quinta-feira, 15 de agosto de 2019

NOVELAS GRÁFICAS V – VOL. 7 com o jornal Público FLEX MENTALLO HERÓI DO MISTÉRIO

NOVELAS GRÁFICAS V – VOL. 7
com o jornal Público
FLEX MENTALLO
HERÓI DO MISTÉRIO
de Grant Morrison e Frank Quitely 
Capa dura – 120 págs. – 10,90€

Chegou hoje aos postos de venda habituais o 7º volume da 5ª edição da coleção Novelas Gráficas, editada pela Levoir em parceria com o jornal Público. Flex Mentallo: Herói do Mistério, de Grant Morrison e Frank Quitely, foi a primeira de muitas colaborações entre os dois autores, com as quais venceriam quatro Prémios Eisner ao longo dos anos. Foi também a primeira obra em que Grant Morrison experimentaria muitas das ideias, temas e métodos narrativos que viriam a ser a sua imagem de marca, de uma banda desenhada ao mesmo tempo pop e erudita, influenciada pela contracultura, o surrealismo e o ocultismo, e uma visão não-linear e muito literária da narrativa sequencial.

Flex Mentallo é uma personagem criada pelo escritor Grant Morrison e pelo ilustrador de banda desenhada Richard Case em 1990, durante a sua execução no Doom Patrol. Flex é, em parte, uma paródia da longa-metragem de Charles Atlas, O Insulto que fez um Homem sair do Mac, nos comics americanos do passado.

Em 1996, Flex Mentallo apareceu numa minissérie de quatro edições, escrita por Morrison e ilustrada por Frank Quitely. A minissérie faz parte daquilo que Morrison designa por uma trilogia de hipersigil temática, juntamente com The Invisibles e The Filth.

Mentallo apareceu na sua primeira adaptação ao vivo na primeira temporada da série de televisão Doom Patrol para o DC Universe, interpretada por Devan Chandler Long.

Texto da contracapa:

Grant Morrison e Frank Quitely são uma dos maiores duplos de criadores de comics de sempre, esponsáveis por êxitos como All-Star Superman ou WE3, já editados pelo Levoir. Flex Mentallo foi a primeira de muitas colaborações suas, com as quais venceriam quatro Prémios Eisner ao longo dos anos. Foi também a primeira obra em que Morrison experimentaria muitas das ideias, temos e métodos narrativos que viriam a ser a sua imagem de marca, de uma banda desenhada ao mesmo tempo pop e erudita, influenciada pela contracultura, o surrealismo e o ocultismo, e uma visão não-linear e muito literária da narrativa sequencial.

Em tempos, ele foi o Herói da Praia ... Mas Flex Mentallo, o Homem de Músculo e Mistério, tem de regressar ao activo para investigar os segredos sinistros de um antigo companheiro, o "Facto", e a misteriosa estrela de rock cuja ligação a Flex pode ser a chove da salvação. Uma história louca, que goza e distorce todos os clichés dos super-heróis, introduzindo ideias dementes e surreais, uma após a outra!

OS AUTORES

Grant Morrison (Glasgow, 31 de janeiro de 1960) é um escritor escocês de histórias em banda desenhada. É conhecido pelo seu experimentalismo e pela utilização das mais diversas referências culturais e contra-culturais nas suas criações. Podemos destacar as suas contribuições para Animal Man, Batman, JLA, Action Comics, All-Star Superman da DC Comics, The Invisibles da Vertigo e 2000 AD da Fleetway. É também é co-criador da série de televisão Happy! do canal Syfy interpretada pelos actores Christopher Meloni e Patton Oswalt.

Grant Morrison por Frank Quitely

Vincent Deighan (nascido em 1968), mais conhecido pelo pseudónimo Frank Quitely, é um artista plástico escocês, conhecido pelo seu trabalho como autor-ilustrador de banda desenhada, em especial através das suas colaborações com Grant Morrison em obras como New X-Men, We3, All-Star Superman e Batman e Robin, assim como pelo trabalho desenvolvido ao lado de Mark Millar em The Authority e Jupiter's Legacy.

Em 2000, Quitely e Grant Morrison colaboraram numa novela gráfica intitulada LJA: Terra-2. No ano seguinte, Quitely assumiu o lugar de Bryan Hitch como ilustrador da revista The Authority, ao lado de Mark Millar, que substituía Warren Ellis como argumentista.

