sábado, 4 de maio de 2013

XVIII SALÃO INTERNACIONAL MOURA BD’2013 — A REPORTAGEM (3) — VISITA GUIADA E COMIDAS




O XVIII SALÃO INTERNACIONAL
DE BANDA DESENHADA MOURA BD’2013 
A REPORTAGEM (3)

VISITA GUIADA POR CARLOS RICO E... COMIDAS

A Pensão... perdão, agora é Hotel, Santa Comba, onde pernoitámos...

O nome do hotel tem a ver com a fonte de Santa Comba, que lhe fica em frente, do outro lado da praça. Pode ver-se aqui uma foto de 1912, exibida numa das paredes da sala de pequenos almoços do hotel e a foto que tirámos no dia 28 de Abril de 2013...

Carlos Rico levou-nos a visitar a oficina-garagem, onde o pai se dedica a construir modelos de alfaias agrícolas antigas em miniatura e que... funcionam todas - é um trabalho incrível de reconstituição e construção, que devia estar exposto num qualquer museu dedicado ao tema.


Portentoso!!!

Casa (de que não me recordo o nome) abandonada e muito degradada - tem até uma oliveira numa das janelas do primeiro piso - que fica mesmo ao lado da Fonte de Santa Comba... As flâmulas negras que vemos do lado esquerdo indicam o caminho para o Museu Alberto Gordillo que visitámos a seguir...

Traseiras da tal casa abandonada...

Foto antiga (de arquivo) que mostra, ao lado da "casa abandonada", o antigo edifício dos Bombeiros de Moura, que foi remodelado para albergar o Museu Alberto Gordillo...


Foto (de arquivo) do edifício na actualidade... 

Entrada do Museu Alberto Gordillo...

Alberto Gordillo, joalheiro e escultor, nasceu em Moura em 1943. Com 12 anos começou a aprender ourivesaria na oficina de um tio em Lisboa, tendo iniciado uma ourivesaria de características extravagantes para a época, utilizando novos materiais. Datam dos finais dos anos 50 as suas primeiras jóias modernas. É considerado o pioneiro da Joalharia Moderna Portuguesa, o mais premiado e mencionado em publicações e o que mais exposições realizou.

Contraluz da peça escultórica exibida na janela ao lado da entrada do Museu...

Algumas das peças expostas:





Vista do terraço do Museu Alberto Gordillo...

Vassalo de Miranda observa o contraste entre o telhado contíguo ao Museu e as ruínas da muralha do Castelo de Moura...

Carlos Rico ao telefone...

Visita à Torre de Menagem do Castelo de Moura:

 Porta de entrada do Castelo (foto de 1997, de J.Machado-Dias)

Aspecto do interior do Castelo em 1997 (foto de J.Machado-Dias)

A visita: sala actualmente designada "das armas" - antiga Sala dos Alcaides...

"(...) A torre de menagem, em estilo gótico, maciça na parte inferior, tem no segundo pavimento uma sala de planta octogonal (Sala dos Alcaides) coberta por abóbada em cruzaria de ogivas, assente em oito colunas de fuste delgado (...)"


A soberba abóbada...

Uma das pistolas da colecção de seis exemplares exposta nesta sala... Trata-se de uma pistola inglesa do século XVIII, ainda com a pederneira (silex) de origem...

No topo da Torre de Menagem, onde se acede por uma escada em caracol...


Aspecto dos trabalhos de escavação arqueológica no interior do Castelo...

Foto de arquivo - aspecto geral de Moura...

Depois desta visita guiada por Carlos Rico a alguns edifícios de Moura - falhou o Museu do Azeite, que estava encerrado (apesar do letreiro na porta dizer que estava aberto, mas é preciso compreender a dialética alentejana) - fomos para Pias, onde decorreu o almoço, como tradicionalmente acontece antes de os visitantes recolherem aos lugares de origem. O restaurante previsto por Carlos Rico estava fechado (no coments...) e o alternativo estava a abarrotar de gente, de modo que se procurou outro e... por mim, ainda bem que não pudémos ir aos outros: o Trindade revelou-se uma pequena pérola escondida na planície (hoje deu-me para a poética)...



Não, não provámos deste presunto...


Da esquerda para a direita, Clara Botelho, Leonardo De Sá, Carlos Rico, Thibault, Vassalo de Miranda, Luis Beira, Hugues Barthe (só se vê a camisola vermelha), João Amaral e Cristina Amaral...

Eu estava um bocadinho cansado, devido à subida da escada em caracol do castelo...

Mas as comidas e o tinto da região retemperaram-me para os quase trezentos e cinquenta quilómetros até casa. Enquanto quase toda a gente optou por comer cozido de grão com borrego - o Leonardo comeu ovos mexidos com espargos - eu decidi completar, não propriamente o "círculo", mas o "triângulo do porco no  forno", ou seja, depois do lombo do bicho no forno no restaurante O Celeiro e das bochechas do dito também no forno, n'A Pérgula, desta vez fui pelo cachaço, ainda no forno com batatas assadas - e este sim, revelou-se-me uma autêntica obra prima!!!

E... piu!!! 
passaroco (de que não sei a "marca") na relva de uma Área de Serviço da A2

Ou seja, por estradas do Alentejo, 
até ao IX Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja'2013!!!

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PODEM VER TAMBÉM A REPORTAGEM DE CARLOS RICO NO BLOGUE BDBD - AQUI

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