segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

APRESENTAÇÃO DO XVI FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DE BEJA - 29 de Maio a 14 de Junho

APRESENTAÇÃO 
DO 
XVI FESTIVAL INTERNACIONAL 
DE BANDA DESENHADA DE BEJA
29 de Maio a 14 de Junho


Depois de ter apresentado o programa do XVI Festival Internacional de BD de Beja (a realizar entre 29 de Maio e 14 de Junho próximos), durante o 430º Encontro da Tertúlia BD de Lisboa, no dia 4 deste mês, Paulo Monteiro enviou-nos agora o texto referente à edição deste ano do Festival.
As ilustrações foram fornecidas por Paulo Monteiro, sendo as fotos dos autores da responsabilidade do Kuentro.

AS EXPOSIÇÕES

ACHDÉ – França


ANDREW SMITH – Inglaterra


BARTOLOMÉ SEGUÍ – Palma de Maiorca


DITIRAMBOS 
(Exposição coletiva) 
Portugal
Com Diogo Carvalho, Francisco Ferreira, Nuno Filipe Cancelinha, Raquel Costa, Ricardo Baptista e Sofia Neto.


FERNANDO LLOR (Galiza) e PABLO CABALLO (Madrid)


JAYME CORTEZ – Brasil/Portugal


JOÃO e RICARDO TÉRCIO – Portugal


Ricardo Tércio (1976-2019)

Membro do colectivo The Lisbon Studio, foi colaborador da Marvel na série Avenger Fairy Tales. Tinha 43 anos.

O autor português de banda desenhada e ilustração Ricardo Tércio, que colaborou com a Marvel e publicou em várias antologias, morreu em Outubro passado, aos 43 anos, em Lisboa - daí esta curta nota biográfica.

Ricardo Tércio trabalhava sobretudo com o mercado internacional, tendo sido um dos autores portugueses que, na década passada, colaboraram com a editora norte-americana Marvel, em particular na série Avengers Fairy Tales, e com a editora Image. Depois de ter passado pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, Ricardo Tércio trabalhou em animação para vários públicos e formatos (séries para crianças, vídeos de música) e integrou a produtora de vídeo Droid i.d.. Foi ainda um dos primeiros autores a integrar o colectivo The Lisbon Studio, um atelier que congrega ainda hoje vários autores de BD, ilustradores e designers.

Entre os títulos publicados com ilustrações de Ricardo Tércio contam-se, por exemplo, Milagreiro, de André Oliveira, Xantara, de C.B. Cebulski, Dofus Monster, de Dobbs, a colectânea de ficção científica Histórias do Outro Mundo e uma antologia gráfica de Pepedelrey.

Angoulême (França), Lodz (Polónia), AmadoraBD e Beja foram alguns dos festivais onde Ricardo Tércio mostrou e teve trabalho exposto. Em 2015 lançou o livro de desenhos Nervoso.

Actualmente, Ricardo Tércio estava a trabalhar num álbum de BD com o autor belga Stephen Desberg.
 _________________________________

JORGE MAGALHÃES – Portugal


LELE VIANELLO – Itália


LUÍS LOURO – Portugal


MARTÍN LÓPEZ LAM – Peru


MIGUELANXO PRADO – Galiza


NUNO PLATI – Portugal


PATRÍCIA GUIMARÃES – Portugal




R. M. GUÉRA (Rajko Milošević) – Sérvia


RUBÉN PELLEJERO – Catalunha


SHENNAWY, TOK TOKCOMPANHIA – Egito

UMBRA 
(Exposição coletiva)
Brasil/Canadá/Portugal
Com Bárbara Lopes, Delfim Ruas, Filipe Abranches, Hugo Maciel, João Chambel, João Sequeira, Jorge Coelho, Pedro Moura, Sama, Sérgio Sequeira, Simon Roy e Vasco Ruivo.


VINCENT VANOLI 
França


OUTROS CONVIDADOS PRESENTES 
EM BEJA NOS DIAS 29, 30 E 31 DE MAIO

EXPOSIÇÃO DE JAYME CORTEZ



FABIO MORAES – Brasil
Especialista na obra de Jayme Cortez. Comissário da exposição.
JAIME CORTEZ FILHO – Brasil
Filho de Jayme Cortez. Comissário da exposição.
SIMONE CORTEZ – Brasil
Neta de Jayme Cortez. Comissária da exposição.

*
EXPOSIÇÃO DE JORGE MAGALHÃES


AUGUSTO TRIGO – Portugal
Autor
CATHERINE LABEY – Portugal
Autora. Comissária da exposição.
MARIA JOSÉ MAGALHÃES PEREIRA – Portugal
Divulgadora de Banda Desenhada. Comissária da exposição.

*
EXPOSIÇÃO DE LELE VIANELLO



JEAN-MARC CHAUSSY – França
Éditions Mosquito. Comissário da exposição.

