sábado, 19 de Abril de 2014

BDpress 414: CASAL DA EIRA BRANCA JUNTA ESCRITORES E ILUSTRADORES À CONVERSA


PERNOITAR COM LIVROS
CASAL DA EIRA BRANCA 
JUNTA ESCRITORES E ILUSTRADORES
À CONVERSA

Gazeta das Caldas, 18 de Abril de 2014

Texto e fotos de Natacha Narciso

O escritor Rui Vieira e o designer Jorge Silva foram os primeiros convidados da iniciativa "Pernoitar com Livros", que decorreu no Casal da Eira Branca (Infantes) no serão de 4 de Abril.

O ciclo de tertúlias, moderado por João Paulo Cotrim, editor da Abysmo, vai na segunda edição e decorrerá uma vez por mês, até Junho. A ideia é conversar, não só com os autores, mas também com os responsáveis pela ilustração das obras. A próxima dupla vai estar nas Caldas a 23 de Maio com o escritor Paulo José Miranda acompanhado do ilustrador André Carrilho.

Está um serão de Inverno, com chuva e frio que não con­vida a passeios. Mas na sala de estar da Eira Branca há uma salamandra em fundo, além de que os participantes são con­vidados a saborear um caldo verde fumegante e um pão com chouriço.

Há quem se conheça entre o público e por isso se cumpri­mente e troque ideias antes da chegada dos convidados àquela unidade de turismo rural que tem curriculum feito na área da organização das iniciativas culturais.

João Paulo Cotrim apresenta os convidados e dá a conhecer aos presentes Rui Vieira, escritor do Porto que se encontra a celebrar 10 anos de carreira.

Por seu lado, o designer Jorge Silva está a assinalar o 25º ani­versário de carreira e no mesmo dia esteve de manhã com os jovens na ESAD, universidade onde leccionou em 2000 e 2001. É um dos designers editoriais mais conhecidos do país e assinala este aniversário com a exposição "Salão Silva" no espaço da Abysmo.

À Gazeta das Caldas disse que "há muito tempo que não falava para tanta gente" e co­mentou como tinha sido agradá­vel o seu retorno àquele espaço.

Em relação ao futuro dos jor­nais este autor, que foi director de arte dos jornais Combate e Independente, prevê que estes "vão ter uma presença cada vez mais interessante na inter­net". E dá como exemplo a sua relação diária com o Público: "leio-o todos os dias no meu tablet, mas prefiro a versão digital impressa à multimédia".

Por seu lado, Rui Vieira des­tacou como foi agradável a conversa na Eira Branca e apro­veitou a ocasião para destacar que na sua cidade, a Invicta, rareiam "iniciativas como esta que se passam principalmente em Lisboa". Foi anunciado na sessão, um novo livro deste autor que vai reunir os seus contos e desta forma também assinala a década de ligação do também engenheiro civil à literatura.

João Paulo Cotrim, Rui Vieira, Jorge Silva e Jacinto Gameiro (proprietário do Casal da Eira)
Foto de Natacha Narciso

Jacinto Gameiro, proprietário da Eira Branca, está satisfeito com a realização deste novo ciclo de conversas, onde agora a literatura se alia à ilustração. E diz que as parcerias estraté­gicas "são fundamentais para estas realizações", referindo-se ao trabalho conjunto que envolve a Editora Abysmo, o Casal da Eira Branca, a ESAD e a Gazeta das Caldas. Este semanário é parceiro desta iniciativa e tem à venda nas suas instalações o livro No Labirinto do Centauro, de Rui Vieira. A obra conta a história de Dionísio, filho de uma prostituta, transfigurado por via de um comportamento esquizofrénico em Centauro, que vinga a morte da mãe com vários crimes.

