quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

REPORTAGEM – 380º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA – 2 FEVEREIRO 2016



REPORTAGEM 
380º ENCONTRO 
DA TERTÚLIA BD DE LISBOA
2 FEVEREIRO 2016 

A turma do curso de BD do Ar.Co orientada por Nuno Saraiva 
foi desta vez a Convidada Especial


O Ar.Co nasceu em 1973 como escola de arte independente dedicando-se à experimentação, à formação e à divulgação das artes, artesanais e disciplinas da comunicação visual.

Desde 2001 que investe num departamento autónomo de ilustração e Banda Desenhada.
Constituído por um Curso regular de 3 anos dedicado a desenvolver competências técnicas e autorais nas áreas de Ilustração e Banda Desenhada, entendidas como áreas de pensamento e expressão gráfica e narrativa.

Com opção de candidatura com avaliação de portfólio para o Projecto Aplicado em Ilustração/ Banda Desenhada, com o objectivo de desenvolver projectos individuais com acompanhamento regular sobre a forma de tutoriais.

E como desenvolvimento posterior: candidatura a Projecto Individual ligado ao universo da banda desenhada ou ilustração.

É composto também por um Curso Pós-Laboral de 2 anos com possibilidade de transitar para Ilustração/ BD - Nível 3 (horário diurno). Bem como por inúmeros Workshops (cartoon político, bd, storyboard, desenho narrativo, desenho burlesco, ilustração cientifica, teoria da ilustração/bd, ilustração digital, etc)
Tem actualmente como professores: Afonso Ferreira, Amanda Bazea, Catarina Sobral, Daniel Lima, Filipe Abranches, Francisco Lobo, Manuela Correia Braga, Nuno Saraiva e Pedro Moura, sendo o director de departamento o artista Jorge Nesbitt.

Todos os cursos e workshops de banda desenhada do ArCo funcionam em Lisboa, nos edifícios na Rua de Santiago, no centro da colina do Castelo de S. Jorge num palácio dos séculos XVII-XVIII.

Nuno Saraiva, Daniel Lima e Jorge Nesbitt são os professores que acompanham o curso de banda desenhada desde a sua criação em 2001/2002.

COMIC JAM
Executado na Tertúlia de 2 de Fevereiro de 2016


Autores participantes:

Página 1
1 - Nuno Saraiva
2 - Filipa Madeira
3 - João Tércio
4 - Constança
5 - Copo de Vinho Simpático 
6 - Dois Vês

Página 2
7 - Catarina
8 - Diogo Silva
9 - Manel Jesus
10 - Sua Excelência Sra. Dra. A. Rechena
11 - Joana Duarte
12 - Tiago Cacho

FOTOS
(Álvaro)






  













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domingo, 7 de fevereiro de 2016

GAZETA DA BD # 54 – A HISTÓRIA “OS DOZE DE INGLATERRA” DE ETCOELHO – RECUPERADA E EDITADA EM ÁLBUM


GAZETA DA BD # 54
A HISTÓRIA “OS DOZE DE INGLATERRA” DE EDUARDO TEIXEIRA COELHO
RECUPERADA E EDITADA EM ÁLBUM


Para se perceber a “qualidade” da impressão deste número da Gazeta, deixo aqui o recorte do artigo publicado (à esquerda) e uma cópia do original que enviei (à direita). 
Além da cor desmaiada, note-se o estranhíssimo “muaré” (ou “moiré”) na reprodução da capa do livro, para além do "encolhimento vertical do bloco", em cerca de 1 cm. A montagem do artigo que foi enviada para a redacção está rigorosamente à escala da página - não percebo porque a encolhem (sempre na vertical), ficando até desalinhada das restantes matérias da página... Vou ter que ir falar com os gráficos que fazem a montagem do jornal para ver o que eles não percebem.

Gazeta da BD #54 – na Gazeta das Caldas 
5 de Fevereiro de 2016

Jorge Machado-Dias 

“Os Doze de Inglaterra” é o nome atribuído a uma história semi-lendária/semi-real que é contada por Luís Vaz de Camões, no canto VI dos Lusíadas, que terá acontecido no reinado de D. João I de Portugal e de Ricardo II de Inglaterra, que demonstra uma história típica da conduta da Honra e comportamento de acordo com o ideal cavaleiresco da Idade Média.

Doze cavaleiros portugueses (parece que na realidade eram treze) viajam para Inglaterra para defender a honra de doze damas, que haviam sido ofendidados por ouros tantos nobres. Entre eles contava-se o célebre “Magriço”. Defrontaram-se os cavaleiroes portugueses com os nobres ingleses num torneio de cavalaria típco da época. Os portugueses venceram, limpando assim a hora das damas ofendidas.

