segunda-feira, 2 de maio de 2016

383º ENCONTRO TERTÚLIA BD DE LISBOA – 3 DE MAIO DE 2016 – CONVIDADO ESPECIAL RICARDO LOPES



383º ENCONTRO TERTÚLIA 
BD DE LISBOA
AMANHÃ

3 DE MAIO DE 2016
CONVIDADO ESPECIAL RICARDO LOPES

“Chamo-me Ricardo Lopes, assino como tal, e sou estudante do 5º ano de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária. Vivo na Amadora, a 10 minutos do actual recinto do AmadoraBD (digamos que foi um capricho do destino) e sou um contador de histórias compulsivo!

Contam-me que comecei a desenhar com um ano e pouco, e nunca mais parei. Sempre foi a minha actividade de tempos livres favorita, e desde novo aproveitava cada segundo e cada espacinho de papel em branco para lhe dedicar toda a minha pessoa. Contudo, foi só aos 14 anos que descobri que, mais que desenhar, adorava contar histórias... Na mesma altura, explodia de popularidade a série de animação “Naruto”, que funcionou para mim como uma introdução à manga japonesa (e a toda a cultura nipónica), vício e fascínio que o tempo só engrandeceu. Olhando em retrospectiva, o desfecho não podia ter sido outro. O bichinho da banda desenhada implantou-se no jovem Ricardo como uma ideia inocente, e foi crescendo cada vez mais até se tornar um sonho de vida.

Sem qualquer formação em artes nem nada que se pareça, aproveitei cada workshop que conseguia descobrir e estudei todos os volumes de manga que a minha carteira conseguia suportar, e pouco a pouco fui aprendendo uma coisa ou duas sobre banda desenhada. Os grandes mestres japoneses tiveram, claro, grande influência, como Hiromu Arakawa (Fullmetal Alchemist), Tsugumi Ohba e Takeshi Obata (Death Note, Bakuman), Katsuhiro Otomo (Akira) e Tetsuo Hara (Fist of the North Star), mas também autores portugueses, como Carlos Pedro, Filipe Melo e toda a equipa JanKenPon, serviram não só de inspiração como de modelos para o artista que queria (e quero) vir a ser.

Durante muito tempo limitei-me a colocar-me à prova em concursos online, conduzidos por artistas de várias nacionalidades na DeviantArt. Desde 2014 tenho vindo a trabalhar com a Escorpião Azul na minha série de banda desenhada ao estilo manga, Júpiter, que tudo indica será uma série de quatro livros, dois dos quais já publicados (2014 e 2015) e com o terceiro a caminho. Vou ainda participar numa colectânea de histórias de ficção científica, com contribuição de vários autores, a ser publicada em breve. Tenho também vindo a trabalhar na minha página de facebook (facebook.com/ricardolopes.bd) e numa página na DeviantArt ainda em construção (http://ryuujipt.deviantart.com). Para o futuro, espero poder vir a partilhar as inúmeras histórias que ainda não saíram dos meus cadernos de rascunhos. Um dos meus sonhos é vir a ter uma série periódica que seja adaptada para animação!

Currículo

2014
- Publicação do 1º volume de Júpiter

2015
- 2º prémio no Campeonato Nacional de Manga, promovido no Iberanime Lx2015
- Publicação do 2º volume de Júpiter
- 2ª edição do 1º Volume de Júpiter
- Participação no 24H Manga & Comics, promovido pela JanKenPon

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sexta-feira, 29 de abril de 2016

OS VAMPIROS – NOVO LIVRO DE FILIPE MELO (argumento) E JUAN CAVIA (desenhos)


OS VAMPIROS
NOVO LIVRO 
DE FILIPE MELO (argumento) 
e
 JUAN CAVIA (desenhos)

Depois do êxito da trilogia de "As Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy" (cerca de 30 000 exemplares vendidos) e do lançamento, no passado dia 9 de Os Contos Inéditos de Dog Mendonça e Pizzaboy, publicados pela revista americana Dark Horse Presents de Setembro a Dezembro de 2011, o músico e realizador Filipe Melo regressa à banda desenhada na companhia do desenhador argentino Juan Cavia, com Os Vampiros.