O livro pode ser adquirido por 15 euros, podendo as en­comendas serem feitas pelo tel. 262870050 ou clientes@gazetacaldas.com

Natacha Narciso

Casal da Eira - na aldeia de Infantes (a 4 km de Caldas da Rainha)

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sexta-feira, 18 de Abril de 2014

MARIANA VIEGAS – A “TIA NITA" – HOMENAGEADA EM SANTARÉM


MARIANA VIEGAS – A “TIA NITA"
HOMENAGEADA EM SANTARÉM

Mariana Simões Lopes Pereira Viegas, a “Tia Nita”, falecida a 6 de Outubro de 2013, em Santarém, teve no dia 8 de Março passado (Dia Mundial da Mulher), depois da Ludoteca da Escola Superior de Educação de Santarém ter recebido o seu nome, a justa homenagem por parte do Município Scalabitano, ao atribuir o seu nome a uma das Ruas da cidade.

A ideia da homenagem partiu da Associação José Afonso, pólo de Santarém, logo aceite com agrado pelo Centro Regional e Cultural, bem como de outras Associações, com o apoio da Câmara Municipal de Santarém.

Ver AQUI o post do Kuentro, aquando do falecimento de Mariana Viegas.

As fotos, que nos foram enviadas por José Ruy:

Mariana Viegas em jovem

A Dr.ª Maria Hélia Viegas (filha da Dr.ª Mariana Viegas e irmã do actor Mário Viegas) que fez questão de descerrar, com José Ruy, a placa com o novo nome da Ludoteca de Santarém 

Maria Hélia Viegas com um dos cartazes lemas da Ludoteca: «Abraços Grátis»

Maria Hélia Viegas e a Coordenadora do Departamento de Línguas e Literaturas da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém, trocando impressões na Ludoteca «Mariana Viegas», no dia 3 de Abril de 2014


Descerramento da placa toponímica com o nome de Mariana Viegas em nova Rua de Santarém

Hélia Viegas a receber a homenagem à mãe, com uma projecção de Powerpoint, onde se vê a placa toponímica

 Mariana Viegas junto a uma foto de seu filho Mário Viegas, falecido em 1996

No programa televisivo "Praça da Alegria"

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quinta-feira, 17 de Abril de 2014

ÀS QUINTAS FALAMOS DO CNBDI NO KUENTRO (39) – O PRÓXIMO “ÀS QUINTAS FALMOS DE BD” NO CNBDI REALIZA-SE DIA 29...


Este ano, como toda (?) a gente saberá, comemoram-se 40 anos sobre a data do Golpe de Estado de 25 de Abril de 1974, que derrubou a ditadura do Estado Novo (1933-1974), seguindo-se-lhe o chamado “PREC” (Processo Revolucionário em Curso)...

Devido a essas comemoração, o Encontro Às Quintas Falamos de BD no CNBDI, não se realiza na quinta-feira dia 24, mas no dia 29 de Abril, como sempre, às 21h00.

A alteração da data prende-se com o elevado número de iniciativas que acontecem no dia 24 à noite e com a impossibilidade de, previsivelmente, não se poder contar com a participação de todos aqueles que gostariam de estar presentes no Encontro preparado para este mês de abril.

Assim, no dia 29 o CNBDI quer assinalar a passagem dos 40 anos do 25 de Abril de 1974 com um (re)encontro dos autores que colaboraram na Visão, revista de banda desenhada nascida em 975, e que encetaria um novo capítulo na BD portuguesa. Neste serão conta-se também com a participação musical de Francisco Fanhais, ex-sacerdote católico, condecorado com Ordem da Liberdade, em 1995 e conhecido cantor e compositor, um dos chamados “cantores de intervenção”.

O CNBDI não divulgou quais os autores que vão estar presentes, mas deixamos aqui um pequena pista: Victor Mesquita, Pedro (Pedro Massano), Isabel Lobinho, Corujo Zíngaro, Carlos Barradas, Zepe...

