sábado, 3 de abril de 2010

BDpress #122 – Pedro Cleto no Jornal de Notícias: AS AVENTURAS DE ZÉ LEITÃO. CREPÚSCULO EM BD. NOVO MÁXIMO EM LEILÃO DO #1 DE SUPERMAN.

Três textos de Pedro Cleto a merecerem a atenção dos bedéfilos interessados: Sobre o novo livro de Pedro Leitão, banda desenhada para crianças, uma vertente da BD feita em Portugal com um tremendo défice de autores e que explicará o cada vez mais acentuado declínio do número de leitores de BD neste país – quando não se forma público, é isso que acontece e tenho-o escrito várias vezes. Portanto é de saudar a persistência (bem sucedida, ao que parece), de Pedro Leitão com AS AVENTURAS DE ZÉ LEITÃO E MARIA CAVALINHO, de que saiu agora o 5º livro. Note-se, já agora, que Pedro Leitão encara a actividade de criar livros de BD para crianças com grande profissionalismo, uma vez que, depois de saírem os livros, ele arranca para visitas às escolas por todo o país, em acções de divulgação junto dos potenciais leitores.

Depois Pedro Cleto escreve sobre a adaptação de CREPÚSCULO para BD por Young Kim e sobre um novo recorde na venda da revista ACTION COMICS #1 (de 1938), onde se deu a estreia do Superman.


Imagens cedidas por Pedro Leitão.

Jornal de Notícias, suplemento In de 27 de Março de 2010

AS AVENTURAS DE ZÉ LEITÃO E MARIA CAVALINHO #5 – OS ARTISTAS DA ALMOFADINHA VERDE

Pedro Leitão (texto e desenho)
Gailivro

Este é um caso raro na banda desenhada portuguesa: uma série com continuidade, que vai sendo desenvolvida – de forma coerente e sustentada – álbum após álbum. E este já é o quinto. Mérito do autor, que tem apresentado trabalho, mérito da editora, que tem apostado nele, e mérito dos leitores, que foram conquistados e garantem as (indispensáveis) vendas para sustentar o projecto.

De cariz infanto-juvenil, área tão importante, pela sua característica formativa – tout-court e de leitores de BD – e tão pouco (e mal) explorada nos tempos que correm no nosso país, no que aos quadradinhos diz respeito, este álbum narra mais uma aventura da família composta pelo porco Zé Leitão, a égua Maria Cavalinho, e o seu filho (porco, também) Filipe Cavalinho Leitão, que tem como tema de fundo, explorado de forma breve e livre, a pintura e as exposições de arte, que contribuem para o aprofundar dos laços dos protagonistas.

Ancoradas sempre na realidade, estas histórias surpreendem especialmente pela forma como, no seu desenvolvimento, o autor consegue interligar o real com o imaginário (bem infantil), de uma forma tão inesperada quanto natural, de forma que a acção continua a decorrer como se nada de espectacular tivesse acontecido. Veja-se, neste livro, como uma viagem de carro tão depressa se transforma num passeio aéreo a bordo de uma prancha de surf, sem que ninguém se pareça aperceber quão invulgar é tal facto!

Para essa boa interligação, contribui também o desenho, simples como o público-alvo obriga, de cores não muito vivas mas agradáveis, e suficientemente dinâmico e expressivo para complementar a narrativa e dotá-la dos ritmos certos.

F. Cleto e Pina
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Imagem da responsabilidade do Kuentro.

Jornal de Notícias 30 Março 2010

"CREPÚSCULO" CHEGA À BANDA DESENHADA

F. C. Pina

Depois dos livros - que venderam cerca de 85 milhões de exemplares em mais de 50 países - e do filme, com Robert Pattinson e Kristen Stewart, a saga "Crepúsculo" tem também uma versão em quadradinhos, cuja edição nacional chegará às livrarias no próximo dia 20.

Lançada nos Estados Unidos da América, no passado dia 16, pela Ien Press, com uma tiragem de 350 mil exemplares, "Crepúsculo - A novela gráfica" é da autoria da sul-coreana Young Kim, podendo, por isso, ser designado como manwha, nome dado à banda desenhada coreana, próxima do estilo japonês, actualmente o preferido pelos leitores mais jovens.

Trata-se da primeira obra desta autora, que, até agora, apenas tinha ilustrado capas e trabalhado em animação, que se baseou na história de amor entre a jovem Bella e o vampiro Edward Cullen, originalmente escrita por Stephenie Meyer.

A escritora, que supervisionou, de perto, a adaptação, em especial ao nível dos diálogos e da escolha das cenas a incluir, comentou que "Young Kim fez um óptimo trabalho ao transformar as palavras que escrevi em belas imagens ".

Este volume, com 224 páginas a preto e branco, é o primeiro dos dois tomos previstos, mas a data de lançamento do segundo ainda não é conhecida.
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Imagem da responsabilidade do Kuentro.

Jornal de Notícias 31 de Março de 2010

SUPER-HOMEM PULVERIZA RECORDE
REVISTA DE ESTREIA DO SUPER-HOMEM VENDIDA POR 1,5 MILHÕES


F. Cleto e Pina

Um exemplar da revista Action Comics #1, com a estreia do Super-Homem, foi vendida nos Estados Unidos por um milhão e meio de dólares, pulverizando o anterior recorde que assim durou pouco mais de um mês.

A venda foi efectuada pelo site de leilões ComicConnect, que em meados de Fevereiro vendera já um outro exemplar da mesma revista por um milhão de dólares, o que constituía na altura recorde absoluto para este tipo de publicações em banda desenhada. Dias depois, a Detective Comics #27, com a estreia de Batman, suplantava aquele valor em 75 mil dólares. A diferença é que o exemplar agora leiloado está classificado com nota 8,5 (mais 0,5 do que o exemplar anterior) pelo Certified Guaranty Company (CGC), uma tabela utilizada igualmente para moedas e notas, cuja escala varia de 0 a 10 segundo a raridade e o estado de conservação da peça.

O montante agora despendido por um coleccionador anónimo – exagerado para muitos – é justificado pelo facto de ela assinalar a estreia absoluta do Super-Homem e de estarem referenciados menos de 100 exemplares desta publicação, a maior parte deles em fraco estado de conservação - ao contrário do agora vendido, que tem a capa impecável e cujas páginas mantêm praticamente intacta a cor branca original, não tendo amarelecido com o tempo, devido a ter estado “perdido” no meio de uma pilha de revistas durante quase 50 anos, até ao final da década de 1980. Depois disso foi vendida por diversas vezes, sempre por valores crescentes, tendo estado na posse de um coleccionador durante os últimos 17 anos.

Datada de Junho de 1938 (o que na prática significa que começou a circular nos EUA dois meses antes), a publicação ostenta na capa o preço de 10 cêntimos de dólar, e tem 64 páginas, parte delas a cores, das quais as 13 primeiras com a história de estreia do Super-Homem, uma criação de Jerry Siegel e Joe Shuster.

Esta nova venda atesta o interesse crescente dos coleccionadores pelas revistas da chamada Era de Ouro dos Comics, que abarca o período que vai desde 1938 até meados da década de 1950, que por isso se têm valorizado imenso. Aliás, ainda na semana passada um exemplar da Flash Comics #1, classificado como 9,6 pelo CGC, encontrou comprador por 450 mil dólares.

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