Deixo aqui um excerto do texto de Pedro Cleto, sobre Os Contos Inéditos de Dog Mendonça e Pizzaboy, publicado a 13 de Abril, no seu blogue http://asleiturasdopedro.blogspot.pt/2016/04/os-contos-ineditos-de-dog-mendonca-e.html, com a devida vénia: “Suponho que a génese deste livro é conhecida: num gesto editorial que demonstra profissionalismo e conhecimento do meio, antes de lançar nos Estados Unidos o primeiro volume da trilogia das aventuras de Dog Mendonça e PizzaBoy, a Dark Horse decidiu apresentá-los aos (futuros) leitores através de histórias curtas na sua revista Dark Horse Presents.


O pedido/convite foi feito a Filipe Melo que – demostrando igualmente o profissionalismo, criativo e não só, que presidiu a todo este projecto – correspondeu, mergulhando para isso nas origens de Dog Mendonça e mostrando (sem querer?) o enorme potencial que a personagem tinha – e ainda tem…

Aos três capítulos iniciais previstos no convite, que acompanham Dog desde o nascimento em Tondela até à chegada a Lisboa, após um longo périplo pela Europa, então sob o domínio nazi, acabaria por se juntar um quarto relato – devido à falta de uma entrega por outro autor (pouco profissional?) – que permitiu descobrir como Dog resolveu o problema do lendário monstro do Loch Ness.”

Como extra, Os Contos Inéditos de Dog Mendonça e Pizzaboy, da Tinta-da-China, conta ainda com ilustrações originais de quatro autores portugueses a abrir os quatro capítulos: Joana Afonso, Ricardo Cabral, Jorge Coelho e Filipe Andrade.

O REGRESSO DE FILIPE MELO À BANDA DESENHADA


Do Press Release da editora Tinta-da-China:

OS VAMPIROS
Argumento: Filipe Melo
Desenhos: Juan Cavia
Editora: Edições Tinta-da-china
Edição capa dura – 250 páginas

Datas de Lançamento: 
28 de Maio – Festival de BD de Beja
29 de Maio – Feira do Livro de Lisboa

SINOPSE

"Os Vampiros" é uma história de ficção passada na Guiné em 1972, durante a guerra colonial. Um grupo de nove soldados portugueses atravessa a fronteira para o Senegal para uma operação aparentemente simples. No entanto, à medida que avançam pelo mato, estes soldados vão mergulhar num verdadeiro pesadelo.

Inspirado pela canção homónima de José Afonso, este livro é o resultado de quatro anos de pesquisa e a história é baseada em mais de cinquenta horas de depoimentos, testemunhos de ex-combatentes. É uma reflexão sobre o subconsciente, sobre a guerra e sobre o medo.

SOBRE FILIPE MELO:

Filipe Melo dedica-se à música e à banda desenhada. Estudou no Hotclube de Portugal e no Berklee College of Music, em Boston. Colaborou, como pianista ou arranjador, com músicos como Camané, Legendary Tigerman, Carlos do Carmo, GNR, Deolinda e Old Jerusalem. O seu hobby e a sua maior paixão é o cinema. Escreveu, produziu e realizou vários projectos de culto: I’ll See You in My Dreams, vencedor do Fantasporto 2004 e Um Mundo Catita, série de televisão exibida na RTP. Realizou ainda videoclipes, documentários e anúncios publicitários.

Em 2011, foi convidado para escrever para a Dark Horse Presents, ao lado de nomes como Frank Miller, Dave Gibbons e Mike Mignola. Actualmente, lecciona na Escola Superior de Música.

SOBRE JUAN CAVIA:

Trabalha como director de arte para cinema e publicidade, destacando-se a sua participação como set designer no fillme El Secreto de Sus Ojos, vencedor do Óscar para Melhor Filme Estrangeiro.


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quinta-feira, 28 de abril de 2016

XII FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DE BEJA – AS EXPOSIÇÕES


XII FESTIVAL INTERNACIONAL 
DE BANDA DESENHADA DE BEJA
AS EXPOSIÇÕES

As 22 exposições patentes no XII Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja! Todos os autores representados nas exposições estarão entre nós nos dias 27, 28 e 29 de Maio (conversas, lançamentos, sessões de autógrafos, etc., etc.).

