quarta-feira, 22 de abril de 2015

REPORTAGEM - 370º ENCONTRO TERTÚLIA BD DE LISBOA – 7 DE ABRIL DE 2015


REPORTAGEM
370º ENCONTRO 
TERTÚLIA BD DE LISBOA
7 DE ABRIL DE 2015

CONVIDADO ESPECIAL

 

Tiago Baptista nasceu em Leiria em 1986, licenciou-se em 2008 em Artes Plásticas na ESAD nas Caldas da Rainha onde começou a publicar fanzines em 2005 e em 2006 fundou a editora “Façam fanzines e Cuspam martelos”. Tem exposto o seu trabalho de pintura e desenho um pouco por todo o lado.
Em 2009 ganhou o Prémio de Pintura da fidelidade mundial e em 2013 foi selecionado para o Prémio Novos Artistas EDP. Em 2012 a publicação “Fábricas, baldios, fé e pedras tiradas à lama”
co-editada pela Oficina do Cego e pelo colectivo a9)))) ganhou o Prémio de Melhor fanzine do Festival Amadora BD, que compilava bandas desenhadas suas feitas entre 2008 e 2012. Participou no livro “Zona de Desconforto” que ganhou o prémio de melhor álbum de BD Portuguesa no festival Amadora BD, publicado pela Chili Com Carne em 2014. Na editora “Façam fanzines e Cuspam martelos” tem trabalhos seus publicados em vários fanzines, a nível individual no fanzine “Cleópatra”, e colectivo no fanzine “Preto no Branco”. Tem feito também cartazes para a ZDB e para o colectivo a9)))).
www.fanzinesemartelo.blogspot.com
www.bloguedotiagobaptista.blogspot.com

TERTULIANOS PRESENTES

1. Álvaro
2. Ana Oliveira
3. António Isidro
4. Bruno Caetano
5. Carlos Gonçalves
6. Filipe Duarte
7. Geraldes Lino
8. Helder Jotta
9. Hugo Tiago
10. Inês Ramos
11. João Monsanto
12. João Vidigal
13. José Abrantes
14. Maria Vidigal
15. Moreno
16. Policarpo
17. Rui Domingues
18. Sá Chaves
19. Sérgio Santos
20. Tiago Baptista
21. Victor Jesus

COMIC JAM


AUTORES:

1 - Tiago Baptista
2 - Ana Oliveira
3 - Sérgio Santos
4 - Filipe Duarte
5 - Álvaro

FOTOS 
(Álvaro)









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domingo, 19 de abril de 2015

GAZETA DA BD #41 – NA GAZETA DAS CALDAS: CLUBE TEX PORTUGAL - O ÚNICO CLUBE PORTUGUÊS DEDICADO A UM HERÓI DE BD


CLUBE TEX PORTUGAL 
O ÚNICO CLUBE PORTUGUÊS 
DEDICADO A UM HERÓI DE BD

Gazeta da BD na Gazeta das Caldas, 17 de Abril de 2015

Jorge Machado-Dias

A edição de banda desenhada tem, em Portugal, desde há uns 20 ou 30 anos (ou mesmo mais), uma expressão minimalista. Passou o tempo dos grandes autores, das grande séries – durante mais ou menos os anos de 1930 aos de 1970 – dos “heróis”, de toda uma panóplia de personagens que fizeram “escola” e se fixaram nas memórias da juventude desses tempos. Contudo ainda existem leitores apegados às memórias de quando eram jovens. Mesmo assim, personagens já com algumas décadas de vida, continuam a despertar o interesse de (talvez poucos) novos leitores. Tex Willer – criado por Giovanni Luigi Bonelli e desenhado por Aurelio Gallepini, na Itália do pós-guerra, em 1948 (atingirá os 70 anos de edições em 2018) – é uma dessas personagens.

