quinta-feira, 7 de junho de 2012

BDpress #347: HÁ 50 ANOS O GIGANTE VERDE DA MARVEL ERA CINZENTO QUANDO FOI CRIADO – PEDRO CLETO NO J.N.


HULK ESMAGA HÁ 50 ANOS 

GIGANTE VERDE DA MARVEL ERA CINZENTO QUANDO FOI CRIADO POR STAN LEE E JACK KIRBY 

Jornal de Notícias, Artes & Vidas de 5 de Maio de 2012 

F. Cleto e Pina 

Em Maio de 1962, Stan Lee e Jack Kirby apresentavam aquele que viria a ser um dos mais carismáticos personagens da Marvel: o Incrível Hulk. Versão modernizada do clássico de Stevenson, “O Estranho caso do Dr. Jeckyll e Mr. Hyde”, estreou-se em Abril de 1962, em revista própria, que, no entanto, duraria apenas 6 números.

Acreditando na sua criação, Lee transferiu-o para a revista “Tales to Astonish”, onde o gigante se firmou e desenvolveu mitologia própria, alcançando um tão grande sucesso que a publicação assumiria o seu nome, em 1966.

No episódio de estreia, no contexto de Guerra Fria que então se vivia, era apresentado Bruce Banner, um cientista brilhante mas introvertido que durante uma experiência com armamento novo, para evitar a morte de um adolescente – Rick Jones, seu futuro parceiro - foi atingido com uma elevada dose de raios gama o que fez com que, a partir daí, em circunstâncias especiais, passasse a transformar-se no colérico e irascível Hulk, um gigante com imensa força bruta e praticamente invulnerável. Nessa BD inicial, a transformação ocorria com a passagem do dia para a noite, mas rapidamente passou a ser o estado de espírito de Banner o responsável pelas transformações.

A par da perseguição pelo exército norte-americano, personificado pelo General Ross, umas vezes para o destruir, outras para o utilizar, a série nos primeiros anos assentou nas tentativas de Banner para controlar o monstro que vivia dentro de si e na sua relação com Rick Jones e a bela Betty Ross – filha do general Ross e sua futura esposa.

Depois de Stan Lee ter assegurado a escrita das primeiras dezenas de histórias, mais tarde distinguiram-se Peter David, que privilegiou o protagonismo do gigante verde, e Bruce Jones, que optou por destacar o papel de Bruce Banner, levando-o a percorrer o vasto território dos Estados Unidos, em fuga daqueles que querem controlar o monstro que existe dentro de si, em narrativas mais intimistas e de tom conspirativo.

A par das aventuras a solo, Hulk cruzou-se recorrentemente com os outros super-heróis da Marvel, com destaque para os Vingadores – cuja formação inicial integrou mas de quem também foi adversário – sendo marcantes os confrontos com o Coisa ou Wolverine.

Inicialmente divulgado em Portugal através de edições brasileiras, o incrível Hulk estreou-se entre nós no suplemento Quadradinhos do jornal A Capital, em 1980, tendo dado o nome a revistas da Agência Portuguesa de Revistas, nesse ano, e da Distri, em 1983. Como sinal de outros tempos, a Devir, já neste século, editou diversos álbuns do herói e também uma colecção de 20 comics, em parceria com o Jornal de Notícias, a propósito da estreia do filme realizado por Ang Lee, em 2003.

Este último, protagonizado por Eric Banna, foi mal recebido pela crítica e pelo público, e esteve longe de fazer esquecer a série televisiva que Lou Ferrigno interpretou nos anos 70/80. Entretanto, a boa prestação de Mark Ruffalo como Banner no recente filme dos Vingadores, ainda em exibição, pôs a circular rumores sobre um eventual filme do Hulk, a estrear em 2015.

(Caixa)
De todas as cores e temperamentos
Embora seja o verde que geralmente associamos ao Hulk, a verdade é que quando Lee e Kirby o criaram, a sua pele era cinzenta. No entanto, problemas da gráfica para acertar com o seu tom, levaram os autores a optar pelo verde ao fim de apenas três edições.

No entanto, anos mais tarde, o Hulk voltou a ser cinza durante algum tempo e, recentemente, uma das suas versões mais violentas exibe uma intensa cor vermelha…

O mesmo se passa com o seu temperamento e personalidade pois, ao longo deste meio século, de monstro descontrolado a génio científico, passando por ser com mentalidade infantil, foi diversificado o espectro comportamental já assumido pelo gigante da Marvel que inclusive, durante um certo período, viveu separado de Bruce Banner e chegou a assumir o trono de um planeta distante.

 
  

Ups! Não era este...
Mas, já agora, aqui fica a curta entrevista que Jorge Pedroso Faria lhe fez e entrou na página do J.N. que mostramos lá mais acima:

HULK. JOGADOR DO F.CPORTO
FÃ DO HERÓI DESDE CRIANÇA 

Como surgiu o apelido de Hulk?
Tudo começou quando ti­nha três anos, por essa altura já era grande fã da série e as­sistia sempre aos desenhos animados. Foi então que co­mecei a imitar o personagem em frente à televisão e a di­zer aos meus pais que era o Hulk, porque tinha muita força. Foi num desses mo­mentos que o meu pai me disse: "Se tens assim tanta força vais ser o Hulk", uma alcunha que ficou até hoje.

Gosta de ser comparado com o super herói? Sim, no entanto, não come­çou por ser uma comparação, foi mais um apelido que ficou por gostar tanto do desenho animado. Não me comparo com ele porque não tenho nem 10% da força que ele tem (risos)

Hoje qual é a sua relação com o desenho animado? Os meus filhos também são fãs do personagem animado. Já não assisto tanto como na fase em que ganhei a alcu­nha, por essa altura, passava horas em frente à TV...

Quer deixar alguma men­sagem ao personagem? Sabendo que o boneco faz 50 anos neste dia 5 de maio, quero dar-lhe os meus para­béns e acrescentar que espe­ro chegar aos 50 anos, com pelo menos 5% da sua força.

Mas o Hulk terá a vanta­gem de chegar aos 50 anos com mais títulos... Sem dúvida que sim, e espe­ro conquistar muitos mais e prestigiar o nome do boneco.

Jorge Pedroso Faria





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Imagens da responsabilidade do Kuentro

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