BD, ilustração e animação num todo coerente, sendo essa uma importante inspiração para mim.
Os autores brasileiros Laerte, Fernando Gonsales e Angeli que com as suas edições quase punk dos Piratas do Tietê, Níquel Náusea e Chiclete com Banana, mostraram-me que se pode publicar coisas audazes na língua portuguesa.

Outras influências actuais:
Muitos dos artistas que trabalham nos desenhos animados Adventure Time e Steven Universe que são também autores prolíficos de BD independente. Emily Carroll, Farel Dalrymple, Paul Pope. Quase tudo o que sai das editoras Peow! e Nobrow influenciam-me a nivel de desenho e história.

Contactos
Site: luiscavaco.com
Portfolio: artstation.com/artist/luiscavaco
Social: twitter.com/cavacoluis
Outras coisas: instagram.com/luiscavaco
Mail: info@luiscavaco.com
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COMIC JAM

1 - Luís Cavaco
2 - Manuel Ornelas
3 - Tiago Cascalho
4 - Ricardo Souza
5 - Miguel Falcato
6 - Álvaro

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FOTOS
(Álvaro)





 










 








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segunda-feira, 6 de março de 2017

AMANHÃ – 7 DE MARÇO 2017 – 393º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA


393º ENCONTRO 
DA TERTÚLIA BD DE LISBOA
7 DE MARÇO 2017

CONVIDADO ESPECIAL
LUÍS CAVACO






Nasci em Lisboa em 1979, mas dias depois já estava em Setúbal onde cresci.
Desenho desde que me lembro. Fui sempre autodidacta, aprendi copiando o que via, incluindo os mestres de BD e lendo tudo o que conseguisse. Para além da banda desenhada, a animação e os videojogos, construíram muito do meu imaginário visual e temático.

Participei desde jovem em fanzines e pequenos colectivos de banda desenhada e ilustração. Tinha como objectivo continuar uma carreira nessas áreas. Mas inseguranças, dinheiro e outras circunstâncias, pesaram mais e acabei por seguir a profissão de designer gráfico. Nos últimos anos, já emigrado em Lisboa, fui reintroduzindo a ilustração nos trabalhos de design, até decidir começar de novo, deixando de vez os logótipos, sites e apps, para trás.

Actualmente estudo animação 2D, participei com as minhas primeiras BD em muitos anos, na antologia de terror Sobressaltos e no número 4 da H-Alt, revista colaborativa de sci-fi, fantasia e história alternativa. Estas duas publicações levaram-me no ano passado à Amadora BD como autor. Entre outros trabalhos como freelancer, criei os personagens, arte e cenários para o jogo Trivia Planet, disponível na Apple TV.

Planeio, nos próximos tempos, criar e partilhar coisas novas nas várias áreas que me apaixonam, BD, animação e jogos. Tentando, pelo caminho, trazer algo do imaginário Português para a cultura popular.

Tenho como principais influências Winsor McCay, Osamu Tezuka, Hayao Miyazaki, Jack Kirby, Katsuhiro Otomo, Akira Toriyama, Shigeru Miyamoto e Moebius, pessoas que admiro pela capacidade que tiveram de imaginar mundos, personagens, histórias que continuam vivas e vibrantes muito depois da sua criação. Estes artistas juntaram muitas vezes a BD, ilustração e animação num todo coerente, sendo essa uma importante inspiração para mim.
Os autores brasileiros Laerte, Fernando Gonsales e Angeli que com as suas edições quase punk dos Piratas do Tietê, Níquel Náusea e Chiclete com Banana, mostraram-me que se pode publicar coisas audazes na língua portuguesa.

Outras influências actuais:
Muitos dos artistas que trabalham nos desenhos animados Adventure Time e Steven Universe que são também autores prolíficos de BD independente. Emily Carroll, Farel Dalrymple, Paul Pope. Quase tudo o que sai das editoras Peow! e Nobrow influenciam-me a nivel de desenho e história.

Contactos:
Site: luiscavaco.com
Portfolio: artstation.com/artist/luiscavaco
Social: twitter.com/cavacoluis
Outras coisas: instagram.com/luiscavaco
Mail: info@luiscavaco.com


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