Assim, um pouco à semelhança dos conhecidos clubes Les Amis de Hergé (Bélgica) e Les Amis de Jacobs (França), foi fundado em Portugal um clube dedicado, não a um autor, mas a uma personagem da banda desenhada: o Clube Tex Portugal. O clube, que reúne fãs de Tex Willer foi fundado durante o 18º Salão de BD de Viseu, durante uma Tertúlia Texiana, realizada em 10 de Agosto de 2013 aproveitando a presença de Andrea Venturi, ilustrador italiano da série Tex.

Para além das revistas mensais de Tex Willer, distribuídas em Portugal pela brasileira Mythos Editora, que edita no Brasil as versões em português de todas as publicações de Tex (e não só) que saem da milanesa Sergio Bonelli Editore, os fãs portugueses do “ranger” encontraram um outro pólo aglutinador do seu interesse, no Tex Willer Blog (texwillerblog.com). Este blogue criado por Mário João Marques e José Carlos Francisco em 2006 tem contribuído, ao longo dos anos, para a divulgação do imaginário texiano, com textos e imagens de proveniência diversa. Por ali passam as notícias editoriais da Casa Bonelli e da Mythos Editora, as entrevistas com autores, editores, investigadores e simples fãs, assim como a divulgação de inúmeros originais de ilustrações texianas – dos autores da série ou de homenagens por outros ilustradores. Das iniciativas mais marcantes do Tex Willer Blog tem sido trazer a Portugal ilustradores italianos da série, com destaque para Fabio Civitelli, que esteve presente em todos os Festivais e Salões de BD em Portugal, por 5 vezes entre 2008 e 2012 – 2007 em Moura, 2008 na Amadora, 2010 em Beja, 2011 em Viseu e 2012 no Porto –, Marco Bianchini (Amadora 2008), Ivo Milazzo (ilustrador, não de Tex, mas de Ken Parker, outra série da Bonelli) em 2011 em Beja, Andrea Venturi (2013 em Viseu) e Pasquale del Vecchio (Anadia, 2014) e este ano mais dois ilustradores, como veremos mais abaixo.

Inicialmente previsto apenas para sócios portugueses, o Clube Tex Portugal decidiu agora abrir as portas a sócios estrangeiros, dada a grande quantidade de pedidos de adesão por parte, especialmente, de texianos brasileiros, devido sobretudo ao início da edição da Revista do Clube Tex Portugal, destinada exclusivamente a sócios. O Clube conta neste momento com cerca de 100 sócios e a revista é distribuída gratuitamente aos sócios, que têm a opção de adquirir (por € 10,00) um exemplar extra.

Mas a primeira iniciativa pública do Clube Tex Portugal foi a 1ª Mostra do Clube na Anadia, que contou com a presença do ilustrador italiano Pascoale Del Vecchio e levou áquela cidade do Distrito de Aveiro cerca de 300 pessoas. Depois veio a edição do primeiro número da Revista do Clube Tex Portugal que, por via da larga divulgação, projectou o Clube para outra dimensão, como já referimos. A 2ª Mostra do Clube Tex Portugal está prevista para 9 e 10 de Maio deste ano, com a presença dos ilustradores Pasquale Frisenda e Stefano Biglia (que assina o cartaz do evento), onde estarão patentes cerca de 20 pranchas originais destes dois ilustradores.

O primeiro número da Revista do Clube Tex Portugal foi distribuído no convívio/jantar texiano, que decorreu num restaurante do Cacém em Novembro de 2014. Teve a colaboração de Máro João Marques (director), José Carlos Francisco, Carlos Moreira, Júlio Schneider, Jorge Magalhães, Pedro Cleto, Sérgio Madeira de Sousa, Paulo Guanaes e eu próprio. Dado o sucesso que a revista obteve foi decidido passá-la a semestral – estava previsto que fosse anual – estando o número 2 programado para Maio próximo, não se sabendo ainda se esta edição será lançada no 2º Encontro Texiano da Anadia. Este número será dedicado muito especialmente a Fabio Civitelli. 