A base histórica para esta narrativa está, possivelmente, no facto de alguns desses cavaleiros terem, na juventude, peregrinado como cavaleiros andantes pela Europa, lutando em diversos conflitos, nomeadamente alguns ao lado de D. Pedro, Duque de Coimbra, o das "sete partidas", e depois com o seu filho mais velho e homónimo.

A partir de um texto de Raul Correia, que adapta a lenda, Eduardo Teixeira Coelho ilustrou a história em banda desenhada, que viria a ser publicada na revista O Mosquito, desde o nº 1201 (27 de Dezembro de 1950) ao nº 1306 (29 de Dezembro de 1951). “Os Doze de Inglaterra” é considerada a obra-prima de Eduardo Teixeira Coelho (ou ETCoelho, como ele assinava, ou mesmo ETC) em banda desenhada.

A história, com 112 páginas primorosamente desenhadas, foi agora recuperada numa edição de luxo e insere-se na comemoração dos 80 anos da saída do primeiro número do mítico O Mosquito, a 14 de Janeiro de 1936.

Aquando da primeira publicação n’O Mosquito, devido ao texto excessivo e por vezes redundante, de Raul Correia, partes importantes dos desenhos foram lamentavelmente amputadas e a sua composição gráfica alterada devido a esse facto. O aspecto de cada página, embora muito melhorado pelas novas tecnologias agora disponíveis, mantém as características da publicação na revista (ou jornal, como o designavam) O Mosquito, com a sua textura peculiar. Lembremos que n’O Mosquito, as páginas de BD eram impressas a duas cores e raramente as mesmas na mesma história ao longo da sua publicação semana a semana. Agora todas essas cores foram substituidas por um sépia, fazendo ressaltar os negros do desenho de ETCoelho. Acrescentemos que a recuperação das páginas desta história só foi possível graças à direcção de José Ruy, que também relegendou toda a história.




Eduardo Teixeira Coelho no Festival da Amadora de 2000:

No bar da Fábrica da Cultura...

Com o então Presidente da Câmara da Amadora Joaquim Raposo, durante a inauguração da exposição de originais seus na antiga Galeria Artur Bual.

No Monumento aos Descobrimentos, em Belém, aquando da apresentação do seu livro
"A Arte de Bem Navegar".

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

REPORTAGEM – ALMOÇO COMEMORATIVO DO 80º ANIVERSÁRIO DO MOSQUITO


REPORTAGEM
ALMOÇO COMEMORATIVO 
DO 80º ANIVERSÁRIO D'O MOSQUITO 


Decorreu no dia 16 de Janeiro, no Restaurante “Antiga Casa Pessoa”, na Rua dos Douradores, em Lisboa, o almoço comemorativo do 80º aniversário da publicação do primeiro número da revista O Mosquito (14 de Janeiro de 1936). Assinale-se que José Ruy levou para este almoço alguns exemplares do álbum Os Doze de Inglaterra, de Eduardo Teixeira Coelho, para os presentes poderem visualizar "em mão" a excelência do restauro das pranchas - uma excelente edição da Gradiva e aqui ficam os meus parabéns ao Mestre José Ruy pela direcção do restauro e pela relegendagem. Magnífico!!!

Presentes (52):

António Amaral + Fernanda Amaral
António Baptista Lopes
António Manuel Lopes Carvalho
António Martinó Coutinho
António Perdigão
Armando Lopes
Artur Correia + Maria Belmira Correia
Aurélio Lousada
Baptista Mendes
Carlos Gonçalves
Carlos Moreno
Catarina Lima + João Reis
Dâmaso Afonso
Geraldes Lino
Guilherme Valente
Helder Jotta
Hermínio Rabasquinho
João Amaral
João Luís Spínola Rodrigues
João Manuel Mimoso + Mary Mun
João Vidigal + Dolores Abreu
Joel Lima
Jorge Machado-Dias
Jorge Magalhães
Jorge Silva
José António Coelho
José Boldt
José Carmo Francisco
José Madruga
José Manuel Vilela
José Menezes
José Pires
José Ruy
Leonardo De Sá
Luciano Neves
Luís Valadas
Maria José Pereira + Abílio Pereira
Mário Correia
Máximo Ribeiro
Mena Brito
Paulo Cambraia
Romeu Pinto da Silva
Rui da Luz
Vítor da Silva + Aida Correia Silva
Zé Manel

FOTOS
















Um selfie com José Ruy...

Depois do almoço, alguns seguiram de Tuk-Tuk para a sede do Clube Português de Banda Desenhada, na Amadora, para visitarem a Exposição sobre os "80 Anos d'O Mosquito", eh! eh!


Ainda esta semana publicaremos aqui as fotos de Dâmaso Afonso, reportando esta Exposição.

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