E TAMBÉM…

GIAMPIERO CASERTANO – Itália
Autor


*
JORGE ZENTNER – Argentina
Autor


*
JOSÉ RUY – Portugal
Autor


*
JUNILSON FARIA MERGULHÃO – Angola
Autor


*
LINDOMAR DE SOUSA – Angola
Autor


*
NICOLAS GRIVEL – França
Nicolas Grivel Agency. Revisão de portfólios.


*
OLIMPIO DE SOUSA – Angola
Autor








sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

DE WATCHMEN A DOOMSDAY CLOCK – COM O JORNAL PÚBLICO – A PARTIR DE 15 DE FEV. 2020

DE WATCHMEN A DOOMSDAY CLOCK
AMANHÃ COM O JORNAL PÚBLICO




Textos de João Miguel Lameiras sobre esta nova série da Levoir com o Público

BDpress #534 Recorte do artigo publicado no Público de 13/02/2020

Há obras que marcam profundamente um género, tomando-se um marco incontornável da sua história. É indiscutivelmente o caso de Watchmen, a obra-prima de Alan Moore e Dave Gibbons, não por acaso, a única BD incluída pela revista Time na sua lista dos 100 Melhores Livros de Todos os Tempos. Watchmen é o centro desta nova colecção do Público e da Levoir, que inclui ainda Renascer e Doomsday Clock, de Geoffjohns e Gary Frank, saga que revisita o mundo de Watchmen integrando-o no resto do universo DC.

Nascido em Northampton em 1953, Alan Moore é uma lenda viva da BD, até pela excentricidade da imagem que cultiva e pelo afastamento total das grandes manifestações públicas, como os Festivais e as Convenções de BD, trocados pelo exílio voluntário da sua casa de Northampton, uma pequena cidade do interior de Inglaterra. A sua longa carreira, recheada de prémios e sucessos comerciais, iniciou-se em Inglaterra, nas páginas das revistas 2000 AD e Warrior (onde começou a ser publicado o notável V de Vingança) mas seria em 1984, ao passar a trabalhar para o mercado americano, que o mundo pôde finalmente apreciar todo o talento de Moore e a sua capacidade de insuflar uma nova vida a personagens cansados, provando que a BD também pode ser literatura. Como refere Barbara Kessel, editora da DC na altura em que Watchmen foi publicado, "Alan mudou o papel do argumentista nos comics. Os seus argumentos contêm mais do que uma história completa. Pode-se ler um argumento dele e ter o mesmo impacto de um comic completo. Com a maioria dos escritores, o argumento é uma mera descrição para o desenhador. No caso de Alan Moore ele descreve cada porção da cena com um detalhe tal que acabamos por visualizá-la de uma forma tão completa que ler o comic é como ver Shakespeare outra vez".

A dar vida aos argumentos incrivelmente densos e detalhados de Moore, está Dave Gibbons.
Desenhador inglês nascido em 1949 com uma carreira iniciada em Inglaterra na série Dan Dare e na revista 2000 AD, Gibbons estreou-se nos EUA trabalhando nas revistas Green Lantern e Flash e, além de Moore, colaboraria ainda com Frank Miller na série Martha Washingtort e com Mark Millar em Kingsman, para além de escrever argumentos para Mike Mignola, Steve Rude (Batman e Super-Homem: Os Melhores do Mundo,já editado pelo Público e Levoir) e Adam e Andy Kubert, entre outros.

Pegando num grupo original de super-heróis inspirados em personagens da editora Charlton, cujos direitos a DC tinha adquirido, Moore constrói uma obra complexa que, além de fazer a autópsia do universo de super-heróis, explora de uma forma nunca antes vista as extraordinárias potencialidades narrativas da linguagem da BD.

Como o próprio refere: "É muito fácil deduzir as nossas intenções quando nos sentámos para produzir o primeiro número de Watchmen: queríamos fazer uma banda desenhada de super-heróis nova e inusitada, que nos desse a oportunidade de experimentar algumas ideias  narrativas novas pelo caminho. Mas acabámos por obter algo stubstancialmente maior do que isso.

Nalgum ponto ao longo desse caminho, entre o material com o qual estávamos a trabalhar e as novas técnicas narrativas que estávamos a experimentar, começou a acontecer uma coisa que não tinhamos antecipado.

Quanto mais olhávamos para a história, mais profundidade ela mostrava ter. Quanto maior a nossa compreensão dos detalhes subliminares que serviam de pano de fundo que estávamos a usar, mais esses detalhes se tomavam parte integrante da linha da história, agindo como uma
espécie de mera continuidade que acabou por igualar-se ao guião em termos de importância para a obra acabada."

Tentar dar continuidade a uma obra com esta complexidade e importância é algo a que poucos se atreveriam, mas Geoff Johns, um dos principais arquitectos do actual Universo DC, cujo trabalho os leitores portugueses têm podido apreciar nas colecções que o Público dedicou à editora do Batman e Super-Homem, saiu-se com distinção de tão espinhosa missão, muito bem secundado pelo belíssimo traço de Gary Frank.

