sábado, 18 de dezembro de 2010

BDpress #203: REVISTA “ZÉ PEREIRA” (RIO DE JANEIRO) UMA INCRÍVEL ENTREVISTA COM O PORTUGUÊS LUIS DA CRUZ GUERREIRO, INTITULADA… UM MESTRE PAINELEIRO

Luís da Cruz Guerreiro, é de facto, ele próprio, uma “personagem”!!!

Possui uma oficina de azulejaria artística (Azulejaria Guerreiro - Artistic Tiles) em Alhos Vedros, Concelho da Moita, e inventou uma maneira sui generis de publicar banda desenhada: em painéis de azulejos! O que é talvez inédito em todo o mundo. Luís Guerreiro foi assinante (muito entusiasta, diga-se) da primeira fase do BDjornal e durante algum tempo trocámos correspondência, depois foi a um Encontro da Tertúlia BD de Lisboa para se encontrar comigo e mostrar-me um projecto de “revista” de BD, mas perante o seu discurso verborreico, insistente, cansativo, com um entusiasmo extravagante, tive que “desligar a recepção sonora” para não dar cabo dos canais auditivos e no mês seguinte nem fui à Tertúlia, só de pensar que o homem podia reincidir. Reincidiu mais tarde, mas no Festival da Amadora seguinte, e depois disso só tive notícias de que tinha virado as atenções para ouvidos brasileiros, conseguindo realizar algumas exposições em Terras de Santa Cruz. Acabei por descobrir há dias que tinha lançado uma revista no Brasil: "Aventuras de Jerílio no Séc. 25 - 1º episódio - Tudo começou em Máfio!" - Exposições em Ribeirão Preto e Brasília com apresentação do painel/poster do segundo episódio: "Objetivo Asteroide Repto-Confederação Monárquica-Império Zrakiano".

Tudo isto pode ser lido no seu exuberante site e no também seu, não menos exuberante blog

Agora encontro uma (longa, mas interessante) entrevista com ele, com um título traiçoeiro, realizada na semana passada – 15 de Dezembro – pelo jornalista brasileiro Eduardo Souza Lima, podendo também ser lida AQUI no original, onde se exibe um pequeno filme do Youtube, mostrando as “Galerias Guerreiro”, pelo próprio. Chamo a atenção para a hilariante recomendação do jornalista brasileiro, para o uso do “Google Tradutor”, devido ao facto de (a entrevista) estar “escrita naquela estranha língua que se fala no além-mar”…



In “Revista Zé Pereira”, Cultura, 15 Dezembro 2010 – Artes Visuais, Blog, Quadrinhos

UM MESTRE PAINELEIRO

Por Eduardo Souza Lima

Conheci o Luís Guerreiro graças à Internet, este ímã de maluco. Ele viu o “Hitler no Leblon” do Allan Sieber, fez uns comentários e a gente começou a trocar ideias. Em dezembro passado estive em Portugal e ele me hospedou em seu apartamento em Alhos Vedros, vila medieval feita cidade dormitório de Lisboa. Este ano ele esteve no Rio com Tina, sua mulher, e ficou uns dias aqui em casa. Veio para cá para imprimir o primeiro episódio de “Aventuras de Jerílio no século 25″, história em quadrinhos que está fazendo em azulejos (ele é mestre azulejeiro e paineleiro, com direito a trocadilho, faz favor) que você pode ver em exposição no seu ateliê no vídeo acima e que ele prometeu publicar aqui na “Zé Pereira” tão logo termine de fazer o episódio 2.


Guerreiro também tem o ambicioso projeto de digitalizar integralmente as coleções do “Globo juvenil” e do “Suplemento juvenil”. Fiz uma entrevista com ele que ficou um bocado grande e escrita naquela estranha língua que se fala no além-mar. Recomendo o uso do Google Tradutor. As ilustrações foi ele mesmo quem mandou:

A minha formação são as histórias em quadrinhos, desde que comecei a ler, aos 6 anos, gostei das revistas de HQ. Lembro-me que a primeira vez que peguei em revistas de HQ foi no hospital onde ia diariamente receber tratamentos para a poliomielite e tinha lá um rapaz com um montão de “Mundo de Aventuras”, a revista mais popular de HQ de Portugal nas décadas de 1950, 1960 e 1970.

