terça-feira, 7 de outubro de 2014

BDpress #434: UM PATO AOS QUADRADINHOS – Pedro Cleto no J.N.

UM PATO AOS QUADRADINHOS 

JORNAL DE NOTICIAS, 16/9/14

Donald estreou-se na BD há 80 anos, proveniente da animação
Caráter explosivo e quezilento contribuiu para o rápido êxito

F. Cleto e Pina
cultura@jn.pt 

Três meses depois da sua estreia no cinema, em junho de1934, com uma prestação secundária na animação "The wise little hen, Donald Duck" fazia a sua aparição na banda desenhada, numa adaptação daquele filme. 


A publicação teve lugar nos jornais norte-americanos, na página dominical das "Silly Symphoníes", assinada por Ted Osborne(1901-1968) e Al Taliaferro (l905-1969). A história durou até dezembro e, a 10 de fevereiro do ano seguinte, Donald surgia nas tiras diárias de "Míckey Mouse", em publicação desde1931, desenhado por Floyd Gottfredson (1905-1986).


O seu caráter explosivo, colérico e quezilento e a tendência para armar confusões contribuíram rapidamente para o êxito - no papel e nos ecrãs -, pelo que não surpreendeu que a partir de agosto se tornasse o protagonista das "Silly Symphonies".

A dupla Osborne/Taliaferro transformou, aos poucos, o provinciano Donald num habitante citadino. Ao mesmo tempo, encolheram-lhe o bico, deram-lhe um olhar mais expressivo e colocaram-no como responsável pelos seus sobrinhos trigémeos e traquinas, Huey, Dewey e Louie – que conhecemos como Huguinho, Zezinho e Luisinho. Filhos da sua irmã Della Duck, fizeram a sua primeira aparição a 17 de outubro de 1937, mas o caráter passageiro da sua visita rapidamente passou a definitivo e ainda hoje vivem com Donald. Ao longo dos tempos, tornaram-se mais ajuizados e responsáveis, para que fosse maior o contraste com a postura conflituosa do tio, que, pelo contrário, não melhorou nada ao longo dos anos.

Ainda em 1937, na primeira história feita para uma revista, o pato mais famoso da Dísney conheceria aquela que viria a ser a sua namorada, Daisy Duck (Margarida), que, na época, se chamava Donna. Criada por William Ward, para a revista inglesa "Mickey Mouse Weekly #67", foi a primeira vez que uma BD de Donald foi escrita e desenhada fora dos EUA, algo que nas décadas seguintes se tornaria normal, pois, entre outros, seria recriado na Dinamarca, no Brasil e na Itália, sendo oriundas desta as histórias atualmente publicadas em Portugal.


Aintrodução do carro, com a significativa matrícula 313, representativa do caráter azarado, e o alargamento do círculo das suas relações com a introdução de Grandma Duck (Vovó Donalda, 1943); Scrooge McDuck (Tio Patinhas, em 1947), Gladstóne Gander (Gastão, 1948) e Fethry Duck (Peninha, 1964), entre muitos outros, vieram dar uma nova dimensão às aventuras de Donald. Para este aspeto, contribuiu decisivamente Carl Barks (1901-2000), o desenhador dos patos, que fez de Donald um pato mais humano, ao agravar os seus maiores defeitos: a tendência para a preguiça e para adiar para amanhã o que devia ter feito ontem, o caráter colérico, a facilidade com que cria inimizades ou provoca desconhecidos, multiplicando as suas aventuras urbanas, entremeadas com as grandes caçadas a tesouros perdidos, patrocinadas pelo Tio Patinhas.

Carl Barks (1901-2000)


Mas nestes ou noutros contextos, sozinho ou acompanhado, 80 anos depois, a entrada em cena de Donald continua a ser sinónimo de divertimento e de peripécias sem fim .•

A OUTRA FACETA DE DONALD

• Embora o (re)conhecessem como trapalhão, azarado e irritadiço, os leitores de BD Disney em 1969 descobriram uma nova faceta de Donald, quando os italianos Guido Martina e Giovan Battista Carpi o transformaram no Superpato (Paperinik no original ítaliano) para se vingar dos sucessivos desaires sofridos às mãos do Tio Patinhas e do Gastão. O êxito alcançado – também graças aos equipamentos inventados pelo professor Pardal – manteve este super-herói Disney em atividade até aos nossos dias.