Projecto de uma das capas da Revista do Clube Tex Portugal #2 (que terá duas capas alternativas), ainda não concluída, uma vez que os textos dos destaques não serão os que aqui se mostram...

Nota importante: para fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser consultados em http://texwillerblog.com/wordpress/?page_id=47999 – e usufruir de todos os brindes e regalias, entre os quais se inclui a revista do Clube, é necessário pagar uma jóia de inscrição de € 5,00 e uma quota mensal de € 2,00.

Prancha de Stefano Biglia (ainda não legendada)

Prancha de Pasquale Frisenda

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sábado, 18 de abril de 2015

APRESENTAÇÃO DO XI FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DE BEJA 2015

O Cartaz do XI FIBDB 2015, de Susa Monteiro, claro...

APRESENTAÇÃO 
DO XI FESTIVAL INTERNACIONAL
DE BANDA DESENHADA 
DE BEJA 2015

O Festival Internacional de BD de Beja
completa este ano o seu 10º aniversário

Entre os dias 29 de Maio e 14 de Junho, Beja volta a ser o palco de uma grande Festa em torno da banda desenhada!

Exposições, autógrafos, apresentação de projectos, lançamento de livros, workshops, concertos desenhados, cinema e várias conversas à volta da BD… São muitos os motivos para marcar presença!

O Festival terá também à disposição dos visitantes o Mercado do Livro (a maior livraria do país durante esse período) e o Mercado Geek (um amplo espaço comercial com várias tendas instaladas - venda de action figures, arte original, jogos, posters, prints, etc.).

O primeiro fim-de-semana (29, 30 e 31 de Maio) contará com a presença de autores de todo o Mundo! E com a programação paralela a acabar às 4h30 da manhã! Um Festival sem sono que atrai milhares de visitantes todos os anos…

O Festival inaugura sexta-feira, dia 29, às 21h00, na Casa da Cultura. Pode ser acompanhado em www.facebook.com/bedetecabeja

AS EXPOSIÇÕES

CASA DA CULTURA

A POLÓNIA EM VINHETAS – Polónia

ALTAR MUTANTE – Espanha

ANDRÉ PACHECO – Portugal 

ANDRÉ PEREIRA – Portugal 

IMPROVISOS NA TOALHA DE MESA – Portugal

LUÍS LOURO – Portugal 

MANUEL MORGADO – Portugal

MARCELLO QUINTANILHA – Brasil

O ESPIRRO DO DRAGÃO – Portugal 

SPACCA – Brasil 

STANISLAS – França 

TED BENOIT – França 

VOLTA: O SEGREDO DO VALE DAS SOMBRAS – Portugal 

YSLAIRE – Bélgica 

MUSEU REGIONAL DE BEJA

CAFÉ ESPACIAL À QUINTA – Brasil 

NÚCLEO EXPOSITIVO DO MUSEU REGIONAL DE BEJA – RUA DOS INFANTES

CARLOS BAPTISTA MENDES – Portugal 

TEATRO MUNICIPAL PAX JULIA

TMNT PORTUGAL TRIBUTE – Portugal 

MOSTRA NA BEDETECA

A VIAGEM DO ELEFANTE, DE JOÃO AMARAL, SOBRE O LIVRO DE JOSÉ SARAMAGO – Portugal

OS HORÁRIOS DO PRIMEIRO FIM-DE-SEMANA 

NA CASA DA CULTURA

Dia 29, sexta-feira, das 21h00 às 4h30 da manhã
Abertura das Exposições
Mercado do Livro
Mercado Geek
Tasquinhas
Concertos Desenhados, a partir das 22h00
Cinema na Bedeteca

Dia 30, Sábado, das 10h00 às 4h30 da manhã
Exposições
Mercado do Livro 
Mercado Geek 
Tasquinhas
Apresentação de projectos e lançamento de livros
Conversas com autores
Workshops
Sessões de autógrafos
Concertos Desenhados, a partir das 22h00
Cinema na Bedeteca


Dia 31, Domingo, das 10h00 às 20h00
Exposições
Mercado do Livro
Mercado Geek
Tasquinhas
Apresentação de projectos
Conversas com autores
Workshops

Em breve, toda a Programação Paralela ao minuto!