Francisco Fanhais

ALGUMAS CAPAS DA REVISTA VISÃO



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segunda-feira, 14 de Abril de 2014

JOBAT NO LOULETANO – MEMÓRIAS DA BANDA DESENHADA (161-162) – JESUS BLASCO – O PAI DE “CUTO” (2 e 3)


MEMÓRIAS DA BANDA DESENHADA (161-162)
O Louletano, 19 | Janeiro | 2009

JESUS BLASCO – O PAI DE “CUTO” (2)
Por José Batista

A "FABRICA" DOS QUADRADINHOS

O quartel-general do clã Blasco estava situado numa torre de três pisos, na Calle Castellterçol, num bairro residencial perto da ponte de Vallcarca, na zona norte de Barcelona.

Ali, Jesus Blasco e os seus irmãos Adriano, Alejandro e Pilar, todos artistas por mérito próprio, colaboravam na pro­dução de inúmeras histórias para editores de vários países, sob a assinatura comum de J. Blasco.

Cuto, Anita Pequenita, Garra de Aço e Los Guerrilleros foram os mais populares das dezenas de personagens que criaram para encanto dos leitores europeus.


Nos arquivos existe uma carta do rei Juan Carlos onde refere o prazer que lhe proporcionava ler o Cuto, quando ou 10 anos.

UM VIRTUOSO DA TINTA-DA-CHINA

Os frequentadores de exposições, festivais e salões de Histórias aos Quadradinhos estão habituados a ver expostos os originais dos desenhos, executados habitualmente, ao do­bro do tamanho da reprodução impressa.

Tal se deve a que, ao reduzir o original, por processos fotográ­ficos, o traço fica mais fino, os pormenores ganham uma maior perfeição.

A película assim obtida é gravada numa chapa, que fica pronta a imprimir.

Nos tempos difí­ceis que se seguiram à Guerra Civil de Espanha, a escassez de materiais de repro­dução gráfica obrigou os desenhadores espa­nhóis a esboçar as suas páginas a lápis, em papel comum, ao tamanho da reprodução, e depois decalcar a tinta-da-china, em papel vegetal, que encarquilhava se aplicassem grandes manchas de tinta, e não permitia correcções: qualquer engano obrigava a refazer todo o trabalho. O desenho em papel vegetal era passado directamente à chapa. Isto durante dezenas de anos...

Jesus Blasco era um vir­tuoso e trabalhava exclusiva­mente a pincel, até na letragem das legendas.

O FIM DA AVENTURA

Este grande artista catalão faleceu em Barce­lona no dia 21 de Outubro de 1995.

Durante a sua longa carreira foi homenageado com inúmeras distinções entre as quais o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras da França, o troféu "Yellow Kid", de Lucca, Itália, o "Mosquito", do Clube Português da Banda Desenhada, o Prémio Diário de Avisos de 1977 e outros... »»

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O Louletano, 26 | Janeiro | 2009

JESUS BLASCO – O PAI DE “CUTO” (3)
Por José Batista

Da varanda da casa do pequeno Jesus Blasco, no bairro de San Gervásio, em Barcelona, avistava-se o parque de diversões do Monte Tibidabo, com a sua torre-miradouro.

Com um pedaço de giz, o miúdo de quatro anos desenhou na parede a imponente estrutura metálica.

Ao ver o desenho, o pai compreendeu que o filho tinha o futuro traçado nas artes plásticas.

Blasco nunca estudou Belas-Artes; foi completa­mente auto-didacta.

Era muito versátil. Tendo, de início, sido influenciado pelo estilo Disney, evoluiu rapidamente para um desenho realista, quase fotográfico.

Além do desenho humo­rístico e realista, também dominava a cor, realizando magníficas ilustrações e capas de livros e revistas, a guache e aguarela.

Foi também, durante muito tempo, o seu próprio argu­mentista, casando sabiamente texto e desenho.

Nas horas vagas (?!) Blasco dedicava-se à pintura de cavalete e à escultura, tendo como tema preferido a figura feminina.

Jesús Blasco, Bardon Artists, catálogo, 1982.

Mas sempre recusou participar em exposições, entrar na "selva comercial" das galerias, dos salões, do mercantilismo da arte...

