sábado, 30 de outubro de 2010

BDpress #192: MARJANE SATRAPI FALA SOBRE GRAPHIC NOVELS

O segundo fim-de-semana do Festival de BD da Amadora começou sob fortíssima chuvada e, em termos de afluência de visitantes, foi um bocadinho melhor que o primeiro. Vamos ver como será amanhã... Entretanto, para desenjoar, eis uma pequena notícia refrescante:

Notícias quadrinhos
MARJANE SATRAPI FALA SOBRE GRAPHIC NOVELS

Por Eduardo Nasi (24/10/07)


Marjane Satrapi, nome de artístico de Marjane Ebihamis (Rasht, Irão, 22 de Novembro de 1969)

Em entrevista à revista dominical do jornal New York Times, a quadrinhista Marjane Satrapi criticou a expressão "graphic novel", usada para designar histórias em quadrinhos mais sofisticadas.

"Eu acho que eles inventaram esse termo para a burguesia não ficar assustada com os quadrinhos" disse a autora de Persépolis. "Tipo, ó, esse é o tipo de quadrinhos que você pode ler".

Em seu depoimento, Marjane falou sobre a diferença entre quadrinhos e cinema, duas formas de expressão criadas na mesma época. Mas, para ela, o cinema logo se tornou uma arte maior, diferentemente das HQs. "A diferença é que as pessoas não sabem lidar com o desenho", relata a cartunista iraniana.

Marjane comparou a dificuldade de o público lidar com quadrinhos com a rejeição aos bissexuais:

"Ou as pessoas gostam de escrever ou elas gostam de desenhar. A gente gosta das duas coisas. Nós somos os bissexuais da cultura. As pessoas não acham que é um problema se você é um homossexual ou se você é heterossexual, mas se você é bissexual elas têm um problema com você".

Fumante sem pudores, a cartunista também falou sobre morar em Paris: "Eu gosto de lá porque posso fumar em qualquer lugar, mas isso vai mudar. Então talvez eu mude para a Grécia, porque lá você ainda pode fumar em qualquer lugar".



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