ALGUNS DESTAQUES

TINTIN NA ROMÉNIA – CONVERSA COM DODO NITA
Sábado dia 30, na Bedeteca (Casa da Cultura). Dodo Nita, um dos maiores especialistas mundiais na obra de Hergé, à conversa com Pedro Mota.

PRÉMIO GERALDES LINO 2015 – ANDRÉ PACHECO
Sábado dia 30, na Bedeteca de Beja (Casa da Cultura). Depois de André Ferreira, em 2013, e José Smith Vargas, em 2014, é a vez de André Pacheco surpreender todos com o seu trabalho.

NOITES DE TERROR! – CINEMA A HORAS IMPRÓPRIAS
Sexta-feira dia 29 e Sábado dia 30, na Bedeteca (Casa da Cultura), das 3h00 às 4h30, com intervalo para cear. 

MERCADO DO LIVRO / MERCADO GEEK / TENDA DO MODELISMO / TASQUINHAS

COMO VIR, ONDE COMER E ONDE FICAR

INAUGURAÇÃO

O Festival inaugura dia 29, sexta-feira, às 21h00, na Casa da Cultura.

Como costuma acontecer, o primeiro fim-de-semana (de 29 de Maio, sexta, a 31 de Maio, domingo) reúne todos os autores das exposições e uma vasta programação paralela.

ONDE ALMOÇAR E JANTAR, NOS DIAS 29, 30 E 31?

Para almoçar a e jantar basta aparecer nas Tasquinhas da BD, situadas junto à entrada da Casa da Cultura. As Tasquinhas estarão abertas no dia 29, sexta-feira, a partir das 21h00, e nos dias 30 e 31, a partir das 12h00. Servirão comida típica e vegetariana e também alguns petiscos. Encerram às 3h00 da manhã, nos dias 29 e 30.

ONDE FICAR?

O Parque de Campismo da Câmara Municipal de Beja será gratuito (basta informar o Festival através do 969 660 234). Haverá ainda muitos quartos disponíveis em várias hospedarias, hotéis e pousadas:

Hospedarias
Hospedaria D. Maria – 284 327 602
Hospedaria Rosa do Campo – 284 323 578
Hospedaria Santa Maria – 284 326 454

Hostels
Hostel Frei Manuel do Cenáculo – 961934618
Hostel Pax Julia – 284 322 575

Hotéis
Hotel BejaParque – 284 310 500
Hotel Bejense – 284 311 570
Hotel Francis – 284 315 500
Hotel Melius – 284 313 080
Hotel Santa Bárbara – 284 312 280

Pousadas
Pousada da Juventude – 284 325 239
Pousada de S. Francisco – 284 313 580

Outros alojamentos
Jantar em Obras – 938228268

Nos arredores da cidade
Herdade dos Grous – 284 960 000
Herdade da Malhadinha Nova – 284 965 432
Herdade do Vau – 226 199 800
Hotel Rural Vila Galé Clube de Campo – 284 970 100
Monte da Corte Ligeira – 284 947 216
Monte da Diabrória – 284 998 177

COMO VIR?

Para vir ao Festival todos os transportes são bons. Mas o ideal é vir de comboio ou de expresso.
Para os horários dos comboios ou dos expressos basta consultar os sites www.cp.pt ou www.rede-expressos.pt (a gare dos expressos fica mesmo ao pé da Casa da Cultura). Há vários horários à escolha. Há também um enorme Parque de Estacionamento, junto à Casa da Cultura, para quem quiser vir de automóvel.