A experiência do mestre catalão como autor de histórias aos quadradinhos esteve na origem de um livro didáctico, concebido em colaboração com o editor e também artista José María Parramón. "Como Dibujar Historietas" foi publicado em 1966, em Barcelona e teve numerosas reedições, em diferentes colecções.

OS "QUADRADINHOS" EM GUERRA

Com a Europa devastada e a sofrer os horrores da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) as restrições de tráfego e comunicações faziam com que as provas das histórias aos quadradinhos americanas, em publicação nos jornais infantis europeus tivessem, por vezes, dificuldades em chegar a tempo.

Na Bélgica, por exemplo, E. P. Ja­cobs, o celebrado criador de Blake e Mortimer, teve de inventar e desenhar uma conclusão para um episódio do Flash Gordon de Alex Raymond, por não terem sido recebidas no jornal as respectivas provas, enviadas da América.

Acresce que os heróis americanos não colhiam as simpatias dos regimes dominados pelos nazis que viam (com razão...) nessas histórias elementos de propaganda anti-nazi, pois muitos personagens foram "mobilizados" para combater Hitler e os seus aliados, tais como Flash Gordon, Tarzan, o Capitão América e até o Príncipe Valente, no século VI entrou em campanha contra os hunos! »»

 
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CUTO EM NÁPOLES (2 e 3)


(Continua...)

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sábado, 12 de Abril de 2014

LANÇADO HOJE NO ANICOMICS’2014 O 2º VOLUME DE “LIVING WILL” DE ANDRÉ OLIVEIRA E JOANA AFONSO


LANÇADO HOJE NO ANICOMICS’2014

2º VOLUME DE “LIVING WILL” 
DE ANDRÉ OLIVEIRA E JOANA AFONSO


“(...) Forçosamente como no caso de Sandman: Overture, a leitura de Living Will terá de se pautar pela sua edição parcelar. Sendo este apenas o primeiro de sete capítulos, numa publicação de dezasseis páginas (portanto um caderno duplo somente), imaginamos que haverá um ritmo relativamente lento da sua estruturação, mas isso permitir-lhe-á também uma tranquila entrada na vida dos leitores que se entregarem à sua construção.

A escolha da língua inglesa é uma estratégia que não importa pôr em causa em si mesma, sendo judicioso e compreensível o desejo de chegar a um público mais alargado que as poucas centenas de leitores potenciais no nosso país (...)”.

Texto de Pedro Moura em LerBD. Pode ler-se o texto completo AQUI.

LIVING WILL # 2 de 7
André Oliveira (argumento) – Joana Afonso (desenho)
Formato: 16,50 x 27,50 cm – 16 págs. – duas cores
Preço € 2,96
Edição Ave Rara

Do Press Release da Ave Rara:

“Chegar a um ponto em que já não restam muitos anos de vida é quase tão assustador como perder a companheira de sempre. O velho Will continua a fazer o seu melhor para lidar com isso, não porque se importa com o futuro mas porque aceitou como missão resolver todas as pontas soltas que foi deixando. Morrer sem peso na consciência terá de ser o seu testamento e a sua derradeira missão. Não tem muita gente a quem possa chamar amigo, honestamente nem sequer tem sido a mais agradável das pessoas nos últimos anos, mas está disposto a revisitar uma amizade muito antiga. Neste segundo número ficaremos também a conhecer Betty Bristow, uma apresentadora de TV que está à beira do precipício. Depois de uma vida de remorsos, tudo o que quer é remediar-se para trazer equilíbrio à sua existência. Se ao menos fosse tão simples…”

“Living Will” é uma série de 7 mini-comics de 16 páginas publicados pela Ave Rara, integralmente em inglês, com argumento de André Oliveira e arte [ilustração*] de Joana Afonso.

(*) Arte de Joana Afonso? Ela faz o quê? É trapezista de circo, cantora ou actriz de cinema?  Francamente, nunca mais aprendem a não vexar os autores de BD com as comparações implícitas na palavra "artistas"!!!

 André Oliveira e Joana Afonso




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