Uma outra faceta de Donald, decidido e corajoso, é a de agente secreto, sob a identidade de
Double Duck, personagem criada em 2008, por Fausto Vitaliano e Andrea Freccero.


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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

AMANHÃ: TERTÚLIA BD DE LISBOA – 364º ENCONTRO – CONVIDADA ESPECIAL JOANA AFONSO

AMANHÃ: TERTÚLIA BD DE LISBOA
364º ENCONTRO
CONVIDADA ESPECIAL JOANA AFONSO


Joana Afonso (1989) licenciou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa e é professora na mesma instituição. Faz também trabalho freelance nas áreas de ilustração e banda desenhada.
Ganhou com “O Baile” o prémio da Amadora BD 2013 de Melhor Álbum e os Prémios Profissionais de BD de Melhor Desenho e Cor.
Mais recentemente, com “Living Will” ganhou o PPBD de Outras Publicações e o Troféu de Melhor Arte [desenho-ilustração] no Central Comics.
É membro do colectivo The Lisbon Studio.
Conta com colaborações em jornais, revistas e produtoras e mais recentemente fez as personagens Max Mat.
Publicou internacionalmente na revista polaca Ziniol e na antologia “Outlaw Territory 3”, nomeada para um Eisner Award.
Neste momento encontra-se a trabalhar na série “Living Will” com André Oliveira e no seu primeiro projecto a solo “Deixa-me Entrar”.

Cartaz do AmadoraBD 2014 - de Joana Afonso

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sábado, 4 de outubro de 2014

COMUNICADO DE IMPRENSA OFICIAL SOBRE O PROGRAMA DO AMADORA BD 2014 A... 3 SEMANAS DA INAUGURAÇÃO...


COMUNICADO DE IMPRENSA OFICIAL SOBRE O PROGRAMA 
DO AMADORA BD 2014 
A... 3 SEMANAS DA INAUGURAÇÃO...

Comunicado datado de 2 de Outubro de 2014
Helena César
Assessora de Imprensa

AmadoraBD 2014
25.º Festival Internacional 
de Banda Desenhada 

A decorrer de 24 de Outubro a 9 de Novembro, o AmadoraBD 2014 - organizado pela Câmara Municipal da Amadora - comemora o 25.º aniversário e apresenta, no Fórum Luís de Camões, mais de 4.000 metros quadrados de área expositiva e uma programação diversificada. Para além da celebração desta data marcante, esta edição faz uma reflexão sobre a atualidade do Universo da BD, onde aborda a revolução que o setor tem sofrido com a introdução das novas tecnologias, incluindo a apresentação da exposição central, comissariada por Sara Figueiredo Costa e Luís Salvado.

A Autora em Destaque é Joana Afonso, vencedora do Prémio de Melhor Álbum, com “O Baile”, com argumento de Nuno Duarte e editado pela Kingpin Books, nos Prémios Nacionais de BD da Amadora, em 2013, apresentando, por isso, este ano, uma exposição retrospetiva e a ilustração que é a base da imagem do AmadoraBD 2014.

Cartaz, de Joana Afonso

A par destes destaques, o Festival inclui também a comemoração dos 75 anos do Batman e dos 50 anos da Mafalda. Das exposições dos restantes álbuns premiados nas diferentes categorias nos Prémios Nacionais de Banda Desenhada 2013 fazem parte: Osvaldo Medina ("Super Pig Roleta Nipónica" - KingPin Books/Melhor Desenho para Álbum Português), Catarina Sobral ("Achimpa" - Orfeu Mini/Melhor Ilustração de Livro Infantil), Henrique Monteiro ("Enorme, Brutal, Colossal 2012!" - Edições ASA/Melhor Álbum de Tiras Humorísticas), Moebius e John Buscema ("Surfista Prateado: Parábula" - Levoir/Público/Prémio Clássicos da 9.ª Arte), João Mascarenhas ("BDLP#3" - Grupo Extractus (Portugal) e Estúdios Olindomar (Angola)/Prémio Fanzine). Haverá ainda uma exposição dedicada a "Jim Curioso", de Matthias Picard, recentemente editado pela Polvo.

