quarta-feira, 9 de março de 2011

BDpress #237: PEDRO MASSANO – NO ALENTEJO POPULAR

Alentejo Popular, 3 de Março 2011

através da banda desenhada

Coordenação de Armando Corrêa

APRESENTANDO UM DESENHISTA VETERANO - PEDRO MASSANO

Nascido em Lisboa a 15 de Agosto de 1948, Pedro Massano (aliás, Manuel Pedro Dias Massano dos Santos) é um do mais admirados desenhistas veteranos do nosso Pais. A sua biografia é extensa e este espaço não chega para tanto... Foi homenageado nos Salões BD da Sobreda, Moura e Viseu. Publicou-se em diversos periódicos, com estilos muito variados, incluindo o humorístico. Tem uma boa dose de álbuns publicados (muito deles já esgotados) em Portugal e em França. Estudou no Colégio Militar e na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Algumas vezes assinou como Mané, Pedro e Manuel Pedro. Notável e de sua autoria, o volume (A BD (continua). Porquê?», que explica «como fazer Banda Desenhada».

A partir de hoje e por mais três semanas aqui divulgamos um inédito, que é o segundo episódio autónomo de «O Comboio de Ouro». O primeiro foi publicado em 1999, no nº 14 das «Selecções BD» (2ª série). Neste, curiosamente, as «falas» dos legionários estão em francês ou em castelhano. Lendo o episódio, logo perceberão porquê...

Uma conversa com Pedro Massano:

Que fazes actualmente a nível de BD?

Estou a trabalhar para o Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota. Conto acabar o álbum “A Batalha” este ano. E que ele seja editado o mais breve possível.

Desde há algum tempo foste residir para as proximidades de Tomar. Porquê?

Fui para lá porque precisava me mo de me isolar para o trabalho que estou a fazer onde se inclui muita investigação e muita concentração, aspectos que não conseguia em Lisboa.
É um trabalho muito intenso que exige a leitura fria da documentação a consultar.

Como encaras a ausência de BD nos nossos principais periódicos?

Olha... acho que é uma causa perdida. E estou tão cansado de toda a loucura da BD, que após este trabalho sobre Aljubarrota estou a pensar em abdicar da 9ª Arte e dedicar-me a outras artes: pintura, música...

Por que ficou por se fazer o 3º e último tomo da série sobre D. Sebastião, que fazias para a francesa Glénat?

Porque eles não quiseram. Parece que a série não estava a cativar o público franco-belga, como a Glénat esperava. Foi um «processo natural»...

Que pensas das nossas novas gerações de desenhistas?

Eu gostava muito de pensar, só que não compro nem leio Banda Desenhada há mais de 10 anos. Mas espero bem que ele tragam coisas novas que surpreendam toda a gente. E, do fundo do coração, desejo que tenham muitos sucesso .

Pedro Massano, José Ruy e Eduardo Teixeira Coelho. 
Festival de BD da Amadora de 2000, 
durante o lançamento do livro A Arte de Bem Navegar, de Teixeira Coelho, 
no Monumento aos Descobrimentos, em Belém.
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ALGUNS LIVROS DE PEDRO MASSANO



O Abutre (1975) e A Missão H...orrível (Europress, 1987)


Mataram-no Duas Vezes – história pré-publicada no DN Magazine – suplemento dominical do Diário de Notícias – e em álbum pela Europress (1985-1987)


ESTILOS DE PEDRO MASSANO

Angola 1971 – revista Visão (1975) e Le Trésor du Vice-roi (2002)


Pranchas de O Comboio do Ouro, 1ª parte – revista Selecções BD, nº 14 (2ª série), Dezembro 1999
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Imagens da responsabilidade do Kuentro
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