Organização: Câmara Municipal de Beja / Bedeteca de Beja
Apoio: Turismo do Alentejo
Parcerias: Associação Para a Defesa do Património Cultural da Região de Beja / Museu Regional de Beja / ZARCOS – Associação de Músicos de Beja / Cooperativa Cultural Alentejana / Clube de Modelismo da Escola Mário Beirão

Apoio à Divulgação: Correio da Manhã / Diário do Alentejo / Rádio Voz da Planície / Rádio Pax / CMTV / tvL / A Garagem / aCalopsia / Aldeagar / As Leituras do Pedro / associação de ideias / Bandas / bd / Beja & Arrabaldes / Central Comics / Divulgando Banda Desenhada / Kuentro / Leituras de BD / notas bedéfilas / Sr. Gajo

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terça-feira, 7 de abril de 2015

ÚLTIMA HORA: 370º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA HOJE – 7 DE ABRIL DE 2015


ÚLTIMA HORA

370º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA
HOJE – 7 DE ABRIL DE 2015
CONVIDADO ESPECIAL
TIAGO BAPTISTA

Tiago Baptista nasceu em Leiria em 1986, licenciou-se em 2008 em Artes Plásticas na ESAD nas Caldas da Rainha onde começou a publicar fanzines em 2005 e em 2006 fundou a editora “Façam fanzines e Cuspam martelos”. Tem exposto o seu trabalho de pintura e desenho um pouco por todo o lado.
Em 2009 ganhou o Prémio de Pintura da fidelidade mundial e em 2013 foi selecionado para o Prémio Novos Artistas EDP. Em 2012 a publicação “Fábricas, baldios, fé e pedras tiradas à lama”
co-editada pela Oficina do Cego e pelo colectivo a9)))) ganhou o Prémio de Melhor fanzine do Festival Amadora BD, que compilava bandas desenhadas suas feitas entre 2008 e 2012. Participou no livro “Zona de Desconforto” que ganhou o prémio de melhor álbum de BD Portuguesa no festival Amadora BD, publicado pela Chili Com Carne em 2014. Na editora “Façam fanzines e Cuspam martelos” tem trabalhos seus publicados em vários fanzines, a nível individual no fanzine “Cleópatra”, e colectivo no fanzine “Preto no Branco”. Tem feito também cartazes para a ZDB e para o colectivo a9)))).

www.fanzinesemartelo.blogspot.com
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Nota do Álvaro:
Ah, sim! O Sá-Chaves prometeu trazer umas stripers.
...não me lembro se já tinha referido.

 

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domingo, 22 de março de 2015

GAZETA DA BD #40 – NA GAZETA DAS CALDAS – PEDRO MASSANO E A BATALHA DE ALJUBARROTA EM BANDA DESENHADA


GAZETA DA BD #40 – NA GAZETA DAS CALDAS
PEDRO MASSANO 
E A BATALHA DE ALJUBARROTA 
EM BANDA DESENHADA 

Gazeta das Caldas, 20 de Março de 2015
Jorge Machado-Dias

O álbum A Batalha – 14 de Agosto de 1385, de Pedro Massano, editado pela Gradiva com o apoio da Fundação Batalha de Aljubarrota, venceu o Prémio de Melhor Desenho, nos Prémios Nacionais de BD do AmadoraBD 2014. Trata-se da excelente reconstituição em banda desenhada da batalha de Aljubarrota, entre portugueses (comandados pelo Mestre de Avis, futuro D.João I e por Nuno Álvares Pereira) e os castelhanos (comandados pelo rei D.Juan I), baseada em textos de Fernão Lopes, Castañeda, Jehan Froissart e do próprio D.Juan de Castela.