Estão já confirmadas as presenças de diversos autores internacionais, nomeadamente François Ayroles (França), Eric Shanower (EUA) e Rafael Coutinho (Brasil), no âmbito da exposição central do AmadoraBD. Estarão também presentes Joe Stanton (EUA) e Thomas Grindberg (EUA), autores de Batman e de Silver Surfer, bem como Matthias Picard (França), autor de "Jim Curioso".

Do programa deste ano fazem ainda parte visitas guiadas pelos comissários e autores, sessões de autógrafos com autores nacionais e estrangeiros, entre outras actividades paralelas, dirigidas a todas as idades: crianças, jovens, adultos e famílias.

O AmadoraBD - Festival Internacional de Banda Desenhada é o mais importante evento na área da Banda Desenhada, a nível nacional, e uma importante referência a nível internacional, reconhecido como um dos maiores, melhores e mais diversificados eventos de BD, integrando o calendário internacional de eventos, como o Salon Internationale de la Bande Dessine de Angoulême (França), o Lucca Comics (Itália), o Festival Internacional del Cómic de Barcelona (Espanha), New York Comic Fest (EUA) e o San Diego Comic Convention (EUA)

Os bilhetes custam 3€ (geral), 2€ (estudantes, pensionistas, maiores de 65 anos, etc.), bem como as habituais entradas gratuitas (menores de 12 anos, etc.).

AmadoraBD, 25 anos

Fazendo um pequeno balanço destas 25 edições, a organização refere que "o Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora foi criado em Novembro de 1990, quando uma mão cheia de vontade, determinação e situações felizes contribuíram para que a primeira edição fosse o começo de uma grande aposta nesta aventura. O estatuto alcançado pelo Festival ao longo destes 25 anos fez-se à custa de avultados investimentos da Câmara Municipal da Amadora, a que não foram alheios um enorme esforço, muita carolice e dedicação por parte, não só da equipa do Festival, mas também dos autores e seus familiares, grupos de amigos e investigadores que, com a sua disponibilidade e generosidade, fizeram a iniciativa que hoje se conhece. Se outros motivos não existissem, estes números redondos serviriam apenas para assinalar a passagem de mais um ano de trabalho, de mais uma edição mas, esta longevidade é, certamente, um bom indicador do potencial de desenvolvimento que este projecto possui e da oportunidade que ele oferece à banda desenhada nacional para, em torno dele, refundar uma imagem própria, qualificada e inovadora, no contexto nacional e internacional".

Links: www.amadorabd.com - www.facebook.com/amadorabd
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Nota do Kuentro: Só existirá uma “refundação” possível no próprio Amadora BD: é que aquilo volte a ser um autêntico FESTIVAL (com a vertente FESTA em destaque), tal como foi nos seus primeiros 10 anos!!!  Nos últimos 15 anos o FIBDA (que se transformou em AmadoraBD em 2009) veio aumentando os tiques de um novo riquismo, que se revelou fatal, destruindo a imagem característica da Festa no Festival - refinando a apresentação de exposições como se de um núcleo museológico se tratasse e destruindo completamente a parte que mais interessa na BD, a componente comercial - que este ano, segundo creio, será reduzida à sua mais ínfima expressão (mas pode ser que me engane, claro), onde nem sequer os fanzines estarão representados...

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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

BDpress #433: APRESENTAÇÃO DO AMADORABD 2014 (EX-FIBDA) NA IMPRENSA

FESTIVAL AMADORABD 
CUMPRE 25 ANOS E REFLETE SOBRE 
BANDA DESENHADA CONTEMPORÂNEA

Lusa, Terça feira, 30 de Setembro de 2014

O Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora cumpre 25 anos em outubro e quer "refletir sobre o estado da nona arte", internacional e portuguesa, perante novos suportes e tecnologias, afirmou à Lusa o diretor, Nelson Dona.