Pegando em muitos dos elementos narrativos de Watchmen, desde a grelha de nove quadrados por página, a narração em voz off e os dossiers no final do capítulo, Johns cria uma história excitante e original, que homenageia a obra de Moore e Gibbons e a história da DC, sem se sentir aprisionada por elas.


SABIA QUE?

Todas as pranchas originais de Watchmen foram vendidas ainda antes de serem publicadas. O desenhador Dave Gibbons tinha, à época, um acordo com uma livraria especializada inglesa que lhe deu um adiantamento pelas pranchas originais em troca de ficar com todas as páginas dos doze números para venda à medida que o desenhador as fosse desenhando. Um acordo que, face à popularidade que a série acabou por adquirir, se revelou muito mais vantajoso para o comprador do que para o autor.

Entre o inúmero merchandising a que Watchmen deu origem, está uma torradeira que faz torradas com as manchas de Rorschach. Esse processo passa por uma placa de metal com as manchas de Rorschach recortadas colocada entre a resistência e o espaço onde entram as fatias de pão de modo a que o calor passe pelos espaços recortados, deixando a marca nas torradas.

A primeira presença dos personagens de Watchmen no Universo DC não aconteceu apenas com o especial de DC Rebirth, incluído nesta colecção. Muito antes, em 1988, Rorschach faz uma participação especial no n° 17 da revista Question, numa história intitulada A Dream of Rorschach em que o herói adormece a ler o Watchmen num avião e sonha com o Rorschach.

Uma homenagem, feita com o conhecimento e aprovação de Moore e Gibbons, que têm direito a um agradecimento especial na ficha técnica e que tem uma dimensão simbólica pois Alan Moore inspirou-se precisamente no Questão para criar Rorschach.

Os àutores tinham um acordo com a DC que lhes permitia recuperar para si todos os direitos de Watchmen um ano depois de a série estar esgotada. Algo que a DC contornou facilmente, reimprimindo Watchmen de ca da vez que estava perto de esgotar, mantendo-a sempre disponível no mercado. Essa impossibilidade de conseguir os direitos da série que tinha criado, foi um dos motivos que levou Alan Moore a cortar relações com a DC e a exigir que o seu nome não aparecesse nas adaptações cinematográficas das obras que escreveu para a editora americana.

Alan Moore tevé um a participação especial na série de animação The Simpsons. No sétimo episódio da temporada 19, Husbands and Knives, Moore, que dá voz à sua própria personagem, participa numa sessão de autógrafos em Coolsville, a nova livraria de BD de Springfield juntamente com Art Spiegelman e Daniel Clowes, em que Millhouse lhe pede para autografar um livro dos Watchmen Babies chamado V for Vacation, numa paródia aos dois mais populares títulos que Moore fez para a DC, Watchmen e V de Vingança.



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

REPORTAGEM DO 430º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA de 04/02/2020

REPORTAGEM 
DO 
430º ENCONTRO 
DA TERTÚLIA BD DE LISBOA 
de 04/02/2020





Bernardo Majer

Nascido em 1990, tirou a licenciatura de Design de Comunicação na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, e trabalha como designer gráfico na VMLBranding desde 2014.

Tendo tido sempre interesse em ilustração, iniciou o seu percurso na banda desenhada em 2012, com o primeiro lugar nos concursos Anicomics, Portusaki e Amadora BD (Escalão A). Trabalhou como Colorista no livro Super Pig:
O Impaciente Inglês (des. de André Pereira e Arg. Mário Freitas)
e desenhou histórias curtas para as antologias Crumbs e Almanaque. O seu primeiro projecto mais longo surge apenas em 2019, “Toutinegra”, com argumento de André Oliveira e editado pela Polvo.

Influências: Chris Ware, Jason, Nick Drnaso, Adrian Tomine, Chester Brown, Jillian Tamaki, Daniel Clowes, João Fazenda.

https://www.instagram.com/bernardomajer/
https://www.behance.net/bernardomajer

Toutinegra
de André Oliveira e Bernardo Majer
“Real ou não, a Toutinegra tinha segredos”.

Num lugar quase deserto e condenado ao esquecimento, há ainda duas candeias que resistem ao vendaval. e quando tudo pertence ao passado, a descoberta constante das crianças, ou o que ficou da memória, não é mais do que uma construção. Um castelo de cartas. Uma miragem e um vislumbre de todos os segredos do mundo.
Toutinegra fala de ausência, de aceitação e do vazio que fica após uma perda. da coragem que é preciso para entrar no moinho escuro.




Paulo Monteiro apresentou a XVI Edição do Festival Internacional de BD de Beja


Comic jam
Os autores participantes foram:
1. Bernardo Majer
2. Juan Burgos
3. João Monsanto
4. Baptista Mendes
5. Lança Guerreiro
6. Álvaro


AS FOTOS



















Paulo Monteiro durante a apresentação do Festival de BD de Beja deste ano.





Obrigado Rechena!!!
Beijinhos!


 
Locations of visitors to this page