PAX JULIA – TEATRO MUNICIPAL


DIOGO CARVALHO – Portugal
Diogo Carvalho (Fotografia de Nelson Nunes)

EDMOND BAUDOIN – França
Edmond Baudoin (Fotografia de Laetitia Carton)

EDUARDO RISSO – Argentina
Eduardo Risso (Fotografia de Maria Becherucci)

ESTROMPA – Portugal 
(Estrompa será representado pela filha, Cristina Estrompa)
Estrompa (Fotografia de Marco Peixoto)

MARCELO D’SALETE – Brasil
Marcelo D'Salete (Fotografia de Rafael Roncato)

PACO ROCA – Espanha
Paco Roca (Fotografia de Santiago Garcia)

QUARTO DE JADE – Portugal
Quarto de Jade - Maria João Worm e Diniz Conefrey (Fotografia dos autores)

SÓNIA OLIVEIRA – Portugal
Sónia Oliveira (Fotografia de Hugo Moreira)

TIAGO BAPTISTA – Portugal
Tiago Baptista (Fotografia de Catarina Domingues)

TRUSCINSKI – Polónia
Truscinski (Fotografia de Bart Biały)


CONSERVATÓRIO REGIONAL DO BAIXO ALENTEJO


HENRIQUE MAGALHÃES – Brasil
Henrique Magalhães (Fotografia de José Domingos)


ESTORIASTANTAS


AVENIDA MARGINAL – Portugal


FARELO


DESENHOS AO CAIR DA TARDE - Vários países


GALERIA DO DESASSOSSEGO



NUNO SARAIVA – TUDO ISTO É FADO! – Portugal
Nuno Saraiva (Fotografia de Vitorino Coragem)


GALERIA DOS ESCUDEIROS



A CASA – Brasil
A Casa - Fotografia com Alemberg Quindins


MUSEU REGIONAL DE BEJA



FILIPE MELO & JUAN CAVIA – Portugal / Argentina
Filipe Melo (Fotografia de Vitorino Coragem)
Juan Cavia 

NOVIDADES DE ANGOLA – Angola

Altino Chindele

Lindomar de Sousa

Olímpio de Sousa


NÚCLEO EXPOSITIVO DA RUA DAS LOJAS


EDUARDO SALAVISA (DESENHO) – Portugal
Eduardo Salavisa 

JOÃO CHARRUA (ORIGAMI) – Portugal
João Charrua (Origami)


NÚCLEO EXPOSITIVO DO LARGO DE SÃO JOÃO



ÁLVARO SANTOS – Portugal
Álvaro Santos (Fotografia de Jorge Machado-Dias)

GERAL & DERRADÉ – Portugal
Geral & Derradé

LUCIO OLIVEIRA – Brasil
Lucio Oliveira (Fotografia de Ana Gisele França)

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domingo, 24 de abril de 2016

GAZETA DA BD#57 – BANDA DESENHADA EM ANGOLA – O 12º FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA – LUANDA CARTOON/2015



GAZETA DA BD#57 NA GAZETA DAS CALDAS

BANDA DESENHADA EM ANGOLA
O 12º FESTIVAL INTERNACIONAL 
DE BANDA DESENHADA
LUANDA CARTOON/2015 


Gazeta da BD #57 - na Gazeta das Caldas, 22 de Abril de 2016
Jorge Machado-Dias

O cartaz de 2015, com "Kianda", deusa das águas e protectora dos pescadores – montada numa palanca negra, símbolo nacional de Angola.

A Banda Desenhada em Angola tem alguma tradição, se bem que quase só circunscrita à captial, Luanda. Nomes como Henrique Abranches, Rui Galhanas, Sérgio Piçarra ou Francisco Carnoth, não dizem nada à esmagadora maioria dos bedéfilos portugueses. Contudo foram eles os iniciadores da difusão da BD em Angola, sobretudo com o português Henrique Abranches (Lisboa, 1932 – Luanda, 2004) que, obrigado a exilar-se pela PIDE na Argélia, já depois de estar em Angola, começou a afirmar-se na Banda Desenhada, criando aí o jornal de BD “Mquidesh”. E foi na Argélia que desenhou a célebre banda desenhada "Pela Liberdade, contra a escravidão", baptizada pelo público angolano como "O tio André é bufo". Essa banda desenhada, de cariz nacionalista, era especialmente destinada aos guerrilheiros do MPLA nas matas de Angola, e é considerada como a primeira manifestação da Banda Desenhada Angolana. Corria o ano de 1965. Abranches, depois do 25 de Abril começou a formar jovens nas técnicas da narração figurativa e foi responsável pela edição de uma série de álbuns, mantendo-se sempre no apoio aos novos autores que foram surgindo.