Quitely deixou o cargo na revista para retomar a parceria com Morrison na revista Novos X-Men. Ainda ao lado do escritor, trabalhou em 2004 na minissérie We3, que, no Eisner Award do ano seguinte, seria candidata em três categorias: "Melhor Desenhador e Arte-finalista ou Dupla de Desenhador e Arte-finalista", "Melhor Minissérie" e "Melhor Artista de Capa".

Em dezembro de 2004, Quitely assinou um contrato de exclusividade com a DC Comics por dois anos. Na editora, ilustraria All-Star Superman, que se tornaria uma das mais elogiadas histórias protagonizadas por Superman em toda a história da personagem, sendo candidata às categorias do Eisner Award durante toda a sua publicação, inclusivamente vencendo a categoria de "Melhor Nova Série" em 2006 e "Melhor Série" em 2007 e 2009.

 











sábado, 10 de agosto de 2019

REVISTA #10 DO CLUBE TEX PORTUGAL - A SAIR!

REVISTA #10 DO CLUBE TEX PORTUGAL A SAIR!

Entrou já na gráfica a revista do Clube Tex Portugal #10. Deixo aqui algumas imagens de páginas e das capas – oficial e alternativa. Como se sabe, a revista com a capa oficial é distribuida gratuitamente aos sócios do clube, que tenham as quotas em dia, podendo os mesmos adquirir também a revista com a capa alternativa, pelo preço de 10,00€.

A ilustração original a preto e branco de Giacomo Danubio e as nove fases de aplicação das cores, por Sérgio Streiechen, para a capa principal desta revista nº 10 do Clube Tex Portugal, podem ser vistas aqui em http://texwillerblog.com/wordpress/?p=83614. Divirtam-se!!!

ÍNDICE REVISTA DO CLUBE TEX PORTUGAL #10
4 – GIACOMO DANUBIO – Mario João Marques
13 – A OUTRA FACE – Sérgio Maderia de Sousa
21 – COMANCHE, UMA HEROÍNA NO OESTE – Rui Cunha
29 – O MURRO DE TEX A CARSON CENSURADO – José Carlos Francisco
31 – A MENSAGEM DOS DAKOTAS – Jesus Nabor Ferreira
37 – A CENSURA NOS QUADRINHOS – João Marin
40 – UM COZINHEIRO NA CORTE BONELLI – Júlio Schneider
42 – EL MORISCO – Moreno Burattini
46 – OS DESENHADORES DE TEX – ENSAIOS BIOGRÁFICOS – AURELIO GALLEPPINI – Jorge Machado-Dias
50 – GALERIA TOYBROKER – Ricardo Leite

  
  
  
  
  

 
 A capa alternativa

 Capa principal

Versos da capa e da contracapa


quinta-feira, 8 de agosto de 2019

NOVELA GRÁFICA V com o jornal Público – Volume 6 – GORAZDE SONA DE SEGURANÇA – de JOE SACCO

NOVELA GRÁFICA V 
com o jornal Público
Volume 6

GORAZDE ZONA DE SEGURANÇA
de JOE SACCO 

TEXTO DE INTRODUÇÃO DE RUI CARTAXO


BDpress #506 - Recorte de imprensa sobre BD - no jornal Público 

CERCADOS EM GORADZE

Novela Gráfica V - Vol. 6
Gorazde: Zona de Segurança
Argumento e Desenhos- Joe Sacco
Quinta-feira, 8 de Agosto
Por+10,90€

O próximo volume da colecção Novela Gráfica assinala o regresso de Joe Sacco, um dos nomes maiores da reportagem de guerra em banda desenhada, género que praticamente inventou com Palestina, a sua novela gráfica de estreia, publicada em Portugal no início deste século XXI.

Nascido na ilha de Malta, mas residente em Nova Iorque, Sacco é acima de tudo um repórter que escolheu a linguagem da BD para transmitir aquilo que viu. A meio caminho entre a novela (autobio) gráfica e a reportagem pura e dura, as suas obras têm como fio condutor o próprio Joe Sacco.

Ele é o narrador participante, por vezes irónico, por vezes distante, mas cuja presença se apaga gradualmente face à força dramática dos testemunhos que relata. Sacco não chega a grandes conclusões, nem apresenta soluções, limita-se a relatar o que viu. E o que viu não é nada bonito. Um retrato sem concessões, mas cheio de humanidade, dos horrores da guerra e das vidas das gentes que procuram sobreviver e encontrar alguma aparência de normalidade no meio do caos.