Pedro Massano, nascido em Lisboa, em 1948, é jornalista, editor, ilustrador, autor, crítico e divulgador de banda desenhada. È como autor de BD que é mais conhecido do público, tendo iniciado a sua carreira no suplemento Mosca, do Diário de Lisboa, em 1972, assinando então como Mané (de resto, a assinatura nos seus trabalhos teve outras cambiantes, como Pedro ou Manuel Pedro). Esteve associado ao aparecimento da célebre e efémera revista Visão (1975-1976). Seguiram-se colaborações nos mais variados tipos de jornais e revistas. O seu primeiro álbum editado foi A Primeira Aventura no País de João, segundo textos de Maria Alberta Menéres, em 1977, pela Comissão Organizadora do Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas, com a impressionante tiragem de 500 mil exemplares, provavelmente uma tiragem sem paralelo neste país. Na década de 1980 realizou alguns trabalhos de BD na área da publicidade e do marketing e na de 1990 abalançou-se no seu próprio projeto editorial, com a PIM (Publicações Ilustradas Multicor), onde esperava editar os seus trabalhos, mas pouco conseguiu publicar.

Já com cerca de uma dúzia de álbuns publicados, viu finalmente editado o primeiro volume de A Conquista de Lisboa, pelo Montepio Geral, que fez uma tiragem destinada à oferta aos seus associados e clientes, episódio que também foi publicado na revista Montepio Juvenil, entre 1997-1999. O segundo volume desta série, Por Vontade de Deus saiu em 2002, sob a chancela da Booktree. Seguiu-se, juntamente com o argumentista Patrick Lizé, um francês que vive em Portugal, o primeiro título da mini-série Le Deuil Impossible (que se pode traduzir por O Luto Impossível), Le Chevalier du Christ, editado em 2001 pela Glénat, que nos dá a conhecer uma curiosa história passada em torno de um homem que aparece em Roma, em 1598, dizendo tratar-se de el-rei D. Sebastião de Portugal...

Pedro Massano é um autor eclético, possuidor de um traço multifacetado, está à vontade tanto com os gags de O Abutre, o policial negro Contacto em Lisboa, os históricos A Conquista de Lisboa e Le Deuil Impossible, ou o traço dinâmico e solto de Manuel, o primeiro episódio de "O Comboio do Ouro", uma BD passada nos Açores durante a Guerra Civil de Espanha, que realizou para a revista Seleções BD (II série). A este propósito, foi o próprio que afirmou "Eu diversifico-me para poder surpreender as pessoas", numa entrevista à mesma revista.

SKETE ROLLER

Le Trésor du Vice-roi (2002)



Sobre A Batalha – 14 de Agosto de 1385, transcrevemos de seguida um pequeno excerto da curta entrevista com Geraldes Lino, que este publicou no seu blogue http://divulgandobd.blogspot.pt/:

“(...) Geraldes Lino – Trata-se de uma obra de grande envergadura. Quantas pranchas fizeste?

Pedro Massano – O número de pranchas desenhadas é de 86.

GL – Lembro-me de ter visto no teu estúdio umas pranchas duplas. Sempre foi possível incluí-las no livro?

PM – Todas as pranchas são duplas. Gosto do efeito de alguns desenhos passarem de uma página para a outra, mesmo que isso possa dar algum trabalho às gráficas e, houve alguém que me disse, um dia, com muita graça, que eu não era capaz de respeitar os quadrados e de deixar os desenhos sossegados lá dentro.
As únicas pranchas singulares são a 1 e a 86.

GL – A obra é completamente tua, incluindo a legendagem e a colorização. Quanto tempo investiste na sua execução?

PM – Demorei cerca de dois meses com o texto, e mais um ano e pouco a desenhar tudo a lápis, para o conjunto poder ser aprovado pelo historiador que, à altura, tinha essa responsabilidade por parte da Fundação, o prof. Mário Barroca.
Para a execução final não me comprometi expressamente com prazos – e isto tenho de agradecer à Fundação – porque sabia e queria que a obra me desse o trabalho que merecia. Demorei cerca de 4 anos (...)”


Pois! Um livro de Banda Desenhada dá um imenso e moroso trabalho a realizar e, em Portugal, muito raramente compensa!

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