quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

AS FOTOS DA EXPOSIÇÃO DE JOSÉ RUY NO CONSULADO DE PORTUGAL EM PARIS


Aqui ficam as fotos que nos foram enviadas por José Ruy, reportando a inauguração da exposição, 
a 13 de Fevereiro, patente no Consulado de Portugal em Paris até 6 de Março, sobre o seu livro 
Aristides de Sousa Mendes: Héros de l'Holocauste.

As fotos são da autoria da escritora Altina Ribeiro e por ela cedidas gentilmente.

Começamos com um recorte do Luso Jornal, de 19 de Fevereiro de 2014

Banda desenhada criada por José Ruy
Exposição sobre Aristides de Sousa Mendes inaugurada no Consulado de Paris

Luso Jornal, 19 février 2014
Por Carlos Pereira

Foi inaugurada na semana passada, no Consulado Geral de Portugal em Paris - Espaço Nuno Júdice - a expo­sição "Aristides de Sousa Mendes: Héros de l'Holocauste" da autoria de Mestre José R uyr e em parceria com o Círculo Artístico e Cultural Artur Bual, na Amadora.

"Em cerca de um ano, este o segundo evento que aqui organizamos em ho­menagem a Aristides de Sousa Men­des" disse na sua intervenção inicial o Cônsul Geral Pedro Lourtie. "E cu­riosamente também é o segundo evento que organizamos em colabora­ção com o Círculo Artístico e Cultural Artur Bual".

Pedro Loutie destacou o feito histórico do ex-Cônsul de Portugal em Bor­deaux durante a segunda Guerra mundial, que salvou mais de 30.000 pessoas. "Não sei se compreendem bem o esforço físico que este ato re­presentou. Passar mais de 30.000 vistos em apenas 8 dias representa um esforço enorme". E o Mestre José Ruy refere que "hoje sabe-se que muitos dos vistos eram coletivos. Chegado a um momento ele já não conseguia fazer vistos para cada elemento da família, então fazia vistos para a família completa. O que quer dizer que está-se a descobrir que ele não salvou apenas 30.000 pessoas, mas terá salvo muitas mais" disse o autor da banda desenhada que pode ser vista no Consulado português até ao dia 6 de março. Gerard Mendes, neto de Aristides de Sousa Mendes, também presente, considerou importante a existência de livros de banda desenhada "para que o ato do meu avô possa ser contado mais facilmente às crianças". Depois, explicou que os refugiados foram muito bem recebidos em Portugal -"todas as testemunhas dizem isso mesmo - mesmo se uma esmaga­dora maioria seguiu depois para ou­tros países, nomeadamente para os Estados Unidos. "É necessário repetir que a célebre Circular 14 era um ato isolado de Salazar e que não transmi­tia a opinião da maior parte dos Por­tugueses".

José Ruy foi um dos fundadores do Círculo Artístico e Cultural Artur Bual, que hoje é presidido por Fernanda Páscoa, também presente no ato da inauguração. O Mestre fez uma pequena apresentação de como nasceu a banda desenhada, como criou as personagens a partir das fotografias da família e as alterações que teve de fazer para as traduções para francês e inglês e hebraico. Esta apresentação vai ficar no Consulado e servirá de su­porte para mostrar às escolas que vi­sitarem a exposição. Também assistiu à inauguração da ex­posição o Embaixador de Portugal junto da OCDE, Paulo Pinheiro, entre outras personalidades.
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AS FOTOS
Legendadas por José Ruy

O Cônsul, Pedro Lourtie, Fernanda Páscoa representando o Círculo Artístico Artur Bual, o neto de Aristides, Gérard Sousa Mendes e eu, que explico pormenores da Banda Desenhada sobre a vida do Cônsul Aristides. A seguir, personalidades. O Senhor que está ao pé de mim, tem um livro da versão portuguesa na mão, de exemplares que foram vendidos nessa altura.

A escritora portuguesa radicada em França desde menina, Altina Ribeiro, com um livro onde se vê uma dedicatória minha e do neto de Aristides. Esta escritora tem três livros publicados, com grande êxito, com várias edições e também em livro de bolso. São eles «De São Vicente a Paris», «Le Fado Pour Seul Bagage» e «Alice au Pays de Salazar». 
Para saberem quem é e terem uma ideia do currículo de Altina Ribeiro, podem ver AQUI

Na sessão de autógrafos, vendo-se na mesa livros na versão em francês e folhetos com a capa do livro, a distribuir durante a exposição. Esta edição foi especial para França a ser vendida durante a itinerância da exposição.

Na abertura da sessão, o Cônsul discursando. A seguir, a Fernanda Páscoa, do Círculo, Gérard Sousa Mendes e eu.

Gérad Sousa Mendes, Altina Ribeiro com o seu exemplar do livro e eu.

Gérard Sousa Mendes, o Adido Cultural Miguel Costa e eu.

Uma das 31 placas, expostas ao longo da sala, com páginas do livro, na versão em francês, com a referência ao Círculo Artístico e Cultural Artur Bual, que teve a iniciativa desta exposição.

O diapositivo de abertura do PowerPoint. Dei este título, pois os meus livros contém vida e neste caso, conto a história de alguém que sacrificou a sua própria vida para salvar milhares de outras, de seus semelhantes.

Um diapositivo do Powerpoint que projetei na altura da inauguração, explicando como construi a história, começando por um esboço.

Outro diapositivo mostrando um visto autêntico de Aristides de Sousa Mendes e em baixo, em desenho, como ele nas últimas horas dramáticas ele assinava, só «Mendes», para ganhar tempo e assim poder salvar mais vidas.

Diapositivo da última página do livro, que atualizei em relação à última edição em português e em hebraico, com as homenagens entretanto prestadas, com a formação da «Sousa Mendes Foundation» nos Estados Unidos da América, uma estátua em Santarém, Portugal, a homenagem no Panteon de Paris, a criação do Museu Virtual pelo Museu Yad Vashem em Israel e os filmes recentes sobre a sua vida e a nobre decisão tomada em 1940, em Bordéus.


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