Pepetela e Henrique Abranches, 2000

O único autor angolano com quem me correspondi, nos anos de 1980, depois de ter trabalhado nas Edições 70, em capas de livros para a União de Escritores Angolanos e para as Obras de Luandino Vieira, foi Sérgio Piçarra. Este autor publicou em 1990 “Man’kiko, o Imbutável” no Jornal de Angola e depois em edição própria mensal “O Jornal do Man’Kiko”, de que saíram oito números em 1993. Piçarra teve a gentileza de me enviar alguns exemplares do jornal, se não me engano os três últimos números.

Man'Kiko, de Sérgio Piçarra, 1993

Mas foi já no século XXI, com o legado recebido de Henrique Abranches e o seu ensino da Banda Desenhada, que os irmãos Lindomar e Olímpio de Sousa, seus alunos, sentiram o desejo de criar um estúdio onde se pudesse concretizar a sua crescente paixão pela BD. Formaram um Estúdio (seguindo o exemplo de Abranches), em instalações provisórias e mais tarde, herdando eles uma vivenda de dois pisos da família Sousa, transferiram para aí o Estúdio, dotando-o de uma Bedeteca. Nasceu assim o Olindomar Estúdio. 

"Cabetula", 2006, revista de Lindomar e Olímpio de Sousa - a exemplo do "Man'Kiko" de Sérgio Piçarra...

Penso que foi em 2003 que iniciaram o Festival de Banda Desenhada – Luanda Cartoon, com três pequenas edições nesse ano, na Galeria Humbi-Humbi, do já falecido artista plástico Tirso Amaral. Em 2006, garantindo o apoio do Instituto Camões – Centro Cultural Português, na Avenida de Portugal em Luanda, que disponibilizou as suas instalações para o evento, os irmãos Sousa prosseguiram com o Festival, agora também de Animação, mas desta vez em edições anuais. A partir daí o Luanda Cartoon tornou-se incontornável para o mundo da BD. Mais tarde foi-se estendendo com exposições também no Belas Shopping e outros locais.

Nuno Saraiva no Luanda Cartoon de 2014, com os irmãos Lindomar e Olímpio de Sousa (à direita)


Todos os anos têm sido convidados autores portugueses e de outros países de língua portuguesa a estarem presentes no Festival de Luanda. Já lá estiveram João Mascarenhas (do Grupo Extractus), João Amaral, Hugo Teixeira, Nuno Saraiva e Teresa Câmara Pestana.

A mais recente edição do Festival, em 2015, de cujo cartaz foi autor o angolano Carlos Alves tendo como tema "Kianda" abarcou, como nos anos anteriores, várias componentes entre as quais se destacaram a Exposição Central Internacional (no Instituto Camões), a Expo 40/40 de Carnot Júnior e Tché Gourgel, e o lançamento do nº4 do fanzine BDLP – Banda Desenhada de Língua Portuguesa (que foi premiado como "Melhor Fanzine" pelo Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora e com o HQMIX no Brasil). O fanzine BDLP (Banda Desenhada de Língua Portuguesa) é produzido em parceria com o grupo português Extractus, desde 2011, em colaboração com o Olindomar Estúdio e tem vindo a publicar autores portugueses, angolanos, brasileiros, etc... O fanzine tem sido sempre apresentado no Amadora BD, tendo sido o nº5 o último editado até agora, lançado em Novembro de 2015.

BDLP #5, 2015

Portugal foi representado desta vez por Paulo Monteiro, autor de BD, director da Bedeteca de Beja e do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja (que realizou vários workshops de BD). Ele e os autores Pahé, do Gabão, e Jerémie Nsingui, da República Democrática do Congo, foram os Autores Convidados no 12º Luanda Cartoon 2015.

As temáticas apresentadas pelos autores nas exposições foram como sempre diversas, desde a crítica social, falta emprego, delinquência juvenil, brutalidade policial, prostituição, má governação, abuso de poder, multipartidarismo falso, zunga (“venda ambulante”), futebol, recreação, que encheram as paredes do Centro Cultural Português – Instituto Camões. Houve mesmo lugar a críticas ao poder político angolano, sobretudo sobre a censura existente no País. Tal como as coisas estão politicamente em Angola, penso que qualquer dia, na linha do que se passou com Luaty Brandão e companheiros, vai o Festival todo “de cana”, mas enfim, é preciso insistir sempre.

Já agora, refiro que em 2015 se realizou também a 1ª edição Festival de Banda Desenhada de Benguela.


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