O AmadoraBD decorrerá de 24 de outubro a 09 de novembro no Fórum Luís de Camões e, perante o 25º. aniversário, a exposição central focará a "banda desenhada contemporânea, sobretudo dos últimos três anos, as temáticas, as formas de difusão, os suportes e a relação entre autor e leitor".

A menos de um mês da abertura, Nelson Dona lamentou que só agora esteja a ser divulgada a programação, justificando com demorados "procedimentos jurídicos e administrativos", uma vez que a organização é da autarquia da Amadora. "Não é uma desculpa, é uma justificação".

Nota do Kuentro: Este texto da Lusa foi escrito segundo o Aborto Ortográfico em vigor... 
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Nova Nota do Kuentro: Tenho evitado abordar (por enquanto) esta questão, sobre a qual me tem chegado alguma informação nos últimos anos (mas que não tenho divulgado, porque justamente envolve gente da Câmara da Amadora que sabe o que se passa e eu não quero lixar ninguém), mas é, mesmo assim, da mais elementar obrigação da minha parte, dizer que a desculpa esfarrapada do Nelson Dona sobre as demoras na organização do Festival, devido a "procedimentos jurídicos e administrativos" são paliativos “jornalisticos” para evitar, compreensivelmente [para ele], pôr os dedos na ferida. Isto porque toda a gente sabe o que atrasa os procedimentos do Festival na C.M.A. e porquê. Todavia, depois da mudança de Presidente da Câmara, a “fonte das decisões” ficou reforçada – daí os maiores atrasos deste ano. Posso estar equivocado, mas vai ser pior no futuro!!!
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HÁ 25 ANOS QUE O AMADORA BD 
LANÇA FANZINES E NOVOS ARTISTAS*

(*) Notas prévias do Kuentro: no texto que se segue, onde está escrito “artistas” deverá ler-se ilustradores, desenhadores, ou autores, senão ninguém sabe se estão a falar do Herman José, de artistas de circo, ou de artistas de cinema (os actores, também são indevidamente designados por “artistas”). Também, quando se escreve "arte", devemos ler "meio de expressão". Por outro lado, quando a “artista” deste texto se refere “à” fanzine... deve ler-se ao fanzine! Quando ignoramos completamente sobre o que estamos a falar, seria melhor não dizermos nada, em vez de pactuarmos com as palermices que se vão divulgando por aí.

O Festival é dos eventos culturais com maior longevidade e regularidade. José Ruy, João Mascarenhas e Joana Afonso serão alguns dos nomes para a próxima edição

Público – suplemento P3 online

Texto de Raquel Alexandra Rodrigues • 19/09/2014 

Começou como um pequeno evento criado por um grupo de jovens da Amadora e é hoje um dos maiores festivais internacionais de banda desenhada. Promovido pela autarquia, o Amadora BD construiu, ao longo de 25 anos, um grande património artístico, cultural e material, através da vasta e única colecção pública de banda desenhada da Península Ibérica [este parágrafo é todo ele para rir, mas enfim, é o que está lá escrito].

O festival, que promove não só as obras dos artistas mais reconhecidos de banda desenhada, como também jovens talentos através de concursos anuais, “tem que reflectir e renovar aquilo que é a BD contemporânea, o que são os novos meios de leitura digitais – tablet, PC, telemóvel – e que mudanças é que isso traz em termos artísticos e de público”, conta o director, Nelson Dona.

Uma vez que a banda desenhada é muito diferente do conceito de há 25 anos, um dos objectivos da 25ª edição, de 25 de Outubro a 10 de Novembro, é perceber quais são as suas características no presente e quais foram as contribuições que este festival trouxe para o panorama nacional. Os grandes autores em destaque este ano serão Joana Afonso, Osvaldo Medina e Nuno Duarte, premiados em 2013. Em termos internacionais, Alison Bechdel marcará a arte norte-americana. O surfista prateado também será alvo de uma exposição.

