terça-feira, 6 de julho de 2010

BDpress #138: João Miguel Lameiras no Diário “As Beiras” e Pedro Cleto no Jornal de Notícias

PRIMEIRO, AS BOAS NOTÍCIAS:

O BDjornal já se encontra à venda em Nova Iguaçú, Rio de Janeiro, na Redwood Comics
E... o BDjornal vai estar à venda nas lojas FNAC a partir da próxima semana!
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Diário As Beiras, 19 de Junho de 2010

OS FILMES DA MINHA VIDA DO CINEMA PARA A BD

João Miguel Lameiras

Não têm faltado neste espaço textos sobre adaptações de Bandas Desenhadas ao cinema, especialmente nos últimos anos, em que os estúdios de Hollywood (e não só) descobriram na Banda Desenhada um filão inesgotável de histórias e personagens. Mas o ponto de partida deste texto, dedicado à colecção “Os Filmes da Minha Vida” é precisamente o oposto, pois incide sobre uma colecção de BDs de autores portugueses inspiradas pelos seus filmes favoritos, dirigida por Tiago Manuel, com arranjo gráfico, bastante minimalista, de Luís Mendonça.

Com sete títulos publicados até ao momento, esta colecção de livrinhos de 32 páginas a preto e branco, editada pela Associação Cultural Ao Norte, traz além da BD inspirada pelo filme escolhido pelo autor, um texto de João Paulo Cotrim sobre o respectivo autor e a filmografia do realizador cujo filme foi objecto de adaptação. Até agora, as abordagens têm sido as mais diversas, como diversa é a personalidade dos autores envolvidos, nem todos oriundos do meio da Banda Desenhada. Em “O Percutor Harmónico”, primeiro volume da colecção, André Lemos, no seu estilo muito próprio, revisita, sem grande sucesso, a magnífica cena inicial de “Aconteceu no Oeste”, de Sérgio Leone, já Daniel Lima em “Epifanias do Inimigo Invisível” escolhe o filme de Valério Zurlini (a partir de um romance de Dino Buzzati) “O Deserto dos Tártaros”. Jorge Nesbitt, que recupera “O Sétimo Selo”, de Ingmar Bergman, encena o encontro entre o cruzado e a morte, omitindo aquela que é a cena mais conhecida do filme, a do jogo de xadrez.

João Fazenda, naquele que é, até agora, o meu título favorito desta colecção, reinterpreta o “Vertigo” de Hitchcock, utilizando a página como um espelho em que acompanhamos duas narrativas paralelas, que acabam por se cruzar, repetindo o destino da “Mulher que Viveu Duas Vezes” (título português do filme) interpretada por Kim Novak.

Filipe Abranches, em “Fitz…” recolhe numa série de ilustrações em que a luz e a sombra se degladiam, o percurso de Fitzcarraldo, contado por Werner Herzog no filme do mesmo nome, que valeu a Klaus Kinsky mais uma memorável interpretação. Outra muito conseguida interpretação, é a de Catherine Deneuve, em “Repulsa”, de Roman Polansky, filme escolhido por Alice Geirinhas,para num estilo entre o infantil e o perverso, nos contar a intriga do filme (este é o único caso em que um autor opta por resumir a história do filme)misturando-a com as suas recordações de infância relacionadas com o filme. Por último, Tiago Albuquerque em “O Dragão Ataca”, último título da colecção até ao momento, pega num filme com Bruce Lee, para uma divertida homenagem, sem tradução, aos filmes de Kung Fu.

(“Os Filmes da Minha Vida”, vários autores, Ao Norte, 32 pags, 3€ cada volume. 7 volumes publicados)


Imagens da responsabilidade do Kuentro.
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Jornal de Notícias, 1 de Julho

BD DO HOMEM DE FERRO EM PAPEL E EM VERSÃO DIGITAL

F. Cleto e Pina


É posta à venda hoje nos Estados Unidos (devendo chegar às lojas especializadas nacionais nos próximos dias) a revista Invincible Iron Man Annual #1. Isto não seria notícia relevante se não fosse o caso de a Marvel disponibilizar esta banda desenhada na versão tradicional em papel e também em versão digital, para o aplicativo da editora nas plataformas iPad, iPhone e iPod Touch, o que acontece pela primeira vez em simultâneo.

A versão digital - que ficará de imediato disponível para todo o mundo, desde que o comprador seja usuário do aplicativo - será ligeiramente mais cara, pois cada uma das três partes em que foi dividida custará 1,99 $ (cerca de 1,61 €), num total de 5,97 dólares, custando as 80 páginas da edição impressa apenas 4,99 $.

A história, escrita por Matt Fracton e desenhada por Salvador Larroca e Carmine Di Giandomenico, está centrada na figura do Mandarim, um vilão que tem por objectivo assassinar o multimilionário Tony Stark, ou seja, o Homem de Ferro.

Se a Marvel, que detém a maior quota de vendas em lojas especializadas, já disponibilizava no seu site, a pagar, dezenas de títulos antigos na forma de motion-comics (BD com animação limitada), esta iniciativa, que parece vir contra um pacto tácito entre as grandes editoras norte-americanas, surge como um teste àquele que muitos apontam como o suporte preferencial a médio prazo para as histórias em quadradinhos e também uma forma da editora começar a marcar terreno.

Entretanto, a Marvel comunicou já aos seus autores que também receberão royalties relativos às vendas das versões digitais das suas obras.

E mais dois recortes, cujas notícias já aqui demos, portanto não vamos transcrever os textos:


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