sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

BDpress #386: DAVID SOARES – RECORDANDO 12 ANOS DE BANDA DESENHADA


David Soares
RECORDANDO DOZE ANOS
DE BANDA DESENHADA
(2000-2012) 

Os míticos Troféus Central Comics (prémios atribuídos pelos leitores a obras e autores de banda desenhada) abrem a votação para um prémio especial para celebrar os vencedores que premiaram desde 2001. Nesse sentido, eu estou nomeado para "Melhor Argumentista - 2001/2012".

A iniciativa de criar este prémio excepcional - Troféus Central Comics 2001-2012 - consiste, também, numa homenagem à banda desenhada portuguesa que foi criada e editada ao longo desses anos: numa conjuntura actual de mercado cada vez mais desmemoriada e desenraizada, é uma boa oportunidade para recordar (ou descobrir) alguns dos mais importantes livros portugueses de BD que marcaram a primeira década deste século, como, por exemplo, A Pior Banda do Mundo: O Quiosque da Utopia de José Carlos Fernandes (Devir), Salazar, Agora na Hora da Sua Morte de João Paulo Cotrim e Miguel Rocha (Parceria A.M.Pereira) e O Amor Infinito Que te Tenho de Paulo Monteiro (Polvo). Aliás, só o facto de se voltar a chamar a atenção para estes três títulos indispensáveis, entre tantos outros, demonstra a pertinência destes Troféus Central Comics 2001-2012 e, além disso, relembra a riqueza de estilos, escolhas e abordagens com que a BD portuguesa sempre se fez.

Inscrevendo-me no exercício de memória a que somos convidados acima, não quero deixar de evocar, em breves apontamentos, a minha própria obra de banda desenhada (de 2000 para cá): não só porque ela me orgulha bastante, como, neste momento, em que preparo dois novos livros de BD (um para ser editado em 2013 e outro em 2014), penso que é fundamental exemplificar que é o trabalho árduo e contínuo – de rigor e de imaginação – que faz a carreira de um autor.


Cidade-Túmulo (Círculo de Abuso, 2000) 
Argumento e desenhos: David Soares 

«Metáfora assustadora do que, lentamente, se alimenta do velho para construir o novo.» 
Ler, Vida.pt 

«Negro. Violento. Denso. Excelente.» 
Mondo Bizarre 


Mr. Burroughs (Círculo de Abuso, 2000; Frémok, 2003) 
Argumento: David Soares; Desenhos: Pedro Nora 

Prémios Amadora BD: Melhor Argumentista Nacional e Melhor Desenhador Nacional (2001) 

«David Soares medita sobre a criação e os seus custos, pagos nas moedas torturadas em que se costuma resgatar o génio.» 
Jornal de Letras 

«Texto rigoroso e surpreendente.» 
Les Inrockuptibles (França) 


Sammahel (Círculo de Abuso, 2001) 
Argumento e desenhos: David Soares 

Troféu Central Comics: Melhor Argumentista Nacional (2001) 

«Uma das obras mais sofisticadas da nova BD nacional.» 
Diário de Notícias 


A Última Grande Sala de Cinema (Círculo de Abuso, 2003) 
Argumento e desenhos: David Soares 

Livro vencedor de uma Bolsa de Criação Literária do IPLB/Ministério da Cultura 

«Inspirado na magia das velhas salas, apresenta uma narrativa cheia de referências ao mundo das paixões e técnicas cinematográficas (...) recortadas por uma fina ironia.» 
Premiere 

«Como se encara uma nova proposta de David Soares? Com a presunção imediata de um mundo inventivo, delirante, macabro, detalhado, pensado, onde as palavras fluem em movimentos hipnóticos. O talento de David Soares explode.» 
Jornal de Letras 


Mucha (Kingpin Books, 2009) 
Argumento: David Soares; Desenho: Osvaldo Medina; Arte-Final: Mário Freitas 

«Hábil na criação de uma escalada de sufoco (...) quanto à ameaça que a epígrafe de Sófocles, na Antígona, lança na página que antecede a narrativa: "Estas coisas são de um futuro próximo." Mais do que o zumbido contínuo das moscas, são essas palavras que ecoam em cada prancha de Mucha.» 
LER 


É de Noite que Faço as Perguntas (Saída de Emergência, 2011) 
Argumento: David Soares; Desenho: Jorge Coelho, João Maio Pinto, André Coelho, Daniel Silvestre da Silva, Richard Câmara 

«Uma narrativa prenhe de símbolos e leituras simbólicas.» 
Os Meus Livros 

«David Soares pesquisa mais fundo, tenta traçar um retrato mental do país (...) um livro que vale a pena ler, decifrar, discutir». 
Jornal de Letras 


O Pequeno Deus Cego (Kingpin Books, 2011) 
Argumento: David Soares; Desenho: Pedro Serpa 

Prémio Amadora BD: Melhor Argumentista Nacional (2012) 

«Como en toda la obra de Soares, el mejor guionista de la historieta portuguesa contemporánea, O Pequeno Deus Cego cuenta con las palabras justas. Como un mago, Soares navega entre la vida y la muerte, entre el sueño y la conciencia, entre la palabra y la imagen, entre la alegría y el sufrimiento.» 
La Bitacora de Maneco (Argentina) 

«Uma alegoria em torno da ignorância e da urgência do seu antídoto (...) para explorar a natureza humana a partir de tempos e lugares concretos, mas projectando as suas incertezas e os seus gestos mais memoráveis ao longo de um arco cronológico sem princípio nem fim.» 
LER
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Domingo, 23 de Dezembro de 2012
David Soares no seu blogue Cadernos de Daath

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