Pedi-lhe para ler umas enquanto esperava e todo um mundo desconhecido se abriu para mim, um mundo de aventuras desenhadas. Nunca mais fui o mesmo, a minha imaginação desenvolveu-se até atingir a loucura total em que vivo atualmente, perdido entre o sonho e a realidade, e sempre que posso ou preciso, refugio-me nesse imaginário de mundos alternativos.

Lisboa, na década de 1960, era a preto-e-branco e verde-cinza, as casas os ônibus, os táxis, tudo era nessas cores. Lembro-me que para aí em 1970 vi numa banca de jornais uma revista de HQ nova, com uma capa colorida, era a revista semanal “Tintin” na sua versão portuguesa! Pedi para a folhear e era colorida também no interior.

Nunca tal tinha visto, pensei que não houvesse mais do que duas cores, porque até então nunca tinha visto uma revista de HQ em Portugal colorida, foi emocionante, mas infelizmente a minha mãe não a pôde comprar porque custava 5 escudos, o dobro do “Mundo de aventuras” e três vezes mais o preço do “Condor Popular” e da “Ciclone”, que eu comprava em segunda mão por 1 escudo. Fiquei com a imagem da capa desse “Tintin” durante anos na cabeça e consegui esse número já adulto, que guardo religiosamente.

Estudei na Escola Primária de Alhos Vedros, na Preparatória e Secundária da Moita, que não completei, saindo com o 10º ano de escolaridade em 1982. Completei depois, já no meio da década de 1990, o 12º ano com as cadeiras de Filosofia, História e Geografia.

A música que ouvia até ao ano de 1974 era a d’Os Beatles e o pop, que passava nas rádios de ondas médias, porque estações de FM em Portugal, até essa altura, só existia uma, o Rádio Clube Português-FM.

Todas as estações de rádio no pós 25 de Abril, exceptuando a Rádio Renascença, emissora católica, foram nacionalizadas.

A música de 1974 a 1977 que eu ouvia, era música de intervenção, grupos como o Grupo de Ação Cultural, Zeca Afonso, Sérgio Godinho, Brigada Vítor Jara, tudo muito de esquerda e extrema esquerda.

A Rádio Renascença de Lisboa foi ocupada em 1975 e até ao golpe de 25 de novembro, passava apenas música revolucionária e comunicados da Frente Popular que queria transformar Portugal num regime socialista radical. O Partido Comunista Português, com o seu modelo soviético e cubano, estava para estes grupos de extrema esquerda, à direita, para dar uma ideia do radicalismo da altura… Belos tempos.

Em 1977/78, surgiram a Rádio Comercial-FM e a Rádio Renascença-FM, vulgo RFM.
A Rádio Comercial foi a primeira, em 1977, a passar música punk-rock, no programa Rock em Stock e aquilo que apenas conseguíamos apanhar via BBC rádio 3 em 1976, passava agora na Rádio Nacional e gravávamos até os programas, porque nessa altura só muito de vez em quando se comprava um disco.

O primeiro disco que comprei foi “Never mind the bollocks - Here’s the Sex Pistols” e fomos ouvir no máximo de som, na casa de um amigo, fechamos as janelas e pulamos o tempo todo até caírem gotas do tecto, devido à transpiração. Claro que nos tornamos todos punks, vestidos de napa preta e correntes, porque não havia dinheiro para comprar os blusões e calças em couro.

Os Ramones vieram a Cascais em 1978 e lá fomos todos ver o concerto trajados a rigor.

Em 1979 houve um filme que modificou toda a nossa existência musical, esse filme foi o “Quadrophenia” dos The Who e, com essa onda revivalista viramos mod, de mod’ern uma cena antiga de 1966, mas que teve um revivalismo em 1979, com o “Mod’n’Ska” que aliava o neo-Ska dos Madness ou Specials, com o Pop dos B’52 ou dos Talking Heads.

