quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

LANÇAMENTO DE “ZÉ INOCÊNCIO – AS AVENTURAS EXTRA ORDINÁRIAS DE UM FALO BARATO” – DE NUNO SARAIVA

LIVRO RECEBIDOS

LANÇAMENTO DE
ZÉ INOCÊNCIO
AS AVENTURAS EXTRA ORDINÁRIAS 
DE UM FALO BARATO
DE NUNO SARAIVA

AMANHÃ 21 DE DEZEMBRO NO BAIRRO ALTO

Depois da apresentação desta 2ª edição de Zé Inocêncio, agora pela nova editora Procyon, de Hugo Tiago – a 1ª edição fora da Baleiazul/col. Bedetca de Lisboa – no passado 402º Encontro da Tertúlia BD de Lisboa, segue-se o lançamento mais ou menos formal na Tasca Mastai, o Bar-Livraria do Bairro Alto, amanhã dia 21 de Dezembro. Estará presente o autor, Nuno Saraiva e prometem-se “autógrafos com bonecada”.


Devo dizer que o editor, Hugo Tiago teve a gentileza de me enviar um exemplar, ainda que sem o devido autógrafo do Nuno, mas vou andar com o livro debaixo do braço até o encontrar pessoalmente e... cobro-lhe a bonecada devida – não perdes pela demora pá, eh, eh...

Aqui ficam imagens desta edição (digitalizadas “par moi-même”). Não posso deixar de postar também aqui o portento literário prefaciesco de Júlio Pinto, que talvez já tenha aparecido na primeira edição. Aqui vai, em versão OCR:

PREFÁCIO
O Cara de Caralho

Hesitei muito antes de escrever este título, mas, como já quase notou Miguel Esteves Cardoso, o humor é fodido.

E falar de pénis, a propósito do protuberante facies de Zé Inocêncio, seria um inaceitável desvio social-democrata.

A verdade é que o fragmentário universo dos fanzines pós-adolescentes está cheio de caras de cu. Zé Inocêncio rompe com a tradição e apresenta-se como o primeiro cara de caralho da BD portuguesa, na sua suburbanidade nua e crua.

Natural de Almada, onde crescer é tão longe como ir para casa a pé, o nosso Inocêncio chegou a Lisboa em princípios de 1993, quando o PSD ainda não governava através do PS.

Conheci-o na leitaria da D. Alice, em pleno Bairro Alto, pela mão do Nuno Saraiva. Enquanto eu e o Nuno bebíamos umas imperiais, Zé Inocêncio vigiava de viés a levíssima penugem das pernas de uma futura bailarina do Conservatório.

Percebi logo que estava na presença de um paradigma de engatatão virtual, que não desmobiliza ao primeiro nem ao centésimo desaire. Zé Inocêncio é um daqueles cérebros privilegiados, para quem a luta sempre continua e a sucessão de derrotas não passa de acidental antecâmara da vitória final.

A partir desse dia, o Zé passou a frequentar com regularidade a redacção de O Inimigo, um jornal que vadiou pelas bancas durante 48 semanas.

Quando, uma semana, não apareceu, o Nuno Saraiva tentou justificar a ausência com uma desculpa à Zé Inocêncio. Resultou, claro, e até houve dois leitores que deram pela falta.

Agora, Zé Inocêncio ocupa o centro do mundo, num álbum cuidado, à medida do seu umbigo.

Vai haver um número indizível de femininos corações destroçados.

Um abraço, Zé! Aparece sempre!

Júlio Pinto













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