No cerne deste livro estão as quatro viagens que o autor fez a Gorazde, entre o final de 1995 e o início de 1996. Um pequeno enclave muçulmano em território sérvio, Goradze foi designado pela ONU como área segura durante a guerra da Bósnia. Uma designação optimista, pois a cidade, cercada pelas forças sérvias da Bósnia, esteve à beira da destruição durante três anos e meio, com o povo de Gorazde a sofrer severas privações para manter sua cidade, enquanto o resto do Leste da Bósnia era brutalmente "purificado" de sua população não sérvia pelas tropas de Slobodan Milosevic.

Após a morte do marechal Tito eclodiu um conflito armado na ex-Jugoslávia. A mão de ferro do marechal conseguira manter artificialmente unida durante quase três décadas a então República Federal Socialista da Jugoslávia, que acabaria, porém, por se dividir numa série de pequenas repúblicas, correspondentes às diferentes comunidades étnicas e religiosas de croatas, sérvios e muçulmanos. O assunto tem sido bastante tratado na BD, mas esses relatos centram-se sempre na cidade de Sarajevo.

Basta pensar em Fax de Sarajevo, de Joe Kubert, publicado na colecção de 2016, ou em Sarajevo-Tango, de Hermann, ainda inédito em português. Esse dado vem tomar mais pertinente o esforço de Sacco, que permitiu alertar o grande público para o drama vivido em Goradze. Para além da força dos relatos e da profunda humanidade com que Sacco os transmite, o livro vive do traço detalhado e expressionista do desenhador.


Um estilo a meio caminho entre o realista e o caricatural, feito de milhares de pequenos traços, numa técnica que se aproxima da gravura e que se revela extremamente eficaz nas cenas de conjunto. Além de um traço muito trabalhado, Sacco é também senhor de uma boa técnica narrativa, patente na forma dinâmica como o texto se espalha pelas páginas, ou como a planificação se vai alterando de acordo com as necessidades de cada capítulo. Desde que foi publicado pela primeira vez em 2000, Gorazde: Zona de Segurança ganhou o Eisner de Melhor Novela Gráfica em 2001 e foi reconhecido como um dos clássicos absolutos da novela gráfica de reportagem. Um clássico que, quase 20 anos depois, chega finalmente a Portugal.

João Miguel Lameiras


Joe Sacco nasceu em Malta em 1960, mas passou grande parte da sua infância na Austrália e a adolescência nos Estados Unidos. Em 1981 graduou-se em jornalismo pela Universidade do Oregón, e dois anos depois voltou para Malta, onde publicou os seus primeiros desenhos. Posteriormente estabeleceu-se em Portland (EUA), onde co-editava e co-publicava uma revista mensal de banda desenhada. Em 1986 mudou-se para Los Angeles, onde começou a sua colaboração para a Editora Fantagraphics Books.

A partir de 1988 se dedicou a viajar pelo mundo, e logo publicou seu primeiro livro de banda desenhada, Yahoo, que abordava diversos temas. De 1993 até 1995 trabalhou no livro Palestina, onde passou para o papel as suas próprias experiências em territórios ocupados na Palestina. Em 1996, Sacco foi muito noticiado devido a esse livro, sendo premiado com o American Book Awards. Em 2000 publicou outra obra prima Área de Segurança: Gorazde, sobre a guerra civil na Bósnia Oriental, e foi premiado pela Fundação Guggenheim. Em 2003, continuando o trabalho anterior publicou O Mediador novamente centrado no conflito da antiga Jugoslávia.

A Guerra da Bósnia durou entre março de 1992 e novembro de 1995, Sarajevo tornou-se o alvo de jornalistas pela tragédia ocorrida lá. Mas a parte oriental do país foi esquecida, o povo muçulmana era vítima de crueldade pelo exército da Sérvia, visto isso a ONU criou as "Área de Segurança" mas estas áreas eram constantemente cercadas e atacadas pelo exército. Sacco contou esta história com muito detalhe nos desenhos e mostrando uma das áreas de segurança. Goražde teve mais de 2.600 pessoas civis mortas de uma população de 37.000 habitantes.

 







 
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