Quando o Neo Romântico dos Spandau Ballet ou dos Duran Duran surgiu em 1980, não entrei na onda, era muito amaricado.

Os filmes que mais me marcaram foram sempre os que tinham temática de ficção científica.
O “Star wars” desde o episódio IV, de 1977 e toda a saga, vistos repetidamente, “Blade Runner”, musicais como o “Grease” e “Saturday night fever”, é verdade sempre adorei disco sound. Clássicos musicais dos anos 1930 e 1940, filmes do Tarzan ou temáticas similares como “King Kong”, os clássicos portugueses dos anos 1930 e também os clássicos brasileiros da Atlântida Filmes da década de 1940.

Detesto o neorrealismo com os seus cânones moralizantes e filmes que usam o povo, distanciados por uma visão elitista e burguesa, que retratam vidas de favelados e pobres, quase todos os filmes de cowboys, ou de guerra, embora goste de documentários de guerra, da Nouvelle Vague e de filmes engajados politicamente. Para tristezas basta olhar em volta, a realidade já é bem triste.



De onde veio o Jerílio? Como teve a ideia de criar o personagem e o universo onde habita?

O Jerílio surgiu em 1984. Em 1982, me refugiei na busca de uma solução para o caos em que se tinha tornado a minha vida, com excesso de consumo de hipnóticos com álcool e anfetaminas.

Resolvi fazer histórias em quadrinhos em horário laboral, porque não conseguia emprego em lugar nenhum, foi um escape e ao mesmo tempo uma restauração da sanidade, um isolamento forçado que durou dois anos e me fez evitar a entrada no reino da heroína, a droga que os meus amigos começaram a usar alegremente, devido à ausência propositada de canabis imposta pelos dealers, por a heroína ter um poder de adição quase imediato e sem retorno. Muitos desses meus amigos morreram devido ao consumo dessa droga e outros devido à Aids, pela troca de seringas.

Livrei-me dessa fase mortal, mas perdi a “amizade” de todos os que entraram na “herô”, porque era considerado careta por não a consumir.

Jerílio, com as suas aventuras no século 25, faziam-me completar mundos em que tudo era inventado por mim, desde o vestuário à arquitetura de cidades inteiras, desenho de naves, sistemas estelares, espécies alienígenas… enfim, era toda uma fuga à realidade duma maneira natural, sem muito esforço, porque tenho muita imaginação, continuo assim até hoje.

Jerílio não é um herói, ele é apanhado numa história que não é a sua, mas que passará a ser sua também a partir do 2º episódio e já completamente sua nos 3º , 4º e 5ºepisódios. Ele é amoral e não julga ninguém, nem é bom nem é mau, mas isso irá mudar nos futuros episódios que reservam muitas surpresas.

O 1º episódio é uma apresentação, o 2º será tipo “Guerra nas estrelas”, o 3º é o começo da mutação de Jerílio a nível espiritual, o 4º será a descoberta do passado, através do “Cristal do Tempo”, o 5º será pôr em pratica o conhecimento adquirido.

O 4º episódio será o mais interessante porque vai retratar o planeta Terra e o Sistema Solar, nos anos da Anarquia, de 2051 a 2485, altura em que Jerílio tem mais 10 anos que atualmente, ou seja, 34.




Como e por que resolveu viver de azulejos? Fez algum curso ou é autodidata?

Foi um acaso, autodidata sou no desenho, não na azulejaria.

Em 1984 inscrevi-me no Centro de Emprego da Segurança Social, para arranjar um qualquer trabalho. Tinha tentado tudo desde afinador de máquinas de costura a ajudante de colocador de grades em metal, até servente de pedreiro tentei… fui sendo sucessivamente despedido de todos esses trabalhos por inépcia minha e falta de vontade, confesso.

Na fábrica de confecções em que trabalhei 15 dias, fui despedido após o chefe ter visto os meus dedos a serem furados pela máquina de costurar elétrica! Decididamente não tinha vida para aquilo.

