quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

ANDRÉ OLIVEIRA EM ENTREVISTA COM GERALDES LINO – NA SKETCHBOOK #5


Capa da Sketchbook #5 com a caricatura de Geraldes Lino por Zé Oliveira

ANDRÉ OLIVEIRA EM ENTREVISTA 
COM GERALDES LINO
NA SKETCHBOOK #5 

Está disponível online a SketchBook #5, com 76 páginas (incluinda capa e contra-capa), que comemora o seu 1º aniversário. A matéria mais significativa do conteúdo é a entrevista de André Oliveira com Geraldes Lino, organizada no Espaço Tintin, na Avenida de Roma.

Aqui ficam algumas fotos publicadas na SketchBook e a primeira pergunta-resposta da entrevista que ocupa 19 páginas desta revista digital, que pode ser vista AQUI (em formato ISSU) ou descarregada AQUI (em formato PDF).

A SketcBook é dirigida por Diogo Semedo e tem, neste número, colaborações de Nuno Neves (do blogue Notas Bedéfilas), Claudia Ferreira, André Sanchez (do site Rubber Chicken), Pedro Trabuco (também colaborador do BDjornal), Cesário Arco-Íris, João Figueira, para além de André Oliveira, mais Pedro Prado, Hugo Lima e Nuno Carneiro, nas fotografias, .
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PEQUENO EXCERTO DA ENTREVISTA DE ANDRÉ OLIVEIRA COM GERALDES LINO

André Oliveira: A tua experiência na Ban­da Desenhada é muito rica e sei que come­çaste a ler a partir de jornais e revistas co­mo "O Mosquito" e o "Diabrete". Olhando para trás, quais são as principais diferen­ças que encontras entre a sociedade da al­tura e a actual, na maneira de entender a cultura e a BD de um modo geral? 

Geraldes Lino: No meu modo de ver, as dife­renças têm muito a ver com os avanços tecnológicos. As pessoas continuam a ter as suas idiossincrasias, continuam a gostar das diversas formas de cultura, mas há algo que mudou radicalmente com o 25 de Abril: a liberdade de expressão.

Nesse caso,e às vezes com muita intensi­dade, as pessoas exprimem as suas opiniões sem grandes limitações e isso para o bem e para o mal. Por exemplo, na Internet, que é uma força tecnológica que abrange tudo e to­dos, nós vemos que vem ao de cima a maior perversidade, pois as pessoas comentam, na maior parte dos casos, anonimamente e nun­ca se chega a perceber se pretendem enriquecer os seus conhecimentos ou simplesmente dizer mal e deitar abaixo.

Eu vivi uma parte da minha vida numa so­ciedade fechada, medrosa com receio de fa­lar, pois nessa altura podíamos, sem saber, estar ao lado de um pide e portanto não se podia dar a nossa opinião fosse do que fosse. Muitas vezes, falava-se socialmente apenas de futebol, fado e Fátima. Mas, actualmente, há grandes alterações, grandes mudanças e continua a haver pessoas que se interessam por cultura, que a aproveitam e a sabem de­senvolver.

A banda desenhada, felizmente, também soube evoluir até na nomenclatura, pois nos meus primórdios era simplesmente designa­da como "histórias aos quadradinhos", uma expressão com conotações infantis.
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