quinta-feira, 4 de abril de 2013

ÀS QUINTAS FALAMOS DO CNBDI NO KUENTRO (1)


CNBDI
CENTRO NACIONAL
DE BANDA DESENHADA E IMAGEM


O Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (CNBDI) foi inaugurado em Setembro de 2000, com objectivo central da promoção da banda desenhada e das artes que lhe são próximas: ilustração, cinema de animação e outras.

Além de uma biblioteca especializada, centro de edição e pesquisa e arquivo de originais, o CNBDI dispõe, ainda, de uma galeria onde realiza exposições que traduzem as diversas tendências da BD e Imagem. Nesta galeria continuará a exposição Encontro Imaginário com Fernão Mendes Pinto, ao que julgamos até 2014.

Os objectivos da constituição deste fundo de originais são o seu tratamento e futura disponibilização para estudo, bem como a sua utilização em exposições no País e no estrangeiro.

 
 
 

Actividades

O CNBDI proporciona aos mais novos actividades de animação e formação. As exposições que produz são organizadas tendo em conta, também, um público mais jovem. Assim, organiza actividades de animação e visitas guiadas para as escolas que visitam as diversas exposições, mediante marcação prévia.

Durante o ano lectivo, e nas férias também, organiza iniciativas para que os mais jovens possam, com os colegas ou mesmo com os professores, participar em acções de formação: ateliês de banda desenhada, de escrita criativa, faz fanzines e iniciação à banda desenhada.

Para um público mais adulto, o CNBDI organiza há mais de um ano o encontro mensal Às Quintas Falamos de BD - sempre na última quinta feira do mês, tendo sido no encontro de dia 28 de Fevereiro, que inaugurou a exposição que destacamos acima.

Colecção

A colecção do CNBDI tem mais de dez mil livros e obras de referência, mais de mil títulos diferentes de publicações periódicas e fanzines. A biblioteca especializada tem capacidade de resposta para as mais variadas solicitações, desde o público escolar – alunos e professores – até aos especialistas de banda desenhada, jornalistas, críticos e editores.

Valioso património de originais, o acervo do CNBDI – único no País – conta já com mais de 15 mil originais de pranchas e esboços dos autores Artur Correia, Augusto Trigo, José Ruy, Eduardo Teixeira Coelho, José Garcês, Victor Péon, José Carlos Fernandes, Luís Louro, João Fazenda, Nuno Saraiva, Miguel Rocha, Pedro Mota e Jorge Mateus.

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AMIGOS DO CNBDI (1) 

Amizade é o sentimento que liga e afeiçoa uma pessoa a outra. Mas podemo-nos afeiçoar e criar amizade com um objeto ou até por uma instituição. Foi assim que fiquei amigo do CNBDI, Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem, da Amadora. Isto porque tive o privilégio de estar ligado ao seu nascimento.

Em 1996 o Dr. Luís Vargas, então a dirigir o Festival de BD da Amadora que ia no seu sexto ano, anunciou-me a criação de um Centro de BD que organizasse iniciativas durante o período entre dois Festivais, para evitar o hiato então existente. Tinham já uma instalação própria na base de um prédio de habitação, que não sendo a ideal dava para começar. Estava previsto montar um arquivo só para pranchas de BD e descreveu-me o seu apetrechamento, os armários em aço, o material «PH neutro» para preservar os originais de ácaros e humidades, os dispositivos para bombear água numa possível cheia, com três níveis e um dínamo que entraria em funcionamento no caso da corrente elétrica ser cortada e, claro, a defesa contra incêndio e também com uma ligação direta ao quartel dos bombeiros.

O arquivo ficaria dentro de um «bunker» a construir no meio do espaço «menos um» e no andar de cima, o térreo, seriam instalados os escritórios e uma biblioteca para o que já possuíam alguns livros oferecidos por autores portugueses e estrangeiros, estes convidados a estarem presentes nos Festivais.

Como é do conhecimento geral estive também ligado à criação do Salão de Homenagem ao Tiotónio, em 1990, que pelo seu êxito se transformou em Festival a partir do ano imediato. Por isso encarei esse novo projeto com grande satisfação pelo que ia representar para a Banda desenhada e para a Amadora em especial.

Disponibilizei-me logo incondicionalmente para colaborar no que o diretor do Festival achasse conveniente e estivesse nas minhas competências. O Dr. Luís Vargas sabia que a oferta era sincera, pois eu já dedicava a minha colaboração nos Festivais, não apenas emprestando pranchas desenhadas para exposição, mas pintando painéis, por vezes muito grandes ou, por exemplo, construindo a maqueta de uma nau para os carpinteiros executarem em tamanho natural. Tudo isto sem prejuízo dos prazos que a Editora ASA me exigia, pois na altura fazia parte dos quadros da Empresa, mas conseguindo sempre um tempo para ajudar, mesmo com sacrifício de horas de sono.

A instalação do CNBDI foi tomando forma e muito antes de entrar em funcionamento, tinha já a minha amizade.

José Ruy 

(continua...)

João Paiva Boléo, José Ruy e Osvaldo Macedo de Sousa, na biblioteca do CNBDI

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E porque o CNBDI é importante, criámos no Facebook uma página de amigos do
CNBDI - CENTRO NACIONAL DE BANDA DESENHADA E IMAGEM
https://www.facebook.com/amigosdoCNBDI

Adira a esta página!!!

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