domingo, 21 de junho de 2015

GAZETA DA BD #44 – NA GAZETA DAS CALDAS – AUTORES BRASILEIROS NO FESTIVAL DE BEJA


GAZETA DA BD #44
NA GAZETA DAS CALDAS
AUTORES BRASILEIROS 
NO FESTIVAL DE BEJA 

O XI Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja (2015), no seu décimo aniversário, voltou a mostrar o trabalho de autores brasileiros, depois de Lourenço Mutarelli (2006), Fernando Gonsales (2009), Fábio Moon & Gabriel Bá (2010), Julio Shimamoto (2012), Sama (2013), Laerte Coutinho, Klévisson Viana, André Diniz e Laudo Ferreira (2014), além de uma colectiva Gibanda: do Paraná ao Baixo Alentejo. Desta vez pudemos ver exposições de João Spacca, Marcello Quintanilha e a revista Café Espacial, editada por Sergio Chaves.


João Spacca conta já com uma longa carreira, iniciada em 1979 como ilustrador na Young & Rubicam, seguindo-se depois uma fase mais virada para as “charges” (sátiras) políticas em diversos jornais e só em 2005 publicou o seu primeiro álbum Santô e os Pais da Aviação, seguindo-se mais quatro álbuns até 2013, um deles o meu preferido: D. João Carioca – A Corte Portuguesa chega ao Brasil (1808-1821) editado em 2007, onde o autor revela a sua maestria no registo de comédia, sem perder o rigor histórico. Spacca esteve no Festival Internacional de BD da Amadora em 2011 sem que ninguém lhe tivesse prestado grande atenção, uma vez que a direcção do Festival pouco fez para publicitar a sua presença. Na edição deste ano, o Festival de Beja apresentou uma exposição sobre Jubiabá, editado em 2009, a adaptação de Spacca em BD do romance de Jorge Amado.

Tungsténio (aqui em português de Portugal), em edição da Polvo, lançado durante o Festival...

Quanto a Marcello Quintanilha, começou por colaborar em revistas com histórias curtas, publicando o seu primeiro álbum em 1999 – Fealdade de Fabiano Gorilla. Em 2003 começou a publicar no mercado francês a série Sept Balles pour Oxford, vivendo actualmente em Barcelona e publicando histórias curtas em jornais castelhanos e catalães. Tungstênio, publicado em 2014, é o seu 12º álbum e, segundo os críticos, é “talvez o trabalho de texto mais ambicioso de Quintanilha”. É neste livro que assenta a exposição do Festival de Beja dedicada ao autor.

Café Espacial é uma revista editada por Sergio Chaves e motivo para outra exposição neste Festival de Beja. Sergio é argumentista de BD, editor e designer gráfico. Depois de ter criado e mantido o fanzine Justiça Eterna – onde divulgava autores pouco publicados – durante oito anos, criou a Café Espacial, com uma filosofia diferente, abarcando não só a BD, como contos, textos sobre música, design, fotografia e artes plásticas. Com a colaboração de Lídia Basoli, a revista (há quem a considere um fanzine, devido a que todas as colaborações são gratuitas) já publicou obras de diversos autores portugueses, desde Susa Monteiro a André Caetano. Contando com 13 números publicados – a capa do #13 é da portuguesa Ana Vieira – a exposição Café Espacial à Quinta, neste Festival de Beja, conta com trabalhos de 28 autores.

Tive o privilégio de ser convidado pela organização do Festival para os Dois dedos de Conversa com... os três autores brasileiros presentes em Beja. Na foto abaixo, a sessão com João Spacca na Bedeteca de Beja que, na circunstância respondia a questões postas por Geraldes Lino, que pode ver-se à direita.


Com Marcello Quintanilha

Com Sergio Chaves

 
Capas da Café Espacial de autoras portuguesas: do nº 10, de Susa Monteiro e do nº 13, de Ana Vieira

Dois autores, dois estilos: pranchas de Jubiabá, de Spacca e de Tungstênio, de Marcello Quintanilha

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