segunda-feira, 11 de abril de 2016

NOVOS ÁLBUNS DE JOSÉ RUY

NOVOS ÁLBUNS DE JOSÉ RUY 

HISTÓRIAS DE VALDEVEZ
e
A ILHA DO CORVO QUE VENCEU OS PIRATAS

José Ruy, com oitenta e seis anos, continua a trabalhar intensamente na Banda Desenhada. Prepara mais dois álbuns – Histórias de Valdevez e A Ilha do Corvo, que venceu os Piratas. Deixamos aqui um seu depoimento sobre estes álbuns e algumas pranchas ainda inéditas: 

Os títulos: «Histórias de Valdevez». «A Ilha do Corvo, que venceu os Piratas».

“Este último título poderá ainda levar um «acerto», mas está praticamente aprovado.

Junto para seu conhecimento três pranchas da primeira parte de «Arcos de Valdevez», que é dedicada ao bafordo acontecido entre Afonso Henriques e Afonso Raimundes no século XII. Aqui procurei o mais possível afastar-me dos ângulos criados por ETCoelho nas suas belas recriações de torneios medievais.

Conforme o prometido, aqui vai a prancha acabada ontem. De vez em quando faço umas gracinhas, incluindo mesmo documentos verdadeiros, e neste caso, a escultura do José Rodrigues. Ainda vai ser retocada quando meter cor na página.

Junto também uma prancha do Corvo, que fiz à cabeça, para que a população que colaborou comigo quando lá estive em janeiro passado, não pensasse que eu me tinha esquecido deles, para sentirem que o trabalho está vivo, e também para verem a diferença entre os rudimentares esboços que faço previamente de toda a história e os originais finais.

As personagens (menos o vigário) são modelos que desenhei no Corvo, pois a população aderiu à ideia e voluntariamente deixou-se desenhar para a história. Também foi em «assembleia» que escolheram os nomes para essas personagens.

Tenho um arqueólogo, um historiador e um linguístico, todos da Universidade dos Açores, a colaborarem comigo, fornecendo-me material e acompanhando o que vou fazendo.

Só por isso merece a pena fazer a história, pois quanto ao rendimento só começarei a ter resultados um ano após a publicação, e apenas dos exemplares vendidos (e recebidos das livrarias). Só por-amor-à-arte. Mas sinto-me vivo e a respirar, em vez de embalsamado como vejo colegas meus. Mas há quem lute e se mantenha teimosamente no ativo, como o José Pires”.






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Já agora, recordo que perfazem, por esta altura, trinta anos desde que conheci José Ruy numa exposição da Galeria da Livraria Barata, na Avenida de Roma em Lisboa – 1986. Na foto: José Garcez, Baptista Mendes, José Ruy, Augusto Trigo, Victor Mesquita, Eugénio Silva e eu.

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