terça-feira, 9 de novembro de 2010

21º FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DA AMADORA / AMADORABD (4): ALGUMA DA ANIMAÇÃO NO AMADORA BD + BDpress #194: Pedro Cleto sobre o Amadora BD no Jornal de Notícias

Alguns dos momentos de Animação deste 21º Amadora BD 2010.

Lançamento de SETE HISTÓRIAS EM BUSCA DE UMA ALTERNATIVA, Filipe Alves (capa), Álvaro Áspera, António Brandão, João Martins, Marta Portela, Pedro Alves, Pedro Colaço, Pedro Serpa e Ricardo Cabrita. Edição do GRAL – Gabinete para a Resolução Alternativa de Conflitos – Ministério da Justiça.
Neste álbum, os autores homenageiam algumas das personagens da banda desenhada portuguesa, Jim del Mónaco (de Simões e Luís Louro), Barão Wrangel (de José Carlos Fernandes), O Espião Acácio (de Fernando Relvas), O Corvo (de Luís Louro) ou Zé Inocêncio (de Nuno Saraiva).



A Festa da Caricatura ocupou a “Praça Central”, um espaço cenicamente bem conseguido mas enorme e praticamente inútil, com iluminação apenas solar – à medida que o dia escurecia aquilo ia ficando tudo às escuras…




O cartoonista grego Vangelis Paulipis:


A “Bruxa MIMI” fez as delícias dos mais novos:


Os Kumpania Algazarra:

Ver vídeo:
video

Sons Brasileiros, com João Santos e Mariana Azenha:


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Pedro Cleto sobre o 21º Amadora BD 2010

Jornal de Notícias 6 de Novembro 2010

PÚBLICO FALTOU AO AMADORA BD

F. Cleto e Pina

Encerra este domingo no Fórum Luís de Camões, na Brandoa, o 21º Amadora BD, que foi uma edição de contrastes. Por um lado, pela fraca afluência de público nos dois primeiros fins-de-semana, por outro, pela qualidade de algumas exposições que mereciam bem mais visitantes.

De qualquer forma a organização terá que tirar ilações de alguns erros cometidos. À cabeça, a divulgação tardia do evento – e a falta de informação sobre o mesmo durante o seu decurso – e a quase total ausência de nomes sonantes, os tais que são capazes de chamar visitantes - Schuiten e Peeters foram as excepções. A par disto, a menor aposta na cenografia das exposições e a ausência de surpresas nas mesmas (como acontecera em 2009, por exemplo, com os belos originais dos autores polacos) também tornaram o evento menos chamativo para o grande público. Finalmente, porque o manga e os comics americanos, géneros preferidos pelos mais novos, continuam a primar pela quase total ausência.

É verdade que este ano, tendo por tema aglutinador o Centenário da República, a organização assumidamente quis apostar nos autores portugueses, mas estes não são, só por si, suficientes para garantir o público.

Isto não invalida que o Amadora BD, não tenha grandes exposições: as dedicadas à República e ao centenário de Fernando Bento (embora esta esteja “escondida num canto”), pela sua diversidade e pela qualidade dos documentos expostos, merecem os maiores encómios. A não perder são também a magnífica instalação dedicada “Às Cidades Obscuras”, de Schuiten e Peeters, e as mostras de Sean Murphy, Cristina Sampaio ou Korky Paul, capazes de surpreender os visitantes.

Uma referência final para a melhor disposição dos diversos espaços no Fórum Luís de Camões, com especial relevo para o espaço comercial, mais amplo e arejado, apesar de algumas lojas terem pouca visibilidade, e para o bom número de lançamentos de títulos de autores portugueses, resultado da aposta que o festival tem feito na produção nacional.

Neste fim-de-semana, para lá de muitos autores portugueses, o festival contará com a presença do britânico Korky Paul, autor de “A Bruxa Mimi”, Jô Oliveira (Brasil), Lindomar Sousa (Angola), Zorito e Machado da Graça (Moçambique).

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