terça-feira, 13 de janeiro de 2015

BDpress #453: AMANHÃ – QUARTA FEIRA DIA 14 – SAI O PRIMEIRO CHARLIE HEBDO PÓS-MASSACRE

AMANHÃ – QUARTA FEIRA DIA 14

SAI O PRIMEIRO CHARLIE HEBDO
PÓS-MASSACRE 
e
AUTORIDADE EGÍPCIA CRITICA NOVA CAPA DO CHARLIE HEBDO COM MAOMÉ

Expresso (online), 12 Janeiro 2015



Já é conhecida a capa da próxima edição do Charlie Hebdo. Maomé junta-se a todas as vozes que um pouco por todo o mundo disseram "Eu sou Charlie". Colocado sob um fundo verde, o profeta volta a ser o protagonista. Está sozinho, chora e segura um cartaz. Neste, a inscrição francesa que correu o mundo: "Je suis Charlie". "Está tudo perdoado", titula o Charlie Hebdo.

A primeira capa pós-massacre, divulgada por antecipação nesta segunda-feira pelo jornal "Libération", chega à bancas na quarta-feira, precisamente quando se assinala uma semana do ataque a sangue frio à redacção do jornal de Paris para "vingar Maomé", que chocou o mundo e deixou 12 mortos, entre eles, o director do Hebdo e quatro caricaturistas de renome internacional.


A França não será a mesma, mas Charlie Hebdo, o sobrevivente, mostra que não cede, não se cala. E escolhe a caricatura de Maomé para simbolizar a resposta pela liberdade de expressão.

As encomendas de França e do estrangeiro fazem esperar um número recorde: três milhões de exemplares, em vez do previsto um milhão, quando a tiragem habitual da publicação ronda os 60 mil.

A edição será traduzida em 16 idiomas e a sátira terá ainda outros alvos políticos e religiosos, ou não fosse esse "o espírito de 'Eu sou Charlie'", subinhou à Rádio France Info o advogado da publicação, Richard Malka, cita a EFE. Esse 'lema' amplamente difundido é um "estado de espírito, que também quer dizer o direito à blasfémia", reforçou, e, por isso, este 'número um' incluirá caricaturas de Maomé.

Foi no jornal "Libération" que os sobreviventes dos atentados conseguiram o espaço para voltar a criar. O "Le Monde" contribuiu com cinco computadores para a força do Hebdo renascer das cinzas e sair de novo às ruas. E como sempre, o lápis e a caneta são as armas.


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AUTORIDADE ISLÂMICA EGÍPCIA CRITICA NOVA CARICATURA DO PROFETA

A instância que representa o Islão junto do Estado egípcio, a Dar al-Ifta, criticou hoje como «uma provocação» a publicação de mais uma caricatura do profeta Maomé na próxima edição do jornal satírico Charlie Hebdo.

«Esta ação é uma provocação injustificada contra os sentimentos de 1,5 mil milhões de muçulmanos», afirmou a autoridade num comunicado citado pela agência France Presse.

«Esta edição vai provocar uma nova vaga de ódio nas sociedades francesa e ocidental. O que o jornal está a fazer não serve a coexistência e o diálogo cultural a que os muçulmanos aspiram», acrescentou.

A Dar al-Ifta é liderada pelo grande ‘mufti’ Shawki Ibrahim Abdel-Karim Allam, a quem o governo do Egito reconhece autoridade para aplicar e interpretar a lei islâmica.

Um conselheiro da instituição, Ibrahim Negm, disse à agência que a Dar al-Ifta condenou o ataque ao Charlie Hebdo, na semana passada, e apelou “a todos os muçulmanos que não participem em atos de violência”.

“Denunciamos a violência e respeitamos a liberdade de opinião. Mas a outra parte tem de perceber que amamos o profeta Maomé”, disse.

O primeiro número do Charlie Hebdo depois do ataque da semana passada, a publicar na quarta-feira, tem na capa uma caricatura de Maomé, de lágrima no olho, segurando uma folha com a frase ‘Je suis Charlie’, igual às utilizadas por milhões de pessoas que se manifestaram no domingo em Paris em defesa da liberdade de expressão. O desenho tem como título “Tudo está perdoado”.

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