sábado, 17 de julho de 2010

BDpress #145: FESTIVAL DAS ARTES EM COIMBRA, COM EXPOSIÇÃO DE ILUSTRAÇÕES DE MIGUELANXO PRADO


Nos textos que se seguem, onde se lê “tem início hoje” ou “começa hoje” terá de se ler “teve início ontem” ou “começou ontem”, por motivos óbvios.

in Por um punhado de imagens, 16 de Julho 2010

João Miguel Lameiras

Tem início hoje a 2ª edição do Festival das Artes de Coimbra, iniciativa promovida pela Fundação Inês de Castro, que tem como palco principal, o magnífico espaço da Quinta das Lágrimas. Para além da música, do teatro, do cinema, da literatura e das artes plásticas, a programação deste ano, também tem espaço para a Banda Desenhada. Assim, no dia 17, pelas 18h15m, inaugura (se tudo correr bem...) no coro alto do Mosteiro de Santa Clara a Velha, a exposição "Do Mar Profundo", com ilustrações de Miguelanxo Prado para o filme "De Profundis", que também estará em exibição contínua no Mosteiro durante o tempo que durar a exposição (entre 17 de Julho e 1 de Agosto).

Além disso, no dia 23 de Julho, pelas 22h30m, na Sala Àqua do Hotel da Quinta das Lágrimas, este vosso criado vai dar uma conferência com o título "Desenhar a Água", uma viagem pelos mares de tinta de Hugo Pratt, François Bourgeon e Miguelanxo Prado, onde vou analisar a forma como a água (e em especial, o mar), está presente na obra destes três grandes nomes da Banda Desenhada europeia. Apareçam!

Festival das Artes. Quinta das Lágrimas, Coimbra, de 16 de Julho a 1 de Agosto 2010.

Imagens da responsabilidade do Kuentro
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Público, 16 Julho 2010-07-16

Maria João Lopes

FESTIVAL DAS ARTES

COIMBRA SUBMERSA EM ÁGUA E ARTE DURANTE 17 DIAS

É o mais ecléctico festival de Verão ao ar livre em Portugal. No Festival das Artes, que este ano tem como tema a água, há mais de 40 eventos de diferentes disciplinas artísticas

Águas Infindas é o tema da segunda edição do Festival das Artes que arranca hoje e se prolonga até 1de Agosto, em Coimbra. Organizado pela Fundação Inês de Castro, tem como cenário principal o anfiteatro ao ar livre Colina de Camões, na Quinta das Lágrimas, embora este ano se estenda a outros pontos da cidade.

O autor da ideia e membro da fundação, José Miguel Júdice, diz que "a ambição é fazer um festival de referência ao ar livre em Portugal - que daqui a cinco anos esteja no mapa internacional".

Da autoria de Cristina Castel Branco, Colina de Camões - que, em 2008, venceu o Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista - é o espaço emblemático do festival que, nesta edição, abrange também o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, o Centro de Artes Visuais, o Teatro da Cerca de S. Bernardo e o Museu da Água.

Neste ano, em que até o barco Basófias vai percorrer o rio Mondego ao som de jazz, o programa inclui mais eventos, em mais dias, e envolve várias entidades culturais da cidade, como a Casa da Esquina, o Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra, a associação cultural camaleão, o Jazz ao Centro Clube, e, entre outros agentes, o artista plástico António Barros e o cineasta António Ferreira.

Música, teatro, dança, cinema, fotografia, banda desenhada, poesia, e até a gastronomia fazem parte de um festival "multidisciplinar" que inclui ainda conferências e passeios pela região. Ao todo, são 42 eventos divididos por diferentes ciclos: Música, Palavra, Coreografia, Artes Plásticas, Cinema, Património, Conferências, Esperança, Gastronomia e Vida.

"O anfiteatro é o ponto essencial, mas a ambição é que seja um festival de Coimbra e internacional.
A ideia é que outras entidades aproveitem aqueles dias e, em vez de 40, haja 400 eventos.
Queremos que seja um catalisador de iniciativas", diz José Miguel Júdice, também da direcção do festival, evento que considera "inovador" por ter "um tema, ser de todas as artes e para um público heterogéneo".

Entre as várias iniciativas, o responsável destaca a orquestra Concerto Köln - "um dos três melhores grupos de música barroca do mundo", diz -, a actuação de António Pinho Vargas e ainda a de Bernardo Sassetti, que, com leitura de Beatriz Batarda, vai musicar a obra A Menina do Mar, de Sophia de Mello Breyner Andresen. "Os programas de cada concerto foram escolhidos em diálogo com os artistas, tendo em conta o tema da água", acrescenta Luís M. Alves, da direcção artística (com Nuno Antas de Campos, Margarida Mendes Silva e Ilda Rodrigues), destacando ainda a estreia em Portugal do documentário Os Oceanos de Perrin, de Jacques Perrin.

Na gastronomia, José Miguel Júdice chama a atenção para a presença do chefe catalão Santi Santamaria - em 2009, o Guia Michelin concedeu-lhe um total de sete estrelas, por quatro restaurantes - que vai ser o autor do menu de dia 27 de Julho, na Quinta das Lágrimas.

O festival arranca hoje, às 19h30, com o concerto Bem-Vindos a Coimbra, pela Orquestra Clássica do Centro e pelo Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, e termina no dia 1de Agosto, às 21h30, com o espectáculo Maiorca, de Paulo Ribeiro.

"Vai haver sempre coisas a acontecer. Não é um festival para melómanos ou cinéfilos, mas para um público que ambiciona a cultura em geral. É muito transversal. O objectivo é a diversidade, múltiplos olhares sobre a água... no cinema, na música, no ambiente, na civilização, na gastronomia", diz Luís M. Alves, adiantando que, se no ano passado o mote foi a noite e este ano é a água, a terceira edição terá como tema paixões. Mais informação em http://www.festivaldasartes.com/

Hotel da Quinta das Lágrimas e respectivo anfiteatro ao ar-livre.


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