De repente, em 1985, fui chamado pelo Centro de Emprego para fazer provas de aptidão numa área que desconhecia: a cerâmica artística. Estava a desenhar muito nessa altura e estava bom de desenho, concorri a concursos de HQ e até ganhei uma Menção Honrosa com o “PutoZé”, tive até um contacto para desenhar uma história, inacabada, para uma revista francesa, a “Metal Hurlant Aventure”, que declinei devido a este curso de cerâmica artística me dar mais certeza de realização e poder estar um ano fora da minha terra, além de conhecer novos amigos.

Fui aceite. O curso era nas Caldas da Rainha, o expoente máximo da cerâmica artística em Portugal, com fábricas tão famosas como as Faianças Bordallo, legado do sensacional quadrinista, caricaturista e ceramista, Bordallo Pinheiro, entre muitas outras como a Secla, por exemplo.

Tirei o curso no Cencal, Centro de Formação Cerâmica das Caldas da Rainha, nessa altura exclusivamente dedicado à aprendizagem apenas na área da cerâmica, funcionando como uma fábrica modelo, com seções de olaria, moldes cerâmicos, design de peças, pintura e decoração de peças, pintura em azulejo, fabricação de cores cerâmicas a partir de óxidos, com um laboratório excelente e muito moderno; o meu curso foi um dos muitos que inauguraram esse Centro de Formação Modelo e da minha turma, especificamente, saíram grandes ceramistas que montaram oficinas próprias, como foi o caso da Linda uma grande amiga minha angolana.

Terminei o curso com a nota de Bom e fui selecionado para fazer mais um ano de estágio numa fábrica de cerâmica, as Faianças Belo, que produziam a mesma linha das Faianças Bordallo, mas num sentido mais utilitário das peças. Era um trabalho em série que pouco tinha de artístico, fui colocado na seção de pintoras e me disseram que desde há mais de 15 anos que não tinham um colega do sexo masculino.

Nenhuma sabia desenhar e eu não dominava a técnica de pintura em série, com pincéis esquisitíssimos de pelo de rabo de cabra, que davam uns efeitos retorcidos muito bonitos, mas que requeriam anos e anos de prática só para os utilizar. As minhas colegas estavam lá umas há 20 anos, a mais nova estava lá há sete!
A produção delas era muito maior que a minha, na proporção de 10 para 1, mas quando o chefe precisava que lhe pintassem um painel em azulejos era comigo que vinha ter e aí eu ficava feliz e no meu ambiente, porque implicava desenhar o painel.

Também era o único a ter acesso ao espólio do antigo mestre de pintura e desenho que tinha muitos postais e desenhos originais.

Um dia, o chefe de seção disse-me que tinham tido a encomenda de um painel de azulejos com a temática “Vivenda Sol e Mar” e eu felicíssimo lá fui consultar os postais para me inspirar num desenho que, eu esperava, viesse a ser um marco na fábrica.

Depois de desenhar os esboços magníficos com o mar revolto e calmo, ilhas e sereias sobre o sol, fui todo contente mostrar o desenho ao chefe… uma gargalhada ouviu-se na sala, repetida depois por todos para meu desespero, o Sol e o Mar eram a toponímia a escrever no painel em letras garrafais e não a temática do mesmo. Foi frustrante mas lá fiz o trabalho apenas circundado por um friso que foi a parte artística do painel.
Entretanto, tinha conhecido o Atelier Argila por via dum amigo que lá trabalhava e que se dedicava a fazer apenas azulejaria artística tradicional, com as cores e vidrados dos séculos XVII e XVIII, os amarelos, os azuis, os vinháticos e os verdes, a partir de óxidos misturados com vidro. Uma técnica em tudo idêntica à técnica utilizada nesses séculos, também a temática era uma reconstituição das temáticas laicas desses séculos de apogeu da azulejaria portuguesa.

Quis imediatamente trabalhar a tempo inteiro no Atelier Argila porque era o que estava mais próximo da minha paixão - a história em quadrinhos -, mas o contrato era de estagiar um ano na fábrica, supervisionado sempre pelo Centro de Emprego e pelo Centro de Formação. Consegui, entretanto, um trabalho no atelier em “part-time”, pós laboral das 20h às 22h e aos sábados e domingos.

