segunda-feira, 26 de novembro de 2012

BDpress #379: POLVO 15 ANOS – Pedro Cleto no J.N.



EDITORA POLVO COMPLETA 15 ANOS AOS QUADRADINHOS 

Jornal de Notícias, 18/11/2012 

F. Cleto e Pina 

Em 1997, eram criadas em Portugal as Edições Polvo que, 15 anos mais tarde contam no seu catálogo quase uma centena de títulos, a maioria bandas desenhadas de autores portugueses.

Aliás, esse foi um dos propósitos da editora quando surgiu, explica Rui Brito, o seu actual responsável, pois na época “praticamente não havia livros de novos autores nacionais”. Por isso, “o primeiro título editado foi "Época morta & (À Suivre)", de José Carlos Fernandes, logo seguido de "Loverboy, o rebelde", de Marte e João Fazenda”.

Fundada por Rui Brito, Jorge Deodato e Pedro Brito, a estrutura manteve-se até 2005, quando passou a “Polvo, uma chancela de Rui Brito, edições”. E se no seu catálogo há “espaço para o infantil, para a poesia, para os contos e para o ensaio (…) cerca de 85% das edições são de banda desenhada”, possuindo a Polvo actualmente um dos maiores catálogos nacionais do género.

A par de Miguel Rocha, Filipe Abranches, Paulo Monteiro ou Rui Lacas e de nomes mais alternativos, a Polvo publicou também obras de grandes nomes da BD europeia, como Baru, Tardi, David B. ou Sfar, bem como a primeira edição lusa de “Persépolis”, da iraniana Marjane Satrapi.

Entre os lançamentos mais recentes estão “Três Sombras” ttp://asleiturasdopedro.blogspot.pt/2012/11/tres-sombras.html , de Cyril Pedrosa (que esteve no recente AmadoraBD e é autor também do multipremiado “Portugal”), uma obra que aborda de forma poética e metafórica a morte por doença de um filho na infância, “Han Solo” http://asleiturasdopedro.blogspot.pt/2012/08/han-solo.html , de Rui Lacas e “Há piores 2 - Ainda mais profundo", de Geral e Derradé.

A Polvo desde sempre tentou associar as suas edições à vinda de autores a eventos no nosso país e apostou no intercâmbio com estruturas semelhantes de outros países. Dessa forma, alguns dos seus títulos “foram (ou estão em vias de ser) editados noutras línguas, como acontece com "A vida numa colher - Beterraba", de Miguel Rocha, em Espanha e França, "Tu és a mulher da minha vida, ela a mulher dos meus sonhos", de Pedro Brito e João Fazenda (França, Polónia e Itália) ou "O amor infinito que te tenho e outras histórias" http://asleiturasdopedro.blogspot.pt/2010/12/o-amor-infinito-que-te-tenho-e-outras.html, de Paulo Monteiro (Reino Unido, Irlanda, Espanha, França, Roménia e Brasil).

Caixa

Best-sellers

Apesar do mercado ser pequeno e as tiragens da Polvo nunca terem ultrapassado os 1500 exemplares, entre as suas edições há dois best-sellers, que atingiram quatro edições.

Um deles é "As mulheres não gostam de foder", de Alvarez Rabo, “devido à mediatização televisiva de uma tentativa de censura que ocorreu numa livraria em Viseu”, e o outro “Tu és a mulher da minha vida, ela a mulher dos meus sonhos”, de Pedro Brito e João Fazenda.

Para além destes, “outros títulos alcançaram a 2.ª edição”, o mais recente dos quais “O amor infinito que te tenho”, de Paulo Monteiro, distinguido como o Melhor Álbum Nacional de 2010 pelos Prémios Nacionais de BD e pelos Troféus Central Comics.





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