Joana Afonso, um dos nomes mais recentes da banda desenhada, passou a integrar o festival Amadora BD há cerca de cinco anos, após ter ganho um dos concursos realizados pela câmara municipal, que lhe deu força para investir na sua carreira enquanto artista. O ano passado foi uma das vencedoras do Prémio de Melhor Álbum com o seu projecto “Baile”, atribuído pelo festival. “Foi muito emocionante estar no palco e receber um dos prémios mais sonantes a nível nacional”, revela Joana Afonso.

Para a próxima edição, Joana já está a preparar algumas obras para expor. Para além do livro vencedor, a artista vai lançar “Living Will”, com a colaboração do argumentista André Oliveira, que contará a história de um idoso, com 82 anos, através de "minicomics" em inglês. Além disso, Joana espera expor um projecto a solo que está a desenvolver para a sua tese de mestrado, chamado “Deixa-me Entrar”.

João Mascarenhas também já foi premiado pelo festival com o Prémio de Melhor Fanzine em 2003 e 2013. O último prémio foi atribuído à fanzine BDLP – Banda Desenhada de Língua Portuguesa –, um projecto desenvolvido com a Comunidade de Países de Língua Portuguesa que irá ter destaque nos 25 anos. “Estes prémios dão visibilidade ao meu trabalho e o festival cultiva a curiosidade no público para depois comprar o livro”, afirma João.

Para João, a banda desenhada é um "hobby", apesar de dedicar a maior parte do seu tempo a desenhar. Como arte, ela permite não só transmitir histórias fantásticas, como histórias mais realistas e ao nível da formação. “Nos países onde o nível de literacia é muito baixo, a banda desenhada é utilizada para transmitir ideias, porque a parte narrativa ao nível da imagem é muito forte e chega ao leitor de forma simples e eficaz”, explica o artista.

Vários públicos

José Ruy, que comemora este ano 70 anos de carreira no mundo da ilustração, é um dos artistas que acompanha este festival desde a sua génese, quando ainda era “um pequeno salão de pintores da Amadora”, relembra. Este ano, também irá fazer parte da exposição, considerando que o Amadora BD sempre foi muito importante para o reconhecimento do seu trabalho e dos novos artistas. “Os concursos permitem descobrir jovens com muito talento e possibilitam o seu contacto com as exposições. Assim, vai havendo uma passagem de testemunho dos mais velhos para os mais novos”, diz José Ruy.

Os públicos também são diferentes desde há 25 anos. Nelson Dona destaca como uma das principais mudanças a substituição de um único público de banda desenhada, por vários públicos com diferentes segmentos, aos quais é necessário dar resposta. “Temos artistas do mundo inteiro, pois interessa-nos mostrar ao público a maior diversidade possível”, explica o director.

Contudo, o ano passado revelou-se difícil para a realização do festival. Não só sofreu constrangimentos financeiros, devido à conjuntura do país, como legais e administrativos, impostos por leis que foram saindo ao longo dos anos e que levantaram problemas operacionais graves. Com o empenho da autarquia, o Amadora BD conseguiu realizar a 24ª edição, que retratou os 75 anos do Super-Homem e do Spirou.

Espaço de contacto entre artistas, público e editoras, o festival promete continuar a apostar em mais edições, que dinamizam a própria cidade. Para continuar a atrair visitantes, a 25ª edição terá como novidade a criação de um bilhete para famílias, que permite a entrada de quatro elementos por um preço mais acessível.
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AMANHÃ
COMUNICADO DE IMPRENSA
DO AMADORA BD

Cartaz deste ano, de Joana Afonso!

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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

FOTOS – A IV BIENAL DE HUMOR LUÍS D'OLIVEIRA GUIMARÃES NO CNBDI



A IV BIENAL DE HUMOR 
LUÍS D'OLIVEIRA GUIMARÃES 
NO CNBDI

FOTOS

Como noticiámos aqui na passada semana, foi inaugurada, dia 25 de Setembro, no CNBDI a exposição IV Bienal de Humor Luís d’Oliveira Guimarães – Penela 2014. Aqui ficam algumas das fotos que nos foram enviadas por Dâmaso Afonso.


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