A fábrica começou a ter problemas de pagamento aos operários e eu morava em quarto alugado e tomava as refeições numa cantina onde pagava ao mês, ganhava na fábrica o ordenado mínimo, que era à conta para pagar o quarto e a alimentação e dar uma escapadinha mensal à minha terra natal, Alhos Vedros, para ver os meus pais e família.

Não tinha possibilidade de estar sem receber um mês, mesmo tendo o outro emprego no Atelier Argila. Falei com o chefe e disse-lhe que o patrão tinha de me pagar por esses motivos.

Ele compreendeu a situação e deu-me a morada e uma tarde livre para ir falar pessoalmente com o patrão.
Depois de muito tocar à campainha, lá depois de uma hora, me abriu a porta a criada que me disse que o patrão não me podia atender porque estava doente. Eu disse que esperaria o tempo que fosse preciso, pois precisava do dinheiro ou era expulso do quarto.

Mais uma hora depois o patrão lá apareceu de robe, com ar cansado e deu-me o ansiado cheque a que acrescentou uma carta de demissão.

Passei a trabalhar exclusivamente para o Argila Atelier até ao seu fecho em 1988, tendo já alugado uma casa junto à casa dos meus pais em Alhos Vedros.

Em 1989, depois de equipar toda a minha oficina, inaugurei a Azulejaria Artística Guerreiro, onde trabalho até hoje.

Capa da revista, editada pela Arquimedes Editora



O Jerílio (parece que é mesmo o nome do indivíduo), da Arquimedes Editora

Quem são os grandes mestres dos quadrinhos para você? Por quê?

Rafael Bordallo Pinheiro, pela graça e mestria que deu às suas HQs e caricaturas, pioneiras da 9ª Arte nos finais do século XIX; Will Eisner, pela dinâmica de cada prancha e letras na série “The Spirit”; Russ Manning, pelo traço e uso dos claros-escuros nas pranchas dominicais do Tarzan, Robert Crumb pelo detalhe.

O que é Portugal para você?

A minha Pátria, o país que mais amo.

E o Brasil?

A minha Pátria em Grande, multiplicada por 100.

Fale sobre o seu projeto para o “Globo juvenil” e para o “Suplemento juvenil”

O projeto passa pela digitalização integral destas coleções que estão na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, e pela busca dos exemplares que faltam nessas coleções.

Este projeto é de interesse nacional e também de interesse para todo o mundo que fale português.
Parte da História do Brasil e do mundo estão nesses jornais e eles estão muito frágeis, só muito amor pela 9ª arte me levaria a ponderar num projeto desta envergadura, são mais de 3.000 jornais a digitalizar enquanto existem, será talvez a última oportunidade de salvaguardar esse espólio para que seja visto pelas futuras gerações de brasileiros e de todos os que admiram as histórias em quadrinhos.

Em 2011 passam 70 anos da edição dos jornais com data posterior a 1941 e passam, por isso, para o domínio público.

Quero que este trabalho a que me proponho venha a ser depois editado em duas monografias, e que salvaguarde as memórias de Adolfo Ayzen e de Roberto Marinho, os maiores impulsionadores da 9ª arte no Brasil.

Todos os direitos sobre os livros, quero que fiquem para o Estado Brasileiro e apenas desejo ser o mentor e executor dessa missão de resgate desse património cultural.

Acredito que sendo tão grande esta saga, o fato de abdicar do meu trabalho na área da azulejaria e emigrar para o Brasil para a executar durante o que perspectivo serem de 3 a 4 anos de trabalho, será recompensado pelo acesso que todos os atuais brasileiros e todas as futuras gerações de brasileiros e da humanidade em geral terão, se se salvaguardar essa parte importantíssima da História Brasileira. O que dificulta tudo isso tem sido conseguir os apoios económico e logístico necessários para a execução desse projeto. (Estou aberto a qualquer tipo de ajuda para concretizar este projeto.)

Como adenda a esse trabalho, lanço também a ideia para o Metrô do Rio de Janeiro homenagear esses jornais e seus diretores, em dois painéis de azulejos policromados a colocar em duas estações de Metrô do Rio, como foi homenageado o Ziraldo, numa